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Opinião: São Paulo coloca em xeque quatro pilares do Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Ao eliminar o Palmeiras no Allianz Parque e se classificar para a final do Campeonato Paulista, o São Paulo colocou em xeque quatro pilares do adversário. São pontos de confiança da torcida alviverde que estão sob discussão.

Leila Pereira e Crefisa

Com o apoio da empresária e suas empresas, o Palmeiras muitas vezes foi colocado como time quase imbatível. O clube alavancou suas receitas e passou a ser um adversário duro em todas as disputas por bons jogadores. Nos últimos cinco anos, o alviverde investiu cerca de R$ 314, 9 milhões em reforços. São aproximadamente R$ 194,6 a mais do que o valor gasto pelo São Paulo. Não chegar na final do Estadual, algo alcançado na temporada passada com um vice-campeonato, deixa dúvidas sobre até onde vai o poder dos milhões despejados por Leila para fazer o Palmeiras ganhar tudo. Tanto que palmeirenses que protestaram depois da eliminação cantaram: “eu não sou otário, vai tomar no ** esse time milionário”.

Fernando Prass

Existem alguns jogadores nos quais a torcida deposita toda a sua confiança em determinadas situações. Esse é o caso de Fernando Prass nos pênaltis. Sempre foi uma segurança para o palmeirense ter Prass na meta nas disputas de pênaltis. Ele não teve culpa na eliminação, chegou a fazer defesa de cobrança, mas não foi o herói capaz de impedir a derrota de seu time. Do outro lado, Volpi brilhou mais.

Felipão

Luiz Felipe Scolari reforçou a fama de ser “o cara” para a torcida do Palmeiras com a conquista do título brasileiro do ano passado. Em seus trabalhos pelo clube, o torcedor aprendeu a confiar em seu estilo de jogo e esperar pelos resultados. Em disputas de mata-mata, então, sua fama de especialista se tornou mítica. Desde o início de 2019, Felipão sofre críticas de parcelas da imprensa e da torcida por não fazer o time jogar em alto nível. As queixas aumentaram imediatamente após a queda na semifinal estadual.

Allianz Parque

A confiança do palmeirense em seu estádio como caldeirão capaz de derreter os adversários sofrera duríssimo golpe com a perda do título paulista de 2018 para o Corinthians. A vaga para a final arrancada pelos tricolores lá dentro abala mais essa fama de alçapão.

Opinião: Mancha, Crefisa e Palmeiras têm uma questão ética para discutir

Leia o post original por Perrone

O Palmeiras deveria aproveitar o embalo do merecido título da Mancha no Carnaval paulistano para tocar numa ferida visível mas aparentemente ignorada pela maioria no clube. Falo da relação da torcida  e da escola de samba com a Crefisa.

Conselheiros e sócios precisam discutir até que ponto é saudável para o Palmeiras membros do Conselho Deliberativo ligados à escola de samba ou à torcida Mancha Alviverde participarem de votações no órgão sobre temas que esbarram no patrocínio ao time ou nos interesses dos donos da patrocinadora.

Não opinião deste blogueiro a um desconforto ético que poderia ser sanado com os integrantes dos dois braços da Mancha se abstendo de participar de votações que tenham alguma importância para a Crefisa, a FAM e seus responsáveis.

Caso não seja possível um acordo de cavalheiros nesse sentido, seria prudente apertar o estatuto pensando nessa situação e em outras que podem ocorrer no futuro.

Os exemplos de votações no conselho que envolvem interesses da Crefisa e dos empresários e conselheiros do clube José Roberto Lamacchia e Leila Pereira são encontrados facilmente.

Entre eles está a recente mudança estatutária que aumentou de dois para três anos o mandato presidencial e teve Leila como uma das principais apoiadoras. Ela pretende ser candidata à presidência do Palmeiras.

No mesmo pacote entra a sessão na qual o Conselho Deliberativo deu seu aval para mudanças no contrato de patrocínio da Crefisa com o Palmeiras contestadas pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Por simpatia à ética, quem tem relações comerciais ou é apoiado financeiramente pela Crefisa ou seus donos deveria ficar fora de votações como estas.

A patrocinadora palmeirense é protagonista da guinada que a escola de samba deu em sua trajetória. O suporte da financeira, principalmente via Lei Rouanet, valeu até o batismo da quadra da agremiação com os nomes de Leila e Lamacchia.

Por sua vez, o presidente da escola de samba, Paulo Serdan, costuma caminhar de mãos dadas politicamente com o casal no clube. Ele também é conselheiro.

Há ainda outro lado nessa relação, a arquibancada. Como vai se posicionar a torcida Mancha Alviverde, historicamente atuante no sentido de cobrar diretorias do clube, se pintar uma questão que entre em conflito com os os caras que emprestam seus nomes para a escola de samba?

Oficialmente, escola e torcida são instituições diferentes, mas é inegável que grande parte dos que cantam na arquibancada fazem o mesmo na quadra.

Por mais que o momento seja de comemoração, seria salutar para todas as partes envolvidas, sobretudo para o Palmeiras, começar a pensar nessa situação incômoda. Adiar a discussão indigesta pode provocar danos irreversíveis.

 

Dono da Crefisa penhora imóvel de ex-presidente do Palmeiras

Leia o post original por Perrone

A Justiça de São Paulo rejeitou novo pedido de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, para penhorar o título de sócio do Palmeiras de Arnaldo Tirone, ex-presidente do clube. O proprietário da patrocinadora alviverde, porém, conseguiu a penhora de uma sala comercial pertencente ao ex-presidente no Sopping Ibirapuera.

O empresário obteve na Justiça a condenação de Tirone para pagar mais de R$ 400 mil, levando-se em conta correções, referentes a um empréstimo que o marido de Leila Pereira alega ter sido feito e não quitado. O ex-presidente não chegou a se defender no processo.

No último dia 17, advogado de Lamacchia, conselheiro do clube assim como Leila, alegaram à Justiça que o imóvel penhorado está avaliado em R$ 400 mil. E que, como a dívida era naquele momento de R$445.086,35 por seus cálculos, deveria ser reconsiderado o pedido de penhora do título de sócio palmeirense do ex-cartola. O dinheiro arrecado com o título completaria o pagamento.

Na nova tentativa, foi lembrado que o juiz havia negado envolver o patrimônio de Tirone referente ao Palmeiras sobretudo pelo momento político que o Palmeiras vivia à época. Em seguida veio o argumento de a decisão se referia à eleição para a presidência do clube. Como o pleito já ocorreu, os advogados d Lamacchia escreveram que “não há mais que se falar em tensões políticas capazes de justificar o indeferimento da constrição”.

Em 18 de janeiro, o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati rejeitou o pedido. “Embora passadas as eleições presidenciais do clube, é fato público e notório que o executado é ex-presidente da instituição. É secundário, portanto, o caráter patrimonial da sociedade, o qual, primordialmente, confere-lhe acesso às dependências do clube que presidiu”, escreveu o magistrado. Em seguida, no entanto, ele ressalta que o veto à penhora não é permanente. “O entendimento deste juízo, contudo, é de que o exequente não esgotou meios menos gravosos ao executado de obtenção de seu crédito”.

Na última segunda (11) Lamacchia pediu que fosse indicado um perito judicial para avaliar o imóvel penhorado de Tirone. A Justiça havia determinado que o credor apresentasse três avaliações de corretores imobiliários sobre a sala comercial. O juiz, então, indicou um perito com honorários estipulados em R$ 3.000.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia afirmou apenas: “meus advogados defendem meus direitos’. Por sua vez, Tirone não respondeu sobre o assunto. Porém, de acordo com fonte próxima a ele, o ex-dirigente ficou surpreso com as notícias sobre o processo e acredita que a atitude de Lamacchia tenha cunho político. O empresário nega ter intenções políticas. Segundo a mesma fonte, o ex-presidente tentou contato com os advogados do empresário e com o próprio, incluindo o envio de um telegrama, mas não obteve resposta.

O blog apurou que Tirone considera que seu título de sócio do Palmeiras tem valor sentimental inestimável, não comercial, já que o recebeu de presente de seu pai aos cinco anos de idade, em 1955.

 

 

 

 

O que está em jogo no dérbi além dos três pontos?

Leia o post original por Perrone

Futuro de Avelar

A sequência de fracas atuações de Danilo Avelar transformam o lateral-esquerdo corintiano em candidato a vilão no clássico. Corintianos e palmeirenses costumam ser cruéis com quem falha no dérbi. Uma atuação infeliz pode inviabilizar de vez a sequência de Avelar no alvinegro.

Paciência com técnicos

Por conta de seus currículos vencedores, Felipão e Fábio Carille começaram a temporada com créditos. Existe pressão no corintiano por conta dos maus resultados no Paulista e, com menor intensidade, em Scolari por não fazer o time apresentar um futebol condizente com o investimento alviverde, apesar das vitórias. Só que o dérbi funciona como um game que consome bônus avassaladoramente. Caso um dos dois seja derrotado no clássico, deverá ter que lidar com uma pressão incompatível com início de temporada.

Marketing

Principalmente por conta de provocações feitas pela diretoria corintiana, há no momento um duelo particular no quesito patrocínio entre os dois clubes. Os corintianos atacam dizendo que as quantias pagas pela Crefisa são irreais e alardeiam que o BMG patrocinador alvinegro, não tem interesses políticos no Parque São Jorge. A referência política é alusão ao fato de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, ter virado conselheira do Palmeiras e alimentar o desejo de presidir o clube. Publicamente, o lado alviverde evita responder às provocações. Mas internamente há indignação com o comportamento corintiano, especialmente de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Nesse cenário, a vitória no clássico terá sabor especial para os envolvidos com patrocínios nos dois clubes.

Mattos x Andrés

O clássico das 17h no Allianz Parque é um round na competição paralela sobre quem administra melhor seu departamento de futebol. Os modelos são completamente diferentes. No Palmeiras, o presidente Maurício Galiotte dá autonomia para Alexandre Mattos, executivo de futebol. No Corinthians, Andrés Sanchez participa praticamente de tudo relacionado ao departamento. Os dois cartolas têm a agressividade nos negócios como semelhança.

Arbitragem

Até agora, o Campeonato Paulista não sofreu com grandes polêmicas por conta das atuações dos juízes. Porém, eventuais erros no dérbi terão exposição muito maior. Além do tamanho do jogo influenciar, há a interminável queixa palmeirense de supostamente ter havido interferência externa favorável ao rival na final do último Estadual, vencida pelos alvinegros. Certamente, os cartolas da FPF cruzam os dedos para a arbitragem sair ilesa do clássico e evitar mais turbulência nos bastidores.

 

Verdão quer formar SUPERTIME para 2019!

Leia o post original por Craque Neto

Quando falo que a conquista do Brasileirão é pouco para o torcedor do Palmeiras, não é em tom de provocação. Tenho certeza que é o mesmo sentimento de todos. Poxa vida! A grana que o Verdão tem colocado em seu departamento de futebol é uma coisa incrível! Era para buscar títulos muito mais importantes. E pelo visto a sina do tão sonhado e inédito Mundial de Clubes ainda persiste na cabeça da diretoria e principalmente na mente da ‘Mamãe’ Leila Pereira, dona da patrocinadora master do clube. Tive a informação que o Palmeiras estaria atrás de três grandes jogadores para […]

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Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

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Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’

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Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano. Cabe recurso.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido combinada, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

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Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.

 

Palmeiras só lucra com atleta ligado à Crefisa se estiver em dia com ela

Leia o post original por Perrone

Transformar parte dos contratos de patrocínio entre Crefisa e Palmeiras em acordo de empréstimo não foi a única alteração importante na relação entre os parceiros. Os dois adendos contratuais também mudaram a liberdade que o Palmeiras tinha em relação a eventuais lucros na revenda de jogadores contratados com dinheiro da parceira.

O contrato inicial previa que em caso de lucro, o clube ficaria com ele todo. Agora, o Palmeiras só pode se apossar da receita excedente se não tiver dívida em aberto com a Crefisa. Além disso,  em caso de descumprimento das regras, o clube pode ser obrigado a pagar o débito antecipadamente e arcar com uma multa.

O blog teve acesso às informações de três versões do “Contrato de patrocínio esportivo do programa avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, que registra a nova obrigatoriedade de o Palmeiras usar eventual lucro para pagar débito com a parceira, se houver. Se não existir dívida, o valor excedente fica com o alviverde.

Procurado pelo blog, o clube afirmou por meio de seu departamento jurídico que o modelo vale para todos os casos de jogadores adquiridos com aporte da empresa. Também declarou que o contrato considera dívida prestações de pagamentos que já tenham vencido, não a vencer.

O começo

Em 11 de janeiro de 2017, as partes assinaram contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor do clube e à imagem de Guerra. Foi a forma encontrada pela patrocinadora para repassar a verba para a contratação.

“As partes acordam que pelos direitos e propriedades descritos na cláusula 3 deste contrato, o patrocinador pagará ao patrocinado US$ 3.727.170, equivalentes ao valor da transferência do atleta acrescido dos respectivos encargos”, diz o primeiro acordo.

O mesmo documento, em sua cláusula 5.3.2, decreta “caso os valores recebidos pelo patrocinado em razão de futura transferência do atleta venham a superar os valores descritos neste contrato, os valores excedentes – lucro da operação – serão retidos pelo patrocinado”.

Em 26 de dezembro do mesmo ano, foi assinado o primeiro adendo. Ele estabelece que no caso de venda de Guerra com lucro “os valores excedentes serão utilizados pelo Palmeiras para amortizar eventuais valores devidos pelo Palmeiras à Crefisa”, por conta das contratações de outros jogadores. “Não havendo dívidas em aberto”, diz o documento, “o Palmeiras poderá reter para si o lucro da operação de transferência futura do atleta”.

Essa alteração foi mantida no adendo contratual assinado pelos parceiros em janeiro de 2018.

Hoje, a dívida do alviverde com a patrocinadora é de pelo menos cerca de R$ 120 milhões. Porém, de acordo com explicação da diretoria do clube, esse valor não conta como débito em aberto para efeito do adendo. A informação é de que o alviverde só terá que usar o lucro de uma eventual venda se outro atleta trazido pela parceira já tiver saído do clube por um preço inferior ao da compra. E ainda se a Crefisa não tiver sido ressarcida.

Prejuízo

Pelo primeiro contrato, em caso de venda por valor inferior ao gasto na contratação o prejuízo seria só da patrocinadora.

Mas a redação dos adendos muda essa situação. A alteração determina que em caso de Guerra ser vendido, o Palmeiras tem dez dias para repassar o dinheiro para a Crefisa. Se o contrato dele chegar ao fim e o clube nada receber, o prazo para o ressarcimento será de dois anos.

A alteração contratual prevê que se o valor obtido na venda for inferior ao investido pela Crefisa, o Palmeiras terá os mesmos dez dias para repassar o que recebeu do comprador para a parceira. O restante deve ser quitado em 24 meses a partir da data do fim do vínculo trabalhista do jogador. Se o Palmeiras receber a prazo, terá dez dias após cada recebimento para fazer o repasse.

As quantias injetadas pela Crefisa serão corrigidas pela variação do índice do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Os adendos estabelecem o valor devido pelo Palmeiras para a Crefisa por Guerra em R$ 12.001.487,40, sem correção.

Multa

O adendo assinado no início de 2018 também estipula o pagamento de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% sobre o valor devido caso o Palmeiras atrase a restituição para a Crefisa.

Em sua cláusula 10.1, o documento dá à patrocinadora o direito de rescindir o contrato e cobrar a dívida antecipadamente do clube se o parceiro descumprir o acordo. “Este contrato poderá ser rescindido de pleno direito e o valor devido se tornar antecipadamente exigível se o Palmeiras infringir qualquer cláusula deste contrato ou deixar de cumprir, pontual e integralmente, qualquer obrigação nele assumida”, determina o documento.

Empréstimo

O adendo também deixa claro que o acordo firmado entre as partes passou a ser um empréstimo. “O presente contrato foi caracterizado pela Receita Federal do Brasil como sendo de empréstimo, conforme seguinte trecho do auto de infração lavrado: ‘os sucessivos contratos firmados de patrocínio referente ao programa sócio-torcedor Avanti revelam na verdade serem instrumentos de empréstimos realizados pela Crefisa e o Palmeiras para a compra e manutenção de jogadores’”, diz o documento.

O contrato assinado em janeiro de 2017 previa a possibilidade de rescisão por descumprimento das duas partes. Sendo que, nesse caso, o Palmeiras teria que devolver integralmente o valor investido até a data do rompimento pela Crefisa na contratação de Guerra, sem multa. Já a patrocinadora deveria pagar a quantia integral combinada pela aquisição do jogador.

Penhora

Outra mudança promovida pelo adendo foi a exclusão da cláusula 5.5 do acordo inicial que isentava o Palmeiras de ressarcir a parceira caso o contrato de Guerra se encerrasse e o clube nada ganhasse.

Fica estabelecido que se Guerra rescindir seu contrato na Justiça devido à “ação ou omissão culposa” do Palmeiras, o clube deverá ressarcir integralmente a parceira “inclusive com autorização de penhora e das rendas de bilheteria e do programa sócio-torcedor Avanti”.

As partes firmaram acordos semelhantes em relação a Dudu, Borja, Luan, Bruno Henrique e Deyverson.

O que dizem as partes

Abaixo leia respostas encaminhadas ao pelo departamento jurídico do Palmeiras, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre questionamentos em relação aos adendos.

Pergunta – Eventuais valores devidos pelo Palmeiras e citados no adendo são apenas dívidas vencidas ou também a vencer? Por exemplo: se Guerra for vendido com lucro de R$ 10 milhões hoje, esse dinheiro tem que ser usado para pagar parte dos R$ 120 milhões que a Crefisa emprestou, apesar de não existir nenhuma parcela aberta neste momento?

Resposta – “Vale apenas para as dívidas vencidas e não para as dívidas a vencer. Isso é justamente uma das justificativas que demonstra que os contratos são individuais. Ou seja, se vendermos o Dudu por 15 milhões de euros, mas não houver dívidas vencidas nos demais contratos, a lucratividade da operação pode ser totalmente apropriada pelo Palmeiras”.

Pergunta – Essa cláusula que vale para o caso do Guerra vale para outros contratos também?

Resposta – “Sim, essa cláusula vale para todos os contratos”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, não esclareceu as dúvidas do blog e se manifestou da seguinte forma:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o clube”.

Discordância

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras discorda das alterações. Alega que elas não poderiam ter sido feitas sem sua anuência, entre outras supostas irregularidades. O presidente Maurício Galiotte nega ter cometido falhas no processo.

Acordo com Crefisa vira alvo por data ‘trocada’ e Galiotte de licença

Leia o post original por Perrone

Atas de reuniões do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras revelam bastidores das alterações nos contratos do clube com a Crefisa. Maurício Galiotte assinou um dos adendos enquanto estava licenciado da presidência alviverde. Além disso, colocou a sua assinatura em janeiro de 2018 num documento datado de dezembro de 2017.

Os dois fatos fazem com que parte dos membros do conselho de orientação queiram anular o documento. Entre eles há ainda há suspeita de que Galiotte teria cometido crime de falsidade ideológica por causa da assinatura fora da data real. Tanto a diretoria jurídica do Palmeiras como a Crefisa negam irregularidades. Dois advogados criminalistas ouvidos pelo blog disseram não enxergar crime na atitude do dirigente.

O presidente palmeirense assinou em janeiro de 2018 um dos adendos ao contrato de patrocínio com data de 26 de dezembro de 2017, quando estava de licença.

Uma das atas registra o pedido de licença feito por Galiote para o período entre 26 de dezembro de 2017 e 17 de janeiro de 2018. Ou seja, no dia registrado na assinatura do primeiro adendo, o presidente já estava licenciado.

Em 26 de março, o membro do COF, Gilto Avallone indagou durante reunião se o vice-presidente Genaro Marino tinha negociado a mudança contratual com a Crefisa, já que era o substituto de Galiotte na ocasião da data do acordo. O cartola respondeu que não.

Em seguida, o presidente deu sua explicação: “(Galiotte) assume que assinou todos os aditivos em janeiro”, diz trecho da ata que registra a resposta do principal cartola palmeirense. Assim, ele confirmou que assinou o contrato de dezembro em outra data.

Parte do COF crê que a data retroativa foi usada para que a Crefisa não fosse multada em R$ 200 milhões por irregularidades em sua contabilidade referente a 2017.

Ao conselho de orientação, Leila Pereira, sócia da empresa e conselheira do clube, explicou que sua empresa recebeu multa de R$ 31 milhões da Receita Federal. O órgão entendeu que o contrato de patrocínio ligado ao programa de sócio torcedor e vinculado a aquisição de jogadores era na verdade empréstimo de dinheiro. A multa aplicada foi referente a 2015 e 2016. “Se não alterasse esse contrato de patrocínio para empréstimo, na sua contabilidade nos anos de 2017 e 2018, que foram os anos em que mais houve aporte de dinheiro para a aquisição de atletas, foram feitos os cálculos com seu departamento fiscal e a multa seria de mais de R$ 200 milhões”, relata a ata de reunião do COF em 7 de maio de 2018 sobre declaração de Leila.

No encontro, ela deixou claro que não aceitaria discutir mudanças no adendo a pedido dos membros do conselho de orientação por entender que eventuais alterações colocariam sua empresa em risco. “O patrocinador não muda uma vírgula desses contratos, uma vírgula, e vai brigar até o fim por eles”, afirmou a empresária e conselheira.

Outro problema visto por “cofistas” que contestam as alterações contratuais é que a contabilidade do clube estaria prejudicada com a assinatura da mudança em janeiro com data de dezembro. Isso porque o balanço de 2017 não traria os reflexos contratuais.

A diretoria jurídica do Palmeiras nega que isso tenha ocorrido. “Foram celebrados dois aditamentos. O primeiro em 2017, que não alterava a natureza da relação com a Crefisa, pois mantinha os contratos como patrocínio (uma vez que o Palmeiras ainda não precisaria devolver necessariamente os valores aportados pela patrocinadora), e o segundo aditamento celebrado em 2018, que alterou a natureza do negócio (pois obrigou o Palmeiras a passar a devolver as quantias). Portanto, apenas o segundo aditamento, celebrado em 2018, implicava a alteração do balanço’, diz comunicado do departamento jurídico palmeirense.

A diretoria jurídica também se manifestou sobre o suposto crime de falsidade ideológica por parte de Galiotte. “Na verdade essa alegação não procede. O primeiro aditamento celebrado com a Crefisa foi totalmente negociado em dezembro de 2017. Há inúmeras comprovações disso. Os profissionais e a diretoria do Palmeiras realizaram diversas reuniões na sede da Crefisa, inúmeras conferências telefônicas, sendo que próprio presidente se envolveu pessoalmente nessas negociações, mesmo estando viajando. Os termos do contrato foram finalmente sacramentados logo após o Natal, sendo assinado pela diretoria da Crefisa no dia 26, e enviado ao Palmeiras para assinatura do Presidente assim que retornasse de viagem. Ou seja, a data reflete exatamente o momento da celebração do negócio. A formalização pelo presidente do Palmeiras apenas aguardou seu retorno físico de viagem, o que é absolutamente normal nas dinâmicas de clubes e empresas, e não implica, de forma alguma, qualquer prejuízo jurídico ao negócio ou ao Palmeiras”, disse a direção em nota.

Indagada se a Crefisa pediu para que a data do adendo não fosse corrigida para 2018 com a intenção de poder lançar os números referentes a alteração contratual em seu balanço de 2017, a assessoria de imprensa da empresa respondeu: “a  questão da data é irrelevante, pois quem
assinou tem poderes para isso, o Presidente do Palmeiras.
E para deixar claro, os aditivos tiveram parecer favorável tanto de auditoria interna quanto externa do Clube. A rejeição dos balancetes pelo COF tem intuito eminentemente político (os últimos três apresentados ao órgão foram reprovados por conta do contrato com a Crefeisa)”.

Para o advogado criminalista Luiz Flávio D’Urso, mestre e doutor em direito penal pela USP e que foi presidente da OAB-SP por três gestões, não há indícios de irregularidades na assinatura do adendo feita por Galiotte.

“Não me parece que houve falsidade ideológica. O acordo foi pactuado antes, muito embora a assinatura tenha sido dias depois. Não vejo crime. É absolutamente comum na medida em que as partes se acertam, um coloca a assinatura hoje, o outro depois. Haveria crime se a mudança de data fosse para mudar a essência do contrato. Por exemplo, você tem um pagamento mensal para fazer, e eu, maliciosamente, antecipo a data do contrato em seis meses para te cobrar a mais”, explicou D’Urso.

Sobre Gagliotte assinar o contrato enquanto estava licenciado, o criminalista também não vê problemas. “Basta o presidente ratificar (seu ato) quando voltar de licença.”