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Corte de ajuda enquanto Palmeiras apoia base gera revolta no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Com Diego Salgado, do UOL em São Paulo

O corte de ajuda de custo para garotos das categorias de base do futebol do Corinthians associado à postura oposta do rival Palmeiras gera revolta entre pais dos meninos alvinegros. A insatisfação atinge também membros do departamento de futebol amador que pretendem conversar com o presidente Andrés Sanchez para tentar reverter a medida.

Em geral, o problema se concentra entre as categorias que vão do  sub-11 ao sub-14. Como não estão ocorrendo treinos por conta das medidas de distanciamento social para combater o avanço do novo coronavírus, a direção corintiana cortou a ajuda de custo dos atletas que ainda não podem assinar contrato profissional. A principal justificativa é a queda de receitas sofrida pelo clube com a suspensão dos jogos profissionais.

Familiares dos meninos, porém, reclamam que o corte veio justamente no momento em que eles mais precisam de suporte. O argumento é de que alguns já dependiam da ajuda de custo para auxiliar as famílias e que pelo menos algumas delas ficaram mais vulneráveis durante a pandemia com perdas de receita.

Os valores pagos variam entre R$ 300 e R$ 500, segundo fontes ouvidas pelo blog.

A situação ficou mais incômoda quando os meninos e seus familiares descobriram que o Palmeiras teve gesto diferente com seus atletas da base.

Apesar da suspensão dos treinamentos, o alviverde manteve a ajuda de custo para os atletas das categorias de base e, quando necessário, reforça a assistência com medidas como entrega de cestas básicas.

Desde que os jogadores entram nos times de base, o Palmeiras monitora suas condições sociais, o que facilita o acompanhamento durante a pandemia.

O clube já detectou atletas que precisaram de mais apoio porque seus pais tiveram queda de receita por conta dos reflexos da pandemia.

No Corinthians, os cortes desagradaram integrantes das categorias de base em todos os níveis.

Alguns dos responsáveis pelo departamento definem o corte  nas ajudas de custo nesse instante como um gesto insensível e um erro de gestão.

Eles relatam ter conhecimento de  que parte dos garotos sente significativamente a perda de receita. Por isso se mobilizam para tentar reverter a situação junto a Sanchez.

De acordo com um dos integrantes do departamento de futebol amador, o corte começa a valer para a ajuda referente a abril, paga agora no começo de maio.

Corinthians nega insensibilidade

O blog procurou a assessoria de imprensa do Corinthians para ouvir a diretoria sobre o tema. Abaixo, leia a nota enviada como resposta.

“A decisão está baseada simplesmente na redução de receitas que impossibilita o pagamento nesse momento. Não quer dizer que não pagaremos no futuro, quando a situação de caixa se estabilizar. A situação será avaliada caso a caso, e é importante destacar que o clube é sensível à situação desses garotos e suas famílias”.

O blog ainda indagou se os jogadores podem ser ressarcidos no futuro pelas ajudas de custo eventualmente não pagas. A resposta da assessoria de imprensa foi: “a princípio, (a ajuda de custo) pode ser retomada e não ressarcida, mas isso será avaliado oportunamente”.

Jogador da base NUNCA mais vai jogar no Palmeiras!

Leia o post original por Craque Neto

Já é sabido pela maioria que o Palmeiras nunca foi um clube revelador de grandes craques em suas categorias de base. Com exceção dos goleiros – esse sim um grande celeiro no passado – dificilmente alguém de muito peso surgiu no restante das posições. Mas desde que a Crefisa começou a investir no Verdão a base melhorou MUITO. Hoje o Palmeiras é um dos clubes mais vitoriosos do Brasil nas divisões inferiores. Conquista tudo quanto é título desde o Sub-8. Mas curiosamente não se vê NINGUÉM sendo aproveitado no elenco principal. NINGUÉM! E pra mim vai ficando mais claro que […]

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Corrupção grave na base do Corinthians!

Leia o post original por Craque Neto

É claro que a vivência de quase 40 anos de futebol deixa a gente calejado para as picaretagens do meio. Sei obviamente de que desde que o esporte foi inventado tem gente querendo levar vantagem em negociatas. O que mais existe é dirigente que entrou no futebol pobre e saiu milionário. Aliás, tem aos montes, diga-se de passagem! Nesta sexta-feira escutei um áudio publicado pelo site globoesporte.com e fiquei triste. Era um pai de um garoto do Sub-17 do Corinthians que estava sendo coagido a pagar uma baita grana para que o filho conseguisse jogar. Isso me deixou indignado e […]

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Opinião: guerra na base reflete omissão de presidente do Corinthians

Leia o post original por Perrone

A guerra deflagrada pelo poder nas categorias de base do Corinthians reflete, na opinião deste blogueiro, a omissão de Roberto de Andrade. Não tivesse o presidente do clube permitido que Andrés Sanchez indicasse apadrinhados para diversos setores do clube sem critérios técnicos a situação não teria chegado a tal ponto.

Já foram diversas trocas no comando do departamento de formação de atletas, a maioria motivada por pressões internas que têm tudo a ver com a influência de Sanchez no Corinthians.

Quando Andrade tenta retomar o poder em alguma área colocando gente de sua confiança há conflito com o pessoal de Andrés.

Foi o que aconteceu agora com a nomeação de Carlos Nujud, o Nei, para dirigir o futebol amador. Ele afastou Coelho do cargo de técnico do Sub-20, categoria vital para o time profissional, por considerar o ex-jogador inexperiente. Só que o ex-lateral é pupilo de Andrés desde o tempo em que era atleta. Só por isso vai seguir como auxiliar na comissão técnica, o que gera críticas no departamento. Assim, o tiroteio interno segue forte. Não há paz e estabilidade para se trabalhar.

Se o diretor da base é alinhado com o presidente, seu adjunto, Jacinto Antonio Ribeiro, o Jaça, é unha e carne com Andrés, além de ser considerado por conselheiros influentes mais poderoso do que seu superior. Ou seja, mais uma vez a Andrade não tem domínio completo da situação.

Enfraquecido no poder enquanto esteve ameaçado de sofrer impeachment, Roberto fez acordos com diferentes alas políticas e tem até oposicionistas na diretoria.

O clube é um eterno barril de pólvora. O presidente costuma assistir às batalhas de binóculos, de seu gabinete na loja de carros da qual tem participação societária. O dirigente não demonstra o empenho necessário para arrumar a casa.

Não é a primeira vez que se sente a ausência de Andrade em situações críticas. Foi assim quando demorou para se manifestar sobre a tentativa de contratar Drogba, enquanto o diretor de futebol, Flávio Adauto, minava a negociação, por exemplo.

A impressão que se tem é que o presidente apenas torce para o tempo passar e deixar os pepinos para seu sucessor.

Atletas da base do Corinthians apontam dois meses de remunerações atrasadas

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Com Bruno Thadeu, do UOL, em São Paulo

Parte dos jogadores das categorias de base do Corinthians se queixa de atrasos de dois meses em suas remunerações. Afirmam estarem perto de completar três meses sem receber. Quatro fontes confirmaram o problema ao blog.

Porém, a diretoria corintiana admite atraso de apenas um mês. Fausto Bittar Filho, diretor de futebol amador do clube, disse que houve um problema com o pagamento de atletas que não têm conta na Caixa e recebem por meio de um banco que precisou ter seu contrato com o alvinegro renovado antes de o dinheiro ser repassado aos jogadores. Segundo ele, a operação é semelhante a um cheque especial mas com contrato.

 “A explicação que me deram é que precisavam de várias assinaturas para a renovação. Isso provocou uma demora e houve o atraso de um mês”, disse Bittar.

De acordo com o dirigente, o problema burocrático já foi solucionado e até segunda-feira tudo estará em dia.

Os atrasos afetaram atletas de diferentes categorias. Os mais novos são do Sub-15. Pelo menos um dos atingidos ganha ajuda de custo no valor de R$ 1.500 mensais.

Há também relatos de ao menos dois jogadores que foram dispensados recentemente das categorias de base do Corinthians e ainda não receberam as remunerações referentes a dois meses atrasados.

Esse não é o primeiro aperto recente enfrentado pelos jovens corintianos. Em novembro, como mostrou o blog, em mais de uma oportunidade, os cartolas tiveram dificuldade para abastecer ônibus do time porque o cartão de crédito coorporativo não foi aceito. A diretoria também alegou que o contratempo foi gerado por burocracia.

Ainda no mês passado, salários do time profissional atrasaram, mas a diretoria afirma que agora está tudo em ordem.

Faltou crédito ao abastecer ônibus da base, e Corinthians culpou burocracia

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Por pelo menos duas vezes nesta semana dirigentes das categorias de base do Corinthians passaram por situação inusitada ao tentarem abastecer ônibus que transporta seus jogadores. O cartão corporativo do clube foi recusado pelo posto no momento do pagamento por falta de crédito. Para poderem transportar a molecada, eles precisaram pagar a conta do próprio bolso.

Emerson Piovezan, diretor financeiro, confirmou o problema ao blog, mas negou que tenha faltado dinheiro para pagar a conta do cartão.

 “Foi uma questão burocrática. Antes de recarregar o cartão, precisamos checar todas as despesas feitas com ele no mês anterior. Houve uma demora (na conferência), por isso o cartão não tinha sido recarregado. Se alguém falar que faltou dinheiro no Corinthians para abastecer um ônibus, nem respondo, seria uma bobagem muito grande. É uma quantia muito pequena perto do dinheiro que o clube movimenta mensalmente”, declarou o dirigente.

O cartão usado pelos cartolas das categorias de base dá direito a um gasto de R$ 9 mil mensais só com combustível para ônibus dos times.

Corinthians x Fla mostra diferença de status das bases nos dois clubes

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O confronto entre Corinthians e Flamengo neste domingo, em Itaquera, mostra a diferença de status das categorias de base nos dois clubes.

Do lado rubro-negro, segurando a prancheta, temos José Ricardo, que há menos de seis meses comandou o time que derrotou os corintianos nos pênaltis na final da Copa São Paulo de juniores. Ele ganhou oportunidade com o afastamento de Muricy Ramalho por motivos de saúde e tem seu trabalho elogiado na Gávea.

Do lado alvinegro, o técnico é Cristóvão Borges, contratado para o lugar de Tite, agora na seleção brasileira, após nomes preferidos pela diretoria corintiana como Sylvinho e Roger Machado sinalizarem que não viriam. Osmar Loss, que duelou com José Ricardo na final da Copinha, não foi chamado nem para ser interino, apesar de ter seu nome pedido por parte de conselheiros do clube. Ele segue nas categorias de base.

 Entre os jogadores, nenhum dos destaques dos finalistas da Copa São Paulo deste ano é titular absoluto dos dois times hoje. Porém, o flamenguista Felipe Vizeu, principal nome da conquista em janeiro, tem entrado com regularidade. Já a maioria dos alvinegros que fizeram sucesso na campanha do vice-campeonato não está no elenco atual.

Gabriel Vasconcelos, autor de cinco gols na Copinha, foi emprestado ao Joinville, enquanto nenhum atacante se firmou no time nesta temporada. Matheus Pereira está no Empoli, da Itália, e não rendeu um centavo para o alvinegro, que segue dono de 5% dos direitos econômicos do jogador. Gustavo Tocantins seguiu para o Estoril Praia, de Portugal. Claudinho foi emprestado ao Bragantino. Léo Jabá continua nas categorias de base.

Entre os que fizeram sucesso no Corinthians na Copa São Paulo deste ano, estão no elenco Maycon, que perdeu espaço, Léo Príncipe e Léo Santos, que aguardam uma chance.

Já no Flamengo, além do técnico e de Vizeu, entre os principais destaques na conquista do torneio de juniores estão no grupo principal, Léo Durate, que já jogou no Brasileirão, Ronaldo e Lucas Paquetá.

Gaeco não vê crime organizado no Corinthians e repassa denúncias sobre base

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O Gaeco, divisão do Ministério Público de São Paulo especializada em crime organizado, não viu indício de organização criminosa no Corinthians e repassou as denúncias que recebeu sem abrir uma investigação. As acusações de supostas irregularidades nas categorias de base alvinegras foram encaminhadas para promotoria criminal comum, que agora vai decidir o que fazer.

É a segunda mudança de mãos no MP no caso que envolve acusações do empresário americano Helmut Niki Apaza.  Ele diz ter sido vítima de golpes aplicados nas categorias de base do clube por um funcionário, que deixou o Corinthians após a confusão, e pelo menos um conselheiro.

Primeiro, Romeu Tuma Júnior, membro do Conselho Deliberativo alvinegro, entregou representação pedindo investigações ao Juizado Torcedor. O órgão, porém, entendeu, que as denúncias eram complexas e fugiam de seu campo de atuação. Assim, repassou o pedido ao Gaeco.

Nesta semana, a promotoria criminal deve decidir que rumo dará ao caso.

SPFC gasta mais com jovem Iago do que com todos atletas que formou em 2014

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O gasto com a polêmica compra de 60% dos direitos econômicos do zagueiro Iago Maidana (ex-Criciúma), de 19 anos, seria suficiente para cobrir todas as despesas que o São Paulo teve com atletas formados no ano passado. E ainda sobraria dinheiro.

A fatia de Iago custou R$ 2 milhões. O valor pode subir em R$ 400 mil dependendo de metas alcançadas pelo jogador, como mostrou o UOL Esporte. De acordo com o balanço são-paulino, em 2014, o clube profissionalizou três atletas que representaram juntos custo de R$ 929 mil. Em 2013, o São Paulo transformou bem mais jogadores de sua base em profissionais, mas a despesa não foi muito superior à realizada para a compra da porcentagem de Iago. No ano retrasado 14 jogadores tricolores foram profissionalizados ao custo de R$ 3,03 milhões.

A despesa com a contratação de um atleta com idade para atuar nas categorias de base aconteceu pouco antes de o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, reforçar nesta semana para um grupo de conselheiros que o futuro do clube é apostar na formação de jogadores.

A chegada de Iago pode gerar punição ao São Paulo já que a empresa Itaquerão Soccer afirma ter investido no jogador. A Fifa agora proíbe empresas de terem participação em atletas. Além disso, o preço do zagueiro disparou nos dois dias que se passaram entre a saída dele do Criciúma para o Monte Cristo (GO), parceiro da Itaquerão, e a chegada ao São Paulo.

Diretor do Corinthians pede demissão após penhora de verba para CT da base

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José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa do Corinthians e um dos homens de confiança do presidente Mário Gobbi, pediu demissão. Sua saída está ligada a uma questão central no clube: o tratamento dispensado às categorias de base.

Max deixou o cargo após perder receita que seria usada para a construção do Centro de Treinamento da base. A obra agora está suspensa, numa demonstração de que o projeto, crucial para a formação de jogadores, está longe de ser prioridade para a atual administração.

A gota d´água para o afastamento foi a penhora numa conta criada para receber recursos captados via lei de incentivo ao esporte com o objetivo de bancar a construção do CT. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,6 milhões do clube por causa de diferentes processos. O Corinthians poderia oferecer outras receitas para a penhora, solicitando o desbloqueio, mas não o fez, congelando os planos de construção do quartel general das divisões que formam jogadores. A alegação é de que não há outras quantias para substituir o montante penhorado.

“O motivo pelo qual me desligo é que o projeto do CT das categorias de base teve seus recursos bloqueados. Minha missão era tocar esse projeto, assim, não tenho mais o que fazer no clube”, afirmou Max ao ser indagado pelo blog sobre sua decisão.

Esse não foi o primeiro corte de receitas que o centro de treinamento sofreu. O clube já havia usado cerca de R$ 1,7 milhão destinado pela Ambev para as obras do CT no pagamento de suas contas cotidianas. Após o bloqueio judicial, sobraram para o projeto cerca de R$ 300 mil.

No total, o Corinthians havia captado aproximadamente R$ 4 milhões para a obra, além de o equivalente a R$ 2 milhões em serviços. O primeiro modo do projeto estava avaliado em R$ 11 milhões.

A receita já obtida era suficiente para a construção do departamento de fisioterapia e de três gramados, entre outras instalações, o que permitira aos times Sub-20 e Sub-17 treinarem na nova casa a partir de março do ano que vem. Mas a perda de receitas adia os planos. Agora não há data definida para a execução do projeto.

Assim, os jovens corintianos continuam treinando no Flamengo de Guarulhos, local que o alvinegro precisou reformar e já gerou gastos de pelo menos R$ 600 mil.

Ao não encontrar uma saída a fim de evitar o bloqueio do dinheiro para o lar das categorias de base, além de deixar a formação de atletas em segundo plano, a diretoria está arriscada a enfrentar problemas com o Ministério do Esporte. Os recursos captados por meio da lei de incentivo ao esporte só podem ser usados nos projetos aprovados pela pasta. O dinheiro é referente a impostos que contribuintes pagam e autorizam que sejam destinados a determinados projetos. O blog telefonou para Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians, mas ele não atendeu.