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Apesar de irritação com FPF, São Paulo está longe de romper com entidade

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Apesar da irritação de dirigentes do São Paulo com a Federação Paulista por conta de recentes erros de arbitragem contra o time, o clube está longe de romper com a entidade, como fez o Palmeiras em 2018.

Isso principalmente porque os cartolas tricolores entendem que a FPF recebeu suas críticas de maneira respeitosa e num clima propício ao diálogo. Nos bastidores do Morumbi o discurso é de que os dirigentes da entidade admitiram os erros contra a equipe e que prometeram tomar providências.

Do lado da federação há  um sentimento de compreensão com as queixas do clube. Mauro Silva, um dos vices da casa, conversou com jogadores, como Tiago Volpi, e agradeceu pelo comportamento deles diante dos erros de arbitragem no empate com o Novorizontino. Isso porque crê que eles tiveram calma para evitar uma rebelião de maiores proporções em campo.

Na ocasião a FPF admitiu que dois gols tricolores foram anulados incorretamente e que a equipe sofreu com a não marcação de dois pênaltis a seu favor.

Como mostrou a coluna De Primeira, o São Paulo montou uma ofensiva para cobrar a FPF. Foram pelo menos três ligações com cobranças feitas entre sábado, dia do jogo contra o Corinthians em que o clube reclamou da não marcação de um pênalti que teria ocorrido a seu favor, e a última segunda.

O presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da federação, que estava na Itália.

Os dirigentes remunerados  Raí e Alexandre Pássaro ligaram para Mauro Silva. Nos telefonemas, os cartolas do São Paulo repetiram críticas que foram feitas em público por Lugano e Raí.

Em entrevista coletiva depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí chegou a dizer que seu clube tem sido roubado em jogos em casa e que isso não pode acontecer.

Apesar da forte cobrança, nenhuma das conversas descambou para o bate-boca, o que sustenta a tese de que um atrito maior está descartado neste momento.

Leco não se pronunciou publicamente sobre o tema. Mas gente que conversou recentemente com o dirigente tricolor o descreve como muito irritado com a Federação Paulista, porém, sem citar a possibilidade de rompimento.

Leco marca reunião de órgão para discutir vazamentos e ouvir vice

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Com José Eduardo Martins. do UOL, em São Paulo

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, marcou para o próximo dia 31 reunião do Conselho de Administração tricolor para discutir caso de vazamentos de documentos do clube.

Nesta quarta (22), Leco enviou carta para o vice-presidente Roberto Natel na qual comunicou a realização do encontro.

Como mostrou o blog, o São Paulo registrou em cartório uma operação que fez para tentar descobrir o responsável por vazar documentos para um suposto hacker que chantageava dirigentes e conselheiros. O resultado deixou Natel, desafeto de Leco, sob suspeita de municiar Edward Lorenz, que se apresenta como hacker. O vice nega ter repassado arquivos do clube.

O blog apurou que a intenção do presidente é ouvir explicações de Natel para o fato de uma cópia igual à enviada a ele ter sido encaminhada ao departamento jurídico do clube por Lorenz. Como parte da “pegadinha” preparada pelo São Paulo, no documento a palavra “prêmios” aparecia sem acento na versão enviada ao vice. Outros oito cartolas receberam o mesmo relatório orçamentário com diferentes alterações que permitiam suas identificações.

O Conselho de Administração foi escolhido para debater o tema porque todos os seus membros receberam os arquivos modificados como armadilha. Leco e Natel fazem parte do órgão.

“Estou tranquilo porque estou com a verdade. Se eles quiserem que eu dê algum esclarecimento não tem problema. Pelo contrário, acho que temos mesmo que esclarecer o assunto. Temos que ir em cima do hacker”, disse Natel ao blog.

Ele havia enviado requerimento solicitando documentação referente à apuração feita pelo São Paulo. A resposta do presidente foi enviada em mensagem que termina com a comunicação sobre a reunião específica para discutir o caso.

“Venho registrar que os procedimentos efetuados pelo São Paulo relativos, ao caso Eduardo Lorenz, visaram tão somente a apuração dos fatos, por sua gravidade, sem qualquer conclusão ou alusão sobre a autoria ou suspeição de quem quer que seja”, diz Leco em trecho da carta encaminhada ao vice.

O presidente também informa que a constatação de que o documento vazado era igual ao enviado ao vice foi registrada em cartório em 5 de dezembro. Ele disse que o clube não deu publicidade ao fato, mas que terceiros souberam do procedimento por que as atas registradas em cartório são públicas (o blog teve acesso a elas). “Não nos solidarizamos, e, especialmente, não nos responsabilizamos pelas notícias veiculadas” completa o dirigente no documento.

Conforme apuração do blog, os próximos passos de Leco sobre o assunto dependem do que Natel falar na reunião. O presidente são-paulino deve explicar todo o procedimento aos integrantes do Conselho de Administração antes de o vice ter a palavra.

Crítica de Daniel Alves à política do SPFC gera nova pressão sobre Leco

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Nos últimos dias, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, tem se reunido com conselheiros do São Paulo para falar, principalmente, dos planos do clube para 2020. Nos encontros o presidente tricolor voltou a ouvir pedidos de reestruturação nos métodos de trabalho no CT da Barra Funda, um antigo desejo de opositores. Dessa vez, porém, uma entrevista dada por Daniel Alves se queixando da política são-paulina agregou ao cardápio solicitações de alteração no departamento de comunicação responsável pelo futebol do clube.

Diferentes grupos políticos pediram alterações no setor, mas não necessariamente trocas de profissionais. Leco ouviu que jogadores estariam sendo influenciados por funcionários em relação a como devem se comportar em entrevistas que abordam a política interna principalmente com o intuito de defender quem trabalha no CT.

Nenhuma prova de que tal influência ocorre foi apresentada. Entrevista dada por Daniel Alves, após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no final de novembro, é citada pelos queixosos. “A sensação que tenho é que aqui no São Paulo existem vários partidos. Isso é um problema, porque não gera estabilidade. Não é todo mundo que quer a mesma coisa. Nós queremos uma coisa, mas o entorno do São Paulo é muito pessimista, quem está fora quer entrar e às vezes joga um pouco sujo”, disse o jogador na ocasião.

Na mesma oportunidade, o lateral e meio-campista defendeu o diretor executivo de futebol são-paulino. “A gente não cogita esse tipo coisa [saída de Raí] pelo simples fato que a gente quer estabilidade dentro do clube”, declarou o atleta ao ser perguntado a respeito da pressão sobre o dirigente remunerado. Naquele momento a cobrança de conselheiros pela queda de Raí era intensa.

Os grupos que levantaram a possibilidade de Daniel Alves ter sido sugestionado pelo departamento de comunicação afirmam que o jogador está há pouco tempo no Morumbi e não teria elementos para analisar a política interna.

Nesse contexto, os conselheiros afirmam que os responsáveis pela comunicação no time de futebol precisam se preocupar em defender mais a instituição e menos os funcionários. Uma das sugestões é deslocar parte da equipe para o Morumbi, afastando alguns dos profissionais de colegas de CT.

Procurada, a direção de comunicação disse que devido ao envolvimento no “caso Jean” não seria possível ouvir Leco sobre a opinião do presidente em relação às reclamações e se ele pretende tomar alguma atitude. O departamento de comunicação também não se pronunciou sobre as queixas dos conselheiros.

Internamente, no entanto, quem defende os responsáveis pela área afirma ser impossível um funcionário do clube influenciar um jogador com a patente de Daniel Alves. Vale lembrar que Dani historicamente adota posicionamentos firmes em público. Também existe o sentimento de que há membros do Conselho Deliberativo interessados na troca de pessoal na comunicação para fazer suas próprias indicações. O assessor de imprensa de Daniel Alves não foi procurado porque não fala com o blog.

Plano para fazer Leco gastar menos ganha apoio de grupo de conselheiros

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O Conselho de Administração (CA) do São Paulo ganhou o apoio de um grupo de conselheiros para seu projeto de cortar drasticamente as despesas da gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O alvo principal dos cortes é o departamento de futebol, chefiado por Raí.

Na última quarta, esses conselheiros, de três alas políticas, se reuniram e decidiram que irão votar a favor do orçamento reformado que será submetido ao Conselho Deliberativo em reunião na próxima quinta (19). Porém, prometem protocolar um documento no Conselho Deliberativo (CD) exigindo que as contas do clube sejam fiscalizadas pelo menos mensalmente pelo Conselho de Administração (CA) e que as sugestões do órgão para eventuais correções de rota sejam adotadas por todas as diretorias. O pelotão deve reunir mais de 50 conselheiros.

O CA, que tem o presidente tricolor como um de seus integrantes, já tinha se posicionado no sentido de passar a fiscalizar de maneira semanal as atividades das principais áreas do clube em vez de se limitar a relatórios periódicos. A ideia é conseguir evitar prejuízos antes que eles se acumulem. A nova postura do Comitê de Gestão foi adotada depois de que o primeiro orçamento para 2020 apresentado pela direção, obviamente com o respaldo de Leco, gerou preocupação por conta das despesas.

A maioria decidiu que a peça orçamentária não deveria ser aprovada e que o CA trabalharia para fazer um relatório com menos gastos. Na reunião da última quarta, o ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta, que integra o órgão, explicou a situação e os novos planos aos conselheiros que abraçaram a ideia.

O orçamento inicial previa que o São Paulo fecharia o próximo ano com superávit de R$ 6.671.396. Após os ajustes feitos pelo CA, a previsão superavitária passou a ser de R$ 68.512.268. Para essa transformação ser colocada em prática, o Conselho de Administração entende que, além de um acompanhamento quase que em tempo real dos trabalhos, é preciso estipular metas para as diretorias cumprirem. Quem seguidamente não atingir os objetivos pode ter sua saída sugerida ao presidente. Vale lembrar que controlar a direção por meio de metas é um antigo desejo do órgão.

Com a posição do grupo de conselheiros que se reuniu na última quarta, o CA ganha mais força para pressionar Leco a seguir seus planos. “Exigimos que essa fiscalização seja feita só pelo Conselho de Administração, sem interferência do executivo. Entendemos que é melhor aprovar o orçamento (ajustado pelo CA) por um simples motivo: se ele for reprovado, vale o anterior, que é pior para o clube”, disse ao blog o conselheiro José Roberto Opice Blum, ativo no recente encontro.

Crítico dos gastos da atual gestão, Blum deixa claro qual o departamento que mais precisa apertar os cintos. “O foco é o futebol. Que parem de gastar adoidado, de maneira esdrúxula, e diminuam o débito em R$ 100 milhões”, afirmou o conselheiro. O valor citado é igual ao estipulado pelo CA para que o clube reduza sua dívida bancária atual, avaliada pelo órgão em R$ 200 milhões.

O blog tentou ouvir Leco sobre o tema por meio de sua assessoria de imprensa, mas não obteve resposta até a conclusão deste post. O encontro no qual o grupo de conselheiros decidiu aprovar o novo orçamento e cobrar o aumento da fiscalização das contas aconteceu na casa de Douglas Eleutério Schwartzmann, ex-vice de comunicação e marketing do clube. A maioria dos que estavam presentes é contrária a atual gestão. Eles também discutiram as próximas eleições são-paulinas e concluíram que devem se posicionar apenas alguns meses antes do pleito. A votação deve acontecer só em dezembro do ano que vem. Também esteve em pauta o recente episódio em que um hacker vazou documentos do clube e tentou chantagear membros do CD e do departamento de futebol. Eles esperam o fim das investigações para saber o caminho a ser seguido.

 

 

Salários atrasados podem jogar pá de cal no Leco?

Leia o post original por Craque Neto 10

No futebol o ritmo das coisas vão de 8 a 80 em questão de dias. Na última semana estava vendo uma notícia que me impressionou negativamente no São Paulo. O Raí, que hoje é diretor de futebol do clube, agradecia nas redes sociais o presidente Leco pela paciência em seu trabalho como dirigente. Dá até dó, pra dizer bem a verdade. Por mais boa vontade que ele tenha em acertar, é visível que o presidente não tem. Seus desmandos só trazem prejuízos ao Tricolor e não é a toa que a situação anda crítica no Morumbi. Não bastasse a lista […]

Cuca é poupado de cobranças por aliados de presidente do São Paulo

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Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Apesar de pressionar Leco por mudanças no departamento de futebol do São Paulo, a base aliada do presidente poupa o técnico Cuca.

O treinador sofre críticas, mas a maioria do grupo entende que ele não é o problema central. O discurso interno é de que o técnico ainda precisa de mais tempo para desenvolver seu trabalho.

A avaliação também é de que há um defeito estrutural e antigo na condução do futebol tricolor que afeta o desempenho do treinador. Ou seja, trocar mais uma vez de comandante sem arrumar a casa não seria produtivo.

Nesse cenário há  mais cobranças sobre funcionários do departamento de futebol do São Paulo, como Raí, Lugano, Alexandre Pássaro, que toca contratações, analistas de desempenho e responsáveis pelas áreas médica e física do que em relação ao treinador do time.

Existem até queixas de que falta na direção questionamentos a algumas decisões técnicas de Cuca.

Pelo menos parte dos descontentes acredita que Leco possa fazer tais mudanças estruturais durante a parada para a Copa América. Isso, segundo eles, ajudaria o trabalho do técnico.

Como mostrou o blog, os aliados do presidente que querem alterações dizem que não pregam necessariamente demissões, mas uma mudança de filosofia no CT da Barra Funda.

 

 

Enquanto Ceni voa… Leco segue afundando o São Paulo!

Leia o post original por Craque Neto

Nesta quarta em João Pessoa, capital da Paraíba, o Fortaleza conquistava com o gol solitário do Wellington Paulista o título da Copa do Nordeste. Foi o terceiro troféu em pouco mais de uma temporada no time cearense sob o comando do eterno Mito são-paulino Rogério Ceni. Curiosamente praticamente no mesmo dia, praticamente no mesmo horário, o São Paulo do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, era VERGONHOSAMENTE eliminado da Copa do Brasil ao perder do Bahia por 1 a 0. Que coisa, hein? Incrível como um senhor que durante anos teve como prática humilhar os ídolos do […]

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Opinião: problema maior do São Paulo é perder tempo esperando Cuca

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A derrota para o Palmeiras, por 1 a 0, fez a torcida do São Paulo explodir de novo contra a diretoria do clube. Foi mais um clássico perdido, porém, perder para um grande rival ou para qualquer outro time não é o principal problema da equipe do Morumbi neste momento. O grande drama é que o trabalho de Cuca, efetivamente, ainda nem começou. Aconteça o que acontecer na provisória era Vágner Mancini, ainda haverá uma reconstrução. Ou seja, enquanto os adversários tem um rumo definido e tendem a evoluir, os tricolores, em tese, vão voltar à estaca zero quando o novo treinador chegar.

É desesperador para a torcida saber que o time vai mal e a reorganização ainda nem começou. Por mais que Cuca passe diretrizes para Mancini, muita coisa vai mudar quando ele começar a ficar à beira do gramado.

Nesse cenário, é justo o são-paulino se voltar contra Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O presidente voltou a ser xingado logo depois do gol do Palmeiras no Pacaembu. Parte da torcida também critica Raí, outro que merece ser cobrado.

A dupla é, na opinião deste blogueiro, é a principal responsável pela dramática situação atual. Claro que a gestão tem seus acertos. Raí por exemplo faz um importante trabalho de reestruturação de rotina no CT da Barra Funda com mentalidade profissional. Contratar Pablo foi outra decisão acertada, depois da ótima temporada feita por ele em 2018. A diretoria não tem culpa se o atacante ainda não rendeu da mesma forma em 2019.

Só que os dois dirigentes cometeram três erros graves e em sequência, na minha opinião. O primeiro foi demitir Aguirre na reta final do último Brasileirão. No geral, seu trabalho não foi tão ruim para justificar a queda naquele momento. Mais sensato seria esperar o final do campeonato, fazer uma avaliação e decidir o rumo a ser tomado.

A segunda falha foi efetivar Jardine como técnico. Era uma aposta de risco e que em caso de fracasso obrigaria o time a fazer mudanças com a temporada seguinte já em andamento. Deu errado. A falha custou a Libertadores e um atraso no planejamento.

Para completar, a diretoria optou por uma solução nada convencional aceitando esperar por Cuca e escalando Mancini como técnico interino. Um clube profissional não pode perder tempo. Sem dúvida Cuca é uma boa contratação, mas Leco e Raí parecem não terem calculado o quanto a espera por ele poderia prejudicar o time. Em qual momento do ano o novo treinador vai ter o time na mão, jogando como ele gosta? A temporada toda já não estará comprometida? Não seria melhor escolher outro técnico, mas que fosse uma solução imediata?

Não era difícil de prever o cenário pessimista. Por isso, é impossível não responsabilizar Leco e Raí pelo estágio atual da equipe. Pior para os são-paulinos é que não há o que a diretoria possa fazer, além de torcer para que Cuca chegue logo e como salvador da pátria, dando resultados imediatamente.

 

Órgão que fiscaliza direção do SPFC vê demora em entrega de documentos

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Membros do Conselho Fiscal (CF) do São Paulo reclamam internamente de falta de estrutura para o funcionamento do órgão e de demora da direção para a entrega de documentos. Os problemas estariam atrapalhando seu trabalho e dificultando a elaboração de outros relatórios como o que apontou a contratação e a liberação de Diego Souza como exemplos de má gestão.

Essa situação foi relatada ao blog por dois dos cinco membros efetivos do órgão. Eles, que pediram para não terem seus nomes divulgados, afirmam aguardar a entrega de uma série de documentos para poder analisar outros casos. Na fila estão contratos assinados com jogadores, prestadores de serviços e concessionários do estádio, entre outros. Por meio de sua assessoria de imprensa, a diretoria afirmou que não se manifestaria sobre o assunto.

O órgão também pediu para a direção uma secretária exclusiva, mas não foi atendido, tendo que utilizar os serviços de duas funcionárias que trabalham para três conselhos do clube. Por outro lado, o CF conseguiu junto à diretoria a reforma de sua sala e a troca de seus móveis.

No entorno de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, o discurso é de que a direção entrega todos os documentos que entende fazerem parte do escopo do trabalho do Conselho Fiscal. E que o prazo de entrega depende da complexidade do pedido e da disponibilidade dos departamentos do clube, pois eles não podem parar suas atividades diárias para providenciar a documentação.

Já no CF há a preocupação de desvincular seu trabalho da pressão política sofrida por Leco. Os integrantes do órgão afirmam não apoiarem o movimento que pede a renúncia do presidente. Sustentam que a intenção é executar suas funções estatutárias e alertar a diretoria para corrigir eventuais erros.

Leco procurou Raí para descartar demissão após pedido de conselheiros

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Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Pouco depois de ouvir conselheiros pedirem a cabeça de Raí, no último sábado (23), o presidente do São Paulo procurou o diretor executivo de futebol para dizer que não existe possibilidade de a reivindicação ser atendida. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, estava no CT da Barra Funda, onde foi a reunião, e decidiu procurar o ex-jogador assim que leu a notícia do encontro no UOL Esporte.

Na reunião, Leco já havia sinalizado que não pretende demitir Raí e Alexandre Pássaro, gerente executivo e que também teve sua saída cobrada. Porém, o cartola ficou de analisar outras sugestões de seus interlocutores.

Leco não esperava que o conteúdo da reunião virasse notícia. Ao saber da publicação, decidiu falar imediatamente com o diretor executivo para evitar que ele interpretasse estar enfrentando um processo de fritura. O diálogo sobre o tema foi rápido e, segundo duas pessoas que convivem com Raí, ele não demonstrou preocupação.

No episódio, o ex-jogador ganhou apoio de aliados de Leco, que se manifestaram internamente repudiando o pedido de demissão do cartola. Parte deles, crítica Leco por ter recebido o grupo que se define como sendo de oposição, mas tem aumentado seu acesso ao presidente.

A avaliação no entorno de Raí e Leco é de que o diretor executivo escapou sem abalos do pedido de degola. Ele já vinha enfrentando questionamentos até de membros do Conselho de Administração do São Paulo que consideram os resultados obtidos pelo time incompatíveis com a estrutura que o ex-jogador ajudou a montar no departamento de futebol.

Normalmente, Raí não demonstra abatimento com as queixas em relação a seu trabalho. Após os baques sentidos com a eliminação antes da fase de grupos da Libertadores e com a derrota no clássico com o Corinthians, por 2 a 1 , ele tem passado mensagens de otimismo no CT são-paulino. O discurso do executivo é de confiança numa retomada depois de ver seu próprio projeto com Jardine fracassar e refazer os planos com o interino Mancini e, depois, Cuca.

Com José Eduardo Martins e Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo