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‘Não adianta preservar emprego e não preservar renda’ diz Haddad sobre MP

Leia o post original por Perrone

Imagem: Vide Aguiar/Futura Press/Estadão Conteúdo

ESPECIAL COVID-19

Em entrevista exclusiva ao blog, Fernando Haddad criticou a Medida Provisória 936 assinada por Jair Bolsonaro. Ela permite, por meio de acordos individuais, redução de jornada de trabalho e dos salários e até suspensão dos contratos por no máximo dois meses durante o período de calamidade pública.

Para o candidato do PT derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2018, não adianta assegurar empregos durante a quarentena contra o avanço do novo coronavírus se a renda do trabalhador não for mantida.

Para o pós-pandemia, o ex-prefeito de São Paulo prevê um dramático cenário habitado por trabalhadores que mesmo empregados não têm poder aquisitivo para consumir e movimentar a economia. Estarão concentrados em pagar dívidas acumuladas durante o isolamento social.

Leia a seguir a entrevista feita por telefone na tarde desta quinta-feira (2).

Blog do Perrone – Vi um tuíte seu afirmando que foi trocada a MP da morte pela MP do coma. Gostaria que você explicasse melhor esse comentário.

Fernando Haddad – Aquela MP do domingo, que ele (Bolsonaro) revogou na segunda, ficou conhecida como MP da morte. O (jornalista) Vinicius Torres Freire chamou, todo mundo passou a chamá-la assim, porque ela  permitia ao empregador ficar quatro meses sem pagar salário e não tinha nenhum dispositivo de salvaguarda em relação ao empregado. Então, era uma verdadeira loucura. A grita foi tão grande que ele revogou por volta do meio-dia da segunda, uma coisa absurda. E agora veio essa. Essa tem aquela salvaguarda que aquela não tinha, que é o seguro desemprego. Mas, se você for ler corretamente a medida, você vai ver que, primeiro, é  um percentual do seguro desemprego. Segundo, mantém a lógica da MP anterior, de permitir que por sessenta dias o empregador não pague nada, e o empregado se socorre do seguro-desemprego até 70% do teto, que é R$ R$1.800. O que isso significa na prática? Significa que quem ganha mais de dois salários mínimos, quem ganha mais de um salário mínimo e meio vai ter um achatamento de renda nesse período que pode ser dramático, dependendo do salário da pessoa. O celetista que estiver nessas condições e ganhar mais do que um salário mínimo e meio vai ter um achatamento da renda que vai se estender no tempo e que vai ser tão maior quanto maior for o salário. (Isso) em função dos 70% do teto do seguro-desemprego . Então, imagine uma família que ganha R$ 3 mil, R$ 4 mil, R$ 5mil. Ela vai perder mais de 50% da renda. Entendeu?

BlogEntendi. Então, na sua opinião teria ficado melhor sem a limitação de 70%.

Haddad – Na verdade, o que eu acho que o governo deveria fazer é o seguinte. Na verdade, você trabalha 30 dias antes de receber. Não é isso?

Blog – É.

Haddad – Então, pro trabalhador é normal ele trabalhar antes de receber. Nós tínhamos  que inverter a lógica. O trabalhador não pode trabalhar. Não é por vontade própria. Como ele não pode trabalhar para evitar um imenso contágio que sobrecarregaria o sistema de saúde, e nós perderíamos inutilmente vidas que poderiam ser salvas, por que o problema é a vida que pode ser salva… Então, o que nós deveríamos fazer? Nós deveríamos inverter. A pessoa recebe primeiro e trabalha depois. Como você pode fazer isso? Primeiro, criando uma linha de crédito a perder de vista para as empresas poderem honrar a sua folha de pagamento, que pode ou não ser subsidiada em algum montante. O trabalhador fica devendo essas horas de trabalho que vão ser diluídas no pós-pandemia para recuperar uma produção que não pode ser realizada agora. Então, se nós vamos ficar 60 dias sem produzir nos setores não essenciais, nós temos que garantir que no pós-pandemia a gente reponha a produção. Então, o certo é você garantir a renda do trabalhador para que ele produza depois na lógica atual com sinal trocado. Hoje, ele produz para o empregador antes de receber. Nós temos que inverter isso. Ele tem que receber nos próximos 60 dias antes de produzir. Se fizermos uma coisa bem feita, o trabalhador daqui a 60 dias sai do isolamento e repõe as horas de trabalho. Portanto, a produção que não está sendo feita agora vai ser feita depois. O empregador vai ter renda para pagar o que ele tomou emprestado para pagar a folha. Você normaliza isso tudo. Então é você visar as atividades produtivas. Você tem a garantia de que vai ter um isolamento por 30 ou  60 dias, você garante o isolamento, achata a curva (de contaminação), trabalha para robustecer o sistema de saúde e quando sair do isolamento você está com as condições econômicas absolutamente garantidas para que você reponha o que não foi produzido nesse período. Imagine assim, a minha faxineira, o que eu vou fazer com ela? Vou pagar o serviço dela agora. E aí eu discuto com ela, no momento em que eu precisar de uma ajuda, sei lá, vou receber uma pessoa, eu acomodo a situação. Mas, não vou cortar o fluxo dela agora. Por que, se eu cortar, ela vai viver do que? Agora, como nem todo mundo tem liquidez, o governo tem que garantir a liquidez, para quem não tem dinheiro poder fazer isso.

Blog – Essa reposição de horas de trabalho não seria um pouco complexa?

Haddad – Não é complexa. Ela tem que ser condizente com o prazo do recurso que ele (patrão) receber. Vamos supor que ele recebeu uma injeção de recursos (do governo) de liquidez para dois meses de folha e tem dois anos para pagar. Se ele tem dois anos para pagar, o trabalhador também tem que ter dois anos para pagar (as horas de trabalho). Você alinha capital e trabalho com dois anos de diferimento. Para isso, você precisa de crédito. Então, o que o governo tem que garantir não é demitir ou cortar o salário. Isso aí vai deprimir a economia. Vai piorar as condições de retomada. Na hora que a gente quiser retomar, nós não vamos ter como retomar porque a pessoa física vai estar endividada. Ela vai estar em casa sem ter como pagar as despesas dela. Então, ela vai estar devendo para a companhia de energia elétrica, para a companhia de gás, companhia de telefone, ela vai estar devendo na padaria, vai estar devendo no banco, vai estar devendo. 

Blog – Mas o governo pode dizer: “estou prorrogando o prazo para pagamentos de impostos, de contas, estou mantendo empregos…”.

Haddad – Mas é muito mais caro você emprestar para cada indivíduo que está na pior do que você pegar as unidades produtivas, que são as empresas, e acertar o jogo com elas. O Alberto Fernández (presidente da Argentina) proibiu demissão por 60 dias.  Proibiu demissão. Chamou os empresários: “vem todo mundo para cá, ninguém demite ninguém, vamos negociar como a gente faz isso junto”.

Blog – É mais prático do que ter que encontrar todo mundo que tem dinheiro para receber.

Haddad – É mais barato e mais racional você fazer um acordo com as unidades produtivas. Ninguém quer ver empresário quebrando. Tem empresa de 50 anos, de 20 anos, de 30 anos, que está na terceira geração. Gente competente, gente que tem condições de tocar um negócio, não é gente que está quebrando porque foi incompetente, porque foi especulador. Não, é gente séria. Então, você não vai desamparar essa pessoa. Só que você tem que dar condição para essa empresa, não só agora, durante a pandemia. Mas também no pós-pandemia. O que vai sustentar as empresas no pós-pandemia é a demanda. Se o consumidor estiver endividado, você não vai ter demanda. Então você tem que diferir no tempo. Se o nosso problema é de 60 dias, como parece que é, vamos diferir em 60 dias, o trabalho e o capital. Você joga tudo para frente. Não adianta a empresa ganhar 60 dias e o trabalhador não. Nós não vamos recuperar depois.

Blog – Ou seja, na sua opinião não adianta preservar o emprego do cara, ganhando menos, se ele não vai ajudar a fazer a economia girar depois.

Haddad – Não adianta preservar emprego e não preservar renda. Uma coisa tem que estar combinada com a outra. Você transforma cada unidade produtiva numa avalista da recuperação. E aí você sai. Agora, sabe qual é o problema?

BlogQual?

Haddad –  Tá tendo muita bateção de cabeça. Essa equipe é muito desastrada. Deixa todo mundo em pânico. A falta de coordenação, a falta de clareza do que fazer, a gente está a pé mesmo. Até hoje nós não temos um discurso oficial sobre o isolamento. É o único país do mundo que não tem um discurso oficial. É uma tragédia o que está acontecendo. É um siderado que está na presidência, ele não tem a mínima condição. É triste dizer um negócio desses, mas não tem.

BlogQue outras críticas você faz à Medida Provisória?

Haddad – Se aprovarmos essa medida provisória, vamos nos arrebentar. Ela é desequilibrada, nem vou perder tempo com o resto. Problema dela é desequilíbrio. Não adianta garantir emprego e não garantir renda. Não tem como isso dar certo, você vai terminar com 120 milhões de desempregados. Você vai querer retomar a economia e não vai ter como. Você mantém a saúde da empresa por 60 dias e depois ela não vai ter para quem vender. Porque, na hora em que sair todo mundo do isolamento, vai sair todo mundo sem renda.

Blog – Pela sua análise, teremos um cenário de quebradeira quando tudo isso passar?

Haddad – Você está adiando o problema e piorando a situação. Você vai ter daqui a 60 dias um cenário econômico pior. O que vai acontecer daqui a 60 dias? “Ah,todo mundo vai estar na rua”. Todo mundo na rua fazendo o que? Correndo atrás de prejuízo para pagar dívida que acumulou no período. Nós vamos sair mais deprimidos, vamos demorar mais tempo para reativar a economia.

Blog Até que ponto você acredita que Bolsonaro não é mais presidente? (Nota do blog: Haddad tuitou que Bolsonaro não é mais presidente após pronunciamento dele pregando união com os governadores, um dia antes de voltar a atacá-los).

Haddad- Ele está ocupando a presidência, não está exercendo a presidência.

 Blog – Por que, não é ele que toma as decisões?

Haddad – Quem é que toma as decisões? A gente não sabe? Ele assina uma Medida Provisória num dia e volta atrás no outro. Ele bota o ministro para falar uma coisa num dia e desdiz no outro. Quem está mandando no país? A gente não sabe. Qual é a orientação?

Blog – Quais as três medidas mais importantes que você tomaria se estivesse na presidência para combater a pandemia?

Haddad – Eu disse há 15 dias (em coluna na Folha de S.Paulo) as quatro medidas que deveriam ter sido tomadas. Desde que foi reconhecida oficialmente a pandemia você teria que ter tomado quatro medidas: testagem em massa, proteção dos profissionais da saúde e da população, aumento dos leitos de UTI, porque se chegarmos nas situações de Itália, Estados Unidos e Espanha, eles não vão dar conta, e isolamento social com clareza. Nós ainda estamos tateando as quatro.

Blog – Uma pandemia expõe as fragilidades de uma sociedade. Do ponto de vista da gestão pública, a situação atual trouxe para você alguma nova visão, mudou o seu jeito de pensar algumas coisas?

Haddad – Acho que isso vai mudar o comportamento do país sobre o papel do Estado, sobre o que é de fato importante, acho que vai mudar esse obscurantismo. Antes ninguém ligava para a ciência, não sabia nem para que serve. Agora todo mundo espera uma solução da ciência, uma solução rápida.

Covid-19: com 108 profissionais contaminados, HC não vê falta de proteção

Leia o post original por Perrone

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, um dos mais importantes do país, contabilizou até o dia 30 de março 108 funcionários infectados pelo novo coronavírus. No entanto, o hospital não relata escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs) para quem atua na linha de frente. A falta desses materiais é hoje uma das principais preocupações do Ministério da Saúde.

Indagada pelo blog sobre a quantidade de profissionais da saúde a serviço do HC que foram infectados pelo vírus, a assessoria de imprensa do hospital enviou um balanço sobre os casos registrados, mas não dividiu as estatísticas por profissões exercidas pelos funcionários examinados. Também não há informações sobre o número de contaminações ocorridas no ambiente de trabalho ou fora dele.

“O HCFMUSP informa que o estoque (de EPIs) está regular e que há um plano em andamento para que não falte insumo”, diz trecho do comunicado.

O HC afirma que seu centro de atendimento a colaboradores atendeu a 2.549 profissionais até 30 de março. Desse total, 1.244 fizeram testes para saber se foram contaminados pelo novo coronavírus. Foram 108 casos positivos.

A nota informa ainda que neste momento 125 funcionários estão afastados para evitar risco de contaminação.

O blog havia perguntado a quantidade de casos graves e se houve óbito entre os profissionais da saúde do HC, porém, a resposta não trouxe esse detalhamento. Abaixo veja a nota na íntegra.

“O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP já atendeu, até o balanço de 30 de março, no Centro de Atendimento ao Colaborador (CeAC), 2.549 colaboradores. Destes, 1.244  foram testados e 108 confirmados. Hoje, 125 funcionários permanecem afastados para evitar qualquer tipo de contaminação, entre suspeitos e confirmados. O HCFMUSP tem cerca de 20 mil colaboradores. Informa ainda que todos os colaboradores  que precisam estão recebendo atendimento e aqueles com sintomas, de acordo com o protocolo, estão realizando testes. Todos os suspeitos são afastados temporariamente até confirmação do resultado. Aqueles que têm o exame positivo estão isolados e recebendo tratamento de acordo com protocolo. O HCFMUSP está realizando todos os esforços e seguindo todos os protocolos de segurança, inclusive com todos os equipamentos de proteção necessários, para garantir a segurança de pacientes e colaboradores. E reafirma seu apoio e admiração por todos os seus profissionais, que estão na linha de frente do combate à pandemia”.

Covid-19: médico da linha de frente crê em colapso e faz live preventiva

Leia o post original por Perrone

ESPECIAL COVID-19

O médico Daniel Duailibi Foto: Arquivo pessoal

São pelo menos 11 horas diárias de trabalho na linha de frente do atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus. A rotina estressante inclui a previsão de que é uma questão de tempo o sistema de saúde brasileiro entrar em colapso. Mesmo nesse cenário angustiante, o médico Daniel Duailibi encontra tempo e energia para fazer lives no Instagram com o objetivo de informar a população sobre a pandemia.

“O sistema de saúde vai entrar em colapso, mas não porque é o sistema brasileiro. Nenhum sistema de saúde do mundo estaria preparado para uma crise como essa. Nós temos dificuldades estruturais que devem piorar nas próximas semanas”, disse Duailibi.

Ele é infectologista e clínico geral e trabalha no Hospital das Clínicas, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Santa Catarina, todos em São Paulo, sempre na linha de frente da pandemia.

Para o médico, a situação tende a piorar quando o vírus avançar nas comunidades do país.

“Existe uma pirâmide social (na pandemia). Começou pelas classes mais altas e chegou à classe média. Nas primeira e segunda semanas de abril deve chegar nas classes de menor poder aquisitivo”, afirmou Duailibi.

“Ainda não está sendo desesperador ir trabalhar. Mas a expectativa é desesperadora quando se lê e se ouve o que profissionais de outros países falam. Parece ser uma questão de tempo que o sistema de saúde vai sucumbir. Então, isso desespera”, completou.

Até o último sábado, quando conversou com o blog, ele não tinha perdido pacientes para a doença. “A gente vê o número de pacientes aumentando paulatinamente, isso dá uma angústia. Uma das qualidades para você ser médico é ser humano, nós sofremos junto com o paciente”, declarou.

O médico relata que uma das dificuldades no combate ao novo coronavírus tem sido convencer a população a ficar em casa.

“Algumas pessoas querem respostas dos médicos sobre a dificuldade econômica que o distanciamento social provoca. Não temos essas respostas.  Algumas acham que a culpa é da medicina. Não, a culpa é da pandemia. Nós somos defensores da saúde. Nós cuidamos da pandemia. Quem criou o conceito de crise econômica cuida da crise econômica”, disse o infectologista.

Ele reforça o que as autoridades da área da saúde têm dito em relação à importância do isolamento social, combatido pelo presidente Jair Bolsonaro.

O conceito é de que um fator fundamental é dificultar a circulação do vírus neste momento para que as cidades ganhem tempo com o objetivo de criarem estruturas melhores para receberem os pacientes.

“É 100% certo que o sistema de saúde entrará em colapso. Entraria em qualquer país. Então, temos que diminuir a velocidade da transmissão do vírus”, explicou.

Mesmo com uma jornada de trabalho que tem chegado a até 84 horas semanais, Duailibi decidiu usar o Instagram para levar informações a população e até mesmo para profissionais da saúde.

“Entendo que tenho a obrigação de tentar informar as pessoas”, afirmou o médico. Em suas transmissões ele também convida outros especialistas para falar de temas específicos.

Já fez lives sobre coronavírus na gestação e em crianças. Elas podem ser acompanhadas pelo perfil “drdanielduailib” no Instagram. 

 

Covid-19: contra crise, ministério busca mais 200 milhões de máscaras

Leia o post original por Perrone

ESPECIAL  COVID-19

Um dos principais gargalos no combate ao avanço do novo coronavírus no Brasil é a disponibilidade de máscaras descartáveis de proteção para profissionais da área da saúde e de pacientes. O que o Ministério da Saúde tem feito para tentar resolver o problema?

O blog enviou essa pergunta para a pasta. A resposta é recheada de números estratosféricos. Foi realizado processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, sendo que 10 milhões delas já foram distribuídas, segundo a nota da área de comunicação.

Também de acordo com a assessoria de imprensa do ministério, novo processo de compra foi iniciado para a aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

A pasta informa prever um investimento de R$ 140 milhões para reforçar os estoques estaduais e municipais de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) usados por profissionais da saúde.

Entidades das classe médica e de enfermagem relatam situações dramáticas por conta da falta desses equipamentos. Profissionais têm sido contaminados por causa dessa carência.

Médicos que examinam pacientes com suspeita de contaminação ou contaminados pelo vírus são orientados a descartar os equipamentos após cada exame. O kit de proteção tem outras peças, como luvas, gorro, óculos e avental.

Devido à pandemia, as compras estão sendo feitas em regime de dispensa de licitação. Os contratos ficam disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Como exemplo de custo das máscaras, a pasta se comprometeu a pagar R$ 2.400.000 para a empresa Farma Supply pela aquisição de 1.500.000 máscaras cirúrgicas. O custo de cada uma é de R$ 1,60.  Abaixo, leia a nota enviada pela comunicação do Ministério da Saúde na íntegra.

“O Ministério da Saúde informa que realizou processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, das quais já foram distribuídas 10 milhões para todo o país. Desse total, além do envio das unidades destinadas ao uso de profissionais da linha de frente no atendimento da rede pública e pacientes nos estados, 940 mil máscaras foram para Polícia Federal, 349 mil para hospitais federais e 120 mil para a administração penitenciária. Novo processo de compra já foi iniciado para  aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

Cabe ressaltar que a demanda mundial de máscaras por conta da pandemia de coronavírus tem feito com que o Brasil busque alternativas para abastecimento desse insumo. A pasta comprou toda a produção nacional e aguarda a chegada de insumos vindos da China.

As máscaras cirúrgicas são parte dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que estão sendo adquiridos pelo Ministério da Saúde para reforçar os estoques de estados e municípios no enfrentamento do COVID-19. A previsão inicial da pasta para garantir esse reforço é de R$ 140 milhões.  Para saber mais sobre os contratos assinados pelo Ministério da Saúde relacionados ao COVID-19 acesse: https://www.saude.gov.br/contratos-coronavirus “.

 

‘Todos terão prejuízos com adiamento dos Jogos’, diz presidente do COB

Leia o post original por Perrone

Em entrevista ao blog, Paulo Wanderley, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) falou sobre as consequências do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio por conta do avanço do novo coronavírus no mundo.

O dirigente explicou que a entidade tem contratos que vencerão neste ano, pois estavam atrelados às Olimpíadas. Apesar de os pagamentos se encerrarem em 2020, os parceiros terão as contrapartidas acertadas na ocasião em que a Olimpíada for realizada.

Ele também explicou sobre problemas de logística, como armazenamento de material que já está no Japão e trocas de passagens.

Vanderlei falou ainda sobre a próxima eleição presidencial no COB. Ele será um dos candidatos. Confira a seguir a entrevista na íntegra.

Blog do Perrone – Com o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio já existe uma definição ou pelo menos uma previsão de quando será a eleição presidencial no COB?

As eleições do COB serão realizadas em novembro de 2020, na data prevista, sem alteração devido ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Blog – O COB tem contratos de patrocínios que vencem em 2020? Caso tenha, existe a possibilidade de eles serem prorrogados para depois dos Jogos Olímpicos? 

Paulo Wanderley – Além dos parceiros do programa TOP do Comitê Olímpico Internacional, o COB tem parceiros nacionais tais como: Peak, Estácio, Travel Ace, Alliansce Sonae, Ajinomoto, BRW, Max Recovery e Wollner. Todos os contratos estão atrelados à entrega nos Jogos Olímpicos do ciclo 2017-2020 e o COB honrará, sem dúvida, com este compromisso. Os pagamentos são feitos em 2020. Mas os jogos acontecem em 2021.  Então, eles terão a entrega que compraram nos Jogos de Tóquio, quando eles forem realizados.

Mantemos contato próximo com nossos parceiros, inclusive nesse período recente de incertezas quanto aos Jogos de Tóquio.

Alguns já nos sinalizaram que pretendem continuar conosco até Paris 2024, porém as negociações ainda estão no início. Também estávamos fechando novos contratos com empresas privadas para ações em Tóquio e elas já nos informaram que o interesse continua.

A prioridade agora é o combate à pandemia e tão logo seja possível daremos andamento a todas as conversas.

Blog – Quais medidas estão sendo tomadas pelo COB em relação à logística devido ao adiamento da Olimpíada? 

Paulo Wanderley –  A diretoria do COB e a área de Jogos Internacionais e Operações estão se reunindo com frequência, via videoconferência, para debater os contratos relacionados à viagem e à aclimatação em Tóquio, entre outros assuntos. Também já foram realizadas reuniões com o COI (Comitê Olímpico Internacional), neste mesmo sistema.

Já iniciamos o contato com todas as nossas bases e todos os nossos fornecedores para informar sobre o adiamento e deixá-los antecipadamente cientes de nosso interesse de manutenção das parcerias para 2021, sabendo que precisamos esperar a definição das datas exatas para que possamos nos programar para o ano que vem. Já nos colocamos à disposição, deixando clara nossa intenção.

Também estamos elaborando o aditamento de contratos com fornecedores como os dos depósitos que a gente tem no Japão, do transporte e da alimentação. Houve o cancelamento do envio de seis contêineres que iriam para o Japão agora no início de abril. Vamos reprogramar para o ano que vem. O material já estava todo separado em um galpão e pronto para fazer a ovação, mas tivemos que parar essa operação. Por isso, deveremos ter um custo extra de armazenamento tanto dos materiais que já estão no Japão, quanto os que ficaram no Brasil.

Em relação às passagens, houve um contato inicial com a Air Canada. A gente começa uma negociação agora, mas ainda dependemos das datas para poder calcular as chegadas e partidas dos integrantes da delegação. Inicialmente, a Air Canada se colocou à disposição para fazer o ajuste de voos de acordo com a nossa demanda para 2021.

Temos confiança que conseguiremos mitigar todos os prejuízos, com o objetivo de seguir com nosso planejamento visando os Jogos de Tóquio no próximo ano.

Blog – Mesmo tendo apoiado o adiamento, vê risco de algum efeito colateral para o COB, as confederações, atletas e para o esporte olímpico brasileiro de maneira geral com o adiamento?

Paulo Wanderley – O maior risco, na minha opinião, seria a realização dos Jogos Olímpicos neste ano, o que poderia causar a exposição dos atletas ao COVID-19. O COB, foi um dos primeiros Comitês Olímpicos Nacionais a se posicionar a favor do adiamento e estamos aliviados com a decisão dificílima que o Comitê Olímpico Internacional, na figura do presidente Thomas Bach, precisou tomar ao lidar com essa complicadíssima questão. Nossa preocupação está em proporcionar as melhores condições para os atletas, afinal, são eles as grandes estrelas do esporte.

Estamos vivendo uma situação totalmente inédita com o adiamento dos Jogos Olímpicos. Ainda estamos passando por grandes indefinições. Por exemplo, não sabemos quando exatamente serão realizados os Jogos, e nem como se darão os processos de classificação das diferentes modalidades, suas regras e prazos. O risco que todo o sistema esportivo mundial atravessa é passar pelo desconhecido.

É algo que todos terão que passar da melhor forma possível. Acredito muito na equipe do COB e sei que vamos superar todos os problemas que, com certeza, aparecerão.

Blog – Várias confederações têm contratos com patrocinadores que terminam neste ano. O COB tem algum projeto para ajudá-las nessa situação já que há risco de ficarem sem esses patrocinadores antes da Olimpíada de Tóquio?

Paulo Wanderley – O COB está sempre disposto a ajudar as Confederações Brasileiras Olímpicas, dentro de seus limites estatutários. Além de distribuir a maior parte dos recursos da Lei das Loterias entre as Confederações e também assumir parte da preparação das equipes olímpicas, o COB socorre as entidades que ficam impossibilitadas de receber a verba por força da lei. 

No momento estamos também com uma parceria com a Caixa, com o objetivo de aumentar o volume de apostas em seus produtos e, consequentemente, os recursos para o esporte olímpico do Brasil. 

Blog – Avalia que o COB pode ter algum prejuízo com o adiamento da Olimpíada? É possível calcular de quanto? O COI ofereceu algum tipo de ajuda para os Comitês Olímpicos Nacionais com o objetivo de minimizar eventuais prejuízos?

Paulo Wanderley – Todos terão prejuízos com o adiamento dos Jogos. Até alguns meses atrás essa era uma situação impensável. Porém, ainda não é possível dimensionar o tamanho do prejuízo nesse momento. 

Todos os estudos operacionais estão sendo refeitos, mas dependem crucialmente da data dos Jogos, que ainda não foi definida. Em várias frentes, teremos que replanejar, fazer novos estudos, falar com nossos patrocinadores e fornecedores… Porém, ainda não é possível dimensionar tal prejuízo nesse momento. 

Mas a estrutura definida para esse ano não se perde, por isso não consideramos ter um prejuízo tão grande. Os uniformes serão os mesmos, as bases serão as mesmas, a cenografia das bases serão as mesmas e aí por diante.

O principal fator de variação nesse momento é o dólar, que não podemos prever como ficará para a frente.

Blog – Qual a sua avaliação sobre possíveis prejuízos causados ao COB e ao esporte olímpico brasileiro de maneira geral com a pandemia do novo coronavírus?

Paulo Wanderley – O maior prejuízo teria sido a manutenção dos Jogos Olímpicos na data prevista. Esse é um momento em que temos que deixar algumas questões de lado e priorizar a saúde e a integridade física de todos. Desde o primeiro momento o COB decidiu lidar desta forma com essa questão, fechando o CT Time Brasil, liberando seus funcionários para trabalharem de casa e recomendando o mesmo a todos os atletas.

Blog – Quais as suas principais propostas (na disputa da próxima eleição) para mais um período no comando do COB? Em sua opinião, o que a entidade mais precisa na próxima gestão? Qual será o maior desafio de quem estiver na presidência? 

Paulo Wanderley – A prioridade absoluta agora está em oferecer as melhores condições aos atletas e equipes para que o Brasil se prepare de forma adequada para fazer uma excelente campanha nos Jogos Olímpicos. Por toda complexidade do contexto atual e de todos os desafios que virão pela frente, acredito que este não seja o momento mais adequado para abordar este tema. Temos que rediscutir contratos, buscar receitas, coordenar as operações com as modalidades. É hora de trabalho, não de política. As eleições no COB estão programadas para o final do ano e até lá existe muito a ser feito. Entendo que o debate político e de ideias, que é sempre salutar e necessário, deve ser postergado momentaneamente, dando espaço às necessidades que se impõem agora.

Blog – Atletas do mundo inteiro querem ter mais participação nas decisões de entidades de administração do Esporte. O novo estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro dá uma participação até então inédita no país aos atletas olímpicos. Existe algum plano de ampliar essa participação?

Paulo Wanderley – Os  atletas são o motivo da existência de todo o Movimento Olímpico. Avalio como altamente saudável a maior participação deles nas decisões das entidades diretivas. Quando implantamos mecanismos de governança e democratizamos a entidade, buscávamos justamente uma maior participação da comunidade esportiva.
Os atletas, por exemplo, obtiveram maior representatividade na Assembleia do COB e na eleição da entidade, passando de um para 12 votos. O nosso CEO, Rogério Sampaio, é um campeão olímpico. São avanços históricos implementados em nossa gestão. A participação dos atletas vai aumentar ainda mais, já que estão previstos mais 7 votos a eles para o próximo ciclo. É um incremento de mais de 50% no colégio eleitoral.
Além disso, o processo para presidente e vice-presidente do COB se tornou mais acessível, abrangente e inclusivo. Hoje, qualquer brasileiro maior de 18 anos, que esteja em conformidade com as regras de candidatura e tenha apoio de 3 dos 47 votantes pode se candidatar à presidência do COB. Antes, a única possibilidade de alguém se tornar candidato à Presidência era ser membro da Assembleia do COB há pelo menos cinco anos, receber dez indicações de outros integrantes da Assembleia e formalizar uma chapa com, pelo menos, oito meses de antecedência.

Blog –  Empresa de auditoria contratada pelo próprio COB sugeriu uma devassa nas contratações feitas na área de tecnologia da entidade suspeitando de esquema de contratações de empresas ligadas a amigos e familiares de um funcionário do comitê próximo ao senhor. Esse funcionário já foi demitido, certo?  A investigação sugerida foi feita pelo COB? Em sua campanha eleitoral, vai sugerir medidas que possam impedir situações como essa?

Paulo Wanderley – Seguindo firme no propósito de adotar as melhores práticas de ética e transparência implementados na minha gestão, o COB fez questão de tomar uma série de medidas, além das indicadas pela Kroll (responsável pela auditoria), após o recebimento das denúncias. 

Contratamos um novo Gerente Executivo Administrativo, uma nova Supervisora de Compras, um novo Líder de Conformidade e desligamos os funcionários de TI envolvidos, incluindo o antigo gerente Executivo.

Além disso, a Kroll apontou a necessidade de novas verificações em todos os contratos da área de TI, o que já está sendo feito desde o ano passado. Outra recomendação da Kroll foi a atualização da política de contratação de recursos humanos (RH), profissionais autônomos (RPA) e compras com recursos próprios, além do aperfeiçoamento das estruturas de controle da entidade. 

Vale destacar que os fatos ocorridos não geraram qualquer prejuízo para o COB e confederações e também não houve aplicação de recursos públicos nos projetos investigados. 

Penso que todas as medidas que estão sendo tomadas irão dificultar em muito que novas fraudes semelhantes aconteçam. Estamos trabalhando pra isso. 

Covid-19: com teste positivo, prefeito de Atibaia reclama de Bolsonaro

Leia o post original por Perrone

ESPECIAL COVID-19*

O prefeito de Atibaia, Saulo Pedroso Souza (PSD), divulgou em rede social que testou positivo para o novo coronavírus.

Em entrevista ao blog, ele confirmou a autenticidade do vídeo e disse que neste momento se sente bem, sem apresentar sintomas da Covi-19

Na gravação, o prefeito relatou que não conseguiu fazer o teste pela rede pública de saúde. “Doze dias atrás apresentei pequenos sintomas. Procurei o sistema de saúde, tentei fazer exame. Como os sintomas eram médios, acabei tendo dificuldade para fazer esse exame. Acabei tendo que buscar uma alternativa de fazer por via particular”, afirmou Saulo no vídeo.

A dificuldade se deve ao fato de que a orientação em todo o país para o sistema público de saúde é para que só sejam feitos testes em pacientes considerados graves.

“O Ministério da Saúde já informou que vai enviar mais kits para os testes para a Secretaria Estadual da Saúde. Estamos esperando chegarem aqui”, afirmou ele.

O prefeito declarou não saber como se contaminou, mas confirmou ter estado num evento do qual participou morador da cidade infectado pelo novo coronavírus e hoje internado em São Paulo.

“Isso foi no dia 7 e foi muito rápido, não dá para saber. Na prefeitura já estávamos adotando todos os protocolos de prevenção”, disse.

De acordo com assessoria de imprensa da prefeitura de Atibaia, até a última quarta-feira (24), tinham sido registrados apenas três casos na cidade. “Temos um caso grave de um morador de 49 anos”, informou o prefeito.

Atibaia está em seu terceiro dia de quarentena. Saulo diz que a entrevista do presidente Jair Bolsonaro, na qual ele se posicionou contra a quarentena total, tem atrapalhado a prevenção na cidade.

“Essa fala do presidente está dificultando porque deixou uma interrogação na cabeça das pessoas. A pessoa pensa: sou atleta, então posso sair de casa que não vai acontecer nada?”, disse o prefeito.

Bolsonaro havia afirmado que tem histórico de atleta e que, por conta disso, se for contaminado, o máximo que terá é uma gripezinha 

Trabalhando de casa, Saulo afirmou que já estava em isolamento antes do resultado chegar e que ficará 14 dias em quarentena. Declarou ainda ter reforçado medidas para assegurar o cumprimento do isolamento social na cidade.

“O fato de eu estar me sentindo bem, não me fará flexibilizar em nada as ações”, declarou.

*Além dos habituais posts publicados neste blog, por tempo indeterminado, esse espaço também será dedicado a temas relacionados ao novo coronavírus.

COVID-19: É perturbador quando olham para você como possível contaminado

Leia o post original por Perrone

ESPCIAL NOVO CORONAVÍRUS*

Diário do isolamento

Atualizando o diário de meu isolamento desde que voltei na noite da última segunda de Assunção, no Paraguai, após cobrir o caso Ronaldinho Gaúcho.

Quarta-feira, 18 de março

Estava sentado, trabalhando, quando alguém tocou a campainha. Para não quebrar o isolamento, perguntei quem era e tentei saber o assunto. A voz do outro lado estava aflita, falava algo incompreensível sobre uma creche.

O sujeito tinha tanta pressa que atropelou meu raciocínio. Acabei abrindo a porta, mas ainda consegui manter uma distância razoável do inesperado visitante. Ele permaneceu do lado de fora.

Era um dos faxineiros do condomínio. Ele dizia que “o pessoal da creche está na portaria esperando doação”. O funcionário subiu para dar o recado porque meu interfone não está funcionando.

“Que creche?”, preguntei surpreso.

“A creche do outro lado da rua. Eles estão lá na portaria esperando você levar as doações”, respondeu ele.

Expliquei que eu não tinha  prometido nada. Aliás, nem sabia que existe uma creche na rua. Em outra situação, teria descido e tentado colaborar de alguma forma, desde que confirmasse se tratar mesmo de uma creche.

Meu interlocutor não assimilou que eu não tinha ideia do que ele estava falando. Como vi que ele estava disposto a promover uma espécie de condução coercitiva para me levar até a portaria e fazer uma acareação com quem esperava pela suposta doação, não tive alternativa a não ser dar um passo para trás e fazer o anúncio solene: “voltei do Paraguai, estou em isolamento, não posso sair daqui”.

A fisionomia do cara, um boa praça, mudou. Deu para perceber a tensão em seu rosto. Imediatamente ele se afastou com passos rápidos para trás enquanto repetia: “você não prometeu nada para creche?”.

Fechei a porta e senti o golpe. A sensação de ver alguém se afastando de você, com medo de ser contagiado por você, é perturbadora.

Quinta-feira, 19 de março

Mais uma vez precisei sair do apartamento para ir na portaria buscar mantimentos comprados pela internet.

Bastou botar o pé na área externa do condomínio para o faxineiro, aquele da creche perceber a minha presença. Ele estava de saída, mas teve tempo para soltar, sorrindo,  um berro: “olha o corona”.

Dei risada, mas foi constrangedor. Não por causa da brincadeira dele, mas por estar em uma área comum do condomínio sabendo que recentemente voltei de uma viagem ao exterior. Eu não deveria estar lá. Esse é um problema que não sei como resolver.

Sexta-feira, 20

Foi dia de descobrir que músicos, cantores, atores e agentes culturais estão se mobilizando para oferecer entretenimento pela internet para quem está evitando sair de casa. Tem muita coisa legal rolando. Mais pra frente, com calma, pretendo falar sobre o assunto.

Também foi dia decidir não abrir alguns vídeos suspeitos recebidos por mensagem de WhatsApp. Não sei por qual motivo, mas o isolamento ressuscitou o famigerado gemidão. Caí nessa diversas vezes nos últimos dias.

*Além dos habituais posts publicados neste blog, a partir de hoje, por tempo indeterminado, esse espaço também será dedicado a temas relacionados ao novo coronavírus.

Neymar é o jogador mais prejudicado pela parada por conta do Covid-19

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, no futebol mundial, Neymar é o jogador que mais sai perdendo com a suspensão das competições por conta do combate ao novo coronavírus. Principalmente em relação a Champions League.

a interrupção acontece justamente na primeira temporada em que o brasileiro parece ter chances reais de liderar o PSG a conquista do almejado título europeu.

Sem lesões e sem carnaval, ele estava voando em campo no momento da paralisação. Liderou o time francês na classificação às quartas de final contra o Borussia Dortmund e acumula três gols e duas assistências em três partidas pela Liga dos Campeões, segundo dados do site especializado “WhoScored”.

Para todo jogador, a sequência de partidas é importante. Não se sabe como os grandes atletas que atuam na Europa vão voltar após esse período. E ninguém tem ideia de quanto tempo irá durar a suspensão das competições.

Neymar muitas vezes durante sua carreira demonstrou ser um craque muito influenciável por sua condição emocional. Para o bem e para o mal. Parecia haver recuperado a motivação de jogar pelo PSG. Demonstrava estar comprometido com time. Não dá para saber se ele retornará com essa confiança e com a mesma concentração.

Além disso, o brasileiro vem de temporadas em que foi prejudicado por problemas físicos. Agora ele estava em forma. Só precisava aproveitar o embalo.

O brasileiro vinha construindo um caminho que o colocava em boas condições de brigar pelo título de melhor do mundo na temporada.

Pode ser que ele volte aos gramados tão bem quando saiu. O que vai acontecer é uma incógnita. Mas é possível afirmar que a tendência, se não houvesse interrupção dos campeonatos, era de que ele continuasse brilhando.

Agora cabe a Neymar ter força mental e física para se manter no auge mesmo sem jogar. A tarefa é difícil para quase todos os atletas. Para mim, só não é tão complexa quando se trata do obcecado Cristiano Ronaldo.