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Pedro Ernesto: Florianópolis

Leia o post original por Pedro Ernesto

Imagino a grande legião de colorados na partida deste sábado, no Estádio Orlando Scarpelli. Muito gaúchos e colorados já moram em Florianópolis. Outros tantos residem ali por perto, em praias como Garopaba ou Itapema, ambos em raio de 80Km da Ilha da Magia. São esperadas caravanas de gaúchos radicados em Santa Catarina. A esses todos ainda se juntarão os que sairão do Rio Grande do Sul e ganharão a BR-101 ou a BR-116. Florianópolis será vermelha neste sábado. Acredito em mais de 10 mil colorados apoiando o time nesta hora decisiva, em que uma vitória garante a vaga direta na Libertadores. Nos grandes momentos, os torcedores do Inter não negam fogo.

Retornos
Nilmar não poderá ser escalado por Abel Braga. O mesmo acontece com Jorge Henrique e Alan Patrick. O técnico já não contará com D’Alessandro, Gilberto e Fabrício, suspensos. A lista de desfalques tem ainda os lesionados Muriel, Juan, Claudio Winck, Wellington Costa, Luque e Sasha. São 12 jogadores, mais de um time de fora. Faz muita diferença. A equipe perde qualidade. Mesmo assim, é preciso achar formação capaz ganhar do Figueirense.

Dia do Fico
Jorge Baidek, empresário e ex zagueiro do Grêmio, trouxe proposta milionária para Felipão trabalhar no futebol asiático. O técnico nem quis saber. Promete seguir no clube. Mesmo com os fracassos de 2014, é experiente e já conhece os jogadores. O que falta agora é aquele Felipão vitorioso de outros tempos. Em 2014, nem vaga na Libertadores conseguiu.

Demmmaaaiissss
Agências internacionais de notícias avaliam que Felipão teve ano terrível. No terreno esportivo, concordo. Foi péssimo na Copa e no Grêmio, onde ficou aquém de Renato e Luxemburgo, que levaram o Grêmio à Libertadores. Do ponto de vista pessoal, foi um grande ano. Faturou milhões em publicidade na Seleção e em salários na CBF e no Grêmio e ganhou um neto, o que é um presente de Deus. Não da pra dizer que foi ruim

De menos
O zagueiro Pedro Geromel e o meia Giuliano foram pacientes de cirurgia ontem e passarão as férias de molho. Não estarão à disposição na pré-temporada. Mais um problema para ser resolvido pelo Grêmio, que tem a necessidade de montar um time minimamente competente para começar o ano. Está complicada a fase nas bandas da Arena.

Treino de portas fechadas

Leia o post original por Pedro Ernesto

Lauro Alves/Agência RBS

Lauro Alves/Agência RBS

Fez bem o técnico do Grêmio ao fechar as portas para o treino de sexta-feira à tarde. Este jogo contra o Criciúma, domingo, deve ser encarado como decisão. Ou ganha e olha para cima na tabela ou empata ou perde e precisará voltar seus olhos para baixo. Já são três derrotas consecutivas. Não dá mais para perder. Sendo assim, todo cuidado é pouco. Qualquer detalhe que possa representar vantagem precisa ser guardado a sete chaves.

O Criciúma tem se tornado um adversário perigoso. Consegue empates contra times de qualidade. Foi assim até contra o líder Cruzeiro. O Grêmio não pode ter descuidos. É preciso ganhar. Esconder a escalação deve fazer parte da estratégia para tirar vantagem e construir uma vitória fundamental.

Titulares

Abel Braga não deve se queixar da vida. Ele terá todos os titulares, à exceção de Wellington Silva e Willians. Os jogadores fundamentais estarão em campo. O Inter quer dormir líder neste sábado. Para isso, precisa ganhar do Goiás. Depois é acordar no domingo, fazer um bom churrasco e secar o Cruzeiro, que recebe o Santos, no Mineirão.

Abel Braga sabe que será preciso jogar muito mais do que nas duas derrotas para o Ceará. O time corre neste sábado atrás da sua quinta vitória consecutiva. O Cruzeiro teve dois empates, e o Inter encostou. Agora, o esforço será para buscar a liderança.

Vexame

Muricy Ramalho não teve nenhuma vergonha de classificar como vergonhosa a eliminação do São Paulo da Copa do Brasil. Depois de ganhar a primeira partida por 2 a 1, acabou levando 3 a 1 do Bragantino dentro do Morumbi.

Um time milionário, com renomados jogadores, atuando ao lado da torcida, não pode ser eliminado por um time que é 18º na Série B. Vejo como positiva a afirmação do treinador. É muito melhor reconhecer os erros e buscar os acertos. Mas, no futebol, esta é uma atitude muito rara.

Demmmaaaiissss

Robinho foi o grande jogador na justa vitória e, por consequência, classificação do Santos contra o Londrina na Copa do Brasil. Me mostrou que está jogando mais do que a maioria dos atacantes em atividade no Brasil. Ainda não tem o ritmo de jogo ideal, mas já faz diferença. Vai ser um problema para o Cruzeiro no jogo do Mineirão, pelo Brasileiro.

De menos

Se de um lado Robinho faz gols, tem dribles em velocidade, do outro está o fracasso de Leandro Damião. Aquele grande goleador que surgiu no Inter desapareceu por completo. Não tem movimentação, drible e nem arremate. Tudo sumiu. E ainda tem azar. Numa bola em que deu uma linda bicicleta, acertou a trave. Tudo conspirando para que o futebol do Damião desapareça completamente.

O mar chora por não banhar Minas Gerais

Leia o post original por miltonneves

Escrevo de Belo Horizonte.

Na capital de meu estado vi o lançamento da nova camisa Galo-Lupo.

Fui “coroinha” no casamento de Alexandre Kalil, do Galo, com Valquírio Cabral Ferreira Junior, da Lupo

A empresa de Araraquara, hoje uma gigante têxtil do Brasil, conseguiu vestir o primeiro time grande desde que criou seu braço esportivo.

Ronaldo Fenômeno, mentor do casamento entre mineiros e araraquarenses, não compareceu.

Muito pressionado pela “parte azul” de Minas, evitou constrangimentos por ter sido revelado pelo Cruzeiro e preferiu privilegiar o lançamento da nova camisa da Seleção Brasileira

E o Mineirão está lindo.

Reinaugurado pela presidente Dilma, como fez com o Castelão em Fortaleza, o estádio Magalhães Pinto é um orgulho de Minas Gerais.

O governador Anastasia me convidou para a reabertura do Mineirão, em dezembro.

Assim como Ronaldo, sexta-feira, “declinei” do convite porque “estou bravo” com o governador, pois ele não asfalta a parte mineira da Rodovia “Carmen Fernandes Neves” que liga São Paulo a Minas, de Caconde a Muzambinho, uma promessa de Getúlio Vargas, em 1953, quando inaugurou a Escola Agrotécnica de minha cidade.

Com chapéu, Getúlio Vargas, então Presidente da República, na inauguração da Escola Agrotécnica Federal de Muzambinho, em 22 de novembro de 1953

A parte paulista Geraldo Alckmin concluiu, mas o trecho mineiro ainda está entregue aos mataburros, buracos, terra, capim e abandono.

Diferentemente do espetacular Mineirão, inaugurado no dia 5 de setembro de 1965 com Seleção Mineira 1 (gol de Buglê) x 0 River Plate da Argentina.

No 0 a 0 o goleiro Fábio, ex-São Paulo, em 1966, pegou um pênalti cobrado por Sarnari.

Já em 7 de setembro de 1965 tivemos o épico Palmeiras-CBD 3×0 Seleção do Uruguai.

Na época em que a camisa da seleção brasileira era muito melhor honrada, o Palmeiras foi o primeiro time a vestir sozinho o manto sagrado eternizado por Pelé e Garrincha.

E o “Mineirão” inventou também o aumentativo para os nomes ou apelidos de quase todos os estádios do Brasil.

Depois dele vieram o “Morenão”, o “Mundão do Arruda”, o “Pelezão”, o “Garrinchão” ou “Candangão”, “Castelão” e etc.

E estão sendo erguidos o “Capixabão” pelo Rio Branco-ES, o “Jarbão” de Guaxupé-MG e, segundo os jornalistas Rica Perrone, Eduardo Barão e Alex Müller, logo teremos o “Lonjão”, mais conhecido hoje como “Itaquerão” ou “Fielzão”.

Portanto, aí está mais uma contribuição de Minas Gerais para o Brasil, além de Juscelino Kubitschek, Dilma Rousseff, José Alencar, Santos Dumont, Itamar Franco, Chico Xavier, Grande Otelo, Pelé, Tostão, Reinaldo, vovô Tancredo, Pedro Nava, Telê, Miltons Nascimento e Gonçalves, Roberto Drummond, Carlos Drummond de Andrade, Mário Américo, Tiradentes, Ziraldo, Aleijadinho e etc.

E bota “etc” nisso.

Minas só não tem mar.

Azar do mar.


 

Ah, se todos fossem iguais ao Tostão

Leia o post original por Mion

Tostão, um craque em campo e na imprensa esportiva.

De repente ex-jogadores e ex-árbitros invadiram os meios de comunicação. No começo como convidados e depois colaboradores. Hoje há uma enxurrada de gente, muitos sem a menor condição para cumprir tal função.

 O ícone de todos é Tostão, para mim, o melhor colunista da imprensa esportiva. Analisa o futebol profundamente e tem uma linha de pensamento de fácil compreensão e coerente. Tostão foi craque em campo e na função de colunista mantém o status. A cada coluna é uma aula de conhecimento e sensibilidade em perceber o que acontece no mundo da bola.

Na contramão surgiu Muller. Fala o óbvio, comenta lances isolados, como o que o jogador deveria fazer. Ele foi jogador, sabe muito bem: lá dentro não é bem assim, muitas vezes o jogador tem menos de um segundo para pensar. Sentado em uma cabine é tão fácil falar…

Um exemplo claro aconteceu no jogo entre Figueirense e Santos. Muricy substituiu o meia Felipe Anderson pelo lateral Pará. O narrador pediu uma análise tática e como o Santos ficaria distribuído em campo.

Sinceramente não acreditei no que ouvi: Muller falou o seguinte: “é lógico que o Ibson vai recuar para a sua função de volante e o Danilo vai para o meio”. Meu Deus do seu! Qualquer torcedor que acompanha mais de perto o futebol sabe que Ibson começou como meia no Flamengo e Danilo é volante. Em 2004 o meio-de campo flamenguista era Da Silva, Fabio Baiano,Ibson e Felipe.

 Minutos depois, Muller consertou “é o Danilo fica mais recuado e Ibson continua na armação”. Realmente é lamentável. Ah, se todos fossem iguais a Tostão, seriamos poupados de ouvir ou ler cada coisa!