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Opinião: falta mais preparo físico do que raça ao Corinthians

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Depois da derrota por 2 a 0 para o Independiente del Valle, torcedores organizados do Corinthians cobraram raça do time. Estavam revoltados com a apatia do time no primeiro duelo com os equatorianos pelas semifinais da Sul-Americana. Pode até ser que tenha faltado garra, mas uma análise mais profunda aponta dificuldade maior do time em relação ao preparo físico.

O jogo da última quarta-feira (18), foi mais um em que os corintianos não tiveram velocidade para surpreender a defesa adversária e nem para impedir contra-ataques. Neste sábado, na vitória por 2 a 1 sobre o Bahia, na primeira metade do primeiro tempo os alvinegros sufocaram os baianos com avanços rápidos, triangulações e movimentações ofensivas em boa velocidade. Porém, o gol demorou a sair e os comandados de Carille diminuíram o ritmo. Não conseguiram mais atingir a mesma rapidez até o final da partida.

Sinal de desgaste físico maior foi dado no empate com o Ceará por 2 a 2, em jogo iniciado às 11h, após o alvinegro abrir dois gols de vantagem. A metade final da segunda etapa, quando os cearenses reagiram, foi constrangedora para os corintianos, pregados no campo de defesa em sua própria arena. Ninguém tinha fôlego para nada. Parecia até que o Corinthians jogava com um a menos, tal a concentração de jogadores na defesa. Nas vezes em que conseguiam atacar, os corintianos não acompanhavam os adversários ao perderem a bola. Mais inteiro fisicamente, o Ceará chegou ao empate.

A falta de gás torna o alvinegro uma presa fácil porque a equipe não consegue fazer as transições ofensivas e defensivas em alta velocidade. E impede que os jogadores se movimentem para dar opção de passe a quem está com a bola, o que é um dos maiores problemas do time, na opinião deste blogueiro. Sem movimentação, o time abusa de passes laterais ou para trás. Isso ficou evidente contra o Bahia, enquanto o jogo estava empatado em um gol em Itaquera. Os donos da casa trocavam inúteis passes laterais em linha no meio-campo, de uma extremidade à outra, sem progredir.

Cabe à comissão técnica detectar o motivo dessa falta de energia do time e atacar o problema. Os treinos físicos não estão sendo feitos de forma adequada ou os jogadores não estão se aplicando como deveriam nessa parte? Ou as duas coisas? As causas podem ser várias, mas o diagnóstico precisa ser feito rapidamente. Sem vigor físico, nenhum esquema tático vai funcionar. Não vai adiantar cobrar raça de quem não tem pernas para chegar na bola antes dos oponentes.

Primeiro turno do Brasileirão termina com defesa valendo menos do que antes

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O primeiro turno do Brasileirão terminou com os donos das duas melhores defesa longe da disputa pelo título, desafiando a tendência dos últimos anos. Desde 2015 quem leva menos gols na competição levanta a taça.

A equipe menos vazada neste momento é o Corinthians, que levou 12 gols, ocupa a quinta posição e está a 10 pontos do líder, o Flamengo. A segunda melhor defesa é a do São Paulo, que viu sua rede ser balançada 13 vezes. A equipe de Cuca é a sexta colocada, também com uma desvantagem de 10 pontos para o primeiro colocado.

Entre os donos das quatro melhores defesas, só o Palmeiras, vice-líder, a três pontos do Fla, está neste momento na briga pela primeira posição. A equipe que trocou Felipão por Mano Menezes levou 14 gols. O quarto time menos vazado é o Bahia, com 16 tentos sofridos. Os comandados de Roger Machado estão na sétima posição, a 11 pontos do primeiro colocado do campeonato.

De 2015 pra cá, o campeão nacional sempre teve a melhor defesa. Foi assim com Palmeiras em 2018 e 2016 (empatado em gols tomados com o Athletico) e Corinthians em 2017 e 2015.

Na metade do campeonato deste ano, o primeiro colocado tem apenas a sexta melhor defesa. O Flamengo levou 18 gols no primeiro turno. São oito a menos do que o Palmeiras, campeão do ano passado, sofreu naquela competição toda. Terceiro na classificação, o Santos divide a sétima posição do ranking de menos vazados com Botafogo e Athletico, 10º e 11º colocados respectivamente. Cada um tomou 19 gols.

Por outro lado, a liderança do Flamengo valoriza o ataque.  Ninguém marcou mais gols do que o rubro-negro, agora comandado por Jorge Jesus. Foram 42 gols em 19 jogos. São impressionantes 12 tentos de diferença para o segundo e o terceiro colocados da competição. De 2014 para cá, só o Corinthians de 2017 terminou em primeiro sem ter o melhor ataque. Porém, só o Cruzeiro de 2014 foi campeão sem a defesa menos vazada. Ou seja, atualmente, o time de Jorge Jesus não segue a escrita de ser o mais eficiente tanto no ataque como na defesa para ganhar Brasileirão.

Foda-se o Leco

Leia o post original por Rica Perrone

Se o presidente do SPFC fosse o Lula, a diretoria toda formada por empreiteiros e o departamento de finanças orientado pelo Eike Batista, ainda assim não justificaria. Uma coisa é um clube perdido, outra coisa é um time desinteressado. Se encontram em algum momento da discussão, é claro, mas num geral podem se isolar um…

Opinião: eliminação do SPFC é convite para observar o Bahia

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Mais do que uma deixa para falar dos problemas do São Paulo, a eliminação do time de Cuca na Copa do Brasil nesta quarta (29), é um convite para prestar atenção no futebol do Bahia.

Na vitória por 1 a 0, em Salvador, de novo, o time de Roger Machado foi organizado na defesa e perigoso nos contra-ataques rápidos. Foi assim que abriu o placar, com Ernando, quando o São Paulo tinha melhorado na partida, no segundo tempo.

As duas linhas compactas protegendo a zaga e a fome nos desarmes encaminharam a classificação do tricolor baiano. O time da casa teve mais facilidade para executar seu plano de jogo do que o visitante.

Não foi a primeira boa apresentação recente do Bahia, que ganhou duas vezes do São Paulo, uma do Corinthians e outra do Fluminense em pequeno intervalo de tempo.

Ou seja, é uma equipe pede para ser olhada com carinho, por mais que seja grande a tentação de apontar o dedo para os muitos erros são-paulinos.

Em Salvador, o São Paulo até teve bons momentos, porém foi mais atrapalhado pelo bom desempenho do adversário do que por seus próprios erros. Os principais deles foram as falhas nos passes, finalizações (11 erradas e apenas 3 certas, segundo o Footstats) e cruzamentos (5 certos e 22 errados) e as bobas perdas de bola (perdeu a posse 43 vezes contra 31 do adversário).

O retrato final do duelo que fez o Bahia avançar na Copa do Brasil é que Roger já tem um estilo de jogo encaminhado, um time preparado para tomar as decisões certas e seguir o plano de jogo. Enquanto isso, Cuca parece ainda não ter dado um rumo à equipe.

Times que ficam menos com a bola dominam Brasileiro

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Ficar mais com a bola do que o adversário não tem sido bom negócio no Brasileirão. Nenhum dos três primeiros colocados (Palmeiras, Atlético-MG e Corinthians) tem média de posse superior a 50%.

Além disso, entre os times que mais ficam com a bola em seu poder, só o Santos aparece entre os cinco primeiros colocados.

O caso mais emblemático é o do líder Palmeiras. A equipe de Felipão é apenas a 17% no ranking de posse de bola, segundo o site especializado Footstats. Sua média é de 46%, superior apenas às marcas de Bahia e de CSA e Goiás, que se enfrentam nesta segunda (27).

O Fluminense, time que mais tem a redonda sob seu domínio com média de 58%, é o 15º colocado do campeonato. Empatados em segundo lugar nesse quesito com média de 56%, Botafogo, Grêmio e Santos,  ocupam respectivamente 10º, 17º e 5º lugares no Nacional.

Na parte de cima da tabela, o vice-líder Atlético-MG segue o estilo palmeirense de ter a bola por menos tempo do que os rivais e ostenta média de posse de 49%. É o décimo colocado nesse critério.

O Corinthians, terceiro na tabela e famoso pelo estilo de contra-ataques adotado por Fábio Carille, tem média de 50% de posse de bola, ocupando a 9ª posição nesse ranking.

Além do gosto pelos contra-ataques, a pouca posse de bola de times que estão bem na tabela pode ser explicada por gols marcados no início e que obrigam o adversário a propor o jogo e pela marcação sob pressão que faz o oponente trocar passes laterais e para trás.

 

Opinião: Flamengo x Corinthians é único confronto sem favorito na Copa BR

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Na opinião deste blogueiro, Flamengo x Corinthians é o único duelo das oitavas de final da Copa do Brasil sem favorito. Os dois times ainda estão em fase de ajustes e se equilibram dentro de campo.

O elenco chefiado por Abel Braga é mais forte, porém a eficiência tática corintiana é capaz de dificultar o desempenho dos principais jogadores rubro-negros. A previsão é de dois jogos equilibrados.

Abaixo, a opinião sobre os demais confrontos.

Palmeiras x Sampaio Corrêa

É o mais desequilibrado. Em tese, o time misto de Felipão dá conta do recado sem sustos.

Internacional x Paysandu

Favoritismo disparado para o Inter, que tem elenco muito mais forte. A qualidade dos gaúchos deve prevalecer.

Atlético-MG x Santos

Pequeno favoritismo para os santistas. Hoje, o time de Sampaoli está num estágio de preparação mais avançado, tem um estilo de jogo bem definido, os jogadores sabem o que fazer com e sem a bola. O Galo ainda está se estruturando.

Grêmio x Juventude ou Vila Nova

Independentemente de quem passar, o time de Renato Gaúcho é favorito. O favoritismo só não é maior pelo futebol que os gremistas têm apresentado recentemente. O tricolor de Porto Alegre repetiu suas dificuldades no empate com o Avaí, nesta quarta (1º), em Florianóplis, pelo Campeonato Brasileiro.

Athletico x Fortaleza

O time paranaense é favorito, está entre os mais fortes do país. No entanto, o confronto é a chance de Rogério Ceni mostrar ser capaz de fazer algo diferente com um elenco tecnicamente inferior.

Cruzeiro x Fluminense

Confronto de treinadores de estilos bem diferentes. Mano Menezes prioriza a marcação e Fernando Diniz o toque de bola vertical. Pequeno favoritismo do time de Mano, que tem um trabalho mais longo no clube e é especialista em mata-matas. Os jogos devem ser bem atraentes por conta das filosofias distintas dos técnicos.

São Paulo x Bahia

Dois times que ainda buscam padrão de jogo. Favoritismo é do São Paulo, que evolui a cada partida e tem um elenco de peso, misturando juventude e experiência. Do lado baiano, porém, Roger Machado mostrou ser capaz de neutralizar times mais fortes. Fez isso na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, em Salvador, pela primeira rodada do Brasileirão.

 

Opinião: 10 sinais dados na primeira rodada do Brasileirão

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1 – Santos

Não era fake news, o time de Sampaoli vai jogar pra vencer mesmo fora de casa e até com time misto. Mostrou isso ao bater o Grêmio em Porto Alegre por 2 a 1.

2 – Cariocas

Vasco, Fluminense e Botafogo confirmaram que neste momento estão bem atrás do rival Flamengo. O caso mais sintomático foi a derrota vascaína por 4 a 1 para o Athlético-PR, em Curitiba. Os tricolores não tiveram força para derrotar o Goiás, que retorna à elite, no Maracanã, e perderam por 1 a 0. O Botafogo comprovou na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, que o técnico Barroca terá muito trabalho para acertar o time.

3 – Flamengo

A vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, mostrou como será difícil bater o time de Abel Braga quando pelo menos duas peças de seu forte elenco jogarem em alto nível. Na estreia, Bruno Henrique, autor de dois gols, e Everton Ribeiro, foram os destaques.

4 – Athlético-PR

Se alguém duvidava, o time paranaense sinalizou que está mesmo entre as forças do Brasileirão. Fez o que os mais fortes fazem quando pegam um time que não está bem. Atropelou o Vasco.

5 – Corinthians

O tricampeão paulista ainda é um time que oscila. Foi neutralizado pelo Bahia, cometeu falhas defensivas e perdeu por 3 a 2 fora de casa.

6 – Bahia

Roger Machado, estruturando o tricolor baiano, indicou ao vencer o duelo com Fábio Carille, que pode dar trabalho a adversários com maior poderio financeiro.

7 – Zé Rafael

O meia mostrou estar pronto para ser titular do Palmeiras. Felipão foi criticado por torcedores do time por pouco aproveitar Zé Rafael no Campeonato Paulista. Ele entrou no início do jogo contra o Fortaleza, após contusão de Ricardo Goulart, fez dois gols e deu uma assistência na vitória por 4 a 0.

8 – CSA

A equipe alagoana está muito atrás da turma. Não conseguiu equilibrar a partida com o Ceará, em tese também candidato a lutar contra o rebaixamento no Brasileiro, e perdeu de 4 a 0.

9 – Treinadores

Pouca coisa deve mudar no comportamento dos técnicos com a regra que implementou cartões amarelos e vermelhos para eles. Quem gosta de apitar o jogo continuou apitando. Caso de Mano Menezes, o primeiro a ser “amarelado”.

10 – Barreira

A regra que obriga adversários a manterem distância das barreira deve funcionar. Acabou com aqueles empurrões irritantes entre jogadores.