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Opinião: David Luiz foi a melhor notícia para seleção brasileira em goleada

Leia o post original por Perrone

Se fosse um jogo de Copa do Mundo, certamente Tite sofreria algumas críticas pelas dificuldades enfrentadas no primeiro tempo da vitória por 4 a 0 sobre a Austrália. Mas foi um amistoso e valeu principalmente pelos testes. Contando também a derrota para a Argentina por 1 a 0, a seleção brasileira volta para casa com mais opções.

A principal delas é David Luiz jogando adiante da zaga, com liberdade para avançar, de maneira parecida com a que atuou na última temporada pelo Chelsea. Ele deu mais proteção à defesa brasileira e foi importante na roubada de bola, iniciando a transição para o ataque. De quebra, carimbou o travessão após cabeçada em jogada que culminou no segundo gol, marcado por Thiago Silva.

Sem dúvida, David Luiz se destacou numa jornada com muitas mudanças, atuação da seleção razoável no primeiro tempo e muito boa na etapa final.

Entre os que ainda não têm vaga garantida no Mundial da Rússia, Taison, ajudado pela entrada de Willian, principal destaque no segundo tempo, colaborou para a melhora ofensiva do Brasil. Taison fez seu gol após sair do banco e merece mais oportunidades.

Também testado, Diego Souza fez o primeiro e o quarto gols mostrando que não é absurdo ser considerado uma opção para a reserva, caso haja algum problema com os principais atacantes do país. Giuliano, que herdou a 10 de Neymar e deu a assistência para a abertura do placar, poderia render mais.

Já Alex Sandro foi muito tímido no apoio ao ataque, o que colabora para o corintiano Arana merecer uma chance.

No saldo geral, Tite fez a lição de casa, aproveitando o fato de já estar classificado para a Copa do Mundo a fim de ampliar seu leque de opções, independentemente do rendimento abaixo da média da seleção sob seu comando em parte dos dois amistosos.

Você daria nova chance a David Luiz na seleção?

Leia o post original por Milton Neves

david luizz

Depois de Felipão, David Luiz foi quem mais se queimou com a torcida brasileira após os 7 a 1 da Copa do Mundo de 2014.

Mas, agora, aos 29 anos, o zagueirão parece ter recuperado o seu bom futebol no Chelsea, líder do Campeonato Inglês com certa folga.

Inclusive, foi eleito o melhor defensor da primeira metade da Premier League, o que não é pouca coisa…

Por isso, eu quero saber de você, amigo internauta.

Fosse técnico da seleção brasileira, você daria nova chance a David Luiz?

Opine!

Sete dúvidas para tirar em Paraguai x Brasil

Leia o post original por Perrone

A partida entre Paraguai e Brasil, pelas Eliminatórias da Copa da Rússia, na noite desta terça, pode ser útil para dissipar uma série de dúvidas. São elas:

1 – Como está Gil após se transferir para a China?

2 – É possível montar uma dupla de zaga para jogar a Copa da Rússia sem David Luiz e Thiago Silva, como a que estará em campo com Gil e Miranda?

3 – A seleção brasileira conseguiu diminuir sua dependência em relação a Neymar, que pela terceira vez cumpre suspensão nessas Eliminatórias?

4 – Atuar com um atacante como referência na área, caso de Ricardo Oliveira nesta noite no Paraguai, é mesmo uma boa opção para a seleção?

5 – O bom futebol apresentado pelo Brasil no primeiro tempo do empate com o Uruguai foi uma evolução que terá continuidade nesta terça ou mero acaso?

6 – O Brasil sairá do Paraguai fora do grupo dos quatro primeiros que garantem vaga direta no Mundial, o que acontece com uma derrota, dependendo do resultado da Argentina diante da Bolívia?

7- O corintiano Romero não merece mesmo nem uma chance no banco da seleção paraguaia?

 

Argentina 1 x 1 Brasil. Bom resultado com mau futebol

Leia o post original por Quartarollo

A Seleção Brasileira acaba de empatar com a Argentina, 1 x 1, em Buenos Aires.

Bom resultado contra um time forte em clássico sempre cheio de rivalidades, mas ficou devendo futebol.

No primeiro tempo só deu Argentina. Neymar não entrou em campo.

Estava mais preocupado com a tiara da Nike na sua cabeça do que em jogar futebol.

O Neymar do Barcelona, que quer ser o melhor do mundo não jogou no Monumenal de Nuñez, foi um dos piores em campo.

Ficou encostado todo o primeiro tempo do lado esquerdo e nas poucas vezes em que tentou alguma coisa foi desarmado com facilidade.

Gerardo “Tatá” Martino, que dirigiu Neymar no Barcelona, encaixatou o 10 brasileiro com forte marcação e ele não soube sair dos adversários.

Melhorou um pouquinho no segundo tempo quando Douglas Costa entrou no lugar de Ricardo Oliveira e foi para o meio, mas nada de anormal também. Deu dois chutes a gol e só.

Paradoxalmente o Brasil se tornou mais ofensivo sem um centro-avante. Apertou mais a Argentina e até levou algum perigo para a meta de Romero que até ali era um privilegiado espectador dentro do gramado.

O Brasil apresentou inúmeros problemas. Faltou qualidade para muita gente e taticamente esteve perdido a maior parte do tempo.

Tomou um gol bebê, bem infantil mesmo. Três jogadores foram para cima de Di Maria, o melhor em campo, que se livrou de todos e fez um passe nas costas de Filipi Luiz para Higuain cruzar para a área.

David Luiz sempre estabanado estava fora de posição dando combate no lugar errado, voltou correndo para cobrir Miranda que saiu para tentar evitar o cruzamento da direita.

Higuain cruzou e Lavezzi entre David e Daniel Alves fez o gol argentino.

A zaga brasileira bateu cabeça demais hoje. A fraqueza de David Luiz está contaminando até o ótimo Miranda que está começando a falhar também.

David para coroar sua péssima atuação conseguiu ser expulso já no finalzinho da partida.

Pouco antes tinha tomado um cartão amarelo bobo por dar cotovelada no adversário e depois foi por cima em uma dividida e levou vermelho direto.

Pelo menos não joga contra o Peru. É reforço para a Seleção e Gil já mostrou que sabe marcar bem Guerrero, seu ex-companheiro de Corinthians.

O gol continuará sendo um problema para a Seleção. Allison andou nervoso e não passou nenhuma confiança. Várias bolas passaram na sua cara no primeiro tempo e ele só olhando o que acontecia.

Ainda falta um goleiro com personalidade forte nesse time e sinceramente não sei quem pode ser. Talvez Cássio com sua história de conquistas no Corinthians imponha mais respeito aos adversários e aos próprios companheiros.

O meio-campo brasileiro teve momentos tenebrosos. Elias só procurou o jogo com suas saídas para o ataque no segundo tempo e Lucas Lima ficou muito aquém do que se espera de um meia embora tenha feito o gol do Brasil.

Willian de novo tentou jogar, mas desta vez não tinha com quem jogar. Não é gênio, mas vive um bom momento.

O Brasil sentiu demais a pressão do Monumental e a Argentina só não ganhou porque também se apavorou quando tomou o gol ficando totalmente desordenada em campo.

O placar foi muito melhor para o Brasil do que o futebol apresentado. O time de Dunga ganhou um ponto fora de casa, mas precisa melhorar muito nos próximos jogos se não quiser passar sustos nessas Eliminatórias, mas pelo jeito vai ser um trem fantasma até o fim.

Em tempo:

Foi uma sexta-feira 13 das mais tristes. Atentados em Paris baixaram a guarda de todo mundo. Até mesmo torcer em um jogo de futebol estava difícil e a alegre torcida argentina também sentiu isso. O mundo está maluco. Virou um lugar difícil de viver. Ninguém parece mais estar seguro em lugar algum e muitos inocentes estão pagando com a vida. Isso é o mais lamentável. Até quando vai isso? Até quando?

 

 

Brasil não resiste e perde do ex-freguês Chile

Leia o post original por Fernando Sampaio

chile x brasilO Brasil foi além das minhas expectativas.

A Seleção Brasileira deixou a sensação de que poderia ter saído na frente.

Eu não esperava isso.

A Seleção Chilena está num estágio bem mais avançado. Sampaoli, além de ser um treinador diferenciado, começou o trabalho em 2012. Os frutos estão sendo colhidos agora. Campeão da Copa América, time mais entrosado, confiança, qualidade, Sanchez e Vidal acima da média, com certeza esta é a melhor seleção do país de todos os tempos.

Em casa achei que seria domínio total.

Não foi.

O Brasil estava bem organizado, sofreu a esperada pressão no início depois equilibrou o jogo e levou perigo ao adversário. O time mostrou marcação encaixada, transição rápida, atacantes de velocidade…. William fez uma bela partida. A defesa estava segura, a bola na trave foi de fora da área. É absolutamente normal o Chile criar uma grande oportunidade.

No segundo tempo o jogo ficou aberto e continuou equilibrado até a saída do Valdívia.

Mesmo com a saída de David Luis o time continuou firme. Marquinhos não estava bem. Os ataques do Chile pelo lado do Marcelo tornaram-se mais intensos e perigosos. Oscar estava bem na função tática mas o último passe estava um desastre. O meia atacante puxou bons contra-ataques pela esquerda mas desperdiçou a possibilidade de criar boas oportunidades.

Quando Valdívia saiu o jogo mudou. O chinelinho chileno era a esperança do Brasil. A maioria dos ataques brasileiros saíram de seus passes errados. Quando Sampaoli mudou twittei que Dunga poderia colocar Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Não vou fazer o exercício do “outrismo” e dizer que isso mudaria o jogo. Não dá pra saber. A diferença é que o jogo ainda estava 0x0, a dupla santista entraria descansada e teria mais tempo em campo para criar alguma jogada.

O Chile cresceu com a saída de Valdívia e marcou com Vargas.

Ricardo Oliveira entrou bem e teve duas chances de empate. No final Dunga foi para o tudo ou nada e tirou Luiz Gustavo. A defesa ficou exposta, Alexis Sánchez aproveitou e matou o jogo.

Resultado normal.

O Chile não vencia o Brasil desde 1993.

A última vitória aconteceu justamente um ano antes do Brasil conquistar o tetracampeonato nos Estados Unidos. Parreira, Cafu, Roberto Carlos, César Sampaio, Edmundo, Zinho e Cia perderam de 3×2. No ano seguinte o Brasil foi campeão mundial quebrando um jejum de 24 anos. Portanto, muita calma quando analisar só o resultado isolado.

 

Foto: Mario Ruiz/EFE

Que chova gols neste domingo, porque água mesmo só “Quando Setembro Vier”

Leia o post original por Milton Neves

David-Dante-Chororo

São Paulo x Santos no final de tarde e no domingo!

Aí sim, isso é jogo de mata-mata, disputa para valer e em dia nobre do futebol.

Emoção pura!

Nada do lixo e da porcaria dos malditos pontos morridos.

Corinthians x Palmeiras à tarde, 16 horas, e no domingo!

Aí sim, isso é jogo de mata-mata, disputa para valer e em dia nobre do futebol.

Emoção pura!

Nada do lixo e da porcaria dos malditos pontos morridos.

E o Palmeiras não é o melhor time do Brasil.

Dudu surtou.

Verdão é hoje 5,97 na bola, 9,79 no “Sócio-Torcedor” e 10,00 em estádio.

O Allianz Parque fez um bem danado para o futebol, para o Palmeiras, para a Zona Oeste e para a cidade de São Paulo.

E é o estádio, e não o time, que está alavancando o maravilhoso crescimento da torcida verde através de seu “Avanti”.

“Avanti” que é boa cópia do projeto “Onda Verde” criado pelo então diretor de marketing do Palmeiras, Carlos Alberto Mira, anos atrás.

Aposto em uma final do Campeonato Paulista entre Corinthians e São Paulo.

São Paulo que será eliminado da Libertadores, entendo.

Vagner Love encolheu no futebol porque jogar em país folclórico da bola só serve para ganhar dinheiro.

O mesmo aconteceu com Paulo André, vitimado pela dupla China e política esportiva.

Cássio é o melhor goleiro do Brasil.

Tem que ir para seleção e como titular.

E como ainda tem uns 30% de potencial de crescimento, pode virar um Neuer cabeludo.

E não é que o grande goleiro alemão foi mal quarta-feira no Porto?

Coisa rara.

Mas Dante foi pior.

Nosso beques do 7 a 1 foram “brilhantes” no meio de semana pela Liga dos Campeões da Europa.

Baiano Dante, pífio, e David Luiz foi “tão bem” nas canetas que levou de Suárez que pode ser contratado pela Bic como garoto-propaganda por perfeita adequação.

Só não entendo porque ainda ficam revezando os nomes dos “culpados” pelos 10 a 1 que levamos na testa na Copa do Mundo passada.

Ora, só tem um culpado: Felipão!

Felipão culpado em 1000% porque convocou mal, escalou mal, substituiu mal e foi arrogante contra a Alemanha.

Meu Deus, “Macaco Velho”, como não viu que a sua “seleção”, que passou com as calças na mão pelos fregueses Chile e Colômbia, não tinha bola para encarar a Alemanha?

Ouvisse Parreira, Roque Jr. e Gallo e jogasse bem fechado como fez a Argentina, apostando em uma bola de contra-ataque, poderia ter ganho.

Sabella, sábio, goleou Felipão, soberbo.

E o argentino, mesmo com um time ruim, longe da tradição argentina, quase ganhou da favorita Alemanha jogando fechado e povoando o meio-campo.

Então, parem de procurar “donos” pelos 10 a 1!

Foi obra-prima de Felipão, primeiro e único!

E o defunto dos 10 a 1 ainda não esfriou e o será só lá pelo ano de 8.071.

Bom feriadão para todos vocês, boa sorte para os seus times e não gastem uma só gota d’água à toa.

Essas chuvas de abril foram quase as últimas da temporada.

Aí, mais água para valer só “Quando Setembro Vier”.

Podem perguntar para Rock Hudson, Gina Lollobrigida, Sandra Dee e Bobby Darin, estrelas deste grande clássico do cinema.

Opine!!!

Dia desastroso para zagueiros brasileiros

Leia o post original por Antero Greco

Os dois jogos desta quarta-feira da Champions League foram empolgantes. Placares iguais e importantes, expressivos – 3 a 1 Porto em cima do Bayern e 3 a 1 do Barcelona sobre o Paris-Saint-Germain no campo francês. Os vencedores se encaminham para as semifinais.

Até aí tudo bem, e você vai ler muitos comentários e resumos dessas partidas. Mas quero ter olhar brasileiro, já que muitos de nossos patrícios estiveram em campo no Porto e em Paris. E um aspecto me chamou a atenção: a noite desastrosa para Dante, do Bayern, e David Luiz, do PSG. Ambos falharam em momentos decisivos e levaram baile de atacantes adversários.

Dante se enroscou no lance do segundo gol do Porto, ainda no início do jogo no estádio das Antas, e deixou Quaresma livre para concluir. O episódio o deixou desconcertado e houve outras falhas. David Luiz ficou vendido nos dois gols de Suárez que levaram o Barça a abrir diferença de 3 a 0. No segundo gol, tomou “caneta” na área. No terceiro gol, na intermediária, foi outra “caneta” do uruguaio. Daquelas de deixar o queixo cair. Chato pra caramba.

Coincidência? Sim. No segundo gol do Barça, Suárez também se divertiu com Marquinhos e com Maxwell, fez fila com os dois. Da mesma forma, Xabi Alonso e Boateng vacilaram em outros gols do Porto. Acontece, porém se trata de dois zagueiros de seleção brasileira, que estiveram em Copa do Mundo, vira e mexe lembrados em listas de convocados.

Sem dó. Fora isso, não há o que contestar nos resultados. O Porto engoliu o Bayern, desfalcado de gente como Robben, Ribery, Schweinsteiger, para ficar só em três titulares de peso. O Porto envolveu o campeão alemão, apertou na marcação, foi ágil no ataque e ainda contou com o colombiano Jackson Martinez, goleador que estava afastado por contusão. Ele fez o terceiro do time, que pode perder por 1 a 0 na semana que vem na Alemanha. Casemiro, do lado do Porto, foi um brasileiro que se destacou.

O Barcelona se impôs ao PSG na categoria, na qualidade do esquema e na individualidade de Messi, Xavi, Suárez, Neymar (autor do primeiro gol). Conteve toda iniciativa dos franceses, não fez com que o controle do jogo lhe escapasse dos pés. O gol que sofreu quase no final não altera grande coisa, pois pode cair até por 2 a 0, em casa, que segue adiante.

 

Quarteto da seleção rende cerca de R$ 224,5 mi para quem pagou bagatela

Leia o post original por Perrone

A seleção brasileira que enfrenta o Equador nesta noite nos Estados Unidos tem pelo menos cinco exemplos de como o atoleiro financeiro ou uma avaliação errada sobre seus jovens jogadores fazem os clubes nacionais deixarem de ganhar dinheiro.

David Luiz, Marquinhos, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho e Fabinho foram vendidos por equipes em que atuaram nas categorias de base por preços que podem ser considerados pechinchas. Só Fabinho ainda não engordou os cofres de quem apostou nele, o Rio Ave (Portugal), que emprestou o lateral para o Monaco.

Já o quarteto formado por Marquinhos, Everton Ribeiro, David Luiz e Philippe Coutinho rendeu para Corinthians, formador dos dois primeiros, Vitória e Vasco cerca de R$ 32,3 milhões. Suas revendas geraram aproximadamente R$ 224,5 milhões. Nesse valor, o blog não incluiu a compra de David pelo PSG por já ser a segunda grande negociação envolvendo o atleta.

Por sua vez, Fabinho teve os valores de sua transferência para o Rio Ave, de Portugal, em 2012, mantidos em sigilo pelo Fluminense. Porém, o balanço de 2012 divulgado pelo clube mostra que naquele ano entraram nos cofres tricolores R$ 14,1 milhões referentes à negociação de atletas. Parte das vendas foi parcelada, assim, essa quantia não representa o montante total arrecadado.

Veja abaixo cada caso.

David Luiz – De acordo com reportagem do site da ESPN, por precisar de dinheiro o Vitória vendeu o zagueiro em 2007 por 2 milhões de euros (R$ 5,8 milhões na cotação atual) para o Benfica. Os portugueses tiveram tempo para deixar o brasileiro se desenvolver. Hoje no PSG, Davis se transferiu em 2011 para o Chelsea pelo equivalente à aproximadamente R$ 86,5 milhões.

Marquinhos – Deixou o Corinthians em 2012 para jogar na Roma por cerca de R$ 15 milhões. Aproximadamente um ano depois, os italianos se refestelaram com por volta de R$ 104 milhões pagos pelo PSG para ter o brasileiro, de acordo com a imprensa europeia. A negociação até hoje provoca debates acalorados no Parque São Jorge. Dirigentes afirmam que só fizeram a venda porque Tite afirmou que não havia espaço para o zagueiro no clube. O treinador não nega que deu sinal verde para a saída do jogador, mas declara que os cartolas tinham a mesma opinião que ele.

Philippe Coutinho – Tratado como jovem promissor em São Januário, foi vendido em para a Inter de Milão, em 2008, quando ainda estava nas categorias de base, por cerca de R$ 10 milhões divididos em três parcelas anuais. Só se transferiu em 2010, depois de completar 18 anos. Em 2013, a Inter vendeu o brasileiro para o Liverpool por aproximadamente R$ 30 milhões.

Everton Ribeiro – Hoje destaque no Cruzeiro, o meia ficou quase sempre em segundo plano no Corinthians. Foi emprestado para o São Caetano e vendido em 2011 ao Coritiba por R$ 1,5 milhão. Em 2013, o clube de Belo Horizonte pagou R$ 4 milhões por 60% de seus direitos econômicos. O atual líder do Brasileirão já teria recusado uma oferta de R$ 24 milhões do Qatar pelo ex-corintiano.

Vale lembrar que os clubes considerados formadores têm direito a pelo menos uma parte da quantia reservada pelo mecanismo de solidariedade da Fifa. A regra disponibiliza 5% do valor de cada transferência internacional para serem divididos entre os times em que o jogador atual entre 12 anos e 23 anos.

 

O mau marketing está matando o futebol brasileiro

Leia o post original por Odir Cunha

Teoricamente, marketing é uma coisa boa. Divulga, gera interesse por assuntos ou pessoas. Mas o marketing utilizado no futebol brasileiro tem mais atrapalhado do que ajudado. Tornou os melhores jogadores individualistas, narcisistas, e resolveu que apenas um ou dois clubes merecem atenção especial da mídia.

Recebo reclamações dos amigos santistas de que Santos e Palmeiras era um jogão para ser valorizado e transmitido no horário nobre desta quarta-feira. Realmente. Não seria favor algum. Em campo, teremos 16 títulos brasileiros e quatro Libertadores; o clube que recentemente revelou Neymar e aquele que está construindo, com dinheiro e risco próprios, a melhor arena do futebol brasileiro.

Como não há nenhuma pesquisa à mão, dou uma olhada na Timemania de quatro dias atrás e constato que as 988.000 apostas, em todo o Brasil, deixaram o Santos em terceiro lugar na preferência do torcedor, e o Palmeiras em sexto. Inegavelmente trata-se de um clássico nacional, de dois times que têm torcedores em todo o País.

Em vez de promover o espetáculo futebol, fortalecer os grandes clubes igualmente e incrementar a competivididade, a televisão adota o marketing direcionado, político, com o fim específico de dar mais visibilidade aos seus times preferidos e alterar o equilíbrio do futebol brasileiro. A lição da Alemanha terá muita dificuldade de vingar no Brasil, de superar a reserva de mercado que se pratica por aqui.

O individualismo como resultado da necessidade de aparecer

Um pouco antes de sofrer a joelhada, Neymar tinha perdido a bola duas vezes no meio de campo tentando fazer jogadas sem nenhum sentido prático para o time. Em uma delas arriscou um chapéu no meio de campo, atrasando o ataque. Da mesma forma, um pouco antes da avanlanche de gols da Alemanha, o zagueiro David Luiz foi visto parado na área adversária, como se fosse um atacante, deixando um buraco na defesa brasileira.

O lateral-esquerdo Marcelo liberou uma free way pela direita do ataque alemão; Hulk tentou chutar a gol de qualquer ângulo e Oscar só faltou levar a bola para casa. Muitos jogadores brasileiros jogaram apenas para si mesmos. É verdade que a Seleção Brasileira precisa de uma reformulação tática e, por que não, de um técnico estrangeiro que sacuda esse marasmo de Felipões, Parreiras, Manos, Tites e quetais, mas também não se pode negar que a vaidade e a falta de espírito de equipe do jogador brasileiro têm grande parcela de culpa no vexame sofrido nesta Copa.

E por que o jogador do Brasil não fez o jogo de marcação que deveria ser feito, e que tornou mesmo as modestas Costa Rica e Argélia adversários dificílimos para os grandes favoritos? Ora, porque o brilho individual, que vem com o gol ou uma jogada de efeito, é o que dá mais visibilidade e ganha mais espaço na mídia.

Nem digo apenas imprensa, pois o Youtube é, hoje, a mídia eletrônica mais assistida no mundo – e nela os jovens fãs do futebol só querem ver gols, dribles e jogadas vistosas. A eficiência dos zagueiros não interessa à nova geração do futebol, nem aos homens do marketing. Para se destacar e, com isso, atrair patrocinadores e aumentar o faturamento, o jogador precisa ousar, aparecer. A sóbria eficiência dos grandes defensores está em baixa.

A generosidade dos verdadeiros craques

Os gênios do futebol, por enxergarem além, também foram generosos, souberam associar o seu sucesso pessoal ao sucesso do time em que jogavam. Veja Garrincha, indo sempre à linha de fundo para dar gols e glória a companheiros que só tinham de empurrar a bola para as redes. Veja Maradona, driblando vários adversários para servir a Caniggia o gol que eliminou o Brasil na Copa de 1990. E, acima de tudo, veja Pelé.

Os filmes que se fizeram sobre o Rei do Futebol e a admiração que seus 1.282 gols provocam, podem ter deixado em muitos a ideia de que Pelé também era individualista, que a todo momento estava tentando driblar dois, três, quatro jogadores para fazer gols de placa. Não é verdade e, para provar isso, consegui encontrar um vídeo muito interessante que mostra bem o lado solidário e, repito, generoso do Rei.

Como veremos a partir da metade do vídeo abaixo, Pelé era tão preciso no passe como nos outros fundamentos. Ocorre que nem sempre seus companheiros concluiam bem as jogadas, que acabaram esquecidas, já que não terminaram em gols. Mas repare que até no passe Pelé coloca a força e o efeito exatos. Já não se vê mais passes assim no futebol.

Destaco os lances da partida contra Portugal, pela Copa de 1966, em que mesmo com a perna enfaixada e mancando – estava machucado, mas as substituições eram proibidas –, Pelé acerta passes precisos. Esse espírito de equipe, tão comum nos craques brasileiros de outras épocas, faltou a muitos jogadores que representaram o Brasil nesta malfadada Copa.

E você, não acha que o mau uso do marketing está matando nosso futebol?