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Corinthians usa conselho para tentar derrubar multa imposta pela Caixa

Leia o post original por Perrone

O Corinthians usa seu Conselho Deliberativo como escudo para tentar dobrar a Caixa Econômica Federal (CEF) em busca de acordo para a execução judicial proposta pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Os representantes da agremiação argumentam que não podem aceitar um acordo no qual o alvinegro tenha que pagar multa por inadimplência porque os conselheiros não irão aprovar a medida.

A diretoria se comprometeu a pedir aprovação do conselho antes de tomar decisões relativas a seu estádio. Na ação de execução, a instituição financeira cobra da Arena Itaquera S/A, ligada ao clube e ao grupo Odebrecht, cerca de R$ 536 milhões.

Por conta de atrasos em parcelas, a Caixa exerceu cláusula que previa que ela poderia exigir o pagamento antecipado da dívida, com juros e multa, em caso de inadimplência. O dinheiro é referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES pela CEF para ajudar bancar as obras da Arena Corinthians. O cálculo teve como base a dívida em 22 de agosto, data em que a ação foi proposta.

Durante as negociações com o banco, o clube afirmou que a direção tem a informação de que os conselheiros não vão aprovar um trato no qual o alvinegro tenha que pagar multa. Isso pelo entendimento de que a partir do momento em que há um acordo as duas partes devem ceder e que não faria sentido manter uma punição financeira em caso de pacto. Até agora a tese não colou.

Além da redução do valor cobrado, o Corinthians fez uma proposta para a Caixa com novas quantias mensais a serem pagas pela Arena Itaquera e um novo prazo. Os detalhes são mantidos em sigilo. Para negociarem, as partes pediram a suspensão do processo duas vezes. Primeiro, no final de outubro, por 30 dias. No mês passado novo pedido foi feito para prorrogar a suspensão da execução por mais 60 dias.

Inspirado em W. Disney, Corinthians prevê furo de R$ 144,8 mi ao fim do ano

Leia o post original por Perrone

Em documento oficial enviado aos conselheiros do clube, a diretoria do Corinthians projeta que o alvinegro vai terminar 2019 com déficit de R$ 144.879.000. O valor aparece na coluna “orçamento de 2019 ajustado” presente na previsão orçamentária de 2020. Curiosamente, a introdução da peça traz pensamento sobre o gosto pelo impossível identificado como sendo de Walt Disney. O material ainda informa que foi acertada com a Nike uma opção de renovação contratual até 2029 e registra receita inferior com direitos de TV em relação ao que era esperado.

O mesmo relatório, chamado oficialmente de “Ciclo de Planejamento – 2020”, aponta que a previsão inicial era de que o clube chegaria ao próximo dia 31 de dezembro com superávit de R$ 650 mil. A diferença gerou críticas de integrantes do Conselho Deliberativo ligados à oposição. Eles alegam que números tão distantes demonstram desorganização por parte da direção alvinegra.

O blog apurou que a diretoria projetou o pior cenário possível para chegar à previsão de déficit de quase R$ 145 milhões. Isso porque costuma fazer projeções conservadoras. Porém, existe a expectativa no clube de que pelo menos uma importante venda seja feita até o final de dezembro, o que ajudaria a reduzir o déficit. Até junho, conforme balancete publicado no site oficial do Corinthians, o déficit foi de R$ 94.975.000.

Gastos acima do previsto com o departamento de futebol e a falta de boas vendas de direitos econômicos de jogadores são as principais explicações internas dadas pela diretoria para o número negativo. Em 2018, o alvinegro anotou déficit de R$ 18.766.000.

O cálculo é de que o clube encerre 2019 com R$ 35.417.000 em vendas de jogadores. Porém, por conta de despesas geradas por negociações, a previsão é de que esse valor seja reduzido para aproximadamente R$ 24,5 milhões.

Déficit em 2020

O orçamento para o ano que vem será analisado pelo Conselho Deliberativo corintiano nesta quarta (11). O documento aponta que no próximo ano o clube terá déficit de R$ 21.318.000. A projeção de receita bruta com a venda de direitos econômic0s é de R$ 66.136.000. Com despesas, a quantia cai para cerca de R$ 42,6 milhões.

Para o próximo ano também está previsto gasto de R$ 53.620.000 com direitos federativos de atletas. A projeção para o fim de dezembro de 2019 nesse item é de despesa de R$ 64.270.000. Os cálculos são conservadores no relatório inteiro.

O documento justifica o aumento com gastos salariais em 2019 com mudanças no time de futebol e projeta redução em 2020. “As despesas com salários e encargos estimadas para o fechamento de 2019 apresentam uma variação de cerca de 33% acima do previsto originalmente. Essa variação deve-se ao investimento efetuado na reestruturação da equipe de futebol para o ano de 2019”, diz trecho do documento.

Rescindir para contratar

Sobre o próximo ano, está escrito que está prevista redução de despesas com salários e encargos de 21% por conta da redução da folha salarial do departamento de futebol profissional, especialmente por conta do encerramento de diversos contratos.

“Não há previsão de aumento da folha (salarial) com contratações. Caso ocorram, as mesmas devem ser acompanhadas da redução de outro elemento de custo (rescisão com outro atleta).

Renovação com a Nike

No orçamento, a diretoria corintiana informa que foi incluída no acordo com a fornecedora de material esportivo uma cláusula de opção de renovação até 2029. A última prorrogação havia sido feita em 2017 com validade até 2026. O documento não explica como funciona essa opção de renovação com a Nike. O contrato também foi modificado para alterar valores recebidos pela agremiação por royalties e premiações referentes ao contrato.

A avaliação é de que o alvinegro receberá R$ 25.640.000 da parceira em 2020. Inicialmente, havia sido feita a previsão de que a Nike pagaria ao clube R$ 21.588.000 em 2019. Porém esse número foi alterado para R$ 25.553.000.

Globo

O documento mostra ainda que a receita corintiana com direitos de transmissão de seus jogos pela TV ao final de 2019 deve ser inferior ao previsto inicialmente. O orçamento original estipulava que essa arrecadação neste ano seria de R$ 240.139.000. Agora, a expectativa é de que o clube termine a temporada embolsado R$ 227.896.000.

A quantia inferior ao que se esperava é justificada pelo fato de o time ter em 2019 menos jogos exibidos do que havia sido projetado (em parte, a receita varia conforme a exibição) e também por uma queda na arrecadação atrelada ao pay-per-view (PPV). No relatório, a direção corintiana afirma que os sistema de venda de jogos transmitidos pelo “Premiere” apresentou queda em seus números. “Os efeitos desses elementos pode ser resumido: exibição TV –  R$ 7 milhões, PPV R$ 6 milhões”, registra o documento.

Para 2020, o cálculo é de arrecadação de R$ 230.555.000 com a venda de direitos de transmissão. A projeção foi feita levando-se em conta que o clube chegará até as oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, além do alcançar o sétimo lugar no Brasileirão. Outra fatia do pagamento é realizada de acordo com a classificação no campeonato nacional. No documento a direção reafirma que foi conservadora nas previsões. Ou seja, não significa que não espere resultados em campo melhores do que esses.

Pelo menos parte dos conselheiros reclama de que o orçamento não está assinado. O discurso na diretoria é de que não existe a obrigação de assinar a peça que foi enviada aos membros do Conselho Deliberativo por se tratar de uma apresentação.

Também há entre os conselheiros quem esteja intrigado com a reprodução de uma frase atribuída a Walt Diney, sem explicações, na introdução do relatório: “eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”.

Agente cobra R$ 183,6 mil do Corinthians por rescisão do lateral Moisés

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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

A empresa que controlava os direitos de imagem do lateral-esquerdo Moisés no Corinthians entrou com ação na Justiça cobrando R$ 183.674,48. A New Ace Sports & Marketing, do empresário Adriano Freire de Sá, alega que o clube deve esse valor pela rescisão do contrato referente à imagem do jogador, vendido para o Bahia.

A New Ace detinha os direitos de imagem do atleta, por isso firmou contrato com o alvinegro. De acordo com a petição inicial, datada da última quinta (28), o empresário alega que, em janeiro, por conta da ida do lateral ao tricolor baiano, a direção corintiana se comprometeu a paga R$ 240 mil pela rescisão do acordo relativo aos direitos de imagem. Ainda conforme os advogados do agente, os pagamentos deveriam ser feitos em quatro parcelas mensais de R$ 60 mil a partir de fevereiro, mas apenas a primeira foi paga.

Em seu pedido à Justiça, a empresa pede a citação do Corinthians para pagar a quantia em três dias com juros, correção monetária, custas e honorários advocatícios. Solicita também que, se a quitação não for feita no prazo estabelecido e se não forem encontrados bens para penhora, o clube seja intimado para, em cinco dias, indicar propriedades penhoráveis sob pena de ser multado em 20% do valor cobrado. Até a conclusão deste post, Fabio Trubilhano, diretor jurídico do Corinthians, não havia respondido à mensagem enviada pelo blog sobre o assunto.

Contratado pelo alvinegro em 2015, Moisés passou por uma série de empréstimos e atuou pelo clube do Parque São Jorge apenas 18 vezes.

Caixa e Arena Itaquera pedem suspensão de processo por mais 60 dias

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Caixa Econômica Federal e Arena Itaquera S/A, ligada a Corinthians e Odebrecht, pediram à Justiça Federal de São Paulo a suspensão da ação de execução movida pelo banco por mais 60 dias. A solicitação foi feita na última quinta (28) com o objetivo de dar mais tempo para as partes entrarem em acordo. Até a publicação deste post não havia resposta ao pedido publicada no site oficial de consulta pública de processos, mas a tendência é de que ele seja aceito.

No final de outubro a Justiça já havia atendido ao desejo dos envolvidos de suspender os efeitos da ação por 30 dias. “Em razão das tratativas com vistas à composição amigável entre as partes, requer-se a suspensão dos feitos pelo prazo complementar de 60 dias”, diz a nova petição.

Internamente, a diretoria do Corinthians afirma que aguarda o banco responder à sua última proposta. O clube não aceita ter que pagar no trato uma multa cobrada por inadimplência. Alegando que a Arena Itaquera atrasou parcelas do financiamento referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da Caixa, a instituição financeira executou o contrato exigindo o pagamento antecipado da dívida. Com multa, a cobrança chega a cerca de R$ 536 milhões. O empréstimo foi feito para ajudar a bancar a construção da Arena Corinthians.

Palmeirenses comemoram saída de Mano

Leia o post original por Fernando Sampaio

Quando o Flamengo fez 2×0 hoje no Palestra, postei: “Será que o Mano fica no banco até o final da partida?” Estava muito óbvio, a fisionomia de Mano Menezes no banco lembrou a apatia de Felipão no dia da demissão. Os palmeirenses devem estar felizes. Apesar da derrota para o provocador Gabigol, os torcedores do Verdão nunca foram com a cara do Mano, ex-Corinthians…

Fonte

Corinthians tem contas bloqueadas em ação que envolve arena e prefeitura

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O Corinthians sofreu bloqueio de R$ 760.741,11 em suas contas correntes devido a cumprimento de sentença a pedido da Prefeitura de São Paulo. A Justiça havia determinado que o clube pagasse multa de R$ 800 mil em favor do município sob a acusação de litigância de má-fé em processo sobre contrapartidas relativas à cessão do terreno em que foi construída a arena da agremiação. As buscas não localizaram o valor total cobrado. Nesta quinta (28) foi publicada no Diário de Justiça do Estado determinação para que o município se manifeste sobre a quantia bloqueada.

Conforme apurou o blog, os advogados corintianos tentam um acordo com a prefeitura. Eles discordam que tenha havido litigância de má-fé, mas não conseguiram evitar o bloqueio.

Em maio de 2011, Ministério Público e Corinthians fizeram um acordo reconhecendo a validade da concessão de direito real de uso da área em Itaquera por parte da prefeitura para o clube erguer seu estádio. O trato previa por parte do alvinegro contrapartidas sociais nas áreas de educação, assistência social e saúde com investimento de 12 milhões. As obrigações foram divididas em uma etapa de R$ 4 milhões e outra de R$ 8 milhões.

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, aplicou a multa de R$ 800 mil em maio deste ano depois de o clube não ter se pronunciado por três vezes sobre o andamento das contrapartidas estabelecidas na segunda parte do acordo. Em julho, a prefeitura deu início ao pedido de cumprimento de sentença.

A defesa corintiana alega que houve atraso na segunda parte da execução das contrapartidas principalmente por conta da complexidade da operação que envolve diferentes órgãos da prefeitura paulistana.

 

 

Corinthians calcula alívio de 30% em folha salarial com fim de contratos

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A diretoria do Corinthians espera se livrar de um gasto mensal de aproximadamente R$ 3,8 milhões com jogadores que terão seus contratos encerrados no final de dezembro. O valor corresponde pelo menos a cerca de 32% da atual folha de pagamento do time. Hoje, a despesa mensal com salários, incluindo atletas emprestados a outras equipes, está entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões, conforme apurou o blog.

Porém, a direção ainda não sabe quanto poderá economizar de fato, já que reforços serão contratados. Neste momento, Tiago Nunes, que comandará o Corinthians a partir da próxima temporada estuda o elenco e a necessidade de reforços.

Na lista dos jogadores que aliviarão os gastos corintianos com o fim de seus compromissos a maioria está emprestada e tem pelo menos parte de seus salários bancada pelo alvinegro. Entre os que vão ficar sem contrato e não renovarão estão Giovanni Augusto e Marlone, emprestados ao Goiás, Guilherme, que está no Fluminense, e Paulo Roberto, que atua por empréstimo no Fortaleza.

Internamente, os cartolas corintianos são pressionados para mudar sua política de contratações reduzindo as chances de trazerem atletas que não conseguem espaço no elenco e acabam emprestados com ao menos parte de seus vencimentos pagos pelo alvinegro.

 

 

Análise: como sucesso do Fla pressiona quatro grandes paulistas

Leia o post original por Perrone

De uma certa forma, o sucesso do Flamengos, campeão da Libertadores e do Brasileirão, pressiona todos os seus rivais nacionais. Abaixo, veja como essa pressão funciona com os quatro grandes de São Paulo, na análise deste blogueiro.

Palmeiras

É o principal atingido. Isso porque, apoiado pela Crefisa, é o único clube brasileiro com poderio financeiro para trazer reforços do mesmo peso que os buscados pelo Flamengo.

O sucesso rubro-negro aumenta a pressão de conselheiros e até de parte da diretoria sobre Mattos. Faz tempo que o diretor executivo de futebol é criticado por supostamente montar times que não justificam os altos investimentos, apesar dos títulos recentes.

Agora, o Flamengo serve como comparação. Carlos Eduardo foi trazido por cerca de R$ 23 milhões. Por sua vez, Bruno Henrique custou R$ 23.620.000, de acordo com documento oficial do clube da Gávea. Bruno Henrique é um dos protagonistas do Flamengo, e Carlos Eduardo é pouco aproveitado no Palmeiras.

A cobrança de conselheiros e torcedores é para que o alviverde contrate no mesmo nível do Flamengo.

Outro ponto que mostra a pressão direta sobre o Palmeiras é a brincadeira feita por Gabigol com o time paulista durante o festejo pela conquista da Libertadores. Rolou a famosa música que entoa: “o Palmeiras não tem mundial”. A disputa por títulos recentes entre os times fez a rivalidade aumentar.

Santos

A oposição santista usa o sucesso do Flamengo com os sex-antistas Bruno Henrique e Gabigol para ferir o presidente José Carlos Peres. Opositores argumentam que contratar Cueva, já fora dos planos de Sampaoli, pagando mais do que o clube recebeu por Bruno Henrique é prova de má gestão. O peruano foi trazido por cerca de R$ 26 milhões e só vai começar a ser pago no ano que vem.

Também é forte a cobrança para que  o presidente acalme Jorge Sampaoli, que dá sinais de irritação  com a diretoria. Manter o treinador é visto no clube como única opção para que o Santos tente encarar o Flamengo de Jorge Jesus de maneira digna.

Corinthians

Tradicionalmente, Andrés Sanchez coloca o Flamengo como principal concorrente do alvinegro no mercado. Principalmente por causa do tamanho das duas torcidas que turbinam suas capacidades de gerar receitas.

Porém, o triunfo do rubro-negro transformou o presidente corintiano em refém de suas palavras sobre o rival.

O Corinthians tem visto o Fla aumentar sua vantagem em relação as receitas geradas. E, neste ano, a diferença técnica entre os dois times é gigantesca.

Nesse cenário, a direção corintiana é pressionada dentro e fora do clube para colocar um ponto final na política de contratar muitos jogadores medianos. Ainda que essa filosofia já tenha ajudado o alvinegro. O desejo é ver nomes tão bons quanto os encontrados pelos flamenguistas chegando.

O problema é que falta dinheiro no alvinegro para concorrer com o Flamengo em termos de contratações.

São Paulo

Dos quatro grandes paulistas, o clube do Morumbi é o mais pressionado pela torcida para conquistar títulos.  Isso justamente por causa do jejum de canecos minimamente relevantes. O último foi a Sul-Americana de 2012.

Mesmo sem dinheiro em caixa e precisando recorrer constantemente a empréstimos, o presidente Leco tentou reverter a situação com reforços de peso. Trouxe nomes com Pablo, Pato, Juanfran e Daniel Alves.

Tudo que o dirigente conseguiu foi assistir ao sucesso do Flamengo, além de brigar por uma vaga na Libertadores.

A distância do São Paulo em relação ao time de Jesus aumenta as críticas de conselheiros em relação aos gastos feitos pela atual gestão.

De Carlos Eduardo a Cueva. Reforços rivais fazem de B. Henrique pechincha

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Em janeiro, o Flamengo contratou Bruno Henrique junto ao Santos por R$ 23.620.000 conforme mostra balancete financeiro do rubro-negro, sem contar gastos com comissões de empresários. Na ocasião, pode ter parecido caro já que se tratava de um jogador prejudicado por contusões e com apenas dois gols em 2018. Porém, hoje, a comparação com reforços de valor semelhante adquiridos por outros clubes transforma a aquisição do atacante numa pechincha.

É justo começar a sessão de tortura com os torcedores rivais do Fla pelo Palmeiras, único no Brasil com bala na agulha atualmente para trazer jogadores do mesmo calibre que os trazidos pelo clube da Gávea.

Um dos reforços mais criticados pela torcida alviverde, o atacante Carlos Eduardo, custou cerca de R$ 23 milhões, valor próximo ao de Bruno Henrique. O desempenho de ambos na atual temporada, porém, é distante.

O ex-santista já balançou a rede 18 vezes no Brasileirão deste ano e cinco na Libertadores. Pouco aproveitado no Palmeiras, Carlos Eduardo fez 20 jogos e anotou só um gol em 2019, de acordo com dados publicados pelo clube em seu site. A diretoria alviverde joga na conta de Felipão a escolha pelo jogador que estava no Pyramids, do Egito.

As comparações ficam ainda mais angustiantes para o palmeirense se Borja entrar na roda. Com ajuda de dinheiro emprestado pela parceira Crefisa, o alviverde pagou em fevereiro de 2017 US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,6 milhões pela cotação da época) pelo colombiano.

Só que uma cláusula previa que, se ele não fosse vendido até agosto, o alviverde teria que desembolsar mais US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 11.340.000 na ocasião) pela compra junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. No total, o investimento foi de cerca de R$ 43.940.000.

Com essa grana daria para ter comprado Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 20.320.000. A diferença chega perto do que o Flamengo desembolsou pelo zagueiro Rodrigo Caio, segundo dados oficiais do clube: R$ 21.200.000.

Enquanto Bruno Henrique é ídolo no Flamengo e esperança de gols na final da Libertadores neste sábado (23), contra o River Plate, em Lima, Borja é espinafrado pelos palmeirenses. Segundo as estatísticas do Palmeiras, ele precisou de 111 jogos para marcar 36 gols.

Se essa conversa está ruim para o palmeirense, imagine para o santista. O torcedor do alvinegro do litoral paulista viu sua diretoria topar pagar ao Krasnodar (RUS) cerca de R$ 26 milhões por Cueva. Ou seja, mais do que recebeu por Bruno Henrique.

A primeira parcela só vence no ano que vem, mas, com fraco desempenho em campo e polêmicas fora dele, o peruano já não faz parte dos planos de Jorge Sampaoli, para desespero do presidente santista, José Carlos Peres.

O torcedor do Atlético-MG também tem uma comparação para chamar de sua. Em junho do ano passado, o clube contratou Chará por aproximadamente R$ 22.680.000. São R$ 940 mil a menos do que o Fla pagou por Bruno Henrique.

Desde sua chegada, o colombiano marcou dez gols pelo Galo (um em 2018). São oito tentos a menos do que Bruno Henrique fez este ano só em jogos pelo Brasileirão.

No Corinthians, o balanço financeiro do clube relativo a 2018 certamente vai provocar desconforto no torcedor que notar o meio-campista Araos como o reforço que gerou a maior despesa numa lista de 35 nomes publicados. De acordo com o documento, o chileno custou R$ 20.603.000. Com mais R$ 3.017.000, bem menos dos que os R$ 9.832.000 gastos para ter o volante Richard, seria atingido o valor de Bruno Henrique. Araos foi emprestado para a Ponte Preta, e Richard para o Vasco.

Colaborou Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Sem acordo entre Corinthians e Caixa sobre juros, perito deve ser acionado

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A diretoria do Corinthians mantém discurso de otimismo sobre às negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para um acordo em relação à execução judicial movida pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Porém, ainda estão em aberto pontos cruciais, como cobrança de juros e multa por inadimplência.

As partes discutem a possibilidade de acionar um perito para analisar os juros cobrados até aqui e elaborar um parecer indicando qual valor deve ser estabelecido em seu entender. Essa é uma discussão que precede a ação judicial. Os corintianos já tentavam reduzir as taxas, o que a CEF rejeita.

Em outra divergência, o banco não recua de sua posição de cobrar cerca de R$ 536 milhões, quantia exigida na Justiça. Alegando inadimplência por pare da Arena Itaquera, a Caixa executou o valor total da dívida contando penalidades referentes a atrasos. O débito se refere ao empréstimo de R$ 400 milhões feitos junto ao BNDES por intermédio da CEF para bancar parte da construção da casa corintiana.

O  Arena Fundo de Investimento Imobiliário, dono da Arena Itaquera S/A, criada para colocar o projeto do estádio de pé, insiste para que no novo acordo seja levado em conta o que já foi pago até aqui. O fundo tem Corinthians e Odebrecht como acionistas.

No Parque São Jorge o entendimento é que, mesmo com discussões importantes ainda em andamento, há praticamente um consenso sobre o valor anual que será pago a partir do momento em que o trato for fechado. A quantia é mantida em sigilo. O prazo para a dívida ser quitada será maior ou menor dependendo do montante final ajustado.

Para ganharem tempo na costura de um  acordo, as partes envolvidas na disputa pediram no final de outubro a suspensão do processo por 30 dias e foram atendidas pela Justiça.