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Ainda há “Flamengo” no Flamengo

Leia o post original por Rica Perrone

Se os salários tão em dia, o Barra Music não atrai o elenco, a paz está reinando e o clube virou exemplo de gestão, algo tinha que permanecer intacto: a vocação. Hoje cedo eu conversava com um amigo rubro negro, o Dudu, e falávamos exatamente no cenário. Casa cheia, time bem, euforia, favoritismo… conhecendo futebol,…

Argentina 0 (5) x (4) 0 Colômbia

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD – @BarudDaniel

Na principal quartas de final da Copa América, a Argentina dominou, atacou, massacrou, mas precisou da definição nas penalidades para eliminar a Colômbia.

O duelo foi plenamente acirrado. Muito disputado. Com entradas ríspidas, como um clássico sul-americano. A seleção de Tata Martino começou tomando a iniciativa, como em todos os outros confrontos na fase de classificação.

arg x col sem

O 4-3-3 de Martino variava muito para o 3-4-3 com o recuo de Mascherano para fazer a saída de bola. Messi saía da direita e ia para o meio, onde encontrou muito espaço atrás de James Rodriguez.

O 4-3-3 argentino se impunha nos primeiros minutos, com mais posse de bola. A Colômbia compactava mal e tentava arriscar algumas investidas em velocidades, sem sucesso, devido à intensidade no volume de jogo argentino.

José Pekerman tinha desfalques importantes (Sánchez, suspenso, e Valencia, lesionado) e precisou armar uma Colômbia tentando neutralizar as ações de Messi. O técnico argentino armou um 4-4-2 diferente, inusitado. Com James e Mejía na dupla de “volantes” e Ibarbo na extrema esquerda e Cuadrado na direita. Com a bola, Arias subia e ocupava o meio-campo. Com isso, Ibarbo cobria a lateral direita, marcando o meia argentino. Cuadrado voltava e ajudava Zuniga na marcação pelo flanco direito.

Vendo que sua estratégia não estava fluindo e o gol argentino quase saindo, Pekerman mexeu com 25’min da primeira etapa. Tirou Téo Gutierrez e colocou Cardona, formando um 4-4-1-1/4-4-2, com James e Jackson Martinez na frente. Cardona e Mejía formavam a nova dupla de volantes, dando liberdade para James no setor ofensivo.

A nova forma de segurar o poderio argentino defensivamente funcionou, porém, ofensivamente foi nula. A Argentina controlava o jogo, trabalhava a bola, criava as jogadas, mas falhava nas conclusões. A Colômbia se defendia como podia e segurava a pressão argentina.

O primeiro tempo teve 10 finalizações. TODAS da Argentina. 10 faltas cometidas pela Colômbia (e marcadas pelo juiz, que deixava o jogo rolar) contra 5 infrações argentinas.  59% de posse de bola argentina contra 41% colombiana.

Aos 25’min do primeiro tempo, Mascherano recebeu entre os zagueiros, fazendo a saída de 3, lançou Pastore na direita, que conduziu  a bola, achou Aguero na área, tocou para o companheiro, que bateu pro gol. Ospina defendeu com o pé esquerdo, deixando a bola sobrar para Messi, que cabeceou e o goleiro colombiano salvou de novo.

MASCH

A jogada se inicia quando, Mascherano recua, recebe a bola e lança Pastore na direita. Note nas setas, que os laterais estão na linha do meio-campo, dando amplitude e opção de saída de bola.

Aos 43’min, outra chance argentina. Após rápida cobrança de falta, Messi lançou Pastore. Ospina saiu bem e salvou os Cafeteros de novo.

Apesar de controlar o jogo, a Argentina, na segunda etapa, diminuiu o ritmo, a intensidade, além de ter menos espaços. A Colômbia saía mais para o ataque. Usando os flancos, principalmente o flanco esquerdo, com Ibarbo e James.

O juiz mexicano Roberto García não conseguia controlar o jogo. Sem pulso. Não dava os cartões necessários. Deixava o jogo correr.

A Colômbia alternava entre marcar no campo de ataque e na intermediária. Jogava por uma bola. Utilizava os flancos direito com Zuniga/Cuadrado e esquerdo com Arias/Ibarbo.

Pekerman tirou Jackson Martinez e colocou Falcão Garcia, buscando mais velocidade e mobilidade no ataque. Alterando o 4-4-1-1 para o 4-5-1, com Falcão na referencia, congestionando o meio-campo.

Tata Martino também mexeu. Colocou Tevez no lugar de Aguero, querendo mais velocidade e mais movimentação ofensiva, com Tevez vindo buscar mais o jogo, já que Aguero ficava muito estático na área. Tirou Pastore e colocou Banega também.

A Argentina tentava criar as jogadas por dentro, pelo meio, onde a Colômbia não deixava e não dava espaços. A Colômbia saía mais para o jogo, enquanto os hermanos erravam mais passes no campo de ataque, do que no primeiro tempo.

Nos minutos finais, a Argentina tentou uma blitz na área colombiana. Após sequencia de escanteios, Ospina tocou na bola e Zuniga tirou em cima da linha. Deu tempo ainda para Tevez tocar na saída de Ospina. A bola ia entrando, mas Murillo tirou também em cima da linha.

Nos pênaltis, James e Messi marcaram. Falcão fez 2 a 1, mas Garay empatou. Cuadrado e Banega não desperdiçaram. Já Luis Muriel, jovem de 20 anos, isolou. Lavezzi bateu bem e deixou os hermanos em vantagem. Cardona precisava fazer, e fez. Biglia teve a bola da classificação, mas também isolou. Zuniga parou em Romero. Rojo teve mais uma chance para eliminar os colombianos, mas mandou no travessão. Murillo, que fez uma bela partida, isolou também.

Coube a Carlitos Tévez, o mais novo atacante do Boca Juniors, fazer justiça. Cobrança no meio do gol para não deixar dúvida: ARGENTINA CLASSIFICADA!

ESCREVEU DANIEL BARUD – @BarudDaniel

Chile 1 x 0 Uruguai

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD

Era quartas de final de Copa América.

Clássico. Chile e Uruguai. Jogaço.

O duelo previa amplo domínio chileno e intensa marcação uruguaia. E foi.

Porém, com os 10 primeiros minutos invertido.

O Uruguai começou tomando a iniciativa, com intensa marcação na saída de bola chilena, que não rifava a bola, tocava a bola, girando-a da esquerda para a direita. Os uruguaios acionavam as jogadas ofensivas pelos flancos, buscando Cavani na área. Com linhas adiantadas, marcando no campo de ataque, nos primeiros minutos.

A intensidade uruguaia foi perdendo espaço e força, com a retomada chilena do controle do jogo. Daí em diante seria ataque contra defesa. O Chile empurrando o Uruguai para sua grande área e não encontrando espaços.

CHILE 1-0 URU

No 4-3-1-2/4-3-3 de Sampaoli, Marcelo Díaz recuava e fazia a saída de 3, dando amplitude e apoio para os laterais.

Foi assim por todo primeiro tempo. O Uruguai, incluía Cavani na marcação, atrás da linha da bola. Com a bola, Rolán se juntava a Cavani no ataque. Sem ela, o jovem uruguaio fechava o lado esquerdo, formando um 4-5-1.

Em vários momentos do jogo, o Chile chegou a 80% de posse de bola. A intensidade chilena mostrava que, mesmo com a bola, a seleção de Sampaoli não conseguia traduzir em chances de gols. Enquanto isso, o Uruguai se fechava a qualquer custo, se recompondo rapidamente, congestionando a intermediaria defensiva, sem dar espaços para as infiltrações chilenas.

O Chile tocava a bola e usava as laterais para atacar, com Isla na direita e Mena na esquerda. Rodando a bola de um lado para o outro.

O Uruguai tinha cautela e saía poucas vezes em contra-ataques ou continha a bola no ataque. A principal jogada uruguaia era a bola aérea. Tanto nos escanteios, faltas, lateral: jogar a bola na área, afinal, além de a zaga chilena ser baixa, a Celeste tinha Cavani, Godín e Gimenez, zagueiros altos que iam sempre ao ataque.

O Uruguai catimbava. Gastava o tempo como podia, fazendo cera, deixando o Chile pressionado, nervoso. Quando perdia a bola, os uruguaios rapidamente iam em busca dela. Aplicação muito boa na marcação, compacto, negando os espaços.

A segunda etapa previa mais pressão para os chilenos. E assim foi.

O jogo foi como o primeiro tempo. Chile atacando e Uruguai marcando, defendendo. Alexis Sanches se movimentava bastante no campo de ataque. O Uruguai, com total empenho na proposta de jogo, ficava em blocos baixos, todos se recompondo.

Até que aos 18’min, Jara provocou Cavani, em uma cena obscena, que devolveu. O juiz Sandro Meira Ricci, que estava/é muito fraco, viu. E não pensou duas vezes. Como, não tinha visto a provocação de Jara, rapidamente expulsou o atacante uruguaio.

Com a vantagem numérica, o Chile foi ainda mais para cima do Uruguai. Os espaços começaram a aparecer, com o descontrole emocional uruguaio.

De tanto insistir, aos 27’min da etapa final, após cruzamento na área, Muslera saiu mal, espalmou para a entrada da área e deu nos pés de Jorge Valdívia, que serviu Maurício Isla, ao seu lado. O lateral direito chileno bateu firme no canto esquerdo do goleiro uruguaio. 1 a 0. Festa em Santiago!

Com o gol, o Uruguai, que estava acuado, precisou sair, com um jogador a menos. Com isso, o Chile, controlava o jogo, mantendo a posse, gastando o tempo no campo de ataque.

Ainda deu tempo de Fucile ser expulso, após entrada em Aléxis Sánchez, duvidosa, mas perigosa. Daí em diante, a confusão reinou. O Uruguai descontrolado emocionalmente. Nos momentos finais, o Uruguai ainda alçou algumas bolas na área, mas sem sucesso.

Venceu quem propôs, quem controlou o jogo, quem manteve mais de 80% da posse de bola, quem foi mais intenso, quem mereceu. O Uruguai tentou, mas ficou atrás, em busca de uma bola. Enfim, venceu o melhor.

ESCREVEU DANIEL BARUD