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Sem parceiro máster, renda corintiana de patrocínio caiu R$ 35,5 mi em 2018

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Foto: Daniel Vorley/AGIF

O balanço financeiro do Corinthians referente a 2018 mostra o impacto causado nos cofres do clube por um ano inteiro sem patrocinador máster. Foram arrecadados com patrocínio e publicidade R$ 35.571.000 a menos em relação a 2017, temporada em que o time teve anunciante principal só até abril.

No ano passado, a receita com patrocínio e publicidade foi de aproximadamente R$ 42,8 milhões. Em 2017, a marca foi de cerca de R$ 78,4 milhões. Nos quatro primeiros meses daquele ano, a Caixa ainda estampava a camisa alvinegra.

Em texto que acompanha as demonstrações financeiras do alvinegro, Andrés Sanchez relacionou o jejum de patrocínio à economia brasileira.

“As dificuldades econômicas do país prejudicaram bastante a busca por patrocínios e tivemos que conviver sem um patrocinador máster para o uniforme durante o exercício de 2018, o que representou uma queda expressiva de nossas receitas nesse item”, escreveu o presidente corintiano.

Um quadro sobre a importância de cada receita para o clube ilustra a queda relatada pelo cartola. Em 2017, a arrecadação com patrocínio representou 17% da receita do alvinegro. No ano passado, essa fatia emagreceu para 9%, perto dos 7% atingidos pelo clube social, famoso por ser um saco sem fundo.

Novamente, a maior parte do dinheiro veio das cotas de TV: 42%. Em segundo lugar aparecem as transferências de jogadores com 25%.

Em seu texto, Andrés  ressalta como um dos aspectos positivos a redução do deficit contábil de R$ 35 milhões em 2017 para cerca de R$ 19 milhões em 2018.

O dirigente também falou em crescimento de cerca de 4% nas receitas operacionais do futebol (apesar da falta de patrocinador máster). Essa arrecadação foi de aproximadamente R$ 438 milhões. A receita total do clube no ano passado ficou em cerca de R$ 469 milhões com crescimento de 3,5%.

As despesas operacionais também aumentaram. No futebol elas foram de R$ 377.659.000 em 2018 contra R$ 341.758.000 no ano anterior.

Em sua mensagem, Andrés aponta que “o nível de endividamento global subiu cerca de R$ 26 milhões especialmente pelo aumento de passivos com fornecedores e com explorações de (direitos de) imagem a pagar”.

O dirigente também diz que “50% dos passivos são obrigações a longo prazo, especialmente aquelas relacionadas ao Profut (programa que refinanciou as dívidas dos clubes), com prazo de vencimento de 20 anos”.

Por economia de 47%, Arena Corinthians troca empresa de manutenção

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Por sugestão do Corinthians, o Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável por parte das decisões na casa corintiana, tirou da manutenção predial do estádio a Tejofran, uma das mais antigas parceiras do palco dos jogos da equipe. Sob a alegação de gerar uma economia de 47% nas despesas para manter o local, a empresa Manserv assumiu o trabalho.

O gasto mensal com a Tejofran já incomodava a diretoria anterior que o considerava alto, tanto que foi alvo de cortes com redução do serviço prestado.

A mudança está registrada em ata de assembleia geral extraordinária do fundo realizada no dia 25 de outubro.

“Em assembleia, o quotista Sport Club Corinthians Paulista apresentou os valores devidos ao novo prestador de serviços (Manserv) com redução de 47% do atual contrato, os quais foram aprovados pelos demais quotistas”, diz trecho da ata que autoriza a troca de empresas.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que a troca é resultado de uma busca do clube por custos mais baixos.

O valor da economia em reais não foi anotado no documento. Porém, o informe do fundo relativo ao terceiro trimestre deste ano disponível na CVM (Comissão de Valores Imobiliários) registra despesa de R$ 1.165.768,33 com manutenção e conservação no período.

Conforme mostrou o blog em setembro do ano passado, relatório feito na ocasião por conselheiros encarregados de analisar a situação da Arena Corinthians apontou que a despesa com a Tejofran era de R$ 271.102,81 mensais. Isso após uma redução de 42,19% no valor anterior que era de R$ 469.603,45.

A saúde financeira da arena é uma das principais preocupações da diretoria e do Conselho Deliberativo do clube.

Além do contrato com o Fundo, a Tejofran fez acordo com o Corinthians para cuidar da vigilância e da limpeza da arena. Esses serviços também foram dispensados, segundo fonte ligada à diretoria alvinegra.

Na mesma assembleia foi aprovada a troca da administradora do fundo. A empresa Planner foi indicada para substituir a BRL Trust, que estava no negócio desde o início. A mudança, no entanto, depende de aprovação do departamento de compliance da Odebrecht, que ainda analisa o caso.

Outra decisão foi aumentar o escopo da auditoria feita pela RSM Auditores Independentes. O trabalho até então envolvia apenas as receitas as geradas pelos jogos no estádio. De acordo com a ata, agora também será feita a “verificação e fiscalização do fluxo de todas as potenciais receitas a partir da operação e agenciamento”.

A ampliação do alcance da auditoria atente a exigências contratuais estabelecidas entre Odebrecht, Caixa e Corinthians.

Rosenberg x Citadini expõe dúvidas no Corinthians sobre dívida por arena

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Reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians no último dia 23 teve educado embate entre Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing, e Antônio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência derrotados por Andrés Sanchez em fevereiro. A discussão foi sobre uma das maiores preocupações de conselheiros corintianos atualmente: como pagar a dívida gerada pela construção da arena alvinegra?

A postura de cada um simboliza como situação e oposição têm expectativas diferentes sobre o desenrolar do caso. A diretoria tenta transmitir otimismo e confiança de que tudo vai se resolver favoravelmente para a agremiação. Já o diagnóstico da oposição é de uma situação extremamente delicada.

Rosenberg falou antes do opositor na reunião. Discorreu sobre necessidade de renegociar contratos assinados pelo clube em relação ao estádio diante de um período de recessão no país posterior à assinatura dele e pela dificuldade de conseguir negociar os naming rights.

O diretor declarou que a estratégia da diretoria é primeiro cumprir cláusulas que não vinham sendo cumpridas, especialmente voltar a pagar as parcelas do financiamento de R$ 400 milhões intermediado pela Caixa junto ao BNDES. Segundo ele, isso já foi feito e não há prestação atrasada. Depois seriam buscadas melhorias no contrato a favor do clube.

Em seguida, a direção conversaria com a Odebrecht a respeito de um acordo sobre parte das obras que não teriam sido feitas ou tenham sido mal executadas, apesar de a construtora negar que isso tenha ocorrido. Rosenberg disse ainda que a arena voltaria a ser gerenciada pelo departamento de marketing do Corinthians, como ele havia planejado, não com uma estrutura independente.

Ao pegar o microfone, Citadini lembrou que o clube quer refazer contratos com os quais a agremiação concordou. Ou, em outras palavras, o mesmo grupo que está no poder com Andrés Sanhcez, idealizador da arena ao lado de Rosenberg, quer mudar o que assinou.

Depois, o opositor colocou em dúvida que a Caixa aceite mudanças que beneficiem o clube. Citou uma auditoria que teria sido encomendada pelo banco e que colocaria obstáculos para eventuais alterações. Também falou sobre haver eleições presidenciais no país neste ano, o que pode implicar em mudança na diretoria da Caixa a partir de 2019. Segundo ele, isso faz com que seja difícil os atuais responsáveis pelo banco assumirem responsabilidades num tema delicado. Citadini vê um otimismo exagerado de Rosenberg e aposta em dificuldade maior do que a prevista por ele para melhorar a situação. Para o oposicionista, diante do cenário atual, resta aos conselheiros acreditarem num milagre.

O diretor de marketing respondeu que esperava ser criticado quando estipulasse metas tímidas a serem alcançadas, e não altas (o que ele acredita ser o caso agora).

No final, a maioria dos conselheiros deixou a reunião como entrou. Com dúvidas sobre como o clube vai se virar para pagar a dívida pela construção de sua casa própria.

Como está a busca do Corinthians por patrocinador principal

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Em agosto, a diretoria corintiana acreditava estar perto de anunciar um patrocinador master para a camisa do clube. Porém, a transação se arrastou e o time terminou usa participação na temporada sem fechar um contrato fixo para o espaço principal em seu uniforme. “A negociação travou, mas a empresa ainda tem interesse”, disse Fernando Sales, diretor de marketing corintiano.

Segundo o dirigente, ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldade para chegar a um acordo com a candidata a parceira, outra interessada apareceu na última sexta. A nova empresa é uma multinacional, que não teve seu nome revelado, assim como o da primeira postulante ao posto de principal patrocinadora do atual campeão brasileiro.

As novas tratativas ainda estão no começo e não há previsão sobre uma definição.

A falta de um patrocinador master preocupa dirigentes e virou alvo de críticas da oposição em período eleitoral. A eleição está marcada para fevereiro do ano que vem e opositores apontam que o marketing da atual administração falhou por deixar escapar o patrocínio da Caixa e não conseguir outro parceiro nos mesmos moldes. Andrés Sanchez é o candidato situacionista.

Além de uma nova marca para estampar na camisa corintiana, a diretoria também tem como alvo conseguir, enfim, negociar os naming rights de sua arena. Porém, no momento, não há nenhuma conversa animadora.

Corinthians vê Odebrecht disposta a acordo e garantia para Caixa como “nó”

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A diretoria do Corinthians acredita que a Odebrecht tem interesse num acerto para considerar quitada a dívida do clube com ela, mas vê como entrave para fechar o negócio a falta de garantias do clube para dar a Caixa Econômica Federal.

Num dos modelos de acordo idealizados, o clube daria os Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), avaliados em mais de R$ 450 milhões, como parte do pagamento pela construção de sua arena. Além disso, descontaria cerca de R$ 151,4 milhões referentes a obras que não teriam sido feitas de acordo com o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, aproximadamente R$ 63,5 milhões relativos a trabalhos que precisam ser refeitos e mais multa de R$ 23 milhões por não finalizar o estádio no prazo. A dívida com a construtora hoje é avaliada pelo clube em cerca de R$ 976 milhões.

Essa proposta de acordo foi sugerida pela comissão do Conselho Deliberativo que analisou a situação da arena. Ela propõe que, a partir da negociação com a Odebrecht, o clube assuma sozinho a dívida pelo financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. Nesse caso, a Odebrecht retiraria as garantias que deu para a Caixa, intermediária do financiamento, e o alvinegro teria que apresentar outras no lugar. E aí que está o nó.

Em reunião do Cori (Conselho de Orientação do Corinthians), na última terça, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, afirmou que a Odebrecht está disposta a fazer um acordo, mas que a dificuldade é encontrar garantias para dar a Caixa, além de algumas que já foram dadas pelo clube.

Recentemente, o Cori rejeitou proposta que dava as receitas do programa do Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol, como garantia para a Caixa numa operação que mudaria a forma de pagamento do financiamento dos R$ 400 milhões, sem envolver acordo de quitação com a construtora.

Por mensagem de celular, o blog pediu a Piovezan uma entrevista para falar sobre o assunto, porém ele não respondeu.

Já a Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem informações sobre o tema acordo e que não participa das reuniões do Cori.

A construtora nega que tenha desrespeitado o contrato para a construção da Arena Corinthians.

Sobre os Cids, em março deste ano, tinham sido negociados R$ 42,5 milhões. A maioria foi comprada por consórcios com a participação da Odebrecht. Na ocasião, havia contratos que garantiam a negociação de papéis no valor de R$ 70 milhões com companhias desvinculadas da construtora. Quem compra os certificados, com desconto no valor de face, usa os documentos para quitar impostos municipais.

Corinthians rejeita pedido da Caixa e impede trato para retomar pagamento

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) rejeitou nesta segunda (28) exigência da Caixa Econômica encaminhada ao órgão pelo presidente do clube, Roberto de Andrade, para que as receitas do programa de sócio-torcedor do alvinegro passassem a ser entregues para o banco. O dinheiro seria usado para quitar parte da dívida pela construção da arena em Itaquera.

Com a decisão, a proposta não será nem encaminhada ao Conselho Deliberativo, que daria a palavra final sobre o caso.

A recusa dificulta ainda mais o acordo com o banco para que o clube volte a pagar, por meio do fundo responsável pela operação, as prestações referentes aos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por intermédio da Caixa para o pagamento da obra do estádio. Em 2016, o Corinthians obteve autorização para pagar somente juros e, posteriormente, nem isso até pelo menos abril de 2017 enquanto negocia redução no valor das prestações e aumento no prazo para quitar a dívida.

Apesar de o acordo ter sido costurado pela diretoria, havia na direção quem fosse contra comprometer mais receitas para pagar a dívida. É o caso de André Luiz de Oliveira,  o André Negão, que participou da reunião do Cori por ser o presidente em exercício do clube já que Andrade se afastou do cargo para viajar.

“Nós queremos pagar as prestações, mas no valor atual não conseguimos. Estamos pedindo para reduzirem o valor (aumentando o prazo) e eles pediram mais uma garantia (as receitas do Fiel Torcedor). Não concordo porque eles já têm uma garantia (rendas das partidas). Se não aceitarem sem (o cumprimento da nova exigência), vão continuar sem receber, o que não é a nossa vontade”, disse o dirigente. Ele não teve direito a voto por não ser membro do órgão, no qual a situação é maioria. O cartola também afirmou não saber de cabeça qual o valor atual da prestação.

Pelo modelo vigente, toda a receita de bilheteria nos jogos da equipe precisa ser repassada para o pagamento das prestações. Um dos motivos que levaram os integrantes do Cori a rejeitar a cessão das receitas do Fiel Torcedor foi o entendimento de que o clube ficaria ainda mais sufocado financeiramente. O repasse do dinheiro referente ao programa criado para os torcedores seria retido até que fossem atingidos R$ 50 milhões. A receita poderia ser liberada em março de 2019 caso 12 prestações seguidas fossem pagas sem atraso.

Outros argumentos usados foram que houve pouco tempo para analisar o tema e que o assunto não havia passado pela comissão do Conselho Deliberativo encarregada de analisar casos que envolvem a arena.

Pré-candidatos de oposição à presidência corintiana, os conselheiros Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile cobraram antes da reunião que membros do Cori não aprovassem a medida.

Uma das leituras feitas por integrantes do órgão é de que a diretoria agora está numa situação confortável, pois pode dizer para a Caixa que tentou aprovar a condição exigida por ela, mas que não obteve autorização. Quem pensa assim crê que a direção não queria aceitar a exigência.

Corinthians discute usar receitas do Fiel Torcedor em dívida da arena

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O Corinthians costurou acordo com a Caixa Econômica Federal e a Odebrecht para quitar parte da dívida pela construção de seu estádio com as receitas obtidas pelo Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol.

O blog obteve cópia da convocação de reunião do Cori (Conselho de Orientação), marcada para a próxima segunda. No documento, o presidente Roberto de Andrade explica que a operação trata de refinanciamento referente à construção do estádio.

Ele informa que a convocação é para submeter ao Cori a “seguinte condição exigida pela Caixa Econômica Federal: “Cessão da totalidade das receitas presentes e futuras provenientes do Programa Fiel Torcedor até atingir um montante igual a R$ 50 milhões, podendo ser liberada a partir de março/19 caso tenham sido pagos 12 meses consecutivos de prestação mensal não customizada (juros mais amortização) e sem atrasos”.

Em 2017, até 30 de junho. o alvinegro arrecadou R$ 9,2 milhões com Fiel Torcedor, loterias e premiações, de acordo com seu balancete oficial. Essas receitas são calculadas juntas.

Atualmente, o clube é obrigado a dar toda a sua receita de bilheteria para quitar o financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio da Caixa. No novo formato, teria que  dar também o dinheiro obtido com as mensalidades pagas pelos sócios-torcedores.

Porém, enquanto negociava uma nova condição, passou a pagar desde abril de 2016, através do fundo responsável pela operação, só juros. Em novembro de 2016,  a Caixa autorizou que nem os juros fossem pagos durante as negociações até abril de 2017.

Andrade também pediu que, caso o Cori aprove o acordo, o assunto seja imediatamente encaminhado para o Conselho Deliberativo dar ou não seu aval a fim de que o clube possa dar rápida resposta para a Caixa. Sem as aprovações o trato não será feito.

Por motivo de viagem, Andrade será representado na reunião por André Luiz Oliveira, 1º vice e presidente interino na ausência de Roberto. “Não sei detalhes do acordo ainda. Ainda vou ver isso. O que sei é que a Caixa pede mais uma garantia de pagamento para nós”, afirmou o dirigente.

O tema já gera polêmica no Parque São Jorge. Parte dos integrantes do Cori teme que a mudança faça com que o clube não consiga mais substituir a Omni, responsável pelo Fiel Torcedor e alvo de críticas de conselheiros.

Corinthians negocia renovação com Caixa por mesma quantia mensal atual

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O Corinthians aceita fechar com a Caixa a renovação do contrato de patrocínio na parte frontal da camisa do clube sem aumento. As negociações estão em andamento. Segundo Fernando Salles, diretor de marketing do alvinegro, se o martelo for batido, o valor mensal deve ser praticamente o mesmo do atual.

A diferença, segundo ele, é que o banco não faz mais contratos que passem de um ano para o outro. Assim, um novo trato terá validade até dezembro. Por isso, o valor total a ser recebido será inferior aos R$ 30 milhões combinados pelos últimos 12 meses. A negociação relativa à quantia está bem encaminhada, conforme disse o cartola.

“A maior preocupação não é com a parte financeira, é com outros ativos. São propriedades que a Caixa está vetando em parcerias com outras instituições, e nós estamos tentando liberar”, declarou Salles ao blog.

No acordo atual, válido até abril, o patrocinador liberou o Corinthians para ter parceiros ligados a instituições financeiras que trabalhem com produtos que não são alvos do acordo com ela. Por exemplo, a venda de seguro ou cartões de crédito e débito com a marca do clube, mas administrados por outra empresa, poderia ser feita.  Porém, segundo o dirigente, agora ela tenta retomar o veto.

O diretor não revelou números, mas o blog apurou que a negociação começou com o banco querendo pagar um valor mensal menor em relação ao atual, enquanto o Corinthians queria uma quantia maior.

A Caixa não fala sobre negociações em andamento.

Conselho votará se autoriza Corinthians a aumentar prazo de financiamento

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Novo acordo encaminhado pela diretoria do Corinthians com a Caixa para prorrogar o financiamento de R$ 400 milhões para bancar parte da arena corintiana gera polêmica no clube e deverá ser analisado pelo Conselho Deliberativo.

Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do órgão, fez um aditivo na convocação da reunião do próximo dia 30 para que os conselheiros aprovem ou não o trato que prorroga de 12 para 20 anos o prazo de pagamento da dívida com a Caixa, intermediária do empréstimo feito pelo BNDS. A reengenharia financeira aumentará o débito por causa dos juros. Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, o montante passaria de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões. Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, discorda desse cálculo, mas não fala sobre os novos valores. O pagamento mensal deve cair de cerca de R$ 5 milhões para aproximadamente R$ 3 milhões.

Além de avaliarem que o acordo apalavrado, mas ainda não formalizado segundo Piovezan, pode ser lesivo aos cofres alvinegros, conselheiros protestam contra o fato de a dívida invadir novas gestões. O Profut, lei que refinanciou débitos fiscais dos clubes permite o comprometimento de receitas futuras em até 30% da arrecadação do primeiro ano da administração seguinte ou para a diminuição do endividamento. Em outros casos, o comprometimento é considerado gestão temerária. O Corinthians aderiu ao Profut.

“Pelo estatuto, o aditamento no contrato não teria obrigatoriamente que passar pelo conselho, mas pela relevância do tema e por quanto ele pode impactar nas finanças do clube, concluí que precisamos analisar o acordo e autorizar ou não sua assinatura”, afirmou Strenger ao blog.

Por sua vez, Piovezan disse que não poderia comentar modificação no contrato já que ela ainda não está formalizada.

Segundo Strenger, estatutariamente, a diretoria tem a obrigação de aprovar a mudança contratual no Cori (Conselho de Orientação).

Inicialmente, o tema central da reunião de 30 de janeiro seria a análise das contas de 2016.

Corinthians termina reunião com Caixa sem assinar acordo sobre dívida

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Nesta quinta, nova reunião com a Caixa terminou sem acordo definitivo sobre as mudanças que o Corinthians pede nos pagamentos das prestações do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio de sua patrocinadora, segundo Emerson Piovezan, diretor financeiro do clube.

Inicialmente, em setembro do ano passado, o alvinegro pediu uma nova carência de 17 meses para pagar a dívida, alegando que teve prazo inferior em relação a outros estádios usados na Copa do Mundo. Recentemente, o clube passou a pleitear uma mudança no plano de negócios da arena para poder vender camarotes abaixo dos preços mínimos estipulados atualmente. Assim, acredita que conseguirá desencalhar os espaços mais nobres do estádio e agilizar a quitação do débito.

No caso da carência, o BNDES também precisa dar seu aval.

Apesar de o martelo não ter sido batido, o clima no clube é de otimismo em relação a ter sua proposta atendida pelo banco.

Desde maio, com dificuldades financeiras para honrar o compromisso, o Corinthians paga apenas os juros do débito com o consentimento da Caixa.