Arquivo da categoria: Campeonato Paulista

Rompido com FPF, Palmeiras boicota votação da seleção do Paulista

Leia o post original por Perrone

Em atrito com a FPF, presidida por Reinaldo Carneiro (foto), Palmeiras não foi à festa do Paulistão. Foto: Alexandre Battibugli/FPF

A crise entre Palmeiras e Federação Paulista de Futebol teve mais um capítulo, desta vez relacionado ao encerramento do Estadual de 2019. O time alviverde foi o único clube que não votou na seleção dos melhores jogadores da competição.

O colégio eleitoral foi composto pelos treinadores e capitães dos 16 times participantes. Só Felipão e Bruno Henrique não votaram.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o clube não quis comentar o assunto. Porém, o blog apurou que a abstenção foi por conta do rompimento com a federação.

Nenhum representante do Verdão, aliás, compareceu ao evento que premiou os melhores jogadores da competição, mesmo tendo o atacante Dudu entre os escolhidos como 11 melhores do torneio. A justificativa oficial dada por Caio Ribeiro, que apresentou o evento, foi que Dudu não compareceu por conta da preparação para o jogo da Libertadores, contra o Melgar, que só acontece na próxima quinta-feira.

Neste ano, os palmeirenses já tinham boicotado as reuniões na sede da FPF para definir os detalhes das quartas de final e das semifinais do Estadual. O clube também chegou a atacar a federação e chamar o campeonato de Paulistinha por discordar de decisão do VAR que não anulou gol do Novorizontino em partida das quartas de final.

Em outra atitude fora de sintonia com a federação, o alviverde recusou oferta da entidade para receber palestra sobre o uso do VAR nos mata-matas da competição. A alegação na ocasião foi de que o clube já tinha recebido orientações sobre o árbitro de vídeo de Conmebol e da CBF.

O atrito dos palmeirenses com a federação, presidida por Reinaldo Carneiro Bastos, começou na final do Paulista do ano passado. Jogando em casa, o alviverde reclamou que teria havido interferência externa na arbitragem na anulação de pênalti a seu favor. O rompimento foi uma decisão do presidente do clube, Maurício Galiotte.

Demora do VAR em final do Paulista incomoda até comissão de arbitragem

Leia o post original por Perrone

Foto: Daniel Vorley/AGIF

A demora do VAR para analisar lances no primeiro jogo entre  São Paulo e Corinthians pela decisão do Campeonato Paulista, no último domingo, incomodou pelo menos parte da comissão de arbitragem da Federação Paulista de futebol. O incômodo existe principalmente em relação à ultima jogada analisada, um suposto pênalti a favor dos corintianos. Nesse caso, foram cerca de quatro minutos de espera, no final da partida, até que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira indicasse que a marcação não seria mantida.

O desconforto acontece porque existe o entendimento entre ao menos uma parcela da comissão de que a fase inicial do uso do árbitro de vídeo já passou e a análise já deveria se mais rápida. A avaliação é a de que nenhuma das jogadas revisadas tinha um grau de dificuldade que justificasse eventuais demoras.

VEJA TAMBÉM

Por isso, a agilidade na tomada de decisões deverá motivar uma conversa entre os responsáveis pela arbitragem no Estadual e os juízes de campo e de vídeo. A ideia é que o processo seja mais rápido se o VAR voltar a ser utilizado na partida decisiva do campeonato, domingo (21), em Itaquera.

Até então, a cúpula da arbitragem paulista vinha mantendo o discurso de que em início de trabalho uma certa demora era admissível. Agora já há quem diga que do jeito que está não está bom e não pode ficar.

No último dia 10, Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, deixara claro que o próximo passo era reduzir o tempo para as análises serem concluídas. “O processo demora um tempo relativamente pequeno. Mas temos certa insegurança para acertar, e aí eles acabam fazendo uma vez mais para ter certeza. O processo é esse. Dá para adiantar, mas a questão da insegurança está atrasando a decisão. O tempo é importante, mas a precisão é ainda mais importante”, afirmou Corona.

No Morumbi, no lance da revisão mais demorada, o corintiano Henrique foi puxado por Hudson dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo. O pênalti não foi marcado pelo entendimento de que no mesmo lance Vagner Love estava impedido, o que anularia a marcação da penalidade. Desde o início do uso do VAR, a FPF e a Comissão de Arbitragem batem na tecla da importância de ser feita justiça com o recurso eletrônico.

 

Jovens do São Paulo “ralam” por massa muscular. Antony ganhou mais de 2kg

Leia o post original por Perrone

Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Em cerca de três meses no time profissional do São Paulo, Antony, 19 anos, já ganhou entre dois e três quilos de massa muscular. O fortalecimento é resultado de um trabalho especial feito por ele, Luan, 19 anos, Igor Gomes, 20 anos, e Liziero, 21 anos, destaques na guinada dada pelo time para chegar à final do Campeonato Paulista diante do Corinthians a partir de domingo (14).

Os detalhes da preparação das revelações tricolores foram contados ao blog em entrevista exclusiva concedida pelo preparador físico do clube, Carlinhos Neves, na última sexta (12). Os zagueiros Walce e Rodrigo, ambos de 20 anos, e os atacantes Toró e Helinho, de 19 anos cada, completam o grupo que passa por um processo que no passado fortaleceu Kaká e Lucas Moura. A marca de Antony é comparada com a de Moura, que ganhou seis quilos de massa muscular em seis meses no início como profissional são-paulino.

“O time todo faz de dois a três treinos de força por semana, treino como equipe. Esses (o grupo de  oito jovens), além dos três treinos com o time, fazem todos os dias atividades complementares. São treinamentos de força, de busca de ganho de massa muscular”, contou Neves.

Os exercícios variam conforme as características de cada garoto e de acordo com as exigências de suas posições. “Nosso maior cuidado é não impedir o desenvolvimento natural deles, daqui um ano vão ser jogadores diferentes em termos de desenvolvimento. Também é importante potencializar o que cada um tem de qualidade”, afirmou o preparador físico.

A comissão técnica do São Paulo não colocou metas de ganho de massa muscular a serem atingidas por cada atleta. Mas acelerar o processo de aumento de peso de jogadores rápidos, como Antony e Helinho, não pode tirar a velocidade deles?

“Caiu esse conceito faz tempo. Potência é igual a força x velocidade. Os músculos ajudam o jogador a ser  capaz de “sprintar”, (ou seja) de sair do zero e arrancar. Além de torná-los mais velozes (esse trabalho) a manter a velocidade na maior parte da partida. Não adianta o Antony dar quatro arranques no jogo e morrer”, explicou Neves.

Jovens como Igor Gomes tem sofrido com intensidade dos jogos. Foto: Alan Morici/AGIF

Outro mito derrubado pelo preparador físico é o de que jovem pode jogar o tempo inteiro que aguenta. Pelo contrário. Ele fala do sofrimento que é para a molecada conseguir terminar uma partida sem perder intensidade.

“Igor Gomes, Luan e Liziero terminam o jogo sofrendo muito. Primeiro, o número de partidas inteiras desses jogadores (os quatro que costumam atuar) é muito pequeno. Na base eles já jogam menos. Neste ano, nenhum deve ter feito dez jogos completos. Outra coisa, eles são moleques e treinam e competem com moleques. Aqui (treinam e competem) com homens formados, como Hudson, Jucilei e Arboleda.  Eles não aguentam as exigências de uma partida o tempo inteiro (no mesmo nível), isso é independente do preparo físico, tem a ver com a maturação deles. Eles vão evoluindo, ainda nesta temporada vão aguentar”, afirmou o integrante da comissão técnica são-paulina.

Outra questão é que parte deles não fez a pré-temporada em janeiro por estar disputando a Copa São Paulo ou o Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira. Os jovens promissores ganharam uma semana de folga ao final desses compromissos. O tempo de descanso foi considerado pequeno pela comissão técnica.

Por isso, eles recebem ainda mais atenção do que a maioria dos companheiros em questões fisiológicas e nutricionais. Algumas vezes, são retirados faltando cerca de 20% para o fim de uma atividade para evitar o desgaste excessivo. Lizero ainda é cercado de mais cuidados por causa uma questão anatômica que o acompanha desde pequeno.

Como explica o preparador físico, Luan, Igor Gomes, Liziero, e Antony, além de seus jovens colegas, estão em fase de maturação hormonal e biológica, porém já são vistos no clube como peças importantes para o São Paulo brigar em igualdade de condições pelo título estadual com o Corinthians.

Para arbitragem da FPF, tempo gasto com VAR está dentro do padrão inicial

Leia o post original por Perrone

O uso do VAR no Campeonato Paulista tem sofrido críticas de torcedores, jogadores e imprensa por conta da demora para a tomada de decisões. Porém, para a comissão de arbitragem da Federação Paulista o tempo gasto está dentro dos padrões levando-se em conta ser um procedimento recente, conforme apurou o blog.

Internamente, o discurso é de que também a anulação do gol de Deyverson no empate entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque, pelas semifinais do Estadual, que especialmente chamou atenção pela demora, ocorreu dentro do prazo esperado. A jogada foi considerada difícil, pela comissão de arbitragem, o que justificaria o impedimento não ter sido marcado mais rapidamente. Entre o atacante palmeirense mandar a bola para as redes e o VAR anular a jogada se passaram cerca de 3 minutos. Já no lance em que o são-paulino Liziero marcou em impedimento, o árbitro de vídeo levou aproximadamente de 1 minuto e 45 segundos para apontar a irregularidade.

Entre os responsáveis pela arbitragem na FPF, a expectativa é de que com a rodagem dos que operam o sistema as definições sejam mais rápidas.

O mantra na comissão de arbitragem é de que mais importante do que questionar o tempo levado para os lances serem esclarecida é que seja feita justiça. A avaliação até aqui é de que o VAR cumpriu seu papel no Estadual de impedir erros dos juízes e colaborar para que os resultados sejam justos, sem interferência da arbitragem.

Nesta quarta, em entrevista coletiva na sede da federação, a comissão deve falar oficialmente sobre o assunto.

Opinião: deficiências e Santos forçaram Corinthians a jogar na retranca

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, o Corinthians jogou excessivamente na retranca na partida em que se classificou para a final do Paulista não porque Carille quis, mas porque o Santos explorou bem duas de suas deficiências e o encurralou na defesa.

Como de costume, o time de Sampaoli marcou bem a saída de bola do adversário. Sair jogando da defesa sob pressão é uma das dificuldades corintianas. Apertados, os alvinegros com frequência apelam para os chutões. Outra deficiência da equipe é a transição com velocidade para o ataque. As bolas estouradas muitas vezes não encontravam ninguém do time de Itaquera na frente. Quando encontravam, chegavam a um comandado de Carille isolado, já que seus companheiros não partiam para o ataque com a velocidade necessária. Assim, o corintiano com a bola não enxergava um colega próximo para fazer o passe. Assim, a tendência era a bola ficar com os santistas, que rapidamente voltavam ao ataque.

O posicionamento ofensivo do Santos fazia o Corinthians se encolher para preencher os espaços na defesa. E o ciclo se repetia. Dificuldade para sair jogando, perda de bola ou chutões sem endereço ou para um companheiro isolado e volta da equipe do litoral ao ataque. Dois lances ilustram esse cenário: uma perda de bola de Pedrinho na defesa que resultou em chance do Santos barrada por Cássio e um chutão de Clayson para o campo de ataque vazio. Ambos ocorreram no primeiro tempo. Com essa rotina, o Corinthians errou 40 de seus 166 passes, de acordo com o site “Footstats”. O índice de acerto foi de aproximadamente 76%. Já o Santos acertou 473 trocas de bola e errou 50. Registrou acerto de aproximadamente 90,4%

O mais preocupante para Carille é o fato de as dificuldades para sair jogando diante de uma marcação avançada e a lentidão na transição ofensiva serem crônicas. Para pelo menos um membro da comissão técnica ouvido pelo blog, falta rapidez especialmente a Ralf para melhorar o rendimento nos contra-ataques, levando-se em conta seu poder de desarme. Uma alternativa seria a entrada de Richard, mas o reserva não mostra a mesma eficiência do titular na marcação. Ou seja, a equipe não ficaria tão bem protegida, em tese. Além disso, Richard ainda não mostrou um apoio ao ataque fora do normal.

Até domingo (14), quando acontece o primeiro jogo da final estadual com o São Paulo, o treinador corintiano certamente quebrará a cabeça para tentar impedir a repetição do que aconteceu no Pacaembu.

Opinião: São Paulo coloca em xeque quatro pilares do Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Ao eliminar o Palmeiras no Allianz Parque e se classificar para a final do Campeonato Paulista, o São Paulo colocou em xeque quatro pilares do adversário. São pontos de confiança da torcida alviverde que estão sob discussão.

Leila Pereira e Crefisa

Com o apoio da empresária e suas empresas, o Palmeiras muitas vezes foi colocado como time quase imbatível. O clube alavancou suas receitas e passou a ser um adversário duro em todas as disputas por bons jogadores. Nos últimos cinco anos, o alviverde investiu cerca de R$ 314, 9 milhões em reforços. São aproximadamente R$ 194,6 a mais do que o valor gasto pelo São Paulo. Não chegar na final do Estadual, algo alcançado na temporada passada com um vice-campeonato, deixa dúvidas sobre até onde vai o poder dos milhões despejados por Leila para fazer o Palmeiras ganhar tudo. Tanto que palmeirenses que protestaram depois da eliminação cantaram: “eu não sou otário, vai tomar no ** esse time milionário”.

Fernando Prass

Existem alguns jogadores nos quais a torcida deposita toda a sua confiança em determinadas situações. Esse é o caso de Fernando Prass nos pênaltis. Sempre foi uma segurança para o palmeirense ter Prass na meta nas disputas de pênaltis. Ele não teve culpa na eliminação, chegou a fazer defesa de cobrança, mas não foi o herói capaz de impedir a derrota de seu time. Do outro lado, Volpi brilhou mais.

Felipão

Luiz Felipe Scolari reforçou a fama de ser “o cara” para a torcida do Palmeiras com a conquista do título brasileiro do ano passado. Em seus trabalhos pelo clube, o torcedor aprendeu a confiar em seu estilo de jogo e esperar pelos resultados. Em disputas de mata-mata, então, sua fama de especialista se tornou mítica. Desde o início de 2019, Felipão sofre críticas de parcelas da imprensa e da torcida por não fazer o time jogar em alto nível. As queixas aumentaram imediatamente após a queda na semifinal estadual.

Allianz Parque

A confiança do palmeirense em seu estádio como caldeirão capaz de derreter os adversários sofrera duríssimo golpe com a perda do título paulista de 2018 para o Corinthians. A vaga para a final arrancada pelos tricolores lá dentro abala mais essa fama de alçapão.

Autor de tributo a golpe militar diz ter festejado democracia corintiana

Leia o post original por Perrone

Osmar Stabile, conselheiro oposicionista do Corinthians, não quer dar entrevistas neste momento sobre a iniciativa de financiar vídeo de apoio ao golpe militar de 1964 e que acabou sendo divulgado pelo Planalto no último domingo (31). Porém, o blog apurou que nos bastidores ele argumenta não ter ido na contramão do clube, que no primeiro jogo contra o Santos pelas semifinais do Paulista resgatou faixa a favor da democracia. Sua narrativa longe dos microfones também é de que ele tem dúvidas sobre a ocorrência de tortura durante o regime militar.

Ao UOL Esporte, Edna Murad, vice-presidente do Corinthians, criticou Stabile dizendo que credita seu posicionamento a uma visão rasa da história do país e do alvinegro. Classificou como absurda a defesa de um regime acusado de praticar tortura. A apuração do blog é de que Stabile afirma ter apoiado e celebrado a volta da democracia nos anos 1980 e a Democracia Corintiana, simbolizada por Sócrates, por entender que a ditatura se estendeu demais. Ele também se diz um democrata, apesar do apoio ao golpe, e que por isso não está numa linha contrária à do clube.

A pelo menos um interlocutor, no entanto, o ex-vice-presidente de esportes terrestres na gestão de Alberto Dualib declarou não poder afirmar que ocorreram torturas durante o regime militar. Alega não ter tido parentes ou amigos torturados. Na nota em que escreveu sobre o vídeo, ele sustentou que não teve a intenção de mexer com os sentimentos daqueles que “se dizem perseguidos pelas forças do Estado” na ocasião. Ao mesmo interlocutor ele afirmou que seu vídeo se refere à intervenção em 1964, não entrando no mérito do que aconteceu durante o regime militar.

Longe dos microfones, o ex-candidato à presidência do Corinthians, também tem dito que concorda com Antonio Roque Citadini, assim como ele conselheiros de oposição no Corinthians. Seu colega se manifestou em rede social afirmando que a maioria esmagadora dos membros do Conselho Deliberativo, o que inclui a atual diretoria, votou em Jair Bolsonaro para a presidência do país.

Polêmica em clássico mostra que juiz bom em campo vale mais do que o VAR

Leia o post original por Perrone

A anulação do pênalti para o Palmeiras neste sábado (30), no empate sem gols com o São Paulo, confirma que o VAR não salva arbitragens ruins. Não está se dizendo aqui que Vinícius Furlan é um árbitro fraco, mas ele não foi bem no clássico pelas semifinais do Campeonato Paulista no Morumbi.

A partir do momento em que o juiz toma uma decisão errada, uma série de possibilidades se abre e a discussão pode ficar infinita. No caso específico do lance envolvendo Dudu, a primeira questão é se o VAR poderia interferir no lance. Poderia, já que ele deve entrar em ação em casos de pênaltis mal marcados. Mas, o árbitro assistente de vídeo não pode dar pitaco em lances interpretativos. E aí começa a discussão sem fim.

Entre os especialistas de arbitragem, existe uma forte corrente defendendo ser uma questão de interpretação se Reinaldo fez ou não pênalti em Dudu. Ou seja, o VAR não poderia ter sugerido ao árbitro rever o lance. Mas há quem pense diferente. O blog conversou com gente do meio da arbitragem, que pediu para não ser identificada, e que entende que o juiz deu a penalidade por ter visto empurrão de Reinaldo em Dudu. Por essa linha de raciocínio, o VAR ficou convicto de que não houve empurrão. Assim, entendeu existir um erro de Furlan. Por essa tese, se Dudu não foi empurrado não é uma questão de interpretação, mas, sim, de sugerir ao juiz que ele reveja o lance para notar que errou.

Só que o atacante palmeirense diz que não foi empurrado. Alega ter sido puxado pelo são-paulino. Mas e aí, o VAR interpretou que não existiu puxão? Se interpretou, errou. A discussão não acaba.

O VAR é necessário, precisa estar lá para tirar dúvidas. Porém, mais importante do que investir na parafernália voltada para ele, é trabalhar a qualificação dos árbitros. É preciso transformá-los em profissionais exclusivos das federações e da CBF para que tenham dedicação integral, mesmo que isso represente grande gasto para as entidades. Esse é o melhor caminho para que eles sejam mais bem preparados tecnicamente, fisicamente (tá cheio de juiz por aí com barriguinha) e emocionalmente.

Os jogadores, os mesmos que reclamam dos erros no apito, deveriam colaborar evitando se jogar e tentar levar vantagem sobre o árbitro o tempo inteiro. Acho engraçado, os atletas reclamam, mas ninguém fala: ‘é, se a não tivesse simulação no lance o juiz não teria errado’.

Dirigentes de clubes e federações também precisam colaborar. Ou a pressão sobre quem apita partidas do Palmeiras ajuda em alguma coisa? O cara entre com um baita medo de errar. Só pode ‘dar ruim’. A pressão se estende ao VAR. Daí ficamos anos discutindo a mesma jogada, apesar do olho eletrônico. Por tudo isso, mais vale um bom juiz em campo do que o VAR na sala.

 

 

 

Jovens do São Paulo passaram no teste do clássico? Estatística diz que sim

Leia o post original por Perrone

Uma das principais dúvidas em relação ao São Paulo na abertura das semifinais do Campeonato Paulista diante do Palmeiras era se os jovens jogadores do time aguentariam a pressão do clássico válido por uma vaga na final. Antony, 19, Luan, 20, Igor Gomes, 20, Lizieiro, 21, não deixaram dúvidas de que passaram no teste. Nenhum deles perdeu a cabeça, foi expulso ou cometeu erro que gerasse gol do adversário. As estatísticas do time no empate sem gols neste sábado (30) no Morumbi, confirmam que eles foram bem (o blog usa números do site “Footstats”).

Lizieiro foi o jogador que mais acertou passes na partida. Foram 35 trocas de bola com precisão. Ele foi o segundo são-paulino com maior posse de bola. Ficou com ela 6,43% do tempo em que a posse foi de seu time. Perdeu apenas para outro jovem, Antony (8,69%). Ninguém no jogo ficou mais com a redonda do que o atacante tricolor. Com a bola nos pés por tanto tempo, Antony foi o jogador da equipe de Vagner Mancini que mais sofreu faltas. Foram seis infrações recebidas. Só o palmeirense Dudu, com oito, apanhou mais do que ele.

No São Paulo, apenas os moleques acertaram cruzamentos. Lizieiro, Antony e Igor Gomes cruzaram uma bola com precisão cada. Liziero e Luam terminaram o jogo como os tricolores que mais deram passes para finalizações: dois para cada. A marca é igual à anotada por Bruno Henrique, o melhor nesse quesito no lado alviverde.

O saldo tricolor mostra que os meninos não decepcionaram em seu primeiro clássico em fase de mata-matas como profissionais. Agora, eles terão que provar tudo de novo, contra o mesmo adversário, no próximo domingo (7), só que na casa palmeirense. Ou seja, pelo menos em tese, a pressão será ainda maior.

Corinthians projeta assinatura de renovação de Gustagol depois do Paulista

Leia o post original por Perrone

Assim como o atacante Gustavo, o Gustagol, o Corinthians não tem pressa para concretizar a renovação antecipada de contrato do jogador. Inicialmente, o clube projeta a assinatura do novo compromisso depois da participação do clube no Campeonato Paulista.

A ideia é acertar verbalmente o acordo com o estafe do atleta e só chamá-lo para a assinatura depois do Estadual. As conversas estão evoluindo.

Com essa estratégia, o clube acredita deixar Gustagol concentrado nos mata-matas do Paulista. Nesta quarta (27), a equipe joga por uma vaga nas semifinais contra a Ferroviária, em Itaquera.

A diretoria alvinegra e o goleador mostram estar em sintonia. Nesta terça (26), o atacante afirmou que não se envolve nas negociações para ficar focado na fase decisiva do Estadual.

Assim que Gustagol começou a se destacar, o clube entendeu que deveria dar uma aumento a ele para que o jogador se sinta valorizado. Então, fez a proposta de reajuste salarial acompanhada da extensão do vínculo atual, que vai até 2020.