Arquivo da categoria: carreira

Neymar regrediu como jogador de futebol indo jogar pelo PSG.

Leia o post original por Nilson Cesar

Neymar na minha opinião cometeu um erro incrível na gestão de sua carreira quando trocou o Barcelona pelo PSG. No Barcelona ganharia muito mais títulos e poderia até vir a ser o substituto do Messi como protagonista. O campeonato francês é sem graça e já tem o vencedor antes mesmo de começar. A camisa do Barcelona nem se compara com o PSG em nível internacional. A sede de ser o protagonista vem…

Fonte

20 anos de Rica Perrone

Leia o post original por Rica Perrone

Era 11 de março de 1997 e, portanto, faz 20 anos. Eu entrei na Band FM em São Paulo a convite de um vizinho que era diretor da rádio, nem me lembro o nome. Morreu já.

Cheguei umas 17h. A primeira pessoa que vi na Band foi Luciano do Vale, que passava na catraca na minha frente.  Fiz Palmeiras 7×1 River-PI pela Copa do Brasil, 3 gols do Viola.

Foi a primeira vez que “trabalhei com futebol” na vida.

Pouco depois fui demitido e, puto, resolvi que faria o material e venderia pronto pra emissoras.  Veja você, moleque folgado, aos 19 anos, querendo produzir jogo pra Sportv, Rádio Globo, Rádio Record e Tv bandeirantes. Nem faculdade eu fazia ainda.

Fiz pra todos. Todos eles usaram. A Band me contratou pra TV após isso. Eu fiquei dois dias, pedi demissão.

Ninguém acreditava. “Maluco! Saiu da Band com 2 dias! Puta chance!”.

Chance o caralho. Se era pra fazer aquilo eu preferia ser veterinário. Odiei. Só filha da puta, ego pra caralho, panela pra cacete, nego veterano tratando mal quem chegou. Peguei um ambiente péssimo, era a época da Traffic. Enfim, não era aquilo.

Sai. Fui cobrir F-1 para um site do Deva Pascovic na AOL. Deva morreu no acidente da Chape. De reporter de F-1 fui fazendo, fazendo, até vender pra America On Line um site de Fórmula 1. Ele se tornou de automobilismo, depois foi pra outros parceiros e em um momento, acho que 2003, eu asseguro que tinha o maior site de automobilismo em lingua portuguesa no mundo. Era bizarro! Tinha transmissão ao vivo de Nascar, irmão!

Dali fiz a Rádio F-1 na WEB, há quem diga que foi o primeiro “programa de rádio” sobre o tema na web. Nunca confirmei. Em seguida começou a ter “blog” de menininha postando a vida delas. Eu fui o idiota que pensou: Porque as colunas semanais não viram blogs e postamos quando queremos sem data fixa?

Fiz isso. O primeiro. E voltei atrás com uns 3 meses porque não entendiam aquele mecanismo. Em 2006, quando já tinham alguns, voltei e está até hoje. Mas quem transformou a “coluna” em blog pela primeira vez entre os jornalistas foi esse cara aqui.

E de 2005 pra cá eu fiz SPnet, criei a Rádio SPNET, fiz a Estação Tricolor, fechei o F1naWEB, fiz do meu blog referência na web e passei por um período onde o blog foi parceiro da Globo.com. Note: Eu jamais TRABALHEI lá. Fizemos parceria, ao contrário do que pensam.

Minha carteira de trabalho está em branco. Eu abri uma empresa com 19 anos. Nunca tive um décimo terceiro, férias, nem mesmo uma indicação pra prêmio ou algo do tipo.

Batalhei todos os meus patrocínios, consegui meus views, escrevi meu livro e fui o único jornalista sem um grupo de mídia credenciado pela FIFA na Copa do Mundo. A sugestão da própria FIFA.

Não fiz grandes amigos no meio porque não gosto do meio. Não frequento, não ando em bando, pouco os conheço. Não sou “jornalista”.  Trabalho com entretenimento.

Mas nos clubes, entre os treinadores, profissionais, jogadores e gente que de fato faz a coisa girar, tenho amizades e o respeito que gostaria. Não tenho inimigos no futebol. Só na imprensa esportiva.

Conheci os meus ídolos, o Zico lê meu blog. Na Copa os jogadores compartilhavam meus textos no grupo deles de whatsatp. E a CBF me pergunta o que acho sobre algumas coisas.

Fiz o texto dos 19 clubes da série A para a Chapecoense a convite deles, lido pelo Galvão na Globo.  Fiz textos que rodaram a internet, que viraram do Verissimo, de outros tantos. Mas eram só do Rica.

Briguei pra ser o Rica enquanto o Ricardo já existia no UOL, na Folha, na Placar. Adotei o apelido e hoje sabem que tem dois Perrones. E as diferenças.

Eu não fiquei rico. Continuo sendo apenas “Rica”.  Conheci muita gente legal, muita gente escrota.  Vi jogos memoráveis, 95% da arquibancada mesmo credenciado. O 7×1 eu vi de imprensa. Talvez porque eu como torcedor não merecesse aquilo.

Passei por umas rádios. A última, a BET 98, onde fiz por 3 anos um programa de humor e futebol com Marcelo Adnet, Gustavo Pereira e Paulo Beto.

Eu não sou sortudo. Eu trabalhei pra caralho.

Eu tenho 20 anos de independência “jornalistica”, falando o que bem entendo e NENHUM processo contra mim.  Eu jamais criei uma crise, jamais menti sobre uma transferência, cravei uma notícia por ejaculação precoce ou causei mal a alguem do futebol.

“Chapa branca”. Não… honesto. É diferente.

Acrescente também a coerência do que prego em ter feito 2 cursos de treinador e um estágio com o Espinosa pra aprender e melhorar o meu conhecimento sobre o tema e me tornar, de fato, “especialista” em alguma coisa.

As vezes nego pergunta de onde vem o blog, o sucesso, etc.  E eu respondo: “Sou sortudo”.  Mas é só preguiça de contar tudo isso.

Eu abri um mercado. Eu criei uma alternativa que será usada por diversos novos jornalistas e até os atuais.  Não porque sou gênio, nem melhor do que ninguém. Mas porque fui maluco, teimoso e abusado.

Falo demais. Mas ainda assim, nunca me deu problemas o que falo.

Sou a falsa bomba relógio que os velhos acham que é questão de tempo pra “se explodir”. Mas não explode. E nem vai.

Porque atrás dessa marra toda tem alguém que sabe exatamente o que está fazendo. E que embora tenha tido sorte, teve bem mais do que isso pra ser a referência, o alvo ou o “filha da puta que eu odeio” de tanta gente.

Não vão ter mais 20. Eu fiz da minha meta parar com o hexa em 2018 e fazer outra coisa dentro do futebol que não mais “jornalismo”.  Talvez você tenha notado com os textos sobre outros temas.

A melhor coisa que fiz foi o Cara a Tapa. A pior foi o Futebol na WEB, um site que não vingou.

E a que mais me orgulho é de ter todo dia um e-mail na minha caixa de alguém dizendo que não concorda comigo sempre, mas que corre pra me ler quando o time dele é campeão ou ganha algo épico.

Era isso que eu queria. Mais nada.

Obrigado a quem ajudou, me desculpe com quem fui injusto e um abraço pra quem duvidou.

Porque eu tô escrevendo esse post? Porque poder escrever o que eu quero, quando quero, da forma que sinto e ter quem leia é a maior conquista da minha carreira.

Abs,
RicaPerrone

20 anos de Rica Perrone

Leia o post original por Rica Perrone

Era 11 de março de 1997 e, portanto, faz 20 anos. Eu entrei na Band FM em São Paulo a convite de um vizinho que era diretor da rádio, nem me lembro o nome. Morreu já.

Cheguei umas 17h. A primeira pessoa que vi na Band foi Luciano do Vale, que passava na catraca na minha frente.  Fiz Palmeiras 7×1 River-PI pela Copa do Brasil, 3 gols do Viola.

Foi a primeira vez que “trabalhei com futebol” na vida.

Pouco depois fui demitido e, puto, resolvi que faria o material e venderia pronto pra emissoras.  Veja você, moleque folgado, aos 19 anos, querendo produzir jogo pra Sportv, Rádio Globo, Rádio Record e Tv bandeirantes. Nem faculdade eu fazia ainda.

Fiz pra todos. Todos eles usaram. A Band me contratou pra TV após isso. Eu fiquei dois dias, pedi demissão.

Ninguém acreditava. “Maluco! Saiu da Band com 2 dias! Puta chance!”.

Chance o caralho. Se era pra fazer aquilo eu preferia ser veterinário. Odiei. Só filha da puta, ego pra caralho, panela pra cacete, nego veterano tratando mal quem chegou. Peguei um ambiente péssimo, era a época da Traffic. Enfim, não era aquilo.

Sai. Fui cobrir F-1 para um site do Deva Pascovic na AOL. Deva morreu no acidente da Chape. De reporter de F-1 fui fazendo, fazendo, até vender pra America On Line um site de Fórmula 1. Ele se tornou de automobilismo, depois foi pra outros parceiros e em um momento, acho que 2003, eu asseguro que tinha o maior site de automobilismo em lingua portuguesa no mundo. Era bizarro! Tinha transmissão ao vivo de Nascar, irmão!

Dali fiz a Rádio F-1 na WEB, há quem diga que foi o primeiro “programa de rádio” sobre o tema na web. Nunca confirmei. Em seguida começou a ter “blog” de menininha postando a vida delas. Eu fui o idiota que pensou: Porque as colunas semanais não viram blogs e postamos quando queremos sem data fixa?

Fiz isso. O primeiro. E voltei atrás com uns 3 meses porque não entendiam aquele mecanismo. Em 2006, quando já tinham alguns, voltei e está até hoje. Mas quem transformou a “coluna” em blog pela primeira vez entre os jornalistas foi esse cara aqui.

E de 2005 pra cá eu fiz SPnet, criei a Rádio SPNET, fiz a Estação Tricolor, fechei o F1naWEB, fiz do meu blog referência na web e passei por um período onde o blog foi parceiro da Globo.com. Note: Eu jamais TRABALHEI lá. Fizemos parceria, ao contrário do que pensam.

Minha carteira de trabalho está em branco. Eu abri uma empresa com 19 anos. Nunca tive um décimo terceiro, férias, nem mesmo uma indicação pra prêmio ou algo do tipo.

Batalhei todos os meus patrocínios, consegui meus views, escrevi meu livro e fui o único jornalista sem um grupo de mídia credenciado pela FIFA na Copa do Mundo. A sugestão da própria FIFA.

Não fiz grandes amigos no meio porque não gosto do meio. Não frequento, não ando em bando, pouco os conheço. Não sou “jornalista”.  Trabalho com entretenimento.

Mas nos clubes, entre os treinadores, profissionais, jogadores e gente que de fato faz a coisa girar, tenho amizades e o respeito que gostaria. Não tenho inimigos no futebol. Só na imprensa esportiva.

Conheci os meus ídolos, o Zico lê meu blog. Na Copa os jogadores compartilhavam meus textos no grupo deles de whatsatp. E a CBF me pergunta o que acho sobre algumas coisas.

Fiz o texto dos 19 clubes da série A para a Chapecoense a convite deles, lido pelo Galvão na Globo.  Fiz textos que rodaram a internet, que viraram do Verissimo, de outros tantos. Mas eram só do Rica.

Briguei pra ser o Rica enquanto o Ricardo já existia no UOL, na Folha, na Placar. Adotei o apelido e hoje sabem que tem dois Perrones. E as diferenças.

Eu não fiquei rico. Continuo sendo apenas “Rica”.  Conheci muita gente legal, muita gente escrota.  Vi jogos memoráveis, 95% da arquibancada mesmo credenciado. O 7×1 eu vi de imprensa. Talvez porque eu como torcedor não merecesse aquilo.

Passei por umas rádios. A última, a BET 98, onde fiz por 3 anos um programa de humor e futebol com Marcelo Adnet, Gustavo Pereira e Paulo Beto.

Eu não sou sortudo. Eu trabalhei pra caralho.

Eu tenho 20 anos de independência “jornalistica”, falando o que bem entendo e NENHUM processo contra mim.  Eu jamais criei uma crise, jamais menti sobre uma transferência, cravei uma notícia por ejaculação precoce ou causei mal a alguem do futebol.

“Chapa branca”. Não… honesto. É diferente.

Acrescente também a coerência do que prego em ter feito 2 cursos de treinador e um estágio com o Espinosa pra aprender e melhorar o meu conhecimento sobre o tema e me tornar, de fato, “especialista” em alguma coisa.

As vezes nego pergunta de onde vem o blog, o sucesso, etc.  E eu respondo: “Sou sortudo”.  Mas é só preguiça de contar tudo isso.

Eu abri um mercado. Eu criei uma alternativa que será usada por diversos novos jornalistas e até os atuais.  Não porque sou gênio, nem melhor do que ninguém. Mas porque fui maluco, teimoso e abusado.

Falo demais. Mas ainda assim, nunca me deu problemas o que falo.

Sou a falsa bomba relógio que os velhos acham que é questão de tempo pra “se explodir”. Mas não explode. E nem vai.

Porque atrás dessa marra toda tem alguém que sabe exatamente o que está fazendo. E que embora tenha tido sorte, teve bem mais do que isso pra ser a referência, o alvo ou o “filha da puta que eu odeio” de tanta gente.

Não vão ter mais 20. Eu fiz da minha meta parar com o hexa em 2018 e fazer outra coisa dentro do futebol que não mais “jornalismo”.  Talvez você tenha notado com os textos sobre outros temas.

A melhor coisa que fiz foi o Cara a Tapa. A pior foi o Futebol na WEB, um site que não vingou.

E a que mais me orgulho é de ter todo dia um e-mail na minha caixa de alguém dizendo que não concorda comigo sempre, mas que corre pra me ler quando o time dele é campeão ou ganha algo épico.

Era isso que eu queria. Mais nada.

Obrigado a quem ajudou, me desculpe com quem fui injusto e um abraço pra quem duvidou.

Porque eu tô escrevendo esse post? Porque poder escrever o que eu quero, quando quero, da forma que sinto e ter quem leia é a maior conquista da minha carreira.

Abs,
RicaPerrone

20 anos de Rica Perrone

Leia o post original por Rica Perrone

Era 11 de março de 1997 e, portanto, faz 20 anos. Eu entrei na Band FM em São Paulo a convite de um vizinho que era diretor da rádio, nem me lembro o nome. Morreu já. Cheguei umas 17h. A primeira pessoa que vi na Band foi Luciano do Vale, que passava na catraca na …

Corinthians jogou como gente grande no segundo tempo e venceu. Ainda está longe do ideal

Leia o post original por Nilson Cesar

O Corinthians venceu de virada o Internacional por 2 x 1. Fez um bom segundo tempo , mas o time do professor Tite está distante do ideal. Trata-se de uma equipe em reconstrução e curando as suas feridas emocionais. Para brigar pelo título o time vai ter que melhorar demais e precisa de alguns reforços. Não adianta esperar que Vagner Love seja o mesmo que conhecemos no início de sua carreira. Romero não pode ser titular da equipe do Corinthians e a diretoria precisa reforçar o elenco para uma competição tão longa. Tite sabe que o seu grupo e o seu time esta distante do ideal.

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Rogério Ceni completa hoje 20 anos de sua estreia com a camisa do São Paulo!!! Quais foram os melhores e os piores momentos do M1to no clube do Morumbi? Ceni deve mesmo se aposentar no final deste ano?

Leia o post original por Milton Neves

 

Conheça a página de Rogério Ceni na seção “Que Fim Levou?”

Amado, odiado e invejado.

Rogério Ceni é o maior ícone do futebol nacional em atividade.

E há exatos 20 anos, o goleiro debutava na equipe do Morumbi.

De lá para cá, são muitos títulos e algumas decepções.

Separamos seis episódios marcantes de sua trajetória, três positivos e três negativos, confira:

Céu

1997 – União São João 0 x 2 São Paulo

Primeiro gol – Apesar de treinar muito, Rogério ainda não era considerado batedor oficial do time. No duelo diante do União São João, o então treinador Muricy Ramalho deu a oportunidade que o goleiro-artilheiro precisava.

2005 – São Paulo 4 x 0 Atlético-PR e São Paulo 1 x 0 Liverpool

Ano perfeito – A temporada para o arqueiro foi coroada pelo título da Libertadores, no jogo decisivo, ultrapassou Waldir Peres e firmou-se como maior recordista de partidas com a camisa do Tricolor. Na final do Mundial, diante dos ingleses, uma exibição de gala, justificada com a escolha do melhor em campo.

2011 – São Paulo 2 x 1 Corinthians

Centésimo gol – Mesmo com certas polêmicas envolvendo a contagem, Ceni comemorou seu centésimo gol diante do principal rival. Em cobrança de falta perfeita, decretou a vitória são-paulina e entrou para a história do futebol mundial.

Inferno

2006 – Internacional 2 x 1 São Paulo

Falha na final – Tentando o bicampeonato consecutivo, o Tricolor esbarrou no poderoso Internacional, comandado por Fernandão. O atacante aproveitou falha terrível de Ceni e marcou um gol decisivo.

2009 – Treinamento no CT

Lesão no tornozelo – Tudo parecia correr bem no Centro de Treinamento da Barra Funda, até que o M1to lesionou-se em jogada praticamente isolada. Após disputa com André Lima, Rogério deixou o campo carregado e parou por cinco meses.

2010 – São Paulo 2 x 1 Internacional

Asa colorada – O fantasma de 2005 retornou cinco anos depois. E, novamente na Libertadores da América, Rogério falhou no gol de D´Alessandro e viu o sonho de um novo titulo internacional escapar por entre os seus braços.

E para você, torcedor, quais os melhores e os piores momentos de Ceni?

O goleiro deve mesmo se aposentar no final deste ano?

Opine!!!

Wanderley Nogueira: “No rádio, basta um telefone para contar o fato ao mundo”

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado originalmente no site da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão)

Wanderley Nogueira recebe trofeu ACEESPCom 36 anos de carreira, o repórter Wanderley Nogueira vivenciou no rádio as grandes transformações tecnológicas, incluindo o advento da internet.  As novas ferramentas da web impulsionaram o trabalho deste jornalista de 62 anos para além das ondas radiofônicas. Hoje, ele navega com desenvoltura em sites  (www.wanderleynogueira.com.br), blogs e redes sociais.

Para ele, as novas tecnologias são importantes, mas não dispensam os atributos de um bom profissional. “O rádio avança com a tecnologia. Mas o profissional tem que ser competente, caso contrário, não vai conseguir usufruir de tudo aquilo que ele tem nas mãos”, afirmou em entrevista à Abert, pela passagem do Dia do Repórter, celebrado no último sábado, 16.

Nogueira entrou na rádio Jovem Pan em 1977 para cobrir esporte. Nos mais de 35 anos que trabalha na emissora, participou de praticamente todos os grandes eventos esportivos, inclusive dez copas do mundo.

O decorrer do tempo não tirou o entusiasmo do repórter já veterano, que fala do rádio com a mesma paixão dos primeiros tempos. “O rádio é um fantástico prestador de serviço. Costumo dizer ele tem uma velocidade imbatível. Em determinadas situações emergenciais, basta um telefone pra contar o fato ao mundo. Tem um passado maravilhoso, um presente extremamente importante, e vai continuar sendo fundamental no futuro”, declara.

Confira os principais trechos da entrevista.

O que significa ser um repórter de rádio?

A primeira impressão que fica de um repórter de rádio é a vocal, pois ela não consegue enganar.  Na minha opinião, o repórter de rádio tem que ter um bom vocabulário e poder de observação. Não deixar escapar nada. Naquele momento em que está ocorrendo o fato, ele é o olhar do ouvinte. No rádio, você tem que dizer tudo: como está o clima, o cenário em que se encontra, a sensação do momento e, claro, retratar o fato de forma efetiva.

Do que você mais se lembra do início da sua carreira?

Sempre tive muito desejo de trabalhar em rádio. Ainda quando garoto, eu simulava algumas transmissões e entrevistas de esportes, política e polícia. Em determinado momento da minha juventude, tive a oportunidade de trabalhar em jornal. Logo depois surgiu uma chance de trabalhar em uma rádio pequena; primeiro fazendo boletins de São Paulo para o interior do estado. Consegui transmitir notícias de 10 campeonatos mundiais, olimpíadas. Cobri terremoto, carnavais, corridas de São Silvestre, incêndios dramáticos. Consegui fazer tudo no rádio e no jornalismo, e continuo atuando diariamente. Sempre fui muito feliz na carreira, que foi marcada por momentos e coberturas inesquecíveis.

O que diferencia um jovem repórter de rádio hoje de um veterano?

Evidentemente, a tecnologia mudou inteiramente. Eu consegui viver e estou vivendo todas as mudanças e transformações. Por exemplo, usávamos enormes gravadores, agora dispomos de microgravadores. Com a internet, o envio de matérias se tornou mais fácil e mais rápido para o repórter. Dificilmente ele não consegue passar o material para a redação.  Quanto aos equipamentos, a qualidade de som melhorou muito. Acho que aprendemos todos os dias, os veteranos e os jovens. É uma troca permanente de informações.

Como você atravessou as transformações tecnológicas?

Com muita facilidade. O meu trabalho sempre foi muito intenso, diário, com muitas viagens. Então tive que me adaptar muito rapidamente, até pela necessidade absoluta.  Teve uma viagem, por exemplo, que não existia a possibilidade de usar celular. Na viagem seguinte já comecei a usá-lo. A maneira de passar o material, naquela época, era por telefone fixo. Aí chegou a internet.

Na sua opinião, a tecnologia muda a essência do trabalho do repórter de rádio?

Ajuda muito. Acredito que agrega qualidade, mas é evidente que existe o fator humano, a boa qualidade do profissional , a boa carga de informações que ele tem. O profissional tem que ser competente, caso contrário, não vai conseguir usufruir de tudo aquilo que ele tem nas mãos como instrumento.

Como você vê o futuro do rádio?

O rádio avança com as novas tecnologias. É um fantástico prestador de serviço. Nenhum outro meio tem condições de prestar serviços como o rádio. É fundamental na vida de todo mundo. Costumo dizer que o rádio tem uma velocidade imbatível. Em determinadas situações emergenciais, basta um telefone pra contar o fato ao mundo. O rádio tem um passado maravilhoso, um presente extremamente importante, e vai continuar sendo fundamental no futuro.

Qual a história que você destacaria de sua carreira como repórter do rádio.

Me lembro muito da Copa do Mundo de 1986, no México. O Brasil, como sempre, era um dos grandes favoritos e os mexicanos amavam o Brasil. E em um determinado momento deste campeonato, a seleção foi jogar com a França. Como grandes favoritos, os brasileiros atraíam todas as atenções. Eu estava na porta do estádio transmitindo a chegada do time brasileiro. A seleção chegou em um ônibus prateado, escoltado por dois carros da polícia mexicana na frente, dois atrás, três motociclistas na frente e três atrás, e ainda um helicóptero. Foi um desembarque portentoso, com aquela multidão de fora, aquela efervescência toda. Tinha Sócrates, Zico, Paulo Roberto Falcão, era um sucesso. Mas no jogo o Brasil foi eliminado. Na saída da seleção brasileira, não havia mais os carros da polícia mexicana, só ficou um batedor. O helicóptero também não estava mais lá, e os apaixonados torcedores estavam sentados na calçada, chorando. Ali tive a nítida clareza de como é a chegada de um time que poderia ser carregado nos ombros e  a saída do derrotado, quase que abandonado até pela escolta. Aquele cenário nunca me saiu da cabeça.

“Imperador de vidro” já estilhaçou faz tempo

Leia o post original por Mion

Esta foi uma das última imagens deixadas por Adriano na Itália.De lá pra cá não fez nada para dar um novo rumo à sua carreira.

Há mais de dois anos Adriano deixou de ser jogador profissional. A triste realidade não é encarada pelo jogador e pior, por dirigentes e até parte da imprensa. Alguns radicais o criticam considerando um irresponsável irremediável, outros tentam passar a mão na cabeça alegando que tem problema psicológico. Pode até ser tudo isso junto, entretanto quando deixou o Corinthians não titubeou em entrar na justiça e cobrar uma grana violenta. Se tivesse bom senso sairia de consciência limpa caso fizesse um acordo dentro do proposto pelo clube paulista. Não, preferiu entrar na justiça e mesmo sabendo não merecer a quantia, exige o pagamento. Na época não teve depressão e muito menos compreendeu o lado do clube.

No fundo Adriano aproveita o fato de ser um dos últimos remanescentes daquele marketing alucinante em que qualquer jogador acima da média virava craque brasileiro. E assim eram vendidos para o futebol mundial. No auge Adriano jamais entraria na lista dos 100 nem dos 200 melhores jogadores brasileiros dos últimos 30 anos. Apesar disso cansei de ouvir e ler comentários afirmando que seria o substituto natural de Ronaldo. Se o Fenômeno já não foi todo esse craque desenhado pela mídia, Adriano não passa nem perto do R-9. Tudo mídia para vender camisas, e lamentavelmente gerar manchetes. Um craque de vidro e quebrou com facilidade por não ter o carisma de Ronaldo não consegue mais viver de sua fama. Nunca teve talento suficiente para chegar ao status que conquistou.

E isso prejudicou bastante o Imperador. Começa pelo apelido… Imperador é sacanagem. Falcão foi o Rei de Roma, esse sim tinha qualidade de sobra para ter uma reverência de tal imponência. Adriano acreditou cegamente na badalação e em determinado momento pirou, achou que por ser o tal Imperador podia fazer de tudo e nada aconteceria. E realmente ninguém brecou as suas investidas, dirigentes, torcedores e imprensa engoliram, fizeram “vistas grossas” porque ainda fazia alguns gols.

Com o tempo perdeu a forma física, deixou de pensar no futebol como profissional e virou apenas uma miragem de atleta de futebol. Perdeu amor próprio e mergulhado em mil desculpas tentou sustentar o status sem nenhum rendimento em campo. Adriano deve reavaliar a sua vida. Em minha opinião restam duas opções: aposentadoria ou aceitar salários bem abaixo dos atuais, jogar em clubes intermediários do futebol brasileiro, onde se fizer uma ou duas partidas por mês estará bom demais, até mesmo jogar com 100 kgs. Ao clube valerá a mídia e o espaço na imprensa diante de novas peripécias extracampo de alguém que há algum tempo foi um grande goleador. Hoje é um excelente assunto para a imprensa que gosta de notícias extravagantes e polêmicas.