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Brasileirão cheio de equilíbrio .

Leia o post original por Nilson Cesar

É evidente que a qualidade técnica não é das melhores . O Brasileirão 2020 irá marcar pelo equilíbrio até o final . Isso irá garantir emoção durante toda a competição . Briga pela ponta do campeonato , por vaga em Libertadores e luta no final da tabela para não cair . Os jogos irão melhorar. Tivemos as equipes paradas por muito tempo . O segundo turno terá jogos bem melhores . Procuro sempre ver o…

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‘Se não tiver público nas outras, não pode ter no Rio’, diz cartola do Galo

Leia o post original por Perrone

Indagados pelo blog sobre o tema, os presidentes de Atlético-MG, Fortaleza Grêmio e Santos se manifestaram a favor da volta de público no Brasileirão só se a medida valer para todos os clubes envolvidos na disputa.

Na última sexta, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou o retorno de público aos estádios no Estado com a partida entre Flamengo e Athletico, no próximo dia 4, no Maracanã. Para a ideia, que prevê liberação de 30% da capacidade do estádio, ser colocada em prática, faltam ajustes e conversas com diferentes órgãos.

Andrés Sanchez foi o primeiro cartola a reagir anunciando que o Corinthians não entrará em campo se a volta da torcida não valer para todos ao mesmo tempo.

Dos quatro dirigentes ouvidos pelo blog, nenhum foi tão radical quanto o alvinegro, mas todos se posicionaram contra a liberação da venda de ingressos em uma praça antes das outras.

“Sou a favor da volta coletiva, em todos os estados. Por coerência, acho que o equilíbrio técnico deve prevalecer em uma competição tão disputada”, afirmou Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. Para ele, será preciso esperar que todos os locais que tenham jogos na disputa estejam numa situação em relação à pandemia de covid-19 que permita essa flexibilização.

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, segue a mesma linha. “Sou a favor, de modo controlado, com no máximo 30 por cento da ocupação e no momento em que todas as praças possam jogar. Caso isso não seja possível, gerando desequilíbrio, sou contra”, declarou.

José Carlos Peres, presidente do Santos, conta com a CBF para evitar que clubes de uma cidade, no caso o Rio, possam vender ingressos antes dos outros.

“O Santos entende que a volta do público, mesmo com apenas 30%, deve ocorrer ao mesmo tempo em todas as praças.
Caso contrário, certamente causará desequilíbrio na competição.
Não acreditamos que a CBF permitirá que isto ocorra em apenas algumas praças”, afirmou o dirigente.

Indagado se estudaria a possibilidade de seu time não entrar em campo, caso o Rio tenha a volta de torcida antes dos outros estados ele disse preferir uma negociação entre todas as partes envolvidas no Brasileirão.

“Creio que a solução deva ser negociada com a participação de todos os clubes, e não de forma isolada. Há clima e união para que isto ocorra de forma conjunta e pacífica. O Santos aguarda o bom senso nesta volta do público para que haja protocolos rígidos de proteção a saúde dos torcedores e que a liberação ocorra em igualdade”, argumentou Peres

O presidente santista declarou ainda ter a informação de que a CBF trabalha pelo retorno parcial dos torcedores ao mesmo tempo para todas as equipes.

Na opinião de Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, os protocolos que permitem o funcionamento de estabelecimentos de diferentes áreas em praticamente todo o país indica que é possível liberar com restrições a venda de ingressos.

“Nós entendemos que se já tem bares, feiras, shoppings, comércio, de um modo geral funcionando, então, o futebol, seguindo os protocolos, dentro dessa linha de 30% de ocupação dos estádios, me parece bastante razoável. E os clubes precisam muito disso. Estamos sem receita já há alguns meses. É importantíssimo para que a gente possa aliviar um pouquinho o caixa”, afirmou o dirigente do Galo.

Ele também se posicionou contra o retorno dos torcedores antes no Rio. “Na minha opinião, e muitos presidentes pensam da mesma forma, a volta só pode e só deve acontecer se for isonômico o tratamento. Então se tiver jogo no Rio de janeiro, tem que ter jogo em todas as outras praças do Brasil. Se não tiver nas outras, não pode ter no Rio de Janeiro também”, defendeu o atleticano.

Defesa corintiana é a que mais sofre finalizações em média no Brasileiro

Leia o post original por Perrone

O Corinthians é o time do Campeonato Brasileiro que mais tem a sua meta ameaçada em média por partida, segundo o site especializado em estatísticas “WhoSocred.com”. O alvinegro sofre contra seu gol 15,8 finalizações em média por jogo. A marca representa o dobro da registrada pelo líder Internacional. O Colorado tem em média 7,5 tiros contra seu goleiro a cada apresentação.

Quando atua fora de casa, o gol defendido pelos corintianos é alvejado 17,8 vezes por partida, em média. Nenhum visitante sofre bombardeio tão intenso. Jogando em casa, Cássio tem 13,3 arremates contra ele, em média. É a quinta pior marca entre os mandantes.

A fragilidade defensiva é um dos problemas corintianos na competição até aqui. Ocupando a 15ª posição do campeonato, o time paulistano tem a terceira defesa mais vazada da Série A neste ano com 14 gols sofridos em 9 jogos (média de 1,5 gol tomado por atuação).

Na próxima quarta, na Neo Química Arena, o alvinegro, por enquanto comandado por Coelho, terá pela frente outro time que precisa arrumar seu sistema defensivo, o Bahia. A equipe de Salvador, que estreou o técnico Mano Menezes na última rodada, é a segunda com mais gols tomados (15 em nove jogos) do Brasileirão. A meta do tricolor baiano é um pouco menos desprotegida do que a do alvinegro. Sofre 15,2 finalizações em média por partida.

Palmeiras cita Neo Química Arena em seu site ao noticiar derby

Leia o post original por Perrone

Reprodução de página do site do Palmeiras

O derby desta quinta (10) será o primeiro a ser disputado entre Corinthians e Palmeiras no estádio corintiano desde que ele passou a se chamar Neo Química Arena. O nome comercial da casa do rival está sendo respeitado pelo alviverde.

No material de divulgação da partida, em seu site, o Palmeiras informa que o clássico será na Neo Química Arena, evitando uma citação genérica, como estádio do Corinthians.

Na prática, há uma retribuição. Quando noticiou que os dos times fariam a segunda partida decisiva do último Campeonato Paulista, o site corintiano indicou que o palco seria o Allianz Parque, também respeitando o contrato comercial feito pelo rival.

Segundo o departamento de comunicação do Palmeiras, a mudança na forma de se referir ao estádio corintiano foi automática por conta da troca oficial do nome da arena alvinegra.

O entendimento no alviverde é de que as arenas devem ser chamadas por seus nomes oficiais, inclusive, obviamente, o Allianz Parque.

Conforme apurou o blog, o Palmeiras avalia que, se quer que sua casa seja chamada de Allianz Parque, deve dar o exemplo respeitando os nomes comerciais dos demais estádios.

No último sábado, o nome patrocinado da casa alvinegra foi pronunciado durante a transmissão do jogo entre Corinthians e Botafogo pelo Premiere, canal do grupo Globo.  A atitude marcou uma mudança de postura da rede de televisão. Até então, seus canais não pronunciavam nomes de patrocinadores de arenas.

Opinião: seu time no Brasileirão em uma palavra

Leia o post original por Perrone

Definindo, até aqui, os times do Brasileirão em uma palavra:

Internacional – Forte.

São Paulo – Inconstante.

Atlético-MG – Ofensivo.

Vasco – Surpreendente.

Flamengo – Metamorfose.

Palmeiras – Base.

Santos – Veloz.

Fluminense – Discreto.

Sport – Incógnita.

Ceará – Organizado.

Corinthians – Bagunçado.

Bahia – Frustrante.

Fortaleza – Arrumado.

Grêmio – Decepcionante.

Botafogo – Previsível.

Atlhetico – Irreconhecível.

Coritiba – Desanimador.

Atlético-GO – Limitado.

Red Bull Bragantino – Abaixo.

Goiás – Infectado.

Palmeiras vem sendo decepção .

Leia o post original por Nilson Cesar

O Palmeiras vem apresentando um futebol muito pequeno neste campeonato brasileiro . Time jogando quase nada. A ausência de Dudu tirou 40% do potencial ofensivo do Verdão . Jogadores se arrastando em campo . Luxemburgo insiste com alguns caras e fica difícil de entender . Ramires é um exemplo disso . Ronny é outro. Enfim a coisa está feia mesmo . Precisa acordar logo , pois senão as chances de…

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Teste positivo de Dorival mostra como futebol brasileiro brinca com fogo

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O teste positivo de Dorival Júnior para covid-19, divulgado na última sexta, é mais uma demonstração de como é impossível retornar ao futebol com segurança em plena pandemia.

O treinador do Athletico comandava um treino quando foi avisado por um dos médicos do clube que estava contaminado. Ele se retirou imediatamente da atividade.

Só que, nesse caso, o imediatamente pode ter sido tarde demais. Por maiores que tenham sido os cuidados durante os trabalhos no Furacão, Dorival pode ter transmitido o vírus para alguém.

Essa é uma brecha no protocolo da CBF para o Brasileiro e, acredito, que ocorra na maioria das competições.

Enquanto os testes estão sendo examinados, jogadores, comissões técnicas e demais funcionários dos clubes estão convivendo uns com os outros.

As medidas de prevenção não são suficientes para evitar esse contágio. A prova disso são os diversos surtos registrados em clubes desde a retomada do futebol. O próprio Athletico teve vários registros de testes positivos em julho.

Como evitar que alguém contaminado e assintomático tenha contado com os colegas? Só evitando a convivência. Ou seja, os times teriam que ficar sem treinar toda vez que aguardassem os resultados. Isso inviabilizaria uma preparação decente para a competição.

O caso de Dorival nos mostra uma complexidade maior.  Apesar de assintomático no momento em que saiu o resultado, ele exige atenção especial porque passou por um tratamento contra câncer de próstata no ano passado. Fez uma cirurgia para a retirada do tumor em outubro.

Se alguém acredita que o futebol pode escapar da covid-19 sem maiores problemas porque jogadores são jovens fora do grupo de risco e em sua maioria sem histórico de doenças graves, Dorival está aí para lembrar que não é assim que funciona.

Os clubes podem ter treinadores, preparadores físicos, massagistas, seguranças e uma série de outros profissionais que pertencem ao grupo de risco para a covid-19. A chance de complicações caso eles se contaminem é maior. Isso precisa ser levado em conta.

Agora, vamos imaginar que uma agremiação tenha afastado todos os seus funcionários do grupo de risco do trabalho. O problema foi resolvido? Não. Os jogadores jovens e esbanjando saúde estão expostos ao risco de contaminação. Caso se contaminem e nada de grave aconteça com eles, como ficam seus familiares. Quem não tem na família alguém com comorbidade?

Bom, todos devem ter sido orientados para não sair de casa sem necessidade. Mas e os que moram com parentes que pertencem ao grupo de risco. E os que não respeitam essa regra de distanciamento fora do clube?

Ou seja, o caso de Dorival força quem ainda não enxergou que o futebol brasileiro está brincando com fogo. Não se trata só de afastar jogadores que, teoricamente, em duas semanas estarão de volta ao trabalho.

Essa bolha imaginária enxergada pela CBF pode trazer sérios problemas para muita gente que não compartilha o perfil de saúde da maior parte dos atletas.

 

O que incomoda clubes da Série A no protocolo da CBF contra covid-19

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Um clima em que se misturam dúvidas, desconfianças e temores cerca dirigentes de clubes da Séria A por conta do protocolo criado pela CBF para realizar a competição em meio à pandemia de covid-19. Abaixo veja os principais motivos de incômodo.

Adiamento de jogos

O movimento ainda é tímido, mas há entre os dirigentes quem defenda que a CBF estipule o adiamento automático de partidas em caso de contaminação em série num mesmo clube.

O Atlético-MG defende a ideia. A CBF estipularia um número de contaminados na mesma equipe a partir do qual o jogo seria adiado, independentemente de pedidos. Seriam postergadas quantas partidas fossem necessárias até os mesmos jogadores poderem voltar a atuar.

O temor é de que, se isso não acontecer, as equipes que eventualmente sofrerem surtos de covid-19 tenham grande desvantagem em campo por causa dos desfalques.

Existe também o receio de jogadores de um time terem o vírus incubado, após muitos de seus colegas serem contaminados, e jogarem com resultado negativo podendo infectar os adversários, se a partida não for adiada.

Desde antes de começar o Brasileirão, a CBF deixou claro que o calendário tem pouco espaço para remanejamento de partidas.

Testes

Problemas nos testes, como atrasos na entrega dos resultados e falha na manipulação do material coletado, estão entre os principais motivos de desconforto dos cartolas.

A CBF dispensou os clubes da obrigatoriedade de realizar os testes no Albert Einstein, hospital escolhido por ela, após as falhas na primeira rodada. Mas ainda existe clima de insegurança, principalmente por causa do grande volume de exames.

Falta de cuidados

Há desconfiança entre ao menos parte dos dirigentes das agremiações que mais investem em prevenção em relaçāo a adversários que não estariam tomando os mesmos cuidados.

Nos bastidores são feitas críticas a times que não estariam protegendo seus jogadores nos deslocamentos e nas concentrações, além de não serem cuidadosos com a orientação a eles nas folgas. Isso aumentaria o risco de uma equipe contaminar a outra, apesar dos testes.

Um exemplo de diferença nos procedimentos é em relação às viagens para os jogos fora de casa. Fretar aviões é, em tese, o procedimento mais seguro. Porém nem todos têm recursos financeiros para adotar a medida.

Red Bull Bragantino e Flamengo são clubes que já decidiram fretar voos em todas as partidas como visitante. O Çorinthians acertou fretamento para suas duas primeiras apresentações fora de casa e estuda ampliar a medida.

Já os presidentes de Fortaleza, Marcelo Paz, e Bahia, Guilherme Bellintani, afirmaram ao blog que seus times não têm condições financeiras de arcar com os voos exclusivos.

Como o Brasileirão explica a pandemia no país

Leia o post original por Perrone

O início do Brasileirão apresenta problemas e outras questões semelhantes às enfrentadas pelo país desde o início da pandemia de covid-19. Basta olhar para o campeonato para entender o que acontece no Brasil em relação à crise sanitária. E vice-versa. Confira abaixo.

Testes

Goiás x Sāo Paulo, pela primeira rodada do Brasileiro, precisou ser adiado por que o time da casa demorou para receber seus exames, pois houve uma falha técnica relacionada à coleta de material. O procedimento precisou ser refeito. No dia do jogo, o Goiás descobriu que 10 resultados deram positivo e a partida foi suspensa.

Problemas com os testes marcam o enfrentamento ao novo coronavírus no Brasil. Logo no início da pandemia, a demora nos resultados dos testes de covid-19, além dos obstáculos para a testagem em massa, se mostrou um problema grave.

Em grandes centros, como Sāo Paulo, a fila de exames aguardando resultados custou a acabar. Munícipos menores ainda enfrentam dificuldades.

Falhas na manipulação do material a ser examinado, como aconteceu no caso de atletas e outros funcionários do Goiás, chocaram a opinião pública no início do combate à transmissão do vírus.

Desigualdade

Para tentar diminuir os riscos de contaminação, os clubes que possuem recursos estão fretando aviōes para chegar ao local de suas partidas. O custo é considerado alto pelas agremiações.

Como mostrou o blog, algumas equipes tentam compartilhar a mesma aeronave, devidamente higienizada, quando fazem bate e volta para a mesma cidade, mas com locais de pouso e decolagem invertidos.

O Sāo Paulo é um dos times de olho nessas oportunidades. Flamengo e Red Bull Bragantino, sem dependerem de parceria, já decidiram fretar voos em todos os jogos fora de casa na competição (o rubro-negro já havia feito cerca de 80% de suas viagens dessa forma na temporada passada).

Ao mesmo tempo, outras agremiações, como Fortaleza e Bahia, concluíram que aviões exclusivos nāo cabem em seus orçamentos. Isso cria uma incômoda diferença. Times que viajam com outros passageiros que não passam pela mesma rotina de testes correm mais risco de contaminação. Pelo menos em tese.

Além da questão sanitária, o problema pode ter reflexos esportivos, pois nem todos têm elencos robustos para suportar eventuais perdas numerosas por causa da covid-19.

Desigualdade é justamente um dos grandes pesadelos brasileiros durante a pandemia. O isolamento social é recomendado para todas as classes. Porém, quem têm menos recursos e divide um cômodo com vários parentes têm mais chances de se contaminar.

Negacionismo

Um dia depois de a abertura do Brasileirão ser conturbada por conta do problema com o Goiás, além de casos problemáticos nas Séries B e C, Walter Feldman, secretário-geral da CBF, defendeu o protocolo elaborado pela entidade e disse que nenhuma vida de alteta foi colocada em risco, negando o que era evidente. A confederação acabou alterando pontos de seu protocolo ainda na última segunda (10).

O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a chamar a covid-19 de gripezinha, é apontado por especialistas da área da saúde como um dos principais erros do Brasil na luta contra a pandemia.

Pressão econômica

Houve grande pressão da maioria dos clubes para o retorno do futebol, começando pela manutenção da tabela integral do Brasileirão, mesmo sem a pandemia estar sob controle em solo nacional.

O motivo para essa pressa tem a ver com dinheiro, principalmente da TV. Os dirigentes sabiam que não receberiam a verba integral relativa ao Brasileirão na TV se todos os jogos programados não acontecessem. Ao que se refere aos seus contratos, a Globo deixou isso claro.

Antes da pandemia, a maior parte das agremiações já enfrentava situação financeira difícil. Então, por causa da crise sanitária, os campeonatos foram suspensos e a situação piorou. A retomada era vista como única saída, apesar de a população brasileira ainda ser duramente castigada pelo vírus.

O cartolas repetiram o que empresários das mais variadas áreas fizeram pressionando seus estados e municípios a promover a retomada das atividades ainda que parte deles registrasse média diária de mortes preocupante. Várias cidades precisaram recuar nas medidas de flexibilização por causa de aumento na contaminação.

A CBF já teve que adiar um jogo do Brasileirão na primeira rodada por causa dos efeitos da pandemia.

Nesse cenário, o Brasileirão reflete a disputa entre economia e saúde estimulada por Bolsonaro desde os primeiros dias de enfrentamento à covid-19 no país.

Por prevenção e economia, times compartilham logística de voo fretado

Leia o post original por Perrone

A pandemia de covid-19 aumentou a importância de se locomover por meio de voos fretados para os times brasileiros. Porém, o alto custo para fretar um avião é obstáculo.

Para tentar driblar o problema,  ao menos parte das agremiações que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro busca compartilhar a logística das viagens. A ideia é aproveitar uma aeronave para dois times que farão bate e volta nas mesmas cidades, invertendo os locais de saída e chegada.

O São Paulo faria essa operação com o Atlético-GO, que acabou tendo o seu jogo na primeira rodada adiado porque o Corinthians chegou à final do Paulista.

A aeronave levaria no sábado (8) os são-paulinos para Goiânia a fim de enfrentarem o Goiás (o jogo não aconteceu por conta da demora na entrega de resultados positivos para covid-19 de jogadores do Goiás).

Depois de o São Paulo desembarcar, o avião seria higienizado para o embarque do Atlético-GO rumo à capital paulista. Quando terminasse o jogo com o Corinthians, a aeronave levaria o Atlético para casa e buscaria o São Paulo. O clube do Morumbi gastaria a metade do que acabou gastando para viajar em voo fretado para Goiânia.

As informações são trocadas num grupo de aplicativo de mensagens que tem como integrantes supervisores dos times. Além de tratarem sobre os voos, eles se ajudam em relação a outros temas ligados ao protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Apesar de participar do grupo que troca informações e apoio logístico, o Red Bull Bragantino se antecipou e já fretou voo para as 15 partidas que tem fora de São Paulo no Brasileirão. A saída será sempre de Campinas.

A decisão foi tomada pela direção pensando em diminuir os riscos de contaminação dos jogadores, pois eles são testados constantemente e não dividirão aeronave com quem não enfrenta a mesma rotina.

A avaliação do clube, conforme apurou o blog, é que, além de protegerem a saúde de seus funcionários, os fretamentos evitam o risco de a agremiação ficar com atletas parados por pelo menos duas semanas, em caso de contaminação, enquanto continuam recebendo salários.

O Atlético-MG também planeja viajar em avião fretado sempre que jogar fora de casa no Brasileiro por considerar a medida mais segura em termos de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Pensando nisso, o Galo dá preferência a aeroportos com menor trânsito de passageiros, como o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, em São Roque. O local é privado e fica a aproximadamente 70 quilômetros do centro da capital paulista.

O Corinthians é outro com entendimento de que fretar voos é uma medida necessária para preservar a saúde de seus profissionais. Pelo menos as viagens para os dois primeiros jogos fora de casa, contra Atlético-MG e Grêmio, serão em aviōes só para os alvinegros. Ainda não há uma definição sobre as demais partidas, segundo a assessoria de imprensa corintiana.

O Flamengo pretende fazer todas as viagens em aviões reservados só para sua delegação. No entanto, o clube anão relaciona a medida à pandemia. O assunto é tratado como aprimoramento de um esquema que funcionou em 2019, quando cerca de 80% das viagens foram em voos fretados. A direção entende que a redução do desgaste em relação às viagens em aeronaves abertas para outros passageiros compensa o investimento.

De acordo com um dos dirigentes ouvidos pelo blog, a CBF disponibiliza uma quantia para a compra de 23 passagens por jogo para cada time da Série A como visitante, mas o valor pode ser usado para pagar parte do fretamento. São Paulo e Atlético-MG já fizeram isso.

Mesmo assim, alguns clubes já concluíram que o fretamento é inviável para eles. “Não, não temos dinheiro para pagar a conta de voos fretados”, afirmou ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, ao ser questionado se iria aderir aos fretamentos.

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, também disse que fretar aeronaves não cabe no bolso de seu clube. “Pra gente é mais caro ainda porque o avião não sai daqui. Ele sai de algum lugar para vir até aqui. Então tem que pagar essa gasolina de onde ele vem pra cá, aí fica meio inviável”, declarou Paz.

Por sua vez, conforme apurou o blog, o São Paulo calcula que se não tivesse optado pelo fretamento teria desembolsado praticamente a mesma quantia referente ao avião com mais uma diária de hotel e refeição para o time todo em Goiânia. O clube vai decidir o que fazer a cada rodada do campeonato avaliando o custo.

Entre as informações que os suprevisores compartilham estão dados sobre hotéis que facilitam a adoção das medidas de prevenção.