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Escolhas

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É tentador. Diria eu que quase irresistível aceitar as provocações que comemoram o “eu avisei day” e partir pro conflito. De fato constrange alguém que votou no PT cobrar de você alguma coisa em tom moral. Mas acontece.

E quando acontece, entendo, especialmente em redes sociais, o ímpeto é procurar como defender o seu lado. Responder. Revidar.

Mas por um momento esqueça a existência desse sentimento natural de revanche e note a oportunidade. Bolsonaro fez suas escolhas. Na minha opinião, errou brutalmente e se suicidou como presidente. Desde o início da pandemia um festival de equívocos que o desqualificam pro cargo.

Se cabe ou não tirá-lo de lá? Não sei. Advogados que discutam. Mas se couber, hora da escolha.

E a escolha consiste em ter razão. Mas não por ter votado nele, e sim por tê-lo abandonado ou não.

Quem passou as últimas eleições discursando sobre político de estimação e não compreendendo o absurdo que nos soa um sujeito traído pelo PT continuar defendendo aquilo com unhas e dentes tem a oportunidade agora de reconhecer o erro do seu governo e, junto disso, a coerência de seu discurso.

Dar as costas a Jair Bolsonaro agora não é “covardia” ou “trairagem”. É exatamente o que nós pedimos que os petistas fizessem e questionamos não terem feito. Logo, mesmo com um cenário consideravelmente menos grave pois não envolve o maior roubo da história, temos o dever moral e a oportunidade de mostrar coerência e honestidade.

Me arrepender do voto? Difícil. Acho que jamais me arrependeria de votar na alternativa ao maior crime da história.

Mas manter o apoio e a fé na “boa fé”, também não dá.

A escolha agora é simples. O filho da sua vizinha roubou 5 mil da carteira da mãe e você achou um absurdo a mãe ter ficado do lado dele. Brigou, condenou a mãe, jurou que “comigo não seria assim”.

Agora o sua filho roubou, ainda que sejam 200 reais, da sua carteira. Te incomoda mais a vizinha dizer “tá vendo?!” ou ser como a sua vizinha e criar um marginal?

Escolhe. É fácil.

RicaPerrone

Entre o real e o manual

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Eu adoro a frase “nada justifica a violência”.  Ela é linda, midiática, correta, mas absolutamente hipócrita. Qualquer ser humano tem seu limite e quando atingido perde a razão. Perde-la é parte do jogo, inclusive do seu que eventualmente esteja lendo aqui com seu cabelo grande, barba por fazer, feliz pelo Lula e falando em amor…

Em mais uma vitória rubro-negra, Botafogo dá lição aos rivais

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Foi por pouco. O Botafogo de fato quase conseguiu a proeza de vencer o Flamengo galático e imbatível de 2019. Chances aconteceram, o jogo foi equilibrado até a expulsão, mas o que me chamou atenção ficou menos no resultado e mais no estádio. Explico. Primeiro a mobilização para não dar ao rival, mesmo que por…

E virou

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Modéstia as favas, há 20 anos brigo com a imprensa esportiva nacional por entretenimento e não jornalismo.  Fiz minha micro-revolução online abrindo porta pra centenas de jornalistas que hoje entendem como fazer sem emissora, como negociar direto com o patrocinador e tendo baseado valores e expectativas em cima daquilo que eu construí. Hoje a Globo…

Humilhar pode. Aplaudir, não.

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O debate sobre os aplausos jornalísticos a Jorge Jesus após Flamengo x Gremio é interessantíssimo.  Pode a imprensa aplaudir alguém? E a isenção? Quando sai o jornalista e entra o torcedor? Primeira etapa desse debate é entender que os “influenciadores” – termo escroto usado pra não rotular um profissional que está ali fazendo o nicho…