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São Paulo entre de vez na briga!

Leia o post original por Celso Cardoso

Em jogo que ninguém viu, exceto quem esteve na Arena da Baixada em Curitiba, o São Paulo deu passo enorme pra se colocar entre os candidatos ao título de Campeão Brasileiro de 2019. A equipe comandada por Cuca tem o melhor aproveitamento após a parada para a Copa América. Conquistou a quinta vitória seguida e já está a dois pontos do líder Santos. Se vencer o Vasco na próxima rodada e os rivais que estão à frente tropeçarem, no caso Flamengo por ter uma vitória a mais, embora tenha a mesma pontuação, e os santistas que lideram, o Tricolor assumirá a primeira colocação, algo inimaginável tempos atrás. Vale lembrar que o Palmeiras também está à frente dos são-paulinos no saldo de gols, mas não joga neste final de semana.

Não bastasse a euforia com a chegada de Daniel Alves que esteve em campo contra o Furacão, e Juanfran, poupado em Curitiba, o São Paulo parece ter ganhado a confiança necessária pra se colocar na briga. Chega forte e de maneira surpreendente. O futebol, só pra ser chato, ainda não é dos mais vistosos, está longe disso, na verdade; porém é competitivo o suficiente para ganhar o respeito da torcida, dos rivais e dos apostadores.

 

Tite campeão é melhor do que o de 2018, mas Brasil precisa evoluir muito

Leia o post original por Perrone

O título da Copa América foi conquistado pela seleção brasileira de maneira justa na opinião deste blogueiro. A equipe comandada por Tite foi a melhor do torneio continental.

Evolução é a palavra que resume a campanha brasileira. O time que bateu o Peru por 3 a 1 na final é muito mais maduro, inteligente e objetivo do que aquele que venceu a Bolívia na estreia.

Na decisão, os jogadores brasileiros tiveram mais ousadia para furar a defesa com dribles, além de  inteligência e visão de jogo para aproveitar os espaços. São virtudes que fizeram falta durante parte da competição.

Essa melhora aconteceu porque o treinador entendeu as necessidades da seleção,  não se abraçou aos titulares iniciais e mudou o que foi preciso mudar.

Ou seja, o Tite campeão da Copa América evoluiu e é melhor do que o Tite eliminado na Copa da Rússia. No Mundial de 2018, o treinador carregou a tendência que tinha nos clubes de morrer abraçado aos seus titulares.

Foi uma evolução significativa do técnico. Mas se olharmos para a seleção, ela ainda precisa evoluir muito para pensar em título na Copa de 2022.

Seleção campeã com Tite!

Leia o post original por Celso Cardoso

Enfim, Tite ganhou seu primeiro título à frente da Seleção Brasileira. O feito é justo, considerando o incrível começo dele no comando de um time que estava fora da zona de classificação para a Copa do Mundo da Rússia. Tite fez muito quando se esperava pouco. Resgatou a autoestima perdida e um certo orgulho da seleção.

Veio a Copa e a eliminação para a Bélgica. Até aí, normal se olharmos para o momento e não para o passado glorioso. Os belgas realmente eram melhores em todos os aspectos. Ainda assim, o Brasil lutou até o final com chances de empatar e mudar a história daquele jogo. Deixou o mundial de cabeça erguida, apesar da tristeza. Sei que muitos vão torcer ao lerem essa frase, porém trata-se de sensatez e distanciamento crítico da paixão.

Já na Copa América, esperava-se mais da seleção. Ganhou, ok! Levantou a taça no Maracanã, então o que poderíamos querer mais? Simples: mais futebol. O Brasil ganhou sim, mas esteve longe de empolgar. Venceu a Bolívia sem brilho, empatou com Venezuela e Paraguai, passou pela Argentina que jogou melhor e com críticas à arbitragem e duas vezes derrotou o Peru que, respeitosamente, cá entre nós, não é lá essa coisas e ainda assim deu sufoco ao anfitrião na decisão no Maracanã.

Não se iludam. A taça vai ficar na CBF, mas as Eliminatórias prometem ser pedreira. E Tite vai ter que se reinventar. O que vimos até aqui é um time normal, sem brilho, sem encanto, sem aquele algo a mais.

Então, Galvão…

Leia o post original por Rica Perrone

Ídolo. Assim me refiro a Galvão Bueno e portanto aqui não vai uma linha irônica ou maldosa sobre o maior narrador que esse país já teve. Dono dos bordões mais notáveis do nosso esporte e voz oficial das maiores alegrias da minha vida. Hoje ao final do jogo ele e o Casagrande reclamaram da distância…

Análise: para ser campeão, Brasil depende de Daniel Alves estar num bom dia

Leia o post original por Perrone

Quando começar a decisão da Copa América entre Brasil e Peru, neste domingo, às 17h, fique de olho em Daniel Alves. Se ele mandar bem nas suas primeiras jogadas, relaxe. É um bom sinal, caso você torça pela seleção brasileira. Agora, se o capitão começar errando, pode coçar a cabeça. O desempenho do lateral-direito tem sido um termômetro para a equipe de Tite. As melhores apresentações foram quando ele jogou o fino da bola. Quando o amigo de Neymar não se destacou, os jogos foram mais complicados.

Para ter noção de como o Brasil cresce com Dani bem na partida basta lembrar do chapéu e do drible dados por ele na jogada do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre a Argentina nas semifinais, no que provavelmente foi o melhor desempenho canarinho no torneio até aqui.

No duelo do Mineirão, o lateral foi quem mais ficou com a bola durante o jogo, segundo o site “Footstats”. Ela esteve sob seu domínio em 11,6% do tempo. Ele foi perfeito nos passes acertando 73 e sem errar um. Entre os brasileiros, ninguém acertou mais nas trocas de bola.

E na hora de destruir os lances argentinos? Daniel também trabalhou direito? Positivo. Saiu do jogo como o maior responsável por desarmes: 5.

Outra grande atuação do Brasil aconteceu na vitória por 5 a 0 sobre o Peru pela primeira fase. Advinha qual foi o jogador que ficou mais com a bola? Daniel Alves, que teve a posse em 8,13% do tempo. De novo, ele foi o melhor brasileiro nos desarmes (4). Acertou 62 passes, ficando atrás apenas de Arthur, que passou 76 bolas com precisão. E, claro, marcou um dos gols da goleada.

Agora vamos dar uma olhada nas estatísticas do 0 a 0 com a Bolívia, uma das piores apresentações dos comandados de Tite na competição. O capitão brasileiro foi o terceiro melhor passador do time (82), atrás de Arthur (99) e Marquinhos (86). Dessa vez, o lateral não repetiu sua excelência nas trocas de bola. Foi o segundo brasileiro que mais errou passes (5), ao lado de Arthur e Casemiro. Firmino desperdiçou um a mais.

Diante dos bolivianos, o lateral também errou as duas finalizações que tentou. Ao contrário do que aconteceu contra Argentina e Peru, não foi o jogador da seleção que mais ficou com a bola. Mas ocupou o segundo lugar nessa lista tendo a posse em 9,5% do tempo, pouco atrás de Arthur (9,95%). No apoio à defesa, Daniel Alves acertou apenas um desarme.

No empate sem gols com o Paraguai pelas quartas de final, Daniel foi o terceiro jogador da seleção a ficar mais com a bola (7,67%). Marquinhos (10,24%), foi quem mais teve a posse. O beque também foi o melhor passador de bola do Brasil, com 80 acertos. Daniel Alves ficou em terceiro na lista (67). O fato de um zagueiro se destacar nesses quesitos ajuda a explicar as dificuldades ofensivas brasileiras naquele confronto.

Contra os paraguaios, Daniel Alves errou os três cruzamentos que tentou e fez dois desarmes, abaixo de suas melhores marcas durante a Copa América.

Digerindo os números, entendemos a importância do lateral-direito no esquema de Tite. Ele costuma ser a principal opção de passes para os zagueiros quando o adversário pressiona a saída de bola brasileira. Uma vez com a redonda nos pés, tem a importante missão de iniciar a transição para o ataque. No campo de defesa do rival, ele também é fundamental para triangulações e tabelas que ajudam o Brasil a furar zagas. Assim, a tendência é que na decisão a seleção mais uma vez dependa muito dele para brilhar.

Opinião: exposição de Bolsonaro na Copa América e com Neymar é desastrosa

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, a proximidade exagerada com o presidente Jair Bolsonaro traz mais malefícios do que benefícios, pelo menos a curto prazo, para Conmebol, CBF e Neymar. Chega a ser desastrosa.

Começando pelo atacante, Cosme Araújo, advogado de Najila Trindade, que o acusa de estupro, reclama que a aparição pública do jogador ao lado do presidente na semifinal da Copa América foi uma forma de blindagem ao astro do PSG. E as demonstrações de proximidade entre eles têm sido frequentes.

Na prática o que Neymar ganha com isso? Pra mim nada além de dar brecha para dizerem que mostrar ter amizade com o presidente do Brasil é uma demonstração de poder no momento em que enfrenta uma acusação delicada. Claro que ele tem o direito de se relacionar e aparecer em público com quem quiser. Mas poderia entender melhor o momento e se preservar.

Em termos de Conmebol e CBF a resposta sobre os efeitos negativos da exposição exagerada de Bolsonaro na Copa América foi dada pela AFA. A federação argentina enviou carta para a entidade sul-americana reclamando da arbitragem na derrota por 2 a 0 para o Brasil, mas também de que teria havido manifestação política vetada até pela Fifa com a meia volta olímpica dada por Bolsonaro no gramado durante o intervalo do jogo.

E os argentinos têm autoridade para falar sobre os constrangimentos que podem causar o fato de o presidente de um país não se limitar às tribunas do estádio em um jogo decisivo. O livro “Fomos Campeões”, do argentino Ricardo Gotta, diz que antes do jogo entre Argentina e Peru na Copa de 1978, o general Videla, que comandava uma sangrenta ditatura no país sede do Mundial, foi ao vestiário dos peruanos. Lá discursou sobre a solidariedade entre os dois países. A Argentina precisava vencer por pelo menos quatro gols de diferença. Ganhou de 6 a 0 e tirou o Brasil da decisão, sendo campeã na final contra a Holanda.

Claro que há uma enorme diferença entre os gestos dos militares Videla e Bolsonaro. Porém, foi aberta a porta para os argentinos, eliminados pelo Brasil, reclamarem. Foi desnecessário. A voltinha ao redor do campo não vai fazer Bolsonaro ser mais popular entre os eleitores brasileiros. E nem representou alguma vantagem para a CBF ou para a Conmebol. Não de imediato, sei lá o que podem tentar costurar no futuro. Muito menos para a Copa América, que ganhou um item a mais na relação de queixas contra sua organização.

Teria sido melhor para todas as partes que Bolsonaro se limitasse a um comportamento institucional, como tantos presidentes em competições recebidas por seus países. Quase sempre eles se restringem à presença protocolar nas tribunas dos locais de competição.

Para o capitão também não vejo benefícios ao misturar sua imagem com a Copa América, torneio que tem sua organização tão criticada. E ainda mais depois de tantos casos sinistros envolvendo políticos e grandes eventos esportivos no país nos últimos anos. Se todos os envolvidos pararem para pensar, teremos uma presença mais discreta de Bolsonaro no Maracanã, se ele aparecer na final entre Brasil e Peru neste domingo (7).

‘Futuro indefinido’ desvia foco e desejo de Tite às vésperas de final

Leia o post original por Perrone

Às vésperas da final da Copa América contra o Peru, no domingo (7), Tite viu acontecer algo que ele tenta evitar: aparecer um assunto paralelo à competição que possa gastar sua energia fora do torneio. Isso aconteceu com o post publicado nesta quinta (4) pelo blog do Juca Kfouri tratando da possibilidade de o treinador decidir deixar a seleção brasileira após a decisão do título.

O técnico do Brasil não gosta de abordar temas alheios aos torneios que suas equipes disputam. Seja para fazer planejamentos ou para responder a jornalistas. Ele acredita que precisa estar focado apenas na competição. E tenta criar um ambiente em que todos do time só pensem na disputa.

Desde a publicação do post, o futuro de Tite ferveu no noticiário esportivo do país concorrendo com as notícias da decisão. A CBF soltou uma nota oficial na qual “manifesta sua confiança no trabalho da comissão técnica da seleção”, porém não foi direto ao ponto. A entidade não abordou a vontade do comandante, não esclareceu se ele pode estar de saída. Assim, contribuiu para dar ar de indefinição aos próximos passos do técnico.

Certamente, Tite será indagado sobre o tema um dia antes da partida decisiva, quando ele dará entrevista coletiva. Ou seja, seu plano de falar apenas sobre o jogo foi pelo ralo. Ainda que ele responda que não vai se pronunciar, o tema já terá invadido o ambiente da seleção.

A preocupação de Tite com essa blindagem durante competições é tanta que pessoas próximas a ele evitam entrar em contato com o técnico nesses momentos para falar de questões fora desse radar. Até por isso houve quem evitasse procurá-lo ontem para tentar esclarecer o assunto. A leitura foi de que o técnico ficaria incomodado.

Uma demonstração dos esforços de Tite para tentar impedir a invasão de fatores externos na seleção foi dada antes da Copa da Rússia. Durante a fase de preparação, na Inglaterra, os jogadores foram orientados a resolver o maior número de assuntos particulares possível para entrarem na competição sem minhocas na cabeça. Não funcionou totalmente porque alguns tocaram questões particulares em alguns momentos de folga.

Também antes do Mundial o treinador mostrou seu desconforto com situação semelhante à atual. Ele se irritou ao desmentir um suposto contato com o Real Madrid durante entrevista coletiva antes de amistoso contra a Áustria, em Viena, na reta final dos preparativos para a Copa.

É muito melhor

Leia o post original por Rica Perrone

O Galvão tem razão. É muito melhor contra eles. É diferente. Temos apenas nesse jogo a sensação de ganhar de um rival com a seleção. Por mais que Itália e Alemanha sejam consideravelmente maiores que a Argentina, a gente não se odeia. A gente se respeita. Por mais que seja o Uruguai que nos calou…

Ousadia combinada com disciplina de Tite põe Brasil na final

Leia o post original por Perrone

Dribles, chapéu, ousadia e improviso colocaram a costumeiramente pragmática seleção de Tite na final da Copa América.

O Brasil foi Brasil como não era havia muito tempo. Isso não significa que a seleção deixou de lado o rigor tático de seu treinador. O que houve foi a combinação entre disciplina, criatividade e ousadia. Algo que certamente Tite buscava, mas não alcançava, como não alcançou na Copa da Rússia.

O primeiro gol resume bem isso. Daniel Alves deu chapéu e drible para avançar com a bola. Daí Firmino e Gabriel Jesus, autor do tento, estavam onde o treinador queria que estivessem para concluir a jogada e abrir o placar. A ousadia serviu à disciplina.

O segundo gol também teve essa combinação de posicionamento treinado e drible com Jesus e Firmino, que balançou a rede.

Mas quem assistiu à vitória brasileira por 2 a 0 no Mineirão sabe que não foi fácil. Assim como o Brasil, a Argentina também fez sua melhor atuação no torneio.

E deu no que deu. Uma partida com golaço, dribles lindos, bola na trave, nervosismo, discussão.  Tudo que os melhores duelos entre os rivais costumam ter.

O saldo foi um jogo que salvou a Copa América, fraca tecnicamente até aqui, mostrou o crescimento do Brasil e uma sensível melhora argentina.