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Apesar de erro com Red Bull, FPF mantém testes para final no Einstein

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Apesar das falhas em 26 testes feitos pelo Red Bull Bragantino, a Federação Paulista decidiu manter a bateria de exames para covid-19 antes do segundo jogo da final do Estadual sob os cuidados do Albert Einstein.

Os testes em jogadores de Corinthians e Palmeiras foram marcados para esta quinta (6). A partida decisiva acontece sábado no Allianz Parque.

A FPF entendeu que a falha com os testes do time de Bragança Paulista foi pontual e provocada por um fator alheio ao renomado hospital.

Antes do confronto com Corinthians, 26 testes do Red Bull Bragantino deram positivo para covid-19. Jogadores e funcionários foram afastados das atividades do clube. Porém, desconfiada, a direção resolveu fazer novos exames e os resultados foram negativos. Então, novos testes foram feitos no Einstein, no dia da partida, e confirmaram que as 26 pessoas não estavam contaminadas.

Em nota, em conjunto com a FPF e o Red Bull, o Einstein afirmou que o problema foi causado por um reagente importado.

“Na análise dos processos internos, identificaram-se dois lotes específicos de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelos resultados divergentes”, diz trecho do comunicado.

O Procon pediu explicação ao Einstein sobre a falha. O erro atingiu também exames de outros clientes. Por sua vez, a FPF ficou satisfeita com o que ouviu em reunião com o hospital e não viu motivos para fazer os testes em outro local.

Quarteto de reservas custou R$ 85,9 mi a finalistas do Paulista

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Juntos eles custaram para Corinthians e Palmeiras cerca de R$ 85,9 milhōes. Porém, apesar do alto investimento feito por seus times, Araos, Bruno Méndez, Gustavo Scarpa e Lucas Lima devem começar a primeira partida da final do Campeonato Paulista na reserva. No caso dos palmeirenses, o valor se refere a luvas e comissões, já que ambos estavam livres. O jogo acontece nesta quarta, às 21h30 na arena alvinegra.

Do lado corintiano, Araos é quem mais chama atenção. O chileno aparece como o jogador de maior custo entre 40 atletas que tiveram listados os valores investidos pelo clube nas aquisições de seus direitos no balanço referente a 2019. Ou seja, reforços contratados depois de dezembro do ano passado não estão no relatório. Luvas e comissões não são citadas na lista.

Araos é mencionado com custo de R$  23,9 milhões e 100% dos direitos pertencentes ao alvinegro. A quantia de refere à compra dos direitos.

Em termos comparativos, o Grêmio anunciou no final do ano passado que vendeu 50% dos direitos de Luan para o Corinthians por 5 milhões de euros (cerca de R$ 22,8 milhões na cotação da época) mais o perdão da dívida pela compra do lateral Juninho Capixaba.

Araos foi contratado em julho de 2018 junto à Universidad de Chile. Mas, apesar de estar no topo da lista de investimentos do alvinegro até 2019, nunca se firmou como titular. No ano passado, ele foi emprestado para a Ponte Preta.

Nas quartas de final do Estadual deste ano, contra o Red Bull Bragantino, e na semifinal diante do Mirassol, o chileno entrou durante o jogo no lugar de Luan.

As duas últimas partidas mostram que Araos ganhou mais espaço com Tiago Nunes, algo que o uruguaio Bruno Méndez ainda busca. Na mesma lista publicada no balanço corintiano de 2019, o zagueiro e lateral aparece com o segundo maior custo. São  R$ 18.566.000 e 70% dos direitos vinculados ao Corinthians.

O uruguaio foi contratado em fevereiro do ano passado junto ao Montevideo Wanderes. A falta de prestígio dele com Nunes pode ser medida pelo fato de o treinador ter preferido transformar o lateral Danilo Avelar em zagueiro a apostar nele como titular da zaga.

Por sua vez, o banco palmeirense na abertura da decisão deve ter a ilustre presença de Lucas Lima. Apesar de estar livre de contrato com o Santos quando foi fisgado pelo Palmeiras, exigiu investimento considerável.

Como mostrou o UOL Esporte, o alviverde se comprometeu a pagar R$ 15 milhōes de luvas ao jogador (diluídas durante o contrato) e R$ 5 milhões em comissões para empresários.

Luvas gordas são comuns em casos que os jogadores são contratados quando estão sem vínculo com um clube. Tanto que o mesmo aconteceu com outro jogador cotado para fazer companhia a Lucas Lima no banco de reservas no primeiro jogo da final: Gustavo Scarpa.

Para ter o meia, no início de 2018, o Palmeiras topou pagar, entre luvas para o atleta e comissões a agentes 5 milhōes de euros (R$ 23,5 milhões na ocasião).

Lima e Scarpa têm suas atuações contestadas pela torcida faz tempo. Sem citar nomes, o técnico Vanderlei Luxemburgo tem dito que deu todas as chances para os jogadores experientes do elenco e que agora chegou a vez dos jovens revelados na base, como Patrick de Paula e Gabriel Menino. Na semifinal contra a Ponte, Scarpa entrou durante o jogo justamente no lugar de Menino. Nas quartas de final, no duelo com o Santo André, foi Lima quem substituiu o novato no segundo tempo.

Palmeiras entende que melhorou protocolo da FPF contra covid-19

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A diretoria do Palmeiras entende que aprimorou o protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus elaborado pela FPF ao liberar seus jogadores da concentração e fazer a testagem no retorno. Isso apesar de avaliar que as práticas estipuladas já eram boas.

O argumento é de que seu sistema é mais seguro do que o confinamento integral feito pelo Corinthians, que segue o guia elaborado pela federação.

A tese palmeirense é de que confinar todos os funcionários que trabalham na concentração é praticamente impossível. Ao ir para cassa e voltarem esses trabalhadores podem se infectar e contaminar os atletas, que fazem testes periódicos, mas não diários.

O departamento médico alviverde também enxerga como problema a relação entre período de incubação do vírus e demora para fazer os testes no caso de jogadores concentrados.

A rotina escolhida pelo Palmeiras, não recomendada pela FPF, foi a de permitir a saída de jogadores e comissão técnica intensificando a testagem. Assim, o clube acredita ter uma fotografia mais atualizada. Segundo o Palmeiras, seus jogadores já fizeram 17 testes desde a volta do Campeonato Paulista.

Por sua vez, o Corinthians emitiu nota afirmando que realizou duas baterias de testes durante o confinamento e que todos funcionários envolvidos nas atividades diárias do centro de treinamento do clube estão confinados. O alvinegro ainda diz que seu adversário na final do Paulista quebrou o protocolo elaborado pela FPF.

Como mostrou o blog, o diretor médico da federação, Moisés Cohen, declarou que todas as agremiações participaram da confecção do documento e que nenhuma delas disse que dispensaria seus jogadores da concentração integral, como fez o Palmeiras. Cohen afirmou também que o protocolo recomenda, mas que não obriga os clubes a seguirem a orientação. Assim, não há punição para casos como o do alviverde.

Os testes geraram polêmica porque o Palmeiras pediu para que os dois times passassem por testagem antes do jogo desta quarta (5), mas o Corinthians se recusou alegando que seus atletas estão confinados e já passaram por testes.

A Federação Paulista emitiu nota informando que os dois clubes farão a testagem antes da segunda partida, marcada para o próximo sábado (8).

O que vale o título paulista para presidentes de Palmeiras e Corinthians?

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Abaixo, veja o que a eventual conquista do título Paulista vale para os presidentes de Corinthians e Palmeiras, adversários na decisão:

Andrés Sanchez

O título viria no pior momento político de Sanchez no Corinthians desde que assumiu a presidência pela primeira vez.

Em várias fases de pressão contra o grupo do atual presidente, o Renovação e Transparência, a oposição teve sua voz sufocada pelos resultados em campo.

A parada do Estadual por conta da pandemia de Covid-19 aconteceu num momento em que o time corria até o risco de rebaixamento. Durante a suspensão dos jogos, os conselhos Fiscal e de Orientação fizeram pareceres recomendando a rejeição das contas referentes a 2019.

Agora falta o Conselho Deliberativo votar se aceita ou não a orientaação. Se houver reprovação, um processo de impeachment pode ser aberto contra Sanchez.

O clube ainda aguarda a prefeitura autorizar a reunião presencial. Assim, ela deve ocorrer após a final.

Historicamente, Sanchez usa bem politicamente as grandes vitórias em campo. O título em cima do rival daria ao dirigente argumento para tentar defender sua política financeira já que o adversário tem um elenco bem mais caro.

O título também seria importante para Andrés alavancar a candidatura de Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, na eleição de novembro. Seu nome ainda não foi confirmado como candidato.

Maurício Galiotte

O presidente palmeirense tem sido cobrado por ter terminado 2019 com um time caro e que não conquistou títulos. Em meio à pressão Alexandre Mattos, arquiteto do elenco, foi demitido.

Em 2020, o dirigente continuou sendo cobrado por supostamente não ter conseguido se livrar de todos os jogadores que não renderam o esperado, apesar do alto custo.

Galiotte também é criticado por conselheiros e torcedores por, na visão deles, não identificar os motivos que fazem uma equipe milionária não atingir todo o seu potencial.

Críticos pintam o presidente alviverde como um cartola sem influência nos bastidores na comparação com rivais como Sanchez.

Nesse cenário, o fato de o adversário na final ser o Corinthians é perfeito para Galiotte calar quem o critica.

O título daria a ele o argumento de que a reformulação após a saída de Mattos está sendo bem conduzida e de que não há fragilidade nos bastidores em relação ao principal oponente alviverde.

Porém, se o Palmeiras perder pela segunda vez o Paulista com o último jogo em casa para o Corinthians, Galiotte verá a pressão sobre ele aumentar de maneira drástica..

 

Com simplicidade, Corinthians conquista vaga na final do Paulista

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Tiago Nunes foi contratado para fazer uma complexa transformação no estilo de jogo do Corinthians, mas foi com simplicidade que ele ajudou a colocar o alvinegro na final do Paulista.

A chance de tentar o tretacampeonato chegou com uma defesa arrumada, que não levou gols em quatro jogos. E fazendo o arroz com feijão no ataque. Os gols vieram com a bola aérea e com a finalização certeira de um volante, Éderson. Ele fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Mirassol, neste domingo (2), mais uma vez acertando um um belo chute.

O fato de o Mirassol perder Juninho, expulso, foi fundamental, é verdade. Nessa retomada após a parada por conta da pandemia de covid-19, perder  jogador por cartão vermelho é dano praticamente irreversível por causa da falta de preparo físico ideal.

A parada parece ter ajudado o alvinegro a encontrar a simplicidade como opção. São poucos jogos para executar todas as transformações que não foram feitas durante quase toda a primeira fase em busca de um futebol ofensivo.

O Corinthians finalista joga sem sofisticação, mas é bem treinando. Eficiência na bola parada depende de muito treino, assim como organização tática e eficácia defensiva. O bom comportamento defensivo corintiano, no entanto, não pode ser confundido com retranca.

O novo Corinthians não é ofensivo como a maioria esperava, mas tem equilíbrio entre ataque e defesa. Mesmo com seu cardápio pouco variado de jogadas, pode levantar o tetracampeonato.

 

 

Opinião: pontos fortes e fracos dos semifinalistas do Paulista

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Veja a seguir os pontos fortes e fracos, na opiniāo deste blogueiro, dos semifinalistas do Campeonato Paulista.

Corinthians

Pontos fortes

Defesa – Principalmente graças a Cássio, o alvinegro não levou gols nos três jogos após a retomada do Estadual.

Bola parada – Nas três partidas no retorno, o time de Tiago Nunes contou com a ajuda de jogadas aéreas a partir da bola parada para balançar as redes.

Avanços de Éderson – O volante marcou gols nos dois últimos jogos.

Pontos fracos

Dificuldade na armação – O problema que vem desde o ano passado ainda não foi solucionado.

Preparo físico – O time já mostrou evolução em relação ao primeiro jogo do retorno, contra o Palmeiras, mas ainda se cansa rápido. A falta de fôlego tira mobilidade, fundamental para superar as dificuldades na armação. Quanto mais os jogadores se movimentarem, maiores são as opções de quem está com a bola.

Mirassol

Ponto forte 

Explorar erros do adversário – O time do interior tem paciência e eficiência para aproveitar as falhas de seus openentes. Pelo menos foi assim que despachou o São Paulo.

Pontos fracos

Falta de entrosamento – Natural para quem perdeu 18 jogadores durante a suspensão do Paulista. Coletivamente, a equipe está enfraquecida.

Defesa – A desorganização defensiva deixa espaços para o adversário. Certamente é reflexo do desmonte enfrentado pelo clube.

Palmeiras

Pontos fortes

Organização tática – Em termos de jogo coletivo, o time de Luxemburgo é o semifinalista que menos sentiu a parada.

Variação tática – O farto elenco palmeirense dá a seu treinador várias alternativas para mudar o jeito de jogar do time conforme as dificuldades durante as partidas. Algumas das mudanças podem ser feitas sem substituir jogadores, como deslocar Felipe Melo da zaga para o meio.

Bola aérea de Felipe Melo – Foi assim que saiu o gol da classificação para as semifinais no jogo com o Santo André.

Ponto fraco – A dificuldade em tabelar e criar espaços para entrar na área adversária com a bola dominada. O alviverde faz tudo certo até chegar perto da área. A partir daí, parece entrar em parafuso e toca para trás ou perde a bola. O problema atende pelo nome de “saudades de Dudu”.

Ponte Preta

Ponto forte

Bola aérea – Principalmente a partir dos pés do veterano Apodi.

Ponto fraco

Lado direito da defesa – A dificuldade demonstrada por Apodi na marcação contra o Santos, especialmente no mano a mano, caso seja repetida, pode ser o mapa da mina para o Palmeiras.

 

Se Corinthians e Palmeiras forem eliminados nas semifinais será vexame?

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Azarão nas brigas por vagas nas quartas de final e nas semifinais do Paulista, o Corinthians agora é o mais favorito para chegar à decisão estadual na opinião deste blogueiro. O Palmeiras tem o favoritismo no duelo contra a Ponte Preta, mas a vantagem teórica do alviverde é menor do que a do alvinegro do outro lado da disputa.

Nesse cenário, se o Corinthians perder para o Mirassol será um vexame, como foi para o São Paulo. Mas, se o Palmeiras for eliminado pela Ponte Preta não chamarei de fiasco, a menos, claro, que seja por goleada.

O que diferencia a análise sobre a condição dos rivais da capital nas semifinais é a situação dos adversários. O Mirassol está em frangalhos, perdeu quase que seu time todo durante a parada por conta da pandemia de Covid-19 e levou um grupo sem o mínimo de entrosamento para enfrentar o São Paulo. Surpreendentemente ganhou, mas não vai ganhar muita estrutura tática até domingo, quando faz sua semifinal.

O time de Tiago Nunes fez uma péssima primeira fase, chegou a ver o fantasma do rebaixamento no retrovisor, mas com esforço e a decisiva ajuda do São Paulo na última rodada chegou às quartas de final.  Superou sem sustos o Red Bull Bragantino, um dos melhores times da competição. Fez isso mostrando uma pequena evolução. Seus gols (udm no primeiro minuto com falha de Júlio César, seu ex-goleiro) e outro de Jô, de cabeça, refletem treinos bem feitos. Para abrir o placar logo de cara é preciso concentração. Isso não cai do céu, assim como gols de cabeça, especialmente em jogadas de bola parada. Tem trabalho aí.

Quando o Red Bull cansou, no segundo tempo, o Corinthians mostrou mais organização do que durante a maior parte do Campeonato Paulista, e assegurou a vitória por 2 a 0. Na minha opinião, Tiago Nunes está acertando mais nos mata-matas do que acertou na primeira fase. Acertou, por exemplo, em transformar Éderson em titular. A equipe finalmente ganhou a chegada decisiva de um volante ao ataque. A aposta em Jô, completamente sem ritmo de jogo, deu certo. Ele poderia ter jogado sem um centroavante raiz, mas sua opção funcionou. A tendência é haver mais uma pequena evolução até domingo. Assim, é possível deixar de rotular a o time de Itaquera como favorito disparado diante do remendado Mirassol.

Na outra semifinal, o Palmeiras tem muito mais elenco do que a Ponte Preta. Vanderlei Luxemburgo possui um cardápio de variações táticas que poucos treinadores do país têm. Mas, a vitória por 1 a 0 sobre o Santo André, com um gol no final, mostrou a capacidade que o tempo sem futebol tem de diminuir a diferença técnica entre as equipes, por melhor que tenha sido a primeira fase do time do ABC paulista.

O jogo mostrou também como os palmeirenses sentem a falta de Dudu. A equipe se defende bem, troca passes com eficiência, mas não sabe o que fazer com a bola quando chega perto da área adversária. Falta alguém decisivo, seja na finalização, no drible que abre espaços na defesa ou na assistência. Esse pacote diminui a vantagem teórica do Palmeiras sobre a Ponte Preta. Assim, ouso dizer que não será um vexame uma eventual eliminação da equipe de Luxemburgo.

Você pode estar pensando: “mas a Ponte correu o risco de ser rebaixada. Um time com a grana do Palmerias perder para uma equipe modesta é vexame, sim”. A questão financeira é importante, sim. Mas, apesar de todos os problemas, a equipe de campinas é organizada, tem jogadores experientes. É verdade que passou pelo Santos com uma enorme ajuda de Marinho, expulso. Mas, quando ficou com um a mais provou saber explorar espaços e ter alguma qualidade. É pouco para dizer que não há favorito no embate com o Palmeiras. Mas, como esse momento de retomada tende a diminuir diferenças técnicas e a valorizar o po prepraro físcio, é o suficiente para dizer que não seria um vexame a eventual eliminação alviverde.

Independente critica Raí, Lugano e Daniel Alves, mas não cita Leco

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Lugano, Daniel Alves, Fernando Diniz, Juanfran, Pato, Arboleda e Reinaldo foram citados pela Independente, maior torcida organizada do São Paulo, de forma crítica no Twitter após a eliminação nas quartas de final do Paulista diante do Mirassol, nesta quarta (29).

Porém, o presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não foi mencionado nas mensagens de protesto até a conclusão deste post. O dirigente é um dos mais criticados pelo atual momento do clube por conselheiros e torcedores. Isso antes mesmo da derrota por 3 a 2 para o Mirassol.

Montar times caros que não levantam taças e são eliminados por equipes com orçamento muito inferior costuma ser a principal crítica ao cartola.

Chama atenção nas postagens da organizada uma foto no Morumbi antes do jogo com o time do interior na qual mais de 20 torcedores aparecem em volta do gramado, muitos sem máscaras, contrariando as regras de combate ao novo coronavírus.

Como indica a legenda na imagem, eles estavam lá para cuidar das faixas da uniformizada que foram vistas estendidas no Morumbi durante o jogo. Obviamente, os torcedores obtiveram autorização da diretoria para a ação.

“Raí e Lugano. Monstros como jogadores. Vergonha como diretores. Se têm mais sentimento pelo SPFC do que pelo dinheiro, peçam demissão! 3 anos de vergonha!”, diz uma das postagens no perfil da torcida no Twitter. O gerente executivo, Alexandre Pássaro, e Fernando Bracalle, o Chapecó, diretor adjunto de futebol, também foram criticados.

Principal contratação feita por Leco, Daniel Alves foi fortemente cobrado. “Daniel Alves, maior salário do Brasil. Dava pra comprar a cidade de Mirassol. Muita balada Good Crazy. Veio pra quebrar o SPFC ou ser campeão?”, afirma uma das postagens.

Aqui, outro ataque a um reforço badalado: “Juanfran. Veio pro resort o tiozinho do churrasco”.

Pato também não escapou. “Pato. Até quando a fama de popstar? Quando vai virar profissional?”.

Sem citar Leco, a Independente criticou a política do clube em relação aos jovens revelados em Cotia: “base cheio de padaria desde moleque. Assou? vendeu !! Senão estraga”.

De volta aos treinos, Botafogo-SP pede retorno do Paulista dia 29 de julho

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Após obter autorização da prefeitura de Ribeirão Preto para treinar na cidade, o Botafogo-SP volta aos treinamentos neste sábado (11). O clube, porém, pede o adiamento da retomada do Paulistão para o próximo dia 29.

Em acordo com o Governo de São Paulo, a Federação Paulista marcou o recomeço para 22 de julho. A equipe do interior, no entanto, não vinha podendo treinar em sua cidade por determinação das autoridades competentes devido ao grave momento da pandemia de covid-19 em Ribeirão.

Com o município na fase vermelha, a mais restritiva em termos de distanciamento social, os jogadores faziam apenas testes fisiológicos e físicos.

Assim, o clube alega que está em desvantagem em relação aos adversários, que voltaram aos treinamentos antes.

Na reunião em que a FPF definiu a retomada, o Botafogo sugeriu a volta em 1° de agosto. Agora, o clube trabalha pelo dia 29 de julho.

“Queremos pelo menos mais uma semana de treinamento para estarmos em condições iguais. Por enquanto, estamos fazendo solicitações no âmbito esportivo”, afirmou Adalberto Baptista, presidente do Conselho de Administração da Botafogo S/A, empresa que gere o clube.

Como mostrou o blog, o dirigente analisa a possibilidade de acionar o Tribunal de Justiça Desportiva e, depois, se for preciso, a Justiça comum, em  busca do adiamento.

A FPF, no entanto, mantém a posição de que é impossível fazer a retomada após 22 de julho.

Testes e volta conjunta: como clubes de São Paulo articulam retomada

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Com Pedro Ivo Almeida, do UOL em São Paulo

Os clubes de São Paulo começaram na noite desta terça (16) a se organizar em conjunto para que todos tenham condições de voltar aos treinos na próxima segunda (22).

Pelo menos parte dos dirigentes foi avisada pelo Delegado Olim, deputado estadual e presidente do TJD, de que o Governo do Estado aprovou o protocolo sanitário da FPF e autorizou a volta aos treinos. O retorno porém, depende de testagem de jogadores e demais funcionários, entre outras providências.

Até a conclusão deste post, no entanto, a FPF ainda não havia confirmado oficialmente a retomada.

Assim que foram avisados por Olim, representantes dos clubes trocaram telefonemas para combinar o retorno em conjunto. Cartolas de São Paulo, Palmeiras e Corinthians estão entre os que conversaram sobre o tema.

A ideia é que todos realizem os testes até sábado para que possam marcar o retorno dos atletas para segunda, desde que a autorização seja confirmada.

A ação coordenada visa fazer com que todos tenham o mesmo tempo de preparação antes de o Paulista ser retomado. A ideia já tinha sido discutida pelos dirigentes.

A expectativa dos clubes é de que o Governo do Estado e, em seguida, a FPF formalizem a retomada já nesta quarta (17) para que as medidas sejam agilizadas.

A avaliação inicial é de que são necessários pelo menos 20 dias de treinamento para que os jogadores entrem em forma, já que estão parados desde março, quando o Estadual foi suspenso por conta da pandemia de covid-19.

Pelo protocolo elaborado pela comissão médica da FPF, os treinos devem ser retomados em pequenos grupos. A orientação é para que nos primeiros trabalhos o gramado seja dividido de forma que cada atleta possa treinar sozinho, diminuindo as chances de contaminação pelo novo coronavírus.

Os grupos vão aumentando até que haja autorização para os treinos com bola.

Na fase de treinamentos, os jogadores poderão voltar para casa após o trabalho. Quando as partidas voltarem, com portões fechados, todos ficarão concentrados até o final da competição.

Nos treinos, vestiários e refeitórios dos centros de treinamentos não funcionarão.