Arquivo da categoria: Beira-Rio

Pela memória da expectativa

Leia o post original por Rica Perrone

O Atlético Mineiro de 2016 é o time que todos queriam ver jogar. Robinho, Pratto, Fred, Fabio Santos, Rafael Carioca, Rocha, Leo Silva, Cazares… é muita gente junta. E sob a batuta do treinador bicampeão brasileiro, o que poderia dar errado? Pois é. E o Galo que nunca aconteceu em toda a temporada está perto …

Inter toma fôlego também na Copa

Leia o post original por Antero Greco

A torcida colorada anda apreensiva. Os resultados no Campeonato Brasileiro amedrontam e deixam o Inter perto da zona de descenso. A Série B é fantasma que assusta.

Mas em quatro dias houve dois motivos para alegria. E que motivos! No domingo, a vitória suada por 2 a 1 sobre o Flamengo, que tirou a equipe do Z-4. Nesta quarta-feira, os 2 a 0 sobre o Santos na Copa do Brasil.

Dois momentos excepcionais em competições distintas e que carregam indícios de reação em final de temporada. Na Série A, agora passa a depender apenas de si para não sofrer a humilhação da queda. Na Copa, a vaga na semifinal (os duelos serão com o Atlético-MG) e a perspectiva de terminar o ano com um título. Nada mal.

Celso Roth colocou muitos reservas em campo, no duelo no Beira-Rio, pois a intenção era a de preservar o que tem de melhor no Brasileiro. Se viesse a reviravolta na Copa, tudo bem. Como a vantagem era do Santos (2 a 1 na Vila), não valia a pena queimar todos os cartuchos.

E não é que deu certo a opção do “professor”? O Inter jogou sem a responsabilidade do placar. Antes, transferiu a pressão para o Santos. Mais leve, menos tenso, o time gaúcho jogou à vontade e aproveitou da sonolência do adversário.

Consequência das posturas diferentes? Os gols. Um em cada tempo. Aylan aos 9 minutos do primeiro tempo colocava o Inter na fase seguinte do torneio. Classificação carimbada de vez com Sasha aos 44 da segunda etapa.

Inter renasce em duas frentes. Ao Santos, vice-campeão da Copa em 2015, resta o consolo de brigar por vaga na Libertadores via Brasileirão. Missão que, no momento, está a seu alcance.

E Argel saiu de alma lavada do Beira-Rio…

Leia o post original por Antero Greco

A bola foi empurrada para dentro do gol pelo zagueiro Kanu. Gol legítimo. Paulão, jogador do Inter, olhou para o bandeirinha e reclamou por reclamar. O  pernambucano Émerson Luiz Sobral nem ligou, o Vitória ganhou por 1 a 0, no Beira-Rio, e deixou os donos da casa na zona do rebaixamento.

Foi vingança do técnico Argel Fucks, que estreou no time baiano justamente contra a ex-equipe. Aliás, quando foi demitido do Inter, saiu com seis vitórias no Brasileiro. Era julho. Passados dois meses, o Inter só ganhou uma vez – aquele contra o Santos, em que houve polêmica danada pela expulsão de Lucas Lima, sob alegação de cera nos descontos do primeiro tempo.

Para os baianos, o resultado significou a possibilidade de nova era, agora que Argel chegou ao comando cheio de energia e promessas. Em campo, a presença de Zé Love também foi determinante para o bom desempenho do Vitória.

Já na etapa inicial, os baianos foram mais eficienes. Zé Love apareceu em lances de área pelo menos três vezes – numa delas finalizou para defesa de Danilo Fernandes. Em outra, fez bela jogada pela esquerda e tocou para Willian Farias, que chutou por cima.

O Inter tentava pressionar, mas não ameaçava o gol de Fernando Miguel. Logo no início do segundo tempo, em cruzamento para a área, Zé Love tocou de cabeça para a entrada de Kanu, que não perdeu a chance. Para Paulão restou erguer os braços, desolado.

Daí em diante, o Inter se lançou como pôde ao ataque, mais na vontade do que na técnica. Aylon encobriu o goleiro e o travessão, William bateu cruzado e Fernando Miguel pôs a escanteio. Alex entrou no lugar de Valdívia, e numa das melhores participações dele cabeceou e a bola saiu pela linha de fundo. Nico Lopez finalizou rente à trave.

Má fase… é má fase. Foi o 25.º jogo do Inter, a 12.ª derrota. Vai ver, Argel se sentiu vingado pela impaciência colorada do mês de julho, quando foi demitido e nem havia ameaça de rebaixamento.

Vibrou feito criança, abraçado a seus jogadores. Saiu do Beira-Rio de alma lavada.

 

Tem caveira de burro enterrada no Beira-Rio

Leia o post original por Antero Greco

Os mais velhos diriam com certeza: tem caveira de burro enterrada no gramado do Beira-Rio. Não é possível que a torcida do Inter tenha de sofrer tanto neste Brasileiro. No empate com o São Paulo completou a inacreditável marca de 13 jogos sem vitória. É isso mesmo: tre-ze… sem choro, nem vela! Dez derrotas e três empates.

Tem alguma coisa errada: Celso Roth é o terceiro técnico nesta campanha sofrível. Antes dele, Argel e Paulo Roberto Falcão sofreram com os resultados que deixam a torcida colorada à beira do desespero.

Não sem motivos.

Vamos analisar somente os últimos 10 minutos da partida deste domingo. O São Paulo, do técnico estreante Ricardo Gomes, estava vencendo por 1 a 0, e o nervosismo tomava conta do estádio. Paulão dava chutões da intermediária, e a torcida se esvaía em caretas.

Valvídia se movimentava como de costume. E a faixa estendida – “Gigante Sempre” – parecia piada de mau gosto para o momento, apesar da intenção de estimular a rapaziada em campo.

Foi aí que aconteceu o lance: 39 minutos do segundo tempo, o grandão Ariel fez tudo certinho, passou pelo goleiro tricolor e bateu para o gol de empate… que não aconteceu, porque Mena surgiu milagrosamente para salvar.

Mas como diz o gaúcho: não está morto quem pelea. E o Inter pode até cair para a segunda divisão, mas vai cair peleando.

Então, numa cabeçada errada de Ernando, a bola desviou em quem? Exatamente no chileno Mena, que tinha acabado de salvar o gol. Desviou em Mena e foi para o fundo da rede: 1 a 1.

Ainda dava tempo de virar o placar. O tricolor Bufarini cometeu pênalti. Eram 44 minutos e Valdívia pegou a bola para a cobrança. Colocou a bola na marca da cal e … catapimba! Chutou com convicção, mas  pra fora. Bem fora.

O jogo acabou empatado mesmo. O Inter tem agora 13 jogos consecutivos sem vitória. Se não cair desta vez, o Inter tem de levantar as mãos para o céu. Mas que tem caveira de burro, mau-olhado ou praga de torcedor do Grêmio na parada, ah isso tem!

Corinthians na ponta e o Rei de Roma perde a elegância

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians venceu a partida por 1 a 0, está mais que nunca na briga pelo título e mostrou que pode evoluir ainda neste campeonato. Isso é uma coisa. A outra é que o Internacional está fazendo uma das piores campanhas de sua história até agora: completou 9 jogos sem vencer e está deixando seu velho ídolo perder a elegância.

Acreditem: Paulo Roberto Falcão, que sempre primou pelo bom gosto no trajar, apareceu na tela da TV Globo, para todo o país, com a camisa para fora da calça. Eram 21 minutos do primeiro tempo no Beira-Rio e ele tentava instruir o zagueiro Paulão – a situação era mesmo de dar nos nervos do treinador.

O Inter parece que não tem ânimo para construir jogadas de ataque. E sua defesa com Paulão e Leandro Almeida parece um queijo suíço.

Não que o Corinthians estivesse jogando o fino da bola: nem dá, com um ataque em que André ainda não se encontrou, Romero procura ser uma opção inteligente e Marquinhos Gabriel se esforça para criar situações de perigo.

Para piorar o panorama em Porto Alegre, os jogadores protagonizavam cenas dignas de um pastelão: Elias e Ariel quase se pegaram, Fabinho recuou uma bola para o goleiro Marcelo Lomba, que chutou para trás, e outra vez o capitão Paulão surgiu para dar uma joelhada inacreditável nas costas de Romero.

Ainda assim, o Corinthians era melhor. E aos 42 minutos, após uma jogada confusa e uma série de erros, Romero tocou para Elias. O meia, que voltava ao time, bateu sem defesa para o goleiro colorado: 1 a 0.

No segundo tempo, Falcão arrumou a camisa e tentou arrumar o time, voltando com o promissor Nico Lopez e Sacha no ataque. E a torcida se iludiu por dez minutos. Logo o controle da partida voltou aos pés do time de Crisóovão, que desperdiçou boas chances nos contra-ataques: a melhor delas com Luciano.

Com a vitória, o Corinthians se candidata de vez ao título.

Com a derrota, o Inter se candidata a ser um dos piores times de sua gloriosa participação no Campeonato Brasileiro.