Arquivo da categoria: Bangu

Bola voltando a rolar . Só esperamos muita disciplina e responsabilidade .

Leia o post original por Nilson Cesar

O futebol volta nesta quinta feira no Rio de Janeiro . Flamengo joga contra o Bangú no Maracanã . Não existe união entre os clubes para o retorno no Rio. Fluminense e Botafogo são contrários . Testes nos atletas e segurança para todos é o que devemos exigir . Sou favorável ao retorno do futebol , mas sinceramente não gostei da forma utilizada pelo futebol carioca . Resta torcer a favor para que…

Fonte

O Vasco é melhor perdendo

Leia o post original por Rica Perrone

Existem times de futebol com vocação pra fazer gols, outros com vocação pra defender. Mas tem times que se forçam a um dos dois sem o menor sentido técnico e acabam atrapalhando sua natureza. O Vasco joga um bom futebol quando perdendo ou até empatando. Basicamente precisando fazer gols. Quando não precisa parece que a…

Corinthians empata com Penapolense e está fora da próxima fase do Campeonato Paulista; São Paulo perde em casa para o Ituano e ajuda na eliminação do Timão; Flamengo reage e empata partida contra o Bangu; Rio Claro e Santos empatam em jogo de seis gols; clássico carioca entre Fluminense e Vasco termina empatado; Paraná vence Furacão e fica a um empate da semifinal!!!

Leia o post original por Milton Neves

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Agora, não tem mais jeito.

Mesmo com o empate, não há mais chances de classificação para o Timão.

Atual campeão do Paulistão cai na primeira fase.

Sob o forte calor de Penápolis, Corinthians e Penapolense não fizeram um grande jogo.

O time do interior dominou o meio de campo alvinegro, que procurou a todo custo espaços no ataque.

Somente no segundo tempo que ambos arriscaram, mas sem sucesso.

Ao fundo, não foi possível escutar um grito de gol da torcida, mas de eliminado sim!

Outra vez os comandados de Narciso atrapalharam a vida de um grande da capital.

E por falar no ex-jogador, ele vem fazendo um belo trabalho.

Cuidado, São Paulo!

No Morumbi…

Se fez um sol escaldante na partida do Corinthians, “caiu o mundo” na do Tricolor.

E não é que o Ituano venceu o São Paulo?

Lindo gol de Esquerdinha!

Placar magro, sem graça e com o campo encharcado…

Era tudo que o torcedor são-paulino queria: time classificado e o rival fora das finais.

Será que o São Paulo “tirou o pé” contra o time de Itu?

No Raulino de Oliveira…

O Bangu abriu 2 a 0 sobre o Flamengo.

Mas o Rubro-Negro foi buscar o empate.

Primeiro tempo foi da equipe visitante, que dominou a partida.

Já no segundo, o Fla acordou, resolveu jogar e correu atrás do prejuízo.

No Augusto Shimidt…

Partida eletrizante entre Rio Claro e Santos.

O time da casa era melhor, mas foi o Peixe quem inaugurou o marcador.

Mesmo com o gol, o Rio Claro não desanimou.

E o resultado de 3 a 3 ficou barato para o time da Vila Belmiro, que suou para empatar a partida após sofrer virada.

No Maracanã…

Partida bastante equilibrada e com as equipes pouco inspiradas.

Os arremates dos atacantes não eram eficientes, até que, Edmilson, balançou as redes para o Cruzmaltino.

Caso o Fluminense fosse derrotado, o Vasco assumiria a segunda colocação da Taça Guanabara.

Mas de tanto pressionar, o Tricolor reagiu e empatou o jogo.

No Ecoestádio…

Jogo bastante movimentado.

O Paraná começou melhor, cedeu o empate, mas garantiu a vitória no jogo de ida das quartas de final por 2 a 1 .

Já o Atlético-PR, saiu derrotado novamente, após uma semana da goleada sofrida pelo Tricolor Paranaense.

OPINE!!!

Para o Adilson refletir

Leia o post original por JC

Dispensar metade de uma partida é o tipo de luxo que o Vasco costuma se dar mesmo quando não tem condições de fazê-lo. Foi assim ontem, na vitória sobre o Bangu por 2 a 0 em Moça Bonita. Nos primeiros 45 minutos, a equipe vascaína simplesmente não conseguiu jogar e na realidade não parecia fazer muito esforço para isso.

Como falei no post de ontem, se o calor não seria tão brabo – e não foi, já que os 30o da tarde desta quarta-feira são praticamente “clima de montanha” para o bairro – as maiores preocupações do Vasco seriam o gramado e a escalação do Adilson. O campo, realmente, estava em condições terríveis. Mas Adilson não inventou e repetiu a escalação que jogou contra a mulambada, com Guiñazu titular e Pedro Ken no banco.

Mas isso não adiantou muito. Diferente do primeiro tempo da Arena Maracanã, o Vasco foi muito apático. Sofreu com a marcação alvirrubra (principalmente sobre Douglas, que pouco conseguiu fazer) e os erros de passe voltaram a ser um problema sério, em que se pese a influência do campo irregular nesse quesito. As duas equipes não conseguiram criar praticamente nada: os donos da casa tiveram uma chance no comecinho da partida e o Vasco só ameaçou de verdade o Bangu nos minutos finais, com Everton Costa e Diego Renan perdendo chances claras de gol ao finalizarem mal.

No segundo tempo as coisas foram diferentes. Everton Costa, que sentiu o joelho e foi substituído pelo Thalles. E junto com o garoto, o time todo parece ter ganho em disposição. Com a maior movimentação, os espaços começaram a aparecer e Douglas começou a articular jogadas. O próprio teve duas boas chances: numa, a bola que sobrou e ele tentou colocar por cobertura foi para fora; na outra, nosso velho conhecido Rafael, goleiro do Bangu, defendeu uma boa cobrança de falta.

Mas foi a entrada do Montoya que animou de vez a partida. Antes mesmo de ter participado de algum lance, o colombiano mostrou que é pé quente: aos 23, dois minutos depois de substituir Edmilson, o Vasco abriu o placar com Thalles, de cabeça, após bom lançamento de André Rocha. Dez minutos depois, fechamos o caixão com o próprio Montoya, que invadiu a área adversária após tabelas com Diego Renan e mandou uma bomba pro gol do Bangu. Com a boa vantagem criada, o Vasco soube cozinhar a partida até o fim, sem correr muitos riscos.

Depois de um tempo sem produzir muita coisa, bastou que o time corresse um pouco mais na etapa final para que a partida se resolvesse. É questão agora de se pensar: por que demoramos tanto tempo para definir os três pontos? O calor não foi e o gramado ruim atrapalha tanto uma equipe quanto a outra. Resta então a escalação do Adilson. Ainda que o time que tenha iniciado a partida tenha tido uma boa atuação contra o Framengo, a mesma equipe não conseguiu superar a combinação “adversário cauteloso+campo ruim”. Só com as alterações feitas o time jogou bem e justo na primeira vez que o técnico vascaíno fez as substituições que a torcida há tempos pedia. Se o jogo contra o Bangu servir para Adilson repensar algumas de suas convicções, talvez isso seja ainda mais importante que a própria vitória de ontem.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.

Simplifica, Adílson!

Leia o post original por RicaPerrone

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Não gosto do trabalho do Adílson, mas com o Vasco na série B e jogando o estadual não precisa muito mais do que “um Adílson” pra ter um ano dentro do esperado.

Primeiras rodadas achei que era pra poupar jogador. Agora já começo a achar que é opção e então não consigo entender suas escolhas.

Se o time do Vasco é táticamente previsível, porque as peças também são? Se sabemos que a bola vai do Douglas pro atacante, não seria melhor o atacante ser, ao menos, tecnicamente capaz de surpreender alguém?

É pouco justificável ter Montoya, Bernardo e Talles no banco com um time que não consegue chegar tocando, que dribla pouco e parece centralizado num reforço que chegou há 1 semana.

Venceu o Bangu porque é o óbvio. Não jogou uma partida horrível, mas o banco do Vasco me parece muito mais interessante do que o time titular as vezes.

Nunca vi. Mas eu acho que se tiver coletivo em São Januário fica ruim pros titulares.

abs,
RicaPerrone

Para não depender do juiz

Leia o post original por JC

A garfada histórica sofrida pelo Vasco no domingo nos fez perder a partida, a invencibilidade, a terceira colocação na tabela e a chance de chegar à liderança do Estadual. Mas o time esquecer o roubo na Arena Maracanã e vencer o Bangu – hoje, em Moça Bonita – é o primeiro passo para não perdermos ainda mais coisas no campeonato. E isso literalmente: estacionamos nos 15 pontos e o Nova Iguaçu tem a possibilidade de já nessa rodada nos tirar do grupo que se classifica para as semifinais.

Por sorte, o sol deu uma amenizada por esses dias. Com o calor senegalês que vinha fazendo, jogar em Bangu às 4 da tarde seria mais uma dificuldade para nós. Agora, as condições do gramado e da campanha do alvirrubro – que precisa muito da vitória para não ver o pelotão de baixo da tabela se aproximar – são as maiores preocupações para o Adilson.

Isso, claro, sem falar nas próprias opções do Adilson, que se não preocupam o próprio, há muito estressam a torcida. Com a contusão de Rodrigo (que cede o lugar ao Rafael Vaz), o treinador só teria uma baixa com relação ao time que começou – jogando bem, vale lembrar – o clássico da última rodada. Mas no treino de ontem, Adilson escalou Pedro Ken no lugar de Guiñazu, aparentemente sem qualquer razão. Se não for uma questão física, como um pedido do gringo para ser poupado, a mudança não tem muita lógica. Mas como o Adilson não confirmou os titulares, pode ser que a alteração não ocorra.

Em se repetindo a formação de domingo, as probabilidades de uma vitória aumentam muito. E mesmo que Pedro Ken seja titular elas são grandes, basta que o time tenha o mesmo empenho que mostrou contra a mulambada. Pelo menos o empenho do primeiro tempo da Arena Maracanã, que se fosse mantido nos 90 minutos de jogo, certamente nos traria a vitória mesmo com todas as garfadas  que aconteceram.

BANGU X VASCO
Rafael; Felipe Foca, Luis Felipe, Wagner e Bruno Santos; Raphael, Rodrigo Dantas, Christiano (Juninho) e Almir; Mateus Pimenta e Rodrigo Pinho (Elias).Martín Silva; André Rocha, Luan, Rafael Vaz e Diego Renan; Aranda, Pedro Ken (Guiñazu), Fellipe Bastos e Douglas; Everton Costa e Edmilson.
Técnico: Mário Marques.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Moça Bonita. Data: 19/02/2014. Horário: 16h. Árbitro: Grazianni Maciel Rocha.  Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Marcio Moreira de Queiroz.
O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Pé na forma

Leia o post original por JC

Gaúcho fez – parte – das mudanças no time que a torcida esperava e o ideal seria ter um adversário que colocasse a prova nosso novo setor defensivo, que terá as entradas de Nei na lateral e de Abuda como primeiro volante. Mas o Bangu, adversário que receberemos hoje em São Januário, oferecerá um teste mais complicado para nossos atacantes.

Os números do tradicional alvirrubro de Moça Bonita deixam isso bem claro: no meio da tabela do grupo B, o Bangu faz da sua defesa sua principal arma no campeonato. Com apenas dois gols sofridos, a equipe tem a segunda melhor defesa da competição e tem como maior feito nesse Estadual ter conseguido um empate em 0 a 0 contra o Botafogo. Já o seu ataque não é dos mais assustadores: marcou apenas três gols nas quatro rodadas dessa Taça Guanabara.

Então, para quem esperava ver a eficiência de um meio de campo mais brigador, provavelmente terá que se contentar em ver se nossos homens de frente colocaram o pé na forma e se não perderão tantas oportunidades como no clássico contra a mulambada. Claro que, se o Bangu confirmar as expectativas de atuar de forma cautelosa, sempre há a possibilidade de contra-ataques ocasionais. Mas, deixando as meias palavras de lado, se o ataque banguense der trabalho para nossa defesa, mesmo estando pouco treinada, nossos problemas serão bem mais complicados de resolver do que imaginamos.

 Então o que teremos nesse domingo é isso. Esperar por uma vitória para mantermos a liderança do grupo, nos deixar cada vez mais garantidos nas semifinais e, quem sabe, vermos que nossos atacantes melhoraram nos arremates.

VASCO X BANGU
Alessandro, Nei, Dedé, André Ribeiro e Wendel; Abuda, Fillipe Soutto, Pedro Ken e Bernardo; Eder Luis e Leonardo.Getulio Vargas, Celsinho, Raphael, Carlos Renan e Bruno Santos; Mayaro, Ives, André Barreto e Gilmar; Hugo e Alexandro.
Técnico: GaúchoTécnico: Cleimar Rocha
Estádio: São Januário. Data: 03/02/2013. Horário: 19h30. Árbitro: Maurício Machado Coelho. Assistentes:  Dibert Pedrosa Moisés e Ediney Guerreiro Mascarenhas.
O Canal Premiere transmite a partida para todo Brasil no sistema Pay-per-View.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Leram a coluna de ontem no Torcida Carioca?

Update do jogo

Para os que acharam uma vergonha a derrota para a mulambada e não viam como o alguém poderia ter dito que o Vasco, apesar de ter perdido a partida, jogou bem o clássico, puderam rever seus conceitos depois do que foi apresentado em São Januário na noite de ontem. A derrota para o Bangu por 1 a 0 mostrou a todo o que a vergonha e a atuação do time podem ser piores. Bem piores.

As alterações no time, que passou a ter um primeiro volante de combate e um lateral de verdade na direita, deveriam trazer uma maior segurança à defesa. Mas mesmo que tenha trazido, não temos como avaliar precisamente: se o Bangu não conseguiu levar muito perigo à nossa meta, há de se levar em consideração que o alvirrubro não é um primor ofensivo. E pelo que vimos, se o jogo fosse contra um adversário um pouco mais eficiente, teríamos nos saído ainda pior.

Para completar, o ataque vinha funcionando – apesar da crônica falta de mira – resolveu não colaborar e facilitou a vida do adversário. Sem movimentação ou criatividade e com os jogadores que deveriam resolver as coisas sem a menor inspiração, o Vasco pressionou sem objetividade e finalizou menos do que deveria e sem a precisão necessária. Desse jeito, o resultado não poderia ser outro.

Gaúcho admitiu o óbvio e culpou a falta de tempo para treinar pelo desempenho pífio da formação que a torcida esperava verem campo. A desculpa explica, mas não justifica. Se esse é o problema, que o treinador e sua equipe aproveitem bastante a semana que têm até o clássico contra o Fluminense. Até porque, uma nova derrota deixará o time numa situação tão complicada que até a classificação para as semifinais da Taça Guanabara começa a ficar ameaçada.

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Update II: já está no ar a coluna no site no Torcida Carioca.

A espera dos clássicos

Leia o post original por JC

O que fazer para acompanhar um jogo em plena quarta-feira, às 17 horas? Procura-se um site que passe a partida e divide-se a atenção do trabalho com o streaming com delay. Para não perder os lances entre as quedas de sinal, ouve-se a transmissão por uma rádio online. Ao acabar o expediente, passa-se para a rádio do celular para ouvir o fim da partida (até começar a Voz do Brasil, quando se começa a acompanhar em tempo real no globoesporte.com). O problema é que, tirando o resultado – a vitória por 3 a 1 sobre o Bangu – e o fato de que era o Vasco que estava em campo – o confronto dessa quarta em Moça Bonita nem de longe merecia tanto esforço.

Não que o Vasco tivesse jogado mal, pelo menos não durante os 90 minutos. Mas a impressão de que o time não se empenha como deveria contra os times considerados pequenos é inevitável. Se lembrarmos dos salários atrasados e do calor absurdo ao qual os jogadores são obrigados a se sujeitar aí mesmo que essa impressão se solidifica.

A atuação do time contra o Bangu não foi muito diferente das duas anteriores nesse Estadual: quando o Vasco impõe seu ritmo, pressiona, cria jogadas e faz gols; quando o time resolve cochilar, cede espaços, corre riscos e só não sofre mais gols por conta da incapacidade dos adversários.

O que fica claro pra torcida é que o Vasco pode fazer mais – falado em qualidade – do que tem feito. Ser o time com a melhor campanha do Carioca e único com 100% de aproveitamento acaba sendo enganoso. Enquanto não encararmos um dos maiores rivais, provavelmente vamos ver mais apresentações mais ou menos. Dessas apresentações que só satisfazem por alguns minutos ou por gols bonitos como o que fez o Bernardo, o terceiro contra o Bangu.

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Pra piorar ainda fica o triste tratamento que a torcida vascaína teve. Muita gente com ingresso na mão não conseguiu entrar no estádio porque as arquibancadas destinadas aos nossos torcedores ficaram lotadas. Será que era preciso ter muita imaginação para prever que a torcida do Bangu estaria em número muito menor e destinar um espaço maior para os vascaínos?

Lamentável ver os milhares de torcedores que se despencaram para o sempre quente Bangu para ver uma partida de futebol terem que encarar o despreparo – e o gás de pimenta – da nossa polícia, que raramente consegue organizar qualquer coisa e invariavelmente usa da truculência para resolver os problemas que eles deveriam evitar.

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A coluna sobre a partida no site Os 4 Grandes já está no ar. Para acessar a página, procurem o link na lista de favoritos do blog, à direita.

Velhos e novos tempos

Leia o post original por JC

Vasco jogando contra o Bangu em Moça Bonita. Sempre tem um jeitão de “velhos tempos” – o primeiro confronto por lá foi há mais de 60 anos, com um acachapante 6 x 1 do Gigante sobre os donos da casa – e mesmo que o alvirubro não passe pelo melhor dos seus momentos, não há como negar que é uma partida tradicional. Mesmo que haja uma certa nostalgia, a partida é cercada de elementos que só o futebol dos dias de hoje pode trazer: do esquisito horário de cinco da tarde de uma quarta-feira até os problemas como jogadores que se recusam a se concentrar, é de se imaginar se antigamente essas coisas estariam acontecendo.

Provavelmente não. Os problemas extracampo do Vasco, criados pela diretoria por não conseguir recursos para pagar os salários dos jogadores e elevados à categoria de crise pela imprensa acabaram tomando uma proporção maior e real com a recusa dos jogadores em se concentrarem antes da partida. Tudo isso por conta de outro “sinal dos tempos” atuais: hoje não há como clubes sem patrocínio conseguirem manter times competitivos. E como o Vasco ainda não conseguiu fechar novas parcerias, a torneira, ou melhor, os salários, secaram.  Na rodada anterior, os jogadores se concentraram e mostraram com a vitória sobre o Duque de Caxias que o atraso dos pagamentos não afetou o desempenho do time em campo. O elenco vascaíno já provou ter um grande comprometimento com o clube (recíproca não confirmada por alguns dirigentes) e por isso acho que não teremos problemas quanto ao empenho do grupo hoje.

E assim como a questão financeira, que foi parcialmente resolvida essa semana, não deve atrapalhar o time, os desfalques também não chegam a ser motivo de preocupação. Mesmo com jogadores importantes fora da partida (Prass, contundido; Juninho e Allan poupados), seus substitutos devem manter o nível. Alessandro, que não teve chances por ser reserva de um goleiro dos mais fominhas, estreia com a credencial de ter sido o melhor da posição no campeonato brasileiro sub-23 ano passado. Felipe volta ao time no lugar do Reizinho e, se repetir as atuações do fim do Brasileiro, deve até melhorar o meio de campo. Já para o lugar do Allan são duas as opções: ou Cristóvão mantém o setor reforçado na marcação com Eduardo Costa ou manda a campo uma formação mais ofensiva com Bernardo e Diego Souza se alternando na frente.

Mas seja como for e com todo o respeito que o valoroso Bangu precisará surpreender muito para conseguir alguma coisa. Com duas derrotas nas duas rodadas do Carioca, parece que a tradição do clube suburbano não será o bastante para garantir uma boa campanha no Estadual. Mesmo com o Vasco sofrendo com algumas das questões que afligem boa parte dos clubes nos dias de hoje, a tendência é que saiamos de Moça Bonita com mais uma vitória (ainda que não tão acachapante quanto a daquele longínquo 1948).

BANGU X VASCO
Willian; China, Abílio, Carlos Renan e Renan Oliveira; Raphael Augusto, Mayaro, Fabinho e Tiano; Enilton e Leandrinho.Alessandro, Fagner, Dedé, Rodolfo e Thiago Feltri; Nilton, Fellipe Bastos, Bernardo (Eduardo Costa) e Felipe; Diego Souza e Alecsandro.
Técnico: Carlos Cesar.Técnico: Cristóvão Borges
Estádio: Moça Bonita. Data: 01/02/2012. Horário: 17 h. Árbitro: André Rodrigo Maia. Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Diogo Carvalho Silva.
O canal Premiere transmite a partida para todo o Brasil no sistema Pay-Per-View
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos

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Como todos devem ter percebido, ontem não rolou o habitual tema livre das terças. Pois é, faltou tempo. Semana que vem voltamos à programação normal.