Arquivo da categoria: Bernard

Verdão busca novo SUPERTIME para 2018! De novo???

Leia o post original por Craque Neto

Enquanto aguardamos o término do Brasileirão – já praticamente com tudo definido – quem mais está trabalhando nos bastidores para se reforçar é obviamente o Palmeiras. Com o aval da patrocinadora milionária o executivo Alexandre Mattos já está buscando um caminhão de novos jogadores. Alguns de qualidade reconhecida, como é o caso do ex-santista Lucas Lima, anunciado oficialmente pelo clube nesta quinta-feira. Outro nome que ninguém falou mas teria até proposta oficial é o do zagueiro Pedro Geromel, campeão da Libertadores com o Grêmio. Segundo informações os gaúchos receberam uma proposta de R$ 25 milhões e balançaram. O ala Zeca, […]

O post Verdão busca novo SUPERTIME para 2018! De novo??? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Segura! Lá vem a ‘Mamãe’ abrindo o cofre!!!

Leia o post original por Craque Neto

Depois de uma temporada fracassada onde foram gastos mais  de R$ 100 milhões em reforços, o planejamento para 2018 já inicia com o anúncio do primeiro reforço do Palmeiras: o lateral-esquerdo Diogo Barbosa. Para quem não se lembra esse menino foi um dos destaques do Cruzeiro neste ano e foi justamente dele o gol decisivo que eliminou o Verdão da Copa do Brasil. Que é um jogador de qualidade, isso é inquestionável! O que se discute são os valores envolvidos na negociação. Pelo que foi noticiado a Raposa abriu mão de uma proposta de mais de R$ 30 milhões do […]

O post Segura! Lá vem a ‘Mamãe’ abrindo o cofre!!! apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Ambição e imaturidade

Leia o post original por Antero Greco

Lavar roupa suja em público é embaraçoso, mas prato saboroso para vizinhos, quando se trata de assunto familiar, ou para o público em geral, se no rolo estiverem personagens conhecidos. Vira tema pra fofocagem e tanto, principalmente em ambiente de trabalho.

Imagino como estejam os bastidores do Shakhtar a esta altura, depois da bronca que o técnico Mircea Lucescu lascou, no site oficial, pra cima do Bernard. O romeno disse que o moço parece jogador de Twitter, porque só dá notícias pela rede social. Apresentar-se para treinar que é bom, ou avisar em que dia baterá ponto no clube, até agora… nada.

Lucescu lamenta a postura de Bernard, que Felipão definiu como um atleta com “alegria nas pernas”, e coloca em dúvida o profissionalismo dele, pois está fora do elenco desde a metade de maio, ao ser liberado para o Mundial. Enfim, um esculacho bem dado. Bernard respondeu pelo… Twitter, e colocou mais gasolina no fogo. “3 meses.. Sendo que a copa acabou faz 1 mês! Aula de matemática? Será preciso.” Como se vê, relações estremecidas com o time ucraniano de Donetsk, o mais brazuca do leste europeu.

O episódio pode transformar-se apenas em outro bate-boca corriqueiro entre professor e pupilo. Não será surpresa se surgirem bombeiros e logo mais ambos posarem juntos, sorridentes e a fingir paz e harmonia. Mas vai além das aparências e do desabafo de um chefe à espera do subordinado que teima em esticar as férias no aconchego do lar.

Bernard faz parte da enorme legião de jovens que saem do Brasil em busca de fortuna no exterior – e de fama, se possível, mas não necessariamente. A trajetória apresenta semelhanças e varia pouco: despontam por aqui com potencial, ensaiam o papel de ídolos domésticos, se destacam em manchetes, beliscam convocações pra seleção e se mandam ao primeiro aceno de euros, dólares e outras moedas cintilantes. Partem chorosos, com um “até breve”.

Agentes, empresários, aspones, dirigentes esfregam as mãos ao perceber que se avolumam os indícios de que têm um produto lucrativo. Expõem a mercadoria o máximo que puderem, trabalham o marketing para valorizar o rapaz, inflam o cartaz dele e o repassam para os novos ricos de Europa e adjacências. Na maioria dos casos, ignoram pormenores como distância do Brasil, condições climáticas, políticas, religiosas. Tampouco se lixam para as diferenças gastronômicas e culturais. Detalhes insignificantes na hora em que os olhos brilham com as cifras. Vale a grana que entra nos mais variados bolsos.

Se o jogador vacilar, leva um empurrão parecido com aquele do Petros no árbitro Raphael Claus, na base do “é pegar ou largar e é bom pra todos”. Se ainda assim não ficar convencido, saca-se argumento definitivo: a perspectiva de passar uma temporada e voltar para casa. Isso acontece com tanta frequência que ninguém estranha mais. Ou os gringos pagam o mico ou se dá um jeitinho de algum clube daqui bancar a repatriação, até com valor acima da transação original. Sobram otários.

Por isso, muitos embarcam na experiência só de corpo – e olhe lá. A alma, aqui entendida como vontade, dedicação, comprometimento, se mantém atada ao cantinho caseiro. Não se preparam para o desafio, não tomam como exemplos os patrícios que fizeram sucesso. Não têm discernimento do que significa a transação em que os meteram. Imaturos agem com idêntico ar blasè com quem encaram obstáculos por estas bandas. Se deu, deu. Se não deu certo, tudo bem e bola pra frente.

Com essas e outras, cresce o descrédito de o brasileiro agir com a seriedade que se espera de trabalhador contratado com regalias que a maioria dos cidadãos nem sonham em alcançar um dia. Daí não adianta vir com conversa mole de que há má vontade, racismo, que o treinador “não gosta da gente” e outras bobagens do gênero. Até formar produtos de exportação de boa qualidade faz parte da tarefa dos nossos clubes, que vivem disso. E também em tal aspecto são imprevidentes.

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, quarta-feira, dia 13/8/2014.)

Brasil 5 x 0 Honduras. Lista de Felipão vai se fechando e Robinho vai entrando. Teve caça a Neymar que joga muito, provoca bastante e apanha demais

Leia o post original por Quartarollo

Brasil 5 x 0 Honduras. Foi um placar natural pela diferença das duas equipes, mas o Brasil só deslanchou depois que passou a jogar coletivamente sem a influência do individualismo do genial Neymar que por si só catalisa o jogo … Continuar lendo

Neymar, o guia do Brasil diante de Portugal

Leia o post original por Antero Greco

Neymar foi grande, na vitória do Brasil por 3 a 1 sobre Portugal. O rapaz se destacou pelos dribles, deslocamentos, passes e participação nos gols. No primeiro, cobrou o escanteio que Thiago Silva desviou para as redes. No segundo, fez uma pintura. Além disso, iniciou a jogada que resultou no terceiro, no começo do segundo tempo e marcado por Jô.

Mas o que mais me agradou em Neymar, no amistoso disputado em Boston, foi a postura corajosa e atrevida. Desde o começo, zagueiros portugueses, o gentilíssimo Pepe à frente, trataram de pará-lo na base da força bruta. O ex-santista encarou o desafio, devolveu botinada (levou amarelo por isso) e ainda tomou cotovelada covarde no rosto dada por Bruno Alves.

A cada dividida mais ríspida, ele buscou o jogo intensamente e deu o troco como se deve: com futebol. Neymar acelera o processo de amadurecimento e, nessa toada, tem chance de ser um dos protagonistas do Mundial. A parte dele na seleção faz, e bem. Por isso, é dos poucos que não têm folga, desde os tempos de Mano Menezes. Os técnicos sabem o que esperar dele.

A atitude da seleção, em geral, foi boa. Um teste bem melhor do que aquele contra a Austrália, no sábado, em Brasília. Portugal exigiu mais, provocou erros, como no gol de Rui Meireles, em boa mal recuada por Maicon para Julio Cesar, e ainda assustou em outras duas finalizações. A equipe de Felipão, porém, teve calma para reagir, empatar, virar e ampliar.

Ramires foi um dos que aproveitaram a nova chance. Nas duas partidas, mostrou que pode ser alternativa confiável no meio-campo, tanto na marcação como na armação. Bernard também carimba lugar para o Mundial, assim como Jô. O centroavante do Atlético-MG pode não ser um artista de primeira grandeza, mas comparece na área – e é isso que o treinador espera. Os cinco gols que marcou até agora abrem para ele as portas da Copa.

Gentalha e anêmicos*

Leia o post original por Antero Greco

Falar de gols, dribles e craques é o que há de mais gostoso para quem se ocupa de palpitar a respeito de futebol. Sempre me deliciei com textos impregnados da emoção que transborda dos gramados. Mas em certos momentos não dá para driblar assuntos que deveriam ser periféricos e que, no entanto, interferem na rotina de uma paixão universal. Nessas horas, o joguinho de bola vira laboratório para observar o comportamento humano.

Neymar e Bernard bateram asas ao mesmo tempo. Apareceram anteontem, viraram astros, despertaram a cobiça de estrangeiros e sucumbiram ao poder da grana. Vão evoluir na Europa, como é voz corrente por aqui. Dois jovens talentosos deixam fãs de Santos e Atlético-MG a ver navios, para alegrar os privilegiados seguidores de Barcelona e Shakhtar.

Tudo bem, lei da vida. Mas reparem na coincidência. Ambos mal desembarcaram e se constatou que há algo de errado com o físico deles. Neymar teve diagnosticada anemia; Bernard voltou de passeio de reconhecimento na Ucrânia com a certeza de que precisará de “ganho muscular” para aguentar o tranco dos marcadores do campeonato local. Os dois moços logo ostentarão perfil mais troncudo e potente.

Por que têm de submeter-se a tratamentos com vitaminas, suplementos e similares? O que atraiu os gringos não foram a destreza, o talento, a ousadia, o arranque dos rapazes? Não são essas características que os distinguiram, a ponto de estimularem o investimento de milhões de euros? Qual o motivo para que se transformem em gladiadores? Que impacto isso provocará no estilo deles? E as consequências no corpo, com o rápido passar da carreira?

O Barça havia anunciado, antes da apresentação de Neymar (e depois de submetê-lo a exames médicos) que deveria engordar 5 quilos. Após a operação de amígdalas, veio o papo de 7 quilos abaixo do peso ideal. Tudo isso?!

Como assim? O que sugeriram com tal conversas? Que houve descuido? Muito bem. Se Neymar está anêmico, por que viajou para a Ásia, no giro de exibições do novo clube, com jogos, cerimônias sociais e compromissos oficiais? Se estava fracote, deveria ficar em casa, de repouso, a tomar papinha e fortificante. Se o Barcelona o levou a tiracolo, agiu de maneira leviana. Também não deveria liberá-lo para o amistoso de anteontem com a Suíça. E, para quem está jururu, Neymar se saiu bem: correu, driblou e chutou adversário. Além de anêmico virou estressado?

A propósito de Barça, modelo internacional de modernidade administrativa e técnica: como explicar o papel do presidente, Sandro Rosell, na história relatada por Jamil Chade sobre o caminho do dinheiro dos jogos da seleção pelo mundo? A reportagem do esplêndido correspondente do Estado é de arrepiar, ao mostrar que mais ou menos um terço do cachê do time não vinha para os cofres da CBF, após entrar no caixa de empresa aberta nos EUA que tinha o cartola espanhol como um dos sócios. Por sinal, muito amigo do ex-todo-poderoso que se refugiou em Miami. Lembra? O homem bajulado por seus pares, patrocinadores, políticos e parte de nossa mídia. Aquele que se escafedeu da noite pro dia era chamado de “doutor” e tinha tratamento de chefe de Estado.

Já o torcedor que aceitou a promoção feita ontem pelo São Paulo e pagou entre R$ 2 e R$ 10 para ver o jogo com o Atlético-PR (e sofrer com o empate de 1 a 1, que o mantém no fundo da tabela), pode considerar-se incluído na categoria de gentalha. Pelo menos é o que se depreende de opinião de certos especialistas em gestão e marketing esportivo.

Um dos gurus dos amantes de números, gráficos e cifras no futebol, fonte usual para pautas com viés sofisticado em jornais e tevês, lamentou apelo tricolor a medida popularesca na tentativa de encher o Morumbi (público de quase 26 mil). Pois a pechincha desvalorizaria a marca e atrairia a bandidagem para as arquibancadas. Como se honestidade e retidão se medissem por poder aquisitivo e conta bancária.

*(Minha crônica no Estado de hoje, sexta-feira, dia 16/7/2013.)

Vacilos de Bota e Galo na noite de sábado

Leia o post original por Antero Greco

O Botafogo termina o sábado sozinho na ponta do Brasileiro, com 25 pontos. O Atlético-MG foi dormir fora da zona de rebaixamento, com 12 e na 17.ª colocação. Mas os dois alvinegros decepcionaram, ao ficarem em empate contra Goiás (1 a 1) e Náutico (0 a 0), respectivamente. Saíram devendo futebol.

Não faltam motivos para classificar como frustrantes os resultados de ambos. O Botafogo, pela campanha que faz, tem possibilidade de jogar muito mais do que mostrou no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que teve público razoável.

A turma de Seedorf se enroscou na boa marcação do Goiás, penou para abrir vantagem e só fez 1 a 0 no começo do segundo tempo, com Rafael Marques. Mesmo assim, não produziu o suficiente para aumentar a diferença e sofreu o empate aos 26, em gol contra de André Bahia. E os goianos quase viram, mas o chute de Walter acertou a trave.

O Botafogo pode cair para o terceiro lugar, ao final da rodada. Para tanto, basta que Cruzeiro (24) ganhe do Santos e que o Coritiba (23) passe pelo Vasco. O que não é nada improvável de acontecer.

Como também não é difícil o Galo retornar ao bloco de baixo, se o Criciúma (12) superar a Ponte em Campinas e se o São Paulo (9) derrotar a Lusa, no Canindé, no clássico paulista que fecha o final de semana.

O Atlético pode alegar como atenuante o fato de ter jogado como visitante no Recife. Mas é atenuante frágil. Com time titular em campo (claro que agora sem Bernard), teve dificuldade para impor-se, jogou com lentidão, foi dispersivo mais uma vez.

Ainda não veio a sacudida após a conquista da Libertadores. São cinco jogos sem vencer – três derrotas e empates nas duas últimas apresentações. Retrospecto ruim, mas não desesperador. O campeão da América não cai; mas, do jeito que vai, daqui a pouco marca passo no Brasileiro, à espera do Mundial de Clubes.

A escolha de Bernard*

Leia o post original por Antero Greco

Bernard tem jeito de gente boa, cara de jovem do bem, do tipo que encaramos como filho. Fala mansa, mineirinho além da conta sô, cativa com facilidade e passa confiança. Se não bastassem essas qualidades de caráter, bate um bolão, foi um dos responsáveis por levar o Atlético-MG à conquista da Libertadores. Tem mesmo alegria nos pés, como disse Felipão.

Com 21 anos, 100 jogos apenas no time principal do campeão da América, está de malas prontas pra levantar voo e ganhar o mundo. Mas não parece feliz da vida, como seria de esperar de quem pode receber salários em torno de 1 milhão de reais por mês. Pois essa é a proposta do Shakhtar Donetsk para integrá-lo à legião de brasileiros do elenco. Dinheiro para arregalar os olhos de qualquer um. A cada 30 dias, um prêmio de loteria… Sem contar benefícios adicionais.

As declarações recentes de Bernard deixam margem para dúvidas. À parte a hipótese de que esteja a fazer média com a torcida, ele passa ansiedade, e até angústia, com a proximidade de mudança radical de rotina. Várias vezes tem reafirmado intenção de continuar em casa, não sair do ninho, não abrir mão da convivência com amigos e parentes. Para, em seguida, emendar que há pressão forte, muito forte para ir embora, e que ela vem de todos os lados.

A tradução do discurso é simples: a grana envolvida na transação – seriam R$ 75 milhões só para o Atlético – aguça a cobiça. Acrescentem-se a isso as inevitáveis comissões para este ou aquele, luvas, prêmios e sei lá o que mais, e dá para imaginar a origem e o poder dessa pressão e o desfecho da negociação.

Não se leva em consideração o desejo do rapaz, não se questiona o preparo mental e físico para encarar a guinada, se avalia pouco as consequências psicológicas da aventura em outro país, com realidade, temperatura, cultura, hábitos diversos dos dele.

O jogador é visto como fonte de renda, como uma mina de ouro, uma pedra preciosa a ser lançada logo no mercado. Um dos argumentos para justificar a pressa na venda e convencer Bernard é a de que não se devem desprezar oportunidades na vida. Muitas são únicas e o blablabá costumeiro em episódios semelhantes. Para reforçar a conversa otimista, não falta referência à possibilidade de voltar em breve, se não der certo. Ou, na pior das hipóteses, fará independência financeira em alguns temporadas. E ainda jovem!

Não pesa nem sequer a objeção de que a Ucrânia não integra o circuito dos grandes centros do futebol. Os otimistas garantem que os investimentos a levarão a rivalizar com Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália. Ou, quem sabe?, desempenho notável de Bernard por lá despertará interesse de gigantes como Real, Barça e Manchester. O único receio é ver os euros do Shakhtar virarem fumaça, em eventual recusa.

Para acrescentar ligeiro tom conciliatório, e assim mascarar a expectativa, um ou outro dirigente garante que a decisão é de Bernard. Claro, se não quiser, nem se discute mais o assunto e coisas vagas do gênero. Isso porque não existe mais o passe, apenas direitos econômicos e federativos.

A queda de braço em geral pende em favor da persuasão do money. Não é à toa que há, espalhados por aí, muitos jogadores com gordas contas bancárias e enormes distúrbios emocionais. Bebidas, mulheres e carrões compensam. Será?

O rival Neymar. Por falar em ídolo que se rendeu ao deus Bufunfa, para felicidade dos seus incontáveis seguidores, Neymar hoje pela primeira vez enfrenta o Santos na condição de “ex”. Que seja vitorioso na nova fase da carreira. Mas, se jogar bem, não venham dizer que os ares do Barça já fizeram evoluir o futebol dele.

Pobre tricolor. Até agora, deu a lógica e o São Paulo perdeu a segunda seguida na excursão ao exterior. Tomou 1 a 0 do Milan, na Alemanha, aumentou para 14 o número de jogos sem vencer e há 6 não marca. Voltará com cheques polpudos (sempre l’argent) e moral arrasada.

*(Minha crônica no Estado de hoje, sexta-feira, 2/8/2013.)

A noite do Galo vingador*

Leia o post original por Antero Greco

Jogo que vale título é coisa séria, não permite vacilos, exige concentração total. Os personagens do espetáculo precisam de retiro espiritual, com o devido recolhimento físico e mental, como se fossem receber o papa em casa. Esses preceitos rígidos servem para jogadores, comissão técnica, roupeiro, massagista, bilheteiros, pipoqueiros, torcedores. Até cambistas! Pois nessa hora a união de forças conta pra chuchu. Decisão é sagrada.

Não se brinca com partida que tem taça em disputa – ainda mais se for inédita, como no caso do Atlético-MG, que tanto cobiça a Libertadores. E se não for inédita também. Ou alguém acha que o Olimpia, três vezes campeão continental e três vezes vice, pisará no Mineirão como se fosse para um piquenique? Caia nessa! Os paraguaios entrarão com a adrenalina a mil, mesmo com a vantagem de 2 a 0 alcançada na semana passada.

Confronto derradeiro que se preze provoca calafrios, dor de barriga, deixa todo mundo com nervos à flor da pele. A ansiedade faz o sujeito desandar a falar ou o leva a um mutismo de monge tibetano. Os que têm fé rezam, prometem isto e aquilo, enchem os bolsos de santinhos. Supersticiosos cumprem rituais minuciosos para garantir o sucesso da equipe. Nada pode sair errado. Só quem não gosta de futebol tem a insensibilidade de achar que é tudo bobagem. Jamais fiquei indiferente a finalíssimas, até do campeonato da Ucrânia. Imagina com brasileiro envolvido.

Pois esta quarta vai ser de lascar, e não só para o atleticano. Claro que ele sentirá na alma cada toque na bola dado pelos astros dentro de campo. Os demais pegam uma rebarba, no mínimo como solidariedade, no máximo para secar. Vai dizer para cruzeirenses que o Galo hoje é “Brasil na Libertadores”?! Heresia sem tamanho. Se escuto o locutor exortar um rival com esse lugar-comum, fico com vontade de dar um chute na tevê. Em geral, mudo de canal – gesto sensato e menos desastroso.

Não há receita infalível para os mineiros saírem da saia-justa em que se meteram no Defensores del Chaco. O gol de Pittoni, nos segundos finais dos acréscimos, pesa toneladas nas costas de Ronaldinho Gaúcho e companheiros. Por mais otimismo que exista, complica a turma subir as escadas e botar os pés no gramado com o placar agregado a apontar a diferença. Faz parte da luta.

O Atlético teve sete dias para recuperar-se do baque, preparar-se, traçar estratégia que o leve pelo menos à vitória por dois gols e assim arrastar a disputa para a prorrogação. O raciocínio básico é de que dispõe de tempo semelhante ao do Olimpia – ou quase, a depender dos descontos do juiz – para devolver o placar. E, se tudo correr maravilhosamente bem, marcar um ou outro gol adicional para ficar com o troféu.

O êxito atleticano passa pela defesa, alterada pela suspensão de Marcos Rocha e Richarlyson. O setor ficou vulnerável, nas apresentações recentes, pelas constantes baixas. Victor tem papel fundamental – e que o exerça no tempo normal! Sem pênaltis, amém.

Pierre e Josué têm a incumbência de sustentar o equilíbrio no meio-campo. Mas recai sobre Ronaldinho, Diego Tardelli, Jô e Bernard a missão de transformar em realidade (entendam-se gols) a esperança da torcida. O quarteto de talentos é o recurso maior para entortar o eficiente sistema do Olimpia. Em Assunção, o gaúcho e Jô estiveram aquém do habitual, Tardelli carregou o time e Bernard ficou fora. Se tiverem a afinação de sempre, o nó pode desatar-se já no início, como ocorreu contra o Newell’s na semi.

O Galo pode penar, com o perdão do trocadilho, mas depende só de si para entrar na galeria dos brasileiros campeões da Libertadores. E, por tabela, colocar uma pedra nessa conversa de que Cuca é pé-frio. Espero noite memorável em Belo Horizonte. Que o alvinegro de Minas se espelhe no Corinthians de 2012 e parta também para o Mundial.

Perigo, perigo! Hoje tem São Paulo x Internacional pelo Brasileiro. Fortes emoções no Morumbi…

*(Minha crônica no Estado de hoje, quarta-feira, dia 24/7/2013.)

A vida não está fácil para Pato. Nem para Ganso

Leia o post original por Quartarollo

pato

patoAs duas maiores transações do futebol brasileiro não conseguem deslanchar. De vez em quando fazem um joguinho um pouco melhor, mas o marasmo vem logo a seguir e tudo fica na mesma. Alexandre Pato, 40 milhões de reais pagos pelo … Continuar lendo