Arquivo da categoria: Cristóvão Borges

Não há racismo

Leia o post original por Rica Perrone

“Criticam o Cristovão porque ele é negro”.  Essa é a uma das frases mais covardes em troca de audiência que já vi na mídia esportiva. E agora Eurico, de onde pouco se espera, diz que concorda. Que estão perseguindo o cara por “racismo”. Ora, Eurico, faça-me o favor. Você é branco pra caralho e ouve …

Palmeiras se livra de concorrente de peso

Leia o post original por Antero Greco

O ideal, em campeonato por pontos corridos, é não perder pontos para a turma de baixo. Lição básica, pois são irrecuperáveis. Outro aspecto importante: sempre que possível, passar por concorrentes diretos. E, para se firmar de vez, comportar-se como visitante incômodo.

Pois o Palmeiras tem seguido esses princípios. Não é por acaso que, passadas 26 rodadas, está na liderança de um dos mais equilibrados Brasileiros dos últimos anos. Vejam bem, não escrevo que seja a melhor Série A; mas não há como negar dificuldades. Tanto que, até agora, nenhum time conseguiu deslanchar. A briga é boa também no G-4, em posições intermediárias e no Z-4.

Retomando: a turma de Cuca desperdiçou poucos pontos diante de equipes que lutam para não cair. Além disso, se sai bem diante de rivais diretos (ganhou uma e empatou outra com o Fla, ganhou as duas do Corinthians). E tem 6 vitórias e 4 empates como visitante.

A mais recente veio neste sábado, nos 2 a 0 sobre o Corinthians, em Itaquera. Não nem foi das melhores apresentações verdes. Porém, segura o suficiente para garantir resultado sem passar sufoco. Do primeiro ao último minuto, o clássico esteve sob controle. Moisés fez 1 a 0 com menos de cinco minutos, o suficiente para revelar que o adversário estava prostrado.

O Corinthians não teve poder de reação. Travou, desestabilizou-se, sentiu o peso da pressão da torcida. Não incomodou Jailson. Não teve jogadas pelos lados, pelo meio. Não finalizou. E ainda viu o Palmeiras desperdiçar ao menos três oportunidades claras no segundo tempo, antes do gol de Mina.

O Corinthians foi time sem rumo e agora fora da briga pelo título. Não dava mais mesmo para Cristóvão Borges. Lamento pela figura educada, séria, profissional. Mas encontrou resistência desde a chegada e não tem costas largas o suficiente para aguentar o tranco.

O Palmeiras pode não ser um esquadrão, não tem uma estratégia impecável. Mas é eficiente, tem regularidade. Não está muito acima de Flamengo nem Atlético-MG nem Santos. Nem abaixo. Mantém a média e a toada. Fez a parte dele neste fim de semana e agora acompanha o que farão os concorrentes.

A corrida está indefinida, muita coisa vai rolar nas rodadas que faltam até o encerramento. E o Palmeiras está nessa. Ou é apenas por acaso que há muitas rodadas se mantém entre os melhores, quando não na ponta?

 

Corinthians tem pressão interna por troca de Cristóvão por técnico renomado

Leia o post original por Perrone

É grande a pressão de conselheiros do Corinthians para que a direção do clube demita já Cristóvão Borges e contrate um técnico mais renomado.

A avaliação de membros do Conselho Deliberativo é de que o treinador mexe mal na equipe e não tem o respeito dos jogadores por não ostentar um currículo vitorioso. A troca de Giovanni Augusto por Willians na derrota para o Santos por 2 a 1 no último domingo é usada para sustentar a tese de que o comandante movimenta mal as peças da equipe. O fato de o Corinthians ter vencido o Sport por 3 a 0 após ele mexer no time não é levado em consideração pelos críticos.

Nesse cenário, o argumento da maioria que quer a saída de Cristóvão é de que o Corinthians precisa de um treinador com histórico vencedor e cascudo para domar o elenco e aguentar a pressão da torcida.

Tite e Mano Menezes (mesmo sem conquistas recentes) são citados como exemplos, mas já que nenhum deles está disponível, Vanderlei Luxemburgo é lembrado por alguns. Porém, como os últimos resultados dele não foram animadores, seu nome está longe de ser um consenso.

Enquanto isso, a torcida se manifesta nas redes sociais pedindo Roger Machado, que se demitiu do Grêmio nesta quarta.

No entanto, a diretoria não dá sinais de pretender demitir Cristóvão. Internamente, a direção reconhece que o trabalho do treinador está abaixo do desejado, mas elogia o técnico por seu comportamento com os atletas e por, na opinião dela, suportar bem a pressão.

A troca dele por um profissional mais badalado iria na contramão da política de corte de gastos adotada pelo presidente Roberto de Andrade.

Tudo azul, Corinthians? Só no uniforme…

Leia o post original por Antero Greco

Tudo azul, Cristóvão?

Pelo menos no Estádio Couto Pereira, a resposta do técnico corintiano, poderia ser: “Sim, quase tudo azul”.

Pena que a hipotética resposta estaria só a referir-se ao novo uniforme anil da “equipe alvinegra de Parque São Jorge”, como diziam os locutores de antigamente. Porque no placar não foi bem assim: não se pode dizer que o 1 a 1 com o Coritiba foi resultado apreciável.

O empate deixou o Corinthians fora do G-4. Mas, cá entre nós, não jogou mesmo para conseguir coisa melhor.

Não é de hoje que a equipe de Cristóvão Borges alterna bons e maus momentos em campo. Às vezes, como no primeiro tempo contra o Santos, joga futebol de primeira, comandada por Rodriguinho. Depois some.

Diante dos paranaenses, por exemplo, o Corinthians abriu o marcador aos 15 minutos, numa bobeada da zaga que Gustavo aproveitou e bateu cruzado, para a entrada de Marlone. Depois, em vez de crescer, se encolheu.

O Coritiba mandou uma bola na trave de Cássio. E, aos 27 minutos, o lateral Fagner cometeu um pênalti desnecessário em Kazim: deu um carrinho e derrubou o atacante. Leandro cobrou e empatou.

Quase no fim do primeiro tempo, Lucca fez a grande jogada da partida: driblou dois zagueiros e bateu, mas o goleiro Wilson fez grande defesa.

O segundo tempo foi um festival de passes errados e jogadas equivocadas. O Corinthians teve algumas boas oportunidades, com Rodriguinho e Gustavo. Aos 33 minutos, Leandro entrou pela esquerda e quase fez o gol da vitória do Coritiba, mas Cássio bem colocado defendeu.

Nos últimos 10 minutos, o Corinthians ficou com um jogador a mais, após a expulsão de João Paulo. Nem assim o placar foi alterado.

Toda azul, toda azul, a noite curitibana não foi para o Corinthians de Cristóvão Borges.

 

Santos volta a sonhar ao menos com o G-4

Leia o post original por Antero Greco

Quando o juiz Raphael Claus apitou o final da partida, com o marcador de 2 a 1 para o Santos contra o Corinthians, o técnico Dorival Júnior deve ter tirado pelo menos uma tonelada de peso da cabeça. Se a equipe não tivesse vencido, ninguém iria se importar com os três desfalques, nem com o que o árbitro Rodrigo Raposo aprontou na rodada anterior.

Se não tivesse virado o placar na Vila Belmiro, por certo o treinador teria o trabalho colocado em discussão, não importando tudo o que tem feito, na montagem de equipe moderna, no lançamento de jovens e na economia que acaba fazendo para o clube, ao vetar as tais contratações indicadas por empresários.

Foi um alívio para Dorival? Foi.

Mas o Santos não jogou bem. Ao contrário, fez um primeiro tempo mediano e poderia ter tomado mais do que o gol anotado por Marlone. Comandados por Rodriguinho, os corintianos conseguiram ditar o ritmo, sobretudo após a vantagem, e os santistas se assustaram. Fora uma cabeçada, em que a bola se chocou contra a trave de Cássio, mas Rodrigão estava impedido, a turma da casa deu pouco trabalho ao Corinthians

Rodriguinho, jogando sempre de cabeça erguida e com inteligência, quase fez um golaço aos 34 minutos, quando se livrou de dois santistas e tocou por cima. Aos 37, ele recebeu passe dentro da área, devolveu de calcanhar e deixou Marlone na cara do gol: 1 a 0 para o Corinthians. Seria também de Rodriguinho o último lance de destaque da etapa inicial, quando recebeu cruzamento da esquerda e bateu de primeira, para uma defesa importante de Vanderlei.

Com o Corinthians a jogar no esquema matreiro de Cristóvão Borges, com toques de bola, marcando com atenção e saindo em contra-ataques, se esperava a manutenção do placar. Fora o fato de ter uma das melhores defesas da competição. O Santos, sem Victor Ferraz, Ricardo Oliveira e Lucas Lima, não deveria ter poder de fogo para reagir.

Mas o Corinthians encolheu e o Santos cresceu, principalmente com a entrada de Vecchio no lugar de Thiago Maia. Embora sem muito ímpeto, foi mais à frente. Até que aconteceu o pênalti cometido pelo zagueiro Vilson sobre Luís Felipe. Vitor Bueno cobrou aos 25 minutos e empatou.

O Santos até se animou, enquanto o Corinthians se preocupava em segurar o placar. Mas não foi de nenhuma jogada de inspiração que saiu o gol da vitória. Um escanteio cobrado da esquerda chegou a Renato, que desviou de cabeça, sem chance para Cássio.

Faltavam quatro minutos para o fim, mas Dorival Júnior já começava a voltar ao normal. O peso das cobranças injustas saía de suas costas. E o Santos voltou a sonhar no mínimo com o G-4: tem 39 pontos, contra 40 do Corinthians.

 

Corinthians não baixa a guarda na busca pelo topo

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians continua a desmentir diagnósticos negativos. Vira e mexe, é colocado como carta fora do baralho, por causa das mudanças, da inconstância, da pressão.

No entanto, entra rodada, sai rodada, e lá está o campeão do ano passado no bloco principal. E, mais do que isso, se mantém nas pegadas de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG na busca pelo topo e na briga pelo título. Disputa praticamente ponto a ponto.

A prova de que não baixa a guarda veio na noite desta quinta-feira, nos 3 a 0 sobre o Sport, em Itaquera. Primeiro tempo morno, de pressão forte de lado a lado e com poucas oportunidades de gol. Apreensão para a Fiel, com um pé atrás e o temor de que pudesse ver a equipe desperdiçar ao menos dois pontos em casa.

No intervalo, a mexida importante: saiu Cristian, entrou Gustavo. O Corinthians acelerou, desfez o nó pernambucano, se impôs. Em menos de 20 minutos, construiu o resultado que o deixou a seis pontos do Palmeiras. Primeiro, com o Rodriguinho aos 3 minutos, em jogada de Marlone. Aos 10, Marlone serviu Leo Príncipe aumentar. O terceiro veio aos 18, após cobrança de escanteio que Vilson desviou para as redes.

Pronto, tarefa cumprida, adversário despachado e em situação delicada – com 27 pontos, o Sport fica perto da zona de rebaixamento. Dali em diante, a turma alvinegra só fez o tempo passar, sem se preocupar mais com riscos de surpresa. Com elenco justinho, sem muitas opções, ainda sob certa desconfiança, acumula pontos e manda o recado: se vacilarem, chega outra vez.

E quem duvida?

 

O mágico e o Corinthians despedaçado

Leia o post original por Antero Greco

Elias foi para Portugal. Danilo sofreu contusão grave. Fagner está na seleção brasileira. E Cássio falhou feito iniciante no gol do Fluminense. Ainda assim, o Corinthians jogou com dignidade, reagiu e arrancou empate de 1 a 1, no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, no Rio.

Qual o segredo deste Corinthians despedaçado aos 106 anos de vida?

Com certeza o segredo não está nos dirigentes, que, mesmo com estádio novo, com time campeão brasileiro, não conseguiram vender a marca de um dos maiores clubes do país. Não conseguem segurar seus craques.

Então, de onde vem a organização tática, o mínimo de futebol e a distribuição em campo?

Vem de um técnico trabalhador e de pouco marketing pessoal: o profissional Cristovão Borges, que precisa fazer mágicas para não deixar o time se desintegrar no meio de tantas dificuldades. Desde a chegada para substituir Tite, tem sofrido pressão e suporta olhares de esguelha. Cristóvão existe e mantém o time com chances em duas frentes.

O empate com o Fluminense, pela Copa do Brasil, não foi lá um grande resultado, nem a exibição da equipe foi inesquecível. Ao contrário,  jogo feio, emperrado. No primeiro tempo, era para ter ficado no 0 a 0, não fosse erro de Cássio. O goleiro saiu mal para cortar cruzamento, deu um tapinha na bola e ela sobrou para Marquinho fazer 1 a 0, com o gol totalmente vazio à sua frente.

Como seria o segundo tempo? O Fluminense iria aumentar a vantagem?

Não. Mesmo porque o time do Fluminense é limitado.

Cristovão Borges tirou Guilherme e colocou Lucca. E mandou seu time à frente. Em 17 minutos, foram cinco ataques com relativo perigo, até que Rodriguinho recebeu passe do jovem Léo Príncipe e empatou a partida.

O Corinthians de hoje é um time modesto. Mas digno. E a dignidade começa no banco de reservas.

 

Que vitória! Ponte bate Corinthians, que mal viu a cor da bola. Olé!

Leia o post original por Milton Neves

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Ah… Corinthians, eu já sabia!

Depois da saída de Tite para a Seleção, o “Timão virou Timinho”.

Muito instável!

E quem culpar Cristóvão Borges pelos últimos resultados, estará sendo injusto.

Tudo o que a torcida pede, o técnico alvinegro cede.

Tá certo que demorou atender as solicitações por Marlone titular.

No entanto, vejam só, nesse duelo contra a Ponte Preta, o que o “camisa 8″ fez? Sumiu!

Assim como todo o resto, que mal tentou arriscar sequer um chute para ameaçar a meta do goleiro Aranha.

Sem ataque e sem atitude, principalmente dos jogadores que a torcida mais espera.

Que fase, hein, corintiano?

A bem da verdade, a Macaca estava literalmente com “macaca” e colocou o time do Parque São Jorge na roda.

Aliás, há de se ressaltar essa partida da equipe campineira. Os dois golaços, anotados por Roger e Clayson, justificam o ótimo momento e o bom trabalho de Eduardo Baptista.

Um grande resultado para a Ponte, que deixa o Corinthians com as calças na mão, já que amanhã sai com certeza do G4.

Situação horrorosa, né? Só não está pior que o São Paulo!

E você torcedor, acredita nesse time ou ainda vive sobre a sombra de Tite?

OPINE!

Corinthians vira e volta a embolar o Brasileiro

Leia o post original por Antero Greco

A torcida do Corinthians andava meio cismada com o time. Nas últimas rodadas, acumulou escorregadelas e corria o risco de ver aumentada a diferença em favor dos líderes. Mas, por uma conjunção de resultados, eis que o atual campeão brasileiro voltou a encostar na ponta. Para tanto, contribuíram os 2 a 1 que lascou em cima do Vitória, na noite desta segunda-feira, em Itaquera, além de tropeços de Santos, Grêmio e Palmeiras. Com a combinação de placares, os alvinegros estão em terceiro lugar, com 37 pontos.

Em resumo, o campeonato continua embolado pra chuchu. O Palmeiras tem 40 pontos, o Atlético-MG está com 38. Junto com o Corinthians vem o Fla (a diferença está no saldo de gols). Logo na sequência, aparecem Santos (36) e Grêmio (35, mas com  um jogo a menos). O Furacão perdeu fôlego, está com 31 e caiu para oitavo lugar. Na frente dele, saltaram Flu e Ponte, ambos com 31. Ou seja, a briga pelo título permanece abertíssima e equilibrada. Difícil apontar um favorito nesta altura da temporada.

O Corinthians, no entanto, teve trabalho para superar o Vitória e ampliar para 33 o número de jogos em casa sem perder. No primeiro tempo, esbarrou numa marcação boa da equipe baiana e ainda amargou o gol contra de Yago, aos 43 minutos, em cruzamento de Marinho. A propósito, Marinho foi o jogador do Vitória que mais deu trabalho, mesmo no segundo tempo.

Cristóvão Borges mexeu no time no intervalo e colocou Marlone no lugar de Romero. E, com isso, obteve a reviravolta. Marlone entrou a todo vapor e logo aos 5 minutos empatou com um chute espetacular de fora da área. Além disso, ajudou na marcação e na armação. Tanto que participou do segundo gol, aos 26, marcado por Marquinhos Gabriel, de peito. O Vitória só criou uma chance, mesmo com boa distribuição em campo. Pouco para quem está perto da zona de rebaixamento.

Ficou claro que Cristóvão mantém a busca de formação equilibrada do meio para a frente. Desta vez, iniciou com Bruno Henrique, Romero, Elias, Rodriguinho. Só perto do final, colocou Giovanni Augusto em campo. O treinador não parece convencido a respeito de alguns jogadores. Mas, resultado à parte, o Corinthians do segundo tempo lembrou, em alguns instantes, aquele do ano passado: trocas de passes, paciência e rapidez no contragolpe.