Arquivo da categoria: Copa São Paulo de Futebol Junior

Torcer pro Santos. Sempre

Leia o post original por Odir Cunha

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Um companheiro aqui do blog lembrou que este ano o Santos participará de muitas competições e caso vença alguma dificilmente eu terei chance de ser eleito presidente do clube. Pois eu respondo que jamais torcerei contra o Santos, em nenhuma circunstância, e se por um título em campo o santista preferir continuar com Modesto Roma, paciência. Nesta tarde de quarta-feira, por exemplo, como não sofrer e apoiar os Meninos na Copinha, às 15h30, diante do Flamengo de Guarulhos, em Barueri, com transmissão da Espn Brasil? E se torço na Copinha, como não torcerei desbragadamente no Paulista, na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores e, tomara, no Mundial de Clubes?

Santista acredita no imponderável. Muitas das conquistas do time vieram assim, desacreditadas. Pois falavam maravilhas da base do São Paulo, que já se foi, eliminada pela brava Chapecoense. Do Palmeiras não falavam maravilhas, mas também já se foi. Nem o presidente do Santos acreditava nesse time da base, muito criticado até por frequentadores deste blog em seus jogos anteriores.

Conheço bem as deficiências da equipe, mas, no momento como torcedor, prefiro me agarrar às qualidades, ou potencialidades. O goleiro Fernando Castro é tranquilo, qualidade essencial para um bom arqueiro. Ton Ton faz um monte de coisas erradas, mas é atuante, está em todas e uma hora fará uma jogada espetacular. Léo Souza, que não parece nenhum moleque, perdeu gols, mas deu a bela assistência para o predestinado André Anderson marcar contra o Audax. O pequeno Nicolas é driblador. Tem um receio natural de tomar pancada, mas é habilidoso. E o zagueiro Gabriel Casanova merece um comentário à parte.

Vocês sabem que no futebol, às vezes antes da técnica e da eficiência, vêm a personalidade e o carisma. Pois esse Gabriel Casanova salvou um gol de chaleira e depois quase marcou um lá na frente, com uma arrancada digna de um homem de área. Negro esguio e ágil, o Menino tem até nome de grande zagueiro. Torcerei para que ele se destaque novamente hoje.

Nada sei sobre o Flamengo de Guarulhos, mas basta ser Flamengo pra gente querer ganhar. Só sei que Guarulhos é terra de santistas, como o nosso amigo Bozo e o doutor Marcelo Santos, líder dos santistas da cidade e apoiador de minha campanha. Não tenho ilusões de que o jogo será fácil, como não tem sido nenhum para o Santos nessa Copinha, mas deverá ser mais uma boa luta. Torçamos.

Dizem que num certo clube paulistano o candidato de oposição oferecia prêmios para o adversário vencer o seu próprio time, pois isso faria com que o presidente, seu desafeto, tivesse problemas nas eleições. Quem me conhece sabe que, acima de tudo, tenho caráter, e depois torço para o Santos, sempre, ainda mais em um ano com Copa Libertadores. Quanto não vale o quarto título continental?

Espero que o santista saiba enxergar além dos resultados em campo e queira um Santos campeão, mas bem estruturado, transparente, abrangente, profissional, universal, que não sofra mais esses altos e baixos que o mantém em um segundo pelotão entre os grandes do planeta. Mas não estamos aqui para falar de política. Vamos lá Meninos!

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O achador de espaço

Leia o post original por Antero Greco

Gostar de futebol, todo brasileiro gosta.

Jornalista então, nem se fale.

Quando cobria a Portuguesa era gostoso ouvir as histórias de Oto Glória, que tinha no meio de campo o grande Dicá, mestre em achar companheiros desmarcados.

No Palmeiras, as conversas eram com Jorge Vieira, um buscador incansável de espaços na defesa adversária, com jogadas ensaiadas.

Tinha Oswaldo Brandão no Corinthians… O piadista João Avelino… O “seu” Rubens Minelli.

Todos tinham um 10 especialista em criar jogadas.

Uma vez falei para o Telê Santana, assim que assumiu o Palmeiras, que no clube tinha um meia canhoto bom de bola. Tinha vindo do Sul. Anos depois, quando era comentarista do SBT na Copa de 1994, seu Telê me chamou de lado e falou: “Lembra daquele meia? Não jogava nada…”

E completou sorrindo: “E você… não entende nada de bola…”

Dito isto vou falar de América Mineiro e Palmeiras, jogo de domingo cedo, pela Copa São Paulo.

Foi um jogo gostoso de ver.

No América, destaque para Matheuzinho, meia inteligente, rápido. Arrisco dizer: um futuro craque.

No Palmeiras, o meia Lipe entrou no segundo tempo e jogou muito. Ele acha espaços onde não existe. Jogador inteligente, criativo, como o time profissional não tem.

Um maestro: deu passes inacreditáveis para os companheiros, mas o jogo terminou 1 a 1.

Nos pênaltis, o time mineiro venceu por 5 a 4.

Não sei se verei de novo o Lipe jogando pelo Palmeiras ou por outro time. Uns cinco atrás também vi um meia chamado Ramos comendo a bola na Copa São Paulo e o Felipão disse que ele não servia para o Palmeiras.

Alguém sabe onde anda o Ramos?

(Com Roberto Salim.)

Falha do goleiro do Botafogo-SP dá ao Corinthians mais um título da Copinha, talvez o único motivo de alegria para os alvinegros em 2015!

Leia o post original por Milton Neves

pantera

Botafogo-SP 0 x 1 Corinthians

Que pena, Botinha…

Na decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Botafogo-SP, pelas chances criadas, até merecia vencer o Corinthians.

Mas uma falha do goleiro Thalles, talvez o grande destaque da equipe do interior na Copinha, que aceitou um chute de longa distância de Maycon, acabou jogando no colo do Timão mais um título do torneio.

Agora, o Alvinegro é eneacampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Mas, pelo que o time principal mostrou nos amistosos de pré-temporada, é muito provável que esse seja o único motivo de alegria para os corintianos em 2015.

Por isso, alvinegros, comemorem MUITO!

Afinal, daqui 10 dias, diante do Once Caldas, é bem provável que vocês já não tenham motivos para sorrir.

Ah, e é bom lembrar que, em campeonato de base, mais do que ganhar, o importante é revelar bons jogadores.

Coisa que o Corinthians não faz há tempos.

Opine!

Corinthians ou São Paulo: quem vencerá o primeiro Majestoso de 2015? E o Palmeiras, passará pela “zebra” Botafogo-SP para avançar à final da Copinha?

Leia o post original por Milton Neves

corinthians x sp

2015 promete acirrar ainda mais a rivalidade entre Corinthians e São Paulo.

Afinal, caso o Timão passe do Once Caldas na pré-Libertadores, alvinegros e tricolores terão dois duelos quentes na fase de grupos do torneio continental.

E, como o grupo é muito forte, já que conta também com o atual campeão San Lorenzo-ARG e com o perigoso Danubio-URU, não é difícil de imaginar que apenas um avance para a fase decisiva da competição.

Caso isso aconteça, já imaginou o clima de gozação que invadirá a cidade?

Agora, para esquentar ainda mais o Majestoso em 2015, Corinthians e São Paulo decidem hoje, às 21h, uma vaga na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

As duas equipes fizeram ótimas campanhas até aqui e o jogo da molecada promete.

Mas que apenas a PARTIDA seja quente, e que nas arquibancadas a paz reine.

Afinal, já cansamos de ver confusões em jogos da Copinha, não é mesmo?

E é bom lembrar que quem passar para a final poderá pegar o Palmeiras, que duela com o Botafogo-SP às 18h30, também pelas semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

E para você, amigo internauta, quem vencerá o primeiro Majestoso do ano: Corinthians ou São Paulo?

E o Palmeiras, passará do Botafogo-SP?

Opine!

Ansiedade por garotos craques e por dinheiro para pagar as contas

Leia o post original por Odir Cunha

O santista vive dias ansiosos. Vê o Santos na Copa São Paulo com a esperança de testemunhar o surgimento de novos Pitas, Juarys, Robinhos, Diegos… E ao mesmo tempo faz as contas para que o clube não fique inadimplente. A primeira parte é com os Meninos e só nos resta torcer. A segunda depende de agilidade, criatividade e trabalho, mas parece que a diretoria está optando pelo caminho mais fácil: o de empurrar com a barriga, ou seja, antecipar cotas de tevê.

No campo, mesmo com um jogador a mais durante a maior parte do tempo, o Santos chegou a estar perdendo por 1 a 0, virou para 3 a 1, sofreu mais um gol, e só no final fechou a vitória em 4 a 2 sobre o voluntarioso, mas limitado, Babaçu.

Alguns jogadores santistas têm habilidade, mas o time se embanana quando se aproxima da meta adversária. Falta decisão e uma finalização melhor. Um time treinado por Pepinho, filho do “Canhão da Vila”, tem a obrigação de ter uma melhor aproveitamento nos arremates.

Infelizmente, tive a impressão de que nenhum desses garotos parece pronto para o profissionalismo, se bem que para alguns parece faltar pouco – casos de Serginho, Caio, Matheus Augusto, Fernando… Talvez seja mais uma questão psicológica, uma falta de orientação, o certo é que dificilmente fazem uma jogada perfeita.

Mas alguns não parecem merecer a camisa de titular do Santos. Esperarei os próximos jogos para ter uma ideia melhor antes de descer a lenha. Na sexta-feira o Santos enfrenta o Linense, o time da casa, e se não vencer com folga poderá perder o primeiro lugar do grupo e talvez até ser eliminado. Não me surpreenderia esse desfecho triste, pois este time é bem mais imaturo do que os que deram o bicampeonato da Copa ao Santos.

Como fazer dinheiro em pouco tempo?

Com as contas se amontoando na mesa do presidente, o Santos está fatiando os passes de seus principais jogadores e tentando antecipar cotas de tevê. Isso condenará o time também nas próximas temporadas. Será que não há outro jeito de fazer dinheiro?

As arrecadações, as ações de marketing e uma nova campanha de sócios podem remediar a situação, mas não dá tempo para esperar. Os credores querem os pagamentos para ontem. Os últimos milhões emprestados pela Doyen pagaram só um dos quatro meses de atrasos.

O que não se entende é o clube falando em contratar jogadores. Ora, se não tem nem como pagar os jogadores atuais, por que não dar uma boa enxugada no elenco e experimentar uma equipe mais jovem e barata no Campeonato Paulista?

E você, sabe como o Santos deve fazer dinheiro em pouco tempo?

Verdades e mentiras sobre o bicampeonato do Santos na Copa São Paulo

Leia o post original por Odir Cunha

copinha - santos campeão 2014
Os Meninos da Vila comemoram mais uma Copa São Paulo, a segunda consecutiva. O volante Lucas Otávio, ao centro, foi escolhido como o melhor da competição.(Foto: Pedro Azevedo/ Santos FC)
serginho
Serginho, um meia canhoto de futuro, comemora o seu gol (Foto: Pedro Azevedo/ Santos FC)

Com gols de Diego Cardoso e Serginho, ambos no primeiro tempo, o Santos se tornou bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Junior ao vencer o Corinthians por 2 a 1, no Pacaembu. Ao menos um terço dos 31.481 espectadores saíram do estádio com a sensação de que a justiça foi feita e, mais uma vez, o Alvinegro Praiano superou tudo e todos para conquistar mais um título.

O estranhamento dos santistas começou com a confecção da tabela. Como explicar que, dentre as 104 equipes participantes, justamente os dois finalistas da recém-terminada Copa do Brasil – Santos e Criciúma – tenham caído na mesma chave, sendo que o Santos foi o campeão da Copa São Paulo em 2013?

Bem, o Santos se resumiu a jogar futebol, e o fez com maestria. Líder do seu grupo, o caminho do Alvinegro Histórico prosseguiu difícil, pois teve de enfrentar a sensação do torneio, o time japonês do Kashiwa Reysol, ao qual acabou goleando por 4 a 0. Depois vieram os respeitáveis Grêmio Osasco, Taboão e Atlético Mineiro, todos batidos inapelavelmente. Por fim, o Corinthians, em seu campo e com o apoio de sua fanática torcida. Nada impediu, porém, que o melhor futebol prevalecesse.

Ainda com o frescor dessa revigorante vitória na cabeça, vamos tentar fazer uma análise fria do desempenho dos jogadores, do técnico Pepinho, da organização do torneio, enfim, das circunstâncias que cercaram a participação do Santos na competição e suas implicações futuras. Para encurtar a história, brinquemos de verdadeiro ou falso utilizando afirmações que normalmente ouvimos ou lemos por aí.

Ganhar um título como esse não quer dizer que os jogadores estejam prontos para o profissionalismo.
Verdadeiro. Um time pode ser campeão da Copa São Paulo e não revelar um único bom jogador profissional. Costuma haver uma distância – técnica, física, tática e psicológica – entre garotos dessa idade e profissionais. Se esse trabalho de transição não for bem feito, se o jovem não se dedicar com seriedade e afinco, sua carreira fica só no sonho.

O Santos teve sorte. Usou a base do ano passado e foi campeão, mas isso não significa que o trabalho com a divisão de base está sendo bem feito.
Falso. A sorte não teve nada a ver com a história. O Alvinegro Praiano ganhou oito jogos consecutivos, batendo fortes equipes, com um time-base que só tinha dois jogadores campeões do ano passado: o volante Lucas Otávio e o atacante Stéfano Yuri. Nem o técnico era o mesmo.

O Santos chiou à toa para receber metade dos ingressos, já que a torcida não influiu.
Falso. O Santos reclamou porque tinha o direito, pela campanha e pelo tamanho de sua torcida, de receber metade dos ingressos da final. Nessa idade os garotos são muito sugestionados pelos gritos do público e o adversário jogou como se estivesse em casa, o que o motivou mais e provavelmente tenha influenciado a arbitragem. Neste particular, devemos fazer uma menção honrosa ao comentarista Luiz Ademar, do Sportv, que também criticou a divisão de ingressos feita pela Federação Paulista de Futebol.

Os santistas têm mania de perseguição e já diziam que o árbitro iria ajudar o alvinegro da capital, mas isso não ocorreu.
Falso. Flávio Rodrigues Guerra inverteu tantas marcações que quase muda o resultado da partida. Não viu um pênalti claro do goleiro Henrique em Stéfano Yuri quando o Santos já vencia por 2 a 0. Não viu Fabiano pisar na perna de Diego Cardoso, mas viu motivo para dar cartão amarelo para esse mesmo Diego Cardoso em uma reclamação banal. Viu uma falta inexistente de Stéfano Yuri quando a bola sobrava livre para o ataque santista. Não viu o relógio e só terminou o primeiro tempo depois de um longo bate-rebate na área do Santos. Enfim, viu muito mais para um lado do que para o outro.

Pepinho mostrou que é um técnico pronto para o profissional.
Falso. É um ótimo técnico para a garotada, mas ainda falta muito para assumir um time grande. No segundo tempo não soube mudar a cara do jogo, que caminhava para o sufoco que se viu no final. Tirou três jogadores de mais habilidade, que sabem atacar, para encher o time com defensores e com isso chamou o adversário para a sua área. Não quis colocar o rápido Mateus Augusto, que poderia preocupar a defesa e criar boas jogadas pela esquerda, como já tinha feito contra o Atlético Mineiro. O Santos só não sofreu o empate por sorte, pela atuação surpreendente do goleiro João Paulo e pela ruindade do colombiano Bryan, que perdeu um gol feito.

Este título deve fazer o Conselho do Santos esquecer os problemas com a venda de Neymar.
Falso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Parabéns aos Meninos, ao técnico Pepinho e aos responsáveis pelas categorias de base do Santos, mas o caso da venda de Neymar tem de ser esclarecido, custe o que custar, doa a quem doer. Não só pelo dinheiro, mas porque Neymar era a grande oportunidade de o Santos se consolidar como um dos times mais fortes e populares do planeta. Que os números reais e os responsáveis apareçam.

Santos 2 x 1 Corinthians

Primeiro tempo: Santos 2 x 0 Corinthians

Pacaembu, São Paulo

25/1/2014, 10 horas

Público: 28.438 pagantes (público total de 31.481)

Renda: R$ 333.360,00

Santos: João Paulo, Daniel Guedes, Paulo Ricardo, Naílson e Zé Carlos; Lucas Otávio, Fernando (Diego Santos) e Serginho (Gustavo Eugênio); Diego Cardoso (Gustavo), Jorge Eduardo e Stéfano Yuri. Técnico: Pepinho.

Corinthians: Henrique, Lucão, Pedro, Luiz Gustavo e Guilherme; Fabiano, Ayrton (Matheus), Zé Paulo e Malcom; Léo (Yan) e Lucas (Bryan). Técnico: Osmar Loss.

Gols: Diego Cardoso, aos 21 e Serginho, aos 30 minutos do primeiro tempo; Malcom, aos 31 minutos do segundo.

Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra (SP), auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Angi Ribeiro.

Cartões amarelos: Diego Cardoso, Paulo Ricardo, Zé Carlos e Gustavo (Santos); Lucão (Corinthians).
Cartões vermelhos: Henrique (Corinthians) e Nailson (Santos).

E pra você, o que é verdadeiro ou falso neste título do Santos?

Nenhum Menino está pronto, mas alguns estão chegando lá!

Leia o post original por Odir Cunha

ze carlos
Lateral-esquerdo Zé Carlos, um destaque do Santos na Copa São Paulo.

gabriel gol
Gabriel teve altos e baixos, mas procurou o jogo e fez o gol da vitória contra o XV.

oswaldo oliveira
Oswaldo de Oliveira terá muito trabalho. A bandeirinha teve e se saiu bem.

bola de ouro
Uma justa homenagem ao primeiro, único e eterno Rei do Futebol.

Gabriel passou as férias treinando. O trabalho compensou. Golaço!

Vitória preguiçosa sobre o XV

Tudo bem que foi o primeiro jogo depois das férias, mas era para o Santos ter apresentado um futebol mais digno na sua estreia do Campeonato Paulista, na primeira partida em que foi dirigido por Oswaldo de Oliveira. Disperso nas jogadas de ataque e apelando para os velhos chutões para sair da defesa para o ataque, o Alvinegro Praiano venceu o XV de Piracicaba por mísero 1 a 0, gol de Gabriel aos 40 minutos do primeiro tempo.

Ao contrário do time Sub-20 que jogou pela manhã, os profissionais não marcaram a saída de bola do adversário e erraram muitos passes, a ponto de terem menos posse de bola do que o XV no primeiro tempo (48%, contra 52% do adversário). Enfim, não empolgaram.

Montillo sentiu uma fisgada na coxa e não voltou para o segundo tempo. Provavelmente o Santos ficará sem ele e Leandro Damião nos próximos jogos, tendo de se valer de uma maioria de Meninos vindos da base. Léo Cittadini entrou no lugar de Montillo e perdeu a chance de deixar uma boa impressão. Só tocou de lado e parecia cansado.

Dos garotos, Geuvânio foi o melhor contra o XV. Gabriel fez o gol e buscou participar mais das jogadas, mas tentou dar uma cavadinha em uma chance clara e quase compromete a vitória. Era só tocar para Thiago Ribeiro, à sua esquerda. Além disso, tentou cavar um pênalti e, além de perder o gol, recebeu um justo cartão amarelo. Émerson apoiou bem pela esquerda. Gustavo Henrique e Jubal não se destacaram, mas deram pro gasto. Leandrinho entrou com o sono de sempre, mas deu uma melhoradinha. Foi bem substituído por Alan Santos.

Dos mais rodados, Arouca mostrou disposição e foi um carrapato na marcação; Aranha não teve trabalho e Cicinho se virou como pôde. Thiago Ribeiro errou demais. Será que Cícero fez falta?

O jogo foi lento. Muitos santistas pareciam fora de forma e terminaram a partida exaustos. O XV só não empatou porque não mostrou a mínima aptidão ofensiva. Enfim, o jogo não foi bom. Mas vamos dar um desconto, pois o campeonato está apenas começando. Terça-feira o time joga no Pacaembu contra o Audax e espera-se um público maior do que os menos de 8 mil pagantes que viram a estreia da equipe no Paulista.

Santos 1 X 0 XV de Piracicaba

Santos: Aranha; Cicinho, Jubal, Gustavo Henrique e Emerson (Mena); Arouca, Leandrinho (Alan Santos) e Montillo (Léo Cittadini); Geuvânio, Thiago Ribeiro e Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

XV de Piracicaba: Márcio, Vinicius Bovi, Leonardo Luiz, Pitty e Aelson (Rodrigo); Alan Bahia, Adilson Goiano, Danilo Sacramento e Jean Carioca (Gilsinho); Pipico e Adilson (Felipe Adão). Técnico: Edison Só

Gol: Gabriel, aos 40 minutos do primeiro tempo, acertando um belo chute de canhota, após linda assistência de Geuvânio.

Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araújo, auxiliado por Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo. Essa Tatiane foi muito bem. Acertou todas as marcações.

Cartões amarelos: Gabriel e Leandrinho (Santos); Alan Bahia, Danilo Sacramento e Adilson Goiano (XV de Piracicaba).

Nenhum Menino está pronto, mas alguns estão chegando lá!

Paulo Ricardo, Serginho e Diogo Cardoso marcaram os gols da vitória sobre o Taboão da Serra que colocou o Santos na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior

O técnico Oswaldo de Oliveira tem acompanhado as atuações do Santos na Copa São Paulo de Futebol Júnior e elogiou o time e alguns jogadores, mas disse que nenhum está pronto para o profissionalismo. “No futuro eles darão uma resposta positiva, mas agora acho muito prematuro. As fases têm de ser respeitadas”, ensinou ele.

Assisti com atenção a vitória por 3 a 0 sobre o Taboão da Serra, em Barueri, e entendo muito bem o que Oliveira disse. O time dirigido por Pepinho Macia é ofensivo, joga bonito, prefere o toque ao chutão, sai com tranqüilidade da defesa ao ataque e tem bons jogadores. Mas nenhum deles, realmente, está pronto para atuar no time profissional do Santos.

Alguns leitores, oportunamente, me perguntarão: “Mas no ano passado você não defendeu que se desse mais oportunidades para os Meninos vindos da base? Não falava em Gabriel, Victor Andrade, Neilton, Leandrinho, Gustavo Henrique, Jubal e Giva, entre outros? O que mudou de lá para cá?”.

É claro que respondo com o peito aberto e a maior boa vontade: O que mudou é que em 2013 o Santos não tinha elenco e lutava agoniadamente para fugir do descenso. Diante da mediocridade de alguns jogadores do time de cima e da tática medrosa dos técnicos Muricy Ramalho e, em menor escala, de Claudiney Oliveira, um garoto no ataque, ou no meio, significava a esperança de algo novo, ousado, que no mínimo não tornaria o time pior do que já estava.

De lá para cá, porém, vieram Cicinho, Mena, Thiago Ribeiro, e a equipe ganhou corpo. Dos Meninos, Gustavo Henrique, Alison, Alan Santos e Geuvânio mostraram que podem se tornar bons profissionais. Outros, como Gabriel, Victor Andrade e Giva ainda estão amadurecendo. Enfim, ainda há muitos jovens da fornada anterior que não podem ser descartados.

Desses garotos que estão vestindo a gloriosa camisa do Alvinegro Praiano em busca do bicampeonato da Copa São Paulo, nenhum deve ser integrado à equipe de Oswaldo Oliveira, mas alguns estão bem próximos de se tornarem jogadores mais regulares e seguros, condições essenciais para ingressarem no profissionalismo.

Mas o que é preciso para que esses Meninos desabrochem e se transformem em titulares, ou, quem sabe, futuros ídolos do Peixe? Bem, do pouco que joguei – apenas na fase amadora – e do muito que vi, li e aprendi sobre futebol, tomo a liberdade de dar uns toques para nossos queridos Meninos. A começar pelo goleiro, João Paulo, que tem como qualidade sair jogando rapidamente e com as mãos.

João Paulo dá passes, não chutões. Isso é ótimo. Contra o Taboão também saiu muito bem do gol nos cruzamentos altos. Mas tem de evitar espalmar bolas para o centro da área. Se não der para encaixar, jogue para longe, ou para escanteio.

Laterais Daniel Guedes e Zé Carlos: muito bons. Dominam bem a bola, sabem tocar, são rápidos. Daniel chuta melhor, enquanto Zé Carlos tabela bem e deu um passe espetacular para Serginho fazer o segundo gol contra o Taboão. Pelos jogos que vi, parece-me que ambos não são exímios marcadores, algo que precisam corrigir. Mas é só uma questão de tempo para o Santos ter dois ótimos laterais. Esses só precisam se conscientizar que a evolução no futebol exige um trabalho constante, porém ambos já têm o dom, o que é essencial para se tornar craque.

Paulo Ricardo e Naílson: ainda não formam uma dupla como Gustavo Henrique e Jubal, mas não ficam muito atrás. Ótimos nas bolas altas, decididos, foram muito bem contra o Taboão, e Paulo Ricardo ainda fez o primeiro gol do jogo. Naílson recebeu o terceiro cartão amarelo e não joga a semifinal. É cedo para falar de futuro, mas estão indo bem.

Lucas Otávio: as qualidades dele todo mundo vê, que são a dedicação ao time, o tempo certo para fazer o corte, o fôlego para estar em vários lugares do campo. Mas ele tem também deficiências que precisam ser superadas. Uma delas, óbvia, é o tamanho. Não dá para disputar bola alta na área, por exemplo. Porém, suas falhas mais graves têm sido a dificuldade para acertar chutes a gol e passes medidos.

Um jogador de meio-campo não deveria se limitar a ser um ladrão de bolas, como a maioria dos volantes brasileiros. Se durante o jogo surgem várias oportunidades para uma assistência ou um chute vencedores, por que desperdiçar? E isso é algo que Lucas Otávio pode e deve treinar.

Outro detalhe é a atenção ao jogo, a capacidade de fazer a análise correta da gravidade de cada lance. Há bolas que não se pode perder em hipótese alguma. Tentar um drible arriscado ou uma jogada de efeito no meio-campo, quando o time está saindo da defesa, é totalmente reprovável. E contra o Taboão, por três ou quatro vezes Lucas Otávio perdeu a bola no meio-campo e deu contra-ataques ao adversário. Em um time profissional, apenas um desses erros poderia tirar suas chances de continuar na equipe (foi por falhas assim que Rodrigo Mancha saiu do Santos, lembram-se?).

Este canhoto, Serginho, é outro que impressiona bem. Talvez o jogador de maior potencial deles todos. É o meia atacante do Santos que melhor bate na bola. Já que tem esse dom, que o aprimore, treinando chutes em todas as situações, com todos os efeitos e forças. Mas futebol não é só chutar a gol. É preciso que participe mais do jogo e, ao participar, acerte os passes, os dribles, mantenha a posse de bola.

Algo que distingue um amador de um profissional, é que o primeiro tem muita dificuldade de segurar a bola, de mantê-la sob o seu domínio, enquanto o profissional sabe segurá-la o tempo necessário para dar andamento à jogada sem que ela passe para o poder do adversário. Às vezes o toque tem de ser de primeira, mas outras vezes o melhor é prender e passar para um companheiro melhor colocado. E passar certo, claro!

Com trabalho e humildade – receita que serve para tudo na vida – Serginho pode se tornar um grande meia-esquerda. Do contrário, será mais um que apenas passará pela história do Santos, sem deixar saudades. Mesmo considerando-se que a sorte é importante no futebol, o futuro de Serginho só depende dele. Com mais trabalho físico e de fundamento, terá tudo para vencer no esporte.

Grandalhão, com boa presença de área, Stéfano Yuri tem marcado muitos gols pelo time Sub-20 e já merece elogios rasgados de alguns torcedores. Porém, o garoto ainda tem alguma dificuldade para se colocar à espera do passe, é lento e às vezes tropeça na bola. Uma grande pena que tenha se machucado, pois é muito eficaz para aproveitar cruzamentos, alternativa que sempre pode decidir partidas, principalmente as mais atravancadas.

Por fim, Diogo Cardoso, o jogador deste Sub-20 mais perto do nível que se espera de um profissional. Não digo isso só pela técnica, acima da média, ou pelo físico, forte e ágil, mas também pela atitude. Ao contrário de muitos, não o considero fominha. Sabe criar a jogada para os companheiros, desde que eles se apresentem para conclui-la, mas também finaliza bem, quando preciso.

Mostrou uma maturidade muito grande ao receber cartão amarelo do péssimo árbitro Marcos Silva dos Santos Gonçalves, em uma jogada em que foi ele, Diogo, quem sofreu a falta no momento em que disparava em direção ao gol adversário. O cartão, que deveria ser dado ao zagueiro do Taboão, acabou impedindo Diogo de jogar a semifinal. Uma lástima! Qualquer outro teria se rebelado e poderia ser expulso. O rapaz se segurou e engoliu a injustiça, como gente grande.

O árbitro também não respeitou a lei de vantagem em favor do Santos e demorou uma eternidade para dar o primeiro cartão amarelo ao adversário. Tão ruins quanto ele foram os bandeirinhas Marcelo Ferreira da Silva e Adilson Roberto de Oliveira. Cada um anulou um gol legítimo: do Santos e do Taboão, só que o primeiro foi do santista Diogo Cardoso.

Dos outros Meninos da Vila eu falo quando tiver uma opinião mais abalizada. Mas do técnico Pepinho Macia eu já posso falar. Filho do maior artilheiro humano do Santos, obviamente Pepinho é adepto do futebol ofensivo. E veja que mesmo tendo o ataque mais positivo da competição, o Santos só sofreu um gol. Aprovo o sistema 4-3-3- e a disposição que Pepinho passa aos seus jogadores. As origens do Santos se harmonizam nesse time. E ainda tem gente que duvida da força do DNA ofensivo.

E pra você, o que falta para esses Meninos subirem para o time do Oswaldo de Oliveira?

Neilton faz 3 e decreta: sexta-feira é dia de mar branco no Pacaembu!

Leia o post original por Odir Cunha

Compre os seus ingressos para Santos e Goiás, sexta-feira, às 10 horas, no Pacaembu:

Arquibancada (Portão Principal) – R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia) (Torcida-Santos)

Arquibancada (Portão 21 e tobogã) – R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia) (Torcida-Santos)

Arquibancada (Portão 22) – R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia) (Torcida-Goiás)

Cadeira Especial (Laranja) – R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)

Numerada Descoberta – R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)

Vip – R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)

Obs.: A arquibancada do portão 21 será disponibilizada quando estiverem esgotados os ingressos da arquibancada do portão principal e os ingressos para o tobogã serão colocados à venda ao término das arquibancadas do portão principal e portão 21.

Postos de venda

1. P1 – Ginásio do Ibirapuera: Rua Manuel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera

2. P2 – Estádio do Pacaembu: Praça Charles Miller s/n (haverá venda apenas no dia 24/01/2013)

3. P3 – Ginásio de Esportes José Corrêa (Bilheteria A): Avenida Guilherme P. Guglielmo, 100 – Barueri

4. P4 – Estádio Anacleto Campanella: R: Walter Tomé, nº 64 – Bairro – Olímpico – São Caetano

5. Av. Senador Pinheiro Machado, 240 – Jabaquara – Estádio Ulrico Mursa – Santos

Horário de funcionamento das bilheterias

Dia 23/01/2013 e 24/01/2013 das 10:00h às 18:00h


De reserva a herói, Neilton, o sósia de Neymar, se prepara para bater no ângulo o pênalti que ele mesmo sofreu, abrindo o marcador da semifinal contra o Palmeiras. Depois, ainda faria mais dois gols, o terceiro de placa (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Divulgação Santos FC).

Ele também é Nei, também é jovem, também é atacante, também é atrevido e habilidoso, também usa um cabelo moicano (como Neymar usava), também marca gols e também joga no Santos. Só que até ontem Neílton era apenas um reserva do time Sub 20 que disputa a Copa São Paulo. Porém, depois dos três gols que fez contra o Palmeiras, classificando o Alvinegro Praiano para a sua quarta final na Copa, Neilton passa a ser um dos destaques da competição e muito cotado para reforçar o time profissional.

Apesar dos desfalques, o Santos foi melhor e mereceu vencer o Palmeiras por 3 a 2, na Arena Barueri, depois de terminar o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0, com gol de pênalti que Neilton sofreu e cobrou. Na segunda etapa, Neílton fez 2 a 0; o Palmeiras diminuiu em uma falha do miolo de zaga do Santos; Neilton deu um chapéu no zagueiro e marcou 3 a 1, e o Palmeiras diminuiu de novo, em outro cochilo do miolo de zaga do Santos, mas o placar não foi mais modificado.

Na manhã de sexta-feira, às 10 horas, com o Pacaembu obrigatoriamente tomado por uma multidão de santistas (entradas custarão 10 e 20 reais), o Santos jogará pelo seu segundo título na Copa São Paulo. O adversário será o Goiás, que bateu o Bahia na cobrança de tiros diretos, depois de um empate de 1 a 1.

Este título será importante, pois poderá dar muita confiança a vários desses garotos que hoje sonham atuar entre os profissionais do Santos. O comparecimento do torcedor santista ao Pacaembu, o estádio do Santos na capital, será decisivo. Não só para empurrar os Meninos da Vila, mas também para completar a festa do futebol no dia do aniversário da cidade.

Santos 3, Palmeiras 2 – Ficha Técnica

Arena Barueri, às 21 horas.

Santos: Gabriel; Canavarros, Wallace, Jubal e Emerson; Paulo Ricardo, Leandrinho, Pedro Castro e Léo Citadini; Neílton (Lucas Crispim) e Diego Cardoso. Técnico: Claudinei Oliveira.

Palmeiras: Walter; Bruno Oliveira, Luiz Gustavo (Gabriel Dias), Fernando e Victor Hugo; Lucas Morelatto (João Pedro), Bruno Dybal, Edílson e Diego Souza (Bruno Sabiá); Vinícius e Chico. Técnico: Narciso.

Gols: Neílton (pênalti), aos 26 minutos do primeiro, aos 2 e aos 25 minutos do segundo tempo para o Santos. Edílson aos 11, e João Pedro aos 30 minutos do segundo tempo para o Palmeiras.

Cartões Amarelos: Leandrinho e Pedro Castro (Santos); Lucas Morelatto, Fernando, Vinícius e Bruno Oliveira (Palmeiras)

Veja os gols de Santos 3, Palmeiras 2:


Momento em que Neilton se ajoelha, olha para o céu e ouve dos deuses do futebol, todos de branco, reunidos em uma nuvem branca, sorrindo seus sagrados sorrisos brancos: VAI PRA CIMA DELES MEU FILHO! (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Divulgação Santos FC)

Que tal o jogo? E agora, topa encher o Pacaembu na sexta-feira?

Santos x Palmeiras, emocionante ritual de passagem dos Meninos

Leia o post original por Odir Cunha

Não é só porque estão na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas a verdade é que Santos e Palmeiras são duas das melhores equipes brasileiras da categoria Sub 20. Isso faz com que o confronto de hoje, às 21 horas, na Arena Barueri (com transmissão dos canais Rede Vida, Espn e Sportv), que decidirá uma vaga na final da competição, seja um verdadeiro ritual de passagem para esses meninos que sonham tornarem-se jogadores profissionais de futebol.

Este blog é de santistas, mas eu mentiria se dissesse que o Santos é favorito. Desfalcado do volante Lucas Otávio, do artilheiro Giva e do zagueiro Alison, o Alvinegro Praiano terá de fazer das tripas coração para passar pelo Palmeiras que vem se revelando uma equipe bastante ofensiva e não tem dependido da cobrança de tiros diretos para passar de fase.

Mas o retrospecto contra o rival tem sido positivo para os santistas. No Campeonato Paulista deste ano as equipes se encontraram na semifinal e o Santos, que tinha tido melhor campanha, eliminou o alviverde com dois empates. Na semifinal da Copa São Paulo de 2010 os rivais também se enfrentaram, e o Santos venceu nas cobranças de tiro direto depois de um empate de 3 a 3 no tempo normal.

Grosso modo, vejo o Palmeiras como um time que vai pra cima em busca do gol, o que será um ótimo teste para a defesa do Santos e ao mesmo dará a oportunidade de uns bons contra-ataques. De qualquer forma, deverá ser um jogo bom de ver. Espero que a garotada só se preocupe em jogar bola e a garotada das arquibancadas só se preocupe em torcer.

A entrada é gratuita. Santistas deverão entrar pelo portão 10, que estará aberto a partir das 19 horas.

Neymar, Gustavo Henrique, Felipe Anderson e Paulo Henrique desejam sorte para os Meninos da Vila, hoje, às 21 horas, na Arena Barueri, contra o Palmeiras:

A esperada apresentação do mestre em bater na bola Marcos Assunção, o exemplar Menino da Vila que volta à sua casa depois de 14 anos:

E você, o que espera de Santos x Palmeiras, pela Copa São Paulo?

Os deuses do futebol deram uma forcinha pros Meninos

Leia o post original por Odir Cunha


Léo Cittadini fez um gol no tempo normal e outro na disputa de pênaltis. Mostrou categoria e bom passe. Falta ser mais rápido e marcar melhor (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Comunicação Santos FC).

A equipe Sub-20 do Santos teve méritos, mas também foi bafejada por muita sorte para vencer o Grêmio Osasco e se classificar para as quartas-de-final da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na verdade, a fortuna rondou de um lado a outro e houve momentos em que a vitória parecia estar mais perto dos meninos bons de bola e espertos do Osasco.

Quando Leo Cittadini abriu o marcador, aos 15 minutos, com um toque sutil de cabeça que encobriu o goleiro Vinicius, aproveitando cruzamento de curva de Giva, nada indicava que o Santos sofreria para se classificar para as quartas-de-final.

O adversário tocava bem a bola e mostra muita disposição, mas a defesa do Santos, com Wallace no lugar do poupado Gustavo Henrique, nada permitia. Aos 20 minutos, porém, o complicado Canavarros tentou sair jogando, perdeu a bola e na seqüência ganhou cartão amarelo por fazer falta por trás no atacante do Osasco. Da falta surgiu o escanteio e dele um dos gols-contra mais bizarros que eu já vi no futebol.

A bola foi bem cruzada, em curva, mas ela caiu justamente entre sete jogadores de linha do Santos e mais o goleiro Gabriel Gasparotto. Sim, a gorduchinha caiu entre oito jogadores do Santos e um deles, justamente o zagueiro Jubal, que já tem treinado entre os profissionais, meteu a cabeça com gosto e estilo para empatar a partida.

O gol reduziu a tranqüilidade do Alvinegro Praiano e encheu o adversário de ousadia. A partida se tornou equilibrada. Afinal, entre garotos o peso da camisa é bem menor. E como a torcida do Santos não compareceu em massa, os adeptos do Osasco puderam fazer algum barulho.

Brigador, mas inseguro durante boa parte do jogo, o Santos não chegou ao gol da vitória, apesar de pressionar um pouco mais do que o adversário. O empate foi justo e a decisão por pênaltis parecia favorecer psicologicamente o adversário, o que se confirmou logo na primeira cobrança.

Colocado em campo no último instante da partida, no lugar de Wallace, apenas para participar da disputa de pênaltis, Gustavo Henrique estufou o peito e inaugurou as cobranças chutando fraco, no canto esquerdo, para a defesa de Vinicius.

A partir daí o Osasco acertou três pênaltis consecutivos e o Santos viveu uma situação terrível, pois se errasse mais um arremate ficaria dois gols abaixo e dificilmente evitaria a desclassificação. Mas Giva, Léo Cittadini, Lucas Otávio e Neilton converteram suas cobranças.

Pelo adversário, tudo ia bem até que chegou a vez de Glauber, o ríspido capitão do Osasco, que no jogo tinha pisado e chutado alguns santistas. Na hora de mostrar categoria, porém, o moço jogou a bola nos céus de Jaguariúna. Em seguida, Jéferson chutou para Gasparotto se esticar e espalmar a bola que entraria no canto direito. Santos classificado. Em dúvida, os deuses escolheram o time que não deu pontapés.

Agora o Santos enfrentará o Audax, que goleou a Ferroviária por 7 a 0. Estar entre os oito mais bem classificados de uma competição que começou com 100 equipes já é alguma coisa. Mas para a exigente torcida santista – e para o exigente Muricy Ramalho –, os garotos e o técnico Claudinei Oliveira sabem que o céu é o destino.

Análise de cada santista

Gabriel Gasparotto: Bom goleiro embaixo das traves, mas mostrou indecisão no escanteio que gerou o gol do Osasco. Era só ter decisão e gritar “É minha!”. Também tem dificuldade para repor a bola.

Douglas: Por já ter atuado entre os profissionais, poderia ter mostrado um pouco mais. Não marcou e nem apoiou muito bem.

Wallace: Substituiu Gustavo Henrique, poupado. Não comprometeu, mas também não se destacou.

Gustavo Henrique: Entrou no finalzinho mesmo, a ponto de nem tocar na bola. Entrou só para cobrar o pênalti e o fez muito mal. Mas tem crédito pelo que tem jogado na Copa.

Jubal: Lento, fez o gol contra e falhou em algumas jogadas. Tem potencial, mas precisa jogar mais simples e segurar menos a bola.

Canavarros: O mais fraco da defesa do Santos. Falhou no lance que provocou o escanteio do gol do Osasco. Defendeu e atacou mal.

Alisson: Marca com disposição o tempo todo, luta bastante, mas lhe falta mais habilidade e um bom passe.

Lucas Otávio: Incansável, dedicou-se mais à marcação. Desta vez apoiou pouco.

Pedro Castro: Empenhou-se bastante, como sempre. Compensa a falta de maior técnica com muita luta. Se corresse menos e pensasse mais se daria melhor.

Leandrinho: Entrou no lugar de Pedro Castro. Na primeira jogada driblou dois e deu bela assistência, mas foi sumindo do jogo. Continua com muitos altos e baixos.

Léo Cittadini: Toca bem a bola, passa bem, é inteligente, fez um lindo gol de cabeça. Mas precisa ser mais rápido e ajudar melhor na marcação. É driblado muito fácil e isso sobrecarrega o meio-campo.

Stéfano Yuri: Atacante rompedor, com mais garra do que técnica. Fez muito pouco e ainda perdeu dois gols. Giva teve de jogar sozinho.

Neilton: Entrou no lugar de Stefano Yuri. Pouco fez no jogo, mas foi quem melhor cobrou o pênalti, o que acabou dando a vitória ao Santos.

Giva: Melhor em campo, sem dúvida. Cansou de brigar sozinho com a ala esquerda da defesa do Osasco e cansou de correr atrás de passes mal dados e compridos demais. Cruzou com muita categoria para o gol de Cittadini. Leve, lépido, se mostrar essa personalidade entre os profissionais, pode até ser mais uma boa opção para o Campeonato Paulista.

Claudinei Oliveira: Armou bem o time no meio-campo e na defesa, já que o Osasco joga com três atacantes, mas falhou no ataque. Deixou Giva e Stefano Yuri muito abertos pelas laterais, sem possibilidade de tabelar. Leo Cittadini acabou fazendo o papel de centroavante várias vezes, como no lance do gol.

Agora veja os dois gols do jogo e a disputa de pênaltis entre Santos e Osasco:

Rachid mostra a torcida do Santos na estreia de Montillo

Na quarta-feira, apesar da chuva que durou o dia todo e da pouca importância do adversário, o Grêmio Barueri, quase 16 mil santistas foram ao Pacaembu ver a estreia de Montillo e os novos contratados do Santos. O Rachid esteve lá e fez este vídeo da torcida do Alvinegro Praiano. Confira:

E você, o que achou dos meninos nessa vitória suada?