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Opinião: Tite precisa mudar conceito para aproveitar bem trio do Flamengo

Leia o post original por Perrone

Tite só vai conseguir explorar todo o potencial do trio flamenguista que convocou para o início das Eliminatórias se der aos rubro-negros mais liberdade de movimentação do que costuma dar aos seus jogadores na seleção brasileira.

Na opinião deste blogueiro, o treinador deveria pensar seriamente em dar a titularidade para Gabigol, Bruno Henrique e Everton Ribeiro.

Porém, jogando juntos ou separadamente, os três funcionam melhor se deslocando constantemente por todos os lados do campo.

Por sua vez, Tite gosta que seus jogadores guardem posição para facilitar a recuperação da bola quando ela é perdida para os adversários.

Seria um enorme desperdício deixar Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol confinados em determinadas faixas do campo. Foi o que aconteceu com Neymar na Copa da Rússia, por exemplo.

O trio flamenguista desorienta as defesas rivais  com seus deslocamentos completados por subidas dos volantes.

Não tenho a pretensão de sugerir que o técnico da seleção brasileira tente repetir o esquema tático do Flamengo. Mas ele pode adicionar uma pitada de tempero rubro-negro à sua receita.

Imagino o desespero que seria para os adversários ver, por exemplo, Bruno Henrique, Gabigol, Neymar e Everton Ribeiro trocando rapidamente de posições e preenchendo espaços. Isso com Arthur ou Bruno Guimarães chegando de trás.

Seria bem interessante, mas é preciso que Tite desapegue de sua rigidez tática. O fato de ter convocado o trio flamenguista pode ser um indício de que o treinador pensa em aproveitar a trinca como ela atua por seu clube. Fazer algo diferente disso seria mais complicado e arriscado pelo curto tempo que os três jogadores teriam para se adaptar a  um esquema mais engessado.

Experts em ‘Reds’ temem ataque do Fla, mas miram espaços e Gabigol nervoso

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Sites especializados em informações e comentários sobre o Liverpool mergulharam no mundo rubro-negro nesta semana para tentar desvendar o adversário do time inglês na final do Mundial de Clubes, neste sábado (21), para os fãs dos “Reds”. O forte ataque, espaços dados aos rivais, a quantidade de gols tomados e até o temperamento de Gabigol estão entre os pontos destacados. Também não faltam referências à persistência da equipe, lembrada principalmente por causa da virada dramática sobre o River Plate na final da Libertadores. Até a música entoada pelos torcedores reverenciando a vitória sobre os ingleses no Mundial de 1981 é citada, algumas vezes com direito à tradução na íntegra.

Na página “This is Anfield”, James Nalton escreve que o Flamengo fez 22 gols a mais no Brasileiro que o segundo melhor ataque, o do Grêmio. E que teve apenas a sexta melhor defesa da competição com 37 gols sofridos em 38 partidas. A fraqueza do rubro-negro seria expandir demais seus jogadores em busca de profundidade, dando espaços para o time inglês explorar, segundo Matt Wood, do “The Liverpool Offside”.

Nalton opina que o temperamento de Gabigol pode ocasionalmente levá-lo para baixo. Mas ressalta que cutucá-lo pode provocar atos de indisciplina do atacante ou motivá-lo a fazer gols.

No entanto, todos os sites consultados pelo blog exaltam o desempenho atual do artilheiro rubro-negro. A página “Anfield Index” abre sua crônica a respeito do adversário do Liverpool com o seguinte título: “O homem do perigo do Flamengo”. Em seguida, Gabriel Barbosa é descrito como a maior ameaça, de longe. Seu passado de insucessos na Europa é lembrado. Em seguida, porém, o site diz que, atuando pelo rubro-negro, o atacante recolocou a carreira nos trilhos e atingiu a “notável marca de 43 gols em 58 jogos” nesta temporada.

Os especialistas nos “Reds” também destacam os companheiros de Gabigol. Por sua experiência na Europa, Rafinha, Filipe Luís e Diego Ribas são bem lembrados. Nalton diz que o Flamengo tem várias armas na frente e destaca o fato de Bruno Henrique ter dado duas assistências e feito um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Al-Hilal na fase semifinal do Mundial.

Entre outras virtudes da equipe brasileira citadas por essas páginas estão a força nas jogadas pelas laterais, cruzamentos, infiltrações, rapidez nos contra-ataques, a marcação sob pressão e velocidade com que os comandados de Jesus tentam recuperar a posse de bola. As viradas na final da Libertadores e partida contra os sauditas foram marcantes para os comentaristas. O “Anfield Index” diz que a mentalidade vencedor do Flamengo faz com que a equipe não sinta quando está perdendo o jogo e prevê uma “partida complicada para os Reds” neste sábado.

Mais caro do River, Pratto custou menos do que Fla pagou por Gerson

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A diferença de poderio financeiro entre Flamengo e River Plate, adversários na final da Libertadores neste sábado (23), em Lima, pode ser medida pela aquisição de Lucas Pratto pelo time de Buenos Aires, no ano passado. Tratado pela imprensa argentina como a contratação mais cara da história do clube, ele ficaria em terceiro lugar na relação dos reforços mais caros do rubro-negro para a atual temporada.

O River aceitou pagar pelo ex-são-paulino R$ 49.542.000, segundo registro no balanço financeiro do São Paulo referente a 2018. Nessa conta não estão bônus por desempenho acertados na negociação.

A quantia desembolsada pelos argentinos por Pratto é inferior ao investimento feito pelo Flamengo em Gerson, sua segunda contratação mais dispendiosa para este ano. O meio-campista adquirido junto à Roma custou ao rubro-negro R$ 51.347.000, sem contar gastos com intermediação. O dado está disponível em balancete publicado pelo clube da Gávea em seu site.

O mesmo documento aponta como maior investimento feito pelos rubro-negros para a atual temporada a aquisição de Arrascaeta. A compra foi acertada por R$ 76.096.000. Isso sem levar em consideração despesas com comissões e eventuais bônus por desempenho. De acordo com o balancete, desse valor ficou definido o repasse de R$ 51.084.000 para o Cruzeiro com o restante sendo destinado ao Defensor (URU).

Pratto só aparece com valor superior a partir de Bruno Henrique, que custou ao Flamengo R$ 23.620.000 e foi o terceiro maior investimento do time brasileiro. Ao contrário do que acontece com o ex-santista, Arrascaeta e Gerson, Pratto começa a decisão na reserva. Após ser importante para o River na conquista do título continental em 2018, ele perdeu sua vaga entre os titulares na atual edição.

Vale lembrar que, em setembro deste ano, a diretoria do São Paulo acionou a Fifa reclamando de inadimplência do River Plate em pagamento de parcela referente à contratação do atacante.

De Carlos Eduardo a Cueva. Reforços rivais fazem de B. Henrique pechincha

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Em janeiro, o Flamengo contratou Bruno Henrique junto ao Santos por R$ 23.620.000 conforme mostra balancete financeiro do rubro-negro, sem contar gastos com comissões de empresários. Na ocasião, pode ter parecido caro já que se tratava de um jogador prejudicado por contusões e com apenas dois gols em 2018. Porém, hoje, a comparação com reforços de valor semelhante adquiridos por outros clubes transforma a aquisição do atacante numa pechincha.

É justo começar a sessão de tortura com os torcedores rivais do Fla pelo Palmeiras, único no Brasil com bala na agulha atualmente para trazer jogadores do mesmo calibre que os trazidos pelo clube da Gávea.

Um dos reforços mais criticados pela torcida alviverde, o atacante Carlos Eduardo, custou cerca de R$ 23 milhões, valor próximo ao de Bruno Henrique. O desempenho de ambos na atual temporada, porém, é distante.

O ex-santista já balançou a rede 18 vezes no Brasileirão deste ano e cinco na Libertadores. Pouco aproveitado no Palmeiras, Carlos Eduardo fez 20 jogos e anotou só um gol em 2019, de acordo com dados publicados pelo clube em seu site. A diretoria alviverde joga na conta de Felipão a escolha pelo jogador que estava no Pyramids, do Egito.

As comparações ficam ainda mais angustiantes para o palmeirense se Borja entrar na roda. Com ajuda de dinheiro emprestado pela parceira Crefisa, o alviverde pagou em fevereiro de 2017 US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,6 milhões pela cotação da época) pelo colombiano.

Só que uma cláusula previa que, se ele não fosse vendido até agosto, o alviverde teria que desembolsar mais US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 11.340.000 na ocasião) pela compra junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. No total, o investimento foi de cerca de R$ 43.940.000.

Com essa grana daria para ter comprado Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 20.320.000. A diferença chega perto do que o Flamengo desembolsou pelo zagueiro Rodrigo Caio, segundo dados oficiais do clube: R$ 21.200.000.

Enquanto Bruno Henrique é ídolo no Flamengo e esperança de gols na final da Libertadores neste sábado (23), contra o River Plate, em Lima, Borja é espinafrado pelos palmeirenses. Segundo as estatísticas do Palmeiras, ele precisou de 111 jogos para marcar 36 gols.

Se essa conversa está ruim para o palmeirense, imagine para o santista. O torcedor do alvinegro do litoral paulista viu sua diretoria topar pagar ao Krasnodar (RUS) cerca de R$ 26 milhões por Cueva. Ou seja, mais do que recebeu por Bruno Henrique.

A primeira parcela só vence no ano que vem, mas, com fraco desempenho em campo e polêmicas fora dele, o peruano já não faz parte dos planos de Jorge Sampaoli, para desespero do presidente santista, José Carlos Peres.

O torcedor do Atlético-MG também tem uma comparação para chamar de sua. Em junho do ano passado, o clube contratou Chará por aproximadamente R$ 22.680.000. São R$ 940 mil a menos do que o Fla pagou por Bruno Henrique.

Desde sua chegada, o colombiano marcou dez gols pelo Galo (um em 2018). São oito tentos a menos do que Bruno Henrique fez este ano só em jogos pelo Brasileirão.

No Corinthians, o balanço financeiro do clube relativo a 2018 certamente vai provocar desconforto no torcedor que notar o meio-campista Araos como o reforço que gerou a maior despesa numa lista de 35 nomes publicados. De acordo com o documento, o chileno custou R$ 20.603.000. Com mais R$ 3.017.000, bem menos dos que os R$ 9.832.000 gastos para ter o volante Richard, seria atingido o valor de Bruno Henrique. Araos foi emprestado para a Ponte Preta, e Richard para o Vasco.

Colaborou Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Opinião: Tite precisa mudar. Ataque do Flamengo serve de inspiração

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Tite tem suas convicções táticas, e não é de abandoná-las facilmente. Isso mesmo pressionado como agora, depois de mais um jogo ruim da seleção brasileira na derrota por 1 a 0 para a Argentina, nesta sexta (15). Na opinião deste blogueiro, pelo menos uma dessas certezas do treinador do Brasil já deveria ter sido deixada de lado antes da Copa da Rússia. Falo do sistema em que atletas guardam suas posições no campo ofensivo já se preparando para a retomada da posse de bola.

A falta de deslocamento de meias e atacantes facilita a vida dos defensores adversários. No último Mundial, por exemplo, Neymar foi desperdiçado fixo na beirada do campo, e Gabriel Jesus foi mais incentivado a marcar do que a buscar o gol.

Os maus resultados recentes empurram o treinador da seleção para repensar seu estilo de jogo. E uma boa fonte de inspiração é o ataque do Flamengo de Jorge Jesus. Meias e atacantes trocam de posições, dão opções para quem está com a bola e confundem a marcação adversária. É comum o rubro-negro invadir a área rival com quatro jogadores, por exemplo. A chance de o adversário se atrapalhar com um ataque em massa, rápido e flutuante é maior.

O técnico da seleção já rasgou elogios ao atacante flamenguista Bruno Henrique e, certamente, não o convocou mais vezes para evitar prejudicar o time de Jesus, que briga pelos títulos do Brasileirão e da Libertadores.

Mas não basta chamar Bruno Henrique e até mesmo seu parceiro Gabigol e amarrá-los à rigidez tática de Tite. É preciso explorar suas movimentações. Rodrygo também pode ser muito útil se o treinador do Brasil resolver dar outra cara para seu ataque, com mais movimentação e velocidade.

Claro que mudar radicalmente o jeitão da equipe na frente vai exigir ajustes atrás. Tite precisará revisar o seu normalmente sólido sistema defensivo. E não creio que ele se anime com a ideia. Esse é o dilema do treinador para sobreviver no cargo. Se não deixar pelo caminho alguns conceitos e perceber que tem jogadores que podem render muito com outro estilo de jogo, ele terá séria dificuldades para se manter no cargo.

Prêmio por vaga em final cobre gasto com compra de direitos de B. Henrique

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A premiação assegurada pelo Flamengo só pela classificação à final da Liberadores é suficiente para cobrir o gasto com a compra dos direitos de Bruno Henrique e pagamentos de luvas ao jogador. A bonificação é de US$ 6 milhões (R$ 24.049.800 pela cotação desta quinta, dia 24). Essa é a quantia destinada ao vice-campeão do torneio. Ou seja, é o mínimo a ser embolsado pelo time de Jorge Jesus.

De acordo com o balanço do rubro-negro referente aos seis primeiros meses de 2019, a compra dos direitos econômicos e federativos de Bruno Henrique foi acertada junto ao Santos por R$ 23 milhões. O documento também mostra que foi combinado um pagamento de R$ 900 mil ao jogador como luvas. Ou seja, a quantia mínima que o Flamengo vai levar pela vaga na final é suficiente para cobrir esses gastos na transferência de Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 149.800.

Porém, vale lembrar que o clube da Gávea também se comprometeu a pagar R$ 1.277.000 para a D3 Consultoria Esportiva e R$ 1.610.000 para a Yesport Marketing Esportivo pela intermediação na negociação por Bruno Henrique.

Caso conquiste o título da Libertadores, no lugar dos US$ 6 milhões, o Flamengo embolsará US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 48,1 milhões). A bolada supera facilmente o que o clube recebeu nos seis primeiros meses de 2019 em patrocínio: R$ 30.790.000, de acordo com o balanço do primeiro semestre.

Contando o que já recebeu nas outras fases e a premiação mínima por ser finalista, o rubro-negro tem assegurados na competição US$ 13 milhões (cerca de R$ 52,1 milhões). O montante representa quase a metade do que a agremiação gastou com salários no departamento de futebol, incluindo jogadores e seus direitos de imagem até 30 de junho. Segundo o balanço do primeiro semestre, essa despesa, contando encargos e benefícios, foi de R$ 103.138.000.

Se levantar a taça, o Flamengo acumulará premiação total na competição no valor de US$ 19 milhões (cerca de R$ 76,1 milhões). A quantia é suficiente para cobrir a despesa gerada pela compra de 75% dos direitos de Arrascaeta. No balanço do clube referente ao primeiro semestre o custo com direitos do jogador está registrado em R$ 76.096.000. Nesse valor não estão calculados pagamentos de comissões.

O blog tentou ouvir Márcio Garotti, diretor de financeiro do Flamengo, sobre como o clube usa a premiação recebida no torneio continental, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

 

Opinião: frieza de quem não sente pressão embala massacre do Flamengo

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O Flamengo atropelou o Grêmio e se classificou para a final da Libertadores sem sentir a pressão da semifinal no Maracanã lotado e ansioso. Nem no primeiro tempo, quando o rival encaixou a marcação e conseguiu se proteger bem até levar o gol.

Gelado, com os nervos no lugar, o rubro-negro carimbou seu passaporte para a decisão graças a uma estupenda goleada por 5 a 0. Essa frieza faz com que a equipe de Jorge Jesus mantenha seu padrão de jogo, não pense em segurar o resultado, mesmo tendo o empate sem gols como aliado, e execute com precisão seus planos.

É normal em partida decisiva, até com times experientes, acontecerem erros de passes e posicionamento que levam à derrota. Em nenhum instante isso aconteceu com o Flamengo nesta quarta (23).

Toda essa frieza, leva à confiança e, consequentemente, ao aceto. O principal símbolo desse efeito cascata é Gabriel, perfeito praticamente em todos os momentos decisivos da partida. Bruno Henrique foi outro herói da classificação. Mais um que friamente soube o que fazer em campo. A prova é o primeiro gol da partida, no qual ele iniciou a jogada no meio, tocou para Gabigol e pegou o rebote para estufar a rede.

Ao contrário do adversário, o Grêmio sentiu principalmente o segundo gol. Depois disso desabou. O time de Renato Gaúcho passou a ser irreconhecível. E a expressão de incredulidade do treinador gremista retrata isso.

Renato precisará de alguns dias para entender melhor as razões do atropelo. Trabalho que Jesus não deve ter. Tudo neste Flamengo parece programado, preciso, mas não robótico. Pelo contrário. O futebol é alegre, vistoso e contagiante.

Agressão a mulher de jogador é o fim dos tempos!

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Na manhã desta segunda-feira chegou a notícia de que familiares do volante Bruno Henrique, entre eles a esposa do jogador, teriam sido agredidos nas arquibancadas da Arena da Baixada, em Curitiba, por integrantes de uma torcida organizada do Palmeiras. Isso só me deixa revoltado com tamanha COVARDIA. Impressionante essa cambada de marmanjo ter a cara de madeira de cometer tal ato. Os órgãos responsáveis deveriam pedir as imagens das câmeras do estádio e não só prender esses babacas como também proibi-los de acessar todo e qualquer evento esportivo pra sempre. Na verdade queria entender o porquê dessa reação. Por que […]

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Opinião: reação apática a ato contra mulher de B. Henrique também é grave

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O episódio em que  torcedores do Palmeiras são acusados de agredir a mulher de Bruno Henrique, Bhel Dietrich, é gravíssimo. Porém, tão grave quanto é a falta de reação enérgica de jogadores e dirigentes do clube.

O Palmeiras se manifestou numa nota protocolar, criticando e lamentando o ocorrido e afirmando assegurar apoio ao atleta e seus familiares. Na opinião deste blogueiro o clube poderia ter reagido de maneira mais firme. Deveria ter anunciado medidas para reforçar a segurança do elenco, ter cobrado publicamente as autoridades para identificar os acusados e ter se comprometido a expulsar os vândalos, caso eles sejam sócios-torcedores identificados da agremiação.

Até agora, também, não se viu uma reação firme dos jogadores, tanto palmeirenses como de outras equipes. Esse é o gancho para a categoria se unir contra os constantes atos de violência e intimidação de torcedores. Deveriam fazer um protesto, pressionar autoridades pela identificação dos supostos agressores, cobrar medidas protetoras de dirigentes e até políticos para que endureçam a lei contra casos desse tipo.

Mas o sentimento geral parece ser de conformismo. Algo como “é um absurdo, mas acontece mesmo”. Só que essa letargia tende a piorar o problema. É razoável imaginar que esse episódio estimule outros torcedores raivosos, não só do Palmeiras, mas de todos os clubes. Vale lembrar que a torcida do Corinthians entoou o famoso “ou joga por amor ou joga por terror” no último sábado depois da derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro.

Enquanto a resposta se der apenas por meio de pronunciamentos óbvios e burocráticos, o ambiente estará propício para que os atos hostis aumentem. Pelo jeito, mais uma chance para impor limites aos torcedores sem noção será perdida.

No Palmeiras, até atitude de Bruno H. em cobrança de torcedor é criticada

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Apesar de Bruno Henrique não ter sido agressivo com o torcedor que o importunou na rua na última segunda (2), parte dos conselheiros e até gente da diretoria reclama do comportamento do jogador do Palmeiras.

São duas as queixas centrais. A primeira é que ele não deveria reclamar da cobrança do torcedor. Na opinião dos queixosos, o fã do clube tem o direito de protestar pacificamente contra a má fase, e o jogador deveria aceitar a crítica, sendo mais compreensivo. Outra reclamação é sobre a esposa de Bruno Henrique, Bhel Dietricht, ter tomado a iniciativa de reagir. Nesse ponto, os críticos afirmam que o atleta deveria ter demonstrado mais personalidade e “controlado” sua mulher.

Membro da diretoria, mas não do departamento de futebol, afirmou ao blog que Bruno Henrique mostrou desequilíbrio emocional e que isso seria uma extensão da postura do time em campo. Ele preferiu não ser identificado. Em grupos de trocas de mensagens formados por conselheiros, o jogador foi ironizado por não conter a esposa. Bhel chegou a tentar tirar o celular da mão de quem filmava a cena.

Mas também existem conselheiros que apoiam Brunho Henrique e reprovam a hostilidade do torcedor. O palmeirense teria chamado o jogador de pipoqueiro. No vídeo, ele afirma que se referiu ao time, não ao atleta, sendo contestado pela mulher do atleta. Por sua vez, sem alterar o tom de voz, o meio-campista pergunta se o desafeto acha que está certo de fazer a cobrança num momento de folga, diz que não está feliz com a fase do time e reclama que foi desrespeitado enquanto passava pela rua com sua esposa.

“Acho um absurdo o que fizeram com o Bruno Henrique. Ele foi muito educado, mesmo tendo sido desrespeitado. Torcedor quer reclamar, vai reclamar com o Alexandre Mattos (diretor de futebol) e com o presidente (Maurício Galiotte). Eles são os responsáveis, o regime do clube é presidencialista. Não tem que ofender jogador na rua”, afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Procurada, a assessoria de imprensa de Bruno Henrique declarou que ele não se manifestaria sobre as críticas. Porém, o blog apurou que, na avaliação do estafe do jogador, ele agiu da melhor maneira possível diante da situação.