Arquivo da categoria: Caixa

Ao presidente da Caixa, conselheiros dizem que devolver arena pode ser bom

Leia o post original por Perrone

Um grupo de conselheiros corintianos postou nas redes sociais neste sábado (1°) resposta ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. No dia anterior, ele brincou com um torcedor ameaçando tirar o estádio do alvinegro por falta de pagamento.

“Quanto as ameaças de que vamos ficar sem estádio, feitas por vossa senhoria , tenha certeza que isso para nosso grupo e para grande parte dos corinthianos não é uma ameaça; para nós pode ser a solução”, diz o texto assinado pelos conselheiros Fran Papaiordanou e Émerson Piovesan (ex-diretor financeiro do clube) e por grupos que apoiam Paulo Garcia. O empresário deve ser candidato à presidência do alvinegro em novembro.

Outro trecho da resposta diz:  “devolvendo também com bom humor, gostaria de saber o que o senhor faria com o estádio, pois o Corinthians com certeza terá onde jogar e saberá onde investir a arrecadação da bilheteria que hoje não nos cabe!”.

A carta ainda traz críticas aos gestores do clube que cuidaram do estádio até aqui, todos ligados ao grupo do atual presidente, Andrés Sanchez.

“Como o Corinthians não respondeu, resolvemos responder”, afirmou Fran ao blog.

A brincadeira do presidente da Caixa foi feita após entrevista em evento em Bagé e foi registrada pela TV Brasil.

“Vai ficar sem estádio, hein. Fica esperto aí, hein? Se não pagar, a gente tira, hein? Mengão vai jogar em São Paulo. Se pagar, ok. Se não pagar, não. Não tem mais aquela maluquice, não. É de todos os brasileiros. Fica esperto aí”, disse Guimarães para um torcedor corintiano.

No ano passado, o banco entrou com ação na Justiça alegando inadimplência do Corinthians em parcelas do financiamento junto ao BNDES feito por meio da Caixa. O processo foi suspenso seguidas vezes para as partes tentarem um acordo que ainda não foi sacramentado.

Abaixo, leia na íntegra a resposta dos conselheiros corintianos.

“Quanto à brincadeira e a ameaça pública ao Corinthians de que vamos perder o estádio, com todo respeito que tenho ao senhor Presidente da Caixa, quero dizer que o Corinthians é bem maior do que o senhor conhece. Também dizer que somos vítimas, como instituição, de todo processo de negociação feito entre as partes que fizeram essa lambança financeira, inclusive com a participação de seus antecessores, colocando o nome do clube nas páginas policiais e na Lava Jato, e assim, manchando a história de nosso respeitado e glorioso clube.

Também cabe dizer que essas pessoas que pelo Corinthians negociaram, algumas delas, nem corinthianas são; alguns já saíram e deixaram essa situação difícil para nossa instituição. Porém, não sei se o senhor tem conhecimento, nosso clube terá eleições no próximo mês de novembro e deve mudar de direção e filosofia. Caso nosso grupo ganhe as eleições tenha certeza de que vai lidar e tratar com gente séria, profissional e que terá como prioridade única os interesses do clube . Quanto as ameaças de que vamos ficar sem estádio, feito por vossa senhoria, tenha certeza que isso para nosso grupo e para grande parte dos corinthianos não é uma ameaça; para nós pode ser a solução.

Devolvendo também com bom humor, gostaria de saber o que o senhor faria com o estádio, pois o Corinthians com certeza terá onde jogar e saberá onde investir a arrecadação da bilheteria que hoje não nos cabe!”.

Francisco Papaiordanou Jr (conselheiro vitalício )
Émerson Piovesan
(Conselheiro vitalício )
Grupos que apoiam Paulo Garcia e assinam
Grupo de conselheiros Chapa 11
Fiéis Escudeiros (25 conselheiros)
Grupo de conselheiros chapa 25
Mosqueteiros (25 conselheiros)

Corinthians usa conselho para tentar derrubar multa imposta pela Caixa

Leia o post original por Perrone

O Corinthians usa seu Conselho Deliberativo como escudo para tentar dobrar a Caixa Econômica Federal (CEF) em busca de acordo para a execução judicial proposta pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Os representantes da agremiação argumentam que não podem aceitar um acordo no qual o alvinegro tenha que pagar multa por inadimplência porque os conselheiros não irão aprovar a medida.

A diretoria se comprometeu a pedir aprovação do conselho antes de tomar decisões relativas a seu estádio. Na ação de execução, a instituição financeira cobra da Arena Itaquera S/A, ligada ao clube e ao grupo Odebrecht, cerca de R$ 536 milhões.

Por conta de atrasos em parcelas, a Caixa exerceu cláusula que previa que ela poderia exigir o pagamento antecipado da dívida, com juros e multa, em caso de inadimplência. O dinheiro é referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES pela CEF para ajudar bancar as obras da Arena Corinthians. O cálculo teve como base a dívida em 22 de agosto, data em que a ação foi proposta.

Durante as negociações com o banco, o clube afirmou que a direção tem a informação de que os conselheiros não vão aprovar um trato no qual o alvinegro tenha que pagar multa. Isso pelo entendimento de que a partir do momento em que há um acordo as duas partes devem ceder e que não faria sentido manter uma punição financeira em caso de pacto. Até agora a tese não colou.

Além da redução do valor cobrado, o Corinthians fez uma proposta para a Caixa com novas quantias mensais a serem pagas pela Arena Itaquera e um novo prazo. Os detalhes são mantidos em sigilo. Para negociarem, as partes pediram a suspensão do processo duas vezes. Primeiro, no final de outubro, por 30 dias. No mês passado novo pedido foi feito para prorrogar a suspensão da execução por mais 60 dias.

Sem acordo entre Corinthians e Caixa sobre juros, perito deve ser acionado

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Corinthians mantém discurso de otimismo sobre às negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para um acordo em relação à execução judicial movida pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Porém, ainda estão em aberto pontos cruciais, como cobrança de juros e multa por inadimplência.

As partes discutem a possibilidade de acionar um perito para analisar os juros cobrados até aqui e elaborar um parecer indicando qual valor deve ser estabelecido em seu entender. Essa é uma discussão que precede a ação judicial. Os corintianos já tentavam reduzir as taxas, o que a CEF rejeita.

Em outra divergência, o banco não recua de sua posição de cobrar cerca de R$ 536 milhões, quantia exigida na Justiça. Alegando inadimplência por pare da Arena Itaquera, a Caixa executou o valor total da dívida contando penalidades referentes a atrasos. O débito se refere ao empréstimo de R$ 400 milhões feitos junto ao BNDES por intermédio da CEF para bancar parte da construção da casa corintiana.

O  Arena Fundo de Investimento Imobiliário, dono da Arena Itaquera S/A, criada para colocar o projeto do estádio de pé, insiste para que no novo acordo seja levado em conta o que já foi pago até aqui. O fundo tem Corinthians e Odebrecht como acionistas.

No Parque São Jorge o entendimento é que, mesmo com discussões importantes ainda em andamento, há praticamente um consenso sobre o valor anual que será pago a partir do momento em que o trato for fechado. A quantia é mantida em sigilo. O prazo para a dívida ser quitada será maior ou menor dependendo do montante final ajustado.

Para ganharem tempo na costura de um  acordo, as partes envolvidas na disputa pediram no final de outubro a suspensão do processo por 30 dias e foram atendidas pela Justiça.

Análise: dura, Caixa impõe nova ordem em relação com Corinthians

Leia o post original por Perrone

Com o processo de execução que move contra a Arena Itaquera S/A, empresa ligada a Corinthians e Odebrecht, a Caixa Econômica impõe à diretoria alvinegra um novo ritmo na relação entre ambos. A mensagem é dura e direta. O clube não tem o poder de realizar exigências que não estejam no contrato. E o banco não se considera obrigado a fazer concessões para adequar o pagamento conforme os interesses do alvinegro.

Ao ir à Justiça, a nova diretoria da Caixa marcou posição. Não que na opinião deste blogueiro o clube do ex-deputado petista Andrés Sanchez tivesse privilégios. Mas o novo comando do banco decidiu mostrar uma postura dura: o contrato tem que ser cumprido, ainda que uma batalha judicial precise ser travada.

As atitudes jurídicas da instituição financeira sufocam o discurso empoderado de Andrés Sanchez, que recentemente disse que vai ter acordo, mas do jeito que o Corinthians quer. A Caixa deixou claro que aceita negociar, porém usando sua força de credora.

O que se vê atualmente é um jogo de xadrez e diplomacia nas tratativas por uma conciliação, mas paralelamente acontece a disputa na Justiça. Na opinião deste blogueiro, este cenário indica que será muito mais difícil para o Corinthians impor sua vontade do que seu presidente tenta fazer parecer.

Corinthians mira redução de juros sem alongar demais prazo para pagar Caixa

Leia o post original por Perrone

Juros mais baixos do que os cobrados atualmente, mas que não impliquem num grande aumento no prazo de pagamento da dívida. Essa é uma das questões que o Corinthians tenta solucionar para apresentar uma proposta de acordo com a Caixa. Enquanto os corintianos tentam formular uma oferta, o processo de execução do banco contra a Arena Itaquera S/A segue e já teve pedido de bloqueio das contas da empresa, ligada ao clube e à Odebrecht.

Pelo contrato atual referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito pela Caixa junto ao BNDES para ajudar a pagar a construção do estádio alvinegro, os juros cobrados são de aproximadamente 9% ao ano, mas sobem para 12,68% anuais em caso de inadimplência, como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos.

O cálculo da diretoria corintiana é de que uma fórmula interessante seja a que permita o pagamento do débito com o banco estatal em até cerca de 12 anos a partir de agora. Essa projeção é feita com base no acordo discutido, mas não assinado com a Caixa e que previa parcelas de cerca de R$ 2,5 milhões entre novembro e fevereiro. No restante do ano seriam prestações de aproximadamente R$ 8 milhões. Assim, seriam pagos por volta de R$ 58 milhões anualmente.

Otimista após o primeiro encontro entre representantes do banco e da agremiação na última terça (1º), a direção corintiana avalia ser possível uma renegociação do financiamento perto desses moldes. A diminuição das parcelas nos meses de movimento menor em seu estádio é a prioridade do clube.

A Caixa alega que não foram pagas prestações entre março e agosto até a execução. Apontando cláusulas contratuais, pediu na Justiça a quitação antecipada da dívida, calculada pelos advogados do banco em R$ 536 milhões. Porém, nesse valor, há inclusão de multas.

Diante do pedido de bloqueio das contas da Arena Itaquera serão apresentados embargos declaratórios. Apesar do avanço da execução judicial, os representantes do Corinthians viram boa vontade da Caixa em negociar no primeiro encontro entre as partes.

Corinthians vê boa vontade da Caixa após reunião por conciliação

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Corinthians ficou otimista em relação às chances de um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF) depois da primeira reunião com o banco na tentativa de reconciliação. A instituição financeira executou judicialmente a Arena Itaquera S/A para receber antecipadamente pagamento de dívida de R$ 536 milhões. A empresa é ligada ao cube e à Odebrecht. O débito se refere ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da CEF para bancar parte das despesas da construção do estádio alvinegro.

Na avaliação da diretoria corintiana, na reunião desta terça (1º), representantes da Caixa demonstraram boa vontade em negociar uma nova forma de pagamento por parte do clube, evitando a continuidade da execução. Andrés Sanchez não participou da conversa em Brasília. O clube optou por enviar funcionários e deu tom mais técnico à discussão.

No encontro, o Corinthians reforçou que entende ser necessário um novo fluxo de pagamento para a Arena Itaquera S/A conseguir honrar as obrigações. A expectativa é de que o banco aceita algo semelhante ao acordo que avançou, mas não foi assinado e previa pagamentos inferiores nos meses de menos movimento no estádio. Entre novembro e fevereiro, seriam pagos cerca de R$ 3,5 milhões mensais. Nos demais meses, a prestação seria de aproximadamente R$ 6 milhões.

O entendimento no clube é de que uma arrastada briga na Justiça também não é de interesse da Caixa, o que reforça o otimismo em relação a um eventual acordo. Ainda não foi definida a data de uma nova reunião. A ideia é que o Corinthians monte uma proposta antes. Porém, enquanto isso, a Arena Itaquera S/A, com intensa participação do departamento jurídico alvinegro, seguirá sua defesa na ação de execução.

Procurado, o departamento financeiro corintiano não quis se pronunciar sobre o assunto. Já a assessoria de imprensa da CEF não respondeu ao questionamento feito pelo blog nesta segunda sobre o encontro até a publicação deste post.

Sob pressão, Andrés aceita levar presidente do conselho à reunião com Caixa

Leia o post original por Perrone

Em sessão do Conselho Deliberativo do Corinthians na última segunda (30), Andrés Sanchez se comprometeu a levar o presidente do órgão, Antônio Goulart dos Reis a uma ou mais reuniões que mantiver com a Caixa por um acordo em relação à execução judicial movida pelo banco contra a Arena Itquera S/A, ligada ao clube e a Odebrecht.

O cartola alvinegro vinha sendo pressionado por conselheiros a autorizar a participação de Goluart nas tratativas como representante do conselho. Há um clima de desconfiança entre os opositores após relatos de Sanchez sobre assuntos relacionados à arena terem sido desmentidos por fatos recentes. Além disso, o dirigente foi lembrado de um antigo acordo para que nada seja assinado em relação ao estádio corintiano sem aprovação do conselho.

Apesar de opositores terem comemorado o anúncio de Andrés como uma vitória política, Goulart é alinhado com o presidente da agremiação, além de ser aliado de Paulo Garcia, segundo colocado na última eleição corintiana.

Entre os principais fatos que geram desconfianças em relação a Andrés estão as declarações dele de  que o clube tinha um acordo com Caixa que reduzia de novembro a fevereiro as prestações pelo financiamento de R$ 400 milhões feito por ela junto ao BNDES para bancar parte dos custos da construção da arena e que após um trato o clube nada mais devia para a Odebrecht.

Na reunião de segunda, o presidente corintiano afirmou que se expressou mal nas duas declarações. Ele afirmou que o pacto com o banco estatal não chegou a ser assinado, mas, mesmo assim, o clube pagou novos valores, como havia mostrado o blog. A Caixa aponta seis meses de atraso em 2019 até agosto, enquanto Andrés fala em duas prestações atrasadas. Por considerar o contrato descumprido, a credora optou pela execução exigindo o pagamento antecipado de R$ 536 milhões.

Segundo a Folha de S. Paulo, diretores de Corinthians e Caixa se reúnem nesta terça em São Paulo sem a presença de seus presidentes para iniciarem uma tentativa de acordo. Goulart só participará quando Andrés entrar em ação. Indagada desde a última sexta (27) pelo blog sobre se reunir com o clube, a instituição financeira não respondeu até a publicação deste post.

Sobre ter dito que o alvinegro nada mais devia para a Odebrecht, Andrés afirmou ao conselho que se referia à Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), não falava da Odebrecht Participações e Investimentos (OPI). O Corinthians se comprometeu a pagar uma parte do que essa empresa deve para a Caixa por conta de empréstimos feitos também para ajudar nos custos da construção. Como mostrou o blog, o clube ficou de quitar 25% do que a OPI dever para o banco. Não é possível calcular o valor neste momento, mas a expectativa é de que a quantia não ultrapasse R$ 160 milhões.

Pressionado, Andrés se explica para grupo de conselheiros antes de reunião

Leia o post original por Perrone

Nesta sexta (27), Andrés Sanchez se reuniu com conselheiros de diferentes correntes políticas do Corinthians e deu explicações sobre o acordo feito com a Odebrecht e a execução de dívida realizada pela Caixa em relação à Arena Itaquera S/A, vinculada ao clube e à construtora. Para pelo menos parte dos mais de dez participantes do encontro, tratou-se de uma prévia da sessão do Conselho Deliberativo marcada para a próxima segunda. Nela o presidente corintiano será sabatinado sobre os dois temas em meio a uma série de críticas feitas pela oposição.

Quatro dos presentes à reunião de sexta disseram ao blog terem saído do Parque São Jorge convictos de que Andrés tentou usar o encontro para diminuir o tom bélico que envolve o evento do conselho na segunda. O entendimento é de que com diálogo, explicações e exibindo documentos, o cartola pretendia acalmar os ânimos e começar a convencer conselheiros de que nada fez de errado. O quarteto, porém, mantém as críticas que tinha antes. Alguns dos participantes se sentiram desconfortáveis por fazerem parte de um grupo privilegiado que teve a oportunidade de questionar o presidente antes dos demais.

Setores da oposição acusam Sanchez de ter mentido ao dizer que o clube nada devia para Caixa, sendo que depois houve a execução. Essa cobrança foi feita na sexta-feira. O presidente manteve o posicionamento de que não mentiu.

Conselheiros que conversaram com o blog sobre o encontro afirmaram terem sido chamados pelo presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Goulart dos Reis, que não respondeu mensagem enviada pelo blog sobre o assunto até a publicação deste post.

Foram chamados para a conversa membros de comissões do Conselho responsáveis por temas específicos (arena e finanças, por exemplo). Também esteve presente Paulo Garcia, segundo colocado na última eleição no clube, mas que não faz parte desses grupos de trabalho. Andrés não fala com o blog, por isso foi impossível ouvi-lo  sobre seus objetivos com a conversa.

Como Andrés será cobrado em reunião sobre Caixa e Odebrecht

Leia o post original por Perrone

A proximidade com a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, marcada para a diretoria prestar esclarecimentos relativos à arena do clube, na próxima segunda (30), gera intensa movimentação dos grupos de oposição no Parque São Jorge. Conselheiros se preparam para sabatinar o presidente Andrés Sanchez sobre a execução de cerca R$ 536 milhões feita pela Caixa contra a Arena Itaquera S/A e o acordo com a Odebrecht relativo à operação para a construção das obras do estádio alvinegro. Veja abaixo os principais questionamentos que os opositores pretendem fazer.

 

1 – Por que a diretoria e Andrés disseram que os pagamentos estavam em dia, mas depois admitiram atraso?

Opositores acusam o presidente alvinegro de ter mentido para o conselho ao dizer que estava pagando em dia para a Caixa as prestações referentes ao financiamento de R$ 400 milhões feito pelo banco junto ao BNDES para ajudar a custear as obras da arena. Depois de a execução ser noticiada, o cartola admitiu haver dois meses de atraso levando-se em conta acordo que julgava válido, apesar de não estar assinado. Sem o trato, ele admite débito desde abril.

Por sua vez, a Caixa alega que não foram pagas as prestações de março a agosto (até a execução). Para a oposição, se for comprovado que o dirigente não passou as informações corretas ao conselheiros, medidas punitivas contra ele poderão ser pedidas. Ainda há estudo sobre qual seria a punição cabível. Andrés nega ter mentido para o conselho.

2 – Quais documentos o clube possui para provar que houve acordo entabulado com a Caixa?

Andrés sustenta que o trato com a Caixa para pagar prestações entre novembro e fevereiro por um valor menor estava acertado verbalmente, mas por conta de trâmites burocráticos no banco, incluindo troca de diretoria, não foi assinado. Na notificação extrajudicial enviada ao clube, a Caixa confirma a existência de tratativas para o acordo, mas sustenta que ele não foi assinado porque o fundo responsável pela arena deixou de entregar documentos necessários.

Opositores querem que Andrés mostre atas de eventuais reuniões com a Caixa e relatórios do departamento jurídico do clube sobre as tratativas. Consideram que se não existirem tais documentos pode ter havido negligência por parte da diretoria. Afirmam que documentos relativos á tentativa de acordo são fundamentais para o alvinegro trabalhar na defesa da Arena Itaquera S/A, beneficiária do empréstimo e controlada pelo fundo, que tem Corinthians e Odebrecht como cotistas.

3 – Por que não foi possível pagar em dia todas as parcelas deste ano? A conta não fecha?

Opositores avaliam ser extremamente preocupante o fato de não ter sido possível pagar em dia as parcelas, apesar do cálculo com descontos em janeiro e fevereiro. Isso mesmo como o time sendo campeão paulista e chegando às semifinais da Sul-Americana garantindo boas rendas nas duas competições. Se nem assim foi possível honrar o compromisso, como a dívida vai ser paga? Querem que Andrés responda à essa pergunta.

4 – O Corinthians ainda deve ou não para a Odebrecht?

Em entrevista coletiva, Andrés disse que fez acordo com a construtora e que, desde então, só deve para a Caixa em relação à construção do estádio. Porém, em nota oficial, a empresa disse que foi assinado termo de quitação da dívida entre Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e Corinthians sobre as obras da arena. No entanto, afirmou que foi assinado um “memorando de entendimentos” que “define os termos para solucionar a dívida do projeto arena junto a Odebrecht Participações e Investimentos (OPI)”.

Os conselheiros ressaltam que, no caso da OPI, a empresa não confirmou quitação da dívida, mas falou em definição sobre como ela vai ser paga. Por isso, querem que o Andrés esclareça a situação e suspeitam que o presidente não foi claro como deveria em sua manifestação anterior. Conforme apurou o blog, ficou acordado que o Corinthians pagará 25% do que a OPI ainda dever para o banco estatal por conta de empréstimos feitos para bancar parte da obra.

Segundo aliados do presidente corintiano, como o clube fará pagamentos diretamente para a Caixa, ele não mentiu ao dizer que só deve para o banco em relação à operação para a construção do estádio.

5 – Quais são os números oficiais referentes à dívida e  às despesas de manutenção da arena?

Membros da oposição querem que o presidente corintiano apresente extratos mostrando qual a dívida oficial em relação ao projeto neste momento e também comprovando os custos mensais provocados pela operação do estádio. Sanchez costuma dizer que exibiu todos os dados solicitados pelos conselheiros.

Andrés não fala com o blog, por isso não foi possível ouvi-lo sobre o assunto.

 

 

Serasa informa à Justiça que já incluiu Arena Itaquera S/A em seu cadastro

Leia o post original por Perrone

O SerasaJud, sistema jurídico do Serasa, informou à Justiça Federal que já cumpriu sua determinação e incluiu a Arena Itaquera S/A em seu cadastro de inadimplentes. A inclusão havia sido pedida pela Caixa na ação em que o banco executa dívida referente ao empréstimo de R$ 400 milhões que intermediou junto ao BNDES para ajudar a tocar a obra da Arena Corinthians.

A informação de que a inclusão foi concluída já foi anexada ao processo. A decisão da Justiça fora tomada no último dia 27, quando  o juiz Victorio Giuzio Neto deferiu pedido da Caixa para que a empresa fosse notificada para quitar o débito de cerca de R$ 536 milhões em até três dias e acatou o pedido de enviar o nome da Arena Itaquera S/A para o SerasaJud. A cobrança da dívida total antecipadamente foi feita porque a Caixa alega atraso no pagamento de seis parcelas em 2019.

A Arena Itaquera S/A, beneficiária do financiamento, foi criada para viabilizar o projeto do estádio corintiano. Ela é ligada ao Corinthians e à construtora Odebrecht por meio do Arena Fundo de Investimento Imboliário, que a controla.

O SerasaJud tem os mesmos efeitos do Serasa tradicional, mas foi criado para facilitar a notificações da Justiça a empresas cobradas. Conforme mostrou o Blog do Rodrigo Mattos as consequências da inclusão são mais em termos de imagem do que práticos. A empresa passa a sofrer restrições de crédito, mas quem toca a operação do estádio é o clube. Em condições normais, a Arena Itaquera S/A não precisa fazer operações de crédito.