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Uma análise nua e crua do Campeonato Brasileiro de 2013

Leia o post original por Odir Cunha

Em um país em que a imprensa esportiva pede para seus melhores jogadores de futebol irem se aprimorar na Europa; em que a Rede Globo, detentora dos direitos de tevê, privilegia descaradamente um time conhecido por jogar na retranca e não marcar gols; em que os clubes bancam as torcidas organizadas que aterrorizam os estádios, e em que o governo usa dinheiro público para construir estádios no meio do nada, o Campeonato Brasileiro de 2013 só poderia ter sido rudimentar e desinteressante.

Porém, como os deuses do futebol também escrevem certo por linhas tortas, veja quantas lições este nacional não nos deixou. A primeira delas é que dinheiro e fama não garantem o sucesso de clube algum. Enquanto os quatro times que vieram da Série B tiveram boas performances, os atuais campeões do mundo, da Libertadores, e do Brasileiro do ano passado, deram vexame.

Queridinho da Rede Globo, que transmitiu quase todos os seus jogos em canal aberto, o Corinthians, atual campeão mundial, só terminou em décimo-terceiro lugar, teve o segundo pior ataque da competição e em 18 jogos, quase metade dos que realizou, não marcou um mísero gol. Também por isso o ibope do futebol na Globo foi o pior dos últimos tempos.

Campeão da Libertadores, o Atlético Mineiro também se mostrou muito instável e terminou em oitavo lugar. Mas o pior mesmo foi o Fluminense, campeão brasileiro do ano passado, que acabou birrebaixado para a segunda divisão, acompanhado do Vasco, que em 2012 tinha sido um dos melhores do País.

Enquanto isso, dos times que subiram para a Série A, o Atlético Paranaense garantiu vaga na Libertadores, e Vitória e Goiás também lutaram por ela até o final. O único que correu perigo foi o bravo Criciúma que, no entanto, se salvou e deixou Vasco e Fluminense no abismo.

A mesma inversão se viu no mercado de técnicos. Nenhum dos mais famosos fez boa figura. Dorival Junior conseguiu a proeza de rebaixar Fluminense e Vasco no mesmo ano; Vanderlei Luxemburgo também foi demitido de dois clubes, e Muricy Ramalho deixou o Santos à deriva para aceitar menos da metade do salário no São Paulo.

Quem brilhou foi Marcelo Oliveira, do Cruzeiro; Vagner Mancini, do Atlético Paranaense; Enderson Moreira, do Goiás e eu diria que também Jorginho, da Ponte Preta, único time brasileiro que se classificou para a decisão de um torneio internacional este ano.

Sem ser brilhante, nosso Santos ao menos evitou o pior. Depois da goleada vexatória sofrida para o Barcelona, muitos esperavam que o time não se recuperasse mais, afundando na tabela do Brasileiro como um martelo sem cabo. Entretanto, orientado pelo interino Claudinei Oliveira, com alguns veteranos, uns meio famosos e um monte de moleques, o Alvinegro Praiano seguiu aos trancos e barrancos e, devido a três vitórias no final, acabou em sétimo lugar, como o menos ruim dos paulistas, sete pontos à frente de Corinthians e São Paulo.

O ideal agora seria fazer uma depuração no elenco, manter só jogadores com vontade de jogar bola, boa condição física e algum valor de mercado. Aos veteranos com contrato vencendo, nosso mais carinhoso abraço. O Campeonato Paulista só pode ser usado para se montar um bom time para o Brasileiro. Afinal, já são seis anos que o Santos não fica entre os mais bem classificados do nacional.

O curioso é que em 2014 o Brasileiro terá os cinco grandes de São Paulo (sim, eu considero a Portuguesa um grande) e a surpreendente Santa Catarina contará com três representantes: o Criciúma, que não caiu por garra e teimosia; o Chapecoense e o Figueirense.

Depois, teremos dois times do Rio (Flamengo e Botafogo), dois de Minas (Cruzeiro e Atlético), dois do Paraná (Atlético e Coritiba), dois do Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional), um de Pernambuco (Sport) e um de Goiás (Goiás).

O único aspecto animador que consegui ver neste Brasileiro foi a superação de alguns clubes menores, que conseguiram ter um desempenho melhor do que muitos que, pela mídia e pela fortuna que arrecadam, jamais poderiam ter sido superados por estes. Isso provou, mais uma vez, que trabalho, competência, criatividade e ousadia conseguem inverter os prognósticos.

Em seguida, publico um artigo muito interessante do pesquisador de futebol José Renato Santiago, enviado gentilmente a este post. Veja que belo estudo fez o Renato:

O incrível desempenho dos Caçulas do Brasileirão de 2013

Por José Renato Santiago

São inúmeros os comentários sobre o nível técnico do campeonato brasileiro da Série A.

Para muitos, um dos piores de todos os tempos.

Algo realmente discutível.

Mas há algo realmente que cabe destacar no campeonato deste ano.

As grandes performances dos caçulas, equipes que subiram da Série B para a Série A.

Levantando dados desde 2006, quando 4 equipes passaram a ascender da Série B para a A, algumas curiosidades podem ser notadas.

1. Pela primeira vez que uma equipe vinda da Série B, conquistou vaga para a Taça Libertadores, o Atlético PR.

2. A colocação do Goiás em 2013, (6ª) foi a melhor de um campeão da Série B no ano de seu retorno.

3. A terceira colocação do Atlético PR foi a melhor colocação de uma equipe vinda da Série B.

Atlético-PR – 3ª em 2013

Vitória – 5ª em 2013

Goiás – 6ª em 2013

Avaí – 6ª em 2009

Figueirense – 7ª em 2011

Atlético-MG – 8ª em 2007

Coritiba – 8ª em 2011

Coritiba – 9ª em 2008

Vitória – 10ª em 2008

Corinthians – 10ª em 2009

4. Pela primeira vez, nenhum caçula caiu, já nos outros anos:

América-RN – 2007

Ipatinga – 2008

Portuguesa – 2008

Santo André – 2009

Guarani – 2010

América-MG – 2011

Sport – 2012

5. Caçulas no TOP 10

2013 – 3 (Atlético-PR, Vitória e Goiás)

2008 – 2 (Coritiba e Vitória)

2009 – 2 (Avaí e Corinthians)

2011 – 2 (Figueirense e Coritiba)

2007 – 1 (Atlético-MG)

2010 – nenhum

2013 – nenhum

6. A pontuação dos caçulas de 2013 foi bem superior aos dos outros anos

Atlético-PR – 64 pontos em 2013

Goiás – 59 2013

Vitória – 59 2013

Figueirense – 58 2011

Avaí – 57 2009

Coritiba – 57 2011

Atlético-MG – 55 2007

Coritiba – 53 2008

Vitória – 52 2008

Corinthians – 52 2009

7. A somatória dos pontos dos caçulas de 2013 foi bem superior aos dos outros anos

(Goiás, Criciúma, Atlético-PR e Vitória) 2013 – 228 pontos

(Corinthians, Santo André, Avaí e Barueri) 2009 – 199 pontos

(Coritiba, Figueirense, Bahia e América-MG) 2011 – 198 pontos

(Portuguesa, Náutico, Ponte Preta e Sport) 2012 – 183 pontos

(Coritiba, Ipatinga, Portuguesa e Vitória) 2008 – 178 pontos

(Vasco, Guarani, Ceará e Atlético-GO) 2010 – 175 pontos

(Atlético-MG, Sport, Náutico e América-RN) 2007 – 172 pontos

8. A classificação final dos caçulas de 2013 foi bem superior aos dos outros anos, ao somarmos a colocação final de cada um, devemos considerar que a menor pontuação significa melhor performance

Exemplo, em 2013:

(Goiás, Criciúma, Atlético-PR e Vitória) = (6ª + 16ª + 3ª + 5ª) = 30

(Goiás, Criciúma, Atlético-PR e Vitória) 2013 – 30

(Corinthians, Santo André, Avaí e Barueri) 2009 – 45

(Coritiba, Figueirense, Bahia e América-MG) 2011 – 48

(Atlético-MG, Sport, Náutico e América-RN) 2007 – 57

(Vasco, Guarani, Ceará e Atlético-GO) 2010 – 57

(Coritiba, Ipatinga, Portuguesa e Vitória) 2008 – 58

(Portuguesa, Náutico, Ponte Preta e Sport) 2012 – 59

9. A melhor campanha entre os caçulas nem sempre é do campeão da Série B:

Atlético-MG (1ª Série B 2006) – (8ª Série A 2007)

Coritiba (1ª Série B 2007) – (9ª Série A 2008)

Avaí (3ª Série B 2008) – (6ª Série A 2009)

Vasco (1ª Série B 2009) – (11ª Série A 2010)

Figueirense (2ª Série B 2010) – (7ª Série A 2011)

Náutico (2ª Série B 2011) – (12ª Série A 2012)

Atlético-PR (3ª Série B 2012) – (3ª Série A 2013)

10. Os campeões da Série B jamais foram rebaixados no ano de retorno a Série A

Atlético-MG (1ª Série B 2006) – (8ª Série A 2007)

Coritiba (1ª Série B 2007) – (9ª Série A 2008)

Corinthians (1ª Série B 2008) – (10ª Série A 2009)

Vasco (1ª Série B 2009) – (11ª Série A 2010)

Coritiba (1ª Série B 2010) – (8ª Série A 2011)

Portuguesa (1ª Série B 2011) – (16ª Série A 2012)

Goiás (1ª Série B 2012) – (6ª Série A 2013)

E você, o que achou do Campeonato Brasileiro de 2013?

Tudo pela vitória

Leia o post original por JC

O Brasileirão de 2013 termina hoje e não cabe somente ao Vasco decidir se nosso final será feliz ou não. Por não depender apenas dos seus esforços para se manter na Série A, cabe ao time da Colina, além de vencer o Atlético-PR, torcer por outros resultados.

A situação é bastante ruim, muito distante do que a história do clube merece, e é por isso mesmo que, independente da motivação do adversário (que precisa da vitória para se garantir na Libertadores) e até mesmo do time que Adilson Batista colocará em campo, só existe uma opção para a equipe vascaína: fazer a sua parte. Independente do que aconteça nas outras partidas, não há outro resultado aceitável além da vitória.

Se a partida for mesmo a guerra que promete ser, que os sujeitos que entrarem em campo com a cruz de malta no peito não fujam da luta. E que nessa última batalha, consigam, ao preço que for, a vitória que tantas vezes deixaram escapar ao longo do campeonato. Que suem sangue se for necessário. Isso é o que todo vascaíno merece ver e é o mínimo que deve fazer quem veste a armadura cruzmaltina.

Falar sobre o time não importa nesse momento. Todo mundo sabe do que cada jogador é ou não capaz no grupo. O que todos eles devem ter em mente é que a entrega deve ser total e que se na técnica não temos uma equipe melhor que a do adversário, na raça não podemos perder nem por um minuto. Que cada um se lembre da parcela de responsabilidade que tem em colocar um gigante do esporte nacional nessa situação vergonhosa e que faça de tudo para, pelo menos nesse último jogo, compensar a honra que tiveram em representar o Vasco da Gama.

ATLÉTICO-PR X VASCO
Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, João Paulo, Paulo Baier (Zezinho ou Felipe) e Everton; Marcelo e EdersonAlessandro, Fagner, Renato Silva (Jomar), Cris e Yotún; Abuda, Wendel, Pedro Ken e Marlone; Thalles (Bernardo) e Edmílson.
Técnico: Vagner ManciniTécnico: Adilson Batista
Estádio: Arena Joinville. Data: 08/12/2013. Horário: 17h. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Assistentes: Marcio Eustaquio S Santiago (MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
As redes Globo (RS, SC, MG, RJ, ES, GO, MS, TO, MT, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, RO, AM, AC, RR, AP e DF) e Bandeirantes (RJ e parte da Rede) transmitem o jogo. O SporTV transmite para seus assinantes (exceto RJ, PR e SC).O canal Premiere transmite para todo o Brasil no sistem Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos

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Roberto Dinamite tem evitado falar com a imprensa. O que é muito compreensível. Com o futebol profissional necessitando da vitória e dependendo de outros resultados para se manter na elite, ele está a 90 minutos de possivelmente confirmar o segundo rebaixamento como mandatário do Vasco. Se tudo der errado, Dinamite ficará incontestavelmente marcado como o pior presidente da história do clube.

E se tudo der certe e nos mantivermos na Série A ao final da última rodada, que isso não sirva como atenuante. E que esse campeonato não seja esquecido na hora das eleições em 2014.

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A sorte só acompanha os competentes

Leia o post original por JC

Dizem que a sorte acompanha quem é competente. E como o Vasco demorou muito para mostrar alguma competência nesse campeonato, mesmo quando ele cumpre seu papel, os bons ventos parecem estar longe de São Januário. Quando o time começa a conseguir seus objetivos, como nessa segunda vitória seguida na competição, dessa vez diante do Náutico, nossa situação continua das mais complicadas.

E nem precisamos jogar bem para vencer a combalida equipe pernambucana. Rebaixado há séculos, com grandes problemas internos e sem qualquer força ou motivação para fazer qualquer coisa no campeonato, o Timbu ainda nos deu mais trabalho do que esperávamos. Muito por conta das nossas limitações, já que o Náutico é realmente um arremedo de time. Nosso adversário chegou a protagonizar momentos de comédia pastelão, mostrando porque sua defesa consegue ser pior que a nossa. O Vasco dominou facilmente a partida no primeiro tempo, marcando o primeiro gol logo aos 5 minutos, com Edmilson aproveitando uma sobra de bola após pelo chute de Yotún, que estourou na trave. Mas o Vasco não conseguiu transformar a vantagem no placar e na posse de bola em chances claras de gol.

No segundo tempo, as coisas não melhoraram. O Vasco manteve a posse de bola, mas sem objetividade. Em muitos momentos, parecia que víamos mais um protesto do movimento Bom Senso, com o time trocando centenas de passes inócuos. E, pior ainda, por alguns minutos chegamos a levar calor da fraca equipe alvirrubra. O 1 a 0 não era um placar confiável e Adilson só resolveu mexer na equipe depois de ouvir muito os pedidos da torcida por Bernardo. E mais uma vez ele mostrou sua estrela, marcando o gol da vitória quase no fim do jogo em bela arrancada.

Mas ainda que tenhamos conseguido a vitória, o fator sorte – ou no caso, a falta da mesma – deu as caras, mostrando como os vários pontos perdidos ao longo do campeonato poderiam fazer a diferença. Como apenas o Fluzim não venceu na rodada, o Vasco não conseguiu sair do Z4 e vai para a última partida precisando não apenas vencer o Atlético-PR (que precisará do resultado diante da sua torcida para se garantir na Libertadores), mas também dependendo que outros concorrentes percam pontos. É o preço que se paga por demorarmos a mostrar  uma maior competência.

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O ovo e a galinha

Leia o post original por JC

Qualquer pessoa seja minimamente precavida sabe que não se pode contar com o ovo na cloaca da galinha. Mas se o torcedor vascaíno não considerar a partida contra o Náutico um jogo ganho, é melhor desistir da permanência na Série A de uma vez. Na situação em que o Vasco se encontra, vencer o Timbu em casa, dentro de um estádio lotado, é – mesmo que eu não ache que exista isso no futebol, seja qual for o confronto – uma obrigação.

Ainda mais com o time pernambucano na crise em que se encontra. Depois de ameaçar nem entrar em campo por causa dos quatro meses de salários atrasados (parênteses: engraçado como isso só virou notícia quando os jogadores do Náutico resolveram entrar em greve. No Vasco, bastam dois dias de atraso para que o fato vire manchete. Fecha parêntese), a única possível motivação do nosso adversário hoje é não fazer a pior campanha da história dos pontos corridos. E, sem querer menosprezar o alvirrubro, não há muita coisa que eles possam fazer para conseguir esse objetivo hoje. Tirando o Maikon Leite, que chegou a fazer alguns gols nesse returno do campeonato, o Náutico não tem outras armas que cheguem a ameaçar qualquer oponente.

Já o Vasco tem a oportunidade única de deixar melhor encaminhada sua permanência na elite no ano que vem, desde que faça o dever de casa de melhor maneira possível. E isso significa não apenas vencer, mas vencer bem: depois do empate do Fluzim com o Galo, uma vitória com uma diferença de quatro gols fará com que fiquemos com um saldo de gols igual a dos tricoflores, que chegarão à última rodada precisando de uma vitória contra o Bahia. Como o Furacão provavelmente precisará da vitória contra nós na próxima partida, garantir que os tricoleres baiano e carioca não possam fazer um jogo de compadres é importantíssimo.

É, estou contando não apenas com a vitória hoje, como também espero um placar dilatado para o nosso lado. Soa pretensioso, mas para nós não resta muita escolha. Vencer, e vencer bem, se tornou uma necessidade para o Vasco. Adilson escalou o mesmo time que encarou o Cruzeiro, e se jogarmos com a mesma aplicação, podemos conseguir esse objetivo.

VASCO X NÁUTICO
Alessandro; Fagner, Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazu e Pedro Ken; Marlone, Edmilson e Thalles.Ricardo Berna, Maranhão, Alison, Leandro Amaro e Bruno Collaço; Derley, Gustavo Henrique, Martinez e Tiago Real; Rogério e Maikon Leite.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Marcelo Martellote.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/12/2013. Horário: 17h. Árbitro: Anderson Daronco (RS).  Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Rafael da Silva Alves (RS).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Tema livre

Leia o post original por JC

E no primeiro round entre o Vasco e os representantes do Matheus Índio – não vou colocar o garoto como responsável por essa história, já que nem idade para isso ele tem – o clube da Colina saiu vencedor: o judiciário julgou improcedente a  ação que pedia desligamento do Vasco por atraso salarial e outros encargos trabalhistas. Com essa decisão, Índio volta a ser atleta vascaíno e deve deixar o Panapolense.

É óbvio que essa questão não está terminada. Certamente ainda haverá recursos e nessa, quem pode acabar sendo o maior prejudicado é o próprio Índio. Não sabe para onde vai ou onde fica e dificilmente encontrará o melhor dos climas na Colina. Enquanto isso, quem lucra com a briga fica esperando o resultado (e a grana que o garoto vale).

A foto que ilustra o post define bem a situação dos talentos vascaínos da base. Sem querer desmerecer a Penapolense: preferir usar essa camisa à uma com a tradição e – já que a grana também é importante – a exposição que tem a do Vasco é um sinal claro de como nossas promessas estão sendo tratadas.

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O deprimente final do Brasileirão 2013 segue criando histórias inacreditáveis: depois das ridículas acusações sobre uma estapafúrdia entregada do Cruzeiro, essa da articulação para um possível tapetão anti-rebaixamento é de chorar. Ainda bem que todos os possíveis envolvidos – possíveis sim, já que nenhum clube teve coragem de assumir publicamente que usaria desse expediente – desistiram da ideia antes do seu nascimento. Seria um fim ainda mais melancólico para esse campeonato.

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Começa hoje a venda de ingressos para Vasco x Náutico para os não sócios. Quem pretende dar uma força ao time no estádio deve correr para garantir o seu: em São Januário e na Arena Maracanã as filas estão grandes.

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Respiro na hora certa

Leia o post original por JC

O Vasco ainda tem muito o que fazer nesse campeonato para garantir sua permanência na elite do futebol brasileiro, mas começou bem a série de jogos decisivos. Compensando a falta de técnica com muita garra, o time venceu o Cruzeiro por 2 a 1 e segue vivo na briga para fugir do Z4.

Com uma maioria de reservas e obviamente já pensando nas férias, a raposa acabou surpreendida por um Vasco lutador e que tinha muito mais interesse na partida. O gol de Thalles, mostrando mais uma vez sua estrela no novo estádio, logo aos dois minutos do primeiro tempo também nos ajudou. Além de ter empolgado a torcida e os jogadores, a vantagem deu mais tranquilidade para a equipe, que conseguiu se segurar mesmo quando o Cruzeiro partia para o ataque. Com uma transição entre seus setores defensivo e ofensivo muito mais eficiente que a do Vasco, o time mineiro criou algumas chances e poderiam até ter empatado, como num perigoso chute do Éverton Ribeiro, defendido por Alessandro.

Mas no lance seguinte, o Vasco ampliou: numa das raras saídas de bola não feitas com um chutão do goleiro para o ataque, Yotun tocou para Marlone, que passou para Pedro Ken. O camisa 10 se livrou da marcação, tocou para trás e Edmilson recebeu. O atacante acertou uma bomba de fora da área ampliando a vantagem vascaína.

Na volta do intervalo, Marcelo Oliveira mexeu na sua equipe, colocando Julio Baptista no lugar do apagado Vinícius Araújo. E logo no primeiro minuto o time mineiro conseguiu marcar um gol, anulado pela arbitragem. Era o sinal de que o Cruzeiro não estava morto no jogo. Nosso adversário mantinha a posse de bola, mas sem muita contundência e nós passamos a esperar pelos contra-ataques. E a melhor chance do Vasco no segundo tempo surgiu num contragolpe, com Thalles arrancando e obrigando o goleiro cruzeirense a fazer uma grande defesa após um belo chute.

O Cruzeiro ainda conseguiu diminuir, com Éverto Ribeiro cobrando falta que tinha a intenção de ser um cruzamento mas que acabou no fundo das redes. Com o risco de um empate mais próximo, Adilson aproveitou a contusão do Fagner e colocou Renato Silva em seu lugar, deixando clara a intenção de segurar o resultado. Para isso contou com as dificuldades do próprio Cruzeiro, que mesmo tendo mais posse de bola, não chegava a ameaçar. No fim do jogo, o Vasco passou a segurar a bola no campo adversário esperando o apito final, que veio sem alterações no placar.

Claro que seria inocência acreditar que a atuação de ontem seria a mesma contra um Cruzeiro ainda brigando por alguma coisa, mas o Vasco fez por onde conquistar a vitória. Não é difícil para qualquer vascaíno lembrar de vários jogos em que o adversário facilitou a nossa vida e mesmo assim não conseguimos os três pontos. Não foi o caso de ontem: mesmo com as já conhecidas dificuldades da equipe, criamos jogadas, finalizamos um bom número de vezes e podemos dizer que não seria injusto se nossa vantagem fosse mais folgada.

Ainda estamos longe de uma posição confortável. Continuamos precisando vencer os dois jogos que nos restam e, para garantir, secar nossos adversários na luta contra o rebaixamento. Mas essa vitória dá um novo ânimo ao time e à torcida num momento crucial da competição. Conseguimos um breve respiro e temos mais razões para crer que nada está perdido.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Em breve publicarei uma coluna sobre o jogo no site Torcida Carioca, e quando estiver no ar, avisarei por aqui.

Update: já está no ar a coluna no site Torcida Carioca, falando das ridículas suspeitas levantadas sobre a partida…

Uma única opção

Leia o post original por JC

Por conta das circunstâncias o post de hoje será paradoxal. Se por um lado a situação do Vasco é complicadíssima, por outro, escrever sobre a partida contra o Cruzeiro é muito simples. Poderia resumir tudo em uma só frase: para nós, não há outro resultado aceitável além da vitória.

Mas como ficaria feio escrever apenas uma linha, é preciso falar um pouco do nosso adversário. O que, convenhamos, também é fácil. Já campeã, a equipe mineira é a única – além do Náutico, por motivos opostos – que não precisa fazer mais nada no campeonato. Mesmo a ambição de bater o recorde de pontos na competição, que pertence à campanha sãopaulina de 2006, pode ser alcançada nas rodadas que faltam. Até por conta disso, Marcelo Oliveira resolveu fazer experiências e trazer para o Rio uma equipe recheada de reservas. Essa aparente quebrada de galho tem seu lado bom, mas também nos traz riscos: certamente quem não tem chance entre os titulares cruzeirenses devem querer mostrar serviço. E com um elenco tão qualificado, dificilmente teremos um jogo molezinha.

Até porque, na fase em que o Vasco anda, não existe adversário fácil. Com a defesa que temos e com um ataque que parou de funcionar, nossas limitações têm nos trazido mais problemas que nossos oponentes. Adilson Batista parece ter aprendido a lição depois do bisonho desempenho ofensivo do time contra os Gambás e resolveu armar uma equipe com maiores chances de criar jogadas. O 3-5-2 sem armadores mudou para um 4-3-3, com a saída do Renato Silva e a entrada do garoto Thalles. Ainda que o meio não tenha um armador de ofício, Marlone (jogando um pouco mais recuado) e Pedro Ken (se desdobrando entre a marcação e a criação) podem fazer o time mais efetivo do meio pra frente. O que, todos sabem, é desesperadamente necessário hoje.

De mole em mole o Vasco chega às últimas rodadas do Brasileirão precisando de 100% de aproveitamento para não depender de ninguém, sendo obrigado a ter sua primeira sequência de três vitórias na competição. É hora de mostrar a força que o time deixou de mostrar em praticamente todo o campeonato. E como mesmo os três pontos não nos tiram do Z4 e uma derrota pode, na prática, nos rebaixar já nessa rodada, vencer é nossa única opção.

VASCO X CRUZEIRO
Alessandro; Fagner, Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazu e Pedro Ken; Marlone, Edmilson e Thalles.Rafael; Ceará, Léo, Paulão e Egídio; Nilton e Lucas Silva; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Vinícius Araújo.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Marcelo Oliveira.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 23/11/2013. Horário: 19h30. Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES).  Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Anderson Antonio Zanotti  (ES).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Até ontem, menos de 25 mil ingressos foram vendidos. Muita gente deve deixar pra comprar na hora, outras tanta já não acreditam na reação do time. Mas vale lembrar que nesse momento, a força da torcida é importantíssima para empurrar a equipe. Ninguém precisa esquecer as críticas a tudo o que acontece na Colina, mas a briga para permanecer na elite deve ser prioridade. Quem puder ir apoiar a equipe em campo, não pode deixar de fazê-lo. Basta lembrar que o VASCO é mais importante que qualquer coisa.

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Caminhão derrubando muro em São Januário? Pra acabar com essa fase do clube, só mesmo uma reza forte ou um banho de descarrego!

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Objetivo alcançado

Leia o post original por JC

Não conseguimos o objetivo, que era vencer (…)” – Adilson Batista.

Seria interessante se o treinador do Vasco explicasse como seu time poderia vencer com a escalação e as alterações que fez no decorrer da partida. E aproveitar essa explicação e nos contar também como um treinador que coloca em campo um time com três zagueiros e três volantes (e apenas um meia e um atacante) pode ter como objetivo vencer.

Se Adilson disser que ele esperava vencer com o time que montou, o caso é pra oftalmologia ou psiquiatria. O primeiro tempo, sem finalizações vascaínas, seria mais que o bastante para notar o equívoco de armar um time completamente sem opções ofensivas quando a necessidade da vitória era tão óbvia. Mas para o Adilson, aparentemente, a atuação da equipe agradou. Tanto que o time voltou sem alterações do intervalo.

E como não poderia deixar de ser, o jogo continuou o mesmo. O Corinthians, jogando na dele, sem forçar demais, conseguia finalizar com muito mais facilidade. E o Vasco penava com seus passes errados, sua falta de criatividade e seu ataque inofensivo. Adilson só se incomodou em mudar perto dos 15 minutos do segundo tempo. E mostrando que a falta de criatividade não incomodava nosso técnico, ele tira o único que poderia fazer alguma jogada – Marlone, que mesmo indo mal era a solitária opção no meio de campo – para colocar um atacante. Com isso, ficamos com dois atacantes em campo, mas que infelizmente não tinham quem tivesse capacidade de passar a bola para eles.

Depois veio o Francismar, que mesmo mostrando mais uma vez sua incapacidade para vestir a camisa do Vasco, pelo menos foi o autor da primeira finalização do time (aos 26 minutos da etapa final!), veio o André e o gol, como era de se esperar não veio. E não teria mesmo como vir.

Talvez o Adilson não saiba fazer contas: empatar ou perder para o Corinthians, na prática, não fazia a menor diferença. Um ponto agora, faltando três jogos, não muda em nada a necessidade do Vasco vencer seus três últimos jogos para não depender de ninguém para se manter na Série A. Qualquer pessoa que olhasse a tabela veria que, dos quatro jogos que faltavam, esse era o jogo para o Vasco arriscar tudo pela vitória. Mas nosso treinador entrou mais preocupado em não perder e, por mais que fale que o objetivo era vencer, ele conseguiu o que queria com o time que colocou em campo.

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Só a vitória interessa

Leia o post original por JC

O Corinthians vai entrar sem tanta motivação, já que não corre mais riscos de queda e está longe do G4.

Ou…

O Corinthians vai jogar com toda vontade para homenagear o Tite, que não terá seu contrato renovado depois de dezembro.

Seja qual for o seu pensamento, isso não faz a menor diferença. O Vasco não pode mais se dar ao luxo de avaliar o estado emocional, a posição na tabela e nem mesmo a qualidade técnica dos seus adversários. Para o Vasco, só interessa a vitória.

Pensar que os marsupiais têm um dos piores ataques da competição também não faz a menor diferença. O Grêmio estava há seis jogos sem marcar gols e ainda assim nos venceu. E como já foi dito, o Corinthians poderia ter um ataque matador. Isso não mudaria em nada o único objetivo do Vasco no Pacaembu.

Depois dos dias de treino em Atibaia, Adilson seguirá escalando o time com três zagueiros e três volantes (aparentemente, já que o treinador mostrou que gosta de surpreender). Mas como o importante para nós é a vitória, mais importante que evitar gols será fazê-los. Por isso, ainda que tenhamos uma defesa vexatória, o nosso maior problema no jogo de hoje será bater o sistema defensivo corintiano, o melhor do campeonato. E tendo apenas Marlone com algum cacoete para criar jogadas em campo, dependeremos muito das subidas de Yotún e Fagner.

Se vai dar certo? Tem que dar certo.

Na situação em que nos encontramos, não faz diferença falar na vitória do Criciúma, que o Bahia tem grandes chances de vencer nessa rodada ou que o Flu enfrentará na Arena Maracanã um time misto do São Paulo. Não interessa mais o que acontecerá com os outros times. O que interessa ao Vasco é pensar jogo a jogo, fazer de tudo para vencê-los e conseguir os nove pontos que precisa nessas quatro partidas que restam.

Será difícil vencer o Corinthians diante da sua torcida? Será. Mas isso não interessa. Faça o que fizer, ao Vasco só interessa vencer.

CORINTHIANS X VASCO
Walter; Edenilson, Gil, Paulo André e Alessandro; Ralf e Guilherme; Emerson, Douglas e Romarinho; Renato Augusto.Alessandro, Renato Silva, Jomar e Cris; Fagner, Guiñazú, Abuda, Wendel, Marlone e Yotún; Edmilson.
Técnico: Tite. Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Pacaembu. Data: 17/11/2013. Horário: 17h. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Assistentes: Marcio Eustaquio S Santiago (MG) e Celso Luiz da Silva  (MG).
As redes Globo (RJ, RS, SC, PR, MG – Coronel Fabriciano e Montes Claros – ES, GO, TO, MT, MS, BA, SE, AL, PE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) e Bandeirantes (menos SP, MG e CE) transmitem a partida ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

Update: também tem coluna nova no site “Ao Vasco Tudo!

Dependência do anormal

Leia o post original por JC

Adilson Batista tentou surpreender o Grêmio com uma escalação completamente diferente da anunciada previamente. De um ousado 4-3-3, o técnico vascaíno acabou mandando a campo um 3-5-2, tirando um atacante e um meia e substituindo os dois por mais um zagueiro e mais um volante.

A pressão inicial dos donos da casa era natural, mas o Vasco conseguiu se segurar bem. O tricolor só conseguia chegar com algum perigo nas bolas paradas, já que a marcação vascaína conseguia parar as jogadas gremistas. Com a diminuição de ritmo do time gaúcho, o Vasco conseguiu encaixar alguns contra-ataques perigosos, criando inclusive as melhores chances do primeiro tempo.

Aí veio o segundo tempo. Aí veio o gol do Grêmio, como não poderia deixar de ser, de bola parada. E aí o Vasco desmontou.

A necessidade desesperada pela vitória fez Adilson mexer no time. Foi-se o 3-5-2, saindo Jomar e entrando Willie. E precisando atacar, o time passou mostrar suas limitações. As toneladas de erros de passe (inacreditáveis 62 passes errados!) e o nervosismo dos jogadores, que insistiam em jogadas individuais contra uma marcação forte como a do Grêmio, tornaram a reação praticamente impossível. E não só isso, ainda deixou a equipe desguarnecida, e o fato de não termos sofrido mais gols é uma boa amostra da fraqueza do ataque gremista.

Não adianta falar que, em outras situações, esse resultado seria normal. Ter brigado o tempo todo ou ter feito um jogo parelho não é o bastante. Agora, mais que nunca, precisamos do anormal para nos livrarmos do rebaixamento. Podem dizer que faltam quatro jogos e ainda dependemos das nossas próprias forças. Mas se hoje – quando o time lutou tanto e pareceu jogar no seu limite – não conseguimos o resultado que precisávamos, de onde vamos tirar mais forças para vencer três partidas?

Se precisamos do algo fora do normal, que venha já contra o Corinthians. Essa pode ser nossa última chance.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.