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Verdão quer formar SUPERTIME para 2019!

Leia o post original por Craque Neto

Quando falo que a conquista do Brasileirão é pouco para o torcedor do Palmeiras, não é em tom de provocação. Tenho certeza que é o mesmo sentimento de todos. Poxa vida! A grana que o Verdão tem colocado em seu departamento de futebol é uma coisa incrível! Era para buscar títulos muito mais importantes. E pelo visto a sina do tão sonhado e inédito Mundial de Clubes ainda persiste na cabeça da diretoria e principalmente na mente da ‘Mamãe’ Leila Pereira, dona da patrocinadora master do clube. Tive a informação que o Palmeiras estaria atrás de três grandes jogadores para […]

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Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

Leia o post original por Perrone

Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’

Leia o post original por Perrone

Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano. Cabe recurso.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido combinada, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

Leia o post original por Perrone

Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.

 

Palmeiras só lucra com atleta ligado à Crefisa se estiver em dia com ela

Leia o post original por Perrone

Transformar parte dos contratos de patrocínio entre Crefisa e Palmeiras em acordo de empréstimo não foi a única alteração importante na relação entre os parceiros. Os dois adendos contratuais também mudaram a liberdade que o Palmeiras tinha em relação a eventuais lucros na revenda de jogadores contratados com dinheiro da parceira.

O contrato inicial previa que em caso de lucro, o clube ficaria com ele todo. Agora, o Palmeiras só pode se apossar da receita excedente se não tiver dívida em aberto com a Crefisa. Além disso,  em caso de descumprimento das regras, o clube pode ser obrigado a pagar o débito antecipadamente e arcar com uma multa.

O blog teve acesso às informações de três versões do “Contrato de patrocínio esportivo do programa avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, que registra a nova obrigatoriedade de o Palmeiras usar eventual lucro para pagar débito com a parceira, se houver. Se não existir dívida, o valor excedente fica com o alviverde.

Procurado pelo blog, o clube afirmou por meio de seu departamento jurídico que o modelo vale para todos os casos de jogadores adquiridos com aporte da empresa. Também declarou que o contrato considera dívida prestações de pagamentos que já tenham vencido, não a vencer.

O começo

Em 11 de janeiro de 2017, as partes assinaram contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor do clube e à imagem de Guerra. Foi a forma encontrada pela patrocinadora para repassar a verba para a contratação.

“As partes acordam que pelos direitos e propriedades descritos na cláusula 3 deste contrato, o patrocinador pagará ao patrocinado US$ 3.727.170, equivalentes ao valor da transferência do atleta acrescido dos respectivos encargos”, diz o primeiro acordo.

O mesmo documento, em sua cláusula 5.3.2, decreta “caso os valores recebidos pelo patrocinado em razão de futura transferência do atleta venham a superar os valores descritos neste contrato, os valores excedentes – lucro da operação – serão retidos pelo patrocinado”.

Em 26 de dezembro do mesmo ano, foi assinado o primeiro adendo. Ele estabelece que no caso de venda de Guerra com lucro “os valores excedentes serão utilizados pelo Palmeiras para amortizar eventuais valores devidos pelo Palmeiras à Crefisa”, por conta das contratações de outros jogadores. “Não havendo dívidas em aberto”, diz o documento, “o Palmeiras poderá reter para si o lucro da operação de transferência futura do atleta”.

Essa alteração foi mantida no adendo contratual assinado pelos parceiros em janeiro de 2018.

Hoje, a dívida do alviverde com a patrocinadora é de pelo menos cerca de R$ 120 milhões. Porém, de acordo com explicação da diretoria do clube, esse valor não conta como débito em aberto para efeito do adendo. A informação é de que o alviverde só terá que usar o lucro de uma eventual venda se outro atleta trazido pela parceira já tiver saído do clube por um preço inferior ao da compra. E ainda se a Crefisa não tiver sido ressarcida.

Prejuízo

Pelo primeiro contrato, em caso de venda por valor inferior ao gasto na contratação o prejuízo seria só da patrocinadora.

Mas a redação dos adendos muda essa situação. A alteração determina que em caso de Guerra ser vendido, o Palmeiras tem dez dias para repassar o dinheiro para a Crefisa. Se o contrato dele chegar ao fim e o clube nada receber, o prazo para o ressarcimento será de dois anos.

A alteração contratual prevê que se o valor obtido na venda for inferior ao investido pela Crefisa, o Palmeiras terá os mesmos dez dias para repassar o que recebeu do comprador para a parceira. O restante deve ser quitado em 24 meses a partir da data do fim do vínculo trabalhista do jogador. Se o Palmeiras receber a prazo, terá dez dias após cada recebimento para fazer o repasse.

As quantias injetadas pela Crefisa serão corrigidas pela variação do índice do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Os adendos estabelecem o valor devido pelo Palmeiras para a Crefisa por Guerra em R$ 12.001.487,40, sem correção.

Multa

O adendo assinado no início de 2018 também estipula o pagamento de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% sobre o valor devido caso o Palmeiras atrase a restituição para a Crefisa.

Em sua cláusula 10.1, o documento dá à patrocinadora o direito de rescindir o contrato e cobrar a dívida antecipadamente do clube se o parceiro descumprir o acordo. “Este contrato poderá ser rescindido de pleno direito e o valor devido se tornar antecipadamente exigível se o Palmeiras infringir qualquer cláusula deste contrato ou deixar de cumprir, pontual e integralmente, qualquer obrigação nele assumida”, determina o documento.

Empréstimo

O adendo também deixa claro que o acordo firmado entre as partes passou a ser um empréstimo. “O presente contrato foi caracterizado pela Receita Federal do Brasil como sendo de empréstimo, conforme seguinte trecho do auto de infração lavrado: ‘os sucessivos contratos firmados de patrocínio referente ao programa sócio-torcedor Avanti revelam na verdade serem instrumentos de empréstimos realizados pela Crefisa e o Palmeiras para a compra e manutenção de jogadores’”, diz o documento.

O contrato assinado em janeiro de 2017 previa a possibilidade de rescisão por descumprimento das duas partes. Sendo que, nesse caso, o Palmeiras teria que devolver integralmente o valor investido até a data do rompimento pela Crefisa na contratação de Guerra, sem multa. Já a patrocinadora deveria pagar a quantia integral combinada pela aquisição do jogador.

Penhora

Outra mudança promovida pelo adendo foi a exclusão da cláusula 5.5 do acordo inicial que isentava o Palmeiras de ressarcir a parceira caso o contrato de Guerra se encerrasse e o clube nada ganhasse.

Fica estabelecido que se Guerra rescindir seu contrato na Justiça devido à “ação ou omissão culposa” do Palmeiras, o clube deverá ressarcir integralmente a parceira “inclusive com autorização de penhora e das rendas de bilheteria e do programa sócio-torcedor Avanti”.

As partes firmaram acordos semelhantes em relação a Dudu, Borja, Luan, Bruno Henrique e Deyverson.

O que dizem as partes

Abaixo leia respostas encaminhadas ao pelo departamento jurídico do Palmeiras, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre questionamentos em relação aos adendos.

Pergunta – Eventuais valores devidos pelo Palmeiras e citados no adendo são apenas dívidas vencidas ou também a vencer? Por exemplo: se Guerra for vendido com lucro de R$ 10 milhões hoje, esse dinheiro tem que ser usado para pagar parte dos R$ 120 milhões que a Crefisa emprestou, apesar de não existir nenhuma parcela aberta neste momento?

Resposta – “Vale apenas para as dívidas vencidas e não para as dívidas a vencer. Isso é justamente uma das justificativas que demonstra que os contratos são individuais. Ou seja, se vendermos o Dudu por 15 milhões de euros, mas não houver dívidas vencidas nos demais contratos, a lucratividade da operação pode ser totalmente apropriada pelo Palmeiras”.

Pergunta – Essa cláusula que vale para o caso do Guerra vale para outros contratos também?

Resposta – “Sim, essa cláusula vale para todos os contratos”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, não esclareceu as dúvidas do blog e se manifestou da seguinte forma:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o clube”.

Discordância

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras discorda das alterações. Alega que elas não poderiam ter sido feitas sem sua anuência, entre outras supostas irregularidades. O presidente Maurício Galiotte nega ter cometido falhas no processo.

Acordo com Crefisa vira alvo por data ‘trocada’ e Galiotte de licença

Leia o post original por Perrone

Atas de reuniões do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras revelam bastidores das alterações nos contratos do clube com a Crefisa. Maurício Galiotte assinou um dos adendos enquanto estava licenciado da presidência alviverde. Além disso, colocou a sua assinatura em janeiro de 2018 num documento datado de dezembro de 2017.

Os dois fatos fazem com que parte dos membros do conselho de orientação queiram anular o documento. Entre eles há ainda há suspeita de que Galiotte teria cometido crime de falsidade ideológica por causa da assinatura fora da data real. Tanto a diretoria jurídica do Palmeiras como a Crefisa negam irregularidades. Dois advogados criminalistas ouvidos pelo blog disseram não enxergar crime na atitude do dirigente.

O presidente palmeirense assinou em janeiro de 2018 um dos adendos ao contrato de patrocínio com data de 26 de dezembro de 2017, quando estava de licença.

Uma das atas registra o pedido de licença feito por Galiote para o período entre 26 de dezembro de 2017 e 17 de janeiro de 2018. Ou seja, no dia registrado na assinatura do primeiro adendo, o presidente já estava licenciado.

Em 26 de março, o membro do COF, Gilto Avallone indagou durante reunião se o vice-presidente Genaro Marino tinha negociado a mudança contratual com a Crefisa, já que era o substituto de Galiotte na ocasião da data do acordo. O cartola respondeu que não.

Em seguida, o presidente deu sua explicação: “(Galiotte) assume que assinou todos os aditivos em janeiro”, diz trecho da ata que registra a resposta do principal cartola palmeirense. Assim, ele confirmou que assinou o contrato de dezembro em outra data.

Parte do COF crê que a data retroativa foi usada para que a Crefisa não fosse multada em R$ 200 milhões por irregularidades em sua contabilidade referente a 2017.

Ao conselho de orientação, Leila Pereira, sócia da empresa e conselheira do clube, explicou que sua empresa recebeu multa de R$ 31 milhões da Receita Federal. O órgão entendeu que o contrato de patrocínio ligado ao programa de sócio torcedor e vinculado a aquisição de jogadores era na verdade empréstimo de dinheiro. A multa aplicada foi referente a 2015 e 2016. “Se não alterasse esse contrato de patrocínio para empréstimo, na sua contabilidade nos anos de 2017 e 2018, que foram os anos em que mais houve aporte de dinheiro para a aquisição de atletas, foram feitos os cálculos com seu departamento fiscal e a multa seria de mais de R$ 200 milhões”, relata a ata de reunião do COF em 7 de maio de 2018 sobre declaração de Leila.

No encontro, ela deixou claro que não aceitaria discutir mudanças no adendo a pedido dos membros do conselho de orientação por entender que eventuais alterações colocariam sua empresa em risco. “O patrocinador não muda uma vírgula desses contratos, uma vírgula, e vai brigar até o fim por eles”, afirmou a empresária e conselheira.

Outro problema visto por “cofistas” que contestam as alterações contratuais é que a contabilidade do clube estaria prejudicada com a assinatura da mudança em janeiro com data de dezembro. Isso porque o balanço de 2017 não traria os reflexos contratuais.

A diretoria jurídica do Palmeiras nega que isso tenha ocorrido. “Foram celebrados dois aditamentos. O primeiro em 2017, que não alterava a natureza da relação com a Crefisa, pois mantinha os contratos como patrocínio (uma vez que o Palmeiras ainda não precisaria devolver necessariamente os valores aportados pela patrocinadora), e o segundo aditamento celebrado em 2018, que alterou a natureza do negócio (pois obrigou o Palmeiras a passar a devolver as quantias). Portanto, apenas o segundo aditamento, celebrado em 2018, implicava a alteração do balanço’, diz comunicado do departamento jurídico palmeirense.

A diretoria jurídica também se manifestou sobre o suposto crime de falsidade ideológica por parte de Galiotte. “Na verdade essa alegação não procede. O primeiro aditamento celebrado com a Crefisa foi totalmente negociado em dezembro de 2017. Há inúmeras comprovações disso. Os profissionais e a diretoria do Palmeiras realizaram diversas reuniões na sede da Crefisa, inúmeras conferências telefônicas, sendo que próprio presidente se envolveu pessoalmente nessas negociações, mesmo estando viajando. Os termos do contrato foram finalmente sacramentados logo após o Natal, sendo assinado pela diretoria da Crefisa no dia 26, e enviado ao Palmeiras para assinatura do Presidente assim que retornasse de viagem. Ou seja, a data reflete exatamente o momento da celebração do negócio. A formalização pelo presidente do Palmeiras apenas aguardou seu retorno físico de viagem, o que é absolutamente normal nas dinâmicas de clubes e empresas, e não implica, de forma alguma, qualquer prejuízo jurídico ao negócio ou ao Palmeiras”, disse a direção em nota.

Indagada se a Crefisa pediu para que a data do adendo não fosse corrigida para 2018 com a intenção de poder lançar os números referentes a alteração contratual em seu balanço de 2017, a assessoria de imprensa da empresa respondeu: “a  questão da data é irrelevante, pois quem
assinou tem poderes para isso, o Presidente do Palmeiras.
E para deixar claro, os aditivos tiveram parecer favorável tanto de auditoria interna quanto externa do Clube. A rejeição dos balancetes pelo COF tem intuito eminentemente político (os últimos três apresentados ao órgão foram reprovados por conta do contrato com a Crefeisa)”.

Para o advogado criminalista Luiz Flávio D’Urso, mestre e doutor em direito penal pela USP e que foi presidente da OAB-SP por três gestões, não há indícios de irregularidades na assinatura do adendo feita por Galiotte.

“Não me parece que houve falsidade ideológica. O acordo foi pactuado antes, muito embora a assinatura tenha sido dias depois. Não vejo crime. É absolutamente comum na medida em que as partes se acertam, um coloca a assinatura hoje, o outro depois. Haveria crime se a mudança de data fosse para mudar a essência do contrato. Por exemplo, você tem um pagamento mensal para fazer, e eu, maliciosamente, antecipo a data do contrato em seis meses para te cobrar a mais”, explicou D’Urso.

Sobre Gagliotte assinar o contrato enquanto estava licenciado, o criminalista também não vê problemas. “Basta o presidente ratificar (seu ato) quando voltar de licença.”

 

 

E de pensar que ela era Vascaína, hein?

Leia o post original por Craque Neto

Esses dias andei lendo uma matéria do Lance! onde Sra. Leila Pereira, dona da Crefisa, patrocinadora master do Palmeiras, diz claramente que se não fosse por ela o clube não estaria onde está. Ou seja, afirma com todas as letras que enquanto um clube grande tem em média R$ 30 milhões por ano de patrocínio, ela dá ao Verdão cerca de R$ 100 milhões para auxílio no pagamento de salário de jogador e premiações. Isso significa mais que o TRIPLO! É brincadeira?  O lucro do Palmeiras já está mais do que garantido. Em três anos, eu coloquei cerca de meio bilhão […]

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Com Leila, restaurante de luxo em SP vira palco para política palmeirense

Leia o post original por Perrone

A entrada do casal dono da Crefisa no conselho deliberativo do Palmeiras está mudando o jeito como se faz política no clube. Ou pelo menos onde se faz, o que é degustado durante os debates e o valor das contas. Os encontros entre conselheiros não acontecem mais apenas em cantinas e pizzarias tradicionais de São Paulo. José Roberto Lamacchia e Leila Pereira abriram as portas do Fasano, um dos mais requintados restaurantes da cidade, para seus colegas.

Na última segunda, alguns deles foram convidados pelo casal para jantar no famoso estabelecimento. No lugar de pizzas e massas de gosto popular, a casa, uma das mais caras da capital e com sotaque italiano, oferece pratos incomuns para o grande público. Um exemplo é o carpaccio de vieira com iogurte e arroz selvagem crocante.

Mas no cardápio do encontro de conselheiros com Lamacchia e Leila também estavam as futuras mudanças no estatuto do clube e o novo formato do patrocínio da Crefisa com o Palmeiras. É o que explicou ao blog Seraphim Del Grande, presidente do conselho deliberativo palmeirense e também presente ao jantar.

“A Leila fez o convite. Eu aproveitei pra explicar para eles  sobre a comissão que estuda mudanças estatutárias. Ela também falou sobre esse novo acordo com o clube que todos querem saber”, disse Del Grande ao blog.

Por sua vez, a empresária não deu detalhes a respeito do que foi conversado durante o jantar em elegante ambiente. Por meio de sua assessoria de imprensa, ela disse: “foram 22 amigos que participaram desse encontro, entre eles vários conselheiros do Palmeiras. A noite foi muito agradável, falamos de muitos assuntos, mas pode ter certeza de uma coisa, ali todos estavam interessados no bem do clube, em sempre poder ajudar o Palmeiras em tudo que ele precisar.”

Del Grande é ferrenho defensor da alteração do tempo de mandato do presidente alviverde de dois para três anos. “Dois anos é pouco tempo para trabalhar. Na maioria dos clubes são três anos. A Leila também entende que esse é o melhor caminho”, afirmou o presidente do conselho.

Integrantes do grupo político do ex-presidente Mustafá Contursi, críticos de Leila, acreditam que a mudança facilitaria uma eventual candidatura da empresária à presidência. O raciocínio é de que, caso Maurício Galiotte seja eleito em novembro para mais dois anos de administração, a dona da Crefisa ainda não teria o tempo mínimo necessário para ser candidata à sua sucessão e contar com o apoio dele. Na hipótese de um mandato estendido, ela já estaria apta a concorrer e com a indicação do cartola.

“Essa proposta de mudança não tem nada a ver com a Leila. Surgiu ainda quando Paulo Nobre era presidente. Faz tempo que decidimos dividir as alterações no estatuto em fases. Estamos discutindo mais uma agora”, declarou Del Grande.

O novo modelo de contrato entre Crefisa e Palmeiras também provoca discussões acaloradas no Palmeiras. Antes, o clube apenas precisava devolver para a patrocinadora a receita que obtivesse com a revenda de atletas bancados por ela. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria todo com o Palmeiras. Mas depois de cobrança da Receita Federal junto à empresa, o trato foi modificado. Agora o alviverde precisa devolver o dinheiro independentemente de lucro ou prejuízo. Assim, se um jogador ficar sem contrato e sair de graça, o clube tem que cobrir o rombo. O conselho fiscal quer outra solução por entender que essa é arriscada para a agremiação. Já a diretoria avalia não haver risco. Acredita que jogadores bem revendidos compensariam eventuais atletas liberados sem retorno financeiro.

Não é apenas em volta de uma sofisticada mesa que Leila tem se aproximado dos conselheiros. Já se tornou tradição ela convidar os colegas para acompanhar a equipe fora de casa viajando em seu jato.

 

 

 

 

Brasileirão começa com voo em jato de Leila Pereira para 11 conselheiros

Leia o post original por Perrone

Para pelo menos 11 sortudos conselheiros do Palmeiras o Brasileirão começou com direito a acompanhar o time fora de casa viajando de jato particular e sem pagar pela mordomia. O pacote teve ainda uma refeição leve no hotel da delegação alviverde no Rio, encontro com o presidente do clube, Maurício Galiotte, e ida para o estádio em van do estafe palmeirense. Os felizardos foram convidados por Leila Pereira para assistirem ao empate em um gol com o Botafogo, na última segunda (16).

Os convites da patrocinadora do clube a colegas de conselho deliberativo para seguirem o time com estilo refinado se tornaram rotineiros. E são vistos por parte dos aliados do ex-presidente Mustafá Contursi como uma estratégia para angariar apoio político.

Porém, cinco dos participantes do “bate e volta” ouvidos pela reportagem afirmaram que não se falou de política durante a viagem. Isso num momento em que pelo menos dois assuntos fervem no conselho. Um é a mudança estatutária que pode incluir aumento no mandato do presidente de dois para três anos. O outro é o novo formato do contrato entre Crefisa e Palmeiras, que é contestado pelo conselho de orientação fiscal.

Antes, o clube só precisava devolver para a patrocinadora a receita que arrecadasse com a revenda de atletas bancados por ela. Em caso de prejuízo, ele seria só da empresa. O lucro ficaria todo com o Palmeiras. Mas após cobrança da Receita Federal, o acordo foi alterado. Em qualquer situação, o Palmeiras precisa devolver o dinheiro. Assim, se um jogador ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem que cobrir o rombo. O conselho fiscal quer outra solução por entender que essa é arriscada para o clube. Já a diretoria não vê grandes riscos. Calcula que se um jogador sair gratuitamente, a venda de outro deve compensar o prejuízo.

Apesar de o tema ser palpitante, ele não foi discutido durante o passeio ao Rio. É o que asseguram os conselheiros Antônio Carlos Corcione, Antônio Henrique Silva, Edis Caberlin, Manoel Dantas Pinheiro Filho e Luciano Henrique Silva.

Porém, integrantes da exclusiva comitiva explicam a motivação para o passeio de diferentes formas.

“Eu tenho enorme alegria em poder convidar conselheiros que são companheiros para ver o Palmeiras jogar em partidas que vou com meu avião em jogos aqui no Brasil e fora, pela Libertadores. E também os convido para ir ao nosso camarote”, disse Leila por meio de sua assessoria de imprensa. Sem fazer segredo, ela postou foto do grupo na aeronave numa rede social.

“Ela nos convidou para a gente dar um apoio ao time e à diretoria no início do Brasileiro. Pra mostrarmos que estamos juntos”, declarou Antônio Henrique. Ele estava acompanhado de dois filhos, também conselheiros.

Para Corcione, a empresária não gosta de viajar com a aeronave vazia para acompanhar o Palmeiras. “Ela sempre nos diz que é muito triste usar o avião dela e viajar sozinha. Deve ser mesmo”, afirmou o conselheiro.

“A Leila é poderosa, tem um avião com 15 lugares, não precisa explicar porque está convidando. Ela me convidou e eu fui”, disparou Caberlin, que conta ser antigo diretor de sinuca do clube. Ele completou 71 anos no dia da viagem. “Foi até um presente de aniversário pra mim. Mas não muda nada no meu conceito político”, explicou o conselheiro que se define como quem nunca fez oposição a presidentes da agremiação.

Dos cinco conselheiros que conversaram com a reportagem, apenas Manoel Dantas afirmou que foi procurado antes por Galiotte para falar sobre a viagem. “Ele (presidente) me ligou e disse: ‘Dantas, quer ir pro Rio ver o jogo? A Leila tá montando um grupo pra ir no avião dela e talvez ela te ligue. Ela me ligou e eu aceitei. Fui convidado e viajei com o (Arnaldo) Tirone, o Paulo (Nobre, ambos ex-presidentes). Não tem nada demais. Não se falou de política, de estatuto, de nada. Ela convidou mais de 14 pessoas, eu não sou de panela nenhuma”, falou Dantas.

A turma montada por Leila saiu de São Paulo entre 14h e 15h, lanchou no mesmo hotel em que estava a equipe, sem encontrar os jogadores mas com a presença de Galiotte. A conta foi paga pelo Palmeiras.

O retorno foi na correria, logo depois da partida. Não deu tempo de jantar na Cidade Maravilhosa. “Mas ela (Leila) serviu um lanche caprichado no avião”, contou Antônio Henrique. Ele não entregou qual foi o cardápio oferecido na aeronave, apelidada jocosamente por um adversário político da empresária de “Aero Estatuto”.

Com Danilo Lavieri, do UOL Esporte, em São Paulo

Briga do Palmeiras com FPF abafa críticas a Roger e ao contrato com Crefisa

Leia o post original por Perrone

Desde a perda do título Paulista diante do Corinthians, em casa, no último domingo, a diretoria do Palmeiras praticamente só fala sobre o clube supostamente ter sido prejudicado pela arbitragem e de sua guerra com a Federação Paulista. A revolta abafou outros temas importantes no clube. Veja abaixo quais são os principais.

Críticas a Roger Machado

Apesar de o Palmeiras ter feito a melhor campanha do Campeonato Paulista, conselheiros de diferentes alas políticas passaram a criticar o treinador depois da perda do título. A insatisfação pode ser medida em grupos de membros do Conselho Deliberativo no “WhatsApp”. As queixas mais frequentes são em relação à escalação do time no último jogo da decisão e às substituições. Na opinião dos críticos, o treinador deveria ter começado a partida com uma formação mais defensiva no meio. “Um dos erros foi tirar o Willian no segundo tempo e não o Lucas Lima (para a entrada de Keno). Também não dá pra tomar gol com um minuto de jogo numa final”, disse ao blog o conselheiro José Corona Neto. Ele foi contrário à contratação de Roger.

Lucas Lima

O ex-santista é o jogador mais cobrado entre conselheiros pela atuação na derrota por 1 a 0 para o Corinthians no Allianz Parque. A avaliação é de que, pelo que recebe, o meia tinha a obrigação de ser decisivo na partida. Ao lado de Dudu ele foi um dos palmeirenses que desperdiçaram pênaltis.

Pressão sobre Alexandre Mattos

A perda do título trouxe de volta antigas críticas de conselheiros contra o dirigente remunerado do Palmeiras. Apesar de a maioria dos desafetos do executivo estar no grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, existem críticos em diferentes alas. Quatro conselheiros ouvidos pelo blog reclamaram de Mattos depois da decisão. O argumento central é de que os resultados em campo estão abaixo dos investimentos feitos pela diretoria. A tese é antiga.  “Ele acertou muito nas contratações, mas também errou muito desde que chegou ao clube. Não é um executivo que domina 100% a situação. Trazer Juninho, Michel Bastos, Luan, Mayke e Deyverson, por exemplo, foram erros na minha opinião”, disse Corona. Mattos não quis comentar o fato de voltar a ser criticado. Porém, a diretoria do clube costuma tratar os ataques ao cartola como gesto político principalmente do grupo de Contursi, obcecado por corte de despesas. Nem o fato de o clube ter sido campeão brasileiro em 2016 ameniza as reclamações contra o executivo.

Jogo com o Boca

Com a diretoria concentrada em atacar a Federação Paulista por uma suposta interferência externa no lance em que um pênalti a favor do Palmeiras foi marcado e anulado no segundo jogo da decisão, pouco se falou no clube publicamente sobre a partida desta quarta contra o Boca Juniors pela Libertadores. Porém, o clima é de tensão entre conselheiros. O receio é de que o fracasso na final do estadual tenha abalado a confiança dos jogadores a ponto de produzir um novo resultado negativo em casa.

Aumento de preço dos ingressos na Libertadores

A polêmica em torno da decisão do Paulista também deixou em segundo plano os protestos de torcedores contra a decisão da diretoria de deixar mais caras as entradas para os jogos do time no torneio continental. No ano passado, o tíquete mais barato saía por R$ 90. Agora custa R$ 180, valor superior aos R$ 160 referentes aos ingressos mais caros em 2017. As queixas, no entanto, ficaram pelo caminho. A UVB (União Verde e Branca), grupo que tem entre seus líderes Wlademir Pescarmona, derrotado por Paulo Nobre na eleição presidencial de 2014, é uma das alas que chegou a propor discussão com a diretoria contra os novos preços. A direção, porém, manteve sua posição.

Contrato com a Crefisa

Paralelamente aos desdobramentos da derrota na final do Paulista, há grande preocupação de membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras em relação às novas regras da parceria do clube com a Crefisa. O órgão recomendou que a diretoria reavalie o novo acordo com a patrocinadora. Por conta de problemas com a Receita Federal,  a empresa solicitou a alteração do contrato. Antes, o clube só tinha que devolver o dinheiro investido pela patrocinadora em jogadores quando vendesse os atletas contratados com seu suporte. Eventuais lucros ficariam com o Palmeiras e possíveis prejuízos com a parceira. Agora, de qualquer forma o dinheiro precisa ser devolvido. Ou seja, se um jogador bancado pela parceira ficar livre e sair de graça, o Palmeiras tem que devolver a quantia integral. A diretoria não vê grandes riscos na negociação por entender que serão raros os casos de atletas ficarem sem contrato. A avaliação é de que os jogadores vendidos  com lucro devem compensar possíveis prejuízos. Os “cofistas” estão ávidos por uma nova proposta da diretoria, mergulhada na guerra com a FPF.