Arquivo da categoria: campeã

Evidências

Leia o post original por Rica Perrone

A gente se engana mas no final tudo volta a ficar claro. Nossa relação é intensa, covarde, abusiva. Queremos tudo de ti, damos nada em troca. Sendo você “a” seleção, diria até que somos machistas opressores. Afinal, somos “o” torcedor. Sendo essa gangorra de amor e ódio onde a você só vale a conquista e…

Incontestável

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez você não concorde com a nota da fantasia, ou quem sabe de harmonia.  Pouco importa. A escola de samba campeã deveria ser sempre a escola que mexe com as pessoas e consegue dizer sem um manual o que está passando na avenida.

A Beija Flor proporcionou um dos maiores desfiles dos últimos anos, uma crítica brilhante, bem colocada e que arrastou a multidão num samba antológico.

Os detalhes que separam uma escola do título as vezes são mero medo da Liga de entender que a forma de disputa é um equívoco.  Se você não sabe, vou te contar.

As escolas entram na avenida com 10 e tem que “não errar”.  Elas não buscam pontos, apenas tentam não perde-los. É um erro tremendo, pois se você fizer 20 paradinhas e errar uma vez, perde 1 décimo. A escola que não arriscar nenhuma não errou, e leva 10.

Premia-se o conservadorismo. E então se tem sempre um resultado controverso. Não hoje.

Tanto a campeã quanto a vice mexeram com o público e fizeram duas coisas muito importantes: samba e enredo de fácil leitura.

Quem tá lá não quer olhar no livrinho o que é. Quer olhar, pensar no tema e entender a ala. E as duas fizeram isso brilhantemente.

A Tuiuti é o primeiro jabuti na arvore que subiu sozinho. A ala da discórdia não interfere em avaliação de quesito nenhum, então apenas os 99% de leigos em carnaval do Brasil achavam que isso teria algum reflexo na nota da escola.

Salgueiro, Portela, Mangueira e Mocidade fecham as campeãs. E separadas todas por miséria. Em um quesito a Mocidade foi de campeã pra sexto. Mas é exatamente isso. Um equilibrio separado por detalhes que não saltam aos olhos facilmente.

Poucas vezes concordei tanto com um resultado quanto o deste ano. Inclusive pela queda da Grande Rio, que me surpreendeu pela grife, mas que deu um atestado de confiabilidade ao carnaval diante de um desfile cheio de problemas técnicos.

Parabéns Beija-Flor! Parabéns a todas as campeãs! E viva o carnaval do Rio de Janeiro.

abs,
RicaPerrone

 

A campeã do carnaval 2018

Leia o post original por Rica Perrone

Domingo que vem haverá o desfile formal para o público em geral e jurados.  Talvez eles gostem, talvez não. Pode ser que o merecido título de 2017 venha em 2018 na quarta-feira de cinzas e não descobrindo um erro grotesco pelas justificativas depois.

Pode ser que a gente faça tudo errado no dia. Pode ser que a gente arraste a Sapucaí.

Pode ser.

O que já não pode ser é um fracasso. O que não será é um ano comum. E o que ninguém poderá nos tirar é a conquista do mais importante título do carnaval 2018:  pisar na Sapucaí como Mocidade.

Em 2017 fomos “surpresa”.  Ninguém achou que tão rapidamente viríamos de décimo pra campeão.  Em 2018 entraremos novamente como Mocidade. A favorita.

Foda-se se aumenta a pressão. Nós vivemos de favoritismo. Nós quebramos a banca do carnaval quando as mais tradicionais mandavam sozinhas. Nos revolucionamos, paramos a bateria, demos a ela uma rainha, enfiamos luzes e neon na festa e através do nosso líder criamos Liga, sambódromo, etc.

O carnaval é o que é hoje pela incrível história da Portela, da Mangueira, Estácio, Império, mas com a indispensável grandeza precoce da Mocidade. E quando ela é anunciada e o público não espera a campeã, algo de muito errado acontece.

Eu fui na Vintém. Nunca tinha ido. Vi o povo nas ruas invadindo a quadra antiga, a bateria espancando os instrumentos, a comunidade chorando e pulando sem ouvir o samba que era abafado pela bateria e a falta de equipamento de som.

Sambavam e cantavam se saber o trecho que a música se encontrava. E pulavam felizes, orgulhosos, como quem “volta pra casa”.

E não me refiro a voltas pra quadra não. Me refiro a ver a rua tomada, as pessoas da comunidade abraçando a escola, orgulhosos tirando suas camisas do armário e correndo pra dizer que “sou Mocidade”.

É ver o Dudu, filho do Coé, assumir a bateria do Andrezinho, filho do mestre André, e levar o trabalho ao “Dez!”novamente.  É ver as pessoas ostentando o enredo, ver “namastê” ser palavra comum em Bangu, o Marino e o Wander conduzirem a escola enquanto cumprimentam todos que os viram crescer a sua volta.

É a bateria na rua com os pais, filhos e irmãos do percussionista na calçada orgulhoso.  Porra, neguinho! “Meu pai é da bateria da Mocidade!”.

Eu não tenho um passado na Mocidade pra resgatar, contar ou me emocionar. Sou desde 1985, frequento desde que mudei pro Rio. Mas por tudo que vivemos esse ano, da apuração sofrida, ao resultado injusto corrigido, passando pelos ensaios de rua, a retomada da Vintem, a festa no campo de Golf até o ensaio técnico arrebatador de ontem….  o que os jurados vão achar é só um detalhe.

Quando a escola apontar na Sapucaí domingo, todos saberão quem tá entrando, se levantarão pra ver a possível campeã e esperar muito de quem sempre entregou algo mais.

A zona oeste vai ligar a tv e chamar de “minha escola”  de novo. E se isso vale menos que a opinião dos jurados, eu não sei mais pra que se faz carnaval.

Agora sim te conheço. Agora sim sei quem você é. E se eu já te achava tudo aquilo antes, hoje nem sei dimensionar o que sinto ao te ver passar.

Salve a Mocidade! O carnaval já valeu a pena.

abs,
RicaPerrone

Os donos da festa

Leia o post original por RicaPerrone

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Que prazer te coroar, Alemanha.  Não porque desejei, é claro que não. Queria estar de verde e amarelo bebado nas ruas gritando até me acabar. Mas não tendo sido nossa, que seja então de quem joga futebol e merece.

A simpatia, a camisa, os twittes em portugues. O maior cavalo de Tróia da história do futebol deu certo.  Te recebemos como amigos e não como rivais. E vocês saem daqui com a taça.

Mas não porque de dentro do cavalo sairam gladiadores, mas sim um futebol bem jogado, frio, fácil, mas muito acima da média mundial.

Eu sei que vão tentar achar mil formas de justificar tudo isso em cima de projetos que talvez nem tenham existido. Aqui é assim. Se o Itaperuna ganhar a série C nego vai dizer: “Puta trabalho” sem nem saber quem é o tecnico.

Se perder, “trabalho fraco e ultrapassado”.

Enfim. Vocês merecem a taça, nossa simpatia, nosso respeito e nosso carinho.

Acho que poucas vezes uma Copa esteve tão em boas mãos como esta. Num time sem craque, sem gênio, coletivo, no chão, quase um “não” ao futebol alemão do passado.  Mas de alguma forma, olhando com bons olhos, uma evolução a quem sempre nos respeitou como referência e agora inverteu a situação.

Parabéns! E voltem sempre.

Fizeram história, gols e muitos amigos. Até já, em 2018, na Russia.  E vê se não espalha o 7×1, pô…

abs,
RicaPerrone

Chato mesmo é correria e “bumba meu boi” na área

Leia o post original por Mion

Fúria dá show de talento e ganha títulos. Bem chato, né?

Chamar o futebol da seleção espanhola de aborrecido e chato talvez seja uma das maiores heresias ditas por “entendidos” em futebol. Parte da imprensa considera a estratégia de ficar mais de 65% do tempo com a bola, trocando passes esperando a hora certa de dar o bote no adversário, um futebol sem graça.

No Brasil a ansiedade tomou conta da população. No trânsito, nas atividades cotidianas só vivemos na correria. No futebol não está diferente, criamos a exigência de jogarmos com velocidade verticalizando o jogo sempre. E ao chegar perto da área enfiar um “chuveirinho” na base do “bumba o meu boi”. Talvez essa seja a razão de não termos mais meias-armadores. No atual estilo brasileiro não servem para nada. Quando não tem qualidade na meia-cancha os zagueiros fazem ligações diretas e os atacantes correm que nem loucos atrás da bola. E o pior disso: a torcida brasileira vibra, acha sensacional. Vejo em todos os jogos as torcidas vibrarem quando tem escanteio, como se fosse um pênalti. Tudo porque querem ver o tal “chuveirinho” na área.

Qualquer time brasileiro não pode tocar mais do que seis ou sete vezes para chegar ao gol adversário. A Espanha, campeã de tudo, ratificada como praticante do melhor futebol do mundo, toca em média mais de 20 vezes. Aqueles que chamam a Fúria de futebol “tico-tico” tiveram que engolir em seco a goleada demolidora imposta na ótima seleção italiana.

Lamento apenas uma coisa: o Brasil até o final da década de 80 jogava assim. Chato e aborrecido é ter consciência de que hoje jogamos como os europeus no passado e eles praticam hoje o futebol-arte que outrora já foi nosso.

A Saga de uma Campeã!

Leia o post original por Douglas Nascimento

Olhem bem para a foto acima. Vocês estão olhando para um grupo de heróis e guerreiros!

Foram 35 partidas até o momento e já temos o acesso à Série A e, o mais importante, o título de Campeã Brasileira da Série B 2011. Isso com 3 rodadas de antecipação, um feito memorável e inesquecível para uma equipe que em 10 anos amargou anos de Série B, um rápido acesso à Série A uma desastrosa Série A2 do Paulista e muitos problemas. O título foi a redenção da torcida e do clube mais querido do Brasil.

Ontem o estádio estava cheio, mas os verdadeiros campeões são principalmente aqueles que estiveram presentes todos estes anos, seja com chuva, sol ou frio assistindo a Lusa nos jogos mais ruins e contra os adversários mais modorrentos.

Quem não se lembra de uma goleada terrível contra o Paysandu, alguns anos atrás numa noite fria de semana ? Ou de uma tarde deliciosa que ganhávamos e levamos uma virada inexplicável do Ceará com gols de um tal de Ciel (ou Niel, sei lá nem lembro mais…) ? Quem não se lembra dos milhares de gols perdidos pelo atacante Marlon ou as falhas defensivas do Santiago ? Ou da farsa de Renê Simões ?

Bem se você lembra de todos esses momentos de sofrimento, é um torcedor da Portuguesa com certeza! Pois estava lá nos momentos mais difíceis também. E ontem você mereceu a vitória, mereceu gritar até ficar rouco!

Este ano, fomos campeões vencendo e convencendo. Foram 73 gols feitos e 36 gols de saldo. Este saldo para ser alcançado por adversários precisa ser somado os de Náutico, Ponte e Bragantino (dá 37), um feito incrível se olharmos nossos saldos de gols nos Paulistas e Brasileiros dos últimos 10-12 anos.

Não fizemos o artilheiro, mas não é porque não temos um bom atacante, mas porque temos um time de vários bons atacantes, onde todos tem oportunidade de chegar ao gol e de marcar. Algo só possível em times que jogam para frente, sem medo de ousar ao ataque, algo que me lembra sim do Barcelona e, claro, da Holanda de 1974. Se somos Barcelusa, também temos um pouco da Laranja Mecânica. Então ouso dizer que somos o Bacalhau Mecânico.

O Brasileiro da Série B ainda não chegou ao fim, mas a nossa missão aqui já foi cumprida. Regressamos à Série A em 2012 com o título na mão e com força para que na próxima temporada não venhamos a ser coadjuvantes, mas protagonistas. Foi quase uma década de martírio, que venha então no mínimo uma década de glórias e conquistas.

Tal qual sempre fiz, nas vitórias e nas derrotas, hoje vou desfilar orgulhosamente com a minha camisa da LUSA.

Veja os gols e os melhores momentos de PORTUGUESA 2×2 SPORT

UM HERÓI LUSITANO:

Quando penso em Jorginho, nosso grande treinador e maior responsável por esta conquista, imediatamente me lembro do herói português Viriato. Não sei se nosso técnico conhece a história deste guerreiro do passado, mas há muito do herói lusitano dentro dele. Antes de Cristo vir a este mundo Viriato já lutava heroicamente conduzindo a então pequena tribo lusitana contra o invasor romano. Era um “contra tudo e contra todos” de seu tempo e assim repeliu os romanos.

A trajetória portuguesa é repleta de heróis, mas este sempre me marcou. A Portuguesa é como o Portugal de Viriato, sempre vítima do menosprezo, do malogro, dos revezes. E por muito tempo carecíamos de um líder, de um herói, de um fiel condutor deste time que há anos parecia um navio sem comando, ou um exército sem general. Esse homem chegou e nos conduziu, e atende pelo nome de Jorginho.

Agora, já acredito até que Dom Sebastião vai voltar!

MAS NÃO PODEMOS ESQUECER!

Não podemos esquecer que esta atual gestão melhorou e muito a Portuguesa e hoje temos um clube decente para passear e frequentar. Mas não podemos esquecer que ainda temos dívidas e problemas, embora já bem menores e fáceis de resolver.

Não podemos esquecer que Jorginho veio de contrato verbal no início. Por sorte lidávamos com um homem honrado e de palavra. Se fosse um Gallo da vida, assim que a Lusa tivesse entrado em boa fase, poderia ter trocado o Canindé por outra freguesia.

Não podemos esquecer que nosso estádio – tal qual a grande maioria dos estádios brasileiros – ainda tem problemas e precisam ser sanados.

Não podemos esquecer que levamos 10 anos para voltar para valer à Série A, o acesso de 2007 para 2008 foi tão breve que nem conta. Não podemos esquecer que esta gestão nos levou à Série A2 a fase mais negra da história do nosso clube. E que quase nos levou à derrocada final da Série C.

Não podemos esquecer que mudaram o estatuto para permitir um novo mandato. Algo que embora tenha sido aprovado é um manobra que nos lembra regimes ditatoriais. E nós portugueses, filhos ou descendentes não podemos esquecer do mal que foi Salazar que também gostava de se perpetuar no poder.

Não podemos esquecer que voltando à Série A, precisamos renovar com a grande maioria dos jogadores que estão no elenco e nos reforçar pois a Série A tem um estilo de jogo completamente diferente da Série B e outros times, bem mais fortes.

E finalmente, não podemos esquecer que no final do mês temos eleições no clube. É tempo de refletir até lá o que queremos da Portuguesa para o futuro e então votar da maneira mais consciente. O futuro já está à nossa porta.

Somos grandes, somos vencedores! VIVA A LUSA!

CLIPPING:

Abaixo um breve clipping da Portuguesa Campeã na mídia, vou adicionar mais links à medida que vou descobrindo-os.

Estadão – Os Altos e baixos da Portuguesa até o retorno da Série A

Estadão (Antero Greco) – Lusa, uma noite inesquecível no Canindé.

Terra – Portuguesa deve engordar o bicho

Terra – Saiba como a Portuguesa reinou no Canindé

Terra – Em lua de mel, Portuguesa empata e conquista Série B

ESPN – Na conquista da Lusa, a beleza do amor incondicional por um time

ESPN – Com camisas da ‘Barcelusa’, torcedores da Portuguesa chegam ao Canindé; veja fotos