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Ranking de faltas: D. Alves bate mais do que F. Melo e Fágner no Paulista

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A dura entrada de Felipe Melo em Yuri Alberto, do Santos, neste sábado (29), ressuscitou uma antiga discussão nas redes sociais. O debate é sobre quem bate mais: o zagueiro palmeirense ou o lateral corintiano Fágner.

Este blogueiro foi checar os números para tirar a dúvida e tropeçou numa curiosidade. O são-paulino Daniel Alves fez mais faltas no Campeonato Paulista até aqui (antes do confronto com a Ponte Preta neste domingo) do que os dois adversários com fama de mais violentos e foi menos advertido com cartões amarelos.

De acordo com o site especializado em estatísticas Footstats, o jogador do São Paulo acumula 14 infrações em sete jogos com média de duas por partida.

Fágner atingiu oponentes faltosamente em 12 oportunidades nas suas oito apresentações no estadual. A média é de 1,7 falta por jogo.

O polêmico Felipe Melo registra menos da metade de infrações cometidas por seus dois colegas de profissão em questão. Segundo o Footstats, o palmeirense fez apenas cinco faltas em sete jogos, anotando média de 0,7 infração por jogo.

Ele me deu um amarelo que não existe, tem jogadores dando voadora e fazem vista grossa.

Felipe Melo sobre o lance com Yuri Alberto em entrevista ao canal Premiere

Obviamente, os números não medem a brutalidade e a imprudência das faltas. No entanto, o ranking de cartões amarelos indica como os juízes interpretam essas jogadas.

Apesar de ser o mais faltoso entre os três, Daniel Alves é o que menos foi advertido pela arbitragem. Só tomou um cartão amarelo até aqui. Fágner levou dois. Do trio, o zagueiro palmeirense é o recordista com três amarelos. Nenhum desses jogadores foi expulso.

Apesar de irritação com FPF, São Paulo está longe de romper com entidade

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Apesar da irritação de dirigentes do São Paulo com a Federação Paulista por conta de recentes erros de arbitragem contra o time, o clube está longe de romper com a entidade, como fez o Palmeiras em 2018.

Isso principalmente porque os cartolas tricolores entendem que a FPF recebeu suas críticas de maneira respeitosa e num clima propício ao diálogo. Nos bastidores do Morumbi o discurso é de que os dirigentes da entidade admitiram os erros contra a equipe e que prometeram tomar providências.

Do lado da federação há  um sentimento de compreensão com as queixas do clube. Mauro Silva, um dos vices da casa, conversou com jogadores, como Tiago Volpi, e agradeceu pelo comportamento deles diante dos erros de arbitragem no empate com o Novorizontino. Isso porque crê que eles tiveram calma para evitar uma rebelião de maiores proporções em campo.

Na ocasião a FPF admitiu que dois gols tricolores foram anulados incorretamente e que a equipe sofreu com a não marcação de dois pênaltis a seu favor.

Como mostrou a coluna De Primeira, o São Paulo montou uma ofensiva para cobrar a FPF. Foram pelo menos três ligações com cobranças feitas entre sábado, dia do jogo contra o Corinthians em que o clube reclamou da não marcação de um pênalti que teria ocorrido a seu favor, e a última segunda.

O presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da federação, que estava na Itália.

Os dirigentes remunerados  Raí e Alexandre Pássaro ligaram para Mauro Silva. Nos telefonemas, os cartolas do São Paulo repetiram críticas que foram feitas em público por Lugano e Raí.

Em entrevista coletiva depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí chegou a dizer que seu clube tem sido roubado em jogos em casa e que isso não pode acontecer.

Apesar da forte cobrança, nenhuma das conversas descambou para o bate-boca, o que sustenta a tese de que um atrito maior está descartado neste momento.

Leco não se pronunciou publicamente sobre o tema. Mas gente que conversou recentemente com o dirigente tricolor o descreve como muito irritado com a Federação Paulista, porém, sem citar a possibilidade de rompimento.

Opinião: São Paulo acerta ao fazer campanha para defender trabalho de Diniz

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O São Paulo está em campanha pública para defender o estilo de jogo implantado por Fernando Diniz. Trata-se de comprar uma boa briga já que parte significativa da torcida contesta o treinador.

A crítica geralmente bate na tecla de que não adianta jogar bem. É preciso obter melhores resultados, taças.

Na opinião deste blogueiro, o clube está certo  em se esforçar para defender o técnico. O trabalho da diretoria é criar condições para que a comissão técnica supere dificuldades. Convencer o torcedor de que vale à pena continuar com o projeto é parte dessa função.

Prova de que a direção do São Paulo não se limita a “prestigiar” Diniz  é uma postagem feita no perfil oficial da agremiação no Twitter na última segunda-feira (17).

O texto é praticamente uma carta aberta ao torcedor tricolor com o objetivo de convencê-lo de que a manutenção de Diniz é o melhor caminho.

Diz a postagem: “Construir e ter prazer em jogar futebol. O que se treina é o que se joga. O time que cria mais e oferece menos chances é o time que está mais perto de ganhar. É a probabilidade, e vamos ficar com ela. Perseverança e persistência”.

 A mensagem é acompanhada vídeo com lances em que o São Paulo troca passes desde o seu campo de defesa até chegar à área corintiana no clássico do último sábado, no Morumbi.

As jogadas mostram paciência dos atletas para encontrar espaços e sugerem um treinamento bem feito.

O clube poderia ainda ter acrescentado dados estatísticos para reforçar a tese de que não se trata de uma edição de imagens com o objetivo de criar falsa realidade.

De acordo com o site especializado em estatísticas “Footstats”, o time comandado por Diniz fica, em média, com a posse de bola durante 61% de uma partida do Paulista. É a melhor marca do Estadual.

Empatado com o Corinthians, o São Paulo tem também o mais alto índice médio de acertos de passe: 93,2%.

A equipe tricolor é a que mais finalizações fez até agora no Paulista. Foram 116. Segundo colocado nesse ranking, o Palmeiras acumula 104 arremates. O índice médio de acerto de conclusões são-paulino é apenas o 6º melhor da competição (38,8%). Mesmo assim, o time do Morumbi é o que mais acerta finalizações por jogo em média. São 7,5 arremates certos por partida.

Os torcedores mais incomodados com Diniz, porém, vão me mandar enfiar toda essa numeralha no bolso. Dirão que ela de nada adianta se não for acompanhada de vitórias e títulos. E o último caneco relevante levantado pelo tricolor foi o da copa sul-americana, em 2012.

Já que o São Paulo vai bem em estatísticas importantes e o clube tem até um vídeo para defender o estilo de jogo do time, o torcedor que critica Diniz está errado? Claro que não. Só quem nunca se desesperou com seu time pode condenar um fã irritado, desde que pacífico.

Quem não pode entrar nessa é a diretoria. Pelo menos publicamente, a do São Paulo tem feito isso bem com Diniz, apesar do seu histórico de moer treinadores.

A divisão de papéis no futebol é simples e clara. A torcida pode agir mais com a emoção do que com a razão. Por sua vez dirigentes deveriam ser, nesse aspecto, frios, calculistas e profissionais, o que raramente se vê no futebol brasileiro.

Por enquanto, a direção do São Paulo age bem ao não se limitar a fazer uma defesa protocolar de Diniz.Vamos ver se isso não muda de repente.

 

‘Ressaca financeira’ dos grandes afeta glamour de reforços no Paulista

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O Campeonato Paulista de 2020, que começa nesta quarta (22), exibe marcas da gastança promovida pelos quatro grandes de São Paulo no ano passado.

Os sintomas são de “ressaca financeira”. Após abrirem os cofres em busca de contratações badaladas ou simplesmente com barcas recheadas de apostas, os principais times do Estado iniciaram o ano contratando pouco.

O torcedor sentirá a diferença desde a primeira rodada. No lugar de um longo desfile de novidades, muitas de grife, contemplará um ou outro reforço conhecido e mais jovens vindos da base do que nas últimas temporadas. 

Se em 2019 o Estadual serviu de palco para Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos apresentarem reforços concorridos como Boselli, Sornoza, Ricardo Goulart, Zé Rafael, Pablo, Hernanes e Soteldo, neste ano as novidades são mais escassas.

Nos quatro rivais o discurso é de cortar gastos. Palmeiras e Corinthians, por exemplo, passaram boa parte da pré-temporada tentando se livrar de jogadores que não emplacaram e representavam despesas importantes.

Em tempos de vacas magras, apesar de sua delicada situação financeira, o Corinthians apresenta os dois principais destaques em termos de contratações do Campeonato Paulista entre os grandes: Luan e Cantillo. Também, veio Sidcley, que está de volta ao ex-time.

Só com o Luan o alvinegro gastou mais de R$ 20 milhões! A quantia pesa ainda mais quando lembramos que o clube terminou 2019 com expectativa de um déficit de R$ 144,8 milhões!

Com salários, direitos de imagem e direitos econômicos de jogadores, o Corinthians gastou em 2019 cerca de R$ 278,5 milhōes, de acordo com relatório financeiro do clube. A previsão inicial era de um gasto de R$ 190,5 milhões. Para 2020, o orçamento do alvinegro prevê que essa despesa emagreça para R$ 215,1 milhões.

A lista de reforços que alavancou os gastos corintianos é extensa. Tem nomes como Richard, Sornoza, Ramiro, Manoel, Boselli, Júnior Urso e Vágner Love.

Todos juntos, certamente não animaram a Fiel na temporada inteira tanto quanto Luan e Cantillo empolgaram em duas participações na Flórida Cup deste ano. 

Já no São Paulo, inicialmente, a gastança animou a torcida. A equipe tricolor começou o Estadual com reforços que empolgaram os fãs, como Pablo,  Hernanes e Volpi. Mais novidades de peso foram chegando. Vieram Tchê Tchê e Alexandre Pato.

Mas os fracassos nas competições foram se acumulando e a direção decidiu gastar mais para tentar reverter a situação. Durante o Brasileiro, desembarcaram no Morumbi reforços do quilate de Daniel Alves e Juanfran.

Não adiantou. No lugar do título veio um aumento de déficit galopante.

O quadro negativo aumentou a pressão de membros do Conselho de Administração sobre Leco para o corte de despesas.

A atuação tímida no mercado encontra explicação na proposta orçamentária do clube para 2020 enviada ao Conselho de Administração. Trecho do documento diz que neste ano serão investidos R$ 21,5 milhões na aquisição de direitos econômicos. Se esse valor for atingido, novas contratações só serão feitas caso sejam alcançadas metas esportivas, receitas com venda de atletas e o corte dedespesas estabelecido.

Pressão no mínimo tão grande quanto a que atingiu Leco, sofreu Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, para reduzir os gastos com contratações e demitir Alexandre Mattos, ex-diretor executivo de futebol.

O resultado é que o clube que acostumou sua torcida nos últimos anos a receber já no Estadual reforços de peso, dessa vez chega ao Paulista sem ter anunciado contratações.

Primeiro, a diretoria tratou de arrumar interessados em jogadores caros e que não agradavam, como Borja e Deyverson. Agora inicia a busca por reforços pontuais.

Assim como a torcida do Palmeiras, os santistas também reencontrarão seu time no Campeonato Paulista numa nova realidade.

Depois de se esforçar para atender aos pedidos do técnico Jorge Sampaoli em 2019, com reforços como Everson, Soteldo, Jorge, Marinho e Cueva, a diretoria do Santos mudou sua política de contratações.

A primeira consequência foi a saída de Sampaoli, que bateu o pé por reforços que aumentassem a competitividade da equipe.

O alvinegro do litoral passou a priorizar reforços modestos, como Madson (ex-Grêmio) e trocas, como a feita com o São Paulo, que cedeu Raniel para ficar com Vítor Bueno.

Numa primeira olhada, a retração nas contratações pode sugerir queda do nível técnico dos grandes de São Paulo no Estadual.

Mas há aspectos positivos nesse movimento. Quem contrata menos aproveita melhor a base do ano anterior e, em tese, começa a temporada com um time mais entrosado.

Certamente uma boa notícia é o espaço maior para os jovens revelados nas categorias de base. É o que acontece por exemplo com os palmeirenses Gabriel Veron, Wesley e Gabriel Menino. E no Corinthians, com Lucas Piton e Janderson.

Só não dá para cair na tentação de dizer que a situação atual mostra que os cartolas criaram juízo. Melhor esperar o desenrolar da temporada. Maus resultados e cobranças da torcida têm grande potencial para fazer dirigentes voltarem a gastar dinheiro que seus clubes não possuem.

Rompido com FPF, Palmeiras boicota votação da seleção do Paulista

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Em atrito com a FPF, presidida por Reinaldo Carneiro (foto), Palmeiras não foi à festa do Paulistão. Foto: Alexandre Battibugli/FPF

A crise entre Palmeiras e Federação Paulista de Futebol teve mais um capítulo, desta vez relacionado ao encerramento do Estadual de 2019. O time alviverde foi o único clube que não votou na seleção dos melhores jogadores da competição.

O colégio eleitoral foi composto pelos treinadores e capitães dos 16 times participantes. Só Felipão e Bruno Henrique não votaram.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o clube não quis comentar o assunto. Porém, o blog apurou que a abstenção foi por conta do rompimento com a federação.

Nenhum representante do Verdão, aliás, compareceu ao evento que premiou os melhores jogadores da competição, mesmo tendo o atacante Dudu entre os escolhidos como 11 melhores do torneio. A justificativa oficial dada por Caio Ribeiro, que apresentou o evento, foi que Dudu não compareceu por conta da preparação para o jogo da Libertadores, contra o Melgar, que só acontece na próxima quinta-feira.

Neste ano, os palmeirenses já tinham boicotado as reuniões na sede da FPF para definir os detalhes das quartas de final e das semifinais do Estadual. O clube também chegou a atacar a federação e chamar o campeonato de Paulistinha por discordar de decisão do VAR que não anulou gol do Novorizontino em partida das quartas de final.

Em outra atitude fora de sintonia com a federação, o alviverde recusou oferta da entidade para receber palestra sobre o uso do VAR nos mata-matas da competição. A alegação na ocasião foi de que o clube já tinha recebido orientações sobre o árbitro de vídeo de Conmebol e da CBF.

O atrito dos palmeirenses com a federação, presidida por Reinaldo Carneiro Bastos, começou na final do Paulista do ano passado. Jogando em casa, o alviverde reclamou que teria havido interferência externa na arbitragem na anulação de pênalti a seu favor. O rompimento foi uma decisão do presidente do clube, Maurício Galiotte.

Demora do VAR em final do Paulista incomoda até comissão de arbitragem

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Foto: Daniel Vorley/AGIF

A demora do VAR para analisar lances no primeiro jogo entre  São Paulo e Corinthians pela decisão do Campeonato Paulista, no último domingo, incomodou pelo menos parte da comissão de arbitragem da Federação Paulista de futebol. O incômodo existe principalmente em relação à ultima jogada analisada, um suposto pênalti a favor dos corintianos. Nesse caso, foram cerca de quatro minutos de espera, no final da partida, até que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira indicasse que a marcação não seria mantida.

O desconforto acontece porque existe o entendimento entre ao menos uma parcela da comissão de que a fase inicial do uso do árbitro de vídeo já passou e a análise já deveria se mais rápida. A avaliação é a de que nenhuma das jogadas revisadas tinha um grau de dificuldade que justificasse eventuais demoras.

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Por isso, a agilidade na tomada de decisões deverá motivar uma conversa entre os responsáveis pela arbitragem no Estadual e os juízes de campo e de vídeo. A ideia é que o processo seja mais rápido se o VAR voltar a ser utilizado na partida decisiva do campeonato, domingo (21), em Itaquera.

Até então, a cúpula da arbitragem paulista vinha mantendo o discurso de que em início de trabalho uma certa demora era admissível. Agora já há quem diga que do jeito que está não está bom e não pode ficar.

No último dia 10, Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, deixara claro que o próximo passo era reduzir o tempo para as análises serem concluídas. “O processo demora um tempo relativamente pequeno. Mas temos certa insegurança para acertar, e aí eles acabam fazendo uma vez mais para ter certeza. O processo é esse. Dá para adiantar, mas a questão da insegurança está atrasando a decisão. O tempo é importante, mas a precisão é ainda mais importante”, afirmou Corona.

No Morumbi, no lance da revisão mais demorada, o corintiano Henrique foi puxado por Hudson dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo. O pênalti não foi marcado pelo entendimento de que no mesmo lance Vagner Love estava impedido, o que anularia a marcação da penalidade. Desde o início do uso do VAR, a FPF e a Comissão de Arbitragem batem na tecla da importância de ser feita justiça com o recurso eletrônico.

 

Jovens do São Paulo “ralam” por massa muscular. Antony ganhou mais de 2kg

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Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Em cerca de três meses no time profissional do São Paulo, Antony, 19 anos, já ganhou entre dois e três quilos de massa muscular. O fortalecimento é resultado de um trabalho especial feito por ele, Luan, 19 anos, Igor Gomes, 20 anos, e Liziero, 21 anos, destaques na guinada dada pelo time para chegar à final do Campeonato Paulista diante do Corinthians a partir de domingo (14).

Os detalhes da preparação das revelações tricolores foram contados ao blog em entrevista exclusiva concedida pelo preparador físico do clube, Carlinhos Neves, na última sexta (12). Os zagueiros Walce e Rodrigo, ambos de 20 anos, e os atacantes Toró e Helinho, de 19 anos cada, completam o grupo que passa por um processo que no passado fortaleceu Kaká e Lucas Moura. A marca de Antony é comparada com a de Moura, que ganhou seis quilos de massa muscular em seis meses no início como profissional são-paulino.

“O time todo faz de dois a três treinos de força por semana, treino como equipe. Esses (o grupo de  oito jovens), além dos três treinos com o time, fazem todos os dias atividades complementares. São treinamentos de força, de busca de ganho de massa muscular”, contou Neves.

Os exercícios variam conforme as características de cada garoto e de acordo com as exigências de suas posições. “Nosso maior cuidado é não impedir o desenvolvimento natural deles, daqui um ano vão ser jogadores diferentes em termos de desenvolvimento. Também é importante potencializar o que cada um tem de qualidade”, afirmou o preparador físico.

A comissão técnica do São Paulo não colocou metas de ganho de massa muscular a serem atingidas por cada atleta. Mas acelerar o processo de aumento de peso de jogadores rápidos, como Antony e Helinho, não pode tirar a velocidade deles?

“Caiu esse conceito faz tempo. Potência é igual a força x velocidade. Os músculos ajudam o jogador a ser  capaz de “sprintar”, (ou seja) de sair do zero e arrancar. Além de torná-los mais velozes (esse trabalho) a manter a velocidade na maior parte da partida. Não adianta o Antony dar quatro arranques no jogo e morrer”, explicou Neves.

Jovens como Igor Gomes tem sofrido com intensidade dos jogos. Foto: Alan Morici/AGIF

Outro mito derrubado pelo preparador físico é o de que jovem pode jogar o tempo inteiro que aguenta. Pelo contrário. Ele fala do sofrimento que é para a molecada conseguir terminar uma partida sem perder intensidade.

“Igor Gomes, Luan e Liziero terminam o jogo sofrendo muito. Primeiro, o número de partidas inteiras desses jogadores (os quatro que costumam atuar) é muito pequeno. Na base eles já jogam menos. Neste ano, nenhum deve ter feito dez jogos completos. Outra coisa, eles são moleques e treinam e competem com moleques. Aqui (treinam e competem) com homens formados, como Hudson, Jucilei e Arboleda.  Eles não aguentam as exigências de uma partida o tempo inteiro (no mesmo nível), isso é independente do preparo físico, tem a ver com a maturação deles. Eles vão evoluindo, ainda nesta temporada vão aguentar”, afirmou o integrante da comissão técnica são-paulina.

Outra questão é que parte deles não fez a pré-temporada em janeiro por estar disputando a Copa São Paulo ou o Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira. Os jovens promissores ganharam uma semana de folga ao final desses compromissos. O tempo de descanso foi considerado pequeno pela comissão técnica.

Por isso, eles recebem ainda mais atenção do que a maioria dos companheiros em questões fisiológicas e nutricionais. Algumas vezes, são retirados faltando cerca de 20% para o fim de uma atividade para evitar o desgaste excessivo. Lizero ainda é cercado de mais cuidados por causa uma questão anatômica que o acompanha desde pequeno.

Como explica o preparador físico, Luan, Igor Gomes, Liziero, e Antony, além de seus jovens colegas, estão em fase de maturação hormonal e biológica, porém já são vistos no clube como peças importantes para o São Paulo brigar em igualdade de condições pelo título estadual com o Corinthians.

Para arbitragem da FPF, tempo gasto com VAR está dentro do padrão inicial

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O uso do VAR no Campeonato Paulista tem sofrido críticas de torcedores, jogadores e imprensa por conta da demora para a tomada de decisões. Porém, para a comissão de arbitragem da Federação Paulista o tempo gasto está dentro dos padrões levando-se em conta ser um procedimento recente, conforme apurou o blog.

Internamente, o discurso é de que também a anulação do gol de Deyverson no empate entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque, pelas semifinais do Estadual, que especialmente chamou atenção pela demora, ocorreu dentro do prazo esperado. A jogada foi considerada difícil, pela comissão de arbitragem, o que justificaria o impedimento não ter sido marcado mais rapidamente. Entre o atacante palmeirense mandar a bola para as redes e o VAR anular a jogada se passaram cerca de 3 minutos. Já no lance em que o são-paulino Liziero marcou em impedimento, o árbitro de vídeo levou aproximadamente de 1 minuto e 45 segundos para apontar a irregularidade.

Entre os responsáveis pela arbitragem na FPF, a expectativa é de que com a rodagem dos que operam o sistema as definições sejam mais rápidas.

O mantra na comissão de arbitragem é de que mais importante do que questionar o tempo levado para os lances serem esclarecida é que seja feita justiça. A avaliação até aqui é de que o VAR cumpriu seu papel no Estadual de impedir erros dos juízes e colaborar para que os resultados sejam justos, sem interferência da arbitragem.

Nesta quarta, em entrevista coletiva na sede da federação, a comissão deve falar oficialmente sobre o assunto.

Opinião: deficiências e Santos forçaram Corinthians a jogar na retranca

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Na opinião deste blogueiro, o Corinthians jogou excessivamente na retranca na partida em que se classificou para a final do Paulista não porque Carille quis, mas porque o Santos explorou bem duas de suas deficiências e o encurralou na defesa.

Como de costume, o time de Sampaoli marcou bem a saída de bola do adversário. Sair jogando da defesa sob pressão é uma das dificuldades corintianas. Apertados, os alvinegros com frequência apelam para os chutões. Outra deficiência da equipe é a transição com velocidade para o ataque. As bolas estouradas muitas vezes não encontravam ninguém do time de Itaquera na frente. Quando encontravam, chegavam a um comandado de Carille isolado, já que seus companheiros não partiam para o ataque com a velocidade necessária. Assim, o corintiano com a bola não enxergava um colega próximo para fazer o passe. Assim, a tendência era a bola ficar com os santistas, que rapidamente voltavam ao ataque.

O posicionamento ofensivo do Santos fazia o Corinthians se encolher para preencher os espaços na defesa. E o ciclo se repetia. Dificuldade para sair jogando, perda de bola ou chutões sem endereço ou para um companheiro isolado e volta da equipe do litoral ao ataque. Dois lances ilustram esse cenário: uma perda de bola de Pedrinho na defesa que resultou em chance do Santos barrada por Cássio e um chutão de Clayson para o campo de ataque vazio. Ambos ocorreram no primeiro tempo. Com essa rotina, o Corinthians errou 40 de seus 166 passes, de acordo com o site “Footstats”. O índice de acerto foi de aproximadamente 76%. Já o Santos acertou 473 trocas de bola e errou 50. Registrou acerto de aproximadamente 90,4%

O mais preocupante para Carille é o fato de as dificuldades para sair jogando diante de uma marcação avançada e a lentidão na transição ofensiva serem crônicas. Para pelo menos um membro da comissão técnica ouvido pelo blog, falta rapidez especialmente a Ralf para melhorar o rendimento nos contra-ataques, levando-se em conta seu poder de desarme. Uma alternativa seria a entrada de Richard, mas o reserva não mostra a mesma eficiência do titular na marcação. Ou seja, a equipe não ficaria tão bem protegida, em tese. Além disso, Richard ainda não mostrou um apoio ao ataque fora do normal.

Até domingo (14), quando acontece o primeiro jogo da final estadual com o São Paulo, o treinador corintiano certamente quebrará a cabeça para tentar impedir a repetição do que aconteceu no Pacaembu.

Opinião: São Paulo coloca em xeque quatro pilares do Palmeiras

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Ao eliminar o Palmeiras no Allianz Parque e se classificar para a final do Campeonato Paulista, o São Paulo colocou em xeque quatro pilares do adversário. São pontos de confiança da torcida alviverde que estão sob discussão.

Leila Pereira e Crefisa

Com o apoio da empresária e suas empresas, o Palmeiras muitas vezes foi colocado como time quase imbatível. O clube alavancou suas receitas e passou a ser um adversário duro em todas as disputas por bons jogadores. Nos últimos cinco anos, o alviverde investiu cerca de R$ 314, 9 milhões em reforços. São aproximadamente R$ 194,6 a mais do que o valor gasto pelo São Paulo. Não chegar na final do Estadual, algo alcançado na temporada passada com um vice-campeonato, deixa dúvidas sobre até onde vai o poder dos milhões despejados por Leila para fazer o Palmeiras ganhar tudo. Tanto que palmeirenses que protestaram depois da eliminação cantaram: “eu não sou otário, vai tomar no ** esse time milionário”.

Fernando Prass

Existem alguns jogadores nos quais a torcida deposita toda a sua confiança em determinadas situações. Esse é o caso de Fernando Prass nos pênaltis. Sempre foi uma segurança para o palmeirense ter Prass na meta nas disputas de pênaltis. Ele não teve culpa na eliminação, chegou a fazer defesa de cobrança, mas não foi o herói capaz de impedir a derrota de seu time. Do outro lado, Volpi brilhou mais.

Felipão

Luiz Felipe Scolari reforçou a fama de ser “o cara” para a torcida do Palmeiras com a conquista do título brasileiro do ano passado. Em seus trabalhos pelo clube, o torcedor aprendeu a confiar em seu estilo de jogo e esperar pelos resultados. Em disputas de mata-mata, então, sua fama de especialista se tornou mítica. Desde o início de 2019, Felipão sofre críticas de parcelas da imprensa e da torcida por não fazer o time jogar em alto nível. As queixas aumentaram imediatamente após a queda na semifinal estadual.

Allianz Parque

A confiança do palmeirense em seu estádio como caldeirão capaz de derreter os adversários sofrera duríssimo golpe com a perda do título paulista de 2018 para o Corinthians. A vaga para a final arrancada pelos tricolores lá dentro abala mais essa fama de alçapão.