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Opinião: sobrou só papo de arquibancada de Andrés para corintiano abraçar

Leia o post original por Perrone

Um giro pelas redes sociais indica que parcela considerável da torcida corintiana aplaudiu o discurso de Andrés Sanchez em entrevista após a derrota de seu time para o CSA por 2 a 1, nesta quarta (30), em Maceió. Os fãs se identificaram com o tom indignado do cartola. Porém, na opinião deste blogueiro, o presidente do clube alvinegro pouco esclareceu e não indicou os caminhos para fazer a equipe voltar a vencer.

Uma das especialidades de Sanchez é justamente falar o que seu público quer ouvir. Dizer que “jogando essa merda que está jogando” o Corinthians não vai vencer e declarar que há jogadores que parecem estar em férias exprime o sentimento da maioria do torcedor.  Por isso, o dirigente ganhou elogios de boa parte da Fiel.

Mas, quem acompanhou atentamente a entrevista, continua praticamente com todas as dúvidas que tinha antes dela. Na análise da diretoria qual o problema palpável do time e como solucioná-lo? São as principais perguntas que Andrés deixou sem resposta.

É compreensível que o dirigente não vomite todas as verdades sobre o que derruba o rendimento do time diante dos jornalistas. Não se pode exigir que o presidente de um clube detone publicamente seus funcionários. Contudo, Sanchez tem a obrigação de tomar atitudes que mostrem a atuação da diretoria para reverter a situação.

A apatia que o dirigente vê nos jogadores enxergo na direção alvinegra. Nada além de uma entrevista com Andrés jogando para torcida foi visto de prático desde que a má fase começou. Tanto que está tudo na mesma. Minha impressão é de que a diretoria, assim como Carille, está perdida. Não sabe direito como recolocar o trem nos trilhos.

Não é surpresa que isso aconteça. Afinal, boa parte da situação se deve há erros cometidos pela direção. Entre eles estão contratações que não funcionaram, a escolha de dois iniciantes na carreira de dirigente (Sheik e Vilson), a atuação no futebol de um presidente que tem problemas do tamanho da arena do clube para resolver e a falta de cobrança diária sobre jogadores e membros da comissão técnica.

Nesse cenário, os problemas foram se acumulando. Agora que eles estão prestes a enterrar de vez a campanha alvinegra no Brasileirão, a diretoria espera resolver quase tudo de uma só vez. E antes do jogo com o Flamengo, líder do Campeonato Brasileiro e sensação atual do futebol nacional. Praticamente só sobrou mesmo o papo de arquibancada disparado por Sanchez para o corintiano se apegar.

 

Para direção existem atletas que precisam entender o que é Corinthians

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O diagnóstico de pelo menos parte da diretoria corintiana para a crise enfrentada pelo clube é um tanto subjetivo. A análise é de que há jogadores que precisam entender mais o que é o Corinthians e de que falta confiança ao time.

Compreender melhor o que é o Corinthians passa por lutar mais pelas vitórias, jogar com raça e enxergar a dimensão de resultados negativos em série para os torcedores. Os cartolas evitam externar nomes. Com a derrota para o CSA por 2 a 1, nesta quarta (30), a equipe completou sete jogos sem vitória.

A apatia da maioria dos jogadores incomoda a direção, que avalia ser um comportamento incompatível com que historicamente a torcida cobra do time. O presidente Andrés Sanchez deixou clara a insatisfação com a acomodação de parte do elenco durante a entrevista coletiva concedida em Maceió depois da derrota pelo Brasileirão.

Em relação à falta de confiança o entendimento é de que ela existe por causa do jejum de vitórias. Por conta da insegurança provocada pela sequência de resultados negativos, jogadores estariam com receio de finalizar e tentar jogadas ousadas.

As cobranças mais focadas nos atletas do que na comissão técnica não significam que há satisfação com o trabalho de Fábio Carille. Pelo contrário. Ele é bastante criticado internamente por não dar padrão de jogo ao time e pela dificuldade em alcançar a reação. Porém, a estratégia escolhida pelos cartolas neste momento é pressionar mais os jogadores. Como mostrou a coluna “De Primeira”, do UOL, o fatos de uma eventual demissão, em tese, aliviar a responsabilidade dos atletas pelos fracassos e de existir multa rescisória no contrato do técnico pesam para ele continuar no cargo.

Avaí pede áudio do VAR para tentar impugnar jogo com CSA

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O Avaí enviou ofício para a Federação Catarinense de Futebol pedir à CBF áudio da comunicação da equipe de arbitragem no momento em que o VAR analisou lance que resultou na marcação de pênalti para o CSA e que foi convertido em jogo do último domingo (6), em Alagoas, num duelo entre times ameaçados pelo rebaixamento no Brasileirão. Antes da cobrança o confronto estava empatado em um gol. Os alagoanos venceram por 3 a 1.

No pedido, o departamento jurídico do Avaí diz que ouvir as conversas será de “extrema importância para o requerimento da impugnação da partida, já que no vídeo da partida entre Palmeiras x Atlético-MG houve um caso bem mais claro de marcação de pênalti, para não dizer absurdo, e nem houve a consulta do VAR”.

O time de Santa Catarina diz que não houve pênalti no lance em que Ricardo Bueno, do CSA cai na área após receber toque nas costas. O árbitro Anderson Daronco marcou a infração depois de consultar o VAR. No jogo citado como exemplo para justificar a medida, o Atlético-MG entende que houve pênalti de Felipe Melo em Igor Rabello. A partida, também realizada neste domingo, em São Paulo, terminou empatada em um gol. O comunicado do Avaí não detalha qual será a argumentação para o pedido de impugnação, que deve ser feito nesta terça (8).

Times que ficam menos com a bola dominam Brasileiro

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Ficar mais com a bola do que o adversário não tem sido bom negócio no Brasileirão. Nenhum dos três primeiros colocados (Palmeiras, Atlético-MG e Corinthians) tem média de posse superior a 50%.

Além disso, entre os times que mais ficam com a bola em seu poder, só o Santos aparece entre os cinco primeiros colocados.

O caso mais emblemático é o do líder Palmeiras. A equipe de Felipão é apenas a 17% no ranking de posse de bola, segundo o site especializado Footstats. Sua média é de 46%, superior apenas às marcas de Bahia e de CSA e Goiás, que se enfrentam nesta segunda (27).

O Fluminense, time que mais tem a redonda sob seu domínio com média de 58%, é o 15º colocado do campeonato. Empatados em segundo lugar nesse quesito com média de 56%, Botafogo, Grêmio e Santos,  ocupam respectivamente 10º, 17º e 5º lugares no Nacional.

Na parte de cima da tabela, o vice-líder Atlético-MG segue o estilo palmeirense de ter a bola por menos tempo do que os rivais e ostenta média de posse de 49%. É o décimo colocado nesse critério.

O Corinthians, terceiro na tabela e famoso pelo estilo de contra-ataques adotado por Fábio Carille, tem média de 50% de posse de bola, ocupando a 9ª posição nesse ranking.

Além do gosto pelos contra-ataques, a pouca posse de bola de times que estão bem na tabela pode ser explicada por gols marcados no início e que obrigam o adversário a propor o jogo e pela marcação sob pressão que faz o oponente trocar passes laterais e para trás.

 

Opinião: 10 sinais dados na primeira rodada do Brasileirão

Leia o post original por Perrone

1 – Santos

Não era fake news, o time de Sampaoli vai jogar pra vencer mesmo fora de casa e até com time misto. Mostrou isso ao bater o Grêmio em Porto Alegre por 2 a 1.

2 – Cariocas

Vasco, Fluminense e Botafogo confirmaram que neste momento estão bem atrás do rival Flamengo. O caso mais sintomático foi a derrota vascaína por 4 a 1 para o Athlético-PR, em Curitiba. Os tricolores não tiveram força para derrotar o Goiás, que retorna à elite, no Maracanã, e perderam por 1 a 0. O Botafogo comprovou na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, que o técnico Barroca terá muito trabalho para acertar o time.

3 – Flamengo

A vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, mostrou como será difícil bater o time de Abel Braga quando pelo menos duas peças de seu forte elenco jogarem em alto nível. Na estreia, Bruno Henrique, autor de dois gols, e Everton Ribeiro, foram os destaques.

4 – Athlético-PR

Se alguém duvidava, o time paranaense sinalizou que está mesmo entre as forças do Brasileirão. Fez o que os mais fortes fazem quando pegam um time que não está bem. Atropelou o Vasco.

5 – Corinthians

O tricampeão paulista ainda é um time que oscila. Foi neutralizado pelo Bahia, cometeu falhas defensivas e perdeu por 3 a 2 fora de casa.

6 – Bahia

Roger Machado, estruturando o tricolor baiano, indicou ao vencer o duelo com Fábio Carille, que pode dar trabalho a adversários com maior poderio financeiro.

7 – Zé Rafael

O meia mostrou estar pronto para ser titular do Palmeiras. Felipão foi criticado por torcedores do time por pouco aproveitar Zé Rafael no Campeonato Paulista. Ele entrou no início do jogo contra o Fortaleza, após contusão de Ricardo Goulart, fez dois gols e deu uma assistência na vitória por 4 a 0.

8 – CSA

A equipe alagoana está muito atrás da turma. Não conseguiu equilibrar a partida com o Ceará, em tese também candidato a lutar contra o rebaixamento no Brasileiro, e perdeu de 4 a 0.

9 – Treinadores

Pouca coisa deve mudar no comportamento dos técnicos com a regra que implementou cartões amarelos e vermelhos para eles. Quem gosta de apitar o jogo continuou apitando. Caso de Mano Menezes, o primeiro a ser “amarelado”.

10 – Barreira

A regra que obriga adversários a manterem distância das barreira deve funcionar. Acabou com aqueles empurrões irritantes entre jogadores.

 

 

 

Tricolor e Verdão fazem papelão na Copa do Brasil

Leia o post original por Neto

Bruno César e Leandro fizeram a jogada do único gol da vitória do Palmeiras

Bruno César e Leandro fizeram a jogada do único gol da vitória do Palmeiras

Tem muito Zé Ruela metido a especialista por aí que adora usar a frase que “hoje o futebol está muito nivelado”. Ou aquele papo furado que “não tem mais bobo no futebol”. Para vai! A verdade é que o futebol é feito de investimento e a qualidade técnica diferencia o clube grande do menor. Vejam os casos de São Paulo e Palmeiras. Os dois entraram em campo na noite desta quarta-feira pela Copa do Brasil com o objetivo óbvio de eliminar seus jogos de volta contra CSA e Vilhena, respectivamente.

Aliás, eliminar essa partida é positivo até para descansar mais os atletas, que estarão acumulando os jogos do Paulistão. Mas não é que nenhum dos dois grandões de São Paulo jogou bem? Pelo amor de Deus! O Tricolor estreava o Pato e foi muito aquém do esperado. É verdade que o time alagoano demonstrou preparo físico e bom toque de bola. Mas não justifica, né? A diferença técnica é monumental! Os comandados do Muricy tinham a obrigação de vencer por dois gols de diferença e eliminar o jogo de volta. OBRIGAÇÃO!

E o Palmeiras a mesma coisa. Choveu bastante em Rondônia e o gramado não ajudou. Mas o Verdão tinha que golear, poxa vida! O tal de Vilhena, com todo respeito ao povo da cidade, não tem condições de superar um clube com a grandeza do Palmeiras. Deram mole demais e agora vai ter na capital paulista um desgaste completamente desnecessário.

Paciência! Agora já foi. Mas pra mim tanto o Tricolor quanto o Verdão fizeram papelão nessa estreia da Copa do Brasil.