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Opinião: por que mesmo com escalação ousada, Corinthians teve ataque fraco?

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Mesmo iniciando o jogo com uma escalação teoricamente ofensiva, com Ralf como único volante de origem, e Boselli e Love jogando juntos, o Corinthians não foi forte no ataque na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, nesta quarta (15), pela Copa do Brasil. Isso ocorreu por uma série de motivos. Confira a seguir.

Posicionamento

Os meio-campistas corintianos se preocuparam muito em manter seus postos na faixa central do gramado para não dar espaços ao rival. Isso funcionou defensivamente, gerando dificuldades para a criação do Flamengo.

Mas, ofensivamente não deu certo. Na maioria das vezes, o alvinegro chegava ao ataque em desvantagem numérica em relação à defesa flamenguista.

Distância

Esse posicionamento quase fixo dos meio-campistas alvinegros fazia com que quem estivesse com a bola no campo de ataque contasse com poucas opções para fazer o passe na maior parte do tempo.

O principal exemplo foi o sofrimento de Clayson, que em diversas oportunidades foi marcado por dois ou até três rivais sem receber ajuda dos companheiros.

Lentidão

De novo, o time de Fábio Carille sentiu a falta de jogadores capazes de fazer a transição para o ataque em velocidade, sem abusar dos passes laterais e para trás. A bola “engasgada” no meio-campo dava tempo para a defesa do Flamengo se reorganizar.

Passes errados

Os erros nas trocas de bola também impediram que o alvinegro contra-atacasse com rapidez. O índice de acerto de passe da equipe de Carille foi de 86%, pior que o do Flamengo, que também não foi brilhante nesse quesito, registrando precisão de 88,41%.

Falta de pontaria

Quando teve a chance de finalizar, o Corinthians errou na maioria das vezes. Acertou apenas dois arremates e errou cinco. Já o Flamengo, finalizou com eficácia quatro vezes e falhou em seis.

Corinthians e Flamengo começam duelo sem trio que custou quase R$ 100 mi

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Corinthians e Flamengo devem iniciar a partida desta quarta (15) pelas oitavas de final da Copa do Brasil, em Itaquera, sem três jogadores que juntos custaram quase R$ 100 milhões. Os flamenguistas Vitinho e Piris da Motta e o corintiano Angelo Araos representaram para seus clubes gasto de R$ 97.939.000. Os números referentes às contratações estão nos balanços dos dois times relativos a 2018.

Vitinho e Piris são reservas que entram na equipe. Ambos participaram da vitória do Flamengo, que poupou titulares, sobre a Chapecoense, no último domingo, por 2 a 1, e foram bem. Por sua vez, Araos não atua há três meses e pode ser emprestado.

Para tirar Vitinho do CSKA, o Flamengo investiu R$ 53.932.000, de acordo com o balanço do clube.

O documento mostra também que o gasto para buscar Piris da Motta no San Lorenzo foi de R$ 23.404.000. Nos dois casos, os montantes são registrados como “valor reconhecido incluindo gastos necessários”.

Nessas despesas necessárias não estão comissões pagas a empresários, já que existe outra tabela com tais gastos. Nela, está registrado o pagamento de R$ 2.469.000 com comissões na compra de Piris da Motta. O dinheiro foi repassado para IG Teams e Players S.A. Não há registro de gasto de intermediação na compra dos direitos de Vitinho.

No balanço corintiano, é divulgado o valor de R$ 20.603.000 como custo da contratação de Araos junto à Universidad de Chile. Ele é o jogador mais caro de uma lista de 35 contratações feitas pelo alvinegro nos últimos anos. A relação foi divulgada no documento sobre as finanças no ano passado.

Opinião: Flamengo x Corinthians é único confronto sem favorito na Copa BR

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Na opinião deste blogueiro, Flamengo x Corinthians é o único duelo das oitavas de final da Copa do Brasil sem favorito. Os dois times ainda estão em fase de ajustes e se equilibram dentro de campo.

O elenco chefiado por Abel Braga é mais forte, porém a eficiência tática corintiana é capaz de dificultar o desempenho dos principais jogadores rubro-negros. A previsão é de dois jogos equilibrados.

Abaixo, a opinião sobre os demais confrontos.

Palmeiras x Sampaio Corrêa

É o mais desequilibrado. Em tese, o time misto de Felipão dá conta do recado sem sustos.

Internacional x Paysandu

Favoritismo disparado para o Inter, que tem elenco muito mais forte. A qualidade dos gaúchos deve prevalecer.

Atlético-MG x Santos

Pequeno favoritismo para os santistas. Hoje, o time de Sampaoli está num estágio de preparação mais avançado, tem um estilo de jogo bem definido, os jogadores sabem o que fazer com e sem a bola. O Galo ainda está se estruturando.

Grêmio x Juventude ou Vila Nova

Independentemente de quem passar, o time de Renato Gaúcho é favorito. O favoritismo só não é maior pelo futebol que os gremistas têm apresentado recentemente. O tricolor de Porto Alegre repetiu suas dificuldades no empate com o Avaí, nesta quarta (1º), em Florianóplis, pelo Campeonato Brasileiro.

Athletico x Fortaleza

O time paranaense é favorito, está entre os mais fortes do país. No entanto, o confronto é a chance de Rogério Ceni mostrar ser capaz de fazer algo diferente com um elenco tecnicamente inferior.

Cruzeiro x Fluminense

Confronto de treinadores de estilos bem diferentes. Mano Menezes prioriza a marcação e Fernando Diniz o toque de bola vertical. Pequeno favoritismo do time de Mano, que tem um trabalho mais longo no clube e é especialista em mata-matas. Os jogos devem ser bem atraentes por conta das filosofias distintas dos técnicos.

São Paulo x Bahia

Dois times que ainda buscam padrão de jogo. Favoritismo é do São Paulo, que evolui a cada partida e tem um elenco de peso, misturando juventude e experiência. Do lado baiano, porém, Roger Machado mostrou ser capaz de neutralizar times mais fortes. Fez isso na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, em Salvador, pela primeira rodada do Brasileirão.

 

Estatísticas mostram importância de Avelar como garçom contra Ceará

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Alvo de constantes críticas da torcida do Corinthians, Danilo Avelar se destacou como garçom na vitória do time paulista sobre o Ceará por 3 a 1, nesta quarta (13), em Fortaleza, pela Copa do Brasil, de acordo com estatísticas do site Footstats.

Além de ter feito a assistência para um dos três gols (Boselli e Sornoza fizeram as outras), o lateral deu outros dois passes para finalizações. Ele, Love, Fágner e Sornoza foram os corintianos que mais passaram a bola para companheiros concluírem.

Avelar ainda serviu os companheiros acertando cinco lançamentos. Foi o segundo melhor lançador do time ao lado de Henrique. Só Cássio foi melhor com 12 bolas lançadas de forma precisa.

O lateral-esquerdo também ficou em segundo lugar, empatado com Fágner, no quesito passes certos. Foram 44 para cada. Ralf foi o melhor passador acertando 48.

Já nos cruzamentos Avelar teve desempenho tímido para um lateral. Acertou a única bola que cruzou. Fágner fez quatro cruzamentos, sendo dois certos.

Os números do lateral-esquerdo no jogo em Fortaleza ajudam a compreender os elogios que Fábio Carille faz a ele, apesar das seguidas críticas de parte significativa dos corintianos.

Saber reagir

Leia o post original por Rica Perrone

As vezes nós esquecemos que estamos discutindo futebol e nos tornamos insensíveis chatos que só enxergam números na frente. 442? 352? É centroavante? É o goleiro? Onde está o problema? Em vários lugares. É óbvio. Mas além de todo trabalho do elenco e comissão técnica, o futebol requer algo mais. E esse “algo mais” pode…

Opinião: Gustavo destoa de corintianos. E Cássio sofre com sua zaga no PR

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Aos 11 minutos do segundo tempo em Londrina, Gustavo comemorava seu segundo gol, pouco depois de o Ferroviário-CE abrir 2 a 1 no placar. Do outro lado do campo, Cássio gesticulava e dava instruções de maneira apreensiva para sua zaga. A imagem é um fiel retrato do que foi o empate em 2 a 2 com classificação dos paulistas para a próxima fase da Copa do Brasil.

Gustavo carregou o time alvinegro nas costas. Já Henrique e Manoel cansaram de dar espaços para os rivais e enlouqueceram o goleiro corintiano. Marcando duas vezes, Edson Cariús foi quem mais aproveitou as falhas da defesa adversária.

A apresentação corintiana foi um filme de horror repetido à exaustão para sua torcida no início da atual temporada. Além dos erros da zaga, Jadson pouco criou. Ramiro também deixou a desejar. Novamente, o time paulista deu mole nos cruzamentos. Mantendo a rotina, Gustavo destoou de seus companheiros e foi o melhor da equipe. De novidade, a luta de Vágner Love, enquanto o veterano teve fôlego até ser substituído, assim como Gustagol.

O final foi constrangedor para um time com a história do Corinthians. Só deu Ferroviário diante de um adversário encolhido na defesa. Mais uma vez, ficou claro que Fábio Carille terá muito trabalho para arrumar a casa. O problema é que até agora ele não mostrou ter evoluído na missão. Azar de Cássio, que vai envelhecer uns bons anos nos próximos meses se o treinador pelo menos não organizar a defesa.

‘Rico’, Palmeiras só tem Nacional para não perder de rival em taças no ano

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A eliminação nas semifinais da Libertadores, diante do Boca Juniors, deixou ao Palmeiras apenas o Brasileirão como caminho para não terminar o ano atrás do Corinthians, seu principal rival, em termos de títulos.

O alvinegro, com menos receitas e enfrentando seguidos desmanches, faturou o Campeonato Paulista, justamente em cima dos palmeirenses no Allianz Parque. Um feito histórico.

Além disso, o clube da zona leste chegou à final da Copa do Brasil, competição em que o arqui-inimigo foi eliminado nas semifinais. Na Libertadores, o Corinthians caiu nas oitavas de final.

Normalmente, a comparação entre os dois times têm peso político nos clubes. Do lado alviverde, agora, alguns conselheiros de oposição consideram imperioso ter um resultado mais expressivo do que o adversário na temporada por conta do investimento maior feito na equipe.

Em termos comparativos, o Palmeiras terminou 2017 com um superavit de R$ 57.023.290,30. Já o Corinthians fechou o ano passado registrando deficit de aproximadamente R$ 35 milhões.

A receita total palmeirense com o departamento de futebol na temporada anterior foi de cerca de R$ 475,39 milhões contra R$ 358,1 milhões do adversário.

Uma das principais diferenças nos cofres dos rivais é que o alviverde conta com o robusto patrocínio da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, enquanto o alvinegro não consegue uma marca fixa para o espaço mais nobre de sua camisa.

Em 2018, as diferenças continuam. Até agosto, o futebol corintiano havia arrecadado R$ 316,7 milhões. O Palmeiras não divulgou seu balancete referente aos oito primeiros meses do ano. Mas até março seu departamento de futebol já tinha embolsado aproximadamente R$ 144,2 milhões. Na média, o cálculo aponta receita mensal do Corinthians de R$ 39,58 milhões e de aproximadamente R$ 48 milhões do Palmeiras.

Também é registrada diferença nos gastos dos dois clubes com futebol. Até março, o alviverde teve uma despesa média mensal de R$ 52,3 milhões. Os corintianos, em oito meses, apresentam gasto médio de R$ 33,4 milhões a cada 30 dias.

Outro ponto que distancia as duas equipes e fez as previsões apontarem para um resultado alviverde muito superior em relação ao alvinegro é o fato de um clube ter segurado jogadores importantes na última janela de transferências e o outro não.

No Palmeiras o caso mais emblemático é o de Dudu. A diretoria recusou uma oferta chinesa de cerca de 12 milhões de euros (R$ 63,18 milhões em valores atuais) por ele que é um de seus principais jogadores.

Enquanto isso, o Corinthians vendeu Rodriguinho por US$ 6 milhões (R$ 22,18 milhões atualmente) e Balbuena pela multa rescisória de 4 milhões de euros (R$ 16,85 milhões na cotação atualizada).

No quesito reforços, o Palmeiras manteve a linha dos últimos anos de contratar jogadores badalados. Lucas Lima foi uma das principais novidades para 2018.

Ao mesmo tempo, o Corinthians fez apostas arriscadas e acabou empilhando jogadores contestados pela Fiel como Roger, Jonathas e Danilo Avelar.

Porém, todas essas vantagens palmeirenses ainda não se traduziram em títulos em 2018. Principais objetos de desejo da torcida, Libertadores e Mundial não vieram e ainda houve o sofrimento de amargar o Corinthians subindo no pódio na casa alviverde.

Mas, se há pressão para acabar o ano com uma conquista mais importante do que a corintiana, existe o entendimento entre pelo menos parte dos conselheiros defensores da atual gestão de que, mesmo com uma eventual perda do título brasileiro, o alviverde teria uma vantagem expressiva. A de praticamente já ter assegurado vaga na próxima Libertadores, algo fora da mira alvinegra. Isso sem contar a luta do rival para se afastar de vez da zona de rebaixamento do Nacional.

Após Copa do Brasil, Corinthians vê temperatura política subir

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O encerramento da Copa do Brasil foi a senha para opositores de Andrés Sanchez no Corinthians voltarem a fazer barulho no clube. A promessa é de que uma série de cobranças seja feita nos próximos dias.

Havia o entendimento entre oposicionistas de que o debate de temas espinhosos antes da final, vencida pelo Cruzeiro, poderia se ser usado como justificativa da direção para uma eventual derrota, que acabou ocorrendo.

Na mira do oposicionistas estão contratações questionadas por conselheiros e torcedores, como as de Jonathan, Danilo Avelar e Roger. O plano é pedir esclarecimentos sobre os critérios usados para a montagem do time, valores gastos e pagamentos de comissões a empresários.

Outro alvo é o departamento de marketing, criticado por não ter conseguido patrocinador máster fixo, não resolver o impasse com a Odebrecht sobre obras que não teriam sido feitas na Arena Corinthians e nem negociar os “naming rights”. Sanchez destacou Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing alvinegro, para cuidar da relação com a construtora.

O plano de opositores é cobrar do presidente os resultados do trabalho da diretoria de marketing neste ano. A questão é sensível pois Rosenberg é o principal diretor de Andrés.

Em outra frente, há quem queira ressuscitar no clube a discussão sobre a eleição vencida por Sanchez. Segundo o Ministério Público, as urnas eletrônicas utilizadas eram vulneráveis. Até agora, porém, não houve contestação do resultado na Justiça e no Conselho Deliberativo.

Caso o pacote de pressão seja realmente despejado sobre Andrés, o dirigente terá que lidar com a turbulência política ao mesmo tempo em que o time tenta se distanciar da zona de rebaixamento do Brasileirão. Hoje, o alvinegro tem cinco pontos de vantagem sobre o Ceará, 17º colocado.

Opinião: VAR falha por não reduzir pressão no juiz e poder de interpretação

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O uso do VAR na finalíssima da Copa do Brasil entre Corinthians e Cruzeiro, nesta quarta (17), foi tão vergonhoso que parece obra de quem é contra a tecnologia com o objetivo de descartá-la.

Porém, na verdade, é reflexo do fato de a novidade não explorar os principais benefícios que poderia trazer para o futebol. São eles: acabar com a pressão de jogadores sobre os árbitros e reduzir o poder de interpretação dos juízes.

Tanto no pênalti marcado contra o Cruzeiro, como no golaço de Pedrinho, Wagner do Nascimento Magalhães foi pressionado por atletas para consultar o VAR. Em seguida, com a cabeça cheia de argumentos despejados pelos jogadores, foi interpretar o lance no vídeo. E interpretou de maneira errada nas duas ocasiões.

Ou seja, a vantagem da precisão e da frieza que a tecnologia trouxe para o jogo sucumbiu diante de um juiz sujeito a pressões.

Nada mudou. E é difícil mudar a cultura centenária do jogador brasileiro de infernizar o árbitro. Mas dá para obter um resultado imensamente melhor. Basta buscar inspiração em outros esportes.

No vôlei e no tênis os competidores têm direito a pedir a verificação por vídeo por um determinado número de vezes. Se a reclamação faz sentido, o pedido não conta como usado. Caso a decisão do juiz não seja alterada pela tecnologia, o solicitante passa a ter um “desafio” a menos para fazer.

No caso do futebol, método semelhante diminuiria o poder da equipe de arbitragem de decidir quando o VAR deve ser acionado. Ao mesmo tempo, poderia reduzir drasticamente a pressão sobre o juiz. Já que no lugar de reclamar bastaria ao capitão do time fazer o desafio eletrônico.

Utopicamente, o ideal seria os jogadores praticamente não terem contato com o árbitro, já que não sabem se comportar. Na Fórmula 1, por exemplo, por conta das características do esporte, o piloto que infringe as regras recebe a notícia da punição por rádio depois que ela já foi tomada, sem chance de espernear.

Outras medidas de transparência poderiam ser tomadas para ajudar a salvar o olho eletrônico no futebol. Colocar no telão dos estádios, em tempo real, o lance examinado pelo VAR é fundamental para o público ser respeitado.

Enquanto ajustes não forem feitos, o valioso recurso será apenas uma maneira teatral de manter antigos vícios. No final, o torcedor é feito de palhaço, como aconteceu com corintianos e cruzeirenses em Itaquera. Quem pagou ingresso foi lesado, mesmo que tenha sido um erro grave para cada lado. Prejudicado também foi Pedrinho. Quanto não valeria para seu futuro e evolução assinar uma pintura de gol em final de campeonato?