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Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?

Leia o post original por Perrone

De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.

Dívida do São Paulo por Centurión passa de R$ 20 milhões

Leia o post original por Perrone

A dívida do São Paulo gerada pela contratação do argentino Centurión, emprestado ao Boca Juniors após não emplacar no Morumbi, já ultrapassa R$ 20 milhões. O credor é Vinícius Pinotti, atual diretor de marketing tricolor e que no início de 2015, como torcedor sem cargo no clube, decidiu ajudar bancando o investimento feito durante a administração de Carlos Miguel Aidar.

O São Paulo tem cinco anos a partir de 2015 para pagar o dirigente, que emprestou o dinheiro para a compra ser feita junto ao Racing (Argentina). Mas ele está no fim da fila. Seu crédito faz parte do que a diretoria chama de alongamento da dívida (quantias com vencimento a longo prazo).

O assunto Centurión voltou à pauta no Morumbi em reunião do Conselho Deliberativo. A oposição afirmou que em dezembro do ano passado a dívida com Pinotti era de R$ 11,5 milhões, mas agora saltou para R$ 21,5 milhões. Os opositores concluíram, então, que o dirigente colocou mais dinheiro no clube. A direção, porém, nega.

Antes da reunião, Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo, afirmou ao blog que Pinotti só emprestou dinheiro para a compra de Centurión. O dirigente não fala valores para não expor o diretor de marketing, que também não dá entrevista sobre o assunto.

Na ocasião da compra, a imprensa noticiou que o São Paulo pagaria 4,2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões).

Mas internamente a diretoria usa números diferentes e outros detalhes para explicar a diferença entre esse valor e a dívida atual com o diretor de marketing, que está entre R$ 20 milhões e R$ 21 milhões, pelas contas da direção.

O aporte feito por Pinotti, conforme a versão oficial, foi de cerca de R$ 19 milhões, pois além da quantia divulgada pela imprensa havia outra parcela equivalente a R$ 4,8 milhões. A dívida passa dos R$ 20 milhões por causa da correção de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

Diante da polêmica, a direção tricolor está disposta a apresentar os detalhes da operação para os conselheiros que tiverem dúvidas.

Emprestado ao Boca por um ano em agosto, Centurión assinou contrato com o São Paulo no início de 2015 por quatro anos.

 

São Paulo vive realidade, Grêmio vence com facilidade

Leia o post original por Fernando Sampaio

gremioNão deu outra.

Grêmio 1×0.Denis evitou uma derrota mais amarga.Depois da empolgação na Libertadores o São Paulo vai aos poucos caindo na real. Desde o início do ano ficou claro que o elenco ficou mais fraco. Os são-paulinos mais fanáticos ainda acreditavam. Bobagem. Relaxa que dói menos. No mata-mata tudo acontece, vários fatores são decisivos. No pontos corridos a realidade aparece. No ano passado terminou no G-4. Este ano não tem mostrado isso. Pode até ser…. Se o Bauza continuar, se os gringos que chegaram acertarem na adaptação…Neste momento, Bauza é uma luz no fim do túnel.Apesar do elenco limitado o técnico argentino conseguiu fazer um time cascudo. A postura mudou, existe entrega, dedicação, vergonha da derrota, os jogadores lutam até o fim. Perde porque não tem qualidade para vencer os adversários mais fortes. O Atlético Nacional era melhor, o Grêmio está em terceiro e jogando em casa… São derrotas lógicas.
E não adianta justificar através do “outrismo”.A crítica agora é a titularidade do Centurión. Ora, não tenho dúvida que o argentino deixa a desejar, mas com certeza não é isso que está fazendo a diferença. Achar que Luiz Araújo iria resolver é bobagem. É “outrismo”. Futebol tem muito disso. O cara que fica no banco muitas vezes é o melhor em campo. “SE” jogasse. Não tem nada a ver, o problema contra o Grêmio não foi um ou outro atacante. O São Paulo não passou do meio, a bola não chegou no ataque. O buraco é mais embaixo.
A garotada está ganhando experiência, alguns gringos estão chegando… Com Bauza já dá para não passar vergonha. Mas, com atacantes fracos e meio campo sem qualidade e sem criação a bola não chega no ataque. Não dá para fazer milagre. Ou será que alguém, por exemplo, ainda acredita que Wesley é melhor que Maicon? Veja o vídeo do jogo e analise a participação dos dois volantes/meias.Hoje eu apostaria em terminar entre os 8 primeiros. Esta é a dura realidade.

SP joga para o gasto, vence e sobe

Leia o post original por Antero Greco

Sabe aquele dia em que seu time não joga o fino da bola, mas vence? Pois foi o que aconteceu com o São Paulo. A exibição diante do Vitória não entraria em antologia de shows tricolores. Porém, os 2 a 0 serviram para o gasto e para mais três pontos. Com 13, o time está na parte de cima da classificação do Brasileiro.

Edgardo Bauza mandou a campo a enésima formação diferente desde que chegou ao Morumbi. O argentino preferiu deixar na reserva Michel Bastos, recuperado de contusão, além de Ganso e Rodrigo Caio, que voltaram da fracassada aventura da seleção na Copa América. Mas contou com Calleri no ataque, além de outros titulares.

A equipe não funcionou no primeiro tempo, teve quase um apagão como a luz no estádio. O Vitória se propôs a jogar fechado – e conseguiu. Não deu espaços para os são-paulinos e, em lances esporádicos, até levou alguma preocupação. Se a estratégia era a de garantir empate, a turma de Vagner Mancini seguiu o roteiro à risca.

A vida do São Paulo mudou no segundo tempo, não por acaso quando Bauza colocou Michel Bastos e Ganso em campo, nas vagas de Centurión e Auro. Centurión saiu bravo pra chuchu, e não é dos que se sentem mais confortáveis com a situação. Problema para ele resolver com o treinador.

O São Paulo melhorou, sobretudo com os toques precisos de Ganso, mas encontrava resistência do Vitória e pouco arriscava a gol. Até que, num cruzamento da esquerda, Calleri apareceu para fazer 1 a 0, já perto do encerramento. Comemorou sem camisa, para mostrar camiseta com imagem do amigo recentemente falecido em acidente…. e tomou amarelo. Numa dessas regras absurdas do futebol.

A vantagem desmontou o Vitória. E o segundo gol, de Lugano, veio só para consolidar o resultado. O São Paulo não permitiu que a zebra passeasse, como na partida diante do Atlético-PR, e sobe na tabela. Mais do que isso, acelera o ritmo para a retomada da Libertadores, no mês que vem.

O Vitória patina na parte do meio para baixo da tabela. Bom ficar ligado logo.

São Paulo quase vacila outra vez em Curitiba

Leia o post original por Fernando Sampaio

spxcoxaO São Paulo quase vacilou outra vez.

O Tricolor jogou bem, poderia ter somado 3 pontos, no final quase saiu derrotado.

Com todo respeito, perder de uma equipe com Juan, Kleber e Negueba, é complicado.

O primeiro tempo foi equilibrado.

O São Paulo poderia ter saído na frente, Wilson garantiu o 0x0.

No segundo tempo o Tricolor foi melhor, buscou a vitória, desperdiçou duas boas oportunidades, levou um gol de bola parada, reagiu, foi pra cima, empatou e terminou com fôlego para virar a partida.

Pelo futebol apresentado daria para vencer a partida. Neste sentido o empate ficou com sabor amargo. Pela tabela, é sempre importante somar um ponto fora. Olhando além do resultado, como deve ser feito neste início de campeonato, o time mostrou novamente bom futebol e com time misto.

Centurión destoou.

O Coritiba saiu vaiado, não me surpreenderia ver o time lutando contra o rebaixamento.

Fui de 2×2 no Bolão, somei pontos pelo empate.

São Paulo classifica com derrota

Leia o post original por Fernando Sampaio

spxtolucaDeu a lógica.

São Paulo perdeu e classificou.

O elenco sabia que o jogo no México seria complicado.

Já os torcedores mais fanáticos acreditavam numa boa vitória.

Eu esperava jogo duro, achei que o São Paulo perderia mas jogando bem.

Não foi como imaginei, o time foi dominado e voltou a mostrar as mesmas deficiências.

A ineficiência na marcação prejudicou mais uma vez a dupla de zaga. No ano passado, quantas vezes você ouviu dos cornetas que “a zaga” era fraca? A zaga mudava e mesmo assim a culpa era da zaga. Hoje Denis, Rodrigo Caio e Maicon levaram um baile na bola aérea. Pois é, cruzamentos só acontecem porque alguém fora da área da liberdade para os cruzamentos.

Faltou pegada.

Fatou fôlego para fazer esta marcação cerrada? É possível.

O Toluca entrou pressionando, dominou, marcou, criou outras oportunidades mas não aproveitou o mal futebol do São Paulo. No segundo o Tricolor voltou melhor, empatou aos 5 minutos com Michel Bastos e deu sinais que poderia sair com um bom resultado. A oportunidade até existiu, mas o árbitro atrapalhou. Centurión sofreu pênalti claro, na frente do árbitro. Caseiro, o deu fora da área. Na sequência o São Paulo levou o segundo gol.

Faz parte.

É Libertadores. Ontem, arbitragem fraca na Colômbia. Hoje, arbitragem fraca no México. Quem disputa Libertadores precisa estar preparado. É preciso fazer pressão na arbitragem mas não perder a cabeça com os erros e as provocações do adversário. Calleri, Centurión, Kelvin… A equipe estava descontrolada emocionalmente, levou o segundo, o terceiro… Que sirva de lição.

Agora vem o Atlético Mineiro.

Será que vai dar zebra em Minas?

Um SP de sonhos

Leia o post original por Antero Greco

“Cuidado com a catimba dos gringos!”, “Não se pode entrar na pilha dos caras!”, “O brasileiro cai na provocação dos vizinhos!”

Essas frases, manjadas, são repetidas a todo momento – e servem como desculpa para quando times daqui têm dificuldade diante de rivais da América do Sul. Ajudam a explicar, muitas vezes, apresentações decepcionantes.

Você acha que elas caberiam no jogo que o São Paulo fez contra o Toluca, na noite desta quinta-feira, no Morumbi? Claro que não. Nem precisariam. Por motivo simples: a turma de Edgardo Bauza fez a melhor apresentação dos últimos meses, colocou os mexicanos na roda, marcou 4 a 0 e poderia ter surrado ainda mais.

O segredo? Jogou bola, muita bola, se impôs como deve ser sempre como time grande: na categoria, na estratégia de jogo, na atuação coletiva e individual impecável. Daí, não tem papo furado de que nos damos mal porque os outros são “sujos, malvados, catimbeiros”, que só se interessam em bater. Balela.

E o São Paulo tratou de mostrar quem mandava em casa desde o primeiro toque na bola. Humilhou, sufocou, criou oportunidades atrás da outra, mandou bolas na trave, fez dois gols bonitos no primeiro tempo, com Michel Bastos e Centuriòn. Veja só a ironia, justamente dois dos atletas mais criticados pela torcida.

Com Ganso a reger o meio-campo, com a defesa sem ser incomodada (exceto por uma bola na trave), o Tricolor triturou, pulverizou qualquer ameaça de reação do Toluca, irreconhecível depois de cumprir trajetória muito boa na fase de grupos. Na menor iniciativa, tomou outros dois gols, com Thiago Mendes e Centuriòn de novo.

Um recreio a ser guardado com carinho pelos são-paulinos que esquentaram a noite fria no Morumbi e por aqueles que acompanharam pela televisão, rádio, internet e sei lá o que mais. Vitória para mostrar que o São Paulo está vivo.

Só uma perguntinha: são os mesmos jogadores de antes. Então, por que demoraram para acordar?

 

E o São Paulo continua enroscado

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo não se ajuda na Libertadores. A chance de encostar em The Strongest e River Plate era na noite desta quarta-feira, na partida contra o Trujillanos, participante mais fraco do grupo. Mas a turma de Edgardo Bauza deixou escapar a oportunidade e volta da Venezuela com empate por 1 a 1. Com dois pontos em três jogos, fica em situação delicada.

Só não é desesperadora a vida tricolor porque em La Paz também houve empate por 1 a 1. Assim, The Strongest permanece em primeiro, com 7 pontos, seguido do River, com 5. Para se garantir, sem necessidade de combinação de resultados, o São Paulo precisa ganhar as próximas três partidas, duas delas na sequência e em casa (Trujillanos e River) e a última em La Paz, quem sabe contra um rival já classificado. Dureza será jogar na altitude se o time boliviano ainda precisar do resultado para seguir adiante.

Dou um desconto para os são-paulinos. A viagem até a Venezuela foi quase uma volta ao mundo, de tantas andanças, paradas e trocas de avião. Isso pesa no desempenho de um grupo que no domingo pela manhã havia disputado clássico com o Palmeiras. Vá lá, desta vez não é exagero falar em cansaço; a moçada foi exigida.

Noves fora isso, foi quase o São Paulo de sempre. Ou seja, sem persistência nem agressividade. Um time morno, com espasmos de criatividade. E, ao menos até agora, na dependência de Ganso. Por sorte o meia comparece mais, voltou a marcar e só não teve jornada épica porque perdeu o pênalti que poderia ter garantido a vitória. Mas dos pés dele saem os melhores lances. No mais, é uma monotonia de dar sono – ou raiva.

Bauza tem na cabeça uma formação ideal, mas esta não dá conta do recado. Por isso, durante o jogo tirou Centurión (insiste num jogador que não corresponde) e Carlinhos. Colocou Rogério e Kelvin, o que não significou grande coisa no desempenho final. Kardec ficou isolado na frente.

O São Paulo infelizmente não convence.  Pode até seguir adiante na competição, porque os demais concorrentes também não são de meter medo. Por isso até será mais chato, se ficar fora.

 

Centurión quer respeito Torcida pede produção

Leia o post original por Antero Greco

O elenco do São Paulo não anda entusiasmando dentro de campo. Mas, fora, a turma chia que é uma barbaridade.

Michel Bastos está aborrecido porque a torcida o pegou pra Cristo. Há possibilidade de ir embora, e o Inter abriu-lhe as portas. Depois, Kieza (quem?) se recusou a ficar no banco contra o Palmeiras e já está de malas prontas para ir embora. Mal passou dois meses no Morumbi e se decepcionou pelo pouco aproveitamento. O erro não é dele, mas de quem o contratou como craque.

Agora vem Ricardo Centurión lamentar-se, via redes sociais. O atacante argentino pediu respeito e disse que as pessoas não devem associar a vida particular com o baixo rendimento. Ele se referia ao fato de que a preocupação com problemas de saúde da noiva interferia no trabalho.

Centurión merece consideração, como todo mundo. E que sua família esteja sempre bem e em paz. Mas, por aquilo que escreveu, há margem para interpretações.

Por exemplo, pode ser que fez autocrítica sincera, o que seria interessante, pois não tem mostrado muito pouco. Ou teria embutido alguma crítica a alguém, por não render o que pode? A quem? Ao técnico? Não pode ser. Com Edgardo Bauza tem tido oportunidades como nunca. Não ficou claro o tom do desabafo nas redes sociais.

Claro é o fato de que Centurión chegou ao São Paulo como astro. Diziam que era ídolo na Argentina, fazedor de gols e tudo o mais. Sério mesmo?

Pouco se fala que o Racing o emprestou para o Genoa, por onde teve passagem discreta, para usar termo gentil. Depois voltou para a Argentina. O Genoa, para quem não sabe, é time que foi grande no passado e hoje não passa de coadjuvante meia-boca no futebol da Itália.

Ah, essas contratações mirabolantes que se fazem no futebol brasileiro… Ah, os investidores…

 

São Paulo arranca empate digno

Leia o post original por Antero Greco

E não é que o São Paulo aguentou o tranco em Buenos Aires? Ganso, Denis e companheiros contrariaram previsões de surra iminente, diante do River Plate, no Monumental de Nuñez. Ao contrário, evitaram a catástrofe, deram trabalho ao atual campeão da Libertadores, seguraram 1 a 1 e voltam para casa satisfeitos com a aventura.

Foi o primeiro ponto em duas rodadas, mas tem peso enorme no futuro da equipe de Edgardo Bauza. Com o empate, os tricolores evitaram que o River deslanchasse, chegasse a 6 pontos e dividissem a liderança com The Strongest. Agora, a projeção é a de que eventual disputa por segunda vaga na chave seja justamente com o time argentino – e o jogo de volta está marcado para o Morumbi.

Enfim, o São Paulo partiu desconsolado e regressa animado. O resultado mostrou evolução da tropa. Calma, não chegou a ser apresentação memorável, impecável. Longe disso. O São Paulo continua a ter limitações, carece de regularidade, não está com o sistema defensivo ajustado. Nem incomodou tanto o goleiro do River.

Mas se comportou com dignidade, à altura de sua tradição no torneio. O River pressionou no início, como manda o figurino, criou oportunidades para abrir o placar. Não o fez e ainda levou o susto com o belo gol marcado por Ganso aos 16 minutos. O River não é o bicho-papão que se imaginava na condição de campeão continental. 

A vantagem fez o São Paulo acalmar-se e crescer. O River sentiu o baque, e só não se enervou porque empatou aos 32, em gol contra de Thiago Mendes. Dali em diante, até o intervalo, prevaleceu o equilíbrio. Na etapa final, o River insistiu, apertou, mas não fez o suficiente para virar. O São Paulo ficou à espera de um contragolpe decisivo que não veio.

Bauza mantém a aposta em Centurión. Mas, pelo visto, ela perde força aos poucos. O argentino mais uma vez ficou abaixo do esperado. Michel Bastos entrou no lugar dele e, mesmo sem brilho, jogou até mais. Calleri é outro que entrou em parafuso e não se acerta. O lance principal dele foi numa disputa em que reclamou de pênalti.  Kardec o substituiu, correu muito e concluiu pouco. São peças para ajustar.