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‘Concorrente’ detido: Globo diz ser contra liberdade de trabalho ferida

Leia o post original por Perrone

Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL, em São Paulo

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da Globo negou ligação com o episódio em que um repórter da Rádio de Transamérica de Curitiba acabou detido pela Polícia Militar após acusação de gravar vídeo ferindo regras estipuladas pela CBF para Série B  do Campeonato Brasileiro durante jogo em Santa Catarina, na última terça (19).  A nota enviada por e-mail também afirma que a rede de televisão é contrária a medidas que ferem a liberdade profissional de jornalistas. Os direitos de transmissão para Criciúma 1 x 1 Paraná Clube pertenciam ao Grupo Globo através de SporTV e Premiere. Ou seja, o envolvido no imbróglio não trabalha para uma empresa que podia registrar imagens das partidas.

“Não tivemos envolvimento com o ocorrido, só soubemos do que aconteceu pela cobertura da imprensa sobre o caso. Somos contra qualquer ação que tire a liberdade de jornalistas fazerem seu trabalho”, diz a nota assinada pela comunicação da Globo.

O repórter Jairo Silva Júnior foi conduzido pela PM para uma sala do estádio Heriberto Hülse, teve seus celulares apreendidos e assinou um termo circunstanciado depois, de segundo ele, filmar atitude truculenta da Polícia Militar contra diretor do Paraná  no final do empate em Criciúma.

Em seu comunicado o departamento de comunicação da Globo não respondeu se o contrato de transmissão obriga a CBF a retirar de campo quem esteja gravando imagens, ainda que não sejam da partida, quais medidas toma em casos como esse e se vai se apresentar às autoridades como parte interessada.

Relatório do delegado da CBF no jogo, Emerson Lodetti, confirma a versão de que a confusão com Junior teve origem na proibição de imagens serem gravadas por integrantes de veículos que não compraram os direitos da competição.

O documento aponta que a encrenca começou quando o policiamento foi acionado para tirar da entrada do acesso aos vestiários o jogador Rodolfo, do Paraná, que havia sido expulso e teria se recusado a deixar o local. O delegado da CBF afirma ter sido informado pelo supervisor de imprensa da Federação Catarinense, Robson Cechinel, que o diretor do Paraná Alex Brasil estava junto ao atleta e também se recusou a sair de lá. Novamente, os policiais foram acionados.

Ainda pela versão escrita no relatório sobre a partida, neste momento, Júnior e Irapitan Costa, assessor de imprensa do Paraná, passaram a filmar a ação policial. “O repórter, ao ser informado pelo supervisor de que não poderia fazer as filmagens, (o) que é proibido devido as diretrizes técnicas da competição, agiu de forma agressiva com o supervisor com a polícia fazendo a intervenção do ato. Devido aos fatos os celulares do assessor de imprensa do Paraná Clube e do repórter da Transamérica foram apreendidos, com ambos prestando depoimentos. Vale ressaltar que em nenhum momento a polícia usou de violência com os envolvidos. Informo que todas as informações do ocorrido como diretor, assessor e repórter foram passadas a mim pelo supervisor de protocolo, sr. Robson Cechinel”, relatou o delegado da CBF.

A diretriz técnica da confederação para a Série B, no entanto, não cita a apreensão de celulares, algo que, evidentemente, a entidade não poderia determinar. Em seu artigo 36, o documento diz que é “vedado aos radialistas toda e qualquer produção de imagens sejam com câmeras ou celulares.” O artigo que trata das sanções aponta que o descumprimento das diretrizes “implicará na suspensão do credenciamento do profissional para o entorno do gramado, podendo o veículo solicitar a sua substituição”. Determina ainda que, em caso de reincidência, haverá suspensão do credenciamento do veículo para o entorno do gramado.

O departamento de comunicação da CBF declarou que a entidade não prende ninguém, nem pode e nem quer prender. Afirmou ainda que o supervisor de imprensa foi escolhido pela Federação Catarinense e que ele pode pedir, eventualmente, ajuda da polícia para retirar do gramado alguém que é reincidente em fazer algo que é vetado, ressaltando que isso não é o mesmo do que levar uma pessoa presa.

Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina argumentou que os celulares foram apreendidos, segundo o comandante do policiamento, porque o policial entendeu que os aparelhos possuem provas que poderiam auxiliar o juiz na audiência sobre o caso e que serão liberados depois de utilizados.

Em áudio enviado à reportagem, Júnior negou que tenha reagido de forma agressiva. “O supervisor tentou usar da autoridade dele pra fazer algo que era completamente fácil de ser resolvido”, declarou o jornalista. Também segundo sua versão, os policiais agiram de maneira truculência com o diretor do Paraná.

“Eu instintivamente tentei fazer o registro jornalístico, em nenhum momento virei a câmera para o campo, em nenhum momento filmei ou fotografei o jogo, os jogadores, tentei fazer o registro jornalístico da ação policial”. O repórter ainda argumenta que o supervisor de imprensa da federação catarinense tentou tirar o celular da sua mão de uma maneira “um pouco mais brusca”. “Ele falou: ‘o senhor não pode filmar e fotografar aqui no entorno do campo’. Eu falei pra ele: ‘tudo bem, mas o você não tem nenhum direito de tentar tomar o celular da minha mão. Coloca no seu relatório e a CBF vai me punir’”, relatou o repórter.

Depois disso, de acordo com a versão de Júnior, o supervisor chamou a polícia para retirá-lo. Ele foi levado para uma sala na qual ficou até assinar o termo circunstanciado e no dia 19 de fevereiro de 2020 terá que participar de uma audiência sobre o caso. Repórter e a Rádio Transamérica estudam como vão agir juridicamente.

 

Quebras de sigilo bancário arrastam investigação que envolve Aidar no SPFC

Leia o post original por Perrone

Cerca de três anos e nove meses após começar, a investigação do Ministério Público paulista sobre a compra do zagueiro Maidana feita pelo São Paulo na gestão de Carlos Miguel Aidar não foi concluída. A demora incomoda conselheiros são-paulinos que fizeram a denúncia, entre eles Newton Ferreira, o “Newton do Chapéu”, opositor e ex-candidato à presidência.

A principal suspeita é de crime de lavagem de dinheiro, o que os envolvidos na operação sempre negaram. Conforme apurou o blog, o MP ainda não conseguiu concluir os trabalhos principalmente por conta de uma série de quebras de sigilos bancários autorizados pela Justiça. Há um grande volume de informações que precisam ser checadas. A intenção é seguir o caminho da dinheiro.

A maneira mais prática de se demonstrar a lavagem é identificar o retorno do dinheiro para os que participaram da operação original. Essa comprovação foi dificultada pela quantidade de empresas que apareceram depois do primeiro pagamento. Nesse momento, técnicos se debruçam principalmente sobre movimentações fora do padrão feitas em algumas das contas que tiveram os sigilos quebrados.

A pedido do MP, a Justiça decretou sigilo das investigações. Segundo fonte no Ministério Público, o segredo vale para as peças referentes aos dados bancários e foi solicitado para preservar direitos dos donos das contas.

Entre as contas que  tiveram pedido de quebra de sigilo estão as do Monte Cristo, time que vendeu Maidana ao São Paulo sem chegar a aproveitá-lo, e de uma empresa pertencente a Cinira Maturana, namorada de Aidar. O casal nega ter praticado crimes.

De acordo com as investigações feitas pelo Ministério Público, o Monte Cristo, de Goiás, pagou R$ 400 mil ao Criciúma pelo jogador usando dinheiro colocado no negócio pela empresa Itaquerão Soccer. Dias depois, o atleta, hoje no Atlético-MG, foi vendido ao São Paulo por R$ 2 milhões, de acordo com a promotoria, o que gerou a suspeita de lavagem de dinheiro.

As investigações são conduzidas pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de dinheiro e de Recuperação de Ativos do MP).

Crise política e menor frequência na elite. O futebol de SC após tragédia

Leia o post original por Perrone

Perto de o acidente aéreo que vitimou a Chapecoense e o principal dirigente do Estado, além de jornalistas e membros da tripulação, completar dois anos, o futebol catarinense enfrenta crise política e frequenta menos a Série A do Brasileiro.

A situação contrasta com a projeção dada ao Estado pela ascensão da equipe de Chapecó até o trágico 29 de novembro de 2016.

Disputa pelo poder na Federação Catarinense de Futebol (FCF) na Justiça, parte dos clubes reclamando da administração da entidade, perdas em contratos de TV e dificuldades em campo marcam o cenário atual.

A política na federação local começou a perder estabilidade com a morte de Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da FCF e líder da oposição na CBF na ocasião. Ele estava na no voo da Chape.

Em seu lugar assumiu Rubens Renato Angelotti, que era vice-presidente da federação. Com uma série de medidas, ele ganhou a antipatia de uma ala dos dirigentes catarinenses.

Porém, a crise política foi deflagrada de vez quando Angelotti marcou para abril deste ano a eleição para a sua sucessão, apesar de a diretoria eleita só tomar posse em abril de 2019.

A oposição apontou uma série de supostas irregularidades e foi à Justiça conseguindo uma liminar que estava travando o pleito.  Recentemente, o processo foi extinto. A votação está marcada para a próxima quinta (23), e a oposição tenta agir na Justiça.

Angelotti nega falhas no processo eleitoral e rebate todas as críticas de seus opositores em entrevista publicada no final deste post.

“As condições para a eleição não mudaram. Os requisitos previstos no estatuto impedem o processo democrático”, disse ao blog Alexandre Beck Monguilhott. Sua candidatura implodiu por não conseguir o número de assinaturas exigido para lançar uma chapa. Em seguida foi à Justiça apontando supostas falhas nos procedimentos exigidos para os candidatos. Neste momento, o atual presidente é candidato único.

“O edital da eleição foi feito para não existir disputa. A situação recolheu as assinaturas e lançou o edital depois que não dava mais para outra chapa se inscrever (por falta do número mínimo de apoios)”, disse Alessandro Abreu, advogado de Monguilhott.

Na ação, a oposição alega que houve fraude eleitoral porque, entre outros motivos, o processo eleitoral só duraria cinco dias, impossibilitando que o opositor recolhesse assinaturas de apoio. E que a situação já sabia das regras com antecipação, por isso viabilizou a chapa única.

Episódio parecido aconteceu em recente eleição na CBF. O situacionista Rogério Caboclo colheu número de assinaturas que impediu o opositor Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, de se candidatar. Caboclo foi eleito um ano antes de sua posse.

Política e arbitragem

No processo, o opositor alega que na chapa situacionista o candidato a vice-presidente é chefe da arbitragem na federação (Marco Antônio Martins) e que isso pressiona os clubes eleitores.

“De acordo com informações extraoficiais, o atual diretor de arbitragem é candidato a uma vice-presidência pela chapa da situação o que causa intimidação, especialmente aos clubes de futebol que se sentem compelidos a apoiar a chapa sob o risco de afrontar o departamento de arbitragem”, diz trecho da ação escrito pelos advogados da oposição.

Delfinzinho

No pacote que fez Angelotti ganhar a antipatia de uma fatia dos cartolas catarinenses está a demissão de Delfim Pádua Peixoto Neto, filho do ex-presidente da FCF.

Delfinzinho, como é conhecido o ex-dirigente, era assessor do pai e tem a simpatia de vários dirigentes catarinenses. Sua demissão ocorreu pouco depois de Angelotti assumir o poder.

Como o atual presidente é alinhado com Marco Polo Del Nero, o afastamento foi visto por cartolas amigos de Delfinzinho como uma medida para agradar o ex-presidente da CBF, hoje banido do futebol pela Fifa. Angelotti nega que a decisão tenha tido caráter de retaliação.

Os críticos da demissão afirmam que como o atual presidente está completando o mandato de Delfim, deveria, por respeito, manter seu filho até o final da gestão. “Ele (Angelotti) falou que veio ordem de cima para me demitir”, declarou Delfinzinho.

TV

Críticos da gestão de Angelotti apontam o fracasso na negociação para venda dos direitos do Campeonato Catarinense em TV por assinatura e pelo pay-per-view como sinal de debilidade do futebol local.

Ao discutir a renovação de seu contrato para a transmissão da competição, o grupo Globo desistiu de comprar os direitos sobre essas duas propriedades.

Presidente de clube local que atribui a atuação de Angelotti na negociação como fator importante para o desacerto calcula que os clubes perderam cerca de R$ 4 milhões com a decisão do grupo Globo de não mostrar as partidas do catarinense pelo Sportv e pelo pay-per-view.

O mesmo cartola avalia que o atual presidente não tem a mesma capacidade de liderança que Delfim tinha. Isso teria atrapalhado na negociação. Ele pediu para seu nome não ser divulgado com medo de retaliação por parte da federação.

Porém, a opinião de que o fracasso nas tratativas deve ser atribuído principalmente a Angelotti não é unanime.

“A federação poderia ter sido mais produtiva, e a associação dos clubes (de Santa Catarina) também. Mas os clubes foram lentos demais para se posicionar, pecaram por não viabilizar. Agora isso não é um privilégio do futebol catarinense. Ouvimos das televisões que só o Paulista dá dinheiro entre os estaduais. Elas só se interessam pelos de São Paulo e do Rio, este, talvez, por questões políticas”, disse o presidente do Figueirense, Cláudio César Vernalha de Abreu de Oliveira.

Gastos

Outra conta feita por críticos da gestão de Angelotti diz respeito a um aumento nas despesas da federação. Os opositores reclamam dos salários pagos pela atual gestão.

O balanço da Federação Catarinense publicado no site da CBF mostra que em 2017 a despesa operacional da entidade foi de cerca de R$ 5,1 milhão contra aproximadamente R$ 3,59 milhões em 2016.

A entidade fechou 2017 com deficit de R$ 139,3 mil. Em 2016, havia sido registrado superávit de R$ 28,1 mil. Apesar do déficit no ano passado, a federação registrou aumento em sua receita líquida. Foram R$ 5,3 milhões diante de R$ 3,9 milhões no exercício anterior.

Os opositores também afirmam que a atual administração aumentou valores de taxas, afetando o caixa dos clubes. O balanço aponta que em 2017 a entidade arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão com taxas e emolumentos. Em 2016, essa arrecadação foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

Angelotti, no entanto, nega que tenha aumentado as taxas.

A receita da federação no ano passado com participação em jogos também aumentou. Ela ficou em por volta de R$ 1,5 milhão contra R$ 991,3 no ano anterior.

Declínio?

Em campo, atualmente, os catarinenses não contam com uma sensação como era o time da Chape vitimado pelo acidente aéreo e que disputava o título da Copa Sul-Americana.

Na ocasião, além da Chapecoense, o Figueirense também representava o Estado na Série A, mas foi rebaixado naquele ano. Hoje só a Chape, 14ª colocada está na elite do Nacional entre os catarinenses. Em 2015, durante a gestão de Delfim na federação, a equipe de Chapecó teve a companhia de Avaí, Figueirense e Joinville na primeira divisão. Porém, Avaí e Joinville terminaram o ano rebaixados.

Em 2014, Figueirense, Chape e Criciúma, este rebaixado, jogaram na primeira divisão brasileira.

Hoje, Avaí, Figueirense e Criciúma estão na Série B. O Joinville acaba de ficar entre os rebaixados da Série C do Brasileiro.

“Não vejo os problemas do futebol catarinense como pontuais, são gerais do futebol brasileiro. Não tenho queixas da federação”, afirmou o presidente do Figueirense.

O que Angelotti diz

Abaixo, leia entrevista do blog com Rubens Renato Angelotti feita por meio de mensagem de celular.

Blog – A oposição fala em fraude eleitoral. Isso ocorreu?

Angelotti – Todos os procedimentos relativos ao processo eleitoral foram cumpridos conforme o estatuto.

Blog – A oposição diz que o diretor de arbitragem da federação, Marco Antônio Martins é o principal articulador de sua campanha e é candidato à vice. Alega também que isso intimida os clubes. Como analisa essa afirmação?

Angelotti – Ele faz parte de nosso grupo de trabalho que vem
conduzindo a FCF junto comigo. Nao existe impedimento legal para ele estar na chapa.
Blog – Parte da oposição culpa a federação pelo fracasso na negociação com o grupo Globo pela transmissão do Catarinense em TV fechada e pelo pay-per-view. Na sua opinião o que provocou essa situação?

Angelotti – Não há fracasso, o contrato foi renovado com base nos anos anteriores,com participação dos clubes na negociação. Quanto à TV fechada, foi política da Globo não renovar com alguns estados, motivada por redução de custos.

Blog – Na sua gestão houve aumento na folha salarial da federação? De quanto? Por quê? De quanto foi o aumento no número de funcionários?

Angelotti – A FCF teve suas contas aprovadas por unanimidade pelos clubes e ligas filiadas no mês de abril de 2018. Houve aumentos naturais em função de dissídio coletivo. E reorganização do quadro de funcionários.

Blog – O senhor já recebeu críticas de clubes ao desempenho de seu superintendente, Lédio D’Altoé e em relação ao salário dele? Se sim, o que respondeu?

Angelotti – Houve questionamentos sim e de pronto esclarecidos.

Blog – Em quanto aumentaram as taxas cobradas na sua gestão e por quê?

Angelotti – Não houve aumento de taxas e sim redução de custos para os clubes filiados:

A – redução de pessoal de trabalho nos jogos, consequentemente baixa no custo do borderô;

B – subsídio e até isenção das taxas de arbitragem nas séries B,C e Base;

C – fornecimento de bolas gratuitas em todas as competições;

D – Pacotes para inscrição de atletas reduzindo o custo dos clubes. Cabe salientar que no primeiro ano tivemos dificuldades em função de negociação de impostos não recolhidos.

Blog – O senhor disse que houve redução de taxas. Foi a partir de 2018? Pergunto porque o balanço de 2017 da federação registra aumento nas receitas com taxas e emolumentos e também nas receitas com a participação em jogos. Isso em relação a 2016.

Angelotti – 2017. Houve redução de custos para os clubes. E o aumento das receitas é porque houve maior controle na arrecadação com informatização de borderô eletrônico.

Blog – Procede que o senhor disse ao Delfinzinho que ele foi demitido por ordens superiores? Por que ele foi demitido? Recebeu pedido do Marco Polo Del Nero para isso?

Angelotti – Quando assumimos realizamos alguns ajustes no quadro de colaboradores, não houve nenhuma retaliação ao Delfinzinho. Inclusive sua esposa, filho e enteada continuam trabalhando na FCF.

Blog – Em sua opinião, houve queda técnica dos times catarinenses? Se sim, por quê?

Angelotti – A FCF é responsável pela organização das competições apoia os clubes para que melhorem seu desempenho técnico. Você é nosso convidado a fazer uma visita a FCF para conhecer nosso trabalho.

 

 

 

 

 

 

Calvário colorado

Leia o post original por Antero Greco

Torcer para o Inter, ultimamente, tem sido sinônimo de angústia. Não bastasse a queda no ano passado, agora acumula tropeços na Série B. O mais recente, no meio da tarde deste sábado, no empate por 1 a 1 com o Criciúma, no Beira-Rio. Gol salvador de Klaus, aos 48 do segundo tempo, para evitar vexame maior.
Perder pontos como mandante, numa competição de acesso e equilibrada, nem é tão fora de propósito. O que amedronta é a instabilidade. A turma colorada tem dificuldade para coordenar-se, para fazer o jogo fluir, para finalizar ao gol. Enfim, está complicado para impor-se.
Essas limitações deram o ar da desgraça diante do rival catarinense. Não é que o Inter tenha passado sufoco – a rigor, o Criciúma teve uma grande oportunidade, com Lucão aos 5 minutos do primeiro tempo, ficou em vantagem e soube segurar-se. O entrave foi a partir daí: teve mais posse de bola, até procurou ir à frente, mas não soube como fazê-lo. Ou, em geral, mais na base da vontade e da ansiedade do que de maneira coordenada.
No papel, o Inter não é menos do que os outros que estão adiante dele na classificação. Vejo, até, como melhor do que a maioria. Não se despreza a qualidade de gente como D’Alessandro, Potker, Danilo, Uendel, para ficar nos que atuaram nesta rodada. O xis do problema é a falta de liga. Não tem jeito de engrenar na atual temporada.
Por isso, jogadores abusaram dos cruzamentos, dos levantamentos para a área, das tentativas de cavar faltas. Alguém pode dizer que deu certo, por causa do gol de Klaus. Meia verdade. Houve, no lance, falha da zaga do Criciúma. E é muito pouco para quem pretende subir mais forte do que na época do rebaixamento.
O Inter de hoje está muito aquém da própria história. O que não justifica protestos e violência de alguns torcedores, depois do jogo. Não é na ignorância e no terror que o Inter reencontrará o rumo. Mas com incentivo.

O que trava a negociação do Corinthians por atacante do Criciúma

Leia o post original por Perrone

A negociação do Corinthians com o Criciúma por Gustavo, artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro, está travada por causa de uma diferença de R$ 3,5 milhões.

Como mostrou o UOL Esporte, o time catarinense, ao ser consultado, informou ao alvinegro que só liberaria o jogador por R$ 12 milhões, valor da multa rescisória, e o clube paulista pretendia gastar até R$ 5 milhões por 100% dos direitos econômicos do atacante.

Para tentar viabilizar a compra, o Corinthians acenou com R$ 2,5 milhões por uma fatia de 50%, mas o Criciúma calcula que nesse caso deve receber a metade da quantia referente à multa, ou R$ 6 milhões, conforme apurou o blog. A diretoria corintiana não confirma a negociação, mas pode chegar até R$ 3 milhões pela metade dos direitos econômicos de Gustavo.

Sabendo do interesse do time de Santa Catarina em Alan Mineiro, que não emplacou em seu empréstimo ao América-MG, o Corinthians sinalizou que emprestaria o meia de graça, pagando seus salários de aproximadamente R$ 60 mil mensais, caso ficasse com Gustavo. O Criciúma estudava bancar metade da remuneração de Alan, mas a vinculação dele na negociação pelo atacante acabou emperrando também a situação do meia.

Alan ainda tem condições de defender outra equipe nesta temporada, pois o regulamento de transferências da CBF, alinhado ao da Fifa, só impede o atleta de atuar por três equipes no mesmo ano em competições nacionais organizadas pela CBF. Mineiro não disputou o Brasileiro pelo Corinthians.

Além da falta de acerto em relação ao valor a ser pago, o clube paulista também enfrenta a concorrência de outras equipes brasileiras que estão de olho em Gustavo e tentam manter o interesse em sigilo. O blog não obteve a confirmação de outros clubes que já tenham feito proposta oficial pelo autor de 11 gols na Série B deste ano.

Testemunha diz ter sido intimidada, e MP decreta sigilo no “caso Maidana”

Leia o post original por Perrone

O procedimento do Ministério Público paulista que investiga se houve lavagem de dinheiro na transferência de Iago Maidana para o São Paulo no ano passado teve seu sigilo decretado.

A medida foi tomada pelo promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos), porque ao menos uma testemunha afirmou ter sido intimidada. Assim, o segredo sobre o que for dito e apurado tem a intenção de proteger os envolvidos, de acordo com o MP.

Por conta do sigilo, não é possível saber quem alega ter sido intimidado, a identidade do suposto intimidador e o que foi feito exatamente. O certo é que agora a promotoria investiga também essa acusação.

Enquanto o procedimento era público, o blog teve acesso a ele e revelou que houve uma denúncia de suposto uso do dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) para a compra de Maidana pelo Monte Cristo, de Goiás, junto ao Criciúma, com dinheiro da Itaquerão Soccer. O clube goiano e a empresa afirmaram ao blog que a origem do dinheiro é lícita.

O atleta foi comprado pelo Monte Cristo por R$ 400 mil e revendido em seguida para o São Paulo por R$ 2 milhões. Como mostrou o blog, Maidana disse ao MP que acertou seus salários com o São Paulo antes de rescindir o contrato com o Criciúma e assinar com o Monte Cristo, clube no qual ele admite que nem chegou a pisar.

Guerrero desencanta, e Flamengo bate o Galo na estreia da Primeira Liga; Inter e Coxa ficam no zero; Furacão vence o Flu; e Cruzeiro e Criciúma empatam!

Leia o post original por Milton Neves

Atlético-MG 0 x 2 Flamengo

Contra tudo e contra todos, a Primeira Liga, que reúne times do Sul, do Rio e de Minas, saiu do papel e teve a sua estreia nesta noite.

E no Mineirão, após cinco meses de jejum, Paolo Guerrero voltou a balançar as redes pelo Flamengo.

E duas vezes!!!

A vítima do peruano foi o Atlético-MG, do uruguaio Diego Aguirre, que parece ainda estar buscando a maneira ideal de jogar.

E este, de fato, é o momento certo de fazer isso.

Afinal, daqui a pouco começa a Libertadores, torneio que o Galo é favorito ao título.

Mas e o Fla, hein?

Será que vai deslanchar neste ano com o ótimo Muricy Ramalho?

Eu estou achando que sim, mas o Rubro-Negro ainda precisa de alguns reforços…

Internacional 0 x 0 Coritiba

No Beira-Rio, Internacional e Coritiba protagonizaram o único 0 a 0 da noite.

Será que o Colorado decepcionará novamente neste ano?

E o Coxa?

Fluminense 0 x 1 Atlético-PR

Em Volta Redonda-RJ, Fluminense e Atlético-PR fizeram um jogo quentíssimo.

Só que muito mais pelo destempero dos jogadores do que pela qualidade do futebol.

A gota d’água das provocações entre os atletas se deu no segundo tempo, quando Fred acertou um soco no lateral Léo (os dois acabaram expulsos).

Atitude lamentável de um jogador tão rodado quanto o goleador do Flu, não é mesmo?

No final, o Furacão ainda saiu com a vitória por 1 a 0, gol de Vinícius.

Criciúma 1 x 1 Cruzeiro

Em Santa Catarina, Criciúma e Cruzeiro ficaram no empate: 1 a 1.

Mas isso porque a Raposa deu sorte.

Os catarinenses, que pressionaram na maior parte do jogo, mereciam a vitória em casa.

Opine!

Sr. Olhão: As jóias do Criciúma

Leia o post original por Rica Perrone

No início dos anos 90 uma equipe do Sul de Santa Catarina, surpreendeu o Brasil. Conquistou a Copa do Brasil, jogou de igual para igual com o São Paulo FC de dele, quase eliminando a equipe do Morumbi da Libertadores de 92. Nessa equipe, tínhamos um atacante muito rápido que foi cobiçado por muitos na […]

Mesmo jogando mal, Fluminense vence o clássico contra o Botafogo e afunda ainda mais o rival. Em Santa Catarina, Grêmio bate Criciúma e se garante no G4. Os dois tricolores vão conseguir a classificação para a Libertadores???

Leia o post original por Milton Neves

placar

Fluminense x Botafogo

Em outros tempos, este seria um clássico recheado de estrelas em campo e com as arquibancadas lotadas. Hoje, não vimos nem uma coisa, nem outra.

Mesmo com um time muito superior ao do adversário, o Fluminense não conseguiu criar grandes oportunidades, tanto que a melhor chance do primeiro tempo foi do Botafogo.

Carlos Alberto, aquele mesmo, que uma vez foi anunciado por José Mourinho como um dos melhores jogadores do mundo, ficou sozinho com Diego Cavalieri, mas não conseguiu concluir em gol.

Assim, o Tricolor das Laranjeiras forçou o famoso “chuveirinho” na área. Após mais de 20 tentativas, Edson conseguiu balançar as redes e deixar o Fluminense na frente.

Sem poder de reação, o Fogão perdeu mais uma no campeonato. Agora, o time da Estrela Solitária está em uma situação ainda mais dramática, já que pode perder mais uma posição amanhã. Enquanto isso, o Tricolor segue na cola do G4 com 57 pontos.

Criciúma x Grêmio

Ambos os times precisavam desesperadamente da vitória, mas por motivos diferentes. O Criciúma é o lanterna do Brasileirão e ainda tem esperanças de ficar na primeira divisão. Por outro lado, o Grêmio só queria saber dos três pontos para se manter entre os líderes.

Em pouco tempo, ficou claro que o Tricolor gaúcho não teria grandes dificuldades na partida. Antes do intervalo, o time Imortal já estava vencendo por 2 a 0.

Na segunda etapa, os comandados do técnico Felipão ainda fizeram mais um gol para fechar o caixão do Tigre.

Com apenas 30 pontos, o Criciúma vive situação complicada no Campeonato Brasileiro, está cada vez mais difícil ver uma luz no fim do túnel. Já o Grêmio está cada vez mais perto da Libertadores. Com 60 pontos, o Tricolor está na terceira colocação.

OPINE!!!

No sobe e desce do Brasileiro só o Cruzeiro permanece lá em cima

Leia o post original por Quartarollo

Cruzeiro perdeu a segunda consecutiva e a sexta no Brasileiro. Foi neste domingo à tarde, no Maracanã, diante do Flamengo por 3 x 0. Os dois primeiros gols tiveram falhas gritantes da zaga cruzeirense. Dedé fez o favor de fazer … Continuar lendo