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Opinião: no Brasileirão, Corinthians paga conta por apostas arriscadas

Leia o post original por Perrone

O sufoco do Corinthians na reta final do Brasileirão é reflexo de apostas de alto risco feitas pela diretoria. Muitas delas escoradas em amizades.

Essa combinação fez Jair Ventura assumir um time sem padrão tático e com escassas opções na reserva. Quando poupa titulares pensando na Copa do Brasil, como fez na derrota deste sábado (13) para o Santos, por 1 a 0, o treinador é obrigado a usar nomes de fraco desempenho na temporada, como Sheik, Jonathas e Danilo.

O mesmo acontece no momento em que ele precisa virar uma partida. O treinador deve sentir calafrios quando olha para seu banco.

O abismo entre titulares e reservas destruiu a fórmula eficaz usada pelos corintianos em suas últimas conquistas. No lugar de craques, a aposta foi sempre em elencos equilibrados, o que faz a diferença principalmente no longo campeonato Brasileiro.

A situação atual torna natural o questionamento relativo a algumas apostas. A vaga de Emerson Sheik, por exemplo, não poderia ter sido melhor ocupada?

O veterano se esforça, mas não produz os resultados que o time precisa. Era previsível que Sheik não seria um jogador para ocupar a titularidade, ainda que apenas no segundo time.

É sabido que o atacante é grande amigo de Andrés Sanchez, presidente corintiano. Em 13 jogos no Brasileiro, ele não fez gol.

Outro exemplo de pouca utilidade para o clube, Jonathas marcou uma vez em sete participações no Brasileirão. O atacante é ligado a Carlos Leite, amigo de longa data de Andrés Sanchez. O agente também trabalha com Mateus Vital e agiu na contratação de Jair Ventura.

Durante as últimas eleições no Parque São Jorge, o empresário se envolveu numa polêmica por enviar dinheiro para a conta do clube. Segundo documento interno do Corinthians, a quantia foi usada para pagar mensalidades de sócios em atraso na tentativa de viabilizar suas participações no pleito. O agente nega envolvimento com a votação e diz que fez um contrato de empréstimo.

Não se trata aqui de sugerir que a diretoria contratou jogadores com pouco potencial para compensar o empresário. Mas, sim, de mostrar que a confiança depositada pela direção em alguns agentes e jogadores justifica apostas de risco. Leite é sempre lembrado pelo grupo de Andrés por ter indicado Cássio, até então desconhecido no futebol brasileiro.

Roger, com três gols em 17 participações no Nacional é outro símbolo de aposta arriscada da diretoria alvinegra que prejudicou o poderio ofensivo corintiano.

Em sua defesa, a diretoria tem o fato de a equipe estar na final da Copa do Brasil. Mas, na opinião deste blogueiro, isso só reforça a tese de que foi montado um elenco capaz de disputar um torneio de mata-mata. Mas sem peças de qualidade suficientes para encarar o Brasileirão e se dividir em duas frentes.

A saída de Fábio Carille prejudicou o Corinthians, mas até ele teria dificuldades com o grupo que agora vê de um lado a chance de ganhar a Copa do Brasil e, do outro, a zona de rebaixamento do Brasileiro cada vez mais próxima.

 

Ou joga ou pede o boné!

Leia o post original por Craque Neto

O Corinthians volta a campo hoje no Brasileirão para encarar o Ceará no Castelão. Na minha visão esse pode ser o dia ‘D’ do técnico Osmar Loss no comando do clube, afinal uma derrota para o vice-lanterna pode significar a demissão dele do cargo de técnico do time. E posso falar? Já demorou para a diretoria fazer a troca. Não que eu seja favorável a substituir treinador por bobagem, mas é notório que esse rapaz não se encaixou no cargo de comando da equipe principal. Está perdido na montagem tática do time e ainda por cima não tem o grupo […]

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Gratidão ou irresponsabilidade???

Leia o post original por Craque Neto

Tem situações que observo em alguns dos principais clubes do Brasil que me deixa com uma pulga atrás da orelha. Poxa vida, time grande tem que ser administrado por gente profissional, que tenha o objetivo de fazer com que a instituição evolua. Veja alguns casos, no Corinthians os presidentes Roberto de Andrade e Andrés Sanchez renovaram contrato com o meia Danilo e Emerson Sheik. Olha só, essa dupla foi monstra jogando pelo Timão. Dois baita ídolos! Mas há muito tempo deixaram de jogar em alto nível. O meia Danilo já tem 39 anos e mal entra em campo. Ter renovado […]

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Gratidão ou irresponsabilidade???

Leia o post original por Craque Neto

Tem situações que observo em alguns dos principais clubes do Brasil que me deixa com uma pulga atrás da orelha. Poxa vida, time grande tem que ser administrado por gente profissional, que tenha o objetivo de fazer com que a instituição evolua. Veja alguns casos, no Corinthians os presidentes Roberto de Andrade e Andrés Sanchez renovaram contrato com o meia Danilo e Emerson Sheik. Olha só, essa dupla foi monstra jogando pelo Timão. Dois baita ídolos! Mas há muito tempo deixaram de jogar em alto nível. O meia Danilo já tem 39 anos e mal entra em campo. Ter renovado […]

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Opinião: condição física é obstáculo para o hexa

Leia o post original por Perrone

A comissão técnica da seleção brasileira não tinha motivos para dar o alerta. Mas, aos poucos, ficou claro que o estado físico dos jogadores da seleção brasileira é um dos maiores obstáculos rumo ao hexa.

Douglas Costa é a baixa da vez. Renato Augusto, Fred e Danilo já tinham dado dor de cabeça. Neymar é Fagner chegaram se recuperando de lesões.

No caso do atacante, a preocupação demonstrada por seus colegas de time em relação a ele nos últimos dias pode ser interpretada como um sinal de que vai ser mais difícil o camisa 10 estar 100% fisicamente na Rússia do que o grande público esperava.

Alguns jogadores, como Paulinho, citam o cansaço de fim de temporada europeia como um problema. Isso praticamente todas as seleções enfrentam.

A comissão técnica da seleção tem tamanho e estrutura inéditos. Logo se imagina que ela é capaz de saltar o obstáculo, apesar de o sarrafo estar lá no alto.

Para este blogueiro, a impressão é de que a cada dia fica mais difícil acreditar no título na Rússia. E que se ele for conquistado será  com sofrimento, sem sobras ou grandes espetáculos. Ou seja, exatamente como nas duas primeiras rodadas

Opinião: Tite acerta ao priorizar versatilidade na seleção brasileira

Leia o post original por Perrone

Não há jogador na lista de convocados de Tite para a Copa do Mundo que não mereça estar nela.

Como o treinador da seleção brasileira argumentou, existem atletas que mereciam ser chamados, mas perderam espaço para outros que, no entendimento dele podem ser mais úteis à equipe. Afinal, a seleção brasileira não é apenas uma competição entre quem é melhor no país em cada posição. E o técnico foi didático ao explicar seus critérios para formar a lista de 23 atletas. Nos casos de dúvida, ele priorizou os mais versáteis para aumentar seu leque tático. A decisão é acertada. A capacidade de mudar o esquema de jogo até sem precisar fazer substituições e contar com um atleta que possa atuar na posição de um companheiro lesionado, por exemplo, valem muito num Mundial.

Arthur, por exemplo, na minha opinião, é melhor do que Taison, escolhido por Tite. Mas o jogador do Shakhtar Donetsk pode ser mais útil taticamente do que o gremista, justamente por ser mais versátil, qualidade citada pelo treinador na entrevista seguinte ao anúncio dos convocados. Ele também usou a experiência como um dos critérios de desempate entre os concorrentes, pois mencionou o currículo internacional de Taison. Outra explicação compreensível.

Entre os outros jogadores que ficaram com as últimas vagas disponíveis, Geromel merecia estar na Rússia muito mais do que Rodrigo Caio. Faz tempo que ele é mais regular do que o são-paulino. Cássio está no mesmo nível do santista Vanderlei, mas de novo encontramos uma coerência na opção feita por Tite. Como em uma série de casos, ele escolheu um jogador com quem conviveu mais, portanto, conhece melhor. Fagner está na mesma situação. O lateral corintiano e Danilo eram as melhores opções a partir da ausência de Daniel Alves, na opinião deste blogueiro.

Nesse cenário, não vejo motivos para criticar a convocação feita por Tite. E ficou evidente o esforço do comandante para tentar evitar uma onda de críticas pela não convocação de um determinado atleta, embora não tenha deixado claro quem ele crê que pudesse causar tal sentimento. Graças ao seu didatismo ao justificar a montagem da seleção, ele deve alcançar o objetivo.

 

Sem pânico

Leia o post original por Rica Perrone

Primeiramente, lamento muito a contusão do Daniel. É nosso melhor lateral, deve ser uma pena ficar fora de uma Copa pra um jogador ainda mais aos 35 anos e tendo jogado o 7×1. Ele com certeza sonhou com essa redenção e não terá. Lamento muito.

Daí pra frente a discussão é o tamanho do estrago.

Daniel é um grande campeão, um grande vencedor, um grande jogador. Pra mim sempre foi um cara uns 30% acima do que de fato joga por estar nos times que esteve na hora em que esteve. Tanto que na seleção por exemplo nunca fez metade do que fazia nos clubes.

Fará falta? Sim, porque mesmo aos 35 era o melhor que nós tinhamos e já é titular há uns 8 anos.  É insubstituível? Hoje, aos 35, não.

Há algum tempo os jogos da seleção tem no Daniel seu ponto fraco defensivo. É pra mim disparado o jogador de defesa nosso de pior rendimento. Portanto, não acho um absurdo perde-lo.

Perder o Neymar muda o cenário. O Paulinho, talvez. Peças chave do time. O Daniel, hoje, não me causa nem 10% do pânico que tenho lido por aí.

O Fagner, se controlar sua mania de dar pontapés, está jogando muito, em time grande, acostumado a pressão e aguenta. Danilo aguenta. Mariano talvez.  Seja quem for, inclusive o Rafinha, nós perderemos em nome, alguma técnica, mas ganharemos na questão física e talvez na defensiva.

Hoje lamento muito mais pelo Daniel do que pela seleção.  Nosso lateral fundamental, em ótima fase, que pode decidir jogos, atua do outro lado, e com a 6.

abs,
RicaPerrone

Alex, Danilo e quando o futebol traz solidariedade

Leia o post original por Antero Greco

O dia a dia nos atola de informações sobre corrupção, falcatruas, violência, indiferença, injustiças. De promessas fúteis e falsas esperanças.

No futebol, polêmicas sobre arbitragens toma mais espaço do que gols, dribles e conquistas. Cartolas aparecem mais do que jogadores. E jogadores se desrespeitam mutuamente.

No meio de tanta grosseria, há gestos de delicadeza. Deveriam ser rotina, mas viraram exceção. Por isso, precisam ter destaque. Por mérito e para incentivar atitudes semelhantes.

Caso da postura de Alex e Danilo, do Internacional, no jogo com o Fortaleza, na noite desta quinta-feira, no Castelão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Segundos antes do apito final, Alex chocou-se com Pio, de cabeça, em disputa de bola na área colorada. O atacante da casa caiu e ficou zonzo.

Em seguida, após o encerramento desabou no meio do campo e precisou de atendimento médico, com ambulância e paramédicos em ação.

Pois Alex e Danilo não arredaram pé enquanto não viram a situação de Pio sob controle e pronto para fazer exames em hospital das redondezas. Os dois ficaram a pouca distância, a observar as reações do colega. Por solidaridade, companheirismo, cavalheirismo, gentileza e responsabilidade.

Alex esteve ali, porque participou da jogada, lance involuntário, acidente de trabalho. Danilo porque ficou chocado com a cena.

Ambos provavelmente nem se deram conta do valor do gesto. Foi movimento espontâneo, natural, próprio de quem tem sensibilidade e consciência. De quem não vê o futebol apenas como ganha-pão. Muito menos encara o que se passa em campo como “batalha”, confronto entre inimigos.

Alex e Danilo tiveram generosidade, agiram com grandeza e maturidade. O futebol agradece. A vida também.

 

Corinthians volta a sentir limitações em empate em casa

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians orgulha-se de ter retrospecto formidável em casa, onde raramente perde. Mas, nas últimas duas apresentações na Arena em Itaquera, deixou escapar quatro pontos. Em ambas, com empates por 1 a 1: na semana passada com o São Paulo e neste sábado diante do Figueirense. Dessa maneira, pode perder contato com o líder Palmeiras, desde que ele ganhe do Atlético-MG no domingo.

Os dois empates recentes têm, porém, aspectos diferentes. O primeiro foi diante de um rival tradicional, que vinha “mordido” pela desclassificação na Libertadores. Dava para entender a maior dificuldade. O Figueirense, ao contrário do São Paulo, trata de fugir da zona de perigo, do rebaixamento. Isso significa que tem tido mais problemas técnicos, não é das equipes de ponta da competição. Pela lógica de quem pretende brigar por título, era obrigação ser batido.

No entanto, o Corinthians voltou a mostrar limitações, deu sinais de que pode perder fôlego na corrida pelo topo daqui em diante. No primeiro tempo, sobretudo, pecou por erros de passes, por baixa criatividade e por enganos no sistema defensivo. Ok, teve chance de abrir o placar, numa com Giovanni Augusto e noutra em cabeçada de André que Pará tirou em cima da linha. Mas foi pouco para quem precisava vencer e convencer.

O meio-campo sobretudo não empolga. Cristóvão começou com Bruno Henrique, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel. Na segunda etapa, os três primeiros saíram e entraram Elias Guilherme Danilo. Sem muita alteração na produção final. Valeu por Danilo, autor do gol de empate aos 38 minutos, quando se desenhava a derrota. O Figueira tinha aberto o placar com Dodô aos 13.

O time catarinense tratou de defender-se, e isso ficou claro desde o início. E da forma como fosse possível. Tanto que, com pouco mais de meia hora, quatro jogadores haviam recebido cartão amarelo. Na etapa final, apostou em contragolpes, foi feliz no lance do gol e teve outra oportunidade, em uma jogada interrompida com falta de Cássio na entrada da área. O goleiro corintiano merecia vermelho, mas o árbitro ficou só amarelo. No mais, o Figueirense agarrou-se ao ponto obtido fora de casa.

O Corinthians tem muito o que melhorar, e se nota a falta de repertório do elenco. Faltou-lhe ousadia, mesmo que também na segunda parte do jogo tenha criado ao menos outras duas chances claras de gol. Ainda assim é pouco, para quem almeja mais na Série A. Pior é que Cristóvão não tem muitas opções de alta qualidade para modificar o time. Além disso, há jogadores inconstantes, como Rodriguinho, Romero, Balbuena. E outros fora de forma, como é o caso de Elias.

Paciência e trabalho – e contratações, se possível – serão necessários.

 

Mexe aqui, muda ali, e Tite remonta time

Leia o post original por Antero Greco

Ele não corria risco em Ribeirão Preto. O Corinthians podia até perder a terceira partida consecutiva que ninguém pediria cabeça, como já pedem a de Edgardo Bauza ou como cortaram a de Marcelo Oliveira.

Mas Tite, como sempre nos últimos tempos, mostrou trabalho diferente, que rende frutos.

O Corinthians modorrento do início da temporada, quando um terremoto levou os melhores jogadores embora, mantém o processo de remontagem. E dá sinais de renascimento. Mesmo com um mistão – sem seis titulares e Elias machucado – se comportou bem diante dos botafoguenses.

O zagueiro Balbuena já disse a que veio, o jovem Maycon, da base, joga futebol de gente grande. Outros reservas mostraram serviço. Deixaram no ar a esperança de que, na quarta-feira, contra o Cerro, pela Libertadores, vai lembrar o time do ano passado.

Soa otimismo exagerado, mas foi a impressão que ficou da vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, no estádio Santa Cruz. Não fosse a atuação do veterano goleiro Neneca, a turma de Ribeirão teria amargado uma goleada daquelas. Embora, ressalva se faça, não é nenhuma maravilha.

O time de Márcio Fernandes começou marcando forte e tentou impedir as triangulações corintianas. Mas não conseguiu, principalmente pelo lado esquerdo da defesa.

No ataque, o centroavante Alemão também não conseguiu repetir o feito de outras ocasiões contra o Corinthians: no juvenil do Santos, ele tinha feito dois gols e sofrido um pênalti numa semifinal de campeonato paulista sub-20. E jogando pela Ponte Preta já tinha feito gol no “Timão”, no campeonato paulista de 2014.

Panorama ideal para o Corinthians cumprir a missão. E assim foi. Aos 16 minutos, o zagueiro Felipe fez 1 a 0. No comecinho do segundo tempo, Danilo desviou de cabeça e Neneca não pôde fazer nada: 2 a 0. Aos 20 minutos, Neneca tentou cortar um cruzamento e a bola sobrou para Maycon: 3 a 0.

Conta fechada.

Com paciência, inteligência e respaldo, Tite aos poucos forma nova versão do Corinthians.

(Com participação de Roberto Salim.)