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Parceiro de Timão e Cruzeiro tem ‘parça’ de Neymar e tentou Galo e Santos

Leia o post original por Perrone

Antes de fechar contrato de patrocínio com Corinthians e Cruzeiro, a empresa responsável pela marca Galera.bet, voltada para sites de apostas, procurou Atlético-MG e Santos. Atualmente, o grupo busca outros times brasileiros que não sejam concorrentes das duas agremiações já parceiras.

Conforme apurou o blog, no Galo o discurso interno é de que não houve interesse do clube em seguir com as conversas. Já com o alvinegro do litoral paulista divergências comerciais impediram o acerto.

O Galera Group, detentor da Galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Seu braço brasileiro tem entre seus conselheiros um “parça” de Neymar e um empresário que ficou conhecido em seu começo de carreira pela amizade com Vanderlei Luxemburgo.

Na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a Galera Gaming, empresa criada pelo grupo no Brasil, está registrada com capital de R$140 mil.

Galo e Santos

A conversa da empresa com o Galo aconteceu faz cerca de dois meses. Segundo fonte no Atlético-MG, o clube não demonstrou interesse em seguir negociação para tentar viabilizar o patrocínio da Galera.bet.

No Santos, porém, as tratativas andaram mais após o departamento jurídico da agremiação dar sinal verde.

A proposta também era para patrocínio na omoplata. No entanto, conforme apurou o blog, a conversa travou porque o Santos queria incluir uma cláusula que permitisse a rescisão caso o clube fechasse patrocínio principal com outra empresa do ramo de aposta. Os responsáveis pela Galera.bet não aceitaram a condição.

Em maio, o Santos anunciou patrocínio do site “Casa de Apostas” na mesma parte da camisa negociada com o Galera Group. A avaliação entre os dirigentes santistas é de que o contrato fechado é mais rentável em relação à negociação que não vingou.

Em nota enviada ao blog, o Galera Group confirmou as conversas com Atlético-MG e Santos.

“Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com
muita precaução. E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiro, que são os senhores
Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso”, diz trecho do comunicado.

“Parça” 

João Celso, conselheiro da empresa, é conhecido “parça” de Neymar. O amigo do astro do PSG é empresário de jogadores.

Em 2018, após marcar um gol pelo PSG, Neymar homenageou o parceiro equilibrando uma chuteira na cabeça. Depois, postou em rede social fotos do empresário equilibrando copos na testa.

Também citado como assessor da empresa, Márcio Carmo começou no futebol sendo conhecido por sua amizade com Luxemburgo e carregando o apelido de Márcio da Kelme em alusão ao nome da empresa para qual trabalhava.

Mudança de nome

De acordo com registro na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a subsidiária do Galera Group no Brasil está cadastrada com o nome de Galera Gaming Jogos Eletrônicos Eireli. Esse é o novo nome de uma empresa criada como Canal 1 Participações, constituída em outubro de 2018. Em 20 de fevereiro de 2020, ela passou a ter a denominação atual.

Ao ser indagado se o capital de R$ 140 mil registrado pela Galera Gaming na Jucesp não é pequeno para quem acertou contratos milionários com Corinthians e Cruzeiro, o Galera Group respondeu o seguinte:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é uma subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos. Como o setor que ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro”.

Ainda segundo dados disponíveis na Jucesp, o quadro societário da Galera Gaming aponta como titular o israelense Isaac Michael Abihssira, residente em Israel. O brasileiro Saul Simão Valt, com residência em São Paulo, cidade em que fica a sede da empresa, aparece como administrador e procurador de  Abihssira, assinando pela companhia.

Na Jucesp há registro de outra empresa no mesmo endereço da parceira de Corinthians e Cruzeiro. Trata-se da B.K. Mining Consultoria de Mineração. Vinculados a ela estão Valt e Ibraim Neto.

O blog perguntou ao Galera Group se a  patrocinadora dos dois times brasileiros funciona no mesmo endereço de outras empresas.

“Atualmente, a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”, respondeu a empresa.

Respostas

A seguir, na íntegra, leia as respostas do Galera Group ao Blog. O comunicado detalha as parcerias com Corinthians e Cruzeiro, além de explicar o interesse no mercado brasileiro.

“Seguem abaixo as informações solicitadas sobre o Galera Group, além de dados complementares a respeito do mercado de apostas.

Como sabe, as apostas esportivas hoje representam um mercado consolidado de US$ 144 bilhões e que, todos os anos, cresce dois dígitos. Portanto é um dos poucos mercados globais com um alto potencial de crescimento, principalmente em países que
estão rumo à regulamentação – caso do Brasil.
É um mercado maduro, formado por empresas altamente eficientes, profissionais, com
alta credibilidade e reputação. Muitas delas inclusive são empresas de capital aberto listadas em bolsas de valores.
Por conta disso, em janeiro de 2020, executivos que já participaram de empresas consolidadas neste mercado, como William Hill, Intralot, Winner, bwin, PlayTech, Caliente e Intercasino, se uniram para formar o Galera Group.
O Galera Group é o detentor da marca galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Nossa empresa fará hospedagem, operação e gestão de todas as plataformas de apostas como a do Corinthians, Cruzeiro e também do GaleraBet, sempre de forma
remota, fora do Brasil.
Nossa parceria com os clubes tem o formato de licenciamento de marca para uma plataforma de jogos, e a parceria vai garantir, na forma de royalties, divisas para os clubes. Diferentemente de outros formatos comumente usados em todo o mundo, a marca que será estampada nas camisetas dos clubes será o nome escolhido pela torcida
dos respectivos clubes, em votações que já estão em curso, e não a marca do Galera.bet.
Essa é uma ação de marketing totalmente inovadora na qual colocamos o clube e seu torcedor como protagonistas da ação.
Portanto serão 3 plataformas distintas: Corinthians, Cruzeiro e a própria Galera.bet.
Acreditamos que esse formato, similar a um white label, via royalties, engaja a torcida e traz um ambiente seguro e confiável para o torcedor de cada time apostar.
Com isso, torcedores dos clubes parceiros, maiores de 18 anos, poderão jogar em modalidades como futebol, tênis, baseball, basquete, boxe, MMA, e-Sports entre outros.
Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições
contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com muita precaução.
E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiros, que são os senhores Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso.
O Galera Group é uma empresa nova, com um mindset extremante inovador, ágil, e que tem foco em mercados em ascensão já regulamentados ou em processo de regulamentação. Como o Brasil, muito em breve, terá a sua Lei Federal 13.756, de 12
de dezembro de 2018, regulamentada, o país se tornou a maior “aposta” do Galera
Group.
Segundo o Diário Oficial da União as apostas esportivas foram inclusive incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal e incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND), portanto muito em breve o Brasil terá a atividade regulamentada.
Por isso, neste momento, quisemos “colocar o pé no Brasil” criando uma subsidiária do Galera Group. Esta empresa brasileira se chama Galera Gaming, e é uma startup de tecnologia e marketing com foco em dados e entretenimento ligados ao mercado de
esporte. É fundamental termos um braço local, que entenda o mercado brasileiro. Este é um fator crucial para termos sucesso em nossa operação.
A Galera Gaming já começou a desenvolver no Brasil aplicações que usam inteligência artificial e machine learning para calcular probabilidades e estatísticas ligadas a esportes,
além de games sociais e outros serviços de Live Score.
Também tem como missão dois importantíssimos pilares muito ligados ao propósito do Galera Group:
1. entender os hábitos de consumo, e comportamento do brasileiro no que diz respeito a esportes e apostas esportivas para criar a melhor experiência possível aos nossos futuros usuários, e;
2. disseminar conteúdo relacionado ao Jogo Responsável, pois como o Brasil ainda é um mercado imaturo no que diz respeito a apostas esportivas, o pilar educacional é primordial.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming operará no Brasil envolverá apostas a dinheiro.
Como o Galera Gaming é uma subsidiária do Galera Group no Brasil, pode legalmente assinar os contratos com os clubes, pois tem todo o respaldo financeiro do grupo de investidores de nossa empresa.
E aqui, podemos já lhe adiantar uma informação relevante: alguns destes investidores têm ações listadas em bolsa de valores, ou seja, mais um motivo para que tenhamos todo o cuidado e fidúcia para atender as rígidas cláusulas de compliance destas empresas. E por esta, e outras razões tais como procedimentos e processos, o Galera Group, é auditado pela Ernst & Young. Com relação aos demais questionamentos, não respondidos acima, posso afirmar que:
• O Sr. Ibraim Neto não tem e nunca teve sociedade como o Sr. Edinho dos Santos (o blog havia perguntado se ele foi sócio do filho de Pelé);
• No que diz respeito ao Galera Group, o Sr. Josh Baazov participou apenas do escopo inicial do projeto, mas em março de 2020 não entrou de fato numa composição societária e portanto não faz parte do quadro de sócios do Galera Group (o blog obteve a informação de que Baazov teve seu nome vinculado à empresa durante as negociações com Santos e Atlético-MG);
• O Sr. Valt fez parte, de 2007 até 2010, do conselho administrativo de uma empresa no setor de trading de minérios em Israel, a qual possuía acordos em vários países do mundo. Não participou das operações da empresa e não responde a nenhum processo.
• O evento intitulado Panama Papers e os outros mencionados tratou-se de vazamento de informações com todos os nomes de empresas e sócios das mesmas que estavam presentes no país. O Sr. Valt ainda é sócio de duas empresas na localidade perfeitamente documentadas e regulamentadas.

Cordialmente, Galera Group”.

Após o envio desse comunicado, o blog fez novas perguntas e obteve a seguinte resposta:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é um subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro.

Atualmente a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”.

Flamengo e Cruzeiro são exemplos para times pararem de poupar jogadroes

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O Brasileirão de 2019 deixa como uma de suas principais lições o quanto pode ser maléfico para os clubes poupar jogadores pensando na Libertadores ou em outras competições. É emblemático que o campeão Flamengo tenha evitado na maioria das vezes preservar atletas e que o rebaixado Cruzeiro tenha agido de maneira oposta.

Dizendo que poupar jogadores não faz parte de sua cultura, Jorge Jesus ajudou o rubro-negro a levantar a taça continental, além da nacional. O português transformou em papo furado a prática de seus colegas brasileiros. Justamente ele, que tinha mais argumentos para colocar reservas para atuar em algumas partidas do Brasileiro por ter um elenco muito robusto.

Por outro lado, o time mineiro começou a temporada com pinta de que poderia brigar por todos os títulos que disputasse. Tinha um trabalho consolidado com Mano Menezes e uma equipe jogando um bom futebol. Porém, Mano menosprezou o Brasileirão e começou a encher o time de reservar pensando em evitar contratempos na Libertadores. Mas seu elenco não era equilibrado como o do Flamengo.

Os maus resultados começaram a aparecer na competição nacional, o time foi ficando para trás e, inicialmente, ninguém levou a sério o risco de rebaixamento. Direção e comissão técnica agiam como se a situação estivesse sob controle. Mas não estava.

Seria ingenuidade creditar o rebaixamento cruzeirense apenas à prática de poupar atletas. Uma série de fatores contribuiu para isso. Péssima gestão, falta de comprometimento de jogadores e dirigentes, remunerações atrasadas, a aposta em um técnico novato como Rogério Ceni para domar medalhões como Thiago Neves, a falta de habilidade de Abelão para fazer o time reagir e a confiança de que um ídolo do clube (Adilson Batista) seria o salvador da pátria. Paro por aqui de listar os problemas que afundaram o Cruzeiro para o leitor não perder o fôlego.

Porém, mesmo com esse caminhão de erros, quatro pontinhos perdidos com reservas em campo enquanto o clube celeste ainda disputava a Libertadores teriam evitado esse vexame histórico. Estamos cansados de saber que quando um time grande está na zona de rebaixamento a perna dos atletas pesa mais, o nervosismo é inevitável e o que parecia simples vira impossível. A torcida ameaça quem precisa de apoio, e nem todos reagem bem. Tem aqueles que somem nos momentos decisivos. Definitivamente, não dá pra brincar com o monstro do rebaixamento.

A situação cruzeirense já bastaria pra os clubes repensarem essa bobagem de poupar jogadores. Porém, se a fobia em relação à Série B não for suficiente, vale olhar para o Flamengo e realizar que dá, sim, para vencer Brasileirão e Libertadores ao mesmo tempo. Cabe às outras diretorias cobrarem uma nova postura de suas comissões técnicas a partir de 2020.

Opinião: Palmeiras reage de maneira diferente em caso de veto à sua torcida

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Ao se manifestar contra o veto à sua torcida na partida deste domingo (8) diante do Cruzeiro, o Palmeiras teve uma posição mais agressiva do que adotou quando os flamenguistas foram barrados no Allianz Parque na semana passada.

Em relação ao jogo no Mineirão, o clube paulista emitiu nota  falando em “depreciação do produto futebol” e afirmando que a torcida única “não deve jamais ser aplicada de maneira casuística, visando vantagem competitiva”. Há aqui uma insinuação de que a recomendação do Ministério Público mineiro tem a ver com ajudar os cruzeirenses a vencerem o duelo, resultado fundamental para o time de Belo Horizonte tentar evitar o rebaixamento no Brasileirão.

Porém, ao comentar a proibição aos flamenguistas em seu estádio, a direção alviverde não falou em casuísmo em busca de favorecimento competitivo. Na ocasião, apesar de argumentar que os jogos sempre devem ter a participação das duas torcidas, o clube paulista foi muito mais compreensivo com a recomendação da Polícia Militar e do Ministério Público, que culminou com a exclusão dos rubro-negros.

“No entanto, a segurança é um bem maior a ser preservado, e a Polícia Militar e o Ministério Público são as autoridades competentes para avaliar as condições de segurança de um evento, até porque são agentes ativos no processo. O Palmeiras não tem elementos técnicos para avaliar ou julgar as medidas de segurança recomendadas pela Polícia Militar ou Ministério Público e irá respeitar as orientações das autoridades competentes e da CBF”, escreveu a direção palmeirense antes do jogo com o Flamengo. É nítida a diferença de postura dos palmeirenses nos dois casos.

De fato, brigar publicamente contra uma medida de segurança sugerida pelas autoridades da área é arriscado. Se acontece algo de ruim, quem conseguiu impedir a decisão está lascado. Porém, é sabido que todos os grandes clubes do Brasil têm corrida para agir nos bastidores para fazer valer seus desejos. Seja para vetar a presença de visitantes em seu estádio ou para derrubar tal impedimento.

Na opinião deste blogueiro, o Palmeiras não se esforçou para colocar os rubro-negros em seu estádio e já levou o troco, como eu já esperava que acontecesse, mas não tão rapidamente. O Cruzeiro foi ao STJD pedir a torcida única, saiu derrotado, mas viu o MP mineiro agir e o Tribunal de Justiça do Estado conceder liminar para a realização do jogo só com torcedores do time da casa.

O desfecho do caso é mais um indício de que cada vez teremos mais jogos com torcida única no país. Palmeiras x Flamengo foi o primeiro duelo interestadual com esse tipo de determinação. Já na rodada seguinte, o Flamengo anunciou a venda de ingressos reservados ao Avaí pra os rubro-negros alegando que os visitantes não exerceram seu direito de compra dentro do prazo estipulado. Os catarinenses contestam essa versão.

Para este jornalista, está claro que  a maioria dos grandes clubes mandantes não gosta de receber visitantes. Por falta de visão comercial, a preferência é lotar seu estádio apenas com seus seguidores, criando um clima mais hostil para os adversários. Para a Polícia Militar, jogo com torcida única representa uma logística a menos: a de isolar os visitantes. É menos desconfortável.

Assim, caminhamos para um futebol ainda mais sem sal, com torcida única e notas oficiais casuísticas, como as duas emitidas recentemente pela diretoria do Palmeiras sobre o tema. Tadinho do torcedor brasileiro.

 

Até crise do Cruzeiro vira munição contra Mattos no Palmeiras

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“O Alexandre Mattos quebrou o Cruzeiro e vai quebrar o Palmeiras”. Esse é o discurso adotado insistentemente por críticos do diretor executivo de futebol do Palmeiras. Na última sexta (29), o slogan da campanha pela demissão do cartola remunerado foi alimentado por entrevista de Zezé Perrella, gestor de futebol cruzeirense, na qual ele creditou a crise do clube a gestões passadas.

“Quebraram o Cruzeiro para ser Campeão Brasileiro! É essa cultura que temos que recuperar. O presidente Wagner (Pires de Sá) quando assumiu, foi pelo mesmo caminho tentando ser campeão a qualquer custo. Dia 8, quando o campeonato acabar, vou soltar um balanço e quero que todos saibam a situação real do Cruzeiro. Não estou aqui disposto a quebrar com o Cruzeiro não, mas eu estou fazendo o que posso”, afirmou o ex-presidente cruzeirense em sua entrevista coletiva.

Imediatamente, conselheiros e até gente que integra a diretoria do Palmeiras passaram a usar as declarações como comprovação de tese de que Mattos é tóxico para as finanças alviverdes. Os detratores do cartola associam o histórico dos dois clubes. Com Mattos como dirigente, ambos conquistaram dois títulos brasileiros cada e fizeram uma série de contratações caras.

Atualmente, o Cruzeiro enfrenta sérios problemas financeiros e não consegue pagar salários de jogadores em dia. Já o alviverde viveu nos últimos anos época de vacas gordas, principalmente por conta do forte patrocínio da Crefisa. Porém, este ano, a agremiação registra deficit até aqui, não levantou taças e depende da venda de jogadores para não fechar o ano no vermelho. Os salários continuam sendo pagos em dia.

Nesse cenário, os críticos apertaram ainda mais o botão da pressão sobre o dirigente remunerado assim que souberam das palavras de Perrella. Porém, o cartola cruzeirense não chegou a citar Mattos. O link é feito porque ele era o executivo de futebol do clube de BH nas conquistas do Brasileiro.

Mattos não concedeu entrevista ao blog. Quem o defende, entre outros argumentos, diz que o ataque de Perrella foi político, direcionado a outros dirigentes, como Bruno Vicintin, ex-vice de futebol do Cruzeiro e que teve seu nome pronunciado durante as críticas do cartola cruzeirense. Na defesa do executivo palmeirense também aparece o registro de que ele está no alviverde desde 2015. Ou seja, saiu faz tempo da agremiação mineira, assim, não poderia ser responsabilizado pelo que acontece lá agora.

Por sua vez, Vicintin divulgou uma carta aberta para rebater as declarações dadas por Perrella na entrevista coletiva. Abaixo, leia na íntegra a resposta do ex-dirigente do Cruzeiro.

“Entendo o desespero do ex-presidente Zezé Perrella. Ele aproveitou a oportunidade para tentar desviar o foco me atacando, mas vamos aos fatos:
Zezé Perrella estava fora do clube e as coisas andavam bem dentro do possível. Ao término do seu mandato como senador, sem qualquer força política, voltou ao clube por debaixo dos panos e quando teve que assumir e colocar a cara, imaginou que iria ser o salvador da pátria. Entretanto, as coisas ficaram ainda piores agora. E em uma tentativa insana vem me acusar. De quê?
Quando saiu em 2011, entregou um Cruzeiro a um ponto da zona de rebaixamento. Com muito trabalho e dedicação, de muita gente séria e que tem amor verdadeiro ao Cruzeiro, o clube foi bicampeão brasileiro, fato esse que ele não consegue engolir.
Do time que foi entregue da diretoria da qual fiz parte, para a atual gestão, o único que ganhou o título brasileiro de 2013, como titular, foi o goleiro Fábio.  Do time que conquistou a Copa do Brasil no ano passado, contra o Corinthians, dos 11 titulares, 10 atletas que jogaram a final foram deixados por nossa administração.
Ele faz ilações de que tenho seis procurações de jogadores da base, mas isso é mera desinformação. Atualmente eu represento muito mais de seis atletas no clube, porque eu tenho uma empresa aberta de representação, empresa com CNPJ, registrada na CBF e que paga todos os seus impostos. Eu sou um investidor no futebol. De de cara limpa e todos sabem disso, porque é fato público.
Existe um exemplo muito claro nesse sentido: no Atlético-MG, nosso maior adversário, um ex-presidente montou um fundo de investimentos e opera no futebol. Tudo dentro da lei e com muita responsabilidade.
Para deixar ainda mais claro, são mais de 100 jogadores representados por minha empresa em 19 clubes brasileiros
Mas quero fazer um desafio ao Zezé Perrella e seu fiel seguidor, Itair Machado: que eles me acompanhem na Receita Federal, para que lá possamos abrir nossas contas pessoais e que eles apresentem as verdadeiras contas pelas quais são responsáveis nos dois últimos anos no Cruzeiro.
Eu fui dirigente no Cruzeiro Esporete Clube por seis anos e jamais tive qualquer responsabilidade pela parte financeira. E sei que eles passaram os últimos dois anos, entre desculpas e fracassos, procurando alguma coisa do período em que estive no departamento de futebol. É óbvio que não acharam absolutamente nada, ou alguém tem alguma dúvida de que se tivesse algo, já teriam colocado na imprensa?
Esse é um sinal de evidente do desespero do Zezé Perrella. Lamento muito por envolver o Cruzeiro, clube que amo e que lutei pra torná-lo maior, mesmo com limitações nas minhas funções. Mas o fato é que, em dois anos, esse pessoal conseguiu destruir tudo que estava sendo feito, por conta de muita incompetência e extrema vaidade.
A título de comparação, do time que entrou em campo ontem e foi derrotado pelo CSA, na 35ª rodada do campeonato brasileiro, todos os jogadores ou foram trazidos pela atual administração ou, se da minha época, tiveram seus contratos renovados também pela atual gestão, o que determina que foram escolhas deste pessoal.
É interessante como Zezé Perrella não cita nessa entrevista coletiva seu parceiro e antecessor, Itair Machado, responsável direto pela formação do atual elenco. Nem sequer comenta sobre seu filho, Gustavo Perrella, que esteve trabalhando para essa gestão – em algo que nem se sabe o que, afinal, transparência não é com eles.
A verdade pura e cristalina é que a conta chegou para esse pessoal.
O Zezé Perrella usou o Cruzeiro para atingir seus objetivos, usou o Clube e o tamanho de nossa torcida para alcançar projeção política e isso é inegável. Até por ser um cidadão que, antes do Cruzeiro, não tinha nenhuma expressão.
Quero fazer mais uma lembrança: o Zezé Perrella foi presidente do Conselho na gestão do Wagner Pires, tinha obrigação de fiscalizar e não apresentou nada, agora pela pressão do atual momento vem querer acusar a gestão anterior. Estou faz dois anos completamente afastado do Cruzeiro, não frequento o Clube e até pelas divergências, eu não queria atrapalhar. Mas ele e seus parceiros não me esquecem.
Esse momento do Cruzeiro é bastante delicado e todos deveriam pensar apenas no Clube, porém, infelizmente esse pessoal prefere sangrar ainda mais o Cruzeiro. É preciso registrar da forma correta: foram eles que tiraram o clube das manchetes esportivas e o colocou o Cruziero Esporte Clube nas páginas policiais.”

Flu e Cruzeiro usam mesmo método, mas só um tem time pra isso

Leia o post original por Rica Perrone

Outro dia postei aqui que entendia o que Fluminense e Cruzeiro estavam fazendo quando deram ao seu elenco sem salário em dia o poder de escolha do treinador. Quebrariam a hierarquia mas tentariam compensar jogando nos ombros do time o não rebaixamento. Faz sentido. É uma daquelas coisas que a faculdade não ensina, jornalista nem…

Rachou e a maionese desandou no Corinthians… e agora Andrés?

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O Corinthians entrou em campo para encarar o Cruzeiro em Itaquera e por mais que o torcedor tenha comparecido em um número bem razoável para um sábado chuvoso, ficou visível que o time nem de longe o time em campo demonstrou ser aquele ‘brigador’ e taticamente bem postado que fez sucesso nas mãos do técnico Fábio Carille nos últimos anos. Aliás, muito pelo contrário. Há alguns jogos vejo jogadores desmotivados, uma equipe bagunçada em campo e o comandante desabafando nas entrevistas coletivas após os jogos. Sinal de que algo aconteceu de muito sério nesse meio de percurso. Não sei se […]

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Dívidas: A proporção

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Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema. Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando…

Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

Leia o post original por Rica Perrone

  As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve. Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem…

Ambiente do Cruzeiro entre os jogadores deve ser péssimo. Problema certamente não é o treinador.

Leia o post original por Nilson Cesar

Mano Menezes não serviu. Rogério Ceni também não. Agora chegou Abel Braga . O problema do Cruzeiro certamente não é o treinador. Grupo onde tem panelas que querem mandar claramente não funciona. Quem tem que entrar em ação é a Diretoria. O Cruzeiro é grande demais para ser rebaixado para a série B. Deveria sim afastar os jogadores “paneleiros” e colocar jogar quem tem gana…

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Fortaleza faz o óbvio ao invés de cena

Leia o post original por Rica Perrone

Incomum, não absurdo. Absurdo é não compreender a saída. Absurdo é condenar a volta. O Fortaleza está agindo não apenas com humildade mas com grandeza.  Nenhum dirigente do tricolor é hipócrita de dizer que não teria ido. Apenas comentaristas virtuais acham que é normal dizer não pro Cruzeiro estando no Fortaleza. Ceni fez o que…