Arquivo da categoria: campeonato brasileiro

Pouca falta, gols distribuídos e lateral garçom. O estilo do líder Atlético

Leia o post original por Perrone

Um time que gosta de trocar passes para chegar ao ataque, não depende de um artilheiro, conta com um lateral garçom (Guga), um veterano que aproveita a maioria de suas chances para finalizar (Ricardo Oliveira), faz poucas faltas e é disciplinado. Esse é o retrato do Atlético-MG, surpreendente líder do Brasileirão com três vitórias em três rodadas.

A equipe do técnico interino Rodrigo Santana é a quarta que mais acertou passes na competição até agora. Foram 1.371, segundo o site especializado em estatísticas “Footstats”. Apenas Botafogo, Fluminense e Grêmio ostentam marcas melhores.

O capricho nos passes faz o Galo ficar mais com a bola do que seus rivais nas maiorias das vezes. A medida de posse de bola do clube de Belo Horizonte é de 54%, a sexta melhor da competição.

Por ficar mais com a bola, o time mineiro corre menos riscos nos contra-ataque, assim, não precisa apelar muito para faltas com o objetivo de parar o adversário. Sua média de infrações cometidas por jogo é a quinta mais baixa do campeonato empatada com a do Botafogo: 9,3 por apresentação. O CSA é o menos faltoso, ostentando média de 5 faltas por partida.

O fair-play do Atlético-MG resultou em apenas um cartão amarelo e nenhum vermelho recebido pela equipe até agora na competição.

A análise do desempenho de cada jogador atleticano ratifica a importância do lateral-direito Guga, contratado junto ao Avaí. Seu apoio ao ataque é uma das armas mais importantes do Galo.

Ele lidera o ranking de assistências do Brasileirão. Foram três passes para gol até aqui, média de um por jogo.

A iniciativa de Ricardo Oliveira de chutar a gol também se destaca. Ele divide o posto de maior finalizador da competição por enquanto com seis jogadores. Cada um concluiu nove arremates. Porém, em média, o veterano acera só um por partida.

Outra característica atleticana é dividir bem seus gols. Ninguém marcou mais do que uma vez no Brasileirão, o que mostra alto grau de participação dos atletas nas jogadas ofensivas.

Os gols foram marcados por jogadores de defesa, meio-campo e ataque: Nathan, Jair, Elias, Chará, Fábio Santos e Ricardo Oliveira.

Com seis gols, o ataque do Galo está entre os melhores do Brasileirão, ao lado de Palmeiras, Bahia, Athlético, Grêmio e Fluminense.

 

Opinião: 10 sinais dados na primeira rodada do Brasileirão

Leia o post original por Perrone

1 – Santos

Não era fake news, o time de Sampaoli vai jogar pra vencer mesmo fora de casa e até com time misto. Mostrou isso ao bater o Grêmio em Porto Alegre por 2 a 1.

2 – Cariocas

Vasco, Fluminense e Botafogo confirmaram que neste momento estão bem atrás do rival Flamengo. O caso mais sintomático foi a derrota vascaína por 4 a 1 para o Athlético-PR, em Curitiba. Os tricolores não tiveram força para derrotar o Goiás, que retorna à elite, no Maracanã, e perderam por 1 a 0. O Botafogo comprovou na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, que o técnico Barroca terá muito trabalho para acertar o time.

3 – Flamengo

A vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, mostrou como será difícil bater o time de Abel Braga quando pelo menos duas peças de seu forte elenco jogarem em alto nível. Na estreia, Bruno Henrique, autor de dois gols, e Everton Ribeiro, foram os destaques.

4 – Athlético-PR

Se alguém duvidava, o time paranaense sinalizou que está mesmo entre as forças do Brasileirão. Fez o que os mais fortes fazem quando pegam um time que não está bem. Atropelou o Vasco.

5 – Corinthians

O tricampeão paulista ainda é um time que oscila. Foi neutralizado pelo Bahia, cometeu falhas defensivas e perdeu por 3 a 2 fora de casa.

6 – Bahia

Roger Machado, estruturando o tricolor baiano, indicou ao vencer o duelo com Fábio Carille, que pode dar trabalho a adversários com maior poderio financeiro.

7 – Zé Rafael

O meia mostrou estar pronto para ser titular do Palmeiras. Felipão foi criticado por torcedores do time por pouco aproveitar Zé Rafael no Campeonato Paulista. Ele entrou no início do jogo contra o Fortaleza, após contusão de Ricardo Goulart, fez dois gols e deu uma assistência na vitória por 4 a 0.

8 – CSA

A equipe alagoana está muito atrás da turma. Não conseguiu equilibrar a partida com o Ceará, em tese também candidato a lutar contra o rebaixamento no Brasileiro, e perdeu de 4 a 0.

9 – Treinadores

Pouca coisa deve mudar no comportamento dos técnicos com a regra que implementou cartões amarelos e vermelhos para eles. Quem gosta de apitar o jogo continuou apitando. Caso de Mano Menezes, o primeiro a ser “amarelado”.

10 – Barreira

A regra que obriga adversários a manterem distância das barreira deve funcionar. Acabou com aqueles empurrões irritantes entre jogadores.

 

 

 

Com receita recorde, futebol do Palmeiras gastou R$ 181,8 mi a mais em 2018

Leia o post original por Perrone

Campeão Brasileiro de 2018, o Palmeiras gastou R$ 590,5 milhões com seu departamento de futebol no ano passado. O número representa um aumento de R$ 181,8 milhões nas despesas em relação a 2017, quando o alviverde foi vice-campeão nacional. No ano retrasado, esse custo havia sido de R$ 408,7 milhões.

Dados referentes ao balanço do alviverde, aprovado pelo Conselho Deliberativo na última segunda (18), foram divulgados pelo site “Sempre Palmeiras”, criado pelo conselheiro Roberto Fleury Bertagni. A diretoria de comunicação do clube confirmou ao blog a veracidade dos números, mas discorda da análise feita pela página (leia no final do post as respostas do clube sobre o assunto na íntegra).

O aumento do gasto no futebol veio acompanhado do recorde de arrecadação palmeirense em um ano. Foram arrecadados em 2018 R$ 688.572.176,00. Porém, o superávit obtido pelo clube, levando-se em conta todas as áreas, caiu de cerca de R$ 57 milhões em 2017 para aproximadamente R$ 30 milhões no ano passado. A despesa total palmeirense na última temporada foi de R$ 657.884.006,00. Em sua resposta, o departamento de comunicação palmeirense afirma que o superávit ficou próximo do valor previsto no orçamento para 2018. Isso porque, apesar de a despesa ter sido superior ao que se esperava, a receita também foi maior. Ou seja, para os responsáveis pela administração, não houve desequilíbrio financeiro.

O texto assinado pelos conselheiros Domingos Antonio Ciarlariello e Fleury e publicado pelo “Sempre Palmeiras” diz que a dívida com empréstimos a longo prazo aumentou de R$ 22 milhões em 2017 para R$ 142.684.560,77, apesar de ter sido quitado o débito com o ex-presidente Paulo Nobre. Segundo o clube, esse valor se refere à operação com a Crefisa e será pago com a venda dos jogadores envolvidos no acordo com a parceira.

Os dois conselheiros ainda fazem uma críticas à maneira como o Palmeiras é administrado: “aumento de receitas não pode estar atrelado ao automático aumento de despesas, pois o clube fica com passivo cada vez maior. Para se ter uma ideia, o orçamento deste ano (2019) não seria suficiente para pagar as despesas do futebol de 2018. A administração do clube precisa ser repensada!”. Por sua vez, o Palmeiras alega que atingiu o superávit previsto em orçamento, honrou todos os seus compromissos financeiros e ainda conquistou o título brasileiro do ano passado.

Abaixo, leia as perguntas do blog e as respostas do departamento de comunicação do alviverde sobre o assunto.
Pergunta – Os dados referentes ao balanço de 2018 publicados pelo site “Sempre Palmeiras” estão corretos?
Resposta – Os números estão corretos. A análise está distorcida.
Pergunta – Por que o clube não conseguiu manter o superávit em nível semelhante ao do exercício passado? Caiu de R$ 57 milhões para
R$ 30 milhões. Em 2016 havia sido de R$ 90 milhões. A cada ano diminui. Por quê?
Resposta – O orçamento aprovado no Conselho Deliberativo em 2017 para 2018 foi de superávit de R$ 33 milhões. Atingimos superávit de R$ 30 milhões. Há, portanto, um resultado compatível com o previsto.
Pergunta – O gasto com o departamento de futebol subiu de R$ 408,7 milhões para R$ 590,5 milhões. O que levou o clube e a optar por gastar essa quantia? O orçamento previa gasto de quanto?
Resposta – O orçamento do futebol em 2018 previa R$ 390,9 milhões de despesas e R$ 437 milhões de receitas, com superávit de R$ 46 milhões. O realizado atingiu R$ 590,5 milhões de despesas e R$ 636 milhões de receitas, com superávit de R$ 45,4 milhões. O orçamento de resultado foi cumprido pelo futebol.
Pergunta –  Os empréstimos a longo prazo saltaram de R$ 22 milhões em 2017 para para R$142,6 milhões em 2018. Por quê?
Resposta – Refere-se a operação com a Crefisa, a qual está atrelada ao pagamento da dívida coberta quando da venda dos jogadores ou dois anos após o término dos respectivos contratos.
Pergunta – Segundo os conselheiros Domingos Ciarlariello e Roberto Fleury Bertagni, “o aumento de receitas não pode estar atrelado ao automático aumento nas despesas, pois o clube fica com passivo cada vez maior. Para se ter uma ideia, o orçamento deste ano não seria suficiente para pagar as despesas do futebol de 2018. A administração do clube precisa ser repensada”. Qual a opinião da diretoria sobre esse comentário?
Resposta – Atingimos o superávit orçado para 2018 e fomos decacampeões brasileiros, além de cumprirmos com todas as obrigações previstas (correntes) e passivos diversos (trabalhistas, cíveis, tributários e outros). Os números, aliás, foram apresentados da reunião do Conselho Deliberativo na última segunda-feira e aprovados sem ressalvas por 201 conselheiros ou cerca de 80% dos presentes. O aumento do faturamento nos possibilitou investir em um elenco competitivo, tanto no profissional como nas categorias de base, tornando os atletas valorizados financeiramente e desportivamente, nos credenciando a atingir de forma permanente o objetivo da SEP: Ser protagonista, ter equipe competitiva, disputar todos os títulos e gerar satisfação aos nossos torcedores.
Continuaremos com a meta de aumentar o faturamento ano a ano para ampliar investimentos em todas áreas do clube, assim como, de forma responsável, cumprir com todas as obrigações correntes e passivos diversos.

Opinião: após ‘caso do replay’, Globo deve explicar seu papel no Nacional

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, em parte, a diretoria do Internacional tem razão ao reclamar da Globo no episódio do gol de sua equipe anulado contra o Santos na última segunda (22).

Os colorados afirmam que se a emissora decidiu não mostrar o replay do lance até o juiz se posicionar, deveria ter feito isso nos outros jogos da rodada, em especial na partida entre Palmeiras e Ceará. Faz sentido. O modelo deveria começar a valer para todos na mesma rodada. De preferência com um comunicado oficial antes das partidas para o torcedor saber o que se passa.

Ao tomar a decisão de segurar a repetição do lance para não influenciar a arbitragem, o Sportv (canal do grupo Globo), ultrapassou a fronteira do jornalismo e invadiu a área técnica e de gestão da competição.

Arbitragem é assunto para quem organiza o campeonato, no caso a CBF, e não para quem o transmite.

Caso saibam da existência da prática das equipes de arbitragem de esperarem o replay para se posicionar, o Sportv e a Globo deveriam ter investido numa reportagem sobre o tema. Seria um golaço, um serviço para o futebol brasileiro. Armar uma pegadinha foi a pior escolha.

Outra questão é a situação do assinante que pagou para assistir ao jogo contando com uma série de confortos e ficou sem esse (o replay quase imediato). No lugar da informação instantânea, o assinante ficou com a dúvida até o juiz Ricardo Marques Ribeiro tomar uma decisão e a emissora liberar a imagem. O produto não foi entregue como vendido.

Em nota oficial, a Globo disse que “a transmissão da TV optou por não exibir o replay antes da decisão como é o protocolo da Fifa quando tem a produção de imagens com árbitro de vídeo”. O Brasileirão não tem o uso do VAR.

O comunicado diz ainda que o procedimento de segurar o replay foi adotado na final da Copa do Brasil (com VAR), entre Corinthians e Cruzeiro. E que valerá a partir de agora para todas as partidas transmitidas pelo Grupo Globo, mesmo sem árbitro de vídeo. Leia a nota completa clicando aqui.

Diante do posicionamento da rede de televisão, para este blogueiro é necessário que a Globo explique melhor para o público o papel que espera exercer nos campeonatos que transmite. Elá se considera parceira da CBF e de outras entidades na gestão das competições? O esclarecimento é necessário para sabermos com que olhos devemos assistir aos jogos pela TV. E o que o consumidor pode esperar e cobrar da emissora.

 

 

Opinião: em Chapecó, Inter ‘esqueceu’ que briga pelo título

Leia o post original por Perrone

Sem mostrar um futebol compatível com quem briga pelo título brasileiro, o Internacional perdeu de virada por 2 a 1 para a Chapecoense nesta segunda em Santa Catarina.

A pressão adversária e o conformismo colorado foram tantos que parece até que os gaúchos se esqueceram de que com uma vitória abririam dois pontos de vantagem sobre o São Paulo. Com o fracasso, estão em segundo lugar com um ponto a menos do que os paulistanos.

O Inter deu espaços para o adversário, não se esforçou para marcar a saída de bola da Chape e ainda falhou na marcação no gol de empate dos donos da casa. Tanto ao não impedir o cruzamento de Eduardo como ao não bloquear o cabeceio de Leandro Pereira.

A postura que se esperava do vice-líder do campeonato foi exbida pela equipe que luta para evitar o rebaixamento. Coube ao time de Chapecó marcar o adversário em seu campo de defesa e jogar praticamente o tempo todo em busca da vitória. O prêmio veio com o segundo com de Leandro Pereira, desta vez de pênalti, na etapa final.

Foram 18 finalizações dos catarinenses (6 certas), contra 12 dos gaúchos (5 corretas), de acordo com o site “Footstats”.

Faltou aos comandados de Odair Hellmann entenderem que por mais eficiente que tenha sido jogar nos contra-ataques na competição até aqui, na reta final, quem quiser ficar com o caneco precisa mostrar mais do que isso.

Apenas no final da partida, com um jogador a menos após a expulsão de Cuesta, o Internacional atuou com a volúpia de quem almeja a taça. Porém, Jandrei defendeu pênalti cobrado por Leandro Damião.

Chegou a hora de os postulantes ao título jogarem com gana de vencer e intensidade também como visitante. Quem perceber isso mais cedo vai aumentar suas chances.

O Colorado parece não ter compreendido a necessidade de um futebol mais agressivo em Chapecó e deixou de somar três pontos que podem ser motivo de choro no final da competição.

Dribles e lançamentos. O outro lado de Felipe Melo

Leia o post original por Perrone

Marcado pelas faltas violentes que comete e pelos cartões recebidos, Felipe Melo ostenta no Campeonato Brasileiro estatísticas que o definem como um jogador importante para a equipe não só na destruição (é o quarto palmeirense que mais desarma na competição).

De acordo com dados do site “Footstats”, o volante é o segundo maior driblador alviverde no Brasileirão ao lado de Dudu. Cada um acertou nove dribles, mas Melo fez dois jogos a menos que o colega. Willian é o primeiro no ranking de dribladores do time com 13 fintas.

O volante é o sexto que mais acerta passes (458). Ele também contribui para a armação de jogadas sendo o quinto que mais fez lançamentos até aqui. Foram 31 em 14 partidas.

Neste domingo, na vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, Melo deu sua primeira assistência no campeonato ao ajudar Hyoran a balançar as redes.

No mesmo jogo ele aplicou chapéu em um adversário e acertou uma bola na trave. A atuação em nada lembrou o atleta que foi expulso no começo da partida contra o Cerro Porteño pelas oitavas de final da Libertadores e que lidera o ranking de cartões amarelos do time no Brasileiro. O volante já foi punido nove vezes no Nacional deste ano.

 

Fla é um líder inédito para cima do time de Róger Guedes! Fogo de palha?

Leia o post original por Milton Neves

Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo e Bruno Cantini / Atlético

A campanha do Flamengo neste Brasileirão já é histórica.

Afinal, o Rubro-Negro nunca tinha alcançado a vantagem de seis pontos para o segundo colocado logo na 11ª rodada do Nacional.

E quando joga em casa?

Com o mando de campo, até agora foram 16 pontos conquistados em 18 disputados.

Uma impressionante média de 88,8% de aproveitamento.

Ou seja, o “Cheirinho de Hepta” nunca esteve tão forte quanto agora.

Mas o Flamengo não pode vacilar, pois logo atrás, na segunda colocação, está o Maior de Minas, com 20 pontos.

E o Galo anda empolgado com o seu novo craque, Róger Guedes, que já está sendo chamado pela torcida de “Novo Reinaldo”, de “Novo Tardelli” e até de “Novo Dadá Maravilha”.

Bom, mas ainda é difícil cravar que o Urubu e o Galo vão se bicar até o fim do campeonato na briga pela liderança.

Isso porque o Atlético-MG dificilmente conseguirá segurar Róger Guedes em Belo Horizonte, já que os milionários árabes estão oferecendo “um caminhão de dinheiro” pelo atleta.

O “gringo” Antenor Angeloni, dono de 75% dos direitos econômicos de Guedes, acompanha de perto a negociação.

E o Flamengo também sofrerá com desfalques no segundo semestre, já que não contará mais com os fundamentais Vinicius Júnior e Vizeu.

Mas e aí, amigo internauta, o que você pensa sobre essa atual briga pela liderança?

Ela continuará até o final do Brasileirão?

Ou Fla e Galo perderão forças no segundo semestre, dando chances a outros times?

Opine!

Prioridades

Leia o post original por Odir Cunha

Na campanha que o levou ao vice-campeonato brasileiro de 2007, o Santos fez um jogo emocionante contra o Paraná, em Curitiba. Reveja os melhores lances:

Uma bela surpresa aos jogadores e ao técnico do Santos

Na festa de lançamento da Embaixada do Santos na área metropolitana de Campinas, ontem, em conversa com alguns santistas falei da necessidade urgente de o clube quitar nova dívida de 2,5 milhões de euros, ou 10 milhões de reais, desta vez pelo passe do zagueiro Cléber, que já veio do Hamburgo com problemas no joelho, e comentei que para o torcedor mais vale uma vitória contra um rival do que saldar uma dívida de 10, 20 milhões de reais. Todos concordaram.

Essa ansiedade de ver o time vencer, sempre, é que faz o torcedor pressionar a direção do clube para contratar jogadores às pressas. Essa é uma fórmula que aumenta enormemente as despesas e raramente melhora a eficácia. Nas histórias das grandes crises do futebol brasileiro há sempre um número imenso de contratações. Digo isso para aconselhar que saibamos esperar até julho, quando a janela estrangeira se abrirá e o Santos poderá contratar, no mínimo, três bons reforços.

“É claro que adoro contratar e como gostaria de sair por aí trazendo grandes jogadores”, disse o presidente a mim e a outros colegas de diretoria em uma conversa informal, na sexta-feira. Porém, os papagaios da gestão anterior continuam a ser revelados pela auditoria e alguns deles, como a dívida com o Hamburgo, não podem esperar. Por enquanto, teremos de lutar em campo com o que temos.

Porém, mesmo sem esses reforços, não se pode dizer que o Santos seja um time fraco. A defesa é a mesma dos últimos anos; o ataque perdeu Ricardo Oliveira, mas ganhou novos valores, como Sasha e Rodrygo, além da volta de Gabriel. No meio, Lucas Lima era uma referência, mas já não estava se esforçando devidamente. Assim, a equipe deve ser considerada favorita no jogo deste domingo, às 19 horas, contra o Paraná, na Vila Belmiro. Mas não acredito em uma partida tão fácil como sugerem alguns santistas.

O Paraná foi valente contra a Chapecoense, fora de casa, e seu gol de empate acabou livrando o Santos de entrar na zona de rebaixamento. Hoje ele tem bons motivos de lutar pela vitória, pois este resultado o faria ultrapassar o Santos, pulando para quatro pontos ganhos. É importante que o Santos entre motivado, mas ao mesmo tempo precavido.

Acredito em uma boa vitória do Santos, pois o ataque é muito bom e em casa o Alvinegro toma a iniciativa dos jogos, pressionando o adversário, que recua naturalmente. Enfim, creio que teremos uma noite de Dia das Mães (parabéns mamães!) alegre e tranquila. Porém, nossas maiores vitórias, nesse início de gestão, estão sendo no decantado fluxo de caixa.

E você, o que acha disso?


No mercado agitado da bola, quem se sairá melhor? Verdão segue dando show!

Leia o post original por Milton Neves

Mais um ano se encerrou. Com ele, ficam os nossos erros e acertos.

E é assim que começa mais uma temporada, com os clubes agitados e preocupados em alcançar apenas o sucesso.

Pois, mal acaba o Brasileirão e as especulações envolvendo os jogadores logo se iniciam.

Um “tal de disse me disse” sobre transações é o que mais se ouve falar.

A bem da verdade, surpresas sempre nos pegam de jeito, mas raras às vezes.

O lado bom disso tudo, é poder acompanhar a movimentação dos times, com investidas e com os tradicionais “chapéus”.

Por falar em chapéu, o Palmeiras, que quase se tornou uma “Portuguesa”, hoje é um grande mestre na arte da negociação.

Dentre os grandes de São Paulo, de uns tempos pra cá, o Verdão virou uma espécie de Real Madrid ou Barcelona no quesito contratação.

Corinthians, Santos e São Paulo acabam penando com o poderio alviverde, que devido a qualidade do elenco começa o ano favorito a qualquer título.

E como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, será difícil o Timão, por exemplo, novamente ser campeão de tudo com um time limitado a estrelas.

Já o meu Peixe e o Tricolor, provavelmente sofrerão com as perdas significativas e a pouca atitude na busca por reforços.

Mas e você torcedor, acha que o Palmeiras se sairá melhor no mercado da bola?

Conseguirá o Verdão formar um time digno de ser campeão mundial pela primeira vez?

OPINE!!!

Deixa a gente em paz

Leia o post original por Rica Perrone

Dá aqui minha taça! Me deixa correr na volta olímpica com ela.  Não me faça ser campeão no sofá, nem mesmo atrele a zona que era isso aqui ao formato.

Deixa o menino entrar com a bandeira, policial!  Ele não vai fazer nada que não seja torcer. E se fizer, aí sim, você o pune.

Sinalizador não faz mal a ninguém.  Fez uma vez, em jogo onde ele era PERMITIDO e foi um acidente, queiram ou não aceitar, só porque partiu de um grupo marginal.

Papel picado não machuca.

O que machuca é ver a taça que “conquistamos” com nosso time ser dada no teatro de terno onde nem estaremos.  O que nos machuca é a entrada dos dois times com uma música que tenta ofuscar meu grito.

É o protocolo a troco de nada que me impede de vaiar o adversário e pressiona-lo na entrada.  É a justiça que julga inteligente punir meu time porque um ou outro animal identificável cometeu um erro na arquibancada.

Tira esse hino! Você tem que ser muito desrespeitoso com a pátria para fazer milhares de pessoas com enorme expectativa em algo receberem seu time e segundos depois terem que parar uma festa para ouvir um hino de mãos no peito. Não é o momento. Não tem ambiente. É um pedido pra que ele seja desrespeitado.

“Ah mas no mundo todo é assim”.  Então me dá a escola da Suiça, a polícia do Canadá, depois enche o saco do meu futebol como ele é.

O mundo nos copia quando a bola rola. Nunca o contrário.  A gente não quer que vocês façam nada por nós, apenas que não façam nada.

A bandeira, o sinalizador, a faixa, o papel picado, nada disso machuca pessoas. Pessoas machucam pessoas. Basta cumprir a lei e prende-las quando necessário.

Não é o formato com finais que faz do futebol brasileiro uma zona. São as pessoas como Eurico Miranda e suas urnas misteriosas que faziam isso. Se fosse pontos corridos, a zona seria exatamente como foi.

Ser europeu não é uma qualidade, mas sim uma característica. Ser brasileiro idem. Mas a gente não é mais.

Deixa a gente em paz. Só precisamos de um pernil na entrada, uma bandeira com um tambor durante o jogo e de uma taça no fim.  O resto vocês que inventaram. Nós nunca pedimos.

abs,
RicaPerrone