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“Estão com ideia fixa de reprovar as contas” , diz presidente do Santos

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Procurado para comentar a decisão do Conselho Fiscal do Santos de manter a recomendação de reprovação das contas do clube referentes a 2019, José Carlos Peres afirmou que a decisão foi tomada “porque estão com a missão de reprovar”.

Em seguida, o presidente santista emendou :”ou melhor, estão com ideia fixa de reprovar”.

A rejeição das contas pode gerar abertura de novo processo de impeachment contra o cartola ou até sua expulsão do quadro associativo.

Na defesa apresentada ao Conselho Fiscal, Peres sustentou que o órgão não pode levar em consideração para pedir a reprovação eventuais problemas que não tenham sido apontados pela auditoria responsável por analisar o balanço.

“Esses argumentos demonstram que após dois anos e seis meses à frente da gestão do clube a administração continua desconhecendo e negligenciando o estatuto social que rege o clube, querendo dar novo entendimento ao disposto no artigo 73 e todos os seus incisos”, escreveram os conselheiros fiscais.

O órgão também cita que o Profut (programa que refinanciou dívidas tributárias das agremiações) respalda sua atuação.

Entre outros problemas apontados, o relatório sustenta que a administração feriu regras do Profut ao não recolher determinados tributos. Aponta que Peres não apresentou justifica para tal fato.

Uma das principais acusações contra Peres é o de uso do cartão corporativo do Santos para fins pessoais.

Em seu parecer, o Conselho Fiscal diz que o dirigente reconheceu o uso irregular do cartão dele crédito.

“O presidente admite o uso ilegítimo do cartão, bem como a negligência com as pendências de ressarcimento dos valores”.

Em 3 de agosto, o Conselho Deliberativo, que já definiu pela reprovação em primeira votação, irá apreciar os contas novamente, agora com a defesa de Peres.

Se a reprovação for confirmada, a Comissão de Inquérito e Sindicância pode pedir abertura de processo de impeachment contra Peres. O afastamento precisaria de aprovação dos sócios.

Porém, pode ser pedida a expulsão do dirigente do quadro associativo. Nesse caso, a decisão é só do Conselho Deliberativo.

Corinthians terá voto no papel em eleição para presidente

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A comissão eleitoral do Corinthians decidiu que a eleição para a presidência do clube e novos conselheiros será feita com cédulas de papel. O pleito está marcado para 28 de novembro. A informação foi confirmada em divulgação feita pelo site oficial do Alvinegro.

Em comunicado enviado aos conselheiros, a comissão, presidida por Romeu Tuma Júnior, diz que o Tribunal Regional Eleitoral afirmou não ter condições de emprestar urnas para o clube em virtude da proximidade com as eleições municipais, agendadas para 29 de novembro.

Também afirmou que, por conta das medidas de distanciamento social como combate à transmissão do novo coronavírus, seria difícil fazer reuniões com empresas do ramo a fim de escolher a melhor proposta.

Foi lembrado ainda o efeito da pandemia nas finanças do clube, que promoveu uma redução nos salários de seus funcionários e de suas jornadas de trabalho. A medida também atingiu jogadores.

A comissão recorda que a última eleição foi “judicializada” por conta de supostas falhas no sistema de votação eletrônica. O Ministério Público considerou que o processo eleitoral não foi seguro, íntegro e confiável. Porém, não houve ação para tentar anular a votação que elegeu Andrés Sanchez.

O estatuto corintiano permite o voto no papel apenas em caso de impossibilidade técnica de uso das urnas eletrônicas. A comissão eleitoral considera estar comprovada essa impossibilidade.

Despesa do Corinthians em 6 meses é maior do que com tricampeões paulistas

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O Corinthians se classificou para as quartas de final do Paulista na última rodada da primeira fase precisando da ajuda do São Paulo, que venceu o Guarani, com gasto no departamento de futebol no primeiro semestre superior ao gasto do ano passado no mesmo período. Em 2019, o alvinegro conquistou o tricampeonato estadual.

De acordo com o balancete financeiro publicado no site do clube, a despesa operacional do futebol nos seis primeiros meses de 2020 foi de R$ 221.009.000. O valor registrado no final de junho do ano passado foi de R$ 219.100.000.

De acordo com o documento oficial, porém, o gasto com pessoal (item no qual são registrados os salários) foi menor no primeiro semestre deste ano. A despesa foi de aproximadamente R$ 91,7 milhões contra cerca de R$ 113 milhões nos seis primeiros meses de 2019. Em 2020, no entanto, houve um corte de 25% nos salários por conta da suspensão do Estadual por causa da pandemia de covid-19.

O maior aumento de gasto foi registrado em “custo com venda e aquisição de atletas”. Foram por volta de R$ 54 milhões até o final de junho deste ano e cerca de R$ 3,1 no primeiro semestre de 2019.

Ao mesmo tempo em que gastou mais com um time que sofreu para evitar a eliminação na primeira fase do Paulista do que com o elenco tricampeão, o Corinthians registrou receita maior até junho de 2020 do que nos seis meses iniciais de 2019. A receita operacional líquida (descontados impostos) no departamento de futebol alvinegro até o mês passado foi de aproximadamente R$ 281,5 milhões. No primeiro semestre de 2019 entraram nos cofres alvinegros por meio do futebol cerca de R$ 179,1 milhões.

A diferença do resultado financeiro final é tão brutal quanto a diferença de desempenho dos times de 2019 e 2020. O Corinthians fechou o primeiro semestre desse ano com superávit no futebol de cerca de R$ 36,4 milhões. O mesmo período do ano passado terminou com déficit de aproximadamente R$ 68,4 milhões no departamento.

Contando todas as áreas do clube, o superávit registrado até junho deste ano pelo Corinthians foi de cerca de R$ 4,4 milhões contra um déficit de aproximadamente R$ 94,9 no mesmo período de 2019.

Deco, Ricardo Rocha e Dorival são nomeados para órgão que fiscaliza Profut

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Os ex-jogadores Deco, fundador da empresa de agenciamento de atletas D20, e Ricardo Rocha (suplente), e os técnicos Dorival Júnior e Vagner Mancini (suplente) foram nomeados para compor o plenário da Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol). O colegiado para qual eles foram escolhidos assessora o órgão e tem entre suas missões fiscalizar e analisar eventuais casos de descumprimento do Profut, programa que refinanciou dívidas tributárias dos clubes exigindo contrapartidas. As exigências estão focadas em modernização e transparência da gestão.

Os presidentes do Bahia, Guilherme Bellintani, e do Fortaleza, Marcelo Paz (suplente), além do CEO do Red Bull Bragantino, Thiago Scuro, também aparecem na nova composição do colegiado, divulgada nesta segunda (27) no Diário Oficial da União. Pedro Daniel (suplente), diretor executivo, da Ernest & Young, e os ex-árbitro Rentato Marsiglia e Gutemberg de Paula Fonseca (suplente) também foram nomeados.

Entre esportistas de outras modalidades com presença no grupo estão a ex-nadadora Fabiola Molina (secretaria nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social) e, como suplente, a ex-ginasta Luisa Parente (secretaria da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) .

“Trata-se de um grupo com capacidade técnica, imparcialidade, credibilidade e pensamento macro e no coletivo tendo um pensamento único: o cumprimento da lei e o debate para a criação de novos parâmetros para a cadeia desse mercado ser reestabelecida”, disse em nota divulgada pela Apfut Thiago Froes, que assumiu a presidência da entidade em junho.

Corinthians prevê novo superávit em julho com corte de 40% fora do futebol

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Diferentemente de parte significativa dos conselheiros do clube, a diretoria do Corinthians está otimista em relação às finanças da agremiação. Depois de apresentar as contas do primeiro semestre deste ano com R$ 4,39 milhões de superávit, a expectativa é de que aconteça um aumento superavitário em julho.

A previsão animadora acontece porque os dirigentes esperam que até lá todos os departamentos tenham executado a orientação de reduzir drasticamente suas despesas. A previsão é de corte de 40% para a área social e nos esportes amadores, com economia de aproximadamente R$ 2,5 milhões mensais. Os dois setores apresentaram juntos até junho déficit operacional de R$ 8,1 milhões.

O aperto de cintos foi pedido no auge das medidas de distanciamento social por conta da pandemia de covid-19. Na ocasião, a meta estipulada foi de redução de até 50% das despesas. Uma parte dos cortes já aconteceu pelo simples fato de as modalidades terem suas competições suspensas, o que evita gastos com viagens e treinos, por exemplo.

No futebol profissional, com mudanças no elenco e redução dos salários em 25% durante a pandemia, a folha salarial chegou a R$ 8,5 milhões mensais, segundo disse o gerente de finanças Roberto Gaviolli em entrevista coletiva. Ainda de acordo com o executivo, o custo mensal com salários e direitos de imagem do time principal deve ser de aproximadamente R$ 11 milhões com a volta das remunerações integrais. Em 2019, o gasto mensal médio com a folha de pagamento do time foi de R$ 17,2 milhões, de acordo com dados do balanço corintiano.

A venda de jogadores aparece no balancete do primeiro semestre como uma das principais causas para o superávit no período. Foi registrada a receita de R$ 142,2 milhões nos primeiros seis meses do ano com repasse de direitos federativos. O dinheiro da venda de Pedrinho ainda não chegou, mas parte dele já entrou na conta. Segundo a diretoria, contabilmente, o procedimento está correto levando-se em conta as datas previstas no contrato.

O jogador foi negociado por 20 milhões de euros com o Benfica. O clube brasileiro tem direito a 70%, mas fez um acordo com o agente do atleta, Will Dantas, para repassar 30% parceladamente, mesmo se conseguir adiantar o valor total junto a uma instituição financeira.

O superávit em junho contrasta com o déficit de R$ 94,9 milhões registrado no primeiro semestre do ano passado. A agremiação terminou 2019 com R$ 177 milhões no vermelho. Porém, uma revisão nas contas para incluir quantia cobrada pelo JMalucelli na Justiça referente à venda de Jucilei deve fazer o número negativo chegar perto de R$ 200 milhões.

Alegando falhas no balanço, como a não inclusão do montante total cobrado pelo JMalucelli, o Conselho de Orientação (Cori) recomendou ao Conselho Deliberativo que reprove as contas relativas ao ano passado. O estatuto alvinegro aponta a reprovação das contas como motivo para abertura de processo de impeachment contra o presidente. A reunião para a votação sobre o tema ainda não foi marcada.

Opinião: regulamento do Paulistão é feito sob medida para times entregarem

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(Divulgação/Federação Paulista)

Já reparou como nos acostumamos com ônibus e vagões de metrô lotados, com pessoas espremidas como sardinha em lata?

Não damos conta de como isso é desumano. Quem passa por tal perrengue todos dias normalmente pensa que precisa ter dinheiro para comprar um carro antes de pensar em cobrar os governantes para melhorarem as condições do transporte coletivo.

Mas, de repente, vem uma pandemia, e notamos como é desumano e insalubre amassar gente no ônibus, no metrô ou no trem.

Pois é, neste domingo encaramos o nosso busão abarrotado no Campeonato Paulista. Trata-se da situação que envolve Corinthians, São Paulo e Guarani.

Estamos discutindo se o São Paulo deve entregar o jogo para o Guarani para eliminar o Corinthians. Debatemos se seria ético ou não, quando na verdade deveríamos estar protestando contra o regulamento, nosso ônibus lotado.

A culpa da situação é do modelo esdrúxulo de disputa pelo qual um time briga por uma vaga nas quartas de final com quem não tem o direito de enfrentar na primeira fase.

Lembrando: os times de um grupo jogam com todos das outras chaves, mas não entre eles. Os dois melhores de cada grupo, que não mediram forças em campo, se classificam. Só nas quartas farão um duelo. Ou seja, a essência da competição é outro time decidir o destino do rival. Não é que calhou de o São Paulo ter esse poder em relação ao Corinthians. O espírito do regulamento é esse.

Fizeram essa estupidez com a fórmula do campeonato uma vez. Imprensa e torcedores criticaram. Os clubes aceitaram, nada fizeram para mudar. Assim como muita gente que literalmente luta para entrar no vagão do metrô todo os dias, mas não cobra os governantes. E pior, continua votando sem estudar verdadeiramente em quem votar.
A maior parte da imprensa e dos torcedores se acostumou com esse regulamento bizarro.

Em vez de criticarmos a Federação Paulista e os cartolas dos clubes que tratam uma fórmula ridícula como normal, focamos no São Paulo. Entrega ou não? É ético? Tem o direito de poupar jogadores prejudicando o rival?

Essas não são as perguntas certas. Temos que perguntar porque as agremiações, incluindo São Paulo, Corinthians e Guarani, aceitam todos os anos um campeonato sob encomenda para entregas.

Muitos dizem que a culpa é do Corinthians que não jogou bola para se classificar sem depender dos outros. De fato, o alvinegro fez uma primeira fase que não condiz com seu orçamento. Mas, num campeonato justo, deveria poder disputar a vaga com seu oponente direto por ela. Porém, o alvinegro não é coitadinho porque seu presidente também viu o “ônibus lotado” e nada fez.

Conselho do RS orienta que paciente seja avisado de 18 riscos da cloroquina

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) divulgou nota técnica com orientações para o uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 hospitalizados em estado grave.

Publicado nesta quarta (22) no Diário Oficial da União, o documento detalha como a medicação deve ser ministrada, seguindo recomendações do Ministério da Saúde.

A nota técnica também traz um modelo de termo de esclarecimento e responsabilidade que deve ser apresentado aos pacientes e assinado por eles antes que o medicamento seja usado.

As duas substâncias ainda não têm comprovação científica de sua eficiência no combate ao novo coronavírus.

A recomendação do Cremers é para que o termo entregue aos pacientes esclareça que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem trazer “melhoras dos sintomas” e da “prevenção de complicações associadas com a doença”.

O paciente deve ainda ser alertado sobre 18 problemas que as medicaçōes podem causar. Entre os efeitos colaterais listados estão problemas no coração, na visão, na pele, emocionais, diminuição de células brancas e vermelhas do sangue, perda de apetite, diarreia, vômitos e convulsões.

Abaixo, veja na íntegra o termo que o conselho gaúcho recomenda ser assinado pelos pacientes que aceitarem serem tratados com as duas substâncias.

 

Termo de Esclarecimento e Responsabilidade- Uso compassionado de medicamento cloroquina e hidroxicloroquina.

Eu,_______________________________________(nome do (a) paciente), declaro ter sido informado(a) claramente sobre os benefícios, riscos, contraindicações, principais efeitos adversos relacionados ao uso de cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da infecção pelo novo Coronavirus (COVID-19).

 

Os termos médicos foram explicados e todas as dúvidas fesclarecidas pelo médico _______________________________ (nome do médico que prescritor). Expresso também minha concordância e espontânea vontade em submeter-me ao referido tratamento, assumindo a responsabilidade e os riscos por eventuais efeitos indesejáveis.

 

Assim, declaro que fui claramente informado(a) de que os medicamentos que passo a receber podem trazer as seguintes melhoras:

 

• melhora dos sintomas;

 

• prevenção de complicações associadas com a doença.

 

Fui também claramente informado(a) a respeito das seguintes contraindicações, potenciais efeitos adversos e riscos:

 

Cloroquina e hidroxicloroquina: principais reações adversas são usualmente relacionadas com a dose e o tempo de tratamento; problemas nos olhos, como visão borrada, ou qualquer alteração na visão, diminuição das células brancas e vermelhas do sangue, alterações emocionais, problemas para escutar, convulsões, problemas no coração, problemas nos músculos dos cílios, causando dificuldade para ler, diarreia, perda de apetite, náusea, dor no estômago, vômito, dor de cabeça, coceira, descoloração e queda de cabelo, descoloração da pele, das unhas ou no interior na boca, tontura, nervosismo, inquietação, vermelhidão, problemas de pele.

 

Autorizo o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a fazerem uso de informações relativas ao meu tratamento, desde que assegurado o anonimato.

 

( ) Sim ( ) Não

 

Local:

 

Data:

 

Nome do paciente:

 

Cartão Nacional de Saúde:

 

Nome do responsável legal:

 

Documento de identificação do responsável legal:

 

Assinatura do paciente ou do responsável legal:

 

Médico responsável:

 

CRM: ____UF__

 

Assinatura e carimbo do médico:

 

Data:

 

Observação: Este Termo deverá ser preenchido em duas vias: uma ficará arquivada no prontuário médico, e a outra será entregue ao paciente ou a seu responsável legal.

 

Porto Alegre, 15 de abril de 2020.

 

EDUARDO NEUBARTH TRINDADE

 

Presidente do Conselho

 

Só obesos têm maioria dos mortos por covid-19 com menos de 60 anos

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Boletim do Ministério da Saúde da última segunda (20) mostra que o único grupo de risco para a Covid-19 no Brasil em que a maioria dos mortos tinha menos de 60 anos é o de pacientes com obesidade.

Das vítimas fatais que registravam obesidade como comorbidade, 53 tinham menos de 60 anos e 43 estavam com 60 anos ou mais na data dos óbitos. Ou seja, 55,3% dos mortos por Covid-19 que apresentavam obesidade tinham menos de 60 anos. Foram computados casos até as 14h da última segunda.

O relatório mostra que, de todas as 2.575 mortes  confirmadas até então por Covid-19, 72% foram de pessoas com mais de 70 anos e que 70% das vítimas fatais apresentavam pelo menos um fator de risco.

A cardiopatia é a comorbidade mais recorrente, estando presente em 945 dos óbitos. Os diabéticos são o segundo grupo mais afetado. Dos mortos, 734 registravam diabetes em seu prontuário.

Mortes, medo, contaminação e dificuldade: 15 médicos falam sobre a pandemia

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ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

Em enquete realizada pelo blog, 15 médicos que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 em diferentes estados apontaram suas dificuldades e os problemas do país no enfrentamento da pandemia. Eles responderam também sobre mortes, medo, colegas contaminados e comportamentos do Governo Federal e da população, entre outros temas.

A maioria dos entrevistados relatou ter enfrentado falta de EPIs (equipamentos de proteção individual) e de triagem adequada para separar pacientes com suspeita de Covid-19 dos demais quando chegam para serem atendidos. Cada um desses problemas apareceu sete vezes nas respostas.

A pergunta feita foi: “quais desses problemas você já enfrentou durante o enfrentamento da pandemia?”.

Cinco participantes não apontaram nenhuma das alternativas apresentadas. As outras opções eram falta de leitos, falta de leitos de UTI e falta de respiradores. Nenhuma dessas foi citada. Era possível assinalar mais de uma alternativa.

Como maior problema do país para enfrentar a pandemia, as faltas de EPIs e de mensagem única do Governo Federal sobre prevenção para a população foram as respostas mais escolhidas: seis vezes cada.

Em seguida, aparece a resistência da população em ficar em casa, apontada quatro vezes. Falta de leitos apareceu três vezes. A carência de respiradores foi marcada em duas oportunidades. Nessa questão, também foi possível marcar mais de uma resposta.

Outra pergunta da enquete foi: você avalia que as orientações do Governo Federal sobre prevenção chegam à população de maneira objetiva, clara?

Oito dos entrevistados responderam que não. Sete dos médicos disseram que sim.

Vale lembrar que Luiz Henrique Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde, principalmente, por pregar a manutenção do distanciamento social, enquanto o presidente Jair Bolsonaro pedia o relaxamento dessa medida e dava exemplos contrários ao isolamento.

Apesar dos problemas relatados, a maioria dos médicos ouvidos não demonstrou ter mais medo de se contaminar do que normalmente têm por conta de suas atividades.

Dez dos participantes (cerca de 67%) disseram que quando vão trabalhar no combate ao novo coronavírus têm o mesmo medo de sempre de se contaminar. Três (20%) declararam não ter medo e dois (aproximadamente 14%) afirmaram sentir muito medo.

Oito dos entrevistados (cerca de 54%) disseram que não perderam pacientes em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus. Três (20%) disseram ter mais de cinco pacientes mortos pela Covid-19. Outros três relataram que perderam mais de um e menos de cinco pacientes. Apenas um viu só uma morte. Ninguém registrou mais de dez óbitos.  

Apenas um dos 15 participantes disse já ter sido contaminado pelo novo coronavírus.

Por outro lado, só um dos médicos afirmou não ter colegas contaminados. Dez (cerca de 67%) contabilizaram até cinco colegas infectados. Quatro (aproximadamente 27%) responderam ter entre cinco e dez companheiros de trabalho contaminados. Ninguém registrou mais de dez casos entre companheiros de profissão. Nenhum relatou a existência de colegas mortos pela doença.

A jornada de trabalho tem sido longa para a maioria dos médicos entrevistados. Cinco deles disseram que trabalham até 12 horas por dia. Quatro encaram mais de 12 horas de trabalho. Um deles respondeu que trabalha até 10 horas diárias e outros cinco atuam por oito horas.

A enquete contou com a participação de médicos de São Paulo (5), Roraima (2), Rio Grande do Sul (4), Distrito Federal (2), Sergipe (1) e Minas Gerais (1). As idades dos participantes variam entre 28 anos e 58 anos.

O trabalho foi feito entre a última quinta (16) e o último sábado (18). As perguntas foram enviadas por aplicativo de mensagem por celular, e-mails e contatos por redes sociais. No caso dos gaúchos, a enquete foi enviada para a assessoria de imprensa do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers) que as repassou aos profissionais.

Mapa de pesquisas sobre Covid-19 mostra disparidade entre SP e estados

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Reprodução de boletim da Conep

ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

Boletim divulgado na última sexta-feira (17) pela Conep (Comissão de Ética em Pesquisa), vinculada ao Ministério da Saúde, escancara a disparidade entre São Paulo e demais estados na produção de pesquisas relacionadas à Covid-19. O relatório mostra que até as 21h da última quinta instituições paulistas tinham mais pesquisas que receberam parecer de aprovação ética de seus protocolos do que todos os outros estados juntos.

Foram registradas 60 autorizações para estudos em São Paulo. Todos os outros estados que obtiveram aprovações registram juntos 52 autorizações.

 O segundo estado com mais pareceres de aprovação ética  é o Rio Grande do Sul, com 10. O Rio de Janeiro é o terceiro da lista, com 9.

 As pesquisas no Brasil não podem começar a serem feitas sem a aprovação ética da Conep.

De acordo com o mesmo documento, a comissão aprovou eticamente a realização de 24 ensaios clínicos (estudos com medicação em humanos voluntários). Esses trabalhos estão concentrados em 17 instituições de apenas seis estados.

São Paulo tem 15 desses estudos. Também aparecem na relação Rio de Janeiro (4), Amazonas (2) e Ceará, Distrito Federal e Paraná com um ensaio cada.

Cloroquina e hidroxicloroquina são as substâncias que mais aparecem nos ensaios aprovados. São dez trabalhos. Em sete deles elas são associadas à azitromicina.

A nitazoxanida, conhecida comercialmente como Annita, é protagonista de dois ensaios. Há indícios de que o medicamento é a aposta “secreta” de Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no combate ao novo coronavírus.

Os ensaios aprovados do ponto de vista ético devem reunir ao todo 12.508 voluntários.