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Opinião: em Chapecó, Inter ‘esqueceu’ que briga pelo título

Leia o post original por Perrone

Sem mostrar um futebol compatível com quem briga pelo título brasileiro, o Internacional perdeu de virada por 2 a 1 para a Chapecoense nesta segunda em Santa Catarina.

A pressão adversária e o conformismo colorado foram tantos que parece até que os gaúchos se esqueceram de que com uma vitória abririam dois pontos de vantagem sobre o São Paulo. Com o fracasso, estão em segundo lugar com um ponto a menos do que os paulistanos.

O Inter deu espaços para o adversário, não se esforçou para marcar a saída de bola da Chape e ainda falhou na marcação no gol de empate dos donos da casa. Tanto ao não impedir o cruzamento de Eduardo como ao não bloquear o cabeceio de Leandro Pereira.

A postura que se esperava do vice-líder do campeonato foi exbida pela equipe que luta para evitar o rebaixamento. Coube ao time de Chapecó marcar o adversário em seu campo de defesa e jogar praticamente o tempo todo em busca da vitória. O prêmio veio com o segundo com de Leandro Pereira, desta vez de pênalti, na etapa final.

Foram 18 finalizações dos catarinenses (6 certas), contra 12 dos gaúchos (5 corretas), de acordo com o site “Footstats”.

Faltou aos comandados de Odair Hellmann entenderem que por mais eficiente que tenha sido jogar nos contra-ataques na competição até aqui, na reta final, quem quiser ficar com o caneco precisa mostrar mais do que isso.

Apenas no final da partida, com um jogador a menos após a expulsão de Cuesta, o Internacional atuou com a volúpia de quem almeja a taça. Porém, Jandrei defendeu pênalti cobrado por Leandro Damião.

Chegou a hora de os postulantes ao título jogarem com gana de vencer e intensidade também como visitante. Quem perceber isso mais cedo vai aumentar suas chances.

O Colorado parece não ter compreendido a necessidade de um futebol mais agressivo em Chapecó e deixou de somar três pontos que podem ser motivo de choro no final da competição.

Chapecoense se salva. E o Inter frustra

Leia o post original por Antero Greco

Todo mundo concentrou-se nos jogos em São Januário e no Morumbi, porque deles poderia surgir a definição do Brasileiro. Justo o interesse, natural que seja assim.

Ou melhor, nem todo mundo queria saber do destino de Corinthians e Atlético-MG. Para a torcida da Chapecoense, por exemplo, anseios, esperança e futuro se concentravam em casa mesmo, no duelo com o Internacional, na noite desta quinta-feira.

E puderam respirar aliviados, depois do apito final de Marcelo de Lima Henrique. O placar apontava 1 a 0 para a Chapeco, 46 pontos e a salvação garantida. Quer dizer, a possibilidade de cair era remota desde a rodada anterior. Mas faltava outro resultado positivo para reafirma a tranquilidade, e ele veio sobre o Colorado. Autor da proeza? Ananias aos 19 do segundo tempo.

A Chapecoense é a única das quatro equipes que representam Santa Catarina com certeza de permanência na elite. As demais estão em situação delicada. O Joinville, lanterna com 31 pontos, deve fazer as malas para a Série B. O Figueirense com 38 e o Avaí com 38 no momento estão fora do Z-4, mas muito perto da zona de descenso.

E o Inter, com 53 pontos, tem complicada a corrida pelo G-4 e vaga na Libertadores. Mais frustração para a torcida? Provável…

A ousadia do Fritz

Leia o post original por Odir Cunha

No primeiro turno o time do Fritz levou a melhor graças a este golado de Apodi.

O grande duelo de hoje, às 19h30, na Vila Belmiro, não terá Lucas Lima, servindo a Seleção Brasileira; Gabriel, recuperando-se de lesão na coxa, e nem Apodi, a grande arma da Chapecoense, que, contundido, não viajou para Santos. Tem santista que já conta com a vitória, que deixará o Santos a uma rodada do G4, mas eu prefiro colocar as barbas de molho. Até porque meu amigo Fritz, de Chapecó, está certo de que hoje a Chapecoense derrotará o Santos em plena Vila Belmiro.

– E aí, Odir, pronto para perder essa série de sete vitórias consecutivas?

– Quem fala?

– O Fritz, seu amigo de Chapecó.

– Ah, é você, Fritz? Eu deveria ter percebido pelo sotaque. Ainda tem coragem de me ligar antes de um jogo do seu time na Vila? O que acha que vai acontecer? Viu o Vasco ontem no Beira-Rio? Tudo indica que será algo parecido.

– Ah, vocês são muito confiantes. Se o seu time fosse tão bom, não estaria só dois pontos na frente do meu.

– Era começo de campeonato, muitas mudanças. Agora, com o Dorival Junior, a coisa pegou no breu. Hoje é dia de atropelar. Anota aí a placa: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel; Geuvânio, Neto Berola e Ricardo Oliveira.

– Atropelar quem? Sem Lucas Lima, que arma todas as jogadas para vocês, e sem a rapidez do Gabibol, seu time perde muito do poder ofensivo (o Fritz fala como comentarista esportivo). Hoje o Vinícius Eutrópio já disse que a Chape vai surpreender.

– E esse seu técnico que tem nome de remédio para bronquite – Eutrópio -, vai fazer que milagre sem o grande Apodi e ainda sem Roger, Gil e Cléber Santana?

– O Santana vai ficar no banco e pode entrar. Mas eu é que lhe pergunto: o que um ataque com Neto Berola e Marquinhos Gabriel vai querer pra cima da nossa defesa, que terá o grande Neto, que já foi de vocês?

– O Marquinhos Gabriel até que está jogando bem. E você se esquece do Geuvânio e do Ricardo Oliveira? E da pressão da Vila?

– Que pressão? De oito mil gatos pingados? Nossa Arena Condá cabe mais pessoas (22 mil, contra 16 mil da Vila). Nosso time está acostumado a jogar em estádio pequeno. Aliás, todo time grande está com estádio grande, só o seu continua jogando na Vila. Deus dá asa à cobra, mesmo…

– Que mané asa à cobra, o quê, Fritz? Quer comparar o Urbano Caldeira, um estádio histórico, que vai completar 100 anos no ano que vem, onde Pelé marcou mais gols, com a sua Arena Condá, inaugurada em 1976?

– Meu amigo Odir, quem vive de história é museu. Dar asa a cobra, sim, pois se fosse a Chape que tivesse uma torcida grande como a de vocês, estaria jogando em estádios maiores e faturando muito mais. Vocês estão ficando no mesmo nível da gente, é ou não é?

– Você está sonhando. O Santos tem torcedores em todo o Brasil, é um time universal.

– É, mas joga para meia dúzia. Você sabia que a média de público de vocês é só três mil pessoas a mais do que a nossa? Mas os jogos na Arena Condá dão mais lucro do que na Vila? Aliás, como conselheiro do seu clube, já conseguiu decifrar o que são essas despesas diversas nos jogos de vocês?

Diante do meu silêncio, Fritz continuou:

– Nossa Chape subiu para a Série A com uma folha de pagamentos de 500 mil reais, menos do que vocês pagavam para o bonde Damião. Aqui o pessoal é trabalhador, Odir. Não é essa mamata da sua cidade, não.

– Que mamata?

– Essa mania de viver mamando no peixe. Peixe não é mamífero, não, meu chapa. Mas deixa pra lá. Só quero lhe dizer que hoje a Chape vai ganhar de vocês na Vila e passar na sua frente na classificação do campeonato.

– Mas nem matando. Vai valer quanto?

– Cinquenta mangos está bom?

– Fechado. Mas depois não adianta chorar.

Fritz deu uma risadinha, mandou lembranças pra família e desligou. Se o Santos não ganhar, vou cobrar essas cinqüenta pilas do Neto Berola.

Muita coincidência ou Zveitão 2?

Ontem, no mesmo momento em que o Fluminense tinha um gol legítimo anulado, que lhe daria o empate contra o Corinthians; o Atlético Mineiro tinha um pênalti inexistente marcado contra si, a favor do Atlético Paranaense. Antes, Marcos Rocha, lateral-direito do Atlético, já tinha sido expulso por reclamação. Esses três erros de arbitragem foram decisivos para aumentar para sete pontos a diferença entre o alvinegro paulistano e o alvinegro de Minas, na corrida pelo título brasileiro.

Quando se sabe que a diferença anterior, de quatro pontos, já tinha sido forjada por interpretações contraditórias da regra do pênalti, que em todos os casos duvidosos favoreceu o time paulista e desfavoreceu o mineiro, fica-se com a impressão de que é muita coincidência a favor de um time e contra o outro. Ou há um novo Zveitão em marcha?

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E você, acha que vou ganhar ou perder a aposta com o Fritz?