Arquivo da categoria: Covid-19

Esse vírus não é brincadeira!

Leia o post original por Craque Neto 10

Confesso que talvez não tenha sido o cara mais zeloso do mundo. Confesso também que talvez tenha subestimado dessa doença. Mas a verdade é que quando soube que contraí o Covid-19, o temido Coronavírus, fiquei seriamente preocupado. Havia tido algumas dores no corpo mas nada tão radical. Nenhum dos sintomas tão repercutidos pelos canais de […]

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Está na hora da torcida voltar aos estádios?

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Talvez o principal assunto nas cúpulas das diretorias dos clubes hoje em dia é a volta dos torcedores aos estádios. A maioria já se declarou favorável a esse retorno. Óbvio que todos estão pensando na grana que essas pessoas trariam aos cofres dos times. Afinal essa ausência por causa da pandemia deu um baita desfalque. […]

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Precisa falar mais alguma coisa?

Leia o post original por Craque Neto 10

O Flamengo segue na tentativa de adiar a partida contra o Palmeiras neste domingo pelo Campeonato Brasileiro. Eles alegam que o time profissional está praticamente todo contaminado pelo Covid-19 e que só sobraram 12 atletas para disputar o jogo. Engraçado, e os demais inscritos? São da base? E daí? A verdade é que situações parecidas […]

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‘Mais seguro seria parar campeonato’, diz Nicolelis sobre surto no Flamengo

Leia o post original por Perrone

Indagado pelo blog sobre se é seguro realizar o jogo entre Flamengo e Palmeiras, neste domingo, apesar do surto de Covid-19 no rubro-negro, o médico, professor e neurocientista Miguel Nicolelis afirmou que o melhor seria a paralisação do Brasileirāo.

Um dos coordenadores do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para para o combate ao novo coronavírus, ele diz haver incertezas em relação ao risco de transmissão do vírus durante a partida, mesmo com o time da Gávea utilizando atletas que testarem negativo.

 “Não dá pra saber (qual o risco de transmissão). Teria que fazer o que qualquer país civilizado faz, fazer um rastreamento, saber com quem cada jogador (contaminado) teve contato. Desde o começo, não poderia ter tido jogo. Tudo isso mostra como no Brasil o hedonismo está acima da preocupação com a saúde pública”, disse Nicolelis.

Antes do retorno das competições no Brasil, ele havia classificado a decisão como loucura.

“Esse caso só reforça o que eu disse lá atrás, não era hora de voltar com o futebol. Quando teve o caso (de atletas contaminados) do Goiás, foi um indício de que nāo dava certo, que era melhor parar o campeonato. Por sorte, nāo tivemos uma fatalidade com um jogador até agora. O mais seguro seria parar o campeonato”, afirmou o médico.

Para Nicolelis, dirigentes não estão levando em conta a possibilidade de outras pessoas envolvidas com a partida, como massagistas e funcionários do Allianz Parque, fazerem parte do grupo de risco na pandemia de covid-19 e se contaminarem.

“Estão envolvidas múltiplas questões de saúde pública e levam para questões clubísticas. Que falta vai fazer para o planeta não ter Palmeiras e Flamengo. Qual a justificativa para colocar essas pessoas em risco”, indagou.

Em meio à discussão sobre se deve haver jogo ou não, os atletas palmeirenses se posicionaram publicamente pela realização da partida. Nicolelis, porém, avalia que eles deveriam ter outra postura. “Eu, como palmeirense, estou preocupado com a saúde dos jogadores do Palmeiras e do Flamengo. A CBF graganteia como se fosse um excelente protocolo, mas vimos que não existe protocolo que se provou eficiente. Se eu fosse ser jogador do Palmeiras, estaria muito preocupado”, disse Nicolelis.

O professor falou do risco de o surto no Flamengo ultrapassar os limites Gávea com a ajuda da partida.

“Pode mandar mais gente para os hospitais, sobrecarregar médicos que já estão exauridos. Estudei um caso na Coreia do Sul no qual um surto num ônibus escolar se transformou num dos três maiores  do país”, contou.

Ele também explicou porque considera que a retomada da Libertadores tornou a situação pior para os integrantes das equipes. O surto de covid-19 no rubro-negro foi detectado após partidas no Equador pela competição continental.

“A Libertadores piorou as coisas. Você viaja para o exterior, fica no aviāo muito tempo, sem ventilação, se tem alguém contaminado é um risco grande”, disse o neurocientista.

Palmeiras x Fla é o de menos. CBF precisa proteger jogadores na pandemia

Leia o post original por Perrone

O surto de covid-19 no Flamengo está longe de ser um caso esportivo sujeito a regulamentos e protocolos. Em português claro, que se danem os critérios da CBF e, se for preciso, que se dane o jogo com o Palmeiras.

O importante agora é cuidar dos infectados, proteger os palmeirenses e futuros adversários do Flamengo e descobrir o que aconteceu para evitar a repetição de surtos semelhantes.

A partida de domingo, no Allianz, só deve acontecer se médicos assegurarem que não há risco de novas contaminações. O Palmeiras já deveria ter exigido isso.

A brincadeira dos cartolas com o novo coronavírus já foi longe demais. Antes que alguém envolvido diretamente com Brasileirão e Libertadores morra, é preciso que os tais protocolos sejam revisados. Alguém ainda dúvida que estão furados?

Já que CBF e Conmebol não têm humildade para admitir o erro e suspender as competições, precisam tentar investigar o que aconteceu com o Flamengo e mudar procedimentos para tentar evitar novos surtos. Se bem que a experiência nessa pandemia nos mostra ser algo muito difícil de conseguir com a rotina de viagens e jogos a que os clubes se submetem.

Briguinhas clubísticas agora só colocam em risco a saúde dos profissionais que estão em campo. Aliás, jogadores e integrantes de comissões técnicas também precisam acordar e agir para protegerem uns aos outros. Já está claro que nas mãos dos cartolas a saúde deles não é tratada com o devido carinho.

 

FPF apoia clubes por isonomia na volta de público, sem ‘forçar barra’

Leia o post original por Perrone

A decisão do Ministério da Saúde de aprovar o protocolo da CBF para a volta de público nos estádios, com 30% da capacidade, intensificou a movimentação de cartolas dos clubes brasileiros nos bastidores em relação ao tema.

Basicamente, quem não é do Rio de Janeiro luta para que a venda de ingressos só seja permitida para todos ao mesmo tempo. Nesse sentido, os times de São Paulo ganharam o apoio da Federação Paulista. A prefeitura do Rio pretende que o jogo entre Flamengo e Athletico, no próximo dia 4, já tenha a presença de torcedores.

Entidade estadual e agremiações estão alinhadas no sentido de defender o retorno dos torcedores ao mesmo tempo em todas as praças. A FPF deixou isso público em nota emitida nesta terça.

Porém, a federação coloca que a segurança sanitária deve ser priorizada, deixando a decisão nas mãos das autoridades ligadas à saúde pública e informa que não liberará a volta da torcida em suas competições em andamento.

O posicionamento da FPF pode ser interpretado como um gesto contra forçar a barra pela volta.

Ao blog, dirigente do Santos informou que o clube está alinhado com a entidade pelo não retorno dos torcedores neste momento em que a pandemia de covid-19 não está controlada no país. Abaixo, leia a nota da Federação Paulista na íntegra.

“A respeito do retorno de torcedores nos estádios, a Federação Paulista de Futebol vem a público manifestar sua posição:
1- Desde o início da pandemia, a FPF e os clubes de São Paulo sempre agiram priorizando a saúde da população e de todos os profissionais envolvidos na realização das partidas;
2- A retomada de todas competições organizadas pela FPF foi construída em conjunto pela área médica dos clubes, da FPF e pelo Centro de Contingência do Governo do Estado de São Paulo, seguindo rigorosos protocolos de saúde;
3- A FPF entende que o retorno do público aos jogos deve seguir o mesmo processo e depende do aval das autoridades públicas estaduais e municipais, conforme diz o Ministério da Saúde;
4- Quando houver essa autorização, a FPF defende que, por uma questão de equilíbrio técnico e isonomia, somente seja permitido público nos estádios caso haja uniformidade de decisões por parte dos Estados que tenham equipes envolvidas na competição;
5- A FPF reafirma que prioriza a saúde pública antes de qualquer outro assunto e, assim, nenhuma competição em andamento organizada por esta entidade terá público nos estádios.

 

Teste positivo de Dorival mostra como futebol brasileiro brinca com fogo

Leia o post original por Perrone

O teste positivo de Dorival Júnior para covid-19, divulgado na última sexta, é mais uma demonstração de como é impossível retornar ao futebol com segurança em plena pandemia.

O treinador do Athletico comandava um treino quando foi avisado por um dos médicos do clube que estava contaminado. Ele se retirou imediatamente da atividade.

Só que, nesse caso, o imediatamente pode ter sido tarde demais. Por maiores que tenham sido os cuidados durante os trabalhos no Furacão, Dorival pode ter transmitido o vírus para alguém.

Essa é uma brecha no protocolo da CBF para o Brasileiro e, acredito, que ocorra na maioria das competições.

Enquanto os testes estão sendo examinados, jogadores, comissões técnicas e demais funcionários dos clubes estão convivendo uns com os outros.

As medidas de prevenção não são suficientes para evitar esse contágio. A prova disso são os diversos surtos registrados em clubes desde a retomada do futebol. O próprio Athletico teve vários registros de testes positivos em julho.

Como evitar que alguém contaminado e assintomático tenha contado com os colegas? Só evitando a convivência. Ou seja, os times teriam que ficar sem treinar toda vez que aguardassem os resultados. Isso inviabilizaria uma preparação decente para a competição.

O caso de Dorival nos mostra uma complexidade maior.  Apesar de assintomático no momento em que saiu o resultado, ele exige atenção especial porque passou por um tratamento contra câncer de próstata no ano passado. Fez uma cirurgia para a retirada do tumor em outubro.

Se alguém acredita que o futebol pode escapar da covid-19 sem maiores problemas porque jogadores são jovens fora do grupo de risco e em sua maioria sem histórico de doenças graves, Dorival está aí para lembrar que não é assim que funciona.

Os clubes podem ter treinadores, preparadores físicos, massagistas, seguranças e uma série de outros profissionais que pertencem ao grupo de risco para a covid-19. A chance de complicações caso eles se contaminem é maior. Isso precisa ser levado em conta.

Agora, vamos imaginar que uma agremiação tenha afastado todos os seus funcionários do grupo de risco do trabalho. O problema foi resolvido? Não. Os jogadores jovens e esbanjando saúde estão expostos ao risco de contaminação. Caso se contaminem e nada de grave aconteça com eles, como ficam seus familiares. Quem não tem na família alguém com comorbidade?

Bom, todos devem ter sido orientados para não sair de casa sem necessidade. Mas e os que moram com parentes que pertencem ao grupo de risco. E os que não respeitam essa regra de distanciamento fora do clube?

Ou seja, o caso de Dorival força quem ainda não enxergou que o futebol brasileiro está brincando com fogo. Não se trata só de afastar jogadores que, teoricamente, em duas semanas estarão de volta ao trabalho.

Essa bolha imaginária enxergada pela CBF pode trazer sérios problemas para muita gente que não compartilha o perfil de saúde da maior parte dos atletas.

 

Como o Brasileirão explica a pandemia no país

Leia o post original por Perrone

O início do Brasileirão apresenta problemas e outras questões semelhantes às enfrentadas pelo país desde o início da pandemia de covid-19. Basta olhar para o campeonato para entender o que acontece no Brasil em relação à crise sanitária. E vice-versa. Confira abaixo.

Testes

Goiás x Sāo Paulo, pela primeira rodada do Brasileiro, precisou ser adiado por que o time da casa demorou para receber seus exames, pois houve uma falha técnica relacionada à coleta de material. O procedimento precisou ser refeito. No dia do jogo, o Goiás descobriu que 10 resultados deram positivo e a partida foi suspensa.

Problemas com os testes marcam o enfrentamento ao novo coronavírus no Brasil. Logo no início da pandemia, a demora nos resultados dos testes de covid-19, além dos obstáculos para a testagem em massa, se mostrou um problema grave.

Em grandes centros, como Sāo Paulo, a fila de exames aguardando resultados custou a acabar. Munícipos menores ainda enfrentam dificuldades.

Falhas na manipulação do material a ser examinado, como aconteceu no caso de atletas e outros funcionários do Goiás, chocaram a opinião pública no início do combate à transmissão do vírus.

Desigualdade

Para tentar diminuir os riscos de contaminação, os clubes que possuem recursos estão fretando aviōes para chegar ao local de suas partidas. O custo é considerado alto pelas agremiações.

Como mostrou o blog, algumas equipes tentam compartilhar a mesma aeronave, devidamente higienizada, quando fazem bate e volta para a mesma cidade, mas com locais de pouso e decolagem invertidos.

O Sāo Paulo é um dos times de olho nessas oportunidades. Flamengo e Red Bull Bragantino, sem dependerem de parceria, já decidiram fretar voos em todos os jogos fora de casa na competição (o rubro-negro já havia feito cerca de 80% de suas viagens dessa forma na temporada passada).

Ao mesmo tempo, outras agremiações, como Fortaleza e Bahia, concluíram que aviões exclusivos nāo cabem em seus orçamentos. Isso cria uma incômoda diferença. Times que viajam com outros passageiros que não passam pela mesma rotina de testes correm mais risco de contaminação. Pelo menos em tese.

Além da questão sanitária, o problema pode ter reflexos esportivos, pois nem todos têm elencos robustos para suportar eventuais perdas numerosas por causa da covid-19.

Desigualdade é justamente um dos grandes pesadelos brasileiros durante a pandemia. O isolamento social é recomendado para todas as classes. Porém, quem têm menos recursos e divide um cômodo com vários parentes têm mais chances de se contaminar.

Negacionismo

Um dia depois de a abertura do Brasileirão ser conturbada por conta do problema com o Goiás, além de casos problemáticos nas Séries B e C, Walter Feldman, secretário-geral da CBF, defendeu o protocolo elaborado pela entidade e disse que nenhuma vida de alteta foi colocada em risco, negando o que era evidente. A confederação acabou alterando pontos de seu protocolo ainda na última segunda (10).

O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a chamar a covid-19 de gripezinha, é apontado por especialistas da área da saúde como um dos principais erros do Brasil na luta contra a pandemia.

Pressão econômica

Houve grande pressão da maioria dos clubes para o retorno do futebol, começando pela manutenção da tabela integral do Brasileirão, mesmo sem a pandemia estar sob controle em solo nacional.

O motivo para essa pressa tem a ver com dinheiro, principalmente da TV. Os dirigentes sabiam que não receberiam a verba integral relativa ao Brasileirão na TV se todos os jogos programados não acontecessem. Ao que se refere aos seus contratos, a Globo deixou isso claro.

Antes da pandemia, a maior parte das agremiações já enfrentava situação financeira difícil. Então, por causa da crise sanitária, os campeonatos foram suspensos e a situação piorou. A retomada era vista como única saída, apesar de a população brasileira ainda ser duramente castigada pelo vírus.

O cartolas repetiram o que empresários das mais variadas áreas fizeram pressionando seus estados e municípios a promover a retomada das atividades ainda que parte deles registrasse média diária de mortes preocupante. Várias cidades precisaram recuar nas medidas de flexibilização por causa de aumento na contaminação.

A CBF já teve que adiar um jogo do Brasileirão na primeira rodada por causa dos efeitos da pandemia.

Nesse cenário, o Brasileirão reflete a disputa entre economia e saúde estimulada por Bolsonaro desde os primeiros dias de enfrentamento à covid-19 no país.

Por prevenção e economia, times compartilham logística de voo fretado

Leia o post original por Perrone

A pandemia de covid-19 aumentou a importância de se locomover por meio de voos fretados para os times brasileiros. Porém, o alto custo para fretar um avião é obstáculo.

Para tentar driblar o problema,  ao menos parte das agremiações que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro busca compartilhar a logística das viagens. A ideia é aproveitar uma aeronave para dois times que farão bate e volta nas mesmas cidades, invertendo os locais de saída e chegada.

O São Paulo faria essa operação com o Atlético-GO, que acabou tendo o seu jogo na primeira rodada adiado porque o Corinthians chegou à final do Paulista.

A aeronave levaria no sábado (8) os são-paulinos para Goiânia a fim de enfrentarem o Goiás (o jogo não aconteceu por conta da demora na entrega de resultados positivos para covid-19 de jogadores do Goiás).

Depois de o São Paulo desembarcar, o avião seria higienizado para o embarque do Atlético-GO rumo à capital paulista. Quando terminasse o jogo com o Corinthians, a aeronave levaria o Atlético para casa e buscaria o São Paulo. O clube do Morumbi gastaria a metade do que acabou gastando para viajar em voo fretado para Goiânia.

As informações são trocadas num grupo de aplicativo de mensagens que tem como integrantes supervisores dos times. Além de tratarem sobre os voos, eles se ajudam em relação a outros temas ligados ao protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Apesar de participar do grupo que troca informações e apoio logístico, o Red Bull Bragantino se antecipou e já fretou voo para as 15 partidas que tem fora de São Paulo no Brasileirão. A saída será sempre de Campinas.

A decisão foi tomada pela direção pensando em diminuir os riscos de contaminação dos jogadores, pois eles são testados constantemente e não dividirão aeronave com quem não enfrenta a mesma rotina.

A avaliação do clube, conforme apurou o blog, é que, além de protegerem a saúde de seus funcionários, os fretamentos evitam o risco de a agremiação ficar com atletas parados por pelo menos duas semanas, em caso de contaminação, enquanto continuam recebendo salários.

O Atlético-MG também planeja viajar em avião fretado sempre que jogar fora de casa no Brasileiro por considerar a medida mais segura em termos de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Pensando nisso, o Galo dá preferência a aeroportos com menor trânsito de passageiros, como o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, em São Roque. O local é privado e fica a aproximadamente 70 quilômetros do centro da capital paulista.

O Corinthians é outro com entendimento de que fretar voos é uma medida necessária para preservar a saúde de seus profissionais. Pelo menos as viagens para os dois primeiros jogos fora de casa, contra Atlético-MG e Grêmio, serão em aviōes só para os alvinegros. Ainda não há uma definição sobre as demais partidas, segundo a assessoria de imprensa corintiana.

O Flamengo pretende fazer todas as viagens em aviões reservados só para sua delegação. No entanto, o clube anão relaciona a medida à pandemia. O assunto é tratado como aprimoramento de um esquema que funcionou em 2019, quando cerca de 80% das viagens foram em voos fretados. A direção entende que a redução do desgaste em relação às viagens em aeronaves abertas para outros passageiros compensa o investimento.

De acordo com um dos dirigentes ouvidos pelo blog, a CBF disponibiliza uma quantia para a compra de 23 passagens por jogo para cada time da Série A como visitante, mas o valor pode ser usado para pagar parte do fretamento. São Paulo e Atlético-MG já fizeram isso.

Mesmo assim, alguns clubes já concluíram que o fretamento é inviável para eles. “Não, não temos dinheiro para pagar a conta de voos fretados”, afirmou ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, ao ser questionado se iria aderir aos fretamentos.

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, também disse que fretar aeronaves não cabe no bolso de seu clube. “Pra gente é mais caro ainda porque o avião não sai daqui. Ele sai de algum lugar para vir até aqui. Então tem que pagar essa gasolina de onde ele vem pra cá, aí fica meio inviável”, declarou Paz.

Por sua vez, conforme apurou o blog, o São Paulo calcula que se não tivesse optado pelo fretamento teria desembolsado praticamente a mesma quantia referente ao avião com mais uma diária de hotel e refeição para o time todo em Goiânia. O clube vai decidir o que fazer a cada rodada do campeonato avaliando o custo.

Entre as informações que os suprevisores compartilham estão dados sobre hotéis que facilitam a adoção das medidas de prevenção.

Já que é seguro, Feldman e Caboclo topariam viajar com times no Brasileiro?

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O mais importante é que nenhuma vida de atleta foi colocada em risco”. A frase traiçoeira foi dita ao UOL Esporte por Walter Feldman, secretario-geral da CBF a respeito do protocolo contra a Covid-19 elaborado pela entidade. Isso apesar de nas séries A, B e C jogadores conviverem  com companheiros contaminados por conta de atrasos nas entregas dos testes.

Pelo Brasileirão, Goiás x São Paulo foi adiado depois de o time da casa saber que 10 de seus atletas têm covid-19 e acionar o STJD para a partida não acontecer neste domingo (9).

Apesar de toda essa perigosa lambança, Feldman disse que “o balanço é positivo. Tivemos sucessos em todas as outras operações”.

Diante da segurança das palavras de Feldman, uma pergunta é inevitável: o secretário-geral da CBF e seu presidente, Rogério Caboclo, topariam viajar e se concentrar com um time das três divisões do Campeonato Brasileiro a cada rodada?

Pensar nessa pergunta talvez ajudasse a dupla a enxergar como a confederação está sendo arrogante e alienada. Tal postura expôs jogadores a riscos desnecessários.  Confederação e clubes subestimaram a  pandemia.

Incrível terem feito isso depois de o novo coronavírus já ter mostrado ao mundo do que é capaz.

Ao contrário dos chineses, primeiros a enfrentar o problema, os cartolas brasileiros não estão pisando num solo totalmente desconhecido, apesar das inúmeras perguntas ainda sem resposta na pandemia.

Dava para desconfiar que laboratórios em locais mais sobrecarregados tivessem dificuldade para entregar os exames. Se a testagem em massa é um gargalo no Brasil desde o começo da pandemia, porque não seria para o futebol? Não seria mais humano deixar esses testes pra quem divide um cômodo com vários parentes e não tem como se proteger?

Não é egoísmo inventar testes periódicos para times de três divisões enquanto o país ainda não se livrou da macabra marca de mais de mil óbitos por covid-19 registrados por dia?

O confiante Feldman diz que “não há risco zero”. Nesse caso há, sim. Se não houver campeonato e nem treino, não tem como jogador se contaminar no exercício da profissão.

Forçar a volta do futebol antes de uma melhora média radical da situação no país é pensar que podemos controlar o vírus quando quisermos. As incontáveis mortes pelo mundo mostram dolorosamente que não funciona assim.

Não bastasse a arrogância de desafiar o vírus, os cartolas responsáveis pela volta do Brasileirão não tiveram nem a humildade de tentar aprender com a NBA. Num país que lidou mal com a doença como o nosso, a liga norte-americana de basquete enxergou o óbvio: não dá pra ficar colocando jogador em aeroporto com um vírus tão severo à solta.

Os responsáveis por um dos campeonatos mais famosos do mundo entre todas as modalidades se adaptaram, adotaram novo formato com  sede única na tentativa de diminuir os riscos.

Pessoalmente, também acredito que a NBA ainda não deveria ter voltado, e que sua bolha não é infalível, mas pelo menos houve um reconhecimento de que era preciso mudar.

No futebol brasileiro prevalece o “temos que entregar todos os jogos para a TV, senão ficamos sem parte do dinheiro”.

Preferiram colocar a saúde de atletas e demais profissionais em risco e passar vergonha a ter bom senso e enfrentar efeitos financeiros mais agudos da pandemia. A primeira rodada do Brasileiro deixou isso claro.

Porém, pelas palavras de Feldman, não teremos uma mudança radical em nome  da saúde. Pelo jeito, ele aposta numa velha máxima da cartolagem: “vamos acertando as coisas com o tempo. Quando os gols começarem a sair, esquecem os problemas”.