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Denis pegou muito, mas não conseguiu parar o Grêmio

Leia o post original por Antero Greco

O goleiro Denis fez o possível. E um pouquinho do impossível também na Arena do Grêmio. Foi um verdadeiro bombardeio sobre a defesa do São Paulo: chutes de todos os lugares, principalmente de fora da área. No fim, vitória justíssima dos gaúchos por 1 a 0 – agora o Grêmio tem 30 pontos, como o Corinthians, e está a apenas dois pontos do líder Palmeiras.

O resultado poderia ser mais elástico, porque o Grêmio jogou sozinho em seu campo. O adversário praticamente não existiu. O time de Edgardo Bauza foi um arremedo, sem criatividade e sem o menor poder ofensivo. O meio campo com Thiago Mendes, Wesley, Cueva e Michel Bastos não incomodou os gremistas; Centuriòn e Gilberto não deram trabalho a Pedro Geromel e companhia.

A grande verdade é que o São Paulo sem Calleri e Paulo Henrique Ganso virou presa fácil para Grêmio, de Roger Machado. Ficou claro que o técnico gaúcho colocou o time para bater a gol de qualquer distância. Municiados por Douglas, os atacantes Negueba e Miller Bolaños infernizaram a vida de Denis.

A cena se repetiu exaustivamente, até que aos 7 minutos do segundo tempo Maicon se livrou da marcação e bateu cruzado. Mais uma vez Denis se esticou e fez uma defesa dificílima, mas a defesa tricolor não chegou para apanhar o rebote e o meia Douglas apareceu para fazer o gol da vitória gremista.

Foi o quarto gol de Douglas, responsável por ditar o ritmo de sua equipe. As coisas ficaram ainda mais fáceis quando o chileno Mena foi expulso, após receber o segundo cartão amarelo. Novas chances surgiram e outros gols não saíram porque o goleiro são-paulino esteve atento e quando foi batido, o lateral Bruno apareceu para salvar, já nos descontos.

O que ficou evidenciado neste jogo de Porto Alegre é que o Grêmio está na luta pelo título e o São Paulo na briga para não ser apenas figurante da competição.

Fim de sonho. Agora, o SP se preocupa com o Corinthians

Leia o post original por Antero Greco

Dois nomes que a torcida são-paulina não vai esquecer tão facilmente: Borja e Polic. Por causa deles, o time tricolor não teve a mínima chance de bater o Atlético Nacional e sair de Medellín com a vaga para a finalíssima da Taça Libertadores.

Os colombianos venceram por 2 a 1 e provaram que são mesmo melhores que a equipe de Edgardo Bauza.

O atacante Borja é rápido, certeiro em suas finalizações e parece que gosta muito de fazer gols no São Paulo. Tanto que, em apenas duas partidas, marcou quatro vezes.

Já o árbitro chileno Patrício Polic, que é professor de Educação Física e técnico de handebol, ajudou a estragar a noite tricolor no estádio Atanasio Girardot. Ele não atendeu a reclamações de jogadores do São Paulo e não considerou pênalti de Bocanegra em Hudson, quando o jogo ainda estava no primeiro tempo e o placar era de 1 a 1. E deu pênalti de Carlinhos que originou o segundo gol.

Foi um primeiro tempo muito igual. Os dois times tiveram algumas chances, com seus dois atacantes goleadores: Calleri pelo São Paulo e Borja pelos colombianos.

O São Paulo voltou do intervalo com muita vontade, com Calleri partindo para todas as divididas e aos dez minutos o técnico Edgardo Bauza jogou a cartada definitiva ao colocar Alan Kardec no lugar de Hudson. Ele queria time ofensivo, mas o plano não funcionou. Quem teve as maiores chances foi o Atlético Nacional, com Borja exigindo grande defesa de Denis e Mejia perdendo gol certo, quando Bruno apareceu para salvar o segundo gol adversário.

A tensão estava alta em campo e aos 32 minutos, em um cruzamento da direita, a bola bateu no braço do lateral Carlinhos. Polic assinalou o pênalti. Borja, claro, cobrou e fez 2 a 1. Os jogadores tricolores ficaram ainda mais nervosos, reclamaram, aplaudiram ironicamente o juiz e no fim da confusão Wesley e Lugano estavam expulsos.

Agora, o Atlético Nacional vai decidir a Libertadores, enquanto o São Paulo volta para sua crise no Morumbi. E domingo tem clássico com o Corinthians.

Mesmo eliminado, São Paulo merece aplausos de sua torcida

Leia o post original por Perrone

Com a derrota por 2 a 1 para o Atlético Nacional, na Colômbia, o São Paulo foi eliminado da Libertadores nesta quarta nas semifinais, fase na qual parecia ser incapaz de chegar. Depois de começar o ano sofrendo com salários atrasados, vestiário rachado, irritação da torcida, acusações de corpo mole e até dando vexame ao perder para o boliviano The Strongest em casa, a equipe de Edgardo Bauza deu a volta por cima. Com garra, aplicação tática e boas atuações individuais, principalmente de Michel Bastos, Paulo Henrique Ganso e Calleri, os tricolores conquistaram o direito de sonhar com o título.

Porém, nas semifinais, o clube brasileiro, sem Ganso, lesionado, foi inferior ao Atlético nos dois jogos, e ainda ficou no prejuízo na primeira partida pela expulsão infantil de Maicon. A diferença entre os adversários foi grande. Ficou a impressão de que mesmo sem o cartão vermelho de Maicon no Morumbi não daria para o clube brasileiro.

Por tudo que superou durante a campanha, o elenco são-paulino merece aplausos de sua torcida e apoio para continuidade da temporada, que não promete ser menos dura do que foi a trajetória no torneio continental. Ainda mais se for repetido o descontrole de alguns jogadores, principalmente Lugano e Wesley, ao final da partida na Colômbia. O pênalti não marcado pelo juiz e um suposto erro na expulsão do zagueiro não justificam o destempero tricolor.

São Paulo caiu na real, faltou elenco

Leia o post original por Fernando Sampaio

rib_8883Dia 20 de maio, quando a semi foi definida, postei: “Atlético Nacional é favorito na semifinal”.

Pesquise no Blog.

Os torcedores irracionais ficaram malucos.

Hoje, acho que mudaram de ideia.

Os colombianos haviam mostrado mais futebol até aquele momento. O time é forte, bem treinado, rápido, perigoso. Reinaldo Rueda é escola Osório. Defesa avançada, ataca a bola, passe com qualidade. O atual elenco do São Paulo nunca me convenceu. É mais fraco do que 2015. Bauza até fez um bom trabalho, montou um time competitivo, dentro do possível.

Semifinal foi além da expectativa.

Ganso, Kelvin e até Centurión fizeram muita falta. Justamente pela falta de elenco.  Sem Ganso o time perdeu a criação. Ficou sem a assistência. Kelvin estava numa boa fase. Wesley é fraco. Ytalo incógnita. O banco de reservas era de chorar. Coitado do Bauza. O Atlético Nacional marcou com facilidade no primeiro tempo. Só Calleri ou Michel Bastos poderiam levar algum perigo ao Armani. Depois, Kardec deu alguma esperança na bola aérea. Nada suficiente para uma boa vitória.

O jogo tinha tudo pra terminar 0x0 até que Maicon fez a sua lambança. O zagueiro jamais poderia ter empurrado a cabeça do Borja. Arriscou, dançou. Se fosse o Lucão… Sorte que o garoto já está na Europa. Mauro Vigliano foi bem na partida mas pisou na expulsão. Não era para vermelho, ainda mais num jogo pegado de Libertadores. Até aí tudo bem, mas Maicon teve muito mais culpa que o árbitro argentino.

Postei outro dia sobre a compra do Maicon.

Pesquise no Blog.

Continuo pensando da mesma forma. Pelo momento, a negociação envolveu muito mais paixão que razão. A falta de elenco também contou na transação. Por isso pagaram tão caro. Lugano está mais para treinador que jogador, Caio sozinho seria desastre. Zaga com Denis, Bruno e Mena não é fácil. Os garotos da base tem qualidade, mas precisam de amadurecimento.

Agora é cair na real e trabalhar para voltar à Libertadores.

No início do ano, olhando o elenco, eu dizia que não voltaria pelo G-4.

Continuo achando que não, embora torcendo para que sim.

Pena que torcida não adianta, bom mesmo é ter elenco forte e equilibrado.

 

 

 

São Paulo comemora, Flamengo lamenta

Leia o post original por Fernando Sampaio

BRASILIA - DF - 19/06/2016 - BRASILEIRO A 2016/FLAMENGO X SAO PAULO - Calleri do Sao Paulo comemora o primeiro gol do Sao Paulo contra o Flamengo durante partida pelo Campeonato Brasileiro Serie A 2016 no estadio Mane Garrincha. Foto: Andre Borges/AGIF

O São Paulo arrancou um bom empate em Brasília.

Pelas circunstâncias foi comemorado como vitória.

Para o Flamengo foi derrota.

O Rubro Negro desperdiçou um pênalti no último minuto.

Calleri fez a diferença, pelo bem e pelo mal. O argentino fez os dois gols do São Paulo, jogou bem, infernizou a defesa do Mengão, levou um amarelo merecido, o segundo foi viadagem típica da arbitragem brasileira. Pela súmula do próprio Elmo Resende a reclamação do argentino não seria motivo para cartão.

Os dois times terminam a rodada empatados em pontos.

 

Foto André Borges

 

Calleri, artilheiro cabeça quente

Leia o post original por Antero Greco

O que se pode dizer de Jonathan Calleri? A cada dois jogos, marca um gol. Ganha quase toda as divididas, é jovem promissora e vai deixando o nome na história do São Paulo, mesmo que fique só até o final da Libertadores.

Neste domingo, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o argentino confirmou outra característica de sua personalidade futebolística: fala demais, reclama na hora errada. Por isso, foi expulso bestamente, deixou os companheiros em desvantagem durante metade do segundo tempo. A partida terminou no empate por 2 a 2 porque nos descontos Alan Patrick mandou pênalti para as nuvens.

E o que Calleri fez até receber o segundo cartão amarelo por reclamação contra o árbitro Elmo Resende? Até ser expulso, tinha sido o algoz de um Flamengo melhor distribuído em campo, que teve mais posse de bola,  escanteios e chances, e que tinha parado em grandes defesas de Denis inspirado.

Mas Calleri cumpriu a sina de goleador. Aos 12 minutos,  depois de uma pressão intensa dos adversários, surgiu na cara de Alex Muralha.  Recebeu passe perfeito de Ganso, que, com apenas um toque na bola, armou contragolpe mortal. Está certo que o argentino se chocou com Márcio Araújo, mas o árbitro não viu a falta no início da jogada: 1 a 0 para o São Paulo. O Fla não se abalou e empatou com gol contra de Rodrigo Caio. 

No começo do segundo tempo, outro passe de cinema: desta vez no cruzamento de Kelvin. Quem estava na área para cabecear? Calleri, é claro. São Paulo novamente na frente no marcador.  Mas o Flamengo continuava a jogar melhor e empatou com William Aarão. 

Calleri faria mais gols? Colocaria o São Paulo de novo na dianteira? Não,  ele iria  discutir com o juiz duas vezes, em lances, inconsequentes, tomaria dois cartões e iria para o chuveiro aos 22 minutos. 

Aí que o São Paulo se retraiu mesmo e viu o Flamengo pressionar, mandar bola na trave e ter a chance definitiva aos 48 minutos, na chance perdida por Alan Patrick.

Além de goleador e cabeça quente, Calleri tem sorte.

(Com participação de Roberto Salim.)

Calleri é pura emoção

Leia o post original por Fernando Sampaio

calleri emocaoFoi uma cena emocionante.

O texto abaixo é lindo, vale a leitura.

http://www.velhocronista.com/ternura-interrompida/

Infelizmente, fico com a parte mais chata desta cena emocionante.

Não poderia passar em branco a discussão do cartão amarelo.

Ouvi gente defendendo que o árbitro, neste caso, não deveria aplicar o cartão. Bobagem. Primeiro você está presumindo que o árbitro sabia da história. Segundo, daqui em diante todos os árbitros deverão saber das histórias extra campo. Imagine um jogo internacional, o árbitro estrangeiro terá que saber tudo o que rola com aqueles atletas fora do trabalho. Terceiro, quem julga a emoção? Se foi morte de parente ou amigo vale? E se foi morte de um ídolo?

Fala sério.

 

SP joga para o gasto, vence e sobe

Leia o post original por Antero Greco

Sabe aquele dia em que seu time não joga o fino da bola, mas vence? Pois foi o que aconteceu com o São Paulo. A exibição diante do Vitória não entraria em antologia de shows tricolores. Porém, os 2 a 0 serviram para o gasto e para mais três pontos. Com 13, o time está na parte de cima da classificação do Brasileiro.

Edgardo Bauza mandou a campo a enésima formação diferente desde que chegou ao Morumbi. O argentino preferiu deixar na reserva Michel Bastos, recuperado de contusão, além de Ganso e Rodrigo Caio, que voltaram da fracassada aventura da seleção na Copa América. Mas contou com Calleri no ataque, além de outros titulares.

A equipe não funcionou no primeiro tempo, teve quase um apagão como a luz no estádio. O Vitória se propôs a jogar fechado – e conseguiu. Não deu espaços para os são-paulinos e, em lances esporádicos, até levou alguma preocupação. Se a estratégia era a de garantir empate, a turma de Vagner Mancini seguiu o roteiro à risca.

A vida do São Paulo mudou no segundo tempo, não por acaso quando Bauza colocou Michel Bastos e Ganso em campo, nas vagas de Centurión e Auro. Centurión saiu bravo pra chuchu, e não é dos que se sentem mais confortáveis com a situação. Problema para ele resolver com o treinador.

O São Paulo melhorou, sobretudo com os toques precisos de Ganso, mas encontrava resistência do Vitória e pouco arriscava a gol. Até que, num cruzamento da esquerda, Calleri apareceu para fazer 1 a 0, já perto do encerramento. Comemorou sem camisa, para mostrar camiseta com imagem do amigo recentemente falecido em acidente…. e tomou amarelo. Numa dessas regras absurdas do futebol.

A vantagem desmontou o Vitória. E o segundo gol, de Lugano, veio só para consolidar o resultado. O São Paulo não permitiu que a zebra passeasse, como na partida diante do Atlético-PR, e sobe na tabela. Mais do que isso, acelera o ritmo para a retomada da Libertadores, no mês que vem.

O Vitória patina na parte do meio para baixo da tabela. Bom ficar ligado logo.

São Paulo tropeça mais uma no Morumbi

Leia o post original por Fernando Sampaio

kelvinO São Paulo não jogou mal.

Faltou qualidade técnica.

Ataque com Centurión, Kelvin e Kardec dificulta.

Kelvin está bem no time mas precisa fazer gol. Kardec vive sua pior fase. Centurión é incógnita, ninguém sabe se vingará. Sem Ganso, Michel Bastos e Calleri, sobrou para Maicon fazer o gol. Zagueiro artilheiro.

O Tricolor vacilou.

Levou a virada em casa.

Apesar da derrota, o bom trabalho do Bauza continua evidente.

Bauza não é mágico.

Foto: Marcos Ribolli

Frio em São Paulo. E o Furacão se dá bem

Leia o post original por Antero Greco

Faz um frio do cão em São Paulo nesta semana. Temperaturas baixas e todo mundo encapotado. No Morumbi, então, nem se fala. Por lá a temperatura costuma ser mais baixa do que no restante da cidade. Para jogo no sábado à noite, só valentes se arriscaram a ver o time da casa contra o Atlético-PR.

E quem fez a festa foram os torcedores paranaenses. O Furacão parecia presa fácil para a rapaziada de Edgardo Bauza. Tanto que tomou gol do zagueiro Maicon, novo xodó tricolor. Ele abriu o placar aos 40 minutos e fez a turma descer para o intervalo confiante em vitória que a deixaria grudado no bloco principal. Para reforçar essa sensação, a produção fraca da equipe dirigida por Paulo Autuori.

Na véspera, ele havia prometido que o Atlético iria “propor o jogo”, com o que isso implicasse de riscos. Não foi o que se viu na primeira parte. Na segunda, o panorama mudou – e o Furacão também. Autuori fez algumas mexidas, a principal delas a entrada de Walter, e ocorreu a reviravolta. No sentido literal. O Atlético empatou com Otávio, aos 20, e com Hernani (outro que entrou durante a partida) aos 42. Alcançou o Tricolor no número de pontos; ambos agora estão com dez.

O São Paulo continua bem alterado, por contusões, seleções e até por problemas pessoais. O argentino Calleri deixou o estádio pouco antes do jogo, ao saber da morte de um amigo  na Argentina. Mesmo assim, o time cumpriu o roteiro básico das últimas apresentações, com boa posse de bola e muita finalização. O que não significa boa pontaria. Kardec, na frente, foi apagado, e assim manteve a rotina, apesar dos pedidos por mais chances.

O Atlético-PR não propôs nada, a não ser defender-se e ficar à espreita de contra-ataque, que não veio na etapa inicial. Ao perceber que o bicho não era tão feio do outro lado, animou-se, arriscou mais no segundo tempo e percebeu que subestimava a própria força. Não é que tenha sufocado o São Paulo; porém, teve eficiência nas oportunidades que apareceram.

Tenho afirmado aqui, e repito: este campeonato tende a surpreender a cada rodada. Vai demorar para cravar um bloco de fortes candidatos a levantar a taça. Se isso é bom ou ruim, só o tempo dirá.