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Quero ver bola rolando no Brasil, e você?

Leia o post original por Fernando Sampaio

Estou com muita vontade ver o futebol brasileiro. Não é Seleção Brasileira. Essa já não dá Ibope há muitos anos. Estou falando dos clubes brasileiros. Sinto falta até do Paulistão. A bola parou quando os regionais estavam caminhando para suas decisões. A Libertadores estava começando a esquentar, os jogos ficando mais decisivos, tínhamos boas equipes brasileiras com chances de classificação…

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Clubes devem pensar mais na sociedade do que em seus cofres na pandemia

Leia o post original por Perrone

Discutir o retorno dos campeonatos de futebol no país em meio à pandemia é muito mais do que tratar da sobrevivência dos clubes. É óbvio que o mais importante é a saúde da população, mas grande parcela dos dirigentes parece imitar o presidente Jair Bolsonaro e dizer “e daí?” para as mais de 6 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agora.

Nesse cenário, a crise dá a oportunidade para os cartolas mostrarem o quanto são capazes de entender ou não um problema global. Autorizar a retomada dos treinos presenciais agora ou fazer lobby para os jogos voltarem com portões fechados o mais rapidamente possível são atitudes de quem teima em olhar para o próprio umbigo enquanto milhares ao seu redor morrem.

Grêmio e Internacional, por exemplo, apoiados num decreto da prefeitura de Porto Alegre, retomam os treinamentos físicos presenciais nesta semana. Os dois clubes se cercam de cuidados para evitar que seus jogadores e outros funcionários não sejam contaminados. Esse é o problema. A preocupação não pode ser apenas interna. É preciso pensar no exemplo que será dado para população. É natural que muitos se sintam estimulados a sair de casa para retomar parte de sua rotina.

Outro ponto importante: as duas agremiações prometem testar jogadores e demais funcionários e adotar o uso de EPIs. Ninguém nos clubes pensou que há uma falta testes para covid-19 e de EPIs? A carência de equipamentos de proteção individual, aliás, se tornou um pesadelo para médicos e enfermeiros já que sem os materiais adequados o risco de contaminação é imenso.

Não seria melhor Grêmio e Internacional retomarem os treinos à distância, como parte dos clubes vai fazer? Testes e EPIs seriam poupados podendo ficar à disposição do sistema de saúde.

Agora pense se os jogos forem retomados antes que a situação esteja sob controle, o que está longe de acontecer. Os cartolas afirmam que todos os cuidados serão tomados para proteger os envolvidos nas partidas. De novo, falta sensibilidade para entender a crise de maneira ampla. O número é maior, mas vamos pensar em 30 pessoas por time entre jogadores e comissões técnicas voltando a disputar competições. Só para as Séries A e B do Brasileiro seriam necessários 1.200 testes para Covid-19 para assegurar que todos sejam testados. É uma quantidade que faz falta ao sistema público de saúde. Não é hora de energia e recursos serem gastos fora do foco principal.

Com atletas treinando e jogando também há o risco de lesões graves. Não é tão raro, por exemplo, um choque de cabeça entre dois adversários levar ao menos um deles para o hospital. Fraturas e rompimentos de ligamentos que exigem cirurgias também não são raridades. É desnecessário correr o risco de levar mais gente para os hospitais em meio a uma pandemia.

Na opinião do ministro Nelson Teich, a volta do futebol seria boa emocionalmente para a população durante o distanciamento social. Sem dúvida, a quarentena ficaria menos chata para quem gosta da modalidade. Mas o Ministério da Saúde precisa pesar todos os fatores. Apenas distrair a população com jogos na TV cheira à política do pão e circo. Isso é exatamente o que o povo não precisa.

Análise: antecipação de férias é vital para cofres dos clubes na pandemia

Leia o post original por Perrone

Os 20 dias de férias antecipadas dados pelos principais clubes do país a seus jogadores durante o período de isolamento social têm importância fundamental para os cofres das agremiações.

Independentemente das negociações entre cada clube e seus atletas para eventuais reduções salariais, o ponto central é tentar preservar o formato original do Campeonato Brasileiro e de outras disputas no segundo semestre.

Com as férias concedidas agora, os cartolas ganham datas para estender as partidas por dezembro, provavelmente até o final do mês. Assim, avaliam ter mais chances de entregar para as emissoras de TV todos os jogos contratados, evitando eventual redução nas cotas a serem pagas.

A maior preocupação é com o dinheiro da Globo relativo ao Brasileirão. A emissora já suspendeu pagamentos referentes a alguns dos Estaduais. Segundo a Globo, a suspensão chegou a até 25% do valor total, o que, de acordo com ela, é uma porcentagem menor do que a de jogos ainda não realizados.

Nem todos os Estaduais foram afetados pela suspensão de pagamentos, segundo a emissora. O Campeonato Paulista está entre os atingidos.

Caso não dessem as férias agora, os dirigentes teriam que convencer os atletas a não pararem no final do ano, se quisessem esticar o calendário para honrar compromissos com as TVs.

A ideia é não marcar jogos no Natal e no dia 31 de dezembro, mas aproveitar ao máximo o último mês do ano.

Inicialmente, as férias dos atletas começariam no dia 7 de dezembro.

O sucesso do plano depende de quando os campeonatos poderão voltar, o que está diretamente ligado às medidas de distanciamento social impostas para combater a transmissão do novo coronavírus.

Num cenário de indefinição, parte dos dirigentes vê com bons olhos a retomada com portōes fechados, claro, se as autoridades da área da saúde autorizarem.

A conta que se faz é que faria menos falta a receita de bilheteria do que o dinheiro da TV e as verbas de patrocínio.

Hoje, conseguir disputar todos os jogos programados para o Brasileirão é visto como um fio de esperança para os principais clubes do país. É a chance de minimizar os efeitos de uma temporada que se desenha dramática para as já combalidas finanças da maioria das agremiações.

Quem vai segurar o Flamengo em 2020?

Leia o post original por Nilson Cesar

O Flamengo é sem dúvida o grande favorito este ano no futebol brasileiro . Só acho que não pode cantar vitória de véspera . Grêmio , Palmeiras , São Paulo e Internacional podem ser os mais fortes adversários aqui no Brasil . Boca Juniors e River Plate podem brigar na América . Esse momento do Flamengo fez com que os outros evoluíssem também . Com isso espero um Brasileirão cheio de emoções e…

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Flamengo e Cruzeiro são exemplos para times pararem de poupar jogadroes

Leia o post original por Perrone

O Brasileirão de 2019 deixa como uma de suas principais lições o quanto pode ser maléfico para os clubes poupar jogadores pensando na Libertadores ou em outras competições. É emblemático que o campeão Flamengo tenha evitado na maioria das vezes preservar atletas e que o rebaixado Cruzeiro tenha agido de maneira oposta.

Dizendo que poupar jogadores não faz parte de sua cultura, Jorge Jesus ajudou o rubro-negro a levantar a taça continental, além da nacional. O português transformou em papo furado a prática de seus colegas brasileiros. Justamente ele, que tinha mais argumentos para colocar reservas para atuar em algumas partidas do Brasileiro por ter um elenco muito robusto.

Por outro lado, o time mineiro começou a temporada com pinta de que poderia brigar por todos os títulos que disputasse. Tinha um trabalho consolidado com Mano Menezes e uma equipe jogando um bom futebol. Porém, Mano menosprezou o Brasileirão e começou a encher o time de reservar pensando em evitar contratempos na Libertadores. Mas seu elenco não era equilibrado como o do Flamengo.

Os maus resultados começaram a aparecer na competição nacional, o time foi ficando para trás e, inicialmente, ninguém levou a sério o risco de rebaixamento. Direção e comissão técnica agiam como se a situação estivesse sob controle. Mas não estava.

Seria ingenuidade creditar o rebaixamento cruzeirense apenas à prática de poupar atletas. Uma série de fatores contribuiu para isso. Péssima gestão, falta de comprometimento de jogadores e dirigentes, remunerações atrasadas, a aposta em um técnico novato como Rogério Ceni para domar medalhões como Thiago Neves, a falta de habilidade de Abelão para fazer o time reagir e a confiança de que um ídolo do clube (Adilson Batista) seria o salvador da pátria. Paro por aqui de listar os problemas que afundaram o Cruzeiro para o leitor não perder o fôlego.

Porém, mesmo com esse caminhão de erros, quatro pontinhos perdidos com reservas em campo enquanto o clube celeste ainda disputava a Libertadores teriam evitado esse vexame histórico. Estamos cansados de saber que quando um time grande está na zona de rebaixamento a perna dos atletas pesa mais, o nervosismo é inevitável e o que parecia simples vira impossível. A torcida ameaça quem precisa de apoio, e nem todos reagem bem. Tem aqueles que somem nos momentos decisivos. Definitivamente, não dá pra brincar com o monstro do rebaixamento.

A situação cruzeirense já bastaria pra os clubes repensarem essa bobagem de poupar jogadores. Porém, se a fobia em relação à Série B não for suficiente, vale olhar para o Flamengo e realizar que dá, sim, para vencer Brasileirão e Libertadores ao mesmo tempo. Cabe às outras diretorias cobrarem uma nova postura de suas comissões técnicas a partir de 2020.

Opinião: Palmeiras reage de maneira diferente em caso de veto à sua torcida

Leia o post original por Perrone

Ao se manifestar contra o veto à sua torcida na partida deste domingo (8) diante do Cruzeiro, o Palmeiras teve uma posição mais agressiva do que adotou quando os flamenguistas foram barrados no Allianz Parque na semana passada.

Em relação ao jogo no Mineirão, o clube paulista emitiu nota  falando em “depreciação do produto futebol” e afirmando que a torcida única “não deve jamais ser aplicada de maneira casuística, visando vantagem competitiva”. Há aqui uma insinuação de que a recomendação do Ministério Público mineiro tem a ver com ajudar os cruzeirenses a vencerem o duelo, resultado fundamental para o time de Belo Horizonte tentar evitar o rebaixamento no Brasileirão.

Porém, ao comentar a proibição aos flamenguistas em seu estádio, a direção alviverde não falou em casuísmo em busca de favorecimento competitivo. Na ocasião, apesar de argumentar que os jogos sempre devem ter a participação das duas torcidas, o clube paulista foi muito mais compreensivo com a recomendação da Polícia Militar e do Ministério Público, que culminou com a exclusão dos rubro-negros.

“No entanto, a segurança é um bem maior a ser preservado, e a Polícia Militar e o Ministério Público são as autoridades competentes para avaliar as condições de segurança de um evento, até porque são agentes ativos no processo. O Palmeiras não tem elementos técnicos para avaliar ou julgar as medidas de segurança recomendadas pela Polícia Militar ou Ministério Público e irá respeitar as orientações das autoridades competentes e da CBF”, escreveu a direção palmeirense antes do jogo com o Flamengo. É nítida a diferença de postura dos palmeirenses nos dois casos.

De fato, brigar publicamente contra uma medida de segurança sugerida pelas autoridades da área é arriscado. Se acontece algo de ruim, quem conseguiu impedir a decisão está lascado. Porém, é sabido que todos os grandes clubes do Brasil têm corrida para agir nos bastidores para fazer valer seus desejos. Seja para vetar a presença de visitantes em seu estádio ou para derrubar tal impedimento.

Na opinião deste blogueiro, o Palmeiras não se esforçou para colocar os rubro-negros em seu estádio e já levou o troco, como eu já esperava que acontecesse, mas não tão rapidamente. O Cruzeiro foi ao STJD pedir a torcida única, saiu derrotado, mas viu o MP mineiro agir e o Tribunal de Justiça do Estado conceder liminar para a realização do jogo só com torcedores do time da casa.

O desfecho do caso é mais um indício de que cada vez teremos mais jogos com torcida única no país. Palmeiras x Flamengo foi o primeiro duelo interestadual com esse tipo de determinação. Já na rodada seguinte, o Flamengo anunciou a venda de ingressos reservados ao Avaí pra os rubro-negros alegando que os visitantes não exerceram seu direito de compra dentro do prazo estipulado. Os catarinenses contestam essa versão.

Para este jornalista, está claro que  a maioria dos grandes clubes mandantes não gosta de receber visitantes. Por falta de visão comercial, a preferência é lotar seu estádio apenas com seus seguidores, criando um clima mais hostil para os adversários. Para a Polícia Militar, jogo com torcida única representa uma logística a menos: a de isolar os visitantes. É menos desconfortável.

Assim, caminhamos para um futebol ainda mais sem sal, com torcida única e notas oficiais casuísticas, como as duas emitidas recentemente pela diretoria do Palmeiras sobre o tema. Tadinho do torcedor brasileiro.

 

Análise: como sucesso do Fla pressiona quatro grandes paulistas

Leia o post original por Perrone

De uma certa forma, o sucesso do Flamengos, campeão da Libertadores e do Brasileirão, pressiona todos os seus rivais nacionais. Abaixo, veja como essa pressão funciona com os quatro grandes de São Paulo, na análise deste blogueiro.

Palmeiras

É o principal atingido. Isso porque, apoiado pela Crefisa, é o único clube brasileiro com poderio financeiro para trazer reforços do mesmo peso que os buscados pelo Flamengo.

O sucesso rubro-negro aumenta a pressão de conselheiros e até de parte da diretoria sobre Mattos. Faz tempo que o diretor executivo de futebol é criticado por supostamente montar times que não justificam os altos investimentos, apesar dos títulos recentes.

Agora, o Flamengo serve como comparação. Carlos Eduardo foi trazido por cerca de R$ 23 milhões. Por sua vez, Bruno Henrique custou R$ 23.620.000, de acordo com documento oficial do clube da Gávea. Bruno Henrique é um dos protagonistas do Flamengo, e Carlos Eduardo é pouco aproveitado no Palmeiras.

A cobrança de conselheiros e torcedores é para que o alviverde contrate no mesmo nível do Flamengo.

Outro ponto que mostra a pressão direta sobre o Palmeiras é a brincadeira feita por Gabigol com o time paulista durante o festejo pela conquista da Libertadores. Rolou a famosa música que entoa: “o Palmeiras não tem mundial”. A disputa por títulos recentes entre os times fez a rivalidade aumentar.

Santos

A oposição santista usa o sucesso do Flamengo com os sex-antistas Bruno Henrique e Gabigol para ferir o presidente José Carlos Peres. Opositores argumentam que contratar Cueva, já fora dos planos de Sampaoli, pagando mais do que o clube recebeu por Bruno Henrique é prova de má gestão. O peruano foi trazido por cerca de R$ 26 milhões e só vai começar a ser pago no ano que vem.

Também é forte a cobrança para que  o presidente acalme Jorge Sampaoli, que dá sinais de irritação  com a diretoria. Manter o treinador é visto no clube como única opção para que o Santos tente encarar o Flamengo de Jorge Jesus de maneira digna.

Corinthians

Tradicionalmente, Andrés Sanchez coloca o Flamengo como principal concorrente do alvinegro no mercado. Principalmente por causa do tamanho das duas torcidas que turbinam suas capacidades de gerar receitas.

Porém, o triunfo do rubro-negro transformou o presidente corintiano em refém de suas palavras sobre o rival.

O Corinthians tem visto o Fla aumentar sua vantagem em relação as receitas geradas. E, neste ano, a diferença técnica entre os dois times é gigantesca.

Nesse cenário, a direção corintiana é pressionada dentro e fora do clube para colocar um ponto final na política de contratar muitos jogadores medianos. Ainda que essa filosofia já tenha ajudado o alvinegro. O desejo é ver nomes tão bons quanto os encontrados pelos flamenguistas chegando.

O problema é que falta dinheiro no alvinegro para concorrer com o Flamengo em termos de contratações.

São Paulo

Dos quatro grandes paulistas, o clube do Morumbi é o mais pressionado pela torcida para conquistar títulos.  Isso justamente por causa do jejum de canecos minimamente relevantes. O último foi a Sul-Americana de 2012.

Mesmo sem dinheiro em caixa e precisando recorrer constantemente a empréstimos, o presidente Leco tentou reverter a situação com reforços de peso. Trouxe nomes com Pablo, Pato, Juanfran e Daniel Alves.

Tudo que o dirigente conseguiu foi assistir ao sucesso do Flamengo, além de brigar por uma vaga na Libertadores.

A distância do São Paulo em relação ao time de Jesus aumenta as críticas de conselheiros em relação aos gastos feitos pela atual gestão.

Opinião: o que o Vasco mostrou para o River sobre o Flamengo

Leia o post original por Perrone

Flamengo 4 x 4 Vasco, na última quarta (13) foi um prato cheio para a comissão técnica do River Plate, que estuda o rubro-negro pensando na final da Libertadores. O time de Vanderlei Luxemburgo expôs a equipe de Jorge Jesus como nenhuma outra havia feito. Abaixo, o que os vascaínos mostraram de importante para os argentinos na opinião deste blogueiro.

1 – Saída de bola

Ficou claro que o melhor caminho para minar a criação de jogadas do Flamengo é fazer a marcação alta na saída de bola. Com zagueiros e Arão, que encosta neles para facilitar o início das jogadas, bem marcados, fica mais difícil municiar os laterais. É uma maneira de forçar o time de Jesus a buscar alternativas menos confortáveis.

2 – Volume de jogadas ofensivas

Como todas as defesas, a do Flamengo também tem seus problemas. Mas, para eles aparecerem e resultarem em falhas decisivas é preciso que o adversário ataque. Como o rubro-negro quase sempre controla as partidas, sua zaga não fica tão exposta. Porém, o Vasco conseguiu ter volume de jogo ofensivo, forçou mais os defensores flamenguistas e os erros apareceram.

3 – Contra-ataques

Dica valiosa para o River Plate: o Flamengo teve muitas dificuldades para se reorganizar defensivamente nos contra-ataques em alta velocidade do Vasco. Essa é uma boa aposta para os argentinos.

4 – Controle emocional

Contra o Vasco, vários jogadores do Flamengo aparentaram estar de cabeça quente, preocupados em trocar provocações com os adversários. Tanto que saiu confusão após a partida. Se já foi assim num clássico nacional, como será na tão sonhada final da “Liberta” e contra argentinos, que normalmente estão acostumados a guerras de nervos? Aposto que o River está de olho nisso.

Dependência? Dudu cruzou mais bolas do que o Corinthians inteiro em dérbi

Leia o post original por Perrone

Dudu pega a bola diante de uma marcação tripla do Corinthians. Ginga para um lado, para o outro, até conseguir espaço para chutar. O esforço para se livrar dos marcadores o faz perder equilíbrio no momento do arremate que sai fraco, facilitando a defesa de Walter. Nenhum palmeirense se colocou em boa condição para dar ao companheiro o passe como alternativa.

O lance descrito acima ocorreu no segundo tempo do empate em um gol no clássico deste sábado (9) no Pacaembu e ilustra a repetição da dependência que o Palmeiras tem em relação Dudu. Ela é tanta que faz o time de Mano Menezes viver principalmente das finalizações do atacante e de seus cruzamentos.

A jogada mais característica do alviverde é o drible de Dudu pela beirada seguido do cruzamento. Prova disso é que ele fez 17 cruzamentos durante a partida no Pacaembu, segundo o site “Footstats”. Acertou apenas três. O segundo palmeirense que mais cruzou foi Scarpa com seis cruzamentos. Foram dois certos e quatro errados. No Corinthians, quem mais recorreu a esse tipo de jogada foi Ramiro, que errou as suas três tentativas. Todos corintianos juntos cruzaram menos do que Dudu. O alvinegro utilizou a bola cruzada 12 vezes durante a partida.

Outro sinal de como o Palmeiras novamente dependeu de Dudu está na lista de principais finalizadores do time no dérbi. Dudu aparece no topo empatado com Bruno Henrique. Foram quatro conclusões de cada. O atacante acertou a metade, e o meio-campista só uma.

O fato de seus colegas o procurarem o tempo inteiro, Fez de Dudu o segundo palmeirense que mais teve a posse de bola no jogo. Ela ficou com o atacante em 7.18%. Diogo Barbosa foi o único com marca maior: 7.52%.

A insistência palmeirense com os cruzamentos e jogadas individuais de Dudu torna o time de Mano previsível e mais fácil de ser marcado pelos adversários, embora anular o atacante alviverde não seja mamão com açúcar. Porém, mesmo com os rivais dobrando ou até triplicando a marcação em cima dele foi difícil no clássico outros jogadores aproveitarem o espaço aberto por ele.

Não é preciso fazer muita conta para concluir que esse enxuto cardápio de jogadas e a falta de companheiros decisivos para Dudu não correspondem aos gastos com a montagem do time atual do Palmeiras. Está longe de ser uma equipe que coloca todos os seus recursos num craque e se vira com atletas baratos em outras posições. O Palmeiras desembolsou dinheiro suficiente para não depender de um só nome.