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Pilates e treinos em Vegas. Veja como mulher de Gustagol preparou atacante

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Las Vegas, cidade da jogatina, dos shows, da vida noturna intensa e dos cassinos luxuosos. Nesse cenário de diversão, em dezembro do ano passado, em plenas férias, o atacante Gustavo, o Gustagol, poderia ser visto em dias alternados pegando pesado na musculação numa academia. Os treinos eram comandados pela ‘personal trainer’ Mayara Zerbetto, de 28 anos, mulher do artilheiro corintiano na atual temporada. A rotina se repetiu em Los Angeles, outro destino do casal antes da apresentação do atleta ao Corinthians, onde ele teria sua segunda chance nesta temporada.

“O foco foi sempre a musculação. Na cidade dele (Taboão da Serra, depois da viagem aos Estados Unidos) ele fazia circuito numa academia voltado para musculação com um pouquinho de velocidade.  Eu me preocupo muito com a musculatura, porque se você não treina nas férias, ela relaxa. Na volta aos treinos fica mais difícil, mais dolorido”, explicou Mayara.

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A estratégia funcionou. Logo no primeiro dia de treinamento com bola no alvinegro, Gustagol impressionou os corintianos por estar com um preparo físico acima da média dos atletas que retornam das férias. Pudera, o atacante costuma sofrer nas mãos de sua “personal”. “Ele não gosta de treinar comigo, reclama que eu pego muito pesado. Tanto que na cidade dele, um professor da academia deu treinos”, contou. “Na cidade dele, ele também fez alguns saltos, agachamentos e outros exercícios para melhorar a impulsão”, completou ela. Como na temporada passada, pelo Fortaleza, a bola aérea tem sido um dos pontos fortes do centroavante, autor de oito gols em 12 jogos do Corinthians até aqui.

A malhação nas férias não é novidade para Gustagol desde que ele passou a viver com Mayara. Em dezembro de 2017 os treinos nas férias aconteceram na Flórida entre uma visita e outra aos parques temáticos da Disney. “Lá ele treinou todos os dias no hotel”, relembra Mayara, formada em edução física pela Unip.

Sua ajuda, porém, já foi além dos treinos nas férias. Quando Gustagol estava emprestado ao Goiás, em 2017, ela convenceu o centroavante a ter aulas de pilates para se livrar de antigas dores no púbis. “Quando conheci o Gustavo, ele tinha acabado de chegar ao Corinthians (em 2016) e estava com pubalgia. De olhar vi que ele estava com um desequilíbrio muscular, a parte de trás da coxa dele e da lombar estavam mais desenvolvidas do que na parte frontal. Pensei: ‘deve ser falta de fortalecimento’. Não quis me meter na época. Mas quando ele estava no Goiás, insisti para ele fazer pilates. O Gustavo não queria, muitos homens acham que é coisa de mulher. Ele fez por três meses e resolveu o problema”, conta a “presonal trainer”.

Ela também pegou no pé do atacante para cortar seu vício por bolachas. “Quando eu o conheci, ele morava sozinho, comia bolacha, salgadinho e pulava refeições. Agora não faz mais isso. Nas férias, claro que tem que relaxar um pouco, experimentar a culinária local. Nos Estados Unidos, ele amou ‘donuts’ (rosquinhas populares entre os norte-americanos), por ele, comeria o tempo inteiro”, entregou Mayara.

Ela também ajuda a motivar Gustagol enviando mensagens para o celular dele antes das partidas. “Eu falo coisas como: ‘hoje vai ser seu melhor jogo’. Sou guiada pelo meu coração. Uma vez disse: ‘ânimo, coragem’. E ele respondeu que era o que precisava ouvir”, contou.

São Paulo procura Lucas Lima, mas se assusta com pedido de luvas

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O São Paulo abriu negociação para tentar contratar Lucas Lima, mas se assustou com a pedida feita pelo jogador. Nesse momento, não há negociação em andamento, apesar de os tricolores não afirmarem que a ideia está descartada.

A diretoria conversou com um dos agentes ligados ao meia. O que afastou clube e jogador foi o pedido de luvas, considerado muito alto pelos são-paulinos. O blog não teve acesso aos valores, porém apurou que os salários não seriam entrave.

Assim como o clube, o estafe do atleta avalia ser difícil a retomada da negociação. A análise é de que o São Paulo não chegará perto das luvas pretendidas.

Como seu compromisso com o Santos termina no final do ano, Lucas Lima já pode assinar pré-contrato com outro clube. Quem o contratar não terá que pagar ao Santos. Nesses casos, os jogadores enxergam a chance de pedirem luvas maiores.

Com dificuldades financeiras, o clube do Morumbi prioriza o controle de seus gastos.

Já o Santos fez proposta de renovação para o meia, que não deu resposta, segundo a direção santista. O entendimento na Vila Belmiro é de que ele não aceitará permanecer.

Outro interessado é o Palmeiras, mas a prioridade do jogador é se transferir para o exterior. Seu estafe acredita na possibilidade de uma oferta estrangeira chegar no final do ano.

Santos ignora Barça e aguarda resposta de Lucas Lima: “Nada mudou”

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Em meio ao noticiário sobre o interesse do Barcelona em Lucas Lima, Modesto Roma Júnior diz que o Santos continua aguardando resposta do atleta em relação à oferta alvinegra.

“Fizemos uma proposta que o próprio empresário do jogador considera muito boa, mas até agora não recebemos resposta”, afirmou o presidente santista ao blog.

Na última quarta, Lucas Lima disse, em uma roda de pôquer com Neymar e outros amigos, que já está acertado com o Barcelona. O dirigente não demonstrou incômodo em relação às notícias e também descartou acionar o clube catalão por assédio ao atleta.

“Nada mudou para nós. Falam um monte de coisas, mas não existe prova de nada”, declarou o cartola.

Lucas Lima tem contrato com o Santos até dezembro e a partir de julho poderá assinar pré-contrato com outro clube. O estafe do jogador nega conversas com o Barcelona.

O caso se torna mais explosivo porque o Santos já acionou o Barça na FIFA alegando irregularidades na contração de Neymar. Além disso, a empresa do pai de Neymar, desafeto da atual diretoria, cuida da carreira de Lucas.

Após Lava Jato, oposição corintiana aperta o cerco sobre dívida da Arena

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Em reunião na noite desta quarta-feira (23), a oposição do Corinthians decidiu tomar uma posição sobre as questões envolvendo as investigações da Arena, a Caixa Econômica e a negociação envolvendo o volante Ralf.

Os membros da oposição divulgaram uma carta oficial, em que pedem esclarecimentos sobre os três casos “com a maior objetividade possível”.

A reunião aconteceu na casa do ex-vice-presidente do clube Antonio Roque Citadini. Participaram do encontro cerca de 30 conselheiros do Corinthians, entre eles, os ex-presidentes Waldemar Pires e Marlene Matheus.

Confira a nota completa:

Aos respectivos Presidentes do Conselho Deliberativo e do Conselho de Orientação do Sport Club Corinthians Paulista.

Nós, da oposição à atual administração, em conjunto com conselheiros, sócios e a coletividade corintiana vivemos um momento de intensas preocupações com os fatos e as notícias trazidas a público nos últimos dias.

A saber:

Corintianos, que somos, e preocupados com nossa agremiação e com seu futuro, dirigimo-nos aos Presidentes do Conselho Deliberativo e do CORI para propor o seguinte:

1 – Quanto ao estádio e à questão da Lava Jato

Torna-se imperioso que os órgãos diretivos do Clube instituam uma comissão para acompanhar as discussões e auditorias que estão sendo realizadas para determinar o exato tamanho da dívida do estádio.

A correta fixação do valor de custo do estádio é de grande importância para o Corinthians e cremos que a mesma deve ficar próxima dos valores inicialmente pactuados, visto que algumas das alterações vem tendo seus números contestados pelos próprios arquitetos envolvidos na obra. É importante para o Clube que tal comissão acompanhe estes trabalhos de auditoria, reforçando a determinação para se chegar a um valor justo e acima de qualquer questionamento.

2 – Quanto ao rompimento do patrocínio com a Caixa Econômica Federal

É primordial, especialmente num momento de crise financeira para o Clube e para o país, que seja oficiada a diretoria para esclarecer os exatos termos da contratação com empresa de apostas, concorrente da Caixa, que teria levado a instituição bancária a se desinteressar pela renovação do patrocínio do Corinthians, tendo em vista que este correspondia a uma grande fonte de receitas para o Clube. Destaque-se que, em se tratando de organização de consolidado prestígio na área bancária, é inoportuno trocar o patrocínio da Caixa, em favor de uma empresa pouco conhecida e de segurança jurídica questionável.

3 – Quanto à venda do jogador Ralf

As notícias mostram um imbróglio, sem qualquer esclarecimento preciso por parte da direção sobre a transferência do jogador. Cremos que, neste caso também, deve ser instituída uma comissão para esclarecer cabalmente o ocorrido.

É sabido que, em nossa opinião, dever-se-ia encerrar todas parcerias com empresários. Sempre que há contratações ou transferências de jogadores, os ditos “parceiros” atormentam e sangram financeiramente o Clube. Para o Corinthians esta política de “parcerias” tem gerado somente prejuízo, ou quando muito, lucro insignificante.

Estes três pontos citados necessitam ser esclarecidos com a maior objetividade possível. O caso específico do estádio e de sua grave citação na Operação Lava Jato merece rápida e clara posição do Corinthians, de forma a apoiar a investigação do Ministério Público e da Polícia Federal. É necessário colocar à disposição das autoridades todos os números, contratos e demais dados referentes a esta questão.

Igualmente, devemos destacar que qualquer menção a dirigentes e funcionários do Corinthians devem respeitar o direito à defesa, dando a todos a oportunidade de elucidar o que for apontado pela investigação, sem julgamentos prévios e sem comodismo com os eventuais erros praticados.

É inegável que sem superar, de imediato, os graves problemas aqui apresentados, torna-se extremamente difícil a negociação dos Naming Rights.

É obrigação, dever mesmo, de uma oposição responsável nos momentos em que o Clube encontra-se exposto de maneira de tão negativa junto à sua torcida e às autoridades do país manifestar-se e exigir esclarecimentos da Diretoria. É o que estamos fazendo.

Argentina volta à elite fazendo final na ‘casa da sogra’

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Por Fernando Moura*

E a Argentina chegou à final na casa da sogra. E pior. Sem a sogra na sala de visitas para nos receber, não é a dona da casa que estará também lutando pelo posto de melhor do mundo. Talvez por isso que, como em quase toda família, a sogra agora se volte contra nós. Os mesmos que tão bem nos receberam e cantaram conosco durante todo esse mês de jornada.

Não importa. Já valeu. Chegar a uma final na casa da sogra não seria um evento corriqueiro mesmo se a sogra estivesse em campo. É coisa que acontece, quiçá, a cada 100 anos. E quem vai estar ali diante de nós, na pelea, é a poderosa e pragmática Alemanha. Esse fato, sim, podemos chamar até de corriqueiro.

Após 24 anos, uma nova final contra a Alemanha, a terceira. Até agora, foram duas, 3 a 2 no México 86, e 0 a 1 na Itália, em 90. Desde aquela final, a alviceleste não ultrapassava as quartas de final. Esta não será a final desejada pelos fanáticos argentinos que estão no Rio de Janeiro, que estão em cada canto da Argentina e do mundo olhando o mítico Maracanã e sonhando com que Lionel Messi levante no Brasil a Copa do Mundo. O dono da casa teria que estar em campo para tudo ser perfeito.

Como parte da história desta Copa, da história dos torcedores argentinos migrantes por terras brasileiras, este que vos escreve se emocionou em Porto Alegre após o 3 a 1 no dia 25 de junho, e chorou como uma criança nos pênaltis contra a Holanda na última quarta-feira (9 de julho, dia da Independência Argentina) após ganharmos o passe final para o Maracanã.

O jogo sofrido no Itaquerão contra uma conservadora e cautelosa Holanda talvez tenha sido o início de um novo paradigma no futebol argentino. Ali acordamos para uma nova seleção. Igualmente boa e merecedora do lugar que já conquistou entre as duas melhores do mundo. Mas uma seleção sem Maradona. Começou uma nova etapa na qual “El Pibe” já não está presente, nem como jogador (86 e 90), nem como treinador (2010).

O paradigma que nasceu em São Paulo é um paradigma inovador, a junção da garra, entrega e até loucura pela bola do Mascherano, Zabaleta, Demichelis, Enzo Perez e Lavazzi, e a magia de Lionel Messi, de Ángel Di María, que mesmo não estando no campo também escreveu a história até ali.

A nova etapa não teve, claro, as façanhas históricas de 1986 e 1990, mas sim a paciência de um time guerreiro e que nunca foi vencedor. E claro, momentos de inspiração e magia de Lionel Messi para ganhar jogos fechados como contra o Irã, na primeira fase da competição. Um Messi que neste domingo, 13 de julho, terá no seu terceiro Mundial a possibilidade de erguer a Copa do Mundo e com a mesma idade do seu ídolo, Diego Armando Maradona, coroar-se campeão do Mundo. Um Messi que se iluminar a sua lâmpada pode brilhar e ser o melhor desta Copa. Um Messi que até pode ser artilheiro desta competição.

Deixando os “se”, o que pode acontecer na final contra a Alemanha não é uma incógnita. Mais uma vez será um jogo onde um pormenor poderá definir a história. Onde uma jogada magistral poderá mudar o rumo do jogo. Onde a máquina alemã sairá a campo com a vantagem mental de ter goleado o Brasil em casa, e com o Maracanã a torcer a seu favor.

E onde desde a arquibancada os poucos argentinos privilegiados que possam entrar – haverá muitos mais, diria milhares mais fora – poderão desde lá apoiar um time que mudou o curso da história e devolveu à Argentina o seu lugar no mundo da bola, um lugar entre os grandes. Um lugar onde o paradigma do futebol e o jogo bonito são importantes, mas que, além disso, é preciso ter uma boa defesa, ter jogadores que correm, que tem rigor tático e, sobretudo, tem alma e coração, coisa que o time do Alejandro Sabella parece ter até demais.

A final no Maracanã é para ser jogada, mas sobretudo para ser desfrutada. Carpe Diem e bem haja pelo futebol e pela hipótese que como torcedor ter sido parte desta história, a história dos migrantes argentinos nesta Copa do Mundo.

Fernando Carlos Moura, nascido em Escobar, província de Buenos Aires, é jornalista desde 1990. Trabalhou em diversas rádios, jornais e emissoras de TV argentinas. Na Europa, trabalhou na SIC, TVI e RTP2 de Portugal e cobriu diversos campeonatos internacionais pela MediaPro/MediaLuso na Europa e no Golfo Pérsico.

Por que Henrique? Ele é a fonte

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Uma vez Dr. Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, me deu uma entrevista que era para o Fantástico. No intervalo, depois da gravação ele me contou que na final da Copa da Suécia, como o time de casa iria jogar com o uniforme titular, ou seja, camisa amarela e calções azuis,era óbvio que o Brasil teria de entrar de camisa azul. Como explicar para os jogadores, para que eles não pensassem que aquilo já era uma derrota antes do jogo começar?

Todo mundo sabe que futebol e superstição andam juntos. A mandinga corre solta e o elenco poderia ficar intranquilo. Dr. Paulo entrou no vestiário com as camisas azuis e a imagem de Nossa Senhora por cima. E disse que – “Sonhei com Aparecida e ela me disse para jogar com a camisa azul da cor do manto. E seremos campeões assim.” Dito e feito.

Seria Henrique um talismã de Felipão? O que teria vindo para dar sorte, apesar de ter nenhuma chance de jogar? Apesar de ser hoje o grande desencanto do torcedor? Você amigo do Blog queria Henrique de titular na sua seleção? Ou mesmo no banco?Claro que não. Ele veio para cumprir uma missão inglória. Vai ser o informante. Vai levar as informações do vestiário, as preocupações, as revoltas e os resmungos. Todo time tem um, o informante, que é chamado, e foi por Felipão,de “homem de confiança”.

Funciona? Tem menos moral por isso? Não. Toda repartição pública tem um, toda redação, todo hospital, escritório de advocacia, na Igreja e nos templos evangélicos, no Exército e na Marinha, também na Aeronáutica e no Google. Na Câmara dos Deputados, no Senado então… tem muitos.Todo mundo tem seu informante, que muitas vezes, nós jornalistas, docemente chamamos de “fonte”.

José Silvério: 50 anos de narração esportiva

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Do narrador, todo mundo já falou. Vou contar aqui um pouco da minha amizade com José Silvério, o homem, o pai, o amigo. O homem decente e honesto, que teve infância dura, que lutou, trabalhou e trabalha como poucos e não por acaso alcançou o sucesso absoluto nestes 50 anos de profissão.

O pai sempre preocupado com os filhos já crescidos e agora com os netos, apaixonado pelo novo amor como sempre foi pelo primeiro.

O amigo que às vezes me trata como filho, me dá conselhos e me segura nos momentos de explosão.

O profissional com quem divido há 13 anos as principais transmissões da Rádio Bandeirantes, em finais de Libertadores, Brasileiros, campeonatos estaduais, Copa do Brasil, Eliminatórias e coberturas das Copas do Japão e Coreia, onde viajamos de shinkansen – o trem-bala – pela terra do Sol nascente, a da Alemanha em 2006, quando colocamos o pé na estrada em 11 mil quilômetros pelas autoestradas germânicas e a da África do Sul, onde retratamos as desigualdades do país de Mandela. Experiências inesquecíveis ao lado deste cidadão chamado José Silvério.

A carreira, as glórias, as lutas, as dores, as amizades e as narrações dos grandes jogos do futebol são contadas aqui por este mineiro de Itumirim. Ouça a conversa que tive com Silvério, especial, para o UOL Esporte:

DEPOIMENTOS:

“José Silvério, a quem batizei de ‘Pai do Gol’, é tão perfeito mas tão perfeito, que é o único na história do rádio, ao lado de Pedro Luiz, que poderia narrar um jogo de xadrez”, Milton Neves (Rádio Bandeirantes)

“É o Pelé do gol no rádio. Tem a antevisão do craque. Ele não narra em cima do lance. Ele narra antes. Ele desmente os fatos com os gols feitos. Ele desmente a imagem por que ele não erra. O gol é que não sai. Ele não canta o lance. Ele conta. De tanto antecipar o que vai acontecer em cada meta, ele botou na cabeça e na garganta que tudo é objetivo. É preciso. É concreto. Ele não floreia – narra. Ele não inventa – relata. Se narrar a emoção de um gol é inefável, ele é quem mais chega perto disso. Ou melhor: chega antes”, Mauro Beting (Rádio Bandeirantes)

“A convivência com José Silvério não se resumiu a narrações e comentários de futebol. Não ficou restrita à missão de contar a história dos jogos. Batemos longos papos nos estádios e a caminho deles. Certa vez, conversando sobre os efeitos da ação do tempo, às vezes cruel demais com as pessoas, tentamos entender a velocidade e a voracidade das transformações. Seus argumentos foram convincentes, não havia só perdas, mas um enorme aprendizado. As experiências justificavam o peso dos anos. Hoje, nos meus 50, entendo bem o Silvério, e porque ele continua craque também aos 50, de narração”, Paulo Calçade (ESPN)

“Amor, cuidado, profissionalismo… Chame como quiser, mas o fato é que o resultado do trabalho do José Silvério não depende só de talento. E é isso que o faz tão especial. Silvério trata muito bem o talento que tem e o leva ao nível máximo porque busca sempre a excelência nas transmissões. Como um mestre deve ser, ele nos inspira e nos ensina”, Sérgio Patrick (Rádio Bandeirantes)

“Trabalhei com vários profissionais de narração, mas entendo que José Silvério determinou uma forma de narrar em cima da bola e com tal exatidão que as transmissões ficaram muito mais fáceis para os ouvintes. No meu currículo, sempre poderei destacar que trabalhei com o ‘Pai do Gol’. Mais 50 anos de grandes jogos e grandes momentos do rádio. É isso que eu desejo a ele. Parabéns”, Alexandre Praetzel (Rádio Bandeirantes)

“Domingo, futebol e Silvério é uma trilogia que alimenta a vida de todos aqueles que gostam de emoção. Notem que não falei apenas dos que gostam de futebol. Quem gosta mesmo de futebol assiste aos noventa, cento e oitenta, sei lá quantos minutos de bola rolando. Emenda um jogo no outro, um canal de televisão no outro. Mas quem para fascinado ao ouvir um grito de gol, qualquer grito de gol, tem um pacto com a suprema emoção desse esporte. E José Silvério, há cinquenta anos, é protagonista desse momento mágico; desse momento único que arrepia. Não tem cor de camisa nem distintivo. É um grito que sintetiza a jogada narrada com absoluta precisão como se estivesse, ele próprio, manejando os atletas numa peça de tabuleiro. O Brasil possui excelentes narradores mas nenhum deles ainda conseguiu compor com igual perfeição a trilogia com domingo e futebol”, José Carlos Carboni (diretor de jornalismo da Rádio Bandeirantes)

“Não é preciso falar do profissional. Mas, o espaço permite que eu diga alguma coisa sobre o amigo. Hoje, geograficamente , estamos um pouco distantes, mas a amizade é a mesma. Aliás, cada vez mais reforçada, já que esse é um valor cada vez mais raro. Tive o privilégio de viver momentos inesquecíveis ao lado dele. Confidências, revelações, decepções, desabafos, sorrisos e lágrimas nos acompanharam pelo mundo. Dividimos as preocupações com os filhos e refletimos sobre a nossa caminhada diária. Trocamos ao longo da vida solidariedade, companheirismo, sinceridade e todos os nossos defeitos. É ótimo tê-lo na minha vida”, Wanderley Nogueira (Jovem Pan)

“Quem é José Silveiro ? Oras, simplesmente o ‘Pai do Gol’. Só isto já basta para mostrar a importância dele no jornalismo esportivo brasileiro. Eu, graças a Deus, tive a oportunidade de trabalhar com ele por quase 10 anos na Rádio Bandeirantes. E o orgulho de ter sido chamado milhões de vezes por ele no ar. 50 anos de carreira do Silvério significam 50 anos de alegrias e emoções no Rádio Esportivo Brasileiro’, Eduardo Affonso (ESPN)

“Falar de José Silvério é falar de um amigo que aprendi a admirar. Trabalhei com o Zé por anos a fio na Jovem Pan. Sempre muito profissional, sério nas coisas que faz. É o tipo de narrador que vê tudo, o repórter tem que ser muito criativo para acompanhá-lo. Me obrigou a ficar mais atento, afinal ele não deixava quase nenhum detalhe ao largo. Tive a sorte de trabalhar com Silvério e mantemos uma boa amizade. Quando nos vemos é muito gostoso, gratificante e é só um gozando o outro. Parabéns, Silvério. Mais 50 anos de carreira para você. O Rádio precisa de um gênio como você…Abraços..”, Luis Carlos Quartarollo (Jovem Pan)

“Um dos meus orgulhos profissionais é poder trabalhar ao lado de quem eu, quando criança, ouvia transmitir futebol e era fã: José Silvério. O Brasil sempre foi célebre em revelar grandes narradores, mas o Silvério extrapolou a perfeição, atingiu um nível de excelência que poucos conseguem em uma área tão competitiva, extremamente técnica e dependente da emoção através da voz. O tempo passa e o Silvério segue cada vez melhor. Vida longa ao mito”, Ricardo Capriotti (Rádio Bandeirantes)

“O esporte é a metáfora da vida. Por isso, tal qual a vida, não perde sua essência, mas tem transformados seu ritmo e sua velocidade. Os jogos de futebol destes dias têm os mesmos dramas, perdas e conquistas dos que eram disputados em 1963. Ficaram, porém, muito mais rápidos. E José Silvério conseguiu não apenas acompanhar essas mudanças, mas tornar-se parte delas. Narra com a velocidade e a intensidade que o jogo exigir, sem perder a capacidade de transmitir o drama humano que há em qualquer campo de futebol. E Silvério, rápido como nunca, ainda consegue manter sua marca histórica: a precisão”, Claudio Zaidan (Rádio Bandeirantes)

“O Pelé da narração ou se preferir, Beethoven, Einstein, Da Vinci, Michelangelo… Se tivesse um prêmio Nobel de narração esportiva, imagino, este seria conferido ao genial José Silvério”, Leandro Quesada (Rádio Bandeirantes)