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Previsão para clássico em Itaquera: meias sonolentos, chuveirinhos e erros

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A armação não funciona. Faltam criatividade, tabelas, triangulações e os atacantes sofrem pra receber a bola.

Esse cenário desolador se aplica tanto para o Corinthians como para o São Paulo, adversários neste domingo (17) em Itaquera pelo Campeonato Paulista.

Na maioria das partidas das duas equipes nesta temporada, os ataques pouco produziram por conta das dificuldades de criação dos meias. Coisa de dar sono no torcedor.

Mas esse defeito em comum não representa tendência de um jogo chato. Os erros de passes e das defesas das duas equipes têm gerado chances de ouro para os adversários. Caso isso se repita, teremos emoção na Arena Corinthians.

Do lado alvinegro, Jadson tem produzido muito menos do que se espera dele na armação. E Sornoza ainda não foi para ele um companheiro eficiente na criação das jogadas. O cruzamento para Gustavo é uma das poucas coisas que funcionam no time de Fábio Carille.

No São Paulo, quem não consegue armar é Diego Souza. Hernanes, aparentemente sem ritmo de jogo, não conseguiu ajudá-lo. Nenê é outra opção criativa que não funciona.

As duas defesas ainda não se acertaram. No São Paulo, quando Jucilei joga a lentidão deixa a zaga desprotegida. No Corinthians, Henrique e Manoel dão frio na barriga do torcedor.

Dificuldades semelhantes dão equilíbrio ao clássico. Teoricamente chuveirinhos tendem a ser frequentes. No ataque corintiano porque é praticamente a única jogada que  tem dado resultado.

Pelo São Paulo é de se esperar que o experiente e pragmático Vágner Mancini aposte nas bolas áreas, responsáveis por acelerar os batimentos cardíacos da Fiel.

Em derrota para Ponte, SPFC não mostra o que precisa ter contra Talleres

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Na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado (9), em Campinas, pelo Campeonato Paulista, o São Paulo não mostrou as características que serão necessárias para avançar no torneio continental após perder para o Talleres por 2 a 0, na Argentina.

Contra os argentinos, na próxima quarta-feira, em casa, os tricolores precisarão a todo custo criar chances de gol. Foram quase nulas as oportunidades diante da Macaca. Nenê não conseguiu armar o time, o que ajuda a explicar a fraqueza ofensiva.

Mas, claro, a culpa não é só do veterano. Para fazer gols (são necessários pelo menos dois na quarta) é preciso ter a posse de bola. Para isso, errar poucos e ser eficiente nos desarmes são obrigações. Os são-paulinos não fizerem as duas coisas no interior.

Também ajuda uma marcação sob pressão na saída de bola do adversário (essa estratégia é básica para pressionar o Talleres). Porém, os ponte-pretanos tiveram pouca dificuldade para sair de seu campo de defesa.

Partir rápido da defesa para o taque quando roubar a bola será fundamental para tentar surpreender os argentinos. Mas contra a Ponte a lentidão foi marca registrada dos são-paulinos.

Trocas rápidas de passes, tabelas e triangulações entre laterais, meio-campistas e atacantes atormentariam a defesa do Talleres. Porém, na última partida antes do duelo decisivo nada disso aconteceu. A falta de aproximação entre os atletas contribuiu para isso.

Para ter sucesso na quarta, o São Paulo precisa de uma defesa segura, que sabe como se posicionar. Neste sábado, contudo, o gol da Ponte, marcado por Hugo Cabral , saiu de um cruzamento aéreo que poderia ser neutralizado com organização na área.

Por tudo isso, o desempenho da equipe, mais do que o resultado, foi desanimador para o são-paulino que já pensa no jogo com o Talleres.

 

Opinião: insistência em jogadas aéreas marca derrota corintiana em Campinas

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Abusando das bolas cruzadas na área, o Corinthians perdeu por 2 a 1 para o Guarani, nesta quarta (23) em Campinas, pelo Campeonato Paulista. O alvinegro saiu na frente com um gol de cabeça marcado por Gustavo, tomou a virada ainda no primeiro tempo e viu as chances de reação escaparem ao abusar da bola aérea.

A repetição da busca das finalizações pelo alto, principalmente com Gustavo, foi tanta que nem parecia que Fábio Carille voltou. Características como triangulações e jogadas pelo meio do ataque, tão presentes na passagem anterior do treinador pelo clube, foram abandonadas. O técnico sempre gostou de apostar num centroavante cabeceador, mas costuma exibir uma cardápio mais variado de jogadas, o que não aconteceu nesta noite.

Gustavo não tem culpa pelo resultado. Pelo contrário, fez seu segundo gol em três jogos no retorno ao Corinthians. O outro foi no amistoso com o Santos. O problema maior foi a falta de criatividade no meio-campo. Tudo bem que estamos no começo de temporada, mas Sornoza, principalmente, já deveria ter dado mais contribuição criativa à equipe. Sem sua colaboração, ganhou força o chuveirinho.

Neste momento de início de trabalho, pelo menos três coisas ficam claras no alvinegro: Sornoza precisa dividir a responsabilidade pela criação com Jádson, a defesa tem que finalmente se acertar nas bolas aéreas e Carille deve combater ferozmente o vício do time de cruzar praticamente todas as bolas no ataque.

Federação adverte empresa por problemas com catracas na estreia do SPFC

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A Federação Paulista advertiu por meio de notificação a empresa responsável pelo sistema de ingressos do São Paulo por conta de problemas na estreia do time no Campeonato Paulista. Em seu comunicado para a Total Acesso, com cópia ao clube do Morumbi, a entidade lista as falhas que detectou no último sábado no Pacaembu, pede explicações até a próxima quarta (23) e ainda diz que a companhia será descredenciada em caso de reincidência. O descredenciamento impede a participação em jogos que tenham a FPF como organizadora.

Notificações semelhantes foram enviadas para Omni, por falhas em Bragantino x Guarani, e Acesso Mais, devido a falhas em Red Bull x Palmeiras, ambos pela primeira rodada do Estadual de 2019. As três advertências foram confirmadas ao blog pela federação.

Antes da vitória são-paulina por 4 a 1 sobre o Mirassol, torcedores tiveram dificuldades para entrar no Pacaembu. Na notificação, a federação afirma constar no relatório do jogo que catracas não funcionaram adequadamente. Aponta também erros e atraso no momento da manobra de transferência de energia para o gerador, catracas que pararam de funcionar, falta de configuração nas antenas de comunicação e outros problemas com ingressos.

De acordo com o documento feito pela FPF, centenas de torcedores foram afetados por conta dos problemas na entrada do estádio. “Iremos responder ao ofício da Federação Paulista na data estipulada. Na ocasião abordaremos as causas dos problemas ocorridos no Pacaembu e apresentaremos quais as medidas preventivas a serem adotadas para os próximos jogos, visando mitigar problemas futuros”, disse ao blog David Jesus, da Total Acesso. Por sua vez, o São Paulo repetiu que está apurando o ocorrido, como havia dito em nota oficial.

A respeito dos problemas na partida do Bragantino, Alex Marques, gerente da Omni, declarou que foram disponibilizados pelo time de Bragança Paulista poucos bilheteiros e que já houve uma conversa para que o fato não se repita. Ele disse também que a notificação foi cancelada pela FPF. Porém, o blog apurou que o cancelamento ocorreu por causa de um nome escrito de maneira errada e que em seguida outro comunicado com o mesmo teor foi enviado.

O blog não conseguiu ouvir a Acesso Mais sobre as ocorrências registradas no duelo entre Red Bull e Palmeiras, em Campinas. A notificação emitida pela FPF alega que dois portões foram abertos com 30 minutos de atrasos provocando filas e tumultos. Relata também que crianças acabaram entrando no jogo sem os ingressos de gratuidade que servem para ajudar no controle de público.

 

Opinião: cinco fatores dificultam missão de Carille no Corinthians

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A maior parte da torcida do Corinthians comemorou o anúncio da volta de Fábio Carille como um gigantesco reforço. Por seu currículo vencedor no alvinegro, o treinador tem praticamente o status de salvador da pátria. Porém, na opinião deste blogueiro, uma série de fatores torna a missão do técnico mais difícil em relação a seus feitos anteriores. Leia a seguir.

1 – Qualidade do elenco

Em seu retorno, Carille encontra um elenco de qualidade inferior ao que teve durante o maior tempo de sua passagem anterior pelo clube.

Do time que venceu o Palmeiras na final do Paulista de 2018, Balbuena, Sidicley, Rodriguinho e Maycon saíram e não foram substituídos no mesmo nível.

Claro que a diretoria pode trazer reforços de bom nível para a próxima temporada. O problema é a falta de dinheiro para isso.

2- Novidades

Um dos trunfos de Carille para conquistar dois estaduais e um Brasileirão foi conhecer a fundo o grupo de jogadores do clube. O domínio, inclusive das categorias de base, facilitou a remontagem da equipe para o início de 2018, por exemplo.

Neste momento, o elenco já tem nove jogadores novos em relação à última vez em que o treinador comandou o time. Hoje, esse número corresponde a mais de 25% do time.

Quase todas as caras novas são de atletas que não foram escolhidos por ele, pois o técnico já havia deixado o Corinthians quando essa leva foi contratada. Danilo Avelar é exceção. O lateral tinha sido indicado por Carille.

As primeiras contratações para 2019 (Gustavo Mosquito, Michel Macedo e André Luis) foram feitas antes de o retorno do treinador se concretizar.

3 – Base

Arana e Maycon são exemplos de como os jogadores vindos das categorias de base foram importantes na passagem anterior de Carille pelo clube.

No retorno, porém, ele deve ter dificuldades para garimpar jovens cem casa. As principais promessas dos últimos anos do popular “terrão” corintiano já foram negociadas ou estão no time principal (Pedrinho e Léo Santos).

No Parque São Jorge, quem conhece bem as categorias de base diz que a próxima safra não é animadora.

4 – Vendas

Carille corre o risco de perder jogadores antes mesmo de a próxima temporada começar. Com pouco dinheiro para contratar, o clube não deve recusar ofertas interessantes por seus atletas.

Pedrinho interessa ao Borussia Dortumund, da Alemanha. Há outros caras valorizados no grupo, principalmente Fágner e Cássio, que estiveram com a seleção brasileira na Copa da Rússia.

5 – Salário acima do teto

Indiscutivelmente, Carille é querido pela maior parte dos atletas que trabalharam com ele no clube. Porém, em tese, o fator financeiro, pode complicar a relação com alguns.

O treinador deve ganhar R$ 500 mil mensais, sem contar eventuais luvas. A quantia supera o teto salarial estipulado pela diretoria de R$ 400 mil. Jadson, por exemplo, aceitou reduzir seus ganhos para se enquadrar nessa política. A dúvida é como ele e outros profissionais que não puderam ganhar mais vão reagir ao salário superior do chefe.

‘Rico’, Palmeiras só tem Nacional para não perder de rival em taças no ano

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A eliminação nas semifinais da Libertadores, diante do Boca Juniors, deixou ao Palmeiras apenas o Brasileirão como caminho para não terminar o ano atrás do Corinthians, seu principal rival, em termos de títulos.

O alvinegro, com menos receitas e enfrentando seguidos desmanches, faturou o Campeonato Paulista, justamente em cima dos palmeirenses no Allianz Parque. Um feito histórico.

Além disso, o clube da zona leste chegou à final da Copa do Brasil, competição em que o arqui-inimigo foi eliminado nas semifinais. Na Libertadores, o Corinthians caiu nas oitavas de final.

Normalmente, a comparação entre os dois times têm peso político nos clubes. Do lado alviverde, agora, alguns conselheiros de oposição consideram imperioso ter um resultado mais expressivo do que o adversário na temporada por conta do investimento maior feito na equipe.

Em termos comparativos, o Palmeiras terminou 2017 com um superavit de R$ 57.023.290,30. Já o Corinthians fechou o ano passado registrando deficit de aproximadamente R$ 35 milhões.

A receita total palmeirense com o departamento de futebol na temporada anterior foi de cerca de R$ 475,39 milhões contra R$ 358,1 milhões do adversário.

Uma das principais diferenças nos cofres dos rivais é que o alviverde conta com o robusto patrocínio da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, enquanto o alvinegro não consegue uma marca fixa para o espaço mais nobre de sua camisa.

Em 2018, as diferenças continuam. Até agosto, o futebol corintiano havia arrecadado R$ 316,7 milhões. O Palmeiras não divulgou seu balancete referente aos oito primeiros meses do ano. Mas até março seu departamento de futebol já tinha embolsado aproximadamente R$ 144,2 milhões. Na média, o cálculo aponta receita mensal do Corinthians de R$ 39,58 milhões e de aproximadamente R$ 48 milhões do Palmeiras.

Também é registrada diferença nos gastos dos dois clubes com futebol. Até março, o alviverde teve uma despesa média mensal de R$ 52,3 milhões. Os corintianos, em oito meses, apresentam gasto médio de R$ 33,4 milhões a cada 30 dias.

Outro ponto que distancia as duas equipes e fez as previsões apontarem para um resultado alviverde muito superior em relação ao alvinegro é o fato de um clube ter segurado jogadores importantes na última janela de transferências e o outro não.

No Palmeiras o caso mais emblemático é o de Dudu. A diretoria recusou uma oferta chinesa de cerca de 12 milhões de euros (R$ 63,18 milhões em valores atuais) por ele que é um de seus principais jogadores.

Enquanto isso, o Corinthians vendeu Rodriguinho por US$ 6 milhões (R$ 22,18 milhões atualmente) e Balbuena pela multa rescisória de 4 milhões de euros (R$ 16,85 milhões na cotação atualizada).

No quesito reforços, o Palmeiras manteve a linha dos últimos anos de contratar jogadores badalados. Lucas Lima foi uma das principais novidades para 2018.

Ao mesmo tempo, o Corinthians fez apostas arriscadas e acabou empilhando jogadores contestados pela Fiel como Roger, Jonathas e Danilo Avelar.

Porém, todas essas vantagens palmeirenses ainda não se traduziram em títulos em 2018. Principais objetos de desejo da torcida, Libertadores e Mundial não vieram e ainda houve o sofrimento de amargar o Corinthians subindo no pódio na casa alviverde.

Mas, se há pressão para acabar o ano com uma conquista mais importante do que a corintiana, existe o entendimento entre pelo menos parte dos conselheiros defensores da atual gestão de que, mesmo com uma eventual perda do título brasileiro, o alviverde teria uma vantagem expressiva. A de praticamente já ter assegurado vaga na próxima Libertadores, algo fora da mira alvinegra. Isso sem contar a luta do rival para se afastar de vez da zona de rebaixamento do Nacional.

Clubes decidem sobre VAR a partir das quartas de final no Paulista

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No congresso técnico do Campeonato Paulista, nesta terça-feira (23), às 10h30, os clubes votarão a proposta da Federação Paulista de Futebol para o uso do VAR na próxima edição do Estadual.

A entidade vai oferecer o recurso eletrônico a partir das quartas de final. Os custos seriam bancados integralmente pela FPF.

Depois da polêmica na final do Paulista deste ano, o Palmeiras exigiu em carta que o Estadual de 2019 tenha o uso do VAR em todas as suas partidas.

Mas Maurício Galiotte, presidente palmeirense, afirmou que não participará da reunião. Ele está rompido com a FPF desde que seu time se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na arbitragem na final do último estadual, vencida pelo Corinthians no Allianz Parque.

Pouco depois da queixa alviverde, a federação passou a consultar empresas e a fazer um levantamento de preços para implantar o VAR. O orçamento escolhido foi o da Hawk-Eye, que cuidou do sistema na Copa da Rússia.

Outro tema controverso que será votado pelos clubes é a continuidade da permissão para equipes mandarem seus jogos fora de casa. A questão gera polêmica principalmente por conta de times do interior que decidiram recentemente jogar algumas partidas como mandante na capital contra grandes do Estado.

Um dos principais interessados é o Santos, que tem mandado jogos no Pacaembu.

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Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render 29 mi em dois meses e meio

Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render R$ 29 mi em dois meses e meio

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Sem calcular a venda de ingressos, quanto pode render para o Palmeiras o Campeonato Paulista, chamado de pequeno por seu presidente, Maurício Galiotte? O blog fez as contas.

O alviverde levaria cerca de R$ 2 milhões por partida na pouco provável hipótese de ser eliminado na primeira fase.

Nessa conta está apenas a cota de TV paga pela Globo a cada um dos quatro grandes do Estado pela transmissão de seus jogos. São aproximadamente R$ 24 milhões por time (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), de acordo com apuração do blog. A fase inicial da competição tem 12 jogos.

No ano passado, os grandes embolsaram cerca de R$ 19 milhões pelas transmissões no Estadual.

A receita em 2019 aumentaria de acordo com o desempenho palmeirense na competição por conta das premiações pagas pela FPF, entidade com a qual o clube está rompido.

Conforme apurou o blog, campeão paulista levará R$ 5 milhões. Ou seja, contando cota de TV e premiação por título, o Palmeiras poderia levantar por volta de R$ 29 milhões em dois meses e meio para disputar 18 partidas. Nesse caso, a competição renderia ao clube cerca de R$ 1,6 milhão por apresentação.

Galiotte rompeu com a federação por entender que pênalti a favor de seu time na final deste ano, contra o Corinthians, foi anulado com interferência externa.

Depois da partida, chamou o Paulista de campeonato pequeno. Repetiu a afirmação para a rádio Jovem Pan, na semana passada, ao dizer que não participará de reunião sobre a competição na próxima terça.

“Para o projeto do Palmeiras, o (Paulista) é pequeno”, disse o cartola. A tese é de que em comparação aos outros campeonatos que o clube participa o Estadual é menor. Por isso, com os planos para a temporada inteira em mãos, a comissão técnica vai decidir as escalações mais adequadas para o torneio.

Em termos comparativos, a Copa do Brasil de 2018 ofereceu R$ 50 milhões para seu campeão (Cruzeiro) e R$ 20 milhões ao vice (Corinthians), sem contar bônus nas fases anteriores. Os finalistas disputaram oito jogos, pois entraram já nas oitavas de final.

MP arquiva inquérito sobre final do Paulistão por falta de provas

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O Ministério Público de São Paulo arquivou nesta quinta (20) por falta de provas inquérito sobre a final do Campeonato Paulista deste ano, entre Palmeiras e Corinthians. A informação foi confirmada ao blog pelo promotor Paulo Castilho, responsável pelo caso.

“Esperei o TJD e depois o STJD se pronunciarem. Agora pedi o arquivamento”, afirmou o promotor.

A decisão foi tomada um dia depois de o Superior Tribunal de Justiça Desportiva rejeitar pedido palmeirense para impugnar a final vencida pelos corintianos. Os advogados do clube alegavam irregular interferência externa na anulação de um pênalti favorável à equipe alviverde. O STJD entendeu não haver provas suficientes para a impugnação.

Castilho havia aberto o procedimento em abril para atender a pedido da ouvidoria do Ministério Público.

Palmeiras recebe esvaziada reunião por oposição na FPF

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Rompido com a FPF (Federação Paulista de Futebol) desde a final do último Estadual, o Palmeiras virou peça fundamental no jogo que pode colocar um opositor na próxima eleição da entidade. O pleito ainda será marcado para este ano e tem a sua comissão eleitoral presidida pelo promotor Paulo Castilho.

Tanto é assim que o clube alviverde sediou, nesta quinta, uma esvaziada reunião com o objetivo de ouvir as propostas de Marco Antonio Abi Chedid, presidente do Bragantino. Ele lidera a iniciativa de lançar uma chapa de oposição para concorrer com o atual presidente da federação, Reinaldo Carneiro Bastos.

Maurício Galiotte já decidiu que não irá votar em Reinaldo, porém, ainda não fechou apoio a Chedid ou um candidato lançado por ele.

O dirigente palmeirense foi procurado pelo cartola do Bragantino, que solicitou a reunião. Conforme o blog apurou, Marquinho, como é conhecido o opositor, pediu que o colega alviverde telefonasse para chamar outros dirigentes com quem teria mais contato. O são-paulino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do Oeste de Itápolis, Ernesto Francisco Garcia, e pelo menos mais um cartola foram convidados por Galiotte, a pedido de Chedid, mas não compareceram ao encontro.

Fonte com trânsito no Palmeiras afirmou ao blog que José Carlos Peres, presidente do Santos, também participou da conversa com Maurício e Marquinho. A assessoria de imprensa do santista, no entanto, diz que não o localizou depois das 21h40 desta quinta, quando foi procurada pelo blog, para confirmar sua presença.

O Oeste, ausente na reunião, já se comprometeu a apoiar a candidatura de Bastos, ao lado dos outros três times paulistas que disputam a Série B do Brasileiro. “Nós, Ponte Preta, Oeste e São Bento participamos de um encontro na federação e decidimos apoiar a candidatura do Reinaldo”, disse Palmeron Mendes Filho, presidente do Guarani. Ele não confirmou e nem negou ter recebido o telefonema do dirigente do Palmeiras.

Por sua vez, Chedid disse desconhecer que outros clubes tivessem sido convidados. “Foi um encontro só meu com o Galiotte para apresentar as propostas”, declarou o presidente do Bragantino. O blog mantém a informação sobre os convites.

Apoio de peso

O dirigente afirmou que a candidatura de oposição só vai sair do papel se os quatro grandes do Estado tiverem interesse. “Se eles quiserem mudança, teremos uma chapa, que ainda não tem um candidato definido. Se não quiserem, fica como está. Os clubes pequenos querem mudar, mas em conjunto com os grandes”, disse Marquinho.

Além do Palmeiras, outro apoio estratégico é o do Corinthians. Andrés Sanchez, é amigo de longa data de Bastos e Chedid. Procurada, a assessoria de imprensa da diretoria corintiana informou apenas que o voto do clube será surpreendente.

Para registrar chapa, cada candidato precisa do apoio de 12 filiados, sendo cinco integrantes da Série A-1, que terão votos com peso seis na eleição.

CBF

A votação na entidade paulista reflete uma briga pelo controle do futebol nacional. Bastos tentou se lançar como candidato de oposição à presidência da Confederação Brasileira. Não conseguiu o número mínimo de apoios e viu Rogério Caboclo, escolhido por Marco Polo Del Nero, ser o único postulante. Ele assume a presidência em abril do ano que vem.

Desde então, o presidente da FPF passou a ser visto como inimigo por Del Nero e seus aliados. Logo perdeu seus cargos na CBF e na Conmebol após a frustrada tentativa de participar do pleito.

O grupo de Bastos agora enxerga a tentativa de Chedid de lançar um candidato de oposição em São Paulo como uma vingança de Marco Polo, banido pela Fifa por causa de atos de corrupção negados por ele.

Ao UOL, três representantes de clubes do interior afirmaram, sob a condição de não serem identificados, que Chedid teria pedido votos declarando que sua candidatura foi incentivada por Del Nero. O presidente do Bragantino nega que isso tenha acontecido e que já seja pré-candidato.

O Palmeiras entra nessa história porque trava uma batalha com a FPF desde que se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na anulação de um pênalti a seu favor na final do último Campeonato Paulista, vencida pelo rival Corinthians em pleno Allianz Parque.

Com Marcello De Vico, do UOL, em São Paulo