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Quebras de sigilo bancário arrastam investigação que envolve Aidar no SPFC

Leia o post original por Perrone

Cerca de três anos e nove meses após começar, a investigação do Ministério Público paulista sobre a compra do zagueiro Maidana feita pelo São Paulo na gestão de Carlos Miguel Aidar não foi concluída. A demora incomoda conselheiros são-paulinos que fizeram a denúncia, entre eles Newton Ferreira, o “Newton do Chapéu”, opositor e ex-candidato à presidência.

A principal suspeita é de crime de lavagem de dinheiro, o que os envolvidos na operação sempre negaram. Conforme apurou o blog, o MP ainda não conseguiu concluir os trabalhos principalmente por conta de uma série de quebras de sigilos bancários autorizados pela Justiça. Há um grande volume de informações que precisam ser checadas. A intenção é seguir o caminho da dinheiro.

A maneira mais prática de se demonstrar a lavagem é identificar o retorno do dinheiro para os que participaram da operação original. Essa comprovação foi dificultada pela quantidade de empresas que apareceram depois do primeiro pagamento. Nesse momento, técnicos se debruçam principalmente sobre movimentações fora do padrão feitas em algumas das contas que tiveram os sigilos quebrados.

A pedido do MP, a Justiça decretou sigilo das investigações. Segundo fonte no Ministério Público, o segredo vale para as peças referentes aos dados bancários e foi solicitado para preservar direitos dos donos das contas.

Entre as contas que  tiveram pedido de quebra de sigilo estão as do Monte Cristo, time que vendeu Maidana ao São Paulo sem chegar a aproveitá-lo, e de uma empresa pertencente a Cinira Maturana, namorada de Aidar. O casal nega ter praticado crimes.

De acordo com as investigações feitas pelo Ministério Público, o Monte Cristo, de Goiás, pagou R$ 400 mil ao Criciúma pelo jogador usando dinheiro colocado no negócio pela empresa Itaquerão Soccer. Dias depois, o atleta, hoje no Atlético-MG, foi vendido ao São Paulo por R$ 2 milhões, de acordo com a promotoria, o que gerou a suspeita de lavagem de dinheiro.

As investigações são conduzidas pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de dinheiro e de Recuperação de Ativos do MP).

Escândalo no SPFC: fiscalização eficiente ou contratação imprudente?

Leia o post original por Perrone

A descoberta de um suposto esquema de venda irregular de ingressos e camarotes para shows no Morumbi é vista pela direção do São Paulo como prova de eficiência da diretoria executiva montada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. A revelação é atribuída principalmente a Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing, que investigou o caso.

O fato é importante para a direção tricolor porque a montagem do corpo executivo sofre vários questionamentos por parte de membros do Conselho de Administração (que aprovou as indicações, segundo a diretoria) e do Conselho Deliberativo. A queixa é de que Leco indicou conselheiros com influência política no clube (não é o caso de Aith) e pessoas com bom relacionamento na direção para o cargo no lugar de contratar uma empresa especializada em identificar profissionais de alto nível para cada área.

A atual gestão tem orgulho de ter apontado a suposta fraude e demitido por justa causa o gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

Mas há um efeito colateral na demissão do funcionário. Integrantes do Conselho de Administração e membros da oposição tricolor afirmam que o desfecho do caso comprova o desleixo de cartolas da atual administração que confiaram em Cimerman.

O ex-gerente foi contratado no final de 2015, quando Leco já havia substituído Carlos Miguel Aidar, que renunciou após denúncias de irregularidades. Cimerman tinha a confiança de Vinícius Pinotti, então diretor de marketing e hoje diretor executivo de futebol.

A presença do ex-gerente no quadro de funcionários era fortemente questionada por conselheiros pelo fato de a Spirit, empresa dele, ser acusada por diversos fornecedores do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) de calote. O argumento é que o clube não poderia ter contratado alguém com esse histórico e de que a escolha foi imprudente.

Por sua vez, Cimerman alegou em entrevista à “Folha de S.Paulo” em 2016 que o estouro no orçamento a Copa aconteceu por causa de mudanças de última hora que encareceram as cerimônias de abertura e encerramento, responsabilizando o COL pelas dívidas. Afirmou também que o comitê devia a ele R$ 1,8 milhão.

 

Um ano após renúncia, como ficaram as denúncias contra Aidar no São Paulo?

Leia o post original por Perrone

Exatamente um ano após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, ainda há suspeitas relacionadas à gestão do ex-presidente do São Paulo não esclarecidas. O assunto gera controvérsia no Morumbi, pois parte dos conselheiros entende que o clube não fez o possível para apurar todas as supostas irregularidades e buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos financeiros.

“Não somos polícia e não podemos agir sem provas, mas acho que poderíamos ter ido mais a fundo em algumas questões”, disse ao blog Roberto Natel, que pediu demissão do cargo de vice-presidente da atual gestão.

Em pelo menos um dos casos, o episódio em que Aidar contratou um escritório de advocacia para fazer um trabalho antes tocado gratuitamente pelo conselheiro Ives Gandra Martins, há o entendimento de parte dos conselheiros de que o São Paulo poderia ter ido à Justiça para buscar reembolso do que foi pago.

“Claro (que poderia tentar ressarcimento na Justiça), mas esse poder é exclusivo do presidente, e ele já demonstrou que não o fará”, opinou Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato derrotada à presidência.

O blog apurou que no entendimento do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco o clube tem indícios de que o São Paulo foi lesado em pequenas quantias, mas não existem provas suficientes para dar respaldo a um processo na Justiça e que uma ação jogaria mais lama no ventilador, prejudicando a imagem do clube e possivelmente afastando eventuais patrocinadores.

Por sua vez, José Roberto Opice Blum, presidente da Comissão de Ética que investigou parte dos casos, afirma que são injustas críticas ao trabalho feito.

 “Pessoas que não têm conhecimento jurídico falam coisas que não fazem sentido sobre o caso. Tem gente que espalha que sou amigo do Aidar. A nossa comissão aplicou a pena máxima ao Aidar, de expulsão do Conselho Deliberativo. O que mais poderíamos ter feito? Não somos delegacia de polícia e nem fazemos parte do judiciário ”, afirmou Opice Blum, presidente da Comissão de Ética que investigou parte das suspeitas.

Aidar, que sempre negou ter cometido irregularidades, não atendeu ao blog.

Abaixo, veja que fim deram as principais denúncias contra a gestão do ex-presidente.

Caso Far East

A empresa que tinha contrato para receber cerca de R$ 18 milhões por supostamente intermediar o acordo entre São Paulo e Under Armour era acusada de ser de fachada. O caso foi arquivado no Conselho Deliberativo sob as justificativas de que ela é uma firma legal e que houve desistência por escrito do valor que seria pago.

“O distrato feito abrange passado e futuro, então não há nenhum risco de o clube ter prejuízo nesse caso”, disse Blum.

Esse é um dos episódios que mais deixaram insatisfeitos no Morumbi. “Não entendo como alguém pode abrir mão de receber milhões, então não fiquei satisfeito com o resultado”, afirmou Natel.

Caso Maidana

O Ministério Público investiga a contratação do jogador, que custou R$ 2 milhões ao São Paulo mas foi vendido antes do Criciúma para o Monte Cristo por R$ 400 mil. Ele nem chegou a ser apresentado pelo Monte Cristo, de Goiás. A Comissão de Ética não conseguiu chegar a uma conclusão sobre o caso, que ainda envolve a empresa Itaquerão Soccer. Ela colocou dinheiro no negócio.

Caso Rodrigo Caio

A Comissão de Ética concluiu que Cinira Maturana, namorada de Aidar, receberia comissão se o zagueiro fosse vendido para a Europa. O acordo é considerado incompatível com o estatuto e foi um dos principais motivos para o ex-presidente ser expulso do Conselho Deliberativo.

Troca de advogados

Aidar trocou a defesa feita gratuitamente pelo conselheiro Ives Gandra Martins por um escritório que cobrou R$ 8 milhões para atuar num processo contra cobrança da Receita Federal. A atual diretoria suspendeu a parte do pagamento que ainda precisava ser feita. A Comissão de Ética apontou também a participação de Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol e atual diretor de relações institucionais, no caso. Esse episódio teve peso importante na decisão de expulsar do conselho Guerreiro, acusado ainda de agredir Aidar. Os dois dirigentes negam terem cometido irregularidades.

CEO

A atual direção descobriu que a antiga diretoria pagou uma empresa especializada em encontrar profissionais para ocupar vagas abertas em empresas para indicar Paulo Ricardo Oliveira, ex-presidente da Penalty, como CEO do clube. O entendimento é de que o gasto foi desnecessário, pois Oliveira era velho conhecido da diretoria por comandar a empresa que antecedeu a Under Armour como fornecedora de material esportivo. O caso não chegou a ir para a Comissão de Ética. A direção acredita que faltam provas contundentes de que o São Paulo foi lesado.

Limpeza

Há suspeitas de que houve pagamento de propina por parte de uma empresa de limpeza para atuar no clube. Porém, elas não foram encaminhadas para a Comissão de Ética. A avaliação da diretoria também é de que faltam provas para que medidas sejam tomadas.

 

Temor e benesses. Como a Independente ganhou espaço no SP nos últimos anos

Leia o post original por Perrone

Ligação entre Independente e diretoria tem como elo o conselheiro José Edgard Galvão. Na foto, ele aparece ao centro, com Henrique Gomes, o Baby, à esquerda

José Edgard Galvão (ao centro) e o presidente da Independente, Henrique Gomes, o Baby (à esq.)

Uma relação costurada com temor, benesses, afagos e separações transformou a Independente em parte importante da rotina do São Paulo. Muitas das últimas polêmicas no Morumbi têm o nome da maior torcida organizada tricolor bordado. Um punhado de personagens reluzentes da história recente são-paulina ostenta no currículo pelo menos um episódio com a uniformizada. São os casos de Marcelo Portugal Gouvêa e Juvenal Juvêncio, ambos falecidos, Carlos Miguel Aidar e Abilio Diniz.

Cerca de 14 anos atrás, durante a gestão de Gouvêa como presidente, o relacionamento entre torcida e clube começou a ganhar cores mais fortes. Uma reunião entre o dirigente e representantes da organizada teve a presença do advogado José Edgard Galvão, que trabalhava para o clube. A partir do encontro, ele passou a ser um elo entre a uniformizada e o São Paulo.

“Quando o Juvenal assumiu, percebeu a habilidade que eu tinha para lidar com a torcida e me usou para domar essa relação. Mas nunca influenciei as decisões da Independente”, contou ao blog Galvão, que até hoje tem amizade com membros da organizada. O advogado, que trabalhava com Gouvêa no escritório do dirigente antes de atuar no departamento jurídico do clube, auxiliando também o futebol profissional, afirma que o dirigente que mais simbolizou essa história de amor e ódio foi Juvenal.

“Ele tinha muita habilidade. Por exemplo (usando números fictícios), se dava 800 ingressos por jogo, num momento importante oferecia 1.200 e virava gênio para a torcida. Mas mesmo dando as entradas e comigo trabalhando essa relação, ele enfrentou invasão no CT. Só que quando tinha um problema como esse, o Juvenal endurecia (com a Independente) e depois de um tempo voltava ao normal”, afirmou Galvão.

Juvenal, como outros presidentes, dava uma cota fixa de bilhetes para a organizada, mas, segundo duas pessoas que trabalharam com o dirigente, ele aumentava a carga em situações de risco, como quando tinha receio de um protesto no CT, por exemplo. E Galvão era usado como termômetro do humor dos membros da organizada.

Procurada, a diretoria da Independente disse que não daria entrevista, mas negou que Galvão atuasse como elo entre a entidade e o clube assim como ter direito a cotas fixas de ingressos ao longo dos anos.

Porém, no Morumbi, são muitos os conselheiros, dirigentes e ex-cartolas que apontam o advogado como interlocutor da torcida em diferentes gestões.

Com Aidar não foi diferente. Edgard aproximou a uniformizada do presidente, que chegou a ser fotografado ajeitando a gravata de um dos líderes da torcida.

A boa relação com a uniformizada era representada com uma foto do bandeirão da torcida na sala do departamento jurídico tricolor nos tempos em que Galvão trabalhava lá. Ele foi afastado do cargo com a chegada de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, à presidência.

O presidente atual seguiu com a tradição do clube de dar bilhetes para a uniformizada, como admitiu em entrevista à “Folha de S.Paulo”. O blog apurou até que houve um mal-estar na torcida quando um diretor de Leco tratou de ingressos que seriam dados para a uniformizada na despedida de Rogério Ceni com um membro mais ligado à escola de samba da Independente do que à torcida.

Desde o rompimento com a uniformizada e o fim dos ingressos gratuitos a partir dos tumultos após a derrota para o Atlético Nacional (COL) pela Libertadores, em julho, pessoas ligadas à atual gestão apontam a oposição e outros críticos como vinculados à uniformizada.

Para isso, usam basicamente dois fatos. Um deles é a doação que o empresário Abílio Diniz, crítico da administração atual, fez para ajudar a escola de samba da Independente antes do último Carnaval. O empresário, que não é conselheiro do clube, confirma a contribuição pontual, mas nega vínculo com a torcida. O outro episódio usado pelos situacionistas é a visita que Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, conselheiro oposicionista, fez à escola de samba da Independente uma semana antes de a torcida participar da invasão ao CT da Barra Funda. Ele diz que esteve lá porque gosta de samba e negou ligação com o ato de vandalismo.

O tumulto no CT deixou sob os holofotes a relação de outro ilustre são-paulino com a organizada. O ator Henri Castelli, próximo da Independente, gravou mensagem convocado torcedores a irem ao protesto que acabou em confusão.

Mas a oposição também aponta o dedo para a situação quando o assunto é Independente. Recentemente, em reunião do Conselho Deliberativo, o opositor Antônio Donizetti Gonçalves, o Dedé, acusou o vice-presidente de comunicações e marketing do São Paulo, José Francisco Cimino Manssur, de passar mensagem para um dos líderes da Independente com seu endereço, após afirmar que ele é santista. Manssur nega que tenha feito isso e diz que é preciso fazer uma perícia no celular em que Dedé guarda a mensagem e a qual o blog teve acesso para saber se ela é verdadeira.

Conversas entre líderes da torcida, dirigentes de diferentes gestões e conselheiros por meio de aplicativos e por telefone não são raras, segundo cartolas tricolores. Alguns afirmam que são procurados pelos torcedores e que conversam com medo de represálias. Já a Independente nega interferir na política são-paulina e se envolver com membros do conselho ou da diretoria.

Enquanto procura técnico, SPFC vê até Dilma ser usada em nova ‘guerra’

Leia o post original por Perrone

Enquanto procura um substituto para o técnico Edgardo Bauza, o São Paulo vive uma disputa política tão acirrada que parece que o clube irá escolher seu novo presidente no próximo sábado. Na verdade, a briga é pelos votos do associado para aprovar ou não uma reforma estatutária e referendar ou não todas mudanças no estatuto do clube desde 2003, o que pode encerrar uma disputa na Justiça até agora desfavorável para a situação, que tem poucas chances de reverter o quadro.

A briga tem gerado situações inusitadas e envolvido até personagem distante do Morumbi, como a presidente afastada Dilma Rousseff. Os dois lados se organizaram nas redes sociais, há ataques oposicionistas com vídeos enviados por celular e até já existe uma vítima que não faz parte do clube. Um colaborador da rádio Jovem Pan que perdeu sua vaga em um programa. Abaixo veja os lances mais curiosos dessa briga.

Fora do ar

Num grupo de conselheiros no wathsapp, membro da oposição postou uma entrevista com um colega, Olten Ayres de Abreu Júnior, defendendo o voto contra a reforma estatutária e o referendo. O entrevistador fala como se estivesse no programa do jornalista Flávio Prado na Rádio Jovem Pan. Só que a conversa nunca foi exibida na emissora e nem será. Situacionistas acusam a oposição de forjar uma entrevista para apresentar seu ponto de vista. Por sua vez, os oposicionistas suspeitam de que membros da situação agiram na emissora para impedir a veiculação da conversa e ainda conseguiram o afastamento do colaborador da rádio, um jovem que pediu para não ter a história publicada neste espaço. Ao blog, por e-mail, o jornalista Wanderley Nogueira disse que a entrevista foi feita por um dos colaboradores do programa de Prado sem autorização ou solicitação da emissora. E que quando Prado tomou conhecimento de que o áudio estava em redes sociais informou ao colaborador que não seria mais necessária sua participação no programa.

Leco igual a Dilma?

Também nas redes sociais, a oposição veiculou vídeo no qual a presidente afastada Dilma Rousseff aparece pedalando. Em seguida, são comparadas as pedaladas fiscais das quais ela é acusada e as pedaladas jurídicas, termo criado pelos opositores para batizar a assembleia marcada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente são-paulino. A oposição alega que a única intenção do dirigente é fazer com que os sócios aprovem mudanças estatutárias feitas sem o consentimento deles para tentar encerrar ação na Justiça que anula todos os atos administrativos do clube desde 2004 por causa de alterações no estatuto que não passaram pelo voto dos associados. O processo pode anular o mandato de Leco e dos conselheiros causando a nomeação de um interventor. A situação responde classificando o vídeo de “mais uma baixaria” da campanha feita pelo opositores. E sustenta que objetivo principal da diretoria é mudar o estatuto para modernizar o clube.

Aidar dos dois lados

Outra situação curiosa envolve o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que renunciou no ano passado após uma série de denúncias. Numa das peças produzidas pela oposição ele aparece como defensor do “sim”, voto defendido por Leco. Só que a situação divulgou uma mensagem de celular atribuída ao ex-presidente na qual ele pede para um conselheiro dizer no clube que votará pelo “não”. Aidar não atendeu às ligações do blog. Mensagem enviada a ele sobre o assunto foi visualizada e não respondida.

Vira-casaca

Em outro vídeo divulgado pela oposição, Luiz Antônio da Cunha, que pediu demissão do cargo de diretor de futebol, declara que votará pelo não. O apoio do ex-dirigente foi um dos mais comemorados pelo grupo oposicionista.

Tite está certo, Andrés ou Marco Polo é tudo igual

Leia o post original por Fernando Sampaio

tite seleçãoLobistas de Andrés Sanchez defendem que Tite não deveria assumir a Seleção.

Qual o motivo?

Acham que Tite fortalece Marco Polo Del Nero.

Fala sério.

Não estão nem aí com a Seleção, são egoístas lutando pelo poder na CBF.

Tite está certíssimo, será seu maior desafio profissional.

Por que não assumi-la? Marco Polo é corrupto? E Andrés Sanchez? E seu parceirão Ricardo Teixeira? Imagine se treinador de futebol decidir trabalhar só para dirigente honesto? E não é só no Brasil, o futebol mundial está cheio de cartolas mafiosos. Na Europa tem Rosell, Blatter, Berlusconi, Abramovic…

Não há diferença entre Marco Polo e Andrés Sanchez.

Tudo farinha do mesmo saco.

Mas Tite não assinou um manifesto contra Del Nero?

Aí sim, esta seria uma justificativa válida para aqueles que defendem a tese de que Tite não deveria assumir. Tite está sendo incoerente. Verdade. Bem feito. Deveria ter pensando melhor quando assinou o documento. Se comprou a briga assuma as consequências. Não conhecia a frase: “Nunca diga desta água não beberei”.

Agora vai receber salário de cerca de R$ 1 milhão das mãos do Marco Polo.

Muricy não assumiu a Seleção.

Respeito mas não concordo. Não posso julga-lo, não conheço os verdadeiros motivos. Não concordo porque entendo que Muricy dificilmente terá outra chance de viver a experiência de comandar a Seleção Brasileira. Mesmo mal tratada, é a Seleção. A primeira vez que Muricy viu a Seleção ao vivo no estádio foi ao meu lado. Eu, ele e Milton Cruz, juntos na abertura da Copa do Mundo no Itaquerão. Era a Seleção, querendo ou não.

Boa sorte Tite, sua convocação foi mais que merecida.

 

Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.

Outro lado de empresário no caso que envolve Cinira e escolinha de futebol

Leia o post original por Perrone

No último sábado, o blog publicou post sobre novo imbróglio envolvendo Cinira Maturana, ex-namorada de Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do São Paulo, excluído nesta terça do Conselho Deliberativo do clube, e a escolinha de futebol do São Paulo – Nação Crossfit, de Brasília. A atual diretoria de marketing não considerava a unidade, de propriedade de Nailde Atailde Pimentel, oficial, pois não tinha contrato com ela e nunca recebeu pagamentos dela. Conforme escrito no post, a direção tricolor investigou o caso até que foi procurada, segundo sua versão, pelo dono de outra escola, a Brasília Futebol Academia, que mostrou ter contrato assinado por Aidar que lhe dá o direito de explorar outras unidades no Distrito Federal, como a de Nailde, e em Goiânia. Antes da publicação, o blog não conseguiu localizar Edvaldo Antunes Morgado, responsável pela Brasília Futebol Academia. Porém, obteve contato por telefone celular um dia depois da publicação. Edvaldo, disse que não daria declarações oficiais e pediu que o blog falasse com seu advogado na última segunda, o que foi feito. No mesmo dia, este blogueiro recebeu e-mail com o pedido de direito de resposta a seguir.

Sr. Editor:

A bem da verdade e em respeito aos leitores deste veículo de comunicação do qual o senhor é o legítimo responsável, cumpro o dever de esclarecer os fatos escritos e assinados pelo seu repórter Ricardo Perone, sob o título:

“Novo imbróglio no SPFC tem envolvimento de namorada de Aidar com escolinha”

1- Com base na Lei de Respostas, quem se sentir vítima, ainda que por equívoco de informação, de uma matéria que atente contra sua honra, intimidade ou reputação, poderá solicitar diretamente ao veículo, em até 60 dias a partir da veiculação da matéria, um pedido de retratação.

2- Vem através desse, requerer o direito de resposta o Senhor Écio Antunes Morgado, esclarecer que tem contrato de cessão de direitos federativos com o São Paulo Futebol Clube desde o ano de 2008, conforme contrato em anexo.

3- No ano de 2012, o Senhor Écio Antunes Morgado, alterou seu contrato de pessoa física para pessoa jurídica com o São Paulo Futebol Clube, respondendo pela empresa Écio & Edilson Escolinha de Futebol Ltda, CNPJ nº. 12.010.669/0001-43, mantendo seu contrato de prestação de serviços. (doc. anexo).

4- Esclarece, que no ano de 2015, o Senhor Écio Antunes Morgado, renovou seu contrato de licença de uso de marca e outras avenças com o São Paulo Futebol Clube, com validade pelo período de 02 (dois) anos. (doc. anexo).

5- Cabe esclarecer, que o Senhor Écio Antunes Morgado, NUNCA, manteve escola pirata com o São Paulo Futebol Clube, conforme mencionado na respectiva reportagem do blog.

6- Esclarece ainda, que os contratos entre o Senhor Écio Antunes Morgado, e sua empresa o Brasília Futebol Academia – BFA, sempre foram legais e ciente pelo São Paulo Futebol Clube.

7- Destaca-se, que o Senhor Écio Antunes Morgado, tem um histórico de capacitação de atletas para o São Paulo Futebol Clube. Enviando diverso jogares para a base do clube, hoje com o total de 11 (onze) atletas vinculados, tendo como principal nome, o atleta LUCÃO, que faz parte da equipe principal e da seleção brasileira sub 20, atleta esse, formando pelo Brasília Futebol Academia – BFA.

8- Os referidos contratos assinados entre as partes têm finalidade de aprimorar a formação dos atletas, como fundamentos e técnicas necessárias para a prática do futebol.

9- Cabe mencionar, que o contrato entre as partes é de “ESCOLA DE FUTEBOL COM COOPERAÇÃO TÉCNICA DO SPFC” e não de escolinha de futebol, o qual existe uma grade diferença, ou seja, escola técnica tem o intuito em revelação de atletas, os quais são escolhidos diretamente pelos profissionais do São Paulo Futebol Clube.

10- Tenho absoluta certeza de que a referida matéria não foi elaborada com o intuito de atingir, prejudicar profissionalmente e/ou politicamente nenhuma pessoa, porque essa não é a função primordial do jornalismo responsável e comprometido com o desenvolvimento humano e da sociedade.

11- Diante do exposto solicito o direito de resposta na qualidade de responsável pela Empresa Brasília Futebol Academia – BFA, ficando a inteira disposição para qualquer esclarecimento a respeito dos contratos firmados entre a parte e o São Paulo Futebol Clube.

Brasília, 25 de Abril de 2016.

Écio Antunes Morgado

 Nota do blog

O blog mantém as informações que publicou e esclarece que não afirmou que Écio manteve escola pirata com o São Paulo. Escreveu que Edson Lapolla, diretor de marketing são-paulino, concluiu pelo relato de Nailde que ela fez gastos pensando que administrava escolinha oficial do clube, mas que na verdade (segundo a conclusão do cartola), se tratava de uma unidade pirata por não ter contrato com o São Paulo. O post, porém, mostra que a escola de Écio tem contrato com o clube que a autoriza explorar outras unidades no Distrito Federal, como a de Nailde.

Na nota enviada, Écio não respondeu por qual motivo Cinira se envolveu na negociação.

Aidar e Ataíde fora do São Paulo! Mas Ataíde merecia só um belo puxão de orelhas!

Leia o post original por Milton Neves

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Assim como em Brasília, o clima político do São Paulo também está pegando fogo.

Em reunião do conselho deliberativo do Tricolor na noite da última segunda-feira (25), Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro foram expulsos do conselho do clube do Morumbi.

O primeiro, por conta de denúncias de desvio de dinheiro e lesão ao cofre do clube durante a sua última gestão.

Já o segundo, pela tentativa de agressão a Carlos Miguel Aidar, em outubro de 2015.

Olha, sinceramente, a punição de Aidar foi justa, tendo em vista as tantas denúncias de corrupção contra ele.

Mas Ataíde merecia uma punição mais branda.

Afinal, quando do incidente, o então presidente de futebol estava completamente fora de si pela situação em que se encontrava o São Paulo.

Ele deveria ter recebido apenas um “puxão de orelhas”.

Enfim…

Agora, toda essa briga política atrapalhará o São Paulo dentro das quatro linhas?

Vale lembrar que o Tricolor tem pela frente um jogo duríssimo contra o mexicano Toluca, válido pelas oitavas de final da Libertadores da América.

E o que você achou das punições de Aidar e Ataíde?

Opine!

Ex-vice do São Paulo afirma que namorada de Aidar presidia clube

Leia o post original por Perrone

Em resposta a e-mail enviado pelo conselheiro Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, aos membros do Conselho Deliberativo do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice presidente de futebol tricolor, afirma que o clube era presidido por Cinira Maturana, namorada de Carlos Miguel Aidar, na gestão do ex-presidente.

A afirmação foi feita para rebater mensagem enviada por Newton com uma série de supostas irregularidades na administração de Aidar e com relato da empresa Itaquerão Soccer de que Ataíde havia tomado todas as decisões na contratação de Iago Maidana, investigada pelo Ministério Público.

Ao negar sua participação na contratação, Ataíde diz em trecho de sua resposta que “toda negociação foi orientada e executada pela Cinira, que na verdade era a real presidente do SPFC, o CM só foi eleito, depois se submeteu a ela…”, declarou o ex-vice de futebol, atualmente diretor de relações instituicionais.

Cinira e Aidar sempre negaram a interferência dela na gestão. Porém, como mostrou o UOL Esporte, ela se envolveu na tentativa frustrada de venda de Rodrigo Caio para o futebol europeu. E, conforme revelou o blog, Cinira está envolvida em imbróglio relacionado a duas escolinhas de futebol que usam a marca do clube.

Nesta segunda, o Conselho Deliberativo irá votar parecer da Comissão de Ética sobre denúncias de irregularidades durante o período em que Aidar foi presidente. O ex-presidente e Ataíde podem ser suspensos por 90 dias ou expulsos do órgão, se não forem absolvidos. O ex-vice é acusado de agredir Aidar, o que ele nega ter feito.