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Najila decide pedir adiamento de depoimento sobre fotos íntimas vazadas

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Najila Trindade não deve comparecer nesta segunda (9) à DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática) no Rio de Janeiro para depor em inquérito que apura se Neymar cometeu crime ao divulgar em rede social trocas de mensagens com fotos íntimas da modelo.

“Houve um imprevisto e não viajamos. Estamos pedindo o adiamento da audiência”, disse ao blog Cosme Araújo, advogado de Najila, que acusou o jogador da seleção de ter cometido estupro, mas viu o inquérito ser arquivado. Na comunicação, por mensagem via celular, ele não explicou por qual motivo não embarcou com sua cliente para o Rio.

A audiência havia sido marcada no último dia 29 para as 14h desta segunda. O depoimento da modelo sobre o tema é o que emperra a conclusão das investigações. Inicialmente, o delgado Pablo Dacosta Sartori esperava receber as declarações dadas pela modelo a respeito do tema na delegacia que investigou o suposto estupro. Depois, ele decidiu intimá-la.

Promotora pede para ser excluída de resposta explorada por defesa de Najila

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Na última terça (20) uma das promotoras que atuaram no caso relacionado à acusação de estupro contra Neymar pediu para que sua assinatura na resposta do Ministério Público ao advogado de Najila Trindade fosse desconsiderada. No documento o MP se posicionou contra o pedido de Cosme Araújo para o desarquivamento do inquérito, porém, concordou com uma suposta falha no desenrolar da investigação policial.

O representante da modelo aproveitou a resposta para reforçar seus argumentos pelo desarquivamento. A promotora Estefânia Ferrazzini Paulin foi quem pediu para seu nome ser desconsiderado na resposta. Ela alega ter sido designada para acompanhar o caso apenas até a promoção do arquivamento e que a presença de seu nome na citado documento, assinado também pela promotora Flávia Cristina Merlini, foi um equívoco.

Em seu comunicado à juíza responsável pelo caso, Paulin diz que nenhuma manifestação do MP posterior ao arquivamento tem a participação dela. Nesse ponto ela diz se referir principalmente às duas páginas nas quais o Ministério Público responde aos pedidos do advogado de Najila. O órgão se posicionou contra o desarquivamento, mas concordou parcialmente com a argumentação do advogado de Najila.

O MP concordou com a retirada do inquérito de alegações feitas pela defesa de Neymar, dando razão a Araújo. O advogado alegou que nessa fase as manifestações da defesa não poderiam ser aceitas. Em outro ponto, o Ministério Público afirma não se opor a apresentação das imagens registradas por câmeras do hotel em que Neymar se encontrou com a modelo. O advogado de Najila reclama de o inquérito ser concluído sem essas gravações. Ele usa esses dois pontos citados pela promotoria para pressionar pelo desarquivamento do inquérito.

Abaixo, leia nota enviada ao blog pela assessoria de imprensa do Ministério Público sobre o pedido de Paulin para seu nome ser desconsiderado no documento que aborda os pedidos de Araújo.

“A designação da promotora Estefânia Paulin para atuar no caso Neymar cessou com o pedido de arquivamento do caso (a portaria foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira, 16/8). A promotora natural do caso é a doutora Flávia. Como o advogado havia peticionado à Justiça antes da cessação, o nome dela foi incluído. Não há necessidade agora de comunicação à juíza”.

Advogado de Najila vê contradição em arquivamento e planeja entrevista

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Para Cosme Araújo, advogado de Najila Trindade, há contradições no parecer do Ministério Público pedindo o arquivamento da denúncia de suposto crime de estupro contra Neymar. Ele também aponta problemas na decisão da Justiça, que acatou o pedido de arquivamento, assim como já havia questionado o desfecho do inquérito policial desfavorável à sua cliente.

Ao blog, o representante da modelo afirmou que vai agendar uma entrevista coletiva em São Paulo para apresentar sua opinião com detalhamento técnico. Por isso, não se aprofundou em suas queixas, como em relação às supostas contradições do MP.

“Não poderia ter pedido arquivamento, porque há justa causa para a deflagração de ação penal”, disse o advogado.

Ele cita o artigo 155 do Código de Processo Penal para justificar a tese.

 “O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”, diz o artigo citado pelo advogado.

Ou seja, em seu entendimento, a Justiça não deveria ter se baseado apenas no inquérito policial e na recomendação do MP. Mas, sim, ter deixado o processo judicial correr em busca da elucidação do caso.

Apesar da contestação, Araújo não pode recorrer contra o arquivamento. O caso só pode ser reaberto se aparecerem novos elementos que justifiquem tal decisão.

Advogado insiste em acareação e diz que Najila não teme encarar Neymar

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(Crédito: Nelson Almeida/AFP e Reprodução)

Cosme Araújo, o advogado de Najila Trindade, vai pedir para que a delegada Juliana Bussacos responda formalmente ao seu pedido de acareação entre Neymar e sua cliente, que acusa o jogador do PSG de estupro. O procedimento não é usual em casos de acusação do tipo (o jogador nega ter cometido o crime) para evitar constrangimentos à suposta vítima.

Como mostrou o UOL Esporte, a Polícia Civil decidiu não atender ao pedido, mas a delegada evitou descartar a medida por escrito. Assim, ela pode ser usada se aparecerem novos elementos que tornem o confronto de versões necessário. Mas porque o representante da modelo insiste na ideia? O que ele espera com uma eventual acareação?

Mais sobre o caso:

Polícia teria imagens de Neymar chegando a hotel em Paris

Araújo explicou ao blog que vai pedir uma resposta formal porque só soube da decisão da delegada por meio da imprensa. Para ele, pedir a acareação “é uma demonstração inequívoca de que Najila não tem receio de ficar frente a frente com uma pessoa tão famosa” (e que ela acusa de estupro e agressão).

Outro argumento é o de que se Najila não se sente constrangida em ficar diante de Neymar, a delegada não poderia ser acusada futuramente de constranger a modelo. Araújo alega que colocar um diante do outro pode “robustecer as evidências”, ajudando a polícia a solucionar o caso.

Mas como? “Seria possível observar a reação de cada um nas respostas, analisar a expressão corporal. Se alguém estiver mentindo, pode deixar transparecer. Nesses momentos, quem está mentindo pode entrar em contradição”, afirmou o advogado.

Na opinião dele, a acareação poderia esclarecer as diferenças entre os relatos dos dois sobre o episódio num quarto de hotel em Paris. Principalmente se Neymar usou camisinha, se Nagila pediu para que ele batesse em suas nádegas e se a relação foi consensual, como afirmou o jogador à polícia. A   modelo, por sua vez, sustenta que pediu para ele parar de bater e que não queria fazer sexo com o atleta porque ele não havia levado camisinha.