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Inter toma fôlego também na Copa

Leia o post original por Antero Greco

A torcida colorada anda apreensiva. Os resultados no Campeonato Brasileiro amedrontam e deixam o Inter perto da zona de descenso. A Série B é fantasma que assusta.

Mas em quatro dias houve dois motivos para alegria. E que motivos! No domingo, a vitória suada por 2 a 1 sobre o Flamengo, que tirou a equipe do Z-4. Nesta quarta-feira, os 2 a 0 sobre o Santos na Copa do Brasil.

Dois momentos excepcionais em competições distintas e que carregam indícios de reação em final de temporada. Na Série A, agora passa a depender apenas de si para não sofrer a humilhação da queda. Na Copa, a vaga na semifinal (os duelos serão com o Atlético-MG) e a perspectiva de terminar o ano com um título. Nada mal.

Celso Roth colocou muitos reservas em campo, no duelo no Beira-Rio, pois a intenção era a de preservar o que tem de melhor no Brasileiro. Se viesse a reviravolta na Copa, tudo bem. Como a vantagem era do Santos (2 a 1 na Vila), não valia a pena queimar todos os cartuchos.

E não é que deu certo a opção do “professor”? O Inter jogou sem a responsabilidade do placar. Antes, transferiu a pressão para o Santos. Mais leve, menos tenso, o time gaúcho jogou à vontade e aproveitou da sonolência do adversário.

Consequência das posturas diferentes? Os gols. Um em cada tempo. Aylan aos 9 minutos do primeiro tempo colocava o Inter na fase seguinte do torneio. Classificação carimbada de vez com Sasha aos 44 da segunda etapa.

Inter renasce em duas frentes. Ao Santos, vice-campeão da Copa em 2015, resta o consolo de brigar por vaga na Libertadores via Brasileirão. Missão que, no momento, está a seu alcance.

Inter perde para o Santos e não acha tão ruim…

Leia o post original por Antero Greco

A situação do Inter anda tão complicada, macambúzia e estrambótica, que torcedores, jogadores e até o técnico Celso Roth não viram como desastre a derrota por 2 a 1 para o Santos, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Apesar do enésimo tropeço, a turma colorada o considerou dos males o menor. Por uma simples razão: como fez gol fora de casa, basta lascar 1 a 0 na volta, em Porto Alegre, para avançar para a semifinal da Copa do Brasil.

Em circunstância normal, não se trataria de desvantagem de tirar o sono. Em muitas ocasiões, um time que perdeu por um gol apenas como visitante, e ainda por cima, deixou o dele, consegue classificar-se na hora de ser anfitrião.

Mas a situação do Inter não é corriqueira! Eis o ponto. Ele anda numa draga de dar dó, com duas vitórias nos últimos 20 jogos. E, para complicar, tem jogado mal pra chuchu.  Não é à toa que frequenta a zona de rebaixamento do Brasileiro e virou forte concorrente para o descenso.

A saga pra baixo continuou na apresentação na Copa. Roth levou para a baixada santista time misto, para não desgastar demais o grupo, já que tem jogo no fim de semana e a salvação é o objetivo primordial. Não fez muita diferença, porque o nível continuou sofrível, como tem sido rotina nos últimos meses.

No primeiro tempo, ainda conseguiu segurar o Santos, desfalcado de Ricardo Oliveira, Victor Bueno e Gustavo Henrique, todos fora de combate. Na segunda parte, porém, os paulistas acordaram, abriram vantagem com gols de Copete e Rodrigão, mas cochilaram e permitiram ao Inter diminuir com Seijas. Gol que dá esperança de reviravolta.

Mas, mais do que classificar-se na Copa do Brasil, a massa colorada está ansiosa, rói as unhas, à espera de sair do sufoco em todas as frentes, sobretudo na Série A.

Em tanto tempo de futebol, como fã e profissional, não me recordo de período tão nefasto do Inter, tão sem confiança e eficiência.

 

Inter firme na campanha do rebaixamento

Leia o post original por Antero Greco

Se alguém ainda duvidava, agora não duvida mais: o Inter é sério candidato ao rebaixamento. O time dirigido por Celso Roth conseguiu perder do lanterna América Mineiro, por 1 a 0 – gol marcado aos 45 minutos do segundo tempo, no Estádio Independência, em Belo Horizonte.

Foi a 13. ª derrota colorada, a terceira consecutiva, e a perspectiva é das piores: o Inter não tem controle emocional, não ataca, não se arma e sua defesa é ruim. Olhando a escalação e o banco de reservas a impressão é de que dá para formar uma boa equipe. Mas, quando a bola começa a rolar…

Um lance que ilustra a atual fase do Inter ocorreu aos 15 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro Paulão tentou fazer lançamento da defesa para o ataque e entregou a bola ao goleiro adversário.

A tática de Celso Roth também colaborou para o novo desastre. Diante do inofensivo América era de se esperar proposta de jogo mais definida,  ofensiva. Mas parece que o Inter estava o tempo todo conformado e contente com empate. O uruguaio Nico Lopez, por exemplo, ficou quase o tempo todo no banco.

E levaria o jogo assim, para o 0 a 0 eterno, não fosse um acidente do futebol: no primeiro tempo, o atacante e artilheiro Osman se machucou e foi substituído pelo menino Matheusinho, hábil e talentoso. Ele começou a desmontar a defesa gaúcha.

No segundo tempo, por incrível que pareça, o América seguiu melhor em campo. Nos últimos 20 minutos se impôs definitivamente. Ernandes acertou o travessão de Danilo. O próprio Ernandes participou de mais duas jogadas perigosas. E, aos 45 minutos, em um cruzamento de Jonas da direita, Michael cabeceou, tocou com o ombro, com a orelha, como ele mesmo reconheceu, e a bola subiu e deixou o goleiro Danilo sem a menor chance de impedir o gol da vitória americana.

Um desastre anunciado para o Inter. Que, apesar de tudo, ainda pode salvar-se, porque a briga na parte de baixo está equilibrada;

Um alento para o América, que dificilmente escapará da queda. Mas pelo menos mostrou que não é muito pior que o milionário time gaúcho.

Tem caveira de burro enterrada no Beira-Rio

Leia o post original por Antero Greco

Os mais velhos diriam com certeza: tem caveira de burro enterrada no gramado do Beira-Rio. Não é possível que a torcida do Inter tenha de sofrer tanto neste Brasileiro. No empate com o São Paulo completou a inacreditável marca de 13 jogos sem vitória. É isso mesmo: tre-ze… sem choro, nem vela! Dez derrotas e três empates.

Tem alguma coisa errada: Celso Roth é o terceiro técnico nesta campanha sofrível. Antes dele, Argel e Paulo Roberto Falcão sofreram com os resultados que deixam a torcida colorada à beira do desespero.

Não sem motivos.

Vamos analisar somente os últimos 10 minutos da partida deste domingo. O São Paulo, do técnico estreante Ricardo Gomes, estava vencendo por 1 a 0, e o nervosismo tomava conta do estádio. Paulão dava chutões da intermediária, e a torcida se esvaía em caretas.

Valvídia se movimentava como de costume. E a faixa estendida – “Gigante Sempre” – parecia piada de mau gosto para o momento, apesar da intenção de estimular a rapaziada em campo.

Foi aí que aconteceu o lance: 39 minutos do segundo tempo, o grandão Ariel fez tudo certinho, passou pelo goleiro tricolor e bateu para o gol de empate… que não aconteceu, porque Mena surgiu milagrosamente para salvar.

Mas como diz o gaúcho: não está morto quem pelea. E o Inter pode até cair para a segunda divisão, mas vai cair peleando.

Então, numa cabeçada errada de Ernando, a bola desviou em quem? Exatamente no chileno Mena, que tinha acabado de salvar o gol. Desviou em Mena e foi para o fundo da rede: 1 a 1.

Ainda dava tempo de virar o placar. O tricolor Bufarini cometeu pênalti. Eram 44 minutos e Valdívia pegou a bola para a cobrança. Colocou a bola na marca da cal e … catapimba! Chutou com convicção, mas  pra fora. Bem fora.

O jogo acabou empatado mesmo. O Inter tem agora 13 jogos consecutivos sem vitória. Se não cair desta vez, o Inter tem de levantar as mãos para o céu. Mas que tem caveira de burro, mau-olhado ou praga de torcedor do Grêmio na parada, ah isso tem!

Inter queima ídolos e imagem de eficiência

Leia o post original por Antero Greco

O Internacional já foi modelo de gestão no Brasil. Houve época em que despertava admiração e inveja de concorrentes, pelas ideias claras de administração e de planejamento no futebol. Fez escola.

Essa imagem de eficiência tem recebido golpes sistemáticos nos últimos anos. Virou fumaça, se desfez no ar. A prova de que vive novos, e perdidos, tempos veio no final da manhã desta segunda-feira, com o comunicado da diretoria de que dispensava Paulo Roberto Falcão da função de treinador. O antigo ídolo saiu depois de dirigir a equipe em cinco partidas, com três derrotas e dois empates.

O retrospecto do Rei de Roma, em curtíssimo espaço, é péssimo, beira os 13% ou algo assim de aproveitamento. Nesses 20 dias de trabalho, se tanto, o Colorado não reencontrou rumo, não deu sinais de melhora. Não conseguiu sequer passar a sensação de reação. Ao contrário, sentiu a cada tropeço o peso das cobranças e da responsabilidade.

Erro de quem? Da direção, da cartolagem.

Ah, mas dirigentes não entram em campo. Verdade, e era só o que faltava para o caos e a bizarrice serem completas.

Mas são eles que fazem as escolhas – e no caso errada. Aliás, duplamente erradas.

Em primeiro lugar, Falcão não era o nome adequado para o momento instável do Inter. Trata-se de personagem de grandíssima expressão, pela arte que desfilou pelos gramados enquanto era jogador. Craque, inesquecível. Assim como foi muito bom cronista esportivo em seus tempos de Tv Globo e de jornais.

Como técnico, falta-lhe currículo, não tem trabalhos e conquistas significativos. E o clube precisava de alguém calejado, cascudo, prático, para tirar o time logo do sufoco. Um milagreiro, retranqueiro, milongueiro? Sei lá, tudo isso e mais um pouco. Mas alguém que viesse e fizesse a rapaziada correr e arrancar pontos dos rivais. Porque o fundo do poço (entenda-se zona da degola) está bem perto.

Segundo erro da direção, a dispensa de forma fulminante. O contrato foi assinado no fim de semana e já vem a demissão. Ridículo, sinal de despreparo, desespero, falta de sintonia, de conhecimento. Roteiro manjado, que muitas vezes resulta em rebaixamento. Se houver recuperação (e há condições no elenco para ela vir), o torcedor não deve engolir conversa fiada de que se deveu à ação rápida dos executivos.

Ao agir assim, a direção queima o ídolo Falcão, como já havia feito anteriormente com ele mesmo, com Fernandão, com Clemer, Dunga, Aguirre, Argel … Agora parte para solução habitual, que deve ser a de recorrer a Celso Roth.

O Inter hoje dá péssimos exemplos, infelizmente. E, como disse Abelardo Peçanha, seguidor meu no Twitter, o “Inter perde técnico, perde tempo, perde ídolo.”  Perde tudo.

 

 

É muita humilhação para o Vasco. Chega!

Leia o post original por Antero Greco

O Vasco tem mais de 100 anos, conta com milhões de torcedores pelo Brasil, já foi base de seleção e campeão de tudo. Não merece ser humilhado dessa forma, não pode ser menosprezado, não é justo que caia pela terceira vez no Brasileiro em menos de uma década. No entanto, esse risco é real, e cresce a cada rodada, à medida que o campeonato avança e que as derrotas se acumulam.

O mais recente episódio dessa tragédia cruzmaltina veio no começo da noite do sábado, na derrota por 1 a 0 para o Coritiba, no Maracanã, com gol sofrido quase em cima da hora. Com o resultado, se mantém na lanterna da competição, com 13 pontos ganhos e o desastroso retrospecto de 12 derrotas em 19 jogos, contra 3 vitórias e 4 empates. Campanha de Série B!

O Vasco de novo se mostrou perdido, atordoado, sem coordenação nem confiança. Pouco adiantou contar com Nenê e Jorge Henrique, os dois últimos a chegarem para salvar a pátria. Eles contribuíram com pequena parcela para o desempenho da equipe.

O Vasco errou lances simples, na defesa (de onde resultou o gol de Evandro), no meio-campo e no ataque, onde ninguém acertou o gol de Wilson. Tática? Zero. Calma? Abaixo de zero. Não é por acaso que, assim que o juiz apitou o fim do jogo, Celso Roth pegou o boné. Aliás, deveria ter saído no meio da semana.

A permanência do técnico, por mais alguns dias, foi outro dos muitos erros da direção – entenda-se Eurico Miranda, já que o Vasco é regido pelo sistema do poder único e centralizador. O homem que se considera dono do clube achou melhor dar uma derradeira chance para Roth e o que se viu foi outro espetáculo de fazer chorar.

O Vasco está à deriva, e não pode mais servir de cenário para os caquéticos showzinhos particulares de Eurico Miranda. Chega a ser afronta aos fãs no Brasil todo, esse modelo de cartola ultrapassado sempre vir a público e despejar bobagens como se fossem verdades definitivas. A cada vez que faz isso, ele próprio desdenha do clube.

Eurico saiu da presidência, anos atrás, e deixou terra arrasada. Roberto Dinamite, a promessa de revolução, foi outra decepção, e também abriu espaço para o retorno de um passado que deveria ter sido enterrado pra sempre. O Vasco padece de administrações horrorosas!

O Vasco não é propriedade de Eurico, assim como não era de Dinamite! O Vasco não é brinquedo! O Vasco não é passatempo para dirigente que deveria estar aposentado e a cuidar dos netos, da horta, da galinha, da coleção de selos! O Vasco é maior do que essa gente que acredita na baboseira de “O respeito voltou”!

Eurico disse que, se o time cair, vai para a Sibéria. Se gostasse mesmo do Vasco, e não só da boca pra fora, pegaria o primeiro avião para a Sibéria hoje mesmo, sumiria do mapa, iria para onde quisesse, mas bem longe de São Januário.

Chuga de bufões! Chega de papo-furado! Chega de falsos messias!

Chega de humilharem o Vasco!

Corinthians se firma e o Vasco só naufraga

Leia o post original por Antero Greco

Faz algumas horas que o Corinthians bateu o Vasco por 3 a 0 em Itaquera. Ainda há o calor do jogo, ao mesmo tempo em que já existe um ligeiro distanciamento. Com um pouco de frieza, dá para fazer  observações do clássico de opostos da noite de quarta-feira.

Em primeiro lugar, constatação óbvia: deu a lógica. Cheguei a imaginar um Vasco a dar trabalho redobrado ao Corinthians. Ilusão que durou apenas meio-tempo, pois ambos foram para o intervalo no 0 a 0. O Corinthians, no entanto, é muito superior ao Vasco; comparações seriam injustas e descabidas. Mereceu os três gols na segunda etapa e poderia ter feito mais.

Segunda ponderação: a equipe de Tite pode não ter vocação exagerada para o gol, ao menos não tanto quanto tem por não levar gols. Mas se viu mudança de comportamento em relação à vitória contra o Galo e ao empate diante do Coritiba, para ficar em exemplos recentes.

Naquelas duas oportunidades, fez um gol e tratou de segurar a vantagem a qualquer custo, mesmo com o risco de expor-se à pressão. Deu-se bem num caso, frustrou-se no outro. Desta vez, não: buscou o gol na maioria das vezes em que teve a bola nos pés. Vários finalizaram, e não por acaso Renato Augusto, Elias, Gil marcaram os gols. Comportamento de quem se firma de vez na corrida pelo título.

Terceiro ponto a ressaltar: Vagner Love, na toada em que se encontra, caminha para virar opção de banco. À medida que avança o campeonato, aumenta a ansiedade dele. Os gols não surgem, a intranquilidade o atrapalha, a ponto de emperrar jogadas de ataque. Tite começou a fazer teste, ao colocar Luciano em campo. Love está em baixa.

Quarta, e grave, certeza: o desespero começa a bater à porta do Vasco. Trata-se de time desconjuntado, nervoso, atrapalhado, perdido. Não por acaso; afinal, são 10 derrotas em 16 jogos, com 3 empates e 3 vitórias. Retrospecto para rebaixamento, o que seria desastroso. Celso Roth fala, fala, mas não convence. A equipe não evolui e vira presa fácil para todos.

Há salvação para o Vasco? Sim, pois o bloco do descenso não está formado. Mas a permanência na Série A, se vier, será à custa de muito sacrifício e suor, porque técnica… está em falta em São Januário.

 

 

Vasco e SP, ameaças para Timão e Galo

Leia o post original por Antero Greco

Estranhou o título do comentário? Acha que pirei? Não, não estou com a cabeça na Lua. Os dois clássicos do meio de semana do Campeonato Brasileiro apresentam riscos para os mandantes – que, por sinal, são os dois primeiros colocados. O Corinthians recebe o Vasco e o Atlético hospeda o São Paulo.

A possibilidade de surpresa é real, embora por motivos diferentes. Sem levar em consideração a história de cada equipe, todas com títulos nacionais e ao menos uma Libertadores no currículo, conta o momento que vivem. O Vasco está desesperado no mínimo por um ponto, para iniciar tentativa de sair do fundo do poço. O São Paulo não pode pensar em perder, para não se distanciar do G4 e embalar no returno.

A tarefa dos dois visitantes é complicada. O Vasco já entrou na fase da enorme preocupação. Com 9 derrotas em 15 jogos, a antepenúltima colocação, a pior defesa na Série A, o campeão carioca lida com o fantasma do terceiro rebaixamento. Ainda não bateu desespero, porém a insegurança cresce a cada rodada que passa.

Celso Roth não tem onde mexer, não há cartas na manga; agora, a ordem é recorrer à superação. Meta difícil diante da defesa menos vazada. A brecha para o Vasco aprontar está na pressão que a torcida alvinegra deve fazer em Itaquera. O empate diante do Coritiba deixou dúvidas a respeito da tática de Tite de trancar o time assim que obtém vantagem. Agora é a vez do Vasco se fechar, para ver se consegue vencer pelo cansaço.

O duelo entre Atlético e São Paulo é de nível diferente na atualidade. O tricolor não está em situação delicada; ao contrário, ronda o bloco principal. A sombra que paira se refere às oscilações frequentes. Ora, mostra repertório para sonhar algo, ora decepciona e se perde em campo, além de perder a cabeça.

O jogo com o Galo, no Mineirão, é teste definitivo para Juan Carlos Osorio e a rapaziada dele. Se conseguirem segurar o melhor ataque e o conjunto mais afinado, poderão apresentar-se de vez como candidatos até ao título. Caso contrário, dá-lhe cornetagem!

Uma coisa é certa: as duas partidas serão tensas – e, espero, agradáveis também.

 

Rodada 15: Os cariocas

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Goiás 0 x 1 Flamengo

Em Goiânia, no estádio Serra Dourada, o Flamengo venceu a terceira partida seguida. E mais uma vez com a participação de Paolo Guerrero. O atacante peruano participou bastante do jogo, se movimentando, saindo da área, fazendo o pivô, buscando o jogo, abrindo pelos flancos e ainda serviu Marcelo Cirino, que marcou o único gol do jogo.

O Fla jogou mal, há de se ressaltar. O Goiás foi melhor, criou mais, mas a estratégia de Cristovão deu certo. A roubada de bola para o contra-ataque rubro-negro era a arma mortal do time, que falhava muito na organização defensiva. César salvou o Fla em diversas vezes. E aos 44min da etapa final, a trave também salvou a equipe rubro-negra.

O Fla começou dominando o jogo, com mais posse de bola, mas não achava os espaços para a criação. No típico 4-3-3 de Cristovão, o tripé de meio-campistas era formado por Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. No ataque, Éverton, Guerrero e Marcelo Cirino se movimentavam bastante, porém sem sucesso.
Julinho Camargo aproveitava as fragilidades do sistema defensivo carioca, apostando nas investidas ofensivas do lateral Diogo Barbosa e do atacante Murilo, que aproveitavam os espaços deixados por Ayrton, quando o mesmo apoiava ao ataque. Se não fosse o goleiro rubro-negro, o Goiás tinha feito pelo menos 3 gols.

O intervalo veio e Cristovão mexeu. Tirou os três volantes. Ufa! Que alívio!!! O time pouco criou na primeira etapa, apesar de ter tido mais posse de bola. Canteros saiu para a entrada de Alan Patrick. Ayrton, a mina de ouro do Goiás, saiu para a entrada de Pará. E os espaços diminuíram.

Até que aos 27min da segunda etapa, Alan Patrick iniciou a jogada no meio, achou Guerrero na intermediária ofensiva, que serviu Cirino, cara a cara com o goleiro Renan, escolheu o canto e não titubeou. Fla 1 a 0. Vitória sofrida e muito importante, pulado de 14º para 11º, a melhor colocação da equipe nas 15 rodadas.


CHAPECOENSE 2 x 1 FLUMINENSE

Na Arena Condá, em Chapecó, o Flu perdeu a segunda partida seguida. Apesar de dominar e controlar o jogo, o Flu cometeu algumas falhas defensivas e, no final do jogo, sofreu o segundo gol.

O jogo começou movimentado, com as duas equipes criando oportunidades. O Flu apostava na movimentação do quarteto ofensivo, com Oswaldo pela direita, Marco Junior na esquerda e Scarpa na meia central. Fred era o capitão. Edson e Jean formavam a dupla de volantes.

A Chapecoense apostava nas investidas pelo flanco direito com Apodi, buscando Bruno Rangel na área. Ananias era o outro atacante. Organizada no 4-4-2, fechadinha e compacta, a Chape investia nos contra-golpes. Quase todas as jogadas ofensivas catarinense passavam pelos pés de Cléber Santana que, junto com Tiago Luis, eram os armadores da equipe de Chapecó.

O Flu articulava bem as jogadas, mas falhava no último passe e na conclusão das jogadas. No sistema defensivo, muitos erros na transição defesa-ataque, erros de passe e até de posicionamento. Aos 26min da primeira etapa, Edson errou passe na intermediária defensiva, Dener lançou Bruno Rangel, que dominou, ajeitou e bateu bem. Chape 1 a 0.

O Flu não se abalou. E logo aos 28min, Oswaldo cruzou, o goleiro Danilo espalmou para a entrada da área e Edson, que tinha acabado de falhar, acertou belo chute no canto esquerdo. 1 a 1.

O Flu ainda teve um gol anulado, de Marcos Junior. Após cruzamento de Breno Lopes pelo lado esquerdo, Fred tentou desviar, mas a bola sobrou para o jovem atacante do Flu, que cabeceou e a bola tocou na bola dele. O juiz marcou o gol, mas voltou atrás e anulou.

O Flu voltou melhor para a etapa final, marcando em cima, sufocando a Chape, criando mais oportunidades, mas falhando na conclusão. Fred sentiu a coxa e saiu para a entrada de Magno Alves.

Aos 41 da segunda etapa, Antonio Carlos e Bruno Rangel disputaram a bola na entrada da área, Bruno Rangel caiu e o juiz marcou falta. O auxiliar Daniel Zioli informou ao árbitro que havia sido pênalti. Bruno Rangel cobrou firme no meio do gol, Cavalieri ainda tocou na bola, mas a Chape fez o segundo e venceu. Com a derrota, o Flu caiu de 3º para 7º.


 

VASCO 1 X 4 PALMEIRAS

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público em São Janu: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público na Colina: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

As coisas começaram bem para a equipe paulista. E, quando a fase não é boa, a coisa não fica boa para as equipes da parte debaixo.

Arouca dominou no meio-campo, logo aos 3min da primeira etapa, fez boa jogada e tocou para Leandro Pereira, que chutou de fora da área. A bola desviou em Aislan e foi entrando calmamente no gol de Martin Silva, que estava vendido no lance. 1 a 0.

Após jogada pela esquerda, a defesa cruzmaltina se atrapalhou, Dudu marcou o segundo. Isso com 17 minutos do primeiro tempo.

A partir daí, o Vasco pareceu que acordou. Tentou colocar a bola no chão e jogar, mesmo com o placar adverso. Mas só parece.

O Palmeiras aproveitou a velocidade e intensidade dos contra-ataques e ampliou. Egídio cruzou, Martín Silva saiu muito mal, não achou nada, a bola bateu em Aislan e sobrou para Victor Ramos só empurrar para o gol. 3 a 0 com 34’min na primeira etapa.

Antes do primeiro terminar, Herrera ainda protagonizou um lance INACREDITÁVEL. Sozinho no campo de ataque, ele conduzia a bola após erro de passe da defesa alviverde, driblou Fernando Prass, ajeitou e bateu: NO TRAVESSÃO!!!! INACREDITÁVEL.

No intervalo, Celso Roth queimou as tres substituições: Jordi no lugar de Martin Silva, Serginho no lugar de Aislan, Riascos no lugar de Dagoberto. Mas nada mudou. O Vasco estava apático e muito desorganizado, tanto ofensiva quando defensivamente. A equipe não incomodava o goleiro alviverde, Fernando Prass. Ainda deu tempo de Leandro Pereira ampliar a goleada: 4 a 0. E aos 23min da etapa final, Riascos fazer o gol de honra. 4 a 1.

Com o resultado, o Palmeiras entrou no G-4 enquanto o Vasco, atropelado em casa, segue na zona do rebaixamento, na vice-lanterna.

 

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel