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Opinião: cancelamento do GP Brasil é choque de realidade no país

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O cancelamento do GP Brasil de Fórmula 1, agendado para novembro, é  um choque de realidade no país que parece ignorar o fato de que ainda não controlou a pandemia.

Os mais de mil registros de novos óbitos por covid-19 quase todos os dias não provocam o impacto que deveriam na sociedade. Rola um “segue o jogo” quase que geral. Não faltam candidatos a ilusionistas. Eles torturam números aqui e pegam carona numa fake news ali para sustentar que a gravidade do caso é tentativa de lavagem cerebral por parte de jornalistas comunistas inimigos de Jair Bolsonaro.

Ler sobre o cancelamento em meio a seguidas notícias de reabertura e retomadas de atividades nas mais diversas áreas pode ter o efeito positivo de fazer o Brasil refletir se está tratando o problema da maneira certa.

É como se os americanos que controlam a Fórmula 1 dessem um cutucão nos nossos governantes e falassem: “prestem atenção no que estão fazendo”.

Vale lembrar que o GP dos Estados Unidos também foi cancelado. Claro, assim como aqui, a crise sanitária, de maneira geral, é enfrentada com uma série de erros. México e Canadá também foram riscados do mapa da categoria neste ano.

Seria incrível se os cartolas do nosso futebol entendessem a profundidade do recado que a Fórmula 1, indiretamente, manda para eles. Os dirigentes perceberiam como estão colocando seus funcionários em risco, por mais detalhados que sejam seus protocolos de segurança. É só notar que as contaminações de jogadores continuam ocorrendo. E ainda tem o efeito quase alucinógeno que o futebol pode causar fazendo torcedores acreditarem que está tudo bem e baixarem a guarda contra o novo coronavírus.

É constrangedor que esse chacolhão seja dado por executivos que também colocam em risco os funcionários que movimentam seu negócio.  A Fórmula 1 não deveria ter voltado em canto nenhum do mundo para priorizar a saúde dos seus.

Essa opinião é de quem, desde Jacarepaguá, se acostumou a ir ao autódromo para assistir o GP Brasil. Foram raras as ausências. Triste não poder cumprir o ritual em 2020, mas a medida é acertada.

Juiz vê indício de conluio em caso com Corinthians, Penapolense e agentes

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Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

O Juiz Paulo Guilherme Amaral Toledo, da 1ª Vara Cível de São Paulo, vê indícios de conluio na operação de compra de Marlone envolvendo Corinthians, Penapolense e empresários em 2015. O imbróglio é objeto de uma ação de cobrança avaliada em cerca de R$ 2,1 milhões, movida pela Penapolense contra o Corinthians, alegando calote no pagamento de parte do valor da transferência do jogador.

O caso começou simples: a Penapolense acionou o Corinthians na Justiça, alegando falta de pagamento de parte dos valores da contratação – Marlone estava registrado pelo clube do interior de São Paulo quando a operação aconteceu. Uma série de terceiros, entretanto, com os quais a Penapolense tinha dívidas trabalhistas, peticionaram no processo e conseguiram penhorar parte expressiva dos valores que viessem a ser pagos pelo alvinegro.

Investidores entraram na ação afirmando que eram eles, e não a Penapolense, os verdadeiros detentores dos direitos econômicos de Marlone, e a quem o Corinthians deveria pagar os R$ 2,1 milhões. São eles Fernando Garcia, por meio da empresa Luis Fernando Assessoria Esportiva, a GT Sports Assessoria Esportiva e o empresário Marcus Vinicius Sanchez Secundino. Embora seja a autora da ação, a Penapolense não contestou a alegação.

Desde maio de 2015 investidores estão proibidos, no Brasil, de serem detentores de direitos econômicos de jogadores, mas os contratos anteriores à proibição ainda são válidos. Os investidores alegam que adquiriram os direitos de Marlone antes da proibição. Fernando Garcia tem influência na Penapolense, e muitos de seus clientes passam pelos registros do clube do interior.

O UOL Esporte apurou que os investidores teriam registrado o jogador como forma de mantê-lo vinculado a um clube e não correr o risco de perderem o investimento feito no atleta. O Corinthians, na ação judicial, alega que não pagou por estar com problemas de caixa em virtude da pandemia do novo coronavírus e por aguardar a definição se deve pagar aos empresários ou à Penapolense.

O juiz responsável pelo caso, entretanto, não aceitou as alegações. Na última decisão, desta semana, Paulo Guilherme Amaral Toledo determinou que o Corinthians pague a dívida, e ameaçou abrir um inquérito criminal por desobediência. O magistrado também questiona a postura da Penapolense: “manifeste-se o exequente PENAPOLENSE quanto ao prosseguimento da cobrança. Sob pena de reconhecimento de CONLUIO com o executado CORINTHIANS e também aplicação ao exequente PENAPOLENSE da MULTA por ato atentatório à dignidade da justiça (“atempt of Court”) prevista no CPC 77, §1º, considerando que faz quase UM ANO que o CORINTHIANS está confessadamente inadimplente em relação ao acordo de fl. 120/122, em valor expressivo de mais de R$2.100.000”. A decisão ainda exige que o clube do interior explique porque não adota medidas contundentes para cobrar o Corinthians.

Procurado pela reportagem, o advogado da Penapolense, Aldo Giovani Kurle, afirmou que não poderia comentar o processo em andamento.

Procurado, Fernando do Garcia disse não saber sobre o processo e sugeriu que a reportagem procurasse o Corinthians. Por sua vez, o clube afirmou, por meio de seu departamento de comunicação, que prefere não se pronunciar por se tratar de uma ação que envolve terceiros.

Vale lembrar que Fernando Garcia é ex-conselheiro do Corinthians e irmão de Paulo Garcia, provável candidato à presidência do clube no final do ano.

Integrantes da oposição alvinegra questionam o fato de Fernando ter longo histórico de negociações com o Corinthians desde a primeira passagem de Andrés pela presidência. O empresário é amigo do atual presidente.

São Paulo inicia votação para escolher layout de novo ônibus na sexta

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Ilustração do novo ônibus do São Paulo

O São Paulo vai iniciar nesta sexta (24), às 20h, a votação para escolher o layout do novo ônibus de seu time principal de futebol masculino.

Os torcedores poderão votar até o próximo domingo à noite por meio de um aplicativo do clube. Serão apresentados quatro modelos.

Além de o mais votado ser usado no veículo da equipe masculina, o segundo colocado deve ser aproveitado no ônibus que servirá aos elencos de basquete masculino e futebol feminino.

O ônibus que transportará os jogadores comandados por Fernando Diniz foi projetado internamente seguindo pedidos da comissão técnica e de Raí, executivo de futebol.

Haverá kits multimídia em todas as poltronas e uma sala de reuniões no andar inferior. Um elevador ajudará na entrada de jogadores lesionados. O veículo do basquete e do time feminino terá apenas um andar.

 

Clube japonês vai recorrer para tentar aumentar multa aplicada a Rony

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Albirex Niigata, do Japão, vai entrar com recurso no CAS (Corte Arbitral do Esporte) para tentar aumentar a multa que a Fifa estipulou para ser paga por Rony a seu ex-time. O Athletico é considerado pela entidade internacional solidário na dívida. Ou seja, o credor pode cobrar das duas partes até o montante total ser atingido.

A Câmara de Resoluções de Litígio da entidade determinou que o atual jogador do Palmeiras pague cerca de US$ 1,3 milhão. Conforme apurou o blog, o clube japonês vai pedir que o valor suba para entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões. O recurso ainda deve levar cerca de 20 dias para ficar pronto.

Atlhetico e Rony também decidiram recorrer, mas para não serem punidos pelo fato de o atacante deixar o Japão para defender o time de Curitiba em 2018. Na ocasião, ele conseguiu uma liminar na Fifa para se transferir. No início de 2020, Rony foi para o Palmeiras.

Além da punição em dinheiro, Rony foi suspenso por quatro meses e o Athletico proibido de registrar novos jogadores durante duas janelas de transferências. Essas sanções também estão na mira de recursos.

Rony obteve efeito suspensivo para poder jogar enquanto o caso se desenrola, o que pode levar mais de um ano. O benefício foi concedido pelo CAS após o Albirex Niigata informar que não se opunha a ele, como revelou o blog.

Uma série de fatores levou os japoneses a optarem por essa postura. A primeira é que receber o dinheiro é a sua prioridade.

Outro ponto importante é que Rony terá que cumprir a suspensão quando o caso chegar ao fim, se a punição for mantida.

Em tese, a obrigatoriedade de cumprir a eventual punição pode acontecer num momento em que  o jogador está valorizado no Palmeiras e com propostas para sair. Isso poderia pressionar o atleta a fechar um acordo para não espantar eventuais interessados. Atualmente, o mercado é desfavorável, principalmente por conta dos efeitos da pandemia de covid-19.

Também teoricamente, o fato de já haver uma decisão favorável aos japoneses em primeira instância pode motivar Athletico e Rony a tentarem um acordo. No entanto, por enquanto, não houve movimentação nesse sentido.

O fato é que neste momento os japoneses se sentem empoderados na disputa sem precisarem da suspensão imediata de Rony para isso.

 

Vandalismo em arena indica segurança ruim e é constrangedor para Palmeiras

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Os atos de vandalismo na Arena Corinthians, que amanheceu com pichações provocativas de cunho palmeirense, são indecentes, além de constrangedores para o Palmeiras. Ao mesmo tempo, escancaram como é pífia a segurança da arena alvinegra.

Obviamente, é preciso ser comprovada a autoria por parte de palmeirenses. Mas o o fato de as provocações fazerem, ao menos indiretamente, referência ao alviverde, basta para constranger a direção do Palmeiras. A diretoria comandada por Maurício Galiotte certamente não concorda com tais atos. E o clube não tem a ver com isso.  Mas não deixa de ser constrangedor saber que há indícios de que um ou outro torcedor de seu time, que não representa a maioria, foi capaz de levar a cabo plano tão estúpido.

Além de vandalismo, quem escreveu no gramado “8 x 0”, placar da histórica goleada aplicada pelo Palestra Itália no rival em 1933, confessou sua própria burrice. Não só por ser evidente que não é tão difícil descobrir os autores, mas também porque o gesto automaticamente motiva o time corintiano.

Nem é preciso que a comissão técnica gaste tempo botando pilha no time. É uma motivação natural.

Isso vai ser decisivo no jogo? Provavelmente não. Mas não é inteligente dar motivação ao rival.

Do lado corintiano, porém, não pode haver só indignação, brio e sede de justiça. É preciso autocrítica para avaliar como um patrimônio gigantesco é tão mal protegido. Há poucos vigias? Não existe um sistema de monitoramento de câmeras em tempo integral? Os seguranças são incompetentes ou não têm estrutura para trabalhar? Respostas precisam ser dadas para sócios e torcedores. Erros devem ser sanados rapidamente.

Abaixo, leia nota emitida pela diretoria do Corinthians sobre o vandalismo.

“O Sport Club Corinthians Paulista lamenta a ação de vândalos palmeirenses que, ao arrepio da lei e da ordem, invadiram criminosamente o interior da Arena Corinthians na madrugada desta quarta com o único objetivo de depredar suas instalações. O clube comunica que já lavrou boletim de ocorrência por invasão de propriedade particular e que as imagens do sistema de câmeras de monitoramento serão disponibilizadas e auxiliarão as autoridades na identificação e punição exemplar aos responsáveis por ato vil e covarde e que não condiz com a grandeza e com a estatura da agremiação envolvida no confronto esportivo previsto para a noite desta quarta na Casa do Povo”.

 

Miguel Nicolelis sobre clássico durante pandemia: ‘Dérbi? Mas que dérbi?’

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Artigo escrito a convite do blog por Miguel Nicolelis, médico, professor, neurocientista e palmeirense sobre o clássico desta quarta (22) entre Corinthians e Palmeiras, na retomada do Campeonato Paulista.

Dérbi? Mas que dérbi?

Miguel Nicolelis

Médico, professor, neurocientista e coordenador voluntário do Comitê Científico do Consórcio Nordeste

Desde que me conheço por gente, por volta de 1966, o maior jogo de futebol, o maior dérbi do mundo, aquele que ocorre periodicamente, neste remoto e obscuro canto da Via Láctea, o confronto épico entre a Sociedade Esportiva Palmeiras, meu time do coração, e o nosso maior rival (e não inimigo), o Sport Club Corinthians Paulista, mexe com a minha vida de formas indescritíveis.

Dos confrontos épicos entre Dudu e Rivellino, das defesas espetaculares de Leão e Ado, Marcos e Dida, dos gols mágicos e inesquecíveis de César Maluco, Leivinha, Ademir da Guia, Ronaldo Artime, Evair, e Dudu, onde quer que eu estivesse no mundo, sempre parei para assistir cada milissegundo do dérbi como se fosse o último.

O que dizer da maior virada corintiana, ocorrida em 1971 (4X3, depois de o Palmeiras liderar por 2X0 e 3X1, com Adãozinho fazendo chover), narrada na voz de Fiori Gigliotti, enquanto eu e meu primo Fábio reproduzíamos o jogo, lance a lance, usando nossos botões, riscando a melhor mesa da casa da minha avó, sofrendo a cada grito de gol do rival, e nos abraçando, como se não houvesse amanhã, a cada gol do nosso amado Palestra Itália?

Como descrever os momentos em que eu tive que acompanhar a cobrança de pênalti de Marcelinho, contra Marcos, na semifinal da Libertadores de 2000, escondido dentro do vão da mesa do escritório na minha casa  nos Estados Unidos, por não conseguir olhar para a tela da televisão na hora agá?

Tudo isso enquanto meu filho mais novo me perguntava o que diabos estava acontecendo, e eu só conseguia dizer: isso é o que dérbi faz com a gente, Daniel, isso é o dérbi meu filho!

 Daniel nunca entendeu o que eu quis dizer, especialmente depois de ver o pai quase sofrer um traumatismo craniano comemorando a maior defesa do século XXI naquela noite imortalizada na voz de Oscar Ulisses! Mas pudera, meu menino não entendeu nada porque ele nunca esteve no Pacaembu ou no Morumbi, apinhados de gente em cada centímetro quadrado, levado pelo Tio Dema, para assistir  a uma final do Campeonato Paulista, um dérbi que parou São Paulo por dias, antes e depois. Mas eu estava lá, em dezembro de 1974! Vendo o Pacaembu explodir com um gol para cada lado no primeiro jogo, no tempo em que corintianos e palmeirenses assistiam aos jogos lado a lado na arquibancada, no meu, no seu, no nosso Pacaembu! E depois, no domingo seguinte, num Morumbi abarrotado pela Fiel, testemunhar o maior silêncio que eu já ouvi num campo de futebol, quando Jair Gonçalves, substituto de última hora de Eurico (coisas de Oswaldo Brandão, o maior de todos)  cruzou a bola da intermediária, buscando a testa do Imperador Leivinha, o maior cabeceador deste lado do Sistema Solar, que com leve espanar da bola delicadamente deixou Ronaldo (o maior da história do dérbi, sorry Fenômeno) na cara do gol, para fuzilar um Butticce desesperado, que  até hoje não sabe por onde a bola passou! Quem viu isso, ou a final de 1993, jamais esquecerá o que o dérbi paulistano significa. 

 E apesar de tudo isso, de todas estas memórias maravilhosas, hoje eu não vou assistir ao dérbi, muito menos torcer desesperadoramente pelo meu amado Palmeiras. Pior, durante todos os últimos dias eu evitei ler, ouvir, ou comentar qualquer coisa sobre o dérbi que acontece hoje à noite na Arena Corinthians, por um campenonato que perdeu qualquer sentido de ser. E como eu poderia agir de forma diferente? No meio da maior tragédia humana da história brasileira – salvo o genocídio indígena promovido pelos europeus nos séculos XVI e XVII e a escravidão – que já custou a vida de mais de 81 mil dos nossos irmãos e irmãs em meros 5 meses, semeando dor, tristeza e miséria por todo este nosso sofrido Brasil, não era o momento de termos um dérbi. 

De jeito nenhum, de forma alguma! 

E eu não falo apenas do risco, muito real, a que todos que vão participar deste jogo fora de propósito serão expostos. Eu me refiro a uma outra dimensão ainda maior que parece  estar se esvaindo rapidamente no meu amado patropi. Em qualquer país com perdas humanas desta magnitude, que continuam a crescer na razão de mais de mil mortos por dia, pensar, muito menos voltar a jogar bola, não faz nenhum sentido. Nem do ponto de vista humano, nem do ponto de vista ético e moral, muito menos do ponto de vista esportivo. Afinal de contas, qual a mensagem que vamos passar aos nossos filhos e netos? Quem em sã consciência pode desviar seu interesse para assistir ou vibrar com um dérbi no meio de uma Pandemia?

Eu certamente não vou conseguir. Portanto, na quinta-feira, se alguém me perguntar, eu não terei dúvida alguma em responder que, para mim e espero que para muitos outros brasileiros, o dérbi que será disputado hoje jamais aconteceu. Ele simplesmente, não ocorreu. Porque admitir que este prélio foi disputado é aceitar que nós brasileiros realmente perdemos uma disputa muito mais fundamental: o confronto épico entre a empatia humana versus o time da total indiferença para com o próximo.

Japoneses não se opõem a efeito suspensivo e podem ajudar Rony no Palmeiras

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Albirex Niigata, do Japão, não se opõe  à concessão de efeito suspensivo para que Rony possa jogar pelo Palmeiras até que seja julgado recurso contra suspensão de quatro meses imposta pela Fifa. 

Conforme apurou o blog, o clube japonês pretende protocolar ainda nesta terça (21), pelo horário de Brasília, no CAS (Corte Arbitral do Esporte) a decisão de não se opor ao efeito suspensivo.

O CAS perguntou ao Albirex Niigata e à Fifa se as partes tinham objeção à concessão da medida favorável a Rony. O blog não obteve informações sobre a resposta da Fifa.

Em tese, a posição dos japoneses fortalece o pedido de efeito suspensivo, já que a punição é decorrente de uma ação movida pelo Albirex Niigata.

Caso o efeito suspensivo seja concedido e a suspensão ao atleta fique mantida ao final do processo, ele cumprirá a pena no fim da disputa nos tribunais esportivos.

Contratado pelo Palmeiras no começo de 2020, Rony voltou ao Brasil em 2018 para atuar pelo Athletico depois de obter uma liminar na Fifa para se desligar do time japonês sem nada pagar. Só que o Albirex Niigata cobrava multa de aproximadamente US$ 10 milhões, por isso acionou a Fifa.

A Câmara de Resoluções de Litígio da entidade, no entanto, deu razão ao time japonês. Além da suspensão, determinou que Rony indenize seu ex-time. O Atlhetico foi punido com a impossibilidade de registrar novos jogadores jogadores por duas janelas de transferências. Rony e a agremiação paranaense recorreram.

Novos agentes de Veríssimo conversam com presidente do Santos por venda

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Os novos empresários de Lucas Veríssimo, Paulo Pitombeira e Marcelo Petinatti, mantiveram conversas nesta terça (21) com José Carlos Peres, presidente do Santos, para tratar a respeito de clubes interessados em contratar o zagueiro.

Não houve definição, porém, a dupla prometeu intensificar as negociações envolvendo o atleta. Watford, da Inglaterra, Benfica, de Portugal, e Fiorentina e Atalanta, clubes italianos, são os times vistos com possíveis destinos de Veríssimo por seus agentes.

Segundo pessoa próxima ao jogador, os dois empresários assumiram oficialmente nesta terça a carreira do zagueiro, apesar de em março já ter sido noticiada a troca na gestão.

Entre os clientes de Pitombeira estão Fábio Carille, Luan, Gabriel Jesus  e Roger Guedes.

 

Análise: Paulista volta com perdas técnicas, crises financeiras e pandemia

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Suspenso desde 16 de março, quando aconteceu seu último jogo, o Campeonato Paulista retorna nesta quarta (22) num cenário de enfraquecimento técnico de seus principais clubes. Também há sinais de agravamento da crise financeira em parte das equipes. Ao mesmo tempo, a pandemia de covid-19, que motivou a suspensão, ainda não está controlada no Estado.

Em tese, a principal perda técnica foi sofrida pelo Palmeiras, que emprestou Dudu para o Al Duhail, do Qatar, com possibilidade de venda futura.

Na opinião deste blogueiro, o elenco do Palmeiras é forte, mas perdeu justamente seu jogador que mais tinha potencial para desequilibrar partidas. O clube pode trazer um substituto de peso, mas é difícil encontrar por valor acessível alguém que chegue rendendo para o time o mesmo que Dudu rendia.

Outro baque técnico foi sentido pelo São Paulo, que viu Antony partir para o Ajax. Também não vejo no bom elenco são-paulino um sucessor pronto para o jovem talento perdido.

O golpe é forte porque a equipe do Morumbi vinha apresentando seu melhor futebol nós últimos anos.

A saída de Antony já era prevista, mas ele jogaria até o final do Estadual, se a competição não fosse suspensa.

É a mesma situação de Pedrinho. Ele poderia ter terminado o Estadual pelo Corinthians, se não houvesse paralisação. Vendido ao Benfica, o jogador ainda não se apresentou ao clube português, mas já não atua pelo Corinthians.

Pedrinho nunca explodiu como o torcedor corintiano esperava, ainda assim era o jogador mais habilidoso do elenco. Faltava transformar sua técnica em algo constantemente positivo para o time.

Outra perda da equipe de Tiago Nunes é a do zagueiro Pedro Henrique. Negociado com o Athletico, ele poderia ser útil durante a temporada, principalmente no desgastante Campeonato Brasileiro.

Vagner Love também se foi, mas, nesse caso, o Corinthians contratou um jogador que pode ser superior: Jô. O alvinegro trouxe ainda Léo Natel, que ficou sem contrato com o São Paulo, como aposta.

Por sua vez, o Santos simboliza a combinação entre enfraquecimento técnico e financeiro.

O clube presidido por José Carlos Peres viu Everson e Sasha pedirem suas rescisões na Justiça do Trabalho alegando atraso nas remunerações, além de outros problemas. Yuri Alberto, em fim de contrato, deve ser anunciado pelo Internacional. Felipe Aguilar foi vendido para o Athletico.

Sem poder registrar novos jogadores por conta de punição da Fifa, o Santos inscreveu promessas da base para o retorno do Paulista.

Se serve de consolo para o torcedor santista, o Corinthians também agravou sua crise financeira enquanto o futebol ficou congelado. Houve uma explosão de ações na Justiça por causa de dívidas, além de decisões nos tribunais desfavoráveis ao clube comandado por Andrés Sanchez.

Além da redução salarial durante a pandemia, jogadores e funcionários corintianos enfrentaram atrasos em seus pagamentos.

Como mostrou o UOL Esporte, os salários de maio dos atletas foram pagos nesta segunda (20). O São Paulo também tem dificuldades para pagar as remunerações em dia.

Diferentemente do que a volta do campeonato poderia sugerir, a pandemia não está sobre controle no Estado. Prova disso é o fato de nem todos os times poderem jogar em suas cidades devido a medidas de distanciamento social. É o caso do Botafogo de Ribeirão Preto. O município vive momento crítico na crise sanitária.

A direção do Botafogo criticou abertamente o retorno, mas não foi ouvida. Prevaleceu a tese da Federação Paulista de que o protocolo de segurança criado pela entidade é eficiente.

Assim, o show será retomado em meio a perdas técnicas, caos financeiros e um vírus ameaçador.

 

Gasto de R$ 17 mi mensais com 8° lugar no Brasileiro-19 pesa contra Andrés

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Em entrevista coletiva na última sexta (17), Roberto Gavioli, gerente financeiro do Corinthians, confirmou dados fundamentais para a análise da atual administração de Andrés Sanchez. E as informações pesam contra seu chefe, sentado ao lado dele na ocasião.

O executivo afirmou que em 2019 a folha de pagamento do futebol corintiano custava entre R$ 17 milhões e R$ 18 milhões mensais. Apesar do alto gasto, o clube terminou o Brasileiro em oitavo lugar, após conquistar o Campeonato Paulista.

Segundo Gavioli, com as reduções nas remunerações feitas pela diretoria durante a suspensão do futebol por conta da pandemia de covid-19 , o gasto mensal passou a ser de aproximadamente R$ 8,5 milhões. Ele calcula que, com a retomada dos pagamentos integrais, a despesa mensal fique em torno de R$ 11 milhões. Vale lembrar que a equipe alvinegra ocupa apenas a terceira posição de seu grupo no Paulista. São 11 pontos e só duas vitórias até aqui.

Na opinião deste blogueiro, a relação entre custo e desempenho esportivo já serve para indicar que a gestão do atual presidente é ruim.

A avaliação, porém, fica mais robusta com a comparação entre os gastos corintianos em 2019 e os de times que somaram mais pontos do que o alvinegro no Brasileirão do ano passado.

Para fazer a comparação, o blog usou dados disponíveis nos balanços das agremiações referentes a 2019. Foram usados os valores declarados de despesas com salários, direitos de imagem, tributos e benefícios. O valor anual foi dividido por 13 (12 meses e 13° salário) para se chegar à média mensal.

A contabilidade corintiana confirma os dados apresentados por seu gerente financeiro. O gasto mensal médio com a folha de pagamento foi de aproximadamente R$ 17,2 milhões.

O blog só não fez ata comparação com o Flamengo porque o rubro-negro publicou em seu balanço os gastos salariais de todas as modalidades e da área social.

Em relação aos outros seis times que obtiveram colocações melhores do que ele no Brasileirão de 2019, o Corinthians só apresentou folha de pagamento menos cara que a do terceiro colocado, o Palmeiras (por volta de R$ 20,3 milhões).

O Santos, vice-campeão, registrou despesa mensal com remunerações no futebol de aproximadamente R$ 11,4 milhões.

Também gastaram menos do que o clube comandado por Andrés o Grêmio (cerca de R$ 15,3 milhões e quarto colocado), o Athletico (por volta de R$ 10,5 milhões, incluindo premiações, e quinto colocado, o São Paulo (em torno de R$ 14,2 milhões e sexto na classificação) e Internacional (por volta de R$ 14,6 milhões e sétimo na tabela).

Para este blogueiro, essa combinação entre despesas e desempenho esportivo deixa clara a ineficiência da atual administração alvinegra.

Quando voltou à presidência, Andrés colocou como uma de suas principais metas arrumar as finanças do clube. Só que 2019 terminou com déficit de 177 milhões para os corintianos. O valor vai aumentar por conta de uma correção no balanço para incluir valores cobrados pelo JMalucelli pela venda de Jucilei.

É natural no futebol um clube amargar jejum de títulos enquanto bota suas finanças em dia. No ano passado, o Corinthians não passou em branco, pois conquistou o Estadual, mas se enforcou ainda mais financeiramente.

A maioria dos clubes usados como comparação também pode ter sua relação entre gastos e desempenho esportivo questionada, mas os números escancaram que no Parque São Jorge o problema é maior. Sem usar lupa é possível afirmar que até aqui Andrés faz uma má gestão em sua segunda passagem pela presidência.

Ainda que ele equacione a dívida relativa à construção da arena do clube, a gastança com um time que não foi além de vencer o Estadual no ano passado deixará no mínimo uma nódoa em seu currículo.