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E brilha a estrela tricolor de Cavalieri…

Leia o post original por Antero Greco

Quando uma partida é decidida nos pênaltis, só quem tem a ganhar é o goleiro. Se tomar os gols, não lhe cabe culpa alguma; afinal, os chutes são praticamente à queima-roupa. Mas, se defender alguma ou algumas bolas, tem tudo para tornar-se herói.

Pois prevaleceu a segunda alternativa, no clássico que Fluminense e Inter disputaram no Mané Garrincha, na noite desta quarta-feira. Depois do empate por 2 a 2 no tempo normal, a vaga para a final da edição inaugural da Primeira Liga ficou para os pênaltis.

Daí, o brilho concentrou-se todo em Diego Cavalieri. O goleiro tricolor fez duas defesas extraordinárias  – nos chutes de Jackson e Anderson – e foi imprescindível para a classificação. Deu dois voos cinematográficos, daqueles mirabolantes, e desviou para fora. O Flu venceu por 3 a 2 nesse critério.

Com a bola a rolar, o jogo foi equilibrado e isso se refletiu no placar. O Flu sem Fred, o Inter sem Alisson. Muito empenho sem o equivalente em técnica. As duas equipes foram à frente na base do esforço, com oscilações que têm mostrado na própria competição e nos respectivos estaduais.

O Inter saiu na frente, com Vitinho aos 24 e o Flu respondeu com Osvaldo aos 29. No segundo tempo, inversão dos marcadores: Osvaldo fez o gol da virada aos 19 e Vitinho empatou aos 39, o que provocou a definição do primeiro finalista nos pênaltis.

O Inter de Argel Fucks ainda tem muito a melhorar, sobretudo no meio. O Flu de Levir Culpi encorpa, mas carece de clareza no ataque. Desta vez, o treinador começou com Osvaldo e Magno Alves; depois, recorreu a Douglas (Osvaldo sentiu) e Marcos Júnior. Mas já se vê mais consistente do que nos tempos de Eduardo Baptista.

 

Estava impedido!

Leia o post original por Rica Perrone

É de enlouquecer qualquer um. O time que sofre por não ter força política entra em campo como vilão do pobrezinho que nacionalmente carrega a fama de ser o mais forte de todos no “tapetão”. Mando de jogo, ídolo suspenso, torcidas que não vão. Fé, arrogância, superação e um olhar especial pro gato, caso o […]

Fluzão tetra. Cavalieri, Jean, Wellington Nem, Fred…

Leia o post original por Mion

Cavalieri fugiu da badalação. Preferiu brincar com o filho Enzo e depois tirou foto com o herdeiro. Já Fred e Deco…

Uma cena me chamou a atenção na comemoração do tetra brasileiro do Fluminense: enquanto Fred e Deco assumiram a postura de herois da conquista, posando para fotos procurando os melhores ângulos para aparecer diante das câmeras dos afoitos fotógrafos e cinegrafistas. Isolado, o goleiro Diego Cavalieri sentado no gramado curtia a brincadeira de defender as bolas empurradas pelas mãozinhas de seu filhinho. O maior responsável pelo título não estava nem aí para as badalações. É isso mesmo, Diego Cavalieri foi o carro-chefe da conquista. Defesas sensacionais em momentos cruciais, o goleiro menos vazado do Brasileirão. Em nosso país é vergonha dizer que o goleiro foi o principal jogador de seu time. Sempre tem que ser o centroavante.

Uma análise coerente dos verdadeiros “heróis”

(acho uma definição meio pesada demais, a mídia gosta deste ufanismo, prefiro chamá-los de principais responsáveis), Fred e Deco não ostentam tanta supremacia assim na conquista, principalmente o meia que atuou menos de 50% dos jogos. Fred ainda foi o artilheiro e definiu alguns jogos.

Ninguém é campeão sozinho. O elenco unido e um time competente conseguem vitórias e títulos. Em termos de destaques coloco Diego Cavalieri em primeiro lugar, seguido de Jean, Wellington Nem, Fred, e Gum. Esses seriam os cincos em ordem de importância. Sem esquecer de serem liderados e comandados por Abel Braga, competente e firme em suas propostas táticas. O resto é firula e “oba oba” da mídia que gosta de fabricar herois e com eles mexer no emocional do torcedor apaixonado que entra no embalo, se ilude e vive falsas verdades.

De amaldiçoados a heróis da Taça Guanabara

Leia o post original por Mion

Cavalieri merece o mesmo reconhecimento de Fred e Deco.

Badalação total para Fred e Deco. É claro que marcar gols em uma decisão e conquistar o título, vale muita badalação. Terminada a decisão da Taça Guarnabara diante do Vasco, pouco ouvi falar de dois personagens tão importantes ou mais: Diego Cavalieri e Abel Braga. A memória é curta, principalmente quando o assunto oscila entre derrota e vitória.

Na semana passada a torcida do Fluminense pendurou uma faixa “Fora Abel”. E agora? A faixa foi rasgada ou guardada para quando o Flu tropeçar, fato comum no futebol, ninguém ganha tudo. Chegaram a dizer que Abelão não tem gabarito de ser técnico do clube. São brincalhões, esquecem que o profissional em questão foi campeão mundial Inter-clubes, além de muitos outros títulos.

O mesmo ocorre com Diego Cavalieri. Cansei de ler e ouvir gente dizendo que o ponto frágil do Flu era o gol. Cavalieri seria apenas um bom reserva. Se não fosse Diego, o Flu não estaria na final. Contra o Fogão defendeu dois pênaltis, inclusive o do especialista Loco Abreu. Uma atuação de goleiro qualificado. E na decisão contra o Vasco, fez importantes defesas principalmente no final do jogo quando o Vasco pressionou barbaridade.

Reconheço, enalteço Fred e Deco, mas prefiro deixar de lado a badalação óbvia para aqueles que fazem gols e dar a mesma relevância da conquista a Cavalieri e Abel. Os dois foram feras e seria fundamental para o Fluzão, a torcida não esquecer disso após algum tropeço.