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Apesar de irritação com FPF, São Paulo está longe de romper com entidade

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Apesar da irritação de dirigentes do São Paulo com a Federação Paulista por conta de recentes erros de arbitragem contra o time, o clube está longe de romper com a entidade, como fez o Palmeiras em 2018.

Isso principalmente porque os cartolas tricolores entendem que a FPF recebeu suas críticas de maneira respeitosa e num clima propício ao diálogo. Nos bastidores do Morumbi o discurso é de que os dirigentes da entidade admitiram os erros contra a equipe e que prometeram tomar providências.

Do lado da federação há  um sentimento de compreensão com as queixas do clube. Mauro Silva, um dos vices da casa, conversou com jogadores, como Tiago Volpi, e agradeceu pelo comportamento deles diante dos erros de arbitragem no empate com o Novorizontino. Isso porque crê que eles tiveram calma para evitar uma rebelião de maiores proporções em campo.

Na ocasião a FPF admitiu que dois gols tricolores foram anulados incorretamente e que a equipe sofreu com a não marcação de dois pênaltis a seu favor.

Como mostrou a coluna De Primeira, o São Paulo montou uma ofensiva para cobrar a FPF. Foram pelo menos três ligações com cobranças feitas entre sábado, dia do jogo contra o Corinthians em que o clube reclamou da não marcação de um pênalti que teria ocorrido a seu favor, e a última segunda.

O presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da federação, que estava na Itália.

Os dirigentes remunerados  Raí e Alexandre Pássaro ligaram para Mauro Silva. Nos telefonemas, os cartolas do São Paulo repetiram críticas que foram feitas em público por Lugano e Raí.

Em entrevista coletiva depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí chegou a dizer que seu clube tem sido roubado em jogos em casa e que isso não pode acontecer.

Apesar da forte cobrança, nenhuma das conversas descambou para o bate-boca, o que sustenta a tese de que um atrito maior está descartado neste momento.

Leco não se pronunciou publicamente sobre o tema. Mas gente que conversou recentemente com o dirigente tricolor o descreve como muito irritado com a Federação Paulista, porém, sem citar a possibilidade de rompimento.

De olho em patrocinadores, ajuste em estatuto corintiano visa transparência

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Na última quinta-feira, além de aprovar seu orçamento ajustado para 2020, o Conselho Deliberativo do Corinthians autorizou a instalação de comissão para estudar uma reforma estatutária.

Entre os principais objetivos da equipe que prepara as mudanças está estabelecer novas regras de transparência com intuito de adequar as regras na agremiação à atual legislação e tentar atrair patrocinadores importantes.

A avaliação do grupo é de que o estatuto está defasado em relação a algumas leis referentes aos clubes.

Também existe o entendimento de que o Corinthians não está em sintonia com as regras de compliance exigidas por grandes empresas que querem associar suas marcas a times de futebol. A suspeita é de que isso pode estar afastando eventuais patrocinadores.

Uma das ideias é estabelecer regras claras para a diretoria manter atualizados no site oficial os gastos com o departamento de futebol e da maneira mais detalhada possível.

Outra sugestão é criar regras de compliance para todas as operações feitas pela instituição.

Antes mesmo de ser formalizada, a comissão acredita que foi vítima de informações falsas nas alamedas do Parque São Jorge. Isso porque alguns conselheiros diziam que uma das intenções era alterar o estatuto para permitir que o clube pudesse se transformar em empresa e vender  ações.

Porém, membros do grupo que estuda o assunto dizem que isso nunca esteve em pauta. Segundo eles, o que será discutida é uma mudança no artigo que permite ao Corinthians constituir sociedade empresarial, podendo ter parceiros para explorar suas atividades.

O argumento é de que as regras atuais possibilitam que um sócio tenha o controle acionário de uma eventual nova empresa, por isso deve ser sugerido que tal constituição só possa ser feita se o alvinegro tiver participação majoritária.

A comissão será presidida por Antônio Goulart dos Reis, presidente do conselho, e terá como relator o promotor de Justiça José Carlos Blat, integrante do órgão corintiano.

A equipe vai debater  internamente as ideias, fará um relatório, apresentará o documento para o conselho deliberativo e, se ele for aprovado, será submetido aos sócios.

Parte dos conselheiros se queixa de que deveria ter ocorrido uma discussão maior para definir quem seriam os membros do grupo. Goulart escolheu os nomes primeiramente e os submeteu ao conselho, que deu seu aval.

São Paulo precisa ser mais inteligente para combater erros de arbitragem

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O São Paulo já foi muito prejudicado pela arbitragem neste Campeonato Paulista. Na opinião deste blogueiro, isso aconteceu de novo em pênalti de Camacho em Igor Gomes não marcado no empate com o Corinthians no último sábado (15). Porém, a diretoria tricolor não reage ao problema da melhor forma.

Sobram barulho em intimidação, faltam inteligência e ações efetivas.

Entupir a entrada do vestiário de gente raivosa rosnando para equipe de arbitragem é uma das práticas mais mofadas e ineficientes do futebol.

Protestar e mostrar indignação diante de erros do juiz é necessário. Mas há limites. Fazer as contestações ainda no gramado é suficiente. 

Um ídolo do clube como Lugano cercar o árbitro no túnel de acesso ao vestiário, como se fosse um dirigente amador, é desgastante para a imagem dele e pouco eficaz. Parece mais medida para agradar a torcida do que para resolver o problema.

Esse tipo de comportamento deixa os juízes que vão apitar as próximas partidas da equipe extremamente pressionados. Em tese, um cara nervoso tende a errar mais. A história nos mostra, como acontece hoje com o próprio São Paulo, que nem sempre o erro vai ser a favor de quem pressiona.

O melhor para equipe do Morumbi é ter em seus jogos árbitros que, além de excelentes tecnicamente, tenham tranquilidade para trabalhar.

Nesse cenário é mais produtivo que a direção do São Paulo sente com os cartolas da federação cobre soluções e apresente sugestões para diminuir esses erros.

Pode ser cobrando determinados critérios para árbitros poderem ser escalados em jogos da primeira divisão do Estadual, sugerindo a contratação de juízes melhores que estejam atuando em outras praças ou pregando a implantação imediata do VAR, antes dos mata-matas.

Em sua entrevista depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí cobrou corretamente que a FPF apresente soluções. Como isso já deveria ter acontecido faz tempo, é hora de o São Paulo agir. Porém, mais com a cabeça, menos com a garganta. A situação é como abrir um vidro de palmito. É preciso mais jeito do que força.

Apesar de seus erros, Tiago Nunes faz trabalho promissor no Corinthians

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Tiago Nunes cometeu erros que colaboraram para a eliminação do Corinthians ainda na fase de classificação para os grupos da Libertadores, na opinião deste blogueiro. Mesmo assim, mostrou um trabalho promissor.

O primeiro erro do treinador foi não assumir a equipe logo após sua contratação ser anunciada. Ele desperdiçou um tempo para conhecer os jogadores que fez falta no início de 2020.

Já segurando a prancheta alvinegra sua principal falha foi insistir com Sidcley. Ainda fora de forma, o lateral-esquerdo levou um baile no jogo de ida contra o Guaraní e teve participação importante no gol da vitória do adversário.

Parecia óbvia a entrada de Piton na lateral esquerda para a partida de volta por conta de seu desempenho superior ao do  titular, fato comprovado pelas estatísticas.

A presença de Sidcley no segundo jogo foi um problema mais pelo que Piton não teve chance de fazer fazer enquanto esteve no banco do que pelo que o titular fez até ser substituído.

O reserva poderia ter sido mais útil ao time, principalmente em termos ofensivos.

Depois do jogo, Nunes citou que precisou substituir Sidcley porque, com um jogador a menos por conta da expulsão de Pedrinho, o lateral ficou sobrecarregado e se desgastou demais.

Piton está em melhor forma física e técnica, em tese, teria se desgastado menos e produzido mais.

Outro vacilo,  foi demorar para colocar Janderson em campo. A partir da expulsão de Pedrinho, ele era a melhor opção para cavar um cartão vermelho paraguaio nas jogadas individuais. Foi o que acabou acontecendo no final do jogo.

Nunes também arriscou alto ao escalar Pedrinho, jogador com quem nunca tinha atuado e que vinha de uma competição desgastante com a seleção brasileira sub-23. Isso, porém, não teve nada a ver com a expulsão do jogador.

Na prática, a formação escolhida pelo treinador funcionou bem. Apesar da eliminação com vitória por 2 a 1 sobre o Guaraní, em Itaquera, o alvinegro mostrou estar num caminho que pode render muitos frutos.

A movimentação ofensiva, com Luan, Boselli e Love trocando de posições foi bonita de se ver e eficiente. Mostra o caminho que o treinador quer seguir.

A organização do Corinthians foi tanta que, mesmo com um a menos na maior parte do jogo, o time só levou o gol em lance de bola parada. E numa falta marcada contra Gil que gerou críticas ao árbitro não apenas por parte dos corintianos. Sálvio Spínola, comentarista do grupo Globo, por exemplo, cravou que não houve infração. O juiz Nestor Pitana ainda demonstrou falta de critérios ao advertir os jogadores. Os cartões saíam de seu bolso mais facilmente quando eram mostrados para os corintianos.

O trabalho bem feito pelo treinador em busca de uma equipe organizada fez com que o Corinthians mantivesse maior volume de jogo sem ficar exageradamente exposto aos contra-ataques, apesar da desvantagem numérica.

É preciso lembrar que Nunes está começando no clube. Estamos apenas no segundo mês do ano e ele promove uma mudança radical no estilo de jogo da equipe em relação aos últimos anos.

Irregularidade e uma dose de dificuldade por parte dos atletas para assimilar o esquema são naturais. Mas nesta quarta-feira os sinais foram positivos, apesar da queda.

Os corintianos começam a trocar passes objetivos e a procurar os espaços em campo com mais naturalidade. Isso vai ajudar os atletas a diminuírem os seus erros na tomada de decisão. Eles ainda são muitos.

A recomposição defensiva foi muito bem feita durante a vitória sobre o Guaraní, apesar das adversidades. Quando perdia a bola, o time, incluindo quem falhou, voltava rapidamente para defesa.

No ataque, além da movimentação constante, a equipe dificulta a marcação adversária abrindo o jogo pelas pontas. Essa amplitude não impede o Corinthians de agredir o rival também pelo meio da área numa alternância interessante.

Claro que não chegar à fase de grupos da Libertadores faz um estrago considerável financeiramente, esportivamente e para o torcedor nas redes sociais.

Mas há boas perspectivas pela frente. Não é o que os corintianos queriam, mas Nunes terá um calendário mais suave para aprimorar seu estilo de jogo. A tendência é de que ele monte um time forte e com capacidade para sustentar um sistema eficiente por mais de uma temporada.

Opinião: seis problemas que o Corinthians precisa superar contra o Guaraní

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Veja abaixo os principais problemas que o Corinthians precisa superar, na opinião deste blogueiro, para passar pelo Guaraní do Paraguai nesta quarta (12), em Itaquera, e avançar para a terceira fase classificatória da Libertadores.

1 – Lateral esquerda

Esse setor foi o mais falho do alvinegro na partida de ida. Fora de forma, Sidcley demorava para voltar à defesa quando o time perdia a bola. Os paraguaios aproveitaram bem os espaços dados por ele no ataque. O lateral também foi pouco eficiente no ataque.

Tiago Nunes pode escalar Lucas Piton na posição.  Em tese, se isso acontecer, há boa chance, de um desempenho melhor por ali.

Piton é o jogador do Corinthians que tem a terceira melhor média de desarmes certos no Paulista: 2,3 por jogo, segundo o site especializado em estatísticas Footstats. Isso, entre os atletas que atuaram mais de uma partida. A média de Sidcley é 1,5.

Ofensivamente, o lateral revelado no “terrão” ostenta a melhor marca de cruzamentos certos por jogo da equipe alvinegra: 2,5. Ele atuou quatro vezes no Estadual.

Sidcley não acertou nenhuma das suas cinco tentativas de cruzar a bola nas duas partidas que fez no campeonato.

2 – Cruzamentos do Guaraní

A  bola cruzada foi um dos pontos fortes do time paraguaio na vitória por 1 a 0 em sua casa. Desorganizada, a defesa corintiana se confundiu nesse tipo de lance. Atenção e organização nessas jogadas serão fundamentais para o Corinthians alcançar a classificação.

3 – Pontaria

Para avançar à próxima fase classificatória da Libertadores, o time paulista precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para não depender da disputa de pênaltis.

No Paraguai, os brasileiros só acertaram quatro de 19 finalizações, segundo o site da ESPN. O acerto foi de apenas cerca de 22% em relação às tentativas.

De acordo com o Footstats, o índice de precisão do Corinthians nas finalizações no Campeonato Paulista é de 47,8%, o que representa a melhor marca da competição. Mas, na derrota por 1 a 0 para a Inter de Limeira, no último domingo (9), o time de Tiago Nunes acertou apenas 25% das conclusões. O treinador corintiano  começou a partida poupando vários titulares.

4 – Contra-ataques

O Corinthians deve sofrer com o dilema clássico de equipes em sua situação: como atacar sem sem ficar vulnerável a contra-ataques. Para piorar a situação alvinegra, o Guaraní já mostrou ter velocidade para contra-atacar com eficiência.

5 – Queda de desempenho de Luan

Um dos desafios do técnico corintiano na partida desta quarta é fazer Luan recuperar o bom futebol.

Após um início animador, com gols e boa participação nas demais jogadas ofensivas, o ex-gremista caiu de produção.

O meia-atacante tem média de apenas 0,6 finalização certa por jogo no Paulista, um gol marcado em quatro jogos no Estadual e nenhuma assistência, segundo o Footstats.

6 – Decisões erradas

O desempenho ofensivo do Corinthians também tem sido atrapalhado por decisões erradas tomadas por seus atletas. Chutar para o gol no lugar de passar a bola para um companheiro bem colocado é um dos exemplos desse problema.

Em tese, a falha não é simples de ser corrigida. Além de treinamento é preciso uma boa movimentação dos jogadores para oferecer alternativas claras para quem está com a bola perto da área adversária.

Chuvas fazem Corinthians adiar votação de orçamento

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As chuvas recentes em São Paulo fizeram com que o Conselho Deliberativo do Corinthians adiasse reunião para, principalmente, discutir o orçamento do clube referente a 2020. O encontro estava marcado para esta segunda-feira (10) e foi transferido para próxima quinta (13).

O adiamento aconteceu após pedidos de vários conselheiros que alegaram dificuldades para se locomover até o Parque São Jorge por conta do estrago feito por enchentes na cidade.

Como mostrou o blog, seria votado o orçamento ajustado para este ano.

A versão inicial previa déficit de cerca de R$ 21,3 milhões. Após uma série de mudanças, o novo relatório projeta superávit de R$ 40 mil.

 

Corinthians troca previsão de déficit de R$ 21,3 mi por R$ 40 mil no azul

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O Corinthians alterou a sua previsão de déficit de R$ 21.318.000 em 2020 para superávit de R$ 40 mil.

Alteração, no entanto, foi feita sem aumento na expectativa de receita com a venda de jogadores. Também não houve corte na previsão de despesas com aquisição e amortização de direitos federativos, que continua em cerca de R$ 53,6 milhões.

A mudança é baseada principalmente em cortes de custos de viagens, diminuição de despesas financeiras  e redução do consumo de energia elétrica.

Nesta segunda (10), o Conselho Deliberativo vota o orçamento reajustado. A primeira versão, apresentada em dezembro do ano passado, não foi votada depois de conselheiros reclamarem que trâmites internos determinados pelo estatuto não teriam sido cumpridos.

Havia também críticas em relação ao cálculo de déficit neste ano de cerca de R$ 21,3 milhōes. Assim, como mostrou o blog, a diretoria aproveitou os últimos dias para tentar aumentar as previsões de receitas e reduzir as projeções de gastos com o objetivo de evitar a expectativa de  resultado deficitário.

A maior redução aconteceu com as despesas financeiras. Elas caíram de R$ 52.000.704 registrados no orçamento original para R$ 43. 226.000 no relatório ajustado.

No documento que será debatido pelo conselho, a queda nesse ponto é justificada principalmente pela revisão de custos em função de renegociação de contratos de financiamento.

A previsão de desembolso com viagens e estadias no primeiro relatório era de R$ 9.249.000. Agora foi estipulado que esse número chegará a R$ 6 milhōes.

A explicação para a mudança é de que houve “adequação de custos de despesas de viagem (inclui todas as categorias esportivas)”.

A previsão de despesas com salários e encargos caiu de R$ 202.969.000 para R$ 197.882.000.

Nota explicativa da nova previsão orçamentária afirma que haverá “redução de custos com benefícios em função de renegociação de plano de saúde” e “redução adicional em salários em relação ao inicialmente previsto”.

Também foi registrado corte na previsão de gastos com “materiais, uso e consumo”. A projeção de despesa caiu de cerca de R$ 2,3 milhōes para aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Segundo o documento, a economia será possível principalmente por conta de acordo de patrocínio com a Joly, que inclui o fornecimento de material de manutenção e construção.

A previsão de despesa com energia elétrica caiu de aproximadamente R$ 3,3 milhões para por volta de R$ 2,3 milhōes. Conforme registrado no documento, a redução será viável por conta da compra no mercado livre de energia.

Já a projeção anotada para “outras despesas” diminuiu de R$ 6,3 milhōes para R$ 5,36 milhões. A mudança é atribuída à “redução especialmente de despesas ligadas a taxas e anuidades de registros de atletas”.

A única previsão de receita que aumentou é relativa ao programa de sócio-torcedor. O número subiu de R$ 13,2 milhōes para R$ 14,3 milhōes. A explicação é de expectativa de “incremento de receita com base em novos valores e leve aumento da base de sócios”.

A previsão de receita líquida para 2020, sem contar a venda de jogadores, passou de R$ 398.447.000 para R$ 399.547.000.

A avaliação de arrecadação com “repasses de direitos federativos” foi mantida em R$ 66.136.000.

Vale lembrar que o clube mantém negociações avançadas com o Benfica para vender Pedrinho por 20 milhões de euros (cerca de R$ 94,59 milhões).

Procurado para comentar o novo orçamento, Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro do Corinthians, disse que não poderia se manifestar antes da reunião do conselho.

 

Por que o Corinthians não contratou Yony quando ele estava livre?

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Yony González em ação pelo Fluminense na temporada passada (Crédito: Pedro H. Tesch/AGIF)

Conforme disse o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, o clube precisou assegurar a compra dos direitos econômicos do colombiano Yony González junto ao Benfica por conta da concorrência.

O dirigente afirmou que o atacante estava na lista de reforços sugeridos pelo técnico Tiago Nunes desde sua chegada ao alvinegro.

O treinador foi anunciado pela direção corintiana em 7 de novembro.

Pouco mais de um mês depois, em 11 de dezembro, Yony se despediu do Fluminense. Seu contrato terminaria no final do ano passado e ele poderia ser contratado por outro time sem gastos com direitos econômicos, como acabou fazendo o Benfica.

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As datas mostram que o Corinthians poderia ter tentado negociar com o colombiano para acertar sua transferência sem ter que pagar pelos direitos econômicos.

Por que, entāo, o alvinegro não fez isso e depois acabou aceitando pagar pelos direitos de um atleta que poderia ter vindo sem esse custo?

O blog fez essa pergunta a Duílio, por meio da assessoria de imprensa do Corinthians e recebeu a seguinte resposta do departamento de comunicação: “a lista [feita pelo treinador] para essa posição tinha aproximadamente oito nomes. No final de 2019, o Corinthians fez proposta pelo Michael [que estava no Goiás], e nessa época o Yony já estava acertado no Benfica”.

Assim, pela versão do dirigente, o Corinthians deixou de tentar o colombiano quando ele estava livre porque tinha como alvo Michael, que acabou acertando com o Flamengo.

O alvinegro anunciou oficialmente ter desistido de Michael em 8 de janeiro, dois dias antes de o Benfica anunciar a contratação de Yony.

Na negociação com os portugueses, a ideia inicial do alvinegro era ter o colombiano por empréstimo até dezembro.

O clube brasileiro, no entanto, se comprometeria a pagar 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador, caso ele fosse titular em 30 partidas, como mostrou o UOL Esporte.

Segundo Duílio, o Corinthians teve que aceitar a obrigação de comprar o atacante após um empréstimo até o meio do ano por que o Benfica tinha propostas de outros interessados na aquisição em definitivo do atleta.

 O dirigente não confirmou o valores, mas declarou que o pagamento será parcelado.

‘Não dá para o Corinthians ter fama de devedor’, diz candidato de oposição

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Augusto Melo, ex-diretor das categorias de base do Corinthians durante a gestão de Roberto de Andrade, vai lançar a sua candidatura à presidência do clube no próximo sábado.

Ex-membro do grupo político do atual presidente, Andrés Sanchez, ele concorrerá como opositor.

A votação acontece em novembro. Oficialmente, as inscrições para o pleito ainda não estão abertas.

Abaixo, leia entrevista exclusiva concedida pelo candidato ao blog.

Blog do Perrone – Você fez parte do grupo político do Andrés, foi diretor das categorias de base do Roberto de Andrade. O que fez você divergir desse grupo que continua no poder?

Augusto Melo – O trabalho que nós fizemos na base foi um trabalho de excelência, nós ganhamos todos os títulos que você imagina na gestão. Dali pra frente, a gente não concordou com algumas coisas que estavam acontecendo. Foi quando a gente acabou se desligando. Foi na época  da tentativa de impeachment do Roberto, a gente acabou preferindo tomar outro rumo.

Blog – Você pode dar mais exemplos de que exatamente você discordou?

Augusto – Eu não concordava com a maneira como era dirigida a base, com a forma que as coisas aconteciam e acabei me desligando.

Blog – O que mais te preocupa hoje no Corinthians?

Augusto – A gestão.

Blog – Por que, você acha que é uma gestão que não se preocupa com as dívidas do clube?

Augusto – É mais a parte de credibilidade, o Corinthians hoje não tem credibilidade, é o que mais preocupa. Acho que o que a gente deveria levar para o Corinthians agora é mais credibilidade.

Blog – E como fazer isso?

Augusto – Com uma gestão nova, com mais transparência, com indicação de gente séria. É o que eu falo, o Corinthians hoje tem quatro pilares muito importantes que são: a parte administrativa, finanças, marketing e o jurídico. Acho que esses são os pilares dos quais o Corinthians depende.

Blog – Então você começaria a sua gestão fortalecendo esses pilares.

Augusto – Sim. O Corinthians tem uma das marcas mais fortes desse país, não dá para você ficar com fama de devedor.

Blog – Mas você tem um problema prático aí. O Corinthians tem a dívida do estádio, o clube gasta mais do que arrecada e tem um passivo relativo a dívidas trabalhistas grande. Como equacionar tudo isso para fazer essa transformação e deixar de ter a fama de devedor?

Augusto -Na verdade, a gente só vai ter a certeza disso depois que a gente sentar lá. A gente só vai ter uma certeza depois que abrir tudo. Hoje, a gente não consegue entender nada, saber qual a real dívida, o que realmente acontece .

Blog – A saída passa por parcerias?

Augusto – Acho que a saída vai ser essa: credibilidade.

Blog – Como você avalia a questão dos “naming rights” da arena. É um produto vendável ainda, é muito difícil de vender, como você classifica?

Augusto – É complicado falar, está enperrado há tanto tempo. Mas, acredito que com uma nova gestão, é possíve, sim. Tudo vai depender do momento, como vai estar o próprio time de futebol no momento, é uma coisa que a gente só vai poder comentar quando sentar lá.

Blog – Se você ganhar, qual a primeira medida que pretende tomar?

Augusto – Avaliar todas essas contas, levantar todos os problemas que vêm acontecendo.

Blog – Hoje se comenta muito sobre clube-empresa. Você tem uma ideia formada sobre o assunto, especificamente em relação ao Corinthians?

Augusto – Hoje, em relação ao Corinthians, eu sou contra.

Blog – Por quê?

Augusto – Porque acho que o Corinthians tem pessoas capacitadas, sérias, honestas, que podem entrar, fazer um bom trabalho e, aí, sim, valorizar [o clube].

Blog – como você imagina uma montagem de elenco neste cenário de dificuldade financeira?

Augusto – Claro que existem adaptações a serem feitas. O Corinthians precise ter um elenco muito mais enxuto e dinâmico. Temos que entender e rever algumas contratações.

Blog – Você é um especialista em base do Corinthians . O que o clube precisa na base?

Augusto – Investir muito, investir de maneira que estimule o desenvolvimento de nossos talentos. E aqui eu conheço, você sabe, trabalhei bastante, a nossa gestão foi um sucesso. E não é investir em contratar jogador de base, é investir na formação deles. Desde o sub-9, sub-10, sub-11. Dar oportunidade para aquele pai que leva o filho lá na porta para fazer avaliação. Montar estrutura para essa garotada, acho que é isso que a gente está precisando no momento. Não contratar, como vem contratando, jogadores de baciada para a base.

Blog – Hoje, você diria que o grupo renovação e transparência, principalmente na figura do Andrés, a maneira como ele desenvolve seu trabalho no clube, é uma grande decepção para você?

Augusto – Na verdade, rapaz, tudo é um ciclo, acho que já se encerrou. São 12 anos no poder. Eu acho que já fizeram muita coisa boa no passado, mas acho que agora ele já chegou no limite.

Blog – Você chegou a conversar com outros líderes de oposição? Acha que é inviável uma chapa única de oposição na eleição?

Augusto A união é muito válida, a gente está aberto a todas as conversas. Já conversei com algumas lideranças. É lógico que se tiver uma chapa única é melhor para todo mundo. A gente está aceitando conversas, não tem problema nenhum.

Blog – Não é inviável uma chapa única de oposição no clube hoje?

Augusto – Não digo isso, acho que pode acontecer, sim. Mesmo porque muitos não estão querendo participar, estão querendo nos apoiar. Acho possível a chapa única, e a gente vem bem forte, pode ter certeza

Estatísticas apontam Boselli como trunfo corintiano na ‘pré-Libertadores’

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Sem medo de errar, o torcedor do Corinthians pode dizer que Boselli é uma das principais armas de seu time para tentar derrotar o Guaraní, nesta quarta (5), no Paraguai, pela segunda fase preliminar da Libertadores. Números do site especializado em estatísticas “Footstats” mostram a evolução do argentino em relação ao ano passado.

O crescimento do atacante vai além da quantidade de gols marcados. Boselli é um dos artilheiros do atual Campeonato Paulista com quatro gols em quatro jogos.

A média de um tento por partida contrasta com a marca ostentada por ele no Brasileirão do ano passado: 0,3. Foram 7 gols anotados em 22 jogos. Essa quantidade foi suficiente para o argentino terminar a competição nacional como artilheiro do Corinthians.

No Paulistão de 2020 Boselli tem se destacado também nas assistências.

O atacante é o corintiano que deu mais passes para gols até agora. Foram dois, mesmo número que registrou em 22 apresentações no último Campeonato Brasileiro. No Estadual deste ano, apenas Chico do Mirassol tem média melhor em relação ao corintiano com uma assistência por partida.

A finalização tem sido outro ponto forte de Boselli em 2020. O argentino é o jogador que mais acerta finalizações em média no Paulista ao lado de Júnior Todinho, do Guarani. Cada um faz em média dois arremates com perfeição por partida.

A evolução do argentino acontece no momento em que o Corinthians opta por ser mais ofensivo graças a seu novo treinador (Tiago Nunes). O alvinegro tem o melhor índice de acerto de finalizações do Paulista: 53%. Os corintianos estão empatados com os são-paulinos com a melhor média de conclusões certas por partida. Cada um arremata 7,3 vezes com perfeição por jogo.

No último Brasileirão, com Carille e depois Coelho no comando, o Corinthians registrou média de 4,3 conclusões corretas. Seu índice de acerto foi de 35,8%.