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Ministério da Saúde liga aval a retorno do futebol a estudos sobre pandemia

Leia o post original por Perrone

Por meio de sua assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde confirmou ao blog que estuda uma proposta para avalizar a retomada dos jogos de futebol no Brasil após a suspensão dos campeonatos como parte das medidas de combate à pandemia de Covid-19. A pasta vinculou o retorno a estudos e informações sobre a situação da transmissão do novo coronavírus no país.

O ministério não detalhou os critérios para que dê seu aval ao retorno das partidas, mas deixou claro que precisa ter mais informações, principalmente com ajuda de uma maior testagem da população para apontar o momento mais seguro para o retorno. Apesar de a pasta não afirmar isso, a retomada deve acontecer com portões fechados.

Na segunda (27), o ministro da Saúde, Nelson Teich, indicou em entrevista coletiva acreditar que os jogos de futebol podem ter um efeito psicológico positivo em parte da população durante o período de distanciamento social.”

“Existe um pedido para avaliar o retorno de jogos sem público, da CBF. É uma coisa que estamos avaliando, não é definitiva ainda. Mas são iniciativas que, de alguma forma, poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para as pessoas, porque o enclausuramento e a restrição têm impacto muito negativo no bem-estar das pessoas”, afirmou.

No mesmo dia, a direção da CBF disse a dirigentes de clubes que não pediu ao Governo Federal o retorno “em breve” das competições e que prioriza as questões ligadas á saúde, como mostrou o UOL Esporte. A confederação informou também que vai seguir as diretrizes estaduais sobre o enfrentamento à pandemia.

Abaixo, leia a nota enviada pelo Ministério da Saúde.

“O Ministério da Saúde informa que está estudando a proposta de retomada dos jogos de futebol. Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde tem empenhado esforços seja no campo da pesquisa e evidências científicas ou testagem para conhecer melhor a doença e orientar as próximas ações, ajustando as medidas ao seu tempo e local, considerando o momento da transmissão”.

 

 

Em meio à pandemia, defesa trabalha por volta de Marin assim que for solto

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Depois de conseguir que a Justiça americana alterasse a sentença de José Maria Marin considerando a pena cumprida, os advogados do ex-dirigente agora trabalham para viabilizar o desejo de seu cliente de retornar imediatamente ao Brasil assim que consiga deixar a prisão nos Estados Unidos.

Para isso, os advogados do ex-presidente da CBF e ex-governador de São Paulo terão que driblar os problemas de locomoção causados pelo avanço do novo coronavírus no mundo.

Marin tinha ainda nove meses de pena para cumprir por conta de condenação por prática de crimes de corrupção, acusação que sempre negou. Em 2018, ele havia sido sentenciado a quatro anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente da CBF, de 87 anos, pediram a redução de sentença em função da idade avançada dele, alegaram que foi cumprido tempo suficiente e que com a pandemia seria um risco deixá-lo na prisão. Por conta da idade, o ex-cartola faz parte do grupo considerado de risco pelos médicos.

A defesa do dirigente espera que ele seja solto nos próximos dias, mas evita cravar uma data. Sem entrar em detalhes, Júlio Barbosa, um dos advogados de Marin, disse que ainda precisam ser finalizados procedimentos burocráticos para que seu cliente seja colocado em liberdade.

Agora, os defensores trabalham numa logística que permita Marin voltar o mais rapidamente possível para o Brasil. A pandemia provocou uma série de restrições e diminuição da oferta de voos praticamente no mundo inteiro. “Veremos tudo o que é necessário para mandar Marin de volta para casa”, afirmou Barbosa.

De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), neste momento a previsão é de cerca de 15 voos semanais dos Estados Unidos para o Brasil. Uma alternativa para Marin seria fretar uma aeronave.

Vale lembrar que o ex-dirigente não pode retomar suas atividades no futebol porque foi banido pela Fifa.

Clubes podem cortar salários sem atletas concordarem? Advogados divergem

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O que acontece se jogadores não aceitarem eventuais reduções salariais impostas por seus clubes? Em busca dessa e de outras respostas sobre os efeitos da interrupção dos campeonatos por conta do avanço do novo coronavírus, o blog ouviu dois advogados com larga experiência na área.

Eduardo Carlezzo e João Henrique Chiminazzo têm entendimentos diferentes sobre a possibilidade de redução salarial. Abaixo, confira as respostas de ambos para as mesmas perguntas

 Blog do Perrone – Se os jogadores de um clube não aceitarem a redução salarial proposta pela direção, como fica a situação?

Eduardo Carlezzo – Entendo que a melhor via seria uma solução bilateral, com flexibilização de ambos os lados. Contudo, a realidade é que isto está cada vez mais distante e, sendo assim, o clube tem a opção, unilateral e prevista na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de reduzir os salários em até 25% neste período de crise. Segundo o art. 503 da CLT, isto pode ser feito em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, o que é justamente o que estamos vivenciando. Nestas condições pode haver a redução geral dos salários dos empregados, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo ser superior a 25% (vinte e cinco por cento). Não tenho dúvidas de que essa força maior já foi configurada.

João Henrique Chiminazzo – Para haver a redução, as partes precisam chegar a um acordo. Não pode ser imposto pelo clube. Eu acho que esse artigo (503 da CLT) é inconstitucional.

Blog – Há margem para algum jogador contestar a redução na Justiça do Trabalho?

Carlezzo – O artigo da lei tem um texto bastante claro, de forma que havendo um caso de força maior, que é claramente o que estamos vivendo hoje, aliado ao prejuízo financeiro, que claramente os clubes estão sofrendo em razão da paralisação,  vejo como baixa a chance de êxito por parte dos atletas caso o assunto chegue ao judiciário.

Chiminazzo – Entendo que sim. Os jogadores têm boas chances de vencer na Justiça. A constituição diz que o salário é irredutível, e como a constituição é posterior à CLT e é uma “lei maior”, ela tem prevalência.

Blog – Os contratos podem ser prorrogados automaticamente para se adequarem às mudanças do calendário?

Carlezzo – Neste caso não há previsão legal. Deveria haver um entendimento geral que passe pela CBF para que isso ocorra, na hipótese de prorrogação das competições. A FIFA está neste momento estudando o assunto e suponho que irá se posicionar sobre o tema, já que não é simplesmente uma questão local, mas sim global.

Chiminazzo – Entendo que sim. Desde que seja mantido o pagamento integral dos salários.

Blog – E como fica, por exemplo, um jogador contratado só para o Estadual e que já tenha assinado pré-contrato com outro clube para o segundo semestre?

Carlezzo – Neste momento, estão valendo as disposições e prazos dos contratos assinados.

Chiminazzo – Eu acho que se ele comprovar a impossibilidade da prorrogação, por ter um pré contrato assinado, desde que não seja de ma-fé, acredito que a prorrogação não poderá ser exercida  Mas acho que vale o bom senso.

Blog – Tem algo mais que gostaria de esclarecer?

Carlezzo– É isso. Abordamos o principal e mais urgente.

Chiminazzo – O clube conceder férias agora acho viável e justo.

 

Férias já: clubes tentam estender jogos por dezembro e manter grana da TV

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Uma das principais metas dos dirigentes de clubes brasileiros diante dos efeitos causados no futebol nacional por conta do combate ao novo coronavírus é entregar para a TV todos os jogos vendidos nesta temporada. Isso, apesar da interrupção nas competições atuais e de ameaça ao Brasileiro.

Por isso, os cartolas incluíram em seu pacote de propostas para os jogadores férias de 30 dias com início imediato, como mostrou o UOL Esporte.

Se isso acontecer, será alterado o calendário atual que prevê férias a partir do dia 7 de dezembro. Os jogos se estenderiam pelo último mês do ano.

Até a conclusão deste post, os clubes ainda aguardavam um posicionamento das entidades que representam os atletas a respeito de suas sugestões.

Conseguir completar o calendário evitaria redução nos pagamentos das emissoras de TV, especialmente da Globo em relação ao Brasileirão.

Por tabela, a manutenção das competições em seu formato atual, em tese, também evitaria corte nos pagamentos de patrocinadores, já que eles manteriam a exposição prevista.

Por fim de torcida única, presidentes da CBF e da FPF se reúnem com Doria

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Na próxima segunda (9), o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e Reinaldo Carneiro Bastos, que preside a Federação Paulista de Futebol (FPF), irão se encontrar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O principal tema da reunião será a imposição de torcida única nos clássicos paulistas. Os dirigentes defendem o fim da medida imposta em 2016 pela Secretaria de Segurança Pública do Estado com apoio do Ministério Público estadual e da Polícia Militar.

Cartolas dos grandes clubes paulistas também são esperados no encontro.

Em novembro do ano passado, a CBF chegou a anunciar que em janeiro de 2020 seu presidente se encontraria com Doria para tentar buscar, em conjunto com todos os interessados, “uma solução definitiva para essa situação”.

Também deve entrar na pauta do encontro o veto de Doria à lei que permitiria a volta da venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas.

Frouxos!

Leia o post original por Rica Perrone

Conversei com umas 100 pessoas do futebol desde que a final única foi determinada pela Conmebol. Todas elas foram contra. Entre treinadores, dirigentes e técnicos, ninguém achou boa idéia no Brasil. O clube pela receita de 2 jogos, pelo engajamento do sócio em não poder ter a final por perto, entre outros. Os treinadores por…

O ‘VAR’ é do Flamengo e ponto final!

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Nesta segunda-feira (30) apresentei o ‘Os Donos da Bola’ da Band e a equipe do programa veio com uma lista de lances que beneficiaram o Flamengo no Brasileirão que fiquei completamente impressionado negativamente. Pelo amor de Deus! E olha que vieram com o papo furado de que esse tal árbitro de vídeo seria a salvação da honestidade do futebol brasileiro, hein? Que papo furado! Eu não tô nem aí se a torcida rubro-negra vai ficar brava comigo ou não, mas a verdade tem que ser dita: o VAR pelo visto é do Flamengo, ué! Aliás, vamos ser sinceros, foi justamente […]

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Por que brigas como a entre CBF e Fla por joia da base devem continuar?

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Pouco antes de o Flamengo conseguir no STJD a liberação de Reinier para jogar (e arrebentar) contra o Avaí, Branco, coordenador das categorias de base da CBF, e André Jardine, técnico da seleção sub-20, afirmaram que a entidade continuará sendo firme para negar pedidos de clubes para liberar de convocações seus jovens talentos.

As declarações foram dadas durante palestra na “Brasil Expo Futebol”, mesmo evento em São Paulo no qual sessão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva deu aval para o rubro-negro escalar sua revelação, que não atendeu à convocação do time nacional sub-17.

“Sempre fazemos questão de convocar os jogadores que consideramos os melhores no momento. Quem não se apresentar, não é um problema meu, é jurídico”, declarou Branco. O coordenador sustenta que recentes vexames dados pelas seleções de base do Brasil aconteceram porque alguns dos melhores jogadores não puderam ser convocados.

Jardine completa o raciocínio afirmando que a ideia é que nos Mundiais de 2026 e 2030 a maioria dos convocados tenha construído carreira nas seleções de jovens. Ele atribui o fracasso de alguns atletas que se destacaram em clubes mas não na equipe pentacampeã mundial ao fato de terem pouca rodagem com a camisa amarela. Essa experiência, segundo ele, deveria ter sido adquirida na base.

“O jogador pensa em si, o clube pensa em si. Está na hora de todos pensarem no melhor para o futebol brasileiro”, disse Jardine em sua apresentação. Após o evento, o blog perguntou ao técnico se há um estudo sobre como acomodar interesses de jogadores, clubes e seleções de base. “Quebramos a cabeça pensando nisso. É muito difícil, o calendário está muito cheio, são muitas competições”. Indagado se o caminho seria o diálogo, ele respondeu: “diálogo e bom senso”.