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Quebras de sigilo bancário arrastam investigação que envolve Aidar no SPFC

Leia o post original por Perrone

Cerca de três anos e nove meses após começar, a investigação do Ministério Público paulista sobre a compra do zagueiro Maidana feita pelo São Paulo na gestão de Carlos Miguel Aidar não foi concluída. A demora incomoda conselheiros são-paulinos que fizeram a denúncia, entre eles Newton Ferreira, o “Newton do Chapéu”, opositor e ex-candidato à presidência.

A principal suspeita é de crime de lavagem de dinheiro, o que os envolvidos na operação sempre negaram. Conforme apurou o blog, o MP ainda não conseguiu concluir os trabalhos principalmente por conta de uma série de quebras de sigilos bancários autorizados pela Justiça. Há um grande volume de informações que precisam ser checadas. A intenção é seguir o caminho da dinheiro.

A maneira mais prática de se demonstrar a lavagem é identificar o retorno do dinheiro para os que participaram da operação original. Essa comprovação foi dificultada pela quantidade de empresas que apareceram depois do primeiro pagamento. Nesse momento, técnicos se debruçam principalmente sobre movimentações fora do padrão feitas em algumas das contas que tiveram os sigilos quebrados.

A pedido do MP, a Justiça decretou sigilo das investigações. Segundo fonte no Ministério Público, o segredo vale para as peças referentes aos dados bancários e foi solicitado para preservar direitos dos donos das contas.

Entre as contas que  tiveram pedido de quebra de sigilo estão as do Monte Cristo, time que vendeu Maidana ao São Paulo sem chegar a aproveitá-lo, e de uma empresa pertencente a Cinira Maturana, namorada de Aidar. O casal nega ter praticado crimes.

De acordo com as investigações feitas pelo Ministério Público, o Monte Cristo, de Goiás, pagou R$ 400 mil ao Criciúma pelo jogador usando dinheiro colocado no negócio pela empresa Itaquerão Soccer. Dias depois, o atleta, hoje no Atlético-MG, foi vendido ao São Paulo por R$ 2 milhões, de acordo com a promotoria, o que gerou a suspeita de lavagem de dinheiro.

As investigações são conduzidas pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de dinheiro e de Recuperação de Ativos do MP).

Crise política e menor frequência na elite. O futebol de SC após tragédia

Leia o post original por Perrone

Perto de o acidente aéreo que vitimou a Chapecoense e o principal dirigente do Estado, além de jornalistas e membros da tripulação, completar dois anos, o futebol catarinense enfrenta crise política e frequenta menos a Série A do Brasileiro.

A situação contrasta com a projeção dada ao Estado pela ascensão da equipe de Chapecó até o trágico 29 de novembro de 2016.

Disputa pelo poder na Federação Catarinense de Futebol (FCF) na Justiça, parte dos clubes reclamando da administração da entidade, perdas em contratos de TV e dificuldades em campo marcam o cenário atual.

A política na federação local começou a perder estabilidade com a morte de Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da FCF e líder da oposição na CBF na ocasião. Ele estava na no voo da Chape.

Em seu lugar assumiu Rubens Renato Angelotti, que era vice-presidente da federação. Com uma série de medidas, ele ganhou a antipatia de uma ala dos dirigentes catarinenses.

Porém, a crise política foi deflagrada de vez quando Angelotti marcou para abril deste ano a eleição para a sua sucessão, apesar de a diretoria eleita só tomar posse em abril de 2019.

A oposição apontou uma série de supostas irregularidades e foi à Justiça conseguindo uma liminar que estava travando o pleito.  Recentemente, o processo foi extinto. A votação está marcada para a próxima quinta (23), e a oposição tenta agir na Justiça.

Angelotti nega falhas no processo eleitoral e rebate todas as críticas de seus opositores em entrevista publicada no final deste post.

“As condições para a eleição não mudaram. Os requisitos previstos no estatuto impedem o processo democrático”, disse ao blog Alexandre Beck Monguilhott. Sua candidatura implodiu por não conseguir o número de assinaturas exigido para lançar uma chapa. Em seguida foi à Justiça apontando supostas falhas nos procedimentos exigidos para os candidatos. Neste momento, o atual presidente é candidato único.

“O edital da eleição foi feito para não existir disputa. A situação recolheu as assinaturas e lançou o edital depois que não dava mais para outra chapa se inscrever (por falta do número mínimo de apoios)”, disse Alessandro Abreu, advogado de Monguilhott.

Na ação, a oposição alega que houve fraude eleitoral porque, entre outros motivos, o processo eleitoral só duraria cinco dias, impossibilitando que o opositor recolhesse assinaturas de apoio. E que a situação já sabia das regras com antecipação, por isso viabilizou a chapa única.

Episódio parecido aconteceu em recente eleição na CBF. O situacionista Rogério Caboclo colheu número de assinaturas que impediu o opositor Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, de se candidatar. Caboclo foi eleito um ano antes de sua posse.

Política e arbitragem

No processo, o opositor alega que na chapa situacionista o candidato a vice-presidente é chefe da arbitragem na federação (Marco Antônio Martins) e que isso pressiona os clubes eleitores.

“De acordo com informações extraoficiais, o atual diretor de arbitragem é candidato a uma vice-presidência pela chapa da situação o que causa intimidação, especialmente aos clubes de futebol que se sentem compelidos a apoiar a chapa sob o risco de afrontar o departamento de arbitragem”, diz trecho da ação escrito pelos advogados da oposição.

Delfinzinho

No pacote que fez Angelotti ganhar a antipatia de uma fatia dos cartolas catarinenses está a demissão de Delfim Pádua Peixoto Neto, filho do ex-presidente da FCF.

Delfinzinho, como é conhecido o ex-dirigente, era assessor do pai e tem a simpatia de vários dirigentes catarinenses. Sua demissão ocorreu pouco depois de Angelotti assumir o poder.

Como o atual presidente é alinhado com Marco Polo Del Nero, o afastamento foi visto por cartolas amigos de Delfinzinho como uma medida para agradar o ex-presidente da CBF, hoje banido do futebol pela Fifa. Angelotti nega que a decisão tenha tido caráter de retaliação.

Os críticos da demissão afirmam que como o atual presidente está completando o mandato de Delfim, deveria, por respeito, manter seu filho até o final da gestão. “Ele (Angelotti) falou que veio ordem de cima para me demitir”, declarou Delfinzinho.

TV

Críticos da gestão de Angelotti apontam o fracasso na negociação para venda dos direitos do Campeonato Catarinense em TV por assinatura e pelo pay-per-view como sinal de debilidade do futebol local.

Ao discutir a renovação de seu contrato para a transmissão da competição, o grupo Globo desistiu de comprar os direitos sobre essas duas propriedades.

Presidente de clube local que atribui a atuação de Angelotti na negociação como fator importante para o desacerto calcula que os clubes perderam cerca de R$ 4 milhões com a decisão do grupo Globo de não mostrar as partidas do catarinense pelo Sportv e pelo pay-per-view.

O mesmo cartola avalia que o atual presidente não tem a mesma capacidade de liderança que Delfim tinha. Isso teria atrapalhado na negociação. Ele pediu para seu nome não ser divulgado com medo de retaliação por parte da federação.

Porém, a opinião de que o fracasso nas tratativas deve ser atribuído principalmente a Angelotti não é unanime.

“A federação poderia ter sido mais produtiva, e a associação dos clubes (de Santa Catarina) também. Mas os clubes foram lentos demais para se posicionar, pecaram por não viabilizar. Agora isso não é um privilégio do futebol catarinense. Ouvimos das televisões que só o Paulista dá dinheiro entre os estaduais. Elas só se interessam pelos de São Paulo e do Rio, este, talvez, por questões políticas”, disse o presidente do Figueirense, Cláudio César Vernalha de Abreu de Oliveira.

Gastos

Outra conta feita por críticos da gestão de Angelotti diz respeito a um aumento nas despesas da federação. Os opositores reclamam dos salários pagos pela atual gestão.

O balanço da Federação Catarinense publicado no site da CBF mostra que em 2017 a despesa operacional da entidade foi de cerca de R$ 5,1 milhão contra aproximadamente R$ 3,59 milhões em 2016.

A entidade fechou 2017 com deficit de R$ 139,3 mil. Em 2016, havia sido registrado superávit de R$ 28,1 mil. Apesar do déficit no ano passado, a federação registrou aumento em sua receita líquida. Foram R$ 5,3 milhões diante de R$ 3,9 milhões no exercício anterior.

Os opositores também afirmam que a atual administração aumentou valores de taxas, afetando o caixa dos clubes. O balanço aponta que em 2017 a entidade arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão com taxas e emolumentos. Em 2016, essa arrecadação foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

Angelotti, no entanto, nega que tenha aumentado as taxas.

A receita da federação no ano passado com participação em jogos também aumentou. Ela ficou em por volta de R$ 1,5 milhão contra R$ 991,3 no ano anterior.

Declínio?

Em campo, atualmente, os catarinenses não contam com uma sensação como era o time da Chape vitimado pelo acidente aéreo e que disputava o título da Copa Sul-Americana.

Na ocasião, além da Chapecoense, o Figueirense também representava o Estado na Série A, mas foi rebaixado naquele ano. Hoje só a Chape, 14ª colocada está na elite do Nacional entre os catarinenses. Em 2015, durante a gestão de Delfim na federação, a equipe de Chapecó teve a companhia de Avaí, Figueirense e Joinville na primeira divisão. Porém, Avaí e Joinville terminaram o ano rebaixados.

Em 2014, Figueirense, Chape e Criciúma, este rebaixado, jogaram na primeira divisão brasileira.

Hoje, Avaí, Figueirense e Criciúma estão na Série B. O Joinville acaba de ficar entre os rebaixados da Série C do Brasileiro.

“Não vejo os problemas do futebol catarinense como pontuais, são gerais do futebol brasileiro. Não tenho queixas da federação”, afirmou o presidente do Figueirense.

O que Angelotti diz

Abaixo, leia entrevista do blog com Rubens Renato Angelotti feita por meio de mensagem de celular.

Blog – A oposição fala em fraude eleitoral. Isso ocorreu?

Angelotti – Todos os procedimentos relativos ao processo eleitoral foram cumpridos conforme o estatuto.

Blog – A oposição diz que o diretor de arbitragem da federação, Marco Antônio Martins é o principal articulador de sua campanha e é candidato à vice. Alega também que isso intimida os clubes. Como analisa essa afirmação?

Angelotti – Ele faz parte de nosso grupo de trabalho que vem
conduzindo a FCF junto comigo. Nao existe impedimento legal para ele estar na chapa.
Blog – Parte da oposição culpa a federação pelo fracasso na negociação com o grupo Globo pela transmissão do Catarinense em TV fechada e pelo pay-per-view. Na sua opinião o que provocou essa situação?

Angelotti – Não há fracasso, o contrato foi renovado com base nos anos anteriores,com participação dos clubes na negociação. Quanto à TV fechada, foi política da Globo não renovar com alguns estados, motivada por redução de custos.

Blog – Na sua gestão houve aumento na folha salarial da federação? De quanto? Por quê? De quanto foi o aumento no número de funcionários?

Angelotti – A FCF teve suas contas aprovadas por unanimidade pelos clubes e ligas filiadas no mês de abril de 2018. Houve aumentos naturais em função de dissídio coletivo. E reorganização do quadro de funcionários.

Blog – O senhor já recebeu críticas de clubes ao desempenho de seu superintendente, Lédio D’Altoé e em relação ao salário dele? Se sim, o que respondeu?

Angelotti – Houve questionamentos sim e de pronto esclarecidos.

Blog – Em quanto aumentaram as taxas cobradas na sua gestão e por quê?

Angelotti – Não houve aumento de taxas e sim redução de custos para os clubes filiados:

A – redução de pessoal de trabalho nos jogos, consequentemente baixa no custo do borderô;

B – subsídio e até isenção das taxas de arbitragem nas séries B,C e Base;

C – fornecimento de bolas gratuitas em todas as competições;

D – Pacotes para inscrição de atletas reduzindo o custo dos clubes. Cabe salientar que no primeiro ano tivemos dificuldades em função de negociação de impostos não recolhidos.

Blog – O senhor disse que houve redução de taxas. Foi a partir de 2018? Pergunto porque o balanço de 2017 da federação registra aumento nas receitas com taxas e emolumentos e também nas receitas com a participação em jogos. Isso em relação a 2016.

Angelotti – 2017. Houve redução de custos para os clubes. E o aumento das receitas é porque houve maior controle na arrecadação com informatização de borderô eletrônico.

Blog – Procede que o senhor disse ao Delfinzinho que ele foi demitido por ordens superiores? Por que ele foi demitido? Recebeu pedido do Marco Polo Del Nero para isso?

Angelotti – Quando assumimos realizamos alguns ajustes no quadro de colaboradores, não houve nenhuma retaliação ao Delfinzinho. Inclusive sua esposa, filho e enteada continuam trabalhando na FCF.

Blog – Em sua opinião, houve queda técnica dos times catarinenses? Se sim, por quê?

Angelotti – A FCF é responsável pela organização das competições apoia os clubes para que melhorem seu desempenho técnico. Você é nosso convidado a fazer uma visita a FCF para conhecer nosso trabalho.

 

 

 

 

 

 

Calvário colorado

Leia o post original por Antero Greco

Torcer para o Inter, ultimamente, tem sido sinônimo de angústia. Não bastasse a queda no ano passado, agora acumula tropeços na Série B. O mais recente, no meio da tarde deste sábado, no empate por 1 a 1 com o Criciúma, no Beira-Rio. Gol salvador de Klaus, aos 48 do segundo tempo, para evitar vexame maior.
Perder pontos como mandante, numa competição de acesso e equilibrada, nem é tão fora de propósito. O que amedronta é a instabilidade. A turma colorada tem dificuldade para coordenar-se, para fazer o jogo fluir, para finalizar ao gol. Enfim, está complicado para impor-se.
Essas limitações deram o ar da desgraça diante do rival catarinense. Não é que o Inter tenha passado sufoco – a rigor, o Criciúma teve uma grande oportunidade, com Lucão aos 5 minutos do primeiro tempo, ficou em vantagem e soube segurar-se. O entrave foi a partir daí: teve mais posse de bola, até procurou ir à frente, mas não soube como fazê-lo. Ou, em geral, mais na base da vontade e da ansiedade do que de maneira coordenada.
No papel, o Inter não é menos do que os outros que estão adiante dele na classificação. Vejo, até, como melhor do que a maioria. Não se despreza a qualidade de gente como D’Alessandro, Potker, Danilo, Uendel, para ficar nos que atuaram nesta rodada. O xis do problema é a falta de liga. Não tem jeito de engrenar na atual temporada.
Por isso, jogadores abusaram dos cruzamentos, dos levantamentos para a área, das tentativas de cavar faltas. Alguém pode dizer que deu certo, por causa do gol de Klaus. Meia verdade. Houve, no lance, falha da zaga do Criciúma. E é muito pouco para quem pretende subir mais forte do que na época do rebaixamento.
O Inter de hoje está muito aquém da própria história. O que não justifica protestos e violência de alguns torcedores, depois do jogo. Não é na ignorância e no terror que o Inter reencontrará o rumo. Mas com incentivo.

O que trava a negociação do Corinthians por atacante do Criciúma

Leia o post original por Perrone

A negociação do Corinthians com o Criciúma por Gustavo, artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro, está travada por causa de uma diferença de R$ 3,5 milhões.

Como mostrou o UOL Esporte, o time catarinense, ao ser consultado, informou ao alvinegro que só liberaria o jogador por R$ 12 milhões, valor da multa rescisória, e o clube paulista pretendia gastar até R$ 5 milhões por 100% dos direitos econômicos do atacante.

Para tentar viabilizar a compra, o Corinthians acenou com R$ 2,5 milhões por uma fatia de 50%, mas o Criciúma calcula que nesse caso deve receber a metade da quantia referente à multa, ou R$ 6 milhões, conforme apurou o blog. A diretoria corintiana não confirma a negociação, mas pode chegar até R$ 3 milhões pela metade dos direitos econômicos de Gustavo.

Sabendo do interesse do time de Santa Catarina em Alan Mineiro, que não emplacou em seu empréstimo ao América-MG, o Corinthians sinalizou que emprestaria o meia de graça, pagando seus salários de aproximadamente R$ 60 mil mensais, caso ficasse com Gustavo. O Criciúma estudava bancar metade da remuneração de Alan, mas a vinculação dele na negociação pelo atacante acabou emperrando também a situação do meia.

Alan ainda tem condições de defender outra equipe nesta temporada, pois o regulamento de transferências da CBF, alinhado ao da Fifa, só impede o atleta de atuar por três equipes no mesmo ano em competições nacionais organizadas pela CBF. Mineiro não disputou o Brasileiro pelo Corinthians.

Além da falta de acerto em relação ao valor a ser pago, o clube paulista também enfrenta a concorrência de outras equipes brasileiras que estão de olho em Gustavo e tentam manter o interesse em sigilo. O blog não obteve a confirmação de outros clubes que já tenham feito proposta oficial pelo autor de 11 gols na Série B deste ano.

Testemunha diz ter sido intimidada, e MP decreta sigilo no “caso Maidana”

Leia o post original por Perrone

O procedimento do Ministério Público paulista que investiga se houve lavagem de dinheiro na transferência de Iago Maidana para o São Paulo no ano passado teve seu sigilo decretado.

A medida foi tomada pelo promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos), porque ao menos uma testemunha afirmou ter sido intimidada. Assim, o segredo sobre o que for dito e apurado tem a intenção de proteger os envolvidos, de acordo com o MP.

Por conta do sigilo, não é possível saber quem alega ter sido intimidado, a identidade do suposto intimidador e o que foi feito exatamente. O certo é que agora a promotoria investiga também essa acusação.

Enquanto o procedimento era público, o blog teve acesso a ele e revelou que houve uma denúncia de suposto uso do dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) para a compra de Maidana pelo Monte Cristo, de Goiás, junto ao Criciúma, com dinheiro da Itaquerão Soccer. O clube goiano e a empresa afirmaram ao blog que a origem do dinheiro é lícita.

O atleta foi comprado pelo Monte Cristo por R$ 400 mil e revendido em seguida para o São Paulo por R$ 2 milhões. Como mostrou o blog, Maidana disse ao MP que acertou seus salários com o São Paulo antes de rescindir o contrato com o Criciúma e assinar com o Monte Cristo, clube no qual ele admite que nem chegou a pisar.

Guerrero desencanta, e Flamengo bate o Galo na estreia da Primeira Liga; Inter e Coxa ficam no zero; Furacão vence o Flu; e Cruzeiro e Criciúma empatam!

Leia o post original por Milton Neves

Atlético-MG 0 x 2 Flamengo

Contra tudo e contra todos, a Primeira Liga, que reúne times do Sul, do Rio e de Minas, saiu do papel e teve a sua estreia nesta noite.

E no Mineirão, após cinco meses de jejum, Paolo Guerrero voltou a balançar as redes pelo Flamengo.

E duas vezes!!!

A vítima do peruano foi o Atlético-MG, do uruguaio Diego Aguirre, que parece ainda estar buscando a maneira ideal de jogar.

E este, de fato, é o momento certo de fazer isso.

Afinal, daqui a pouco começa a Libertadores, torneio que o Galo é favorito ao título.

Mas e o Fla, hein?

Será que vai deslanchar neste ano com o ótimo Muricy Ramalho?

Eu estou achando que sim, mas o Rubro-Negro ainda precisa de alguns reforços…

Internacional 0 x 0 Coritiba

No Beira-Rio, Internacional e Coritiba protagonizaram o único 0 a 0 da noite.

Será que o Colorado decepcionará novamente neste ano?

E o Coxa?

Fluminense 0 x 1 Atlético-PR

Em Volta Redonda-RJ, Fluminense e Atlético-PR fizeram um jogo quentíssimo.

Só que muito mais pelo destempero dos jogadores do que pela qualidade do futebol.

A gota d’água das provocações entre os atletas se deu no segundo tempo, quando Fred acertou um soco no lateral Léo (os dois acabaram expulsos).

Atitude lamentável de um jogador tão rodado quanto o goleador do Flu, não é mesmo?

No final, o Furacão ainda saiu com a vitória por 1 a 0, gol de Vinícius.

Criciúma 1 x 1 Cruzeiro

Em Santa Catarina, Criciúma e Cruzeiro ficaram no empate: 1 a 1.

Mas isso porque a Raposa deu sorte.

Os catarinenses, que pressionaram na maior parte do jogo, mereciam a vitória em casa.

Opine!

Sr. Olhão: As jóias do Criciúma

Leia o post original por Rica Perrone

No início dos anos 90 uma equipe do Sul de Santa Catarina, surpreendeu o Brasil. Conquistou a Copa do Brasil, jogou de igual para igual com o São Paulo FC de dele, quase eliminando a equipe do Morumbi da Libertadores de 92. Nessa equipe, tínhamos um atacante muito rápido que foi cobiçado por muitos na […]

Mesmo jogando mal, Fluminense vence o clássico contra o Botafogo e afunda ainda mais o rival. Em Santa Catarina, Grêmio bate Criciúma e se garante no G4. Os dois tricolores vão conseguir a classificação para a Libertadores???

Leia o post original por Milton Neves

placar

Fluminense x Botafogo

Em outros tempos, este seria um clássico recheado de estrelas em campo e com as arquibancadas lotadas. Hoje, não vimos nem uma coisa, nem outra.

Mesmo com um time muito superior ao do adversário, o Fluminense não conseguiu criar grandes oportunidades, tanto que a melhor chance do primeiro tempo foi do Botafogo.

Carlos Alberto, aquele mesmo, que uma vez foi anunciado por José Mourinho como um dos melhores jogadores do mundo, ficou sozinho com Diego Cavalieri, mas não conseguiu concluir em gol.

Assim, o Tricolor das Laranjeiras forçou o famoso “chuveirinho” na área. Após mais de 20 tentativas, Edson conseguiu balançar as redes e deixar o Fluminense na frente.

Sem poder de reação, o Fogão perdeu mais uma no campeonato. Agora, o time da Estrela Solitária está em uma situação ainda mais dramática, já que pode perder mais uma posição amanhã. Enquanto isso, o Tricolor segue na cola do G4 com 57 pontos.

Criciúma x Grêmio

Ambos os times precisavam desesperadamente da vitória, mas por motivos diferentes. O Criciúma é o lanterna do Brasileirão e ainda tem esperanças de ficar na primeira divisão. Por outro lado, o Grêmio só queria saber dos três pontos para se manter entre os líderes.

Em pouco tempo, ficou claro que o Tricolor gaúcho não teria grandes dificuldades na partida. Antes do intervalo, o time Imortal já estava vencendo por 2 a 0.

Na segunda etapa, os comandados do técnico Felipão ainda fizeram mais um gol para fechar o caixão do Tigre.

Com apenas 30 pontos, o Criciúma vive situação complicada no Campeonato Brasileiro, está cada vez mais difícil ver uma luz no fim do túnel. Já o Grêmio está cada vez mais perto da Libertadores. Com 60 pontos, o Tricolor está na terceira colocação.

OPINE!!!

No sobe e desce do Brasileiro só o Cruzeiro permanece lá em cima

Leia o post original por Quartarollo

Cruzeiro perdeu a segunda consecutiva e a sexta no Brasileiro. Foi neste domingo à tarde, no Maracanã, diante do Flamengo por 3 x 0. Os dois primeiros gols tiveram falhas gritantes da zaga cruzeirense. Dedé fez o favor de fazer … Continuar lendo

Derrota ensaiada

Leia o post original por Odir Cunha

Em 27 jogos, Criciúma tinha marcado apenas 16 gols. Contra o Santos, marcou três, quase 20% de todos que tinha feito.

Aconteceu o que todo santista tem medo que aconteça quando o Santos está perto de lutar por uma vaga no G4 e vai jogar fora de casa contra um time considerado mais fraco e, de preferência, na zona de rebaixamento: toma um ou dois gols bobos, tenta reagir, acaba tomando mais um ou dois no contra-ataque e sai de campo com um ar blasé de quem não está nem aí.

Enquanto o Criciúma lutou como um leão, ou um tigre, para vencer por 3 a 0 e se afastar no rebaixamento, o Santos, como eu temia, entrou com o pé mole. Pé e cabeça. Pois tomar dois gols de escanteio, aos 16 e 22 minutos do primeiro tempo, é de doer. O primeiro, de Jailson, na primeira trave; o segundo de Rodrigo Souza, que teve até de se abaixar para cabecear além da marca do pênalti. Dois erros inadmissíveis.

“Está tudo errado!”, gritou Enderson Moreira depois do segundo gol, deixando claro que os jogadores não tinham se colocado nas posições treinadas por ele no caso de escanteio contra. Espero que ele descubra quem errou e corrija isso, pois não é de hoje que o Santos toma gols assim. Enquanto isso, a atitude da defesa do Criciúma foi outra, mais esperta, mais ágil, mais determinada, e pouco permitiu aos santistas, apesar de o Alvinegro Praiano ter tido mais escanteios e faltas próximas à área.

No segundo tempo, o Criciúma se segurou atrás e esperou pela oportunidade de matar o jogo, que surgiu aos 15 minutos do segundo tempo, premiando a garra e a categoria de Lucca. Aliás, quem é Lucca? Não sei. Quem é Jailson? Não sei. Quem é esse ótimo goleiro Bruno, o destaque do jogo? Não sei. Quem é este técnico Gilmar Del Pozzo? Não sei. Qual é a folha salarial do Criciúma? Não sei. Só sei que neste domingo deram um chocolate no Santos.

Jogasse no Santos, eu sentiria vergonha de perder um jogo desses, justamente na hora de vencer e ficar a dois pontos, ou uma rodada, do G4. Depois de derrotar Botafogo e Flamengo, no Rio, levar um vareio desses em Criciúma é de amargar. Faltou a consciência da importância do jogo. Não é porque o estádio é menor e o adversário não é tão famoso que a partida é menos importante. Faltou maturidade ao time.

Fico aqui pensando o que faz o Santos cair tanto quando joga longe de sua torcida. As dimensões do Heriberto Hülse e da Vila Belmiro são similares. O problema é a gritaria da torcida adversária? Ou a disposição maior do oponente? Bem, é evidente que se trata de um problema psicológico, obviamente aliado ao tático. O time entra precavido, sem a adrenalina necessária para buscar a vitória, o que não ocorre quando joga impulsionado pelos gritos de seus fãs.

Mas, erros do Santos à parte, não se pode esquecer os méritos do time catarinense, que mesmo sem grandes jogadores e com claras deficiências técnicas, foi melhor do que o Santos e mereceu a vitória. Em alguns momentos, pareceu que o time que lutava por uma vaga na Libertadores era o Criciúma, enquanto o Santos era o lanterninha. Enfim, mais um domingo para o santista esquecer.

Os desafios de Enderson Moreira

O jogo mostrou que, entra técnico, sai técnico, o Santos continua com os mesmos problemas no Campeonato Brasileiro – ao menos de 2008 para cá –, principalmente quando joga fora de casa e contra equipes tecnicamente inferiores. O time não se empenha como o adversário e acaba perdendo bisonhamente, sem demonstrar aplicação, determinação ou espírito de luta.

A coragem de firmar o garoto Caju na lateral-esquerda está se mostrando elogiável, assim como a fixação de David Braz na zaga. Porém, é evidente que Enderson ainda precisa mexer em outras posições para ter um time totalmente comprometido com a vitória.

Alguns jogadores do Santos já entram em campo com o freio de mão puxado, principalmente em jogos fora de casa. Sabem que o torcedor engole com mais facilidade as derrotas no campo do adversário e não se empenham suficientemente para mudar a sorte do time – que não demonstra o mínimo poder de reação quando atua longe de seus torcedores.

Aos 22 minutos do primeiro tempo, com 2 a 0 contra, não sei o que se passava na cabeça de Enderson Moreira, mas todo santista já sabia que a vaca tinha ido pro brejo. Depois veríamos algumas escaramuças, alguma correria, mas a sorte do time já estava traçada. Curiosamente, ganhar o jogo e aproximar-se do G4 seria muito bom para o torcedor, mas aumentaria a pressão em cima dos jogadores. Com a derrota, muitos torcedores ficarão satisfeitos com a distância do time para a zona de rebaixamento e não cobrarão mais uma melhor posição da equipe no campeonato, o que tornará a vida dos jogadores mais cômoda.

No ano passado foi assim: o Santos deslanchou quando não tinha mais chance de se classificar para a Libertadores, lembra? Até jogo no Serra Dourada, contra o temido Goiás, ele ganhou. Agora, quando vem de quatro vitórias, somando-se Brasileiro e Copa do Brasil, perde desse jeito para o Criciúma… Sei não, mas no mínimo o time precisa de um bom psicólogo. Não dá para conseguir nada no futebol, ou em qualquer esporte, se não se consegue lidar com a pressão. Ou, como diria o Analista de Bagé, se não se tem culhões.

Atuações dos jogadores e do técnico do Santos

Vladimir – Uma boa defesa, no começo do jogo, mas depois deixou passar três gols. No terceiro, falhou ao não espalmar para escanteio. 4.

Cicinho – Ciscou, ciscou, e pouco produziu de prático. Não marca e nem apoia com eficiência. Levou o amarelo e não enfrentará o Palmeiras, no próximo fim de semana. 2.

Edu Dracena – Como capitão e zagueiro veterano, deveria ter orientado melhor a defesa nos escanteios. Ficou tanto na sobra que sumiu do jogo. 2.

David Braz – Teve sua parcela de culpa na falha coletiva dos dois gols de escanteio, mas se empenhou e ainda quase faz um gol no final. 5.

Caju – O mais jovem da defesa foi o mais regular. Teve duas pequenas falhas no segundo tempo, mas no todo mostrou personalidade e garra. Pouco permitiu do seu lado. 5.

Arouca – Desta vez não mostrou a mesma segurança e eficiência de outras partidas. 5.

Souza – Regular. Aventurou-se um pouco mais ao ataque e cobrou uma falta com força, bem defendida por Bruno. 5.

Leandrinho – O jogo era um rocky pauleira e ele estava dançando uma valsa. Perdeu outra chance de se firmar no time. Marcou e apoiou mal. 3.

Renato – Entrou no lugar de Leandrinho e melhorou o meio de campo. 4.

Lucas Lima – Desta vez, bem marcado, produziu menos e errou mais. Ainda assim produziu algumas boas jogadas. 5.

Rildo – Entrou no lugar de Lucas Lima, mas só jogou cinco minutos. Sem nota.

Geuvânio – É enrolado, segura a bola, perde gol, mas mesmo assim foi o atacante mais perigoso do Santos. 6.

Leandro Damião – Lutou, se esforçou, mas pouco produziu de prático. 3.

Patito – Como Damião, a quem substituiu, lutou, se esforçou, mas pouco produziu de prático. 3.

Enderson Moreira – Fez certo de entrar no 4-4-2. Não teve culpa se os jogadores não cumpriram o que foi ensaiado nos casos de escanteios para o adversário. Começar com Leandrinho foi uma boa tentativa, mas o garoto se inibiu e pouco fez. Renato entrou bem e deve ter outras oportunidades. Hoje, nem o Pep Guardiola faria melhor. 5.

Ficha técnica

Criciúma 3 x 0 Santos – 12/10/2014, às 18h30
Estádio Heriberto Hülse, Criciúma (SC)
Público: 9.276 total. Renda: R$ 119.875,00.
Criciúma: Bruno, Eduardo, Joílson, Ronaldo Alves e Giovanni; Rodrigo Souza, João Vitor (Serginho) e Cléber Santana; Lucca (Ricardinho), Bruno Lopes (Gustavo) e Souza. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.
Santos: Vladimir, Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Caju; Souza, Leandrinho (Renato), Arouca e Lucas Lima (Rildo); Geuvânio e Leandro Damião (Patito Rodríguez). Técnico: Enderson Moreira.
Gols: Joílson, aos 16min, e Rodrigo Souza aos 22 do 1º tempo. Lucca, aos 15min do segundo tempo.
Arbitragem: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ-FIFA), auxiliado por
Rodrigo Pereira Joia (RJ-FIFA) e Luiz Claudio Regazone (RJ-ASP-FIFA).
Cartões Amarelos: Cléber Santana, João Vitor, Ronaldo Alves e Rodrigo Souza (Criciúma). Cicinho (Santos).

E você, o que achou da derrota do Santos para o Criciúma?