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Campello rejeita novas eleições no Vasco

Leia o post original por Rica Perrone

Embora o trabalho da oposição já seja mais voltado para pedir eleições diretas na próxima do que para “melar” a atual, há um grupo de vascaínos dando uma sugestão que me soa absolutamente justa.

Se hoje o Vasco tem um presidente rejeitado por parte da torcida pela maneira que foi eleito, um ex-eleito fora por desentendimento com o atual, uma eleição sob suspeita e aguardando decisão judicial, só há um prejudicado: O Vasco.

Então, porque não pelo clube se fazer uma nova eleição mais as claras com Campello, Julio, Eurico e outros?

Eu, embora entenda que o Campello não foi eleito ilegitimamente mas sim sendo oportunista, considero a idéia de uma dignidade que desconfio não haver no futebol. Especialmente no ego de dirigentes que trabalham de graça.

Liguei para o Campello para falar sobre. A resposta que tive veio de um assessor praticamente se negando a tocar no assunto.  Em formato de nota oficial, em 2 linhas, Campello disse  “não”.

Afirma que sua eleição é legítima e que portanto não vê motivos para uma possível nova e esclarecedora eleição.

O Brant também não quis falar sobre. Apenas reafirmou através de sua equipe que espera que o Vasco tenha eleições diretas e mais claras a partir da próxima.

O resumo do problema do Vasco hoje é simples e me lembra um país da América do Sul.  Os únicos com poder para mudar o formato são os beneficiados pelo atual formato. Ou seja…

Abs,
RicaPerrone

O Vasco ou o poder?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu conheci Julio e Campello e os entrevistei. Pareciam diferentes, embora alinhados de que o fundamental ali era tirar o que hoje estupra o Vasco da Gama. Eles se uniram pra isso, e se separaram sabe-se lá porque.

Não cometerei o erro de julgar o Campello por ter rompido. Talvez ele tenha razão, não sei. Não estava lá, não ouvi as discussões. Mas mesmo que ele saísse, concorresse sozinho, uma coisa ele não poderia fazer nem mesmo pra ser eleito: aceitar o apoio do Eurico.

É o Lula envolvido em corrupção. Ele passou 30 anos vivendo de dizer que “comigo não!”. E quando chegou lá, fez. O dele se torna mais grave que os anteriores, pois ele se fez exatamente por jurar que não se misturaria.

Uso o exemplo do Lula porque o Campello é um dos anti Eurico. Ele podia tudo, menos receber o apoio do Eurico pra ser eleito. De graça não saiu. E nem me refiro a dinheiro.  Me refiro a poder.  Ninguém muda um cenário político em horas sem fazer movimentos “inteligentes” que lhe deem a vantagem.

A eleição do Vasco aconteceu na sede e deu Julio. A Urna 7 é uma vergonha, e graças a ela tudo isso chegou até aqui. E aqui, numa virada “dentro das regras”, mas absolutamente covarde, o presidente surgiu das costas de quem ele apoiou.

Lembra até um pessoal em Brasília. Mas enfim.

Eu honestamente nem me preocupo tanto com a administração porque acho que o Campello não fará pior que o Eurico e o Vasco sobreviverá.  Mas e o que há no coração vascaíno? Sobreviverá intacto?

Clube de futebol vende sonho e identificação. Nele você sai da realidade e vive um poder de vitória paralelo que te faz se viciar naquela disputa. E nele você vê características suas e por isso ostenta aquela camisa. Hoje o vascaíno mal reconhece sua camisa.

Eu sei, tô nisso ha tempo suficiente pra saber que dia 31 na Libertadores tudo será festa se vencer e ninguém vai lembrar muito dos dirigentes. Exatamente por isso eles fazem o show que fazem. Porque são protagonistas de porra nenhuma tendo seu momento de glória e poder.

Quando o Vasco cai de divisão o torcedor sofre pelo clube dele. Hoje ele sente que o clube não é mais dele.

É bem pior.

Campello, meu caro e educado Campello…. torcerei pelo seu sucesso. O futebol precisa do Vasco. Mas você não precisava fechar com o teu inimigo pra chegar onde queria.

Tu não venceu. O Eurico não venceu. O Julio não venceu.

O Vasco perdeu. E como nunca havia perdido antes.

Mas vai virar. Como muitas vezes já virou.

abs,
RicaPerrone

Quanto vale o seu amor?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu poderia fazer essa pergunta a qualquer vascaíno, qualquer conselheiro, qualquer torcedor organizado e especialmente ao Eurico Miranda.  Farei a todos eles neste post. Porque todos precisam esclarecer isso.

O que houve hoje em São Januário não é uma questão política, nem mesmo um caso de justiça. É imoral. É deboche. É estupidamente descarado. É humilhante.

Eu não sei mapear os problemas políticos do clube. Não frequento pois desde que cheguei ao Rio a gestão do Vasco é “isso aí” e eu não concordo com ela, embora tenha feito ações para o marketing do clube sempre que fui solicitado em minhas mídias sem jamais cobrar por isso.  E não negaria isso ao Vasco com Eurico lá, diga-se.

Sabe porque? Porque é o Vasco e não o Eurico. Não importa quem comande, quando você ama você quer limpa-lo e não deixa-lo. O vascaíno está de mãos atadas acordado até as 3 da manhã em dia útil pra saber se a fraude da urna seria suficiente para causar discussão sobre o resultado.

E foi.

É evidente. É grotesco.  Centenas de sócios novos num curto período, cadastros bizarros, mais de 50 no mesmo endereço. mesmo cenário de 2014, mas dessa vez a justiça entrou no meio. Ela viu! Ela sabe! E a brutal diferença das 6 urnas pra essa, que separavam os suspeitos, é impossível de ignorar.

O presidente eleito no Vasco é Julio Brant. O dono Vasco é Eurico Miranda.

Dono do conselho, dono de torcida, dono de formas para se perpetuar no poder e entender no alto de sua prepotencia que só ele pode cuidar do Vasco.

Talvez seja a idade. Talvez seja maldade.  A única certeza que temos é que isso não é mais amor. Pelo menos não o amor de verdade.

É vaidade. Covarde.

Um sujeito com serviços relevantes prestados a história de um dos maiores patrimonios culturais do país, o Vasco da Gama, consegue escolher deixa-lo pela porta dos fundos e só sairá empurrado. Porque sozinho se recusa.

Não é uma questão de justiça. É uma questão de vergonha na cara.  O Vasco não pode aceitar aquela urna. O conselho do Vasco não pode amanhecer nesta quarta-feira como se fosse mais um dia comum.

Não foi. Foi o dia que o amor pelo Vasco tomou conta do Rio, o dia em que torcedores de outros clubes se revoltaram tamanha cara de pau.

Foi também o triste dia que pela segunda vez um homem derrotou um clube.

Então não parem! Não parem, não!
Não abandone seu amor antigo, seu primeiro amigo.

Parabéns, Julio!
Parabéns, torcida vascaína!

abs,
RicaPerrone