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Pato entra com ação para rescindir contrato com o Corinthians

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Rescisão

O jogador entrou com ação contendo pedido de antecipação de tutela no TRT-SP para o encerramento do contrato de Alexandre Pato com o Corinthians.

O advogado João Henrique Chiminazzo alegou que o atacante não recebe parte dos direitos de imagens –  afirma que são parte do salário  – faz mais de três meses e que não foi recolhido corretamente o FGTS.

A ideia é encerrar o vínculo profissional do jogador rapidamente.

Indeferido, por enquanto

A juíza Maria Alice Severo Kluwe indeferiu o pedido. “Existem fortes indícios do inadimplemento alegado, mas não a prova inequívoca em tal sentido, o que impede o deferimento da tutela antecipada sem a oitiva das partes”, citou no documento.

A magistrada solicitou que advogados de ambos os clubes –  o São Paulo, como tem contrato de empréstimo com o jogador, é réu tal qual o Alvinegro – apresentem provas ( contratos recibos de pagamentos) em 72 horas. Se não fizerem, pode decidir a qualquer momento pela rescisão do vínculo.

Tal prazo vale a partir do momento que a agremiação do Morumbi for notificada e a de Parque São Jorge comunicada no Diário Oficial (já informou ao TRT-SP qual advogado cuidará da ação).

Ela marcou uma audiência em 3 de setembro para as partes chegarem ao acordo.

Suponho com base na lógica 

Lembro que a rescisão com o Corinthians anulará o empréstimo ao São Paulo.

Por isso, a lógica sugere que ou Alexandre Pato tem proposta são-paulina (não abriria mão de R$400 mil mensais que ‘recebe’ de quem o trouxe do Milan), ou de outro time brasileiro, ou de algum do exterior.

A tentativa de rescisão pouco antes da abertura da janela de transferências ( França, Rússia, Holanda e Turquia já em funcionamento. Na Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra e Itália  iniciará no dia 1 de julho)  à Europa talvez aconteça para facilitar a ida e aumentar os ganhos.

Donos dos próprios direitos econômicos livres de compromissos federativos ficam, jogador e o estafe, com valor integral da negociação.

Não adianta encerrar o vínculo após a audiência,  porque o período em que pode se transferir para os principais torneios nacionais da Europa terminará em 31 de agosto ou no dia seguinte, dependendo de qual Liga.  Até lá, se nada novo ocorrer, terá disputado os 7 partidas pelo São Paulo.

Por isso, as hipóteses mais lógicas são de proposta do time que joga ou de fora do país.

Apenas muita grana o convencerá

A outra possibilidade que não citei é a de ter alterado a maneira de pensar a própria carreira e topar uma oferta muito alta de clube asiático (chineses pagam mais). A Major League Soccer é improvável porque iniciou faz meses.

Conselheiros se mexem para Aidar reduzir o preço dos ingressos

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De Vitor Birner

Conselheiros do São Paulo colhem assinaturas em um ofício que será enviado para Carlos Miguel Aidar solicitando a redução dos preços dos ingressos em um setor do Morumbi.

A iniciativa tem o apoio de gente de todas as correntes políticas no clube.

É suprapartidária.

No documento, há o pedido para as antigas arquibancadas amarelas de novo serem chamadas de ‘setor família tricolor’.

A ideia é cobrar R$ 15 pela entrada inteira e $7,50 pelo ‘meio-ingresso’.

Se a iniciativa for aceita, o sócio-torcedor poderá adquirir o bilhete por R$5.

O trabalho agora é de conseguir a maior quantidade possível de assinaturas.

Até o momento, mais de 50 conselheiros ou assinaram ou se comprometeram (não sei se irão cumprir o prometido) a fazer isso.

A argumentação para convencerem o presidente, que é o responsável por estipular o valor dos ingressos, passa pelo apoio da torcida, custos de manutenção (limpeza, segurança) lá, além do aumento do lucro com o consumo de alimentos, bebidas e produtos oficiais.

Outro pedido é a liberação gratuita para crianças com até seis anos de idade nos jogos do time.

Opinião

Todo clube grande deveria ser obrigado por lei a ter uma cota de ingressos com preços realmente populares.

Já expliquei noutros posts os motivos.

Não pagam impostos como empresas, ganharam refinanciamentos de dívidas e uma loteria, a Timemania, para ajudá-los.

A diminuição do veto indireto às pessoas de menor renda, além de justa por causa da regalias citadas, é ótima pela própria essência do esporte.

Era razão de orgulho falar que o futebol colocava ricos e pobres, lado a lado, juntos, dividindo a paixão pelo time.

Hoje, após a lavagem cerebral feita pelos interessados burocratas e da crença de quem pensa que o dinheiro é mais importante que tudo, inclusive que a felicidade, exaltam quando o valor arrecadado no jogo é enorme.

Não por acaso, o clima nas arquibancadas, em todos os lugares de ingressos caros, esfriou.

A proibição de bandeiras, instrumentos (em alguns é liberado) e sinalizadores completam a entediante formalização do local outrora de manifestações espontâneas.

Por isso apoio a iniciativa desses conselheiros.

São cerca de 12 mil ingressos no montante de 67 mil. Correspondem a menos de 18% da carga total e permitem que 55 mil lugares tenham o valor decidido pelos cartolas.

Discordo apenas da idade mínima para ver o jogo de graça.

Deveria ser de 10 anos, pois é necessário acostumar a criança a ir ao estádio e estreitar o convívio dela com o time e a camisa.

Tive o privilégio de ser criado por meu pai e saudoso avô, ambos santistas, que topavam ver confrontos de quaisquer agremiações, com o hábito de irmos aos estádios.

É fundamental para a formação dos futuros torcedores e manutenção do amor de milhões pelo esporte que tem mais seguidores no planeta.

Aumenta o número de conselheiros do São Paulo revoltados com Aidar: alguns cogitam o impeachment do presidente

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De Vitor Birner

Carlos Miguel Aidar desrespeitou o estatuto do São Paulo ao assinar o contrato com Cinira Maturana, o qual previa 20% de comissão dos negócios que ela arrumasse para o clube, e não ter levado o mesmo ao conselho logo em seguida.

O silêncio abriu a possibilidade de o presidente sofrer impeachment.

A chance de isso acontecer, neste momento, é pequena.

O estatuto do clube exige 75% de quorum no conselho e a aprovação da maioria para o presidente ser deposto.

Mas, mesmo assim, alguns conselheiros trabalham com essa possibilidade.

Outros, apesar de ainda não terem embarcado na empreitada, mostram enorme insatisfação com o atual gestor e podem aumentar o coro dos que pretendem vê-lo fora do Morumbi.

Muitos foram procurar o Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do conselho, para externar a revolta com a atual gestão.

Entre os insatisfeitos há pessoas de quase todas as correntes políticas do clube.

Há pares de Juvenal Juvêncio, com quem Aidar arrumou uma briga pública inútil, entre os irados, e opositores ferrenhos ao ex-presidente, que se juntaram indiretamente aos outrora situacionistas e hoje opositores.

A razão disso é simples de ser entendida.

A quantidade de problemas da administração Aidar em menos de 9 meses impressiona.

Eis uma pequena relação:

Além do inexplicável contrato com Cinira Maturana, houve o negócio ou mal conduzido ou mal explicado com a Puma, que se recusou a pagar a comissão a ela, tal qual foi noticiado, e pode processar o clube.

A diretoria de futebol ameaçou pedir demissão durante a Copa do Mundo, na excursão aos EUA, porque houve a tentativa de pessoas que não pertencem ao departamento de colocarem jogadores no elenco contra a vontade de Athaide Gil Guerrero, Rubens Moreno, Gustavo Vieira de Oliveira e Muricy.

Aidar, noutro episódio durante o Brasileirão, discutiu com o treinador no vestiário e passou as semanas seguintes falando abertamente em trocar o comandante.

Citou, inclusive, os nomes de supostos substitutos.

Juca Kfouri postou sobre o interesse de ele negociar com a BWA o pagamento da dívida do clube, que pode ser administrada pois é inferior ao orçamento anual, em troca de 10 anos de rendas para a empresa.

O jornalista afirma que Aidar aumenta o tamanho do problema para colocar em prática seus planos.

Isso já era comentado nos corredores do estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Para tirar Juvenal Juvêncio de Cotia, Aidar provocou uma crise pública, deu entrevistas no intuito de justificar a medida, às vésperas de colocá-la em prática, ao invés de simplesmente comunicar ao responsável por sua eleição a decisão que havia tomado.

A Penalty nunca tinha lançado nenhum produto oficial do São Paulo antes de o mesmo ser aprovado pelo marketing do clube.

Essa obrigação de passar pelo crivo são-paulino é prevista em contrato.

Coincidentemente, após começar a cuidar da troca de fornecedor de material esportivo, houve o entrevero da camisa de despedida de Rogério Ceni.

Conselheiros creem que  essa foi outra crise provocada pelo presidente para justificar aquilo que pretendia fazer.

O fato de notícias sobre o acerto com a Under Armour serem públicas, permite que a Penalty processe o São Paulo, pois tem contrato em vigência até o fim do ano.

As aparições públicas de Aidar com roupas da marca americana, de uma hora para a outra, reforçará o argumento num eventual litígio.

Na aprovação do regulamento do campeonato paulista, Aidar declarou que os 19 presidentes de clubes do estado que foi “voto vencido por falta de massa encefálica (deles)”.

Tratou de maneira desrespeitosa Paulo Nobre e o próprio Palmeiras. Tornou a briga pessoal.

Acusou o Cruzeiro de não pagar salários, o que provocou uma nota de repúdio dos mineiros.

Falou que o Napoli tem relação com a Camorra (máfia da região).

Em relação a cobertura do Morumbi, não conseguiu apresentar, até agora, qualquer projeto no conselho.

Houve conselheiro do clube que comentou nos bastidores ter ouvido reclamações de representantes de empreiteiras sobre os pedidos de comissão de Cinira Maturana.

As relações institucionais de Aidar, e por isso as do São Paulo,  são péssimas inclusive onde não havia nenhum motivo para acontecerem brigas e vários conselheiros reprovam.

O presidente tem, inclusive, dificuldades de manter a paz dentro da própria gestão.

Quando o São Paulo perdeu Dudu para o Palmeiras, Athaíde Gil Guerrero, vice de futebol, pediu que fosse emitida uma nota oficial, tal qual aconteceu, sobre o episódio.

Por isso contactou Douglas Eleutério Schwartzmann, vice de comunicação e marketing, para tratar dela.

Douglas, considerado o braço direito de Aidar e chamado dentro do São Paulo de o ” homem forte do presidente”, considerou a iniciativa uma ingerência.

E houve a troca de emails agressiva entre eles, na qual Douglas intimou Athaíde para resolver tudo pessoalmente.

Esse é o clima interno do São Paulo.

Assim começa a temporada.

Por isso a parte dos conselheiros que se preocupa realmente com a instituição, se mexe para tentar arrumar soluções.

E o impeachment, apesar de distante por causa da burocracia política e de ser um trâmite doloroso para a instituição, tem sido estudado.

Na pior das hipóteses, esperam que Aidar não fique mais de um mandato no cargo.

No próximo dia 9 haverá reunião do conselho que deve ser tensa.

Nobre opinará menos no futebol do Palmeiras; presidente deu plenos poderes ao novo diretor

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De Vitor Birner

O Palmeiras já acertou a contratação de Alexandre Mattos para ser o diretor de futebol remunerado.

Apesar de ficar até o fim de janeiro no Cruzeiro, onde foi bicampeão brasileiro, o gestor do clube centenário não apenas sabe qual será a sua nova empreitada como já trabalha nela.

Cícero Souza, gerente apresentado hoje, será o homem de confiança de Mattos. Foi indicado e contratado a pedido dele.

Todas as negociações que Cícero Souza se envolver, seja para a chegada de treinador ou de transferências de jogadores, precisarão do aval de Mattos.

Até dois nomes encaminhados para o elenco o novo dirigente palestrino tem acertados de boca, apesar de ainda não terem assinado os contratos e por isso são mantidas em sigilo.

A chegada do dirigente que ainda é funcionário do Cruzeiro mexe na forma como o futebol é administrado no clube.

Paulo Nobre decidiu dar plenos poderes a ele. Não participará diretamente das negociações, tal qual fazia.

Disponibilizará um orçamento ‘x’ e cobrará resultados.

Mattos poderá contratar, se respeitar a cota disponível, e não precisará necessariamente avisar antes o presidente.

Lógico que por respeito comunicará, mas Nobre não interferirá, a não ser que abandone o planejamento recém-feito ou a negociação seja atípica e precise extrapolar a quantia disponível de grana para reforçar o time.

Ao lado de Mattos, trabalhará o vice de futebol Maurício Galliotte. Será o principal representante da diretoria no departamento.

A escolha do novo treinador será deles dois.

Há 5 nomes na pauta no clube.

Os comentados Abelão, Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira, além de Argel e de outro que não descobri quem é.

Apurei apenas que não se trata de um gringo.

Os dirigentes, em conversas com esses técnicos, tomarão a decisão.

Neste momento, Abelão e Mano têm a predileção da dupla Mattos e Galeotti.

O primeiro ainda não definiu o futuro no Internacional e outro está livre.

São os preferidos, inclusive acima do treinador que não descobri da lista.

Argel e Osvaldo de Oliveira têm o apreço dos novos responsáveis pelo futebol palestrino, que elogiam ambos nos bastidores e não descartam trazer um deles, apesar de não serem as prioridades.

A definição, repito, será tomada em conversas com os profissionais.

Desde a pedida salarial ao plano de trabalho serão levados em conta, o que pode alterar a ordem dos preferidos.

Compreendo a postura de Matos e Galleoti porque é importante  a diminuição da margem de erro.

O orçamento do futebol, por exemplo, não foi precisamente estabelecido e eles têm que decidir, em certo momento, se é melhor investir um pouco mais no salário de um treinador ou de um atleta.

Importante:

Antes de a turma enfurecida começar a descarregar a ira aqui, informo que Mattos disse aos patrões no Cruzeiro sobre a ida ao Palmeiras e o presidente da Raposa não apenas sabe como autorizou a participação do planejamento do futebol no Palestra verde e branco.

 

Contrato de Pato com o São Paulo pode ser rescindido caso enfrente o Corinthians, inclusive se a multa de R$ 5 milhões for paga

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De Vitor Birner

O Corinthians pode impedir a participação de Pato no clássico de domingo, inclusive se o São Paulo pagar a multa de R$ 5 milhões (este é o valor estipulado em contrato).

Quando houve a negociação, a direção do time do Morumbi queria estipular a multa em R$1 milhão.

Mas o departamento jurídico corintiano exigiu o valor de R$ 5 milhões e a negociação foi fechada assim.

A direção do Alvinegro fez questão de evitar de qualquer maneira a presença do atacante nos Majestosos.

A maior prova disso é que as restrições vão além da econômica.

O São Paulo, caso decida bancar a quantia, é obrigado a comunicar o adversário 24 horas antes.

E o Corinthians precisa permitir, dar a anuência, para o atleta entrar em campo.

Se os cartolas do Alvinegro não fornecerem um documento liberando o jogador para atuar, o contrato de Pato com o São Paulo será rescindido.

Inclusive se o atual vice-líder do Brasileirão pagar os R$ 5 milhões.

Está claro que o Corinthians se protegeu de todas as maneiras possíveis para impedir Pato de enfrentá-lo.

Não creio que decida abrir mão de tudo para escalar Jadson, hoje em dia reserva do time.

O valor estipulado para Jadson entrar em campo é igual.

Importante:

Ano que vem o meia poderá jogar os clássicos diante do São Paulo e o atacante continuará fora.

Isso acontece porque o empréstimo de Jadson para o Alvinegro acabará no final do ano, enquanto o de Pato será encerrado no fim da próximo ano.

Jadson tinha contrato com o São Paulo até dezembro de 2014 e a partir de janeiro será atleta do Corinthians,  enquanto o vínculo profissional de Pato com o clube do presidente Mário Gobbi terminará em 2016.

Lembro

Tratei deste assunto faz alguns meses.

Repito: o valor da multa é de R$ 5 milhões.

O mundo pode dizer o contrário, mas o valor estipulado em contrato é este.

Outro dia Carlos Miguel Aidar reclamou da situação financeira do clube.

Jadson é reserva no Corinthians.

Não compensa, para o Alvinegro, liberar a participação do atacante no jogo para ganhar em troca a do meia.

A presença de Pato no clássico de domingo é praticamente impossível.

A chance de ele jogar depende de Mano Menezes achar interessante as liberações de Pato e Jadson,  de o São Paulo cometer a insanidade de bancar a multa e o Corinthians aceitar ou de clubes negociarem valor menor.

Guerra política no São Paulo começou meses atrás; conheça as entranhas da crise

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De Vitor Birner

“O que foi que eu fiz?”

A pergunta em tom de arrependimento foi feita por Juvenal Juvêncio a si mesmo, em conversa com alguns de seus homens de confiança, no período da Copa do Mundo (quando o São Paulo excursionou nos EUA).

Tinha a ver com o fato de optar por Carlos Miguel Aidar como seu sucessor e com a quantidade de jogadores ruins, mais de duas dezenas segundo gente próxima ao ex-presidente, que duas pessoas com cargos na atual gestão – uma delas saiu –   indicaram para o São Paulo contratar na intertemporada forçada pelo Mundial.

Esses parceiros do ex-presidente acham inexplicável, por fatores técnicos do futebol, a iniciativa.

Ataíde Gil Guerrero, vice-presidente de futebol escolhido por Aidar, ( Ataíde é amigo de Juvenal e lutaram juntos na briga do Clube dos 13  para a realização da negociação em bloco dos direitos de transmissão dos jogos, aquela implodida por Andrés Sanchez),  vetou, de acordo com os desconfiados, a chegada daqueles boleiros ao elenco por causa da má qualidade dos atletas.

Falam que durante o Mundial houve, inclusive, a possibilidade de alguns diretores renunciarem aos seus cargos por causa disso e que Ataíde Gil Guerrero corre o risco até hoje de perder o posto porque barrou os jogadores.

Lembram que o cargo de Ataíde Gil Guerrero tem alto valor em uma barganha política.

Tentei falar com o vice-presidente de futebol, mas o celular estava na caixa postal.

As mesmas pessoas desconfiadas me disseram durante a campanha para presidente do São Paulo que as duas chapas eram de oposição.

Uma delas me falou, em junho, que Carlos Miguel Aidar tentaria arrumar um jeito para justificar a saída de Juvenal Juvêncio da diretoria de futebol amador.

A primeira especulação não tenho como afirmar se realmente procedia ou foi apenas intriga política.

A outra se transformou aparentemente em notícia por causa da entrevista de Carlos Miguel Aidar à Folha de SP.

O tamanho da dívida é muito inferior ao orçamento anual e não justifica a crise de relacionamento.

A situação financeira da instituição, apesar de não ser a ideal, é melhor que a de quase todos grandes clubes do país e possível de ser administrada.

Não havia motivo técnico para Aidar botar lenha na fogueira, ainda mais depois de ter trocado quase toda a diretoria dos tempos de Juvenal e mantido Osvaldo Vieira de Abreu como diretor financeiro.

Os defensores de Juvenal Juvêncio fazem outras conjecturas:

Especulam que o atual primeiro mandatário do clube deseja aprovar um projeto de cobertura do Morumbi, precisa de 75% de quórum no conselho, e quer trocar o apoio de seus oposicionistas no último pleito em abril por cargos importantes.

A diretoria de futebol amador, hoje ocupada por Juvenal, seria um deles.

Nos últimos dias, por exemplo, surgiu o boato que Marco Aurélio Cunha, um dos líderes da oposição, ocupará o lugar de Ataíde Gil Guerreiro.

Conversei com MAC,  ontem, e ele negou de maneira enfática ter recebido qualquer convite.

Disse apenas que Aidar o elogiou e comentou que seria bom ter alguém como ele na atual administração, mas de maneira informal.

Isso aconteceu, segundo Marco Aurélio, domingo, no clube, quando se encontraram casualmente no jogo de futebol de sócios amigos deles, do qual não pôde participar porque machucou a panturrilha.

A afirmação de Juvenal sobre a traição de Aidar envolve algo pessoal.

Ele está brigado com o ex-genro Marco Aurélio Cunha e exigiu, ao escolher Carlos Miguel Aidar para sucedê-lo, que nenhum cargo de diretoria fosse dado ao desafeto.

Juvenal acredita, por exemplo, que o projeto da cobertura do Morumbi não foi aprovado porque a oposição liderada por MAC queria cargos em troca.

Fala em sabotagem.

Seu assessor José Francisco Manssur, comentou isso em entrevista ao blog em 5 de maio.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2014/05/09/conselheiro-do-sao-paulo-acusa-oposicao-de-boicotar-cobertura-para-tentar-ganhar-cargos-foi-a-comissao-da-mentira-disse/

Marco Aurélio negou com a mesma veemência que houve qualquer negociação de troca de cargos por votos e disse que o projeto da cobertura precisava ser mais bem explicado:

“Era estranho”, comentou.

MAC diz estar concentrado na campanha para deputado estadual e longe da crise política.

A verdade é que os pares de Juvenal Juvêncio estão desconfiados de Carlos Miguel Aidar.

E o atual presidente os culpa pela divulgação de notícias, de acordo com ele inverídicas, que prejudicam sua imagem e administração.

Creditam a um braço direito de Juvenal a reportagem postada no Blog do Paulinho, na qual o blogueiro fala na possibilidade de Aidar beneficiar parceiros e impedir uma concorrência caso a obra da cobertura seja aprovada.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/08/29/projeto-morumbi-negocio-beneficia-parceiros-de-aidar/

Do lado de Juvenal, afirmam que nem tinham ideia de nada disso.

O tempo mostrará o que é fato ou boato.

A única certeza é que a entrevista de Carlos Miguel Aidar em nada contribui para melhorar as finanças e a política do clube.

Até dificulta.

Os empresários sérios podem escolher aonde querem investir seu dinheiro e a confusão política é um pequeno entrave para preferirem o time do Morumbi.

E mais:

Ao declarar abertamente que a instituição precisa de grana, Aidar aumentou o poder de barganha de quem cogita estampar a logomarca da empresa na camisa ou fazer quaisquer negociações.

Além disso, a entrevista turbinou uma crise política.

O ideal para o São Paulo é que todas as partes se entendam, inclusive Juvenal e a oposição liderada por Marco Aurélio Cunha.

As questões pessoais devem ser deixadas de lado em prol da instituição.

Os conselheiros têm que pedir explicações caso algo os intrigue e precisam cumprir o papel precípuo de fiscalizar o que se passa em todas as áreas do clube.

Juvenal Juvêncio, até abril, e Carlos Miguel Aidar, daquele mês em diante, se propuseram a comandar a instituição.

Jamais podem esquecer do compromisso, apesar disso ser difícil no sistema de gestão obsoleto do futebol.

A função exige dedicação em tempo integral para lidar com problemas complicados, enormes, e a ‘remuneração’ se limita ao exercício de cuidar de tudo apenas por amor ao clube e ganho de status social, tudo em meio ao clima pesado nos bastidores.

Conselheiro do São Paulo acusa oposição de boicotar cobertura para tentar ganhar cargos; “Foi a Comissão da Mentira” (Atualizado)

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De Vitor Birner

O fundo de investimento que vai bancar a construção da cobertura do Morumbi prometeu aos diretores do clube que aguardará até julho.

Depois, se o projeto não for aprovado pelo conselho, pretende se retirar do negócio.

O conselheiro Francisco Manssur, que cuidou de todos os detalhes do projeto desde o começo da empreitada, acusa a oposição de boicotar o projeto enquanto não receber cargos na gestão do presidente Carlos Miguel Aidar.

Veja o que o ex-assessor de Juvenal Juvêncio disse ao blog.

Todos nós devemos ser a favor do diálogo. Mas, temos a obrigação de falar a verdade para o torcedor do São Paulo que está preocupado com o futuro do Morumbi.

Depois do boicote de 16 de dezembro, a diretoria aceitou mostrar e discutir os contratos para uma Comissão da Oposição.

E entre os dias 13 e 31 de janeiro, os contratos foram mostrados em várias longas reuniões.

Pra quê? O que foi essa comissão?

Foi a Comissão da Mentira!

Viram tudo e falaram que não viram, até serem desmentidos no Conselho por conselheiro da própria oposição.

Para chegarem ao dia da eleição e fazerem novo boicote, dessa vez mais vergonhoso porque redundou na fuga do candidato que renunciou minutos antes da eleição.

Há três semanas, voltaram a falar em diálogo.

Será verdade ou mais um truque?

Propus, assim que falaram nisso, mostrar de novo os contratos para os novos conselheiros eleitos da oposição.

Passadas as três semanas, nenhum aceitou se reunir comigo.

Disseram, há duas semanas, que juntariam 50 assinaturas de conselheiros para convocarem uma reunião extraordinária, na qual tirariam dúvidas sobre o projeto.

Recebi do presidente Carlos Miguel Aidar a confirmação de que a situação acha a iniciativa ótima e estava disposta a realizar a reunião.

Mas, até agora, nada foi protocolado.

Mais uma bravata? 

Será que o dialogo que eles propõem é no sentido real do termo ou no sentido que infelizmente se vê na politica tradicional brasileira, que cada vez mais é importada para o São Paulo, na qual o diálogo muitas vezes significa ‘me dê cargos ou  boicoto a votação e não me importa se é um projeto importante ou não’ ?

Por que devemos acreditar que agora falam a verdade?”

Aviso

Tentei contato com Marco Aurélio Cunha para saber a versão da oposição sobre os fatos, deixei recado, e por enquanto não obtive retorno.

Atualização (17h59)

A oposição protocolou na manhã de hoje o pedido para a realização de uma reunião extraordinária, na qual pedirá esclarecimentos sobre o projeto.

 

Palmeiras acha difícil superar proposta do São Paulo por Alan Kardec

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De Vitor Birner

No Palmeiras, a perda de Alan Kardec é tratada como algo provável.

Uma pessoa do clube me contou que o pai do jogador ficou irritado com a oferta salarial feita pelo Alviverde ao seu filho, e que o São Paulo, quando soube disso, entrou na disputa pelo atleta.

Isso aconteceu faz cerca de duas semanas.

Os dirigentes palmeirenses, segundo minha fonte, dizem, nos bastidores, que o rival cobriu com boa diferença a proposta de salários ao jogador.

Falam também que proposta do time do Morumbi ao Benfica para aquisição dos direitos do atacante é maior que a deles.

E acham bem difícil superá-las.

Por isso, nas conversas entre eles, comentam que Alan Kardec deve atuar no São Paulo ainda neste ano.

O contrato do atleta com o Palmeiras termina no fim de junho e a prioridade para acertar a transferência com a equipe de Portugal se encerra em 31 de maio.

Passei a tarde e a noite, em vão, tentando saber a posição dos dirigentes do São Paulo sobre a negociação.

Insistirei amanhã.

Outros

Há mais clubes interessados em Alan Kardec.

Sobre eles, minha fonte nada citou.

Então, deduzo que estão atrás na concorrência ou tentam, sei lá com qual estratégia, dar um drible no Palmeiras e no São Paulo.

Vale lembrar que o Alviverde tem a prioridade e ainda deve tentar algo para evitar a perda que vai gerar muita reclamação de seus torcedores.

Atualização (25 de abril às 9h28)

O Palmeiras subiu a proposta para o Benfica.

Como sabe que precisa resolver a questão financeira também com o atleta, aposto que fará o mesmo em relação ao salário do jogador.

Vamos aguardar para saber qual é a posição do estafe de Alan Kerdec.

No começo da negociação, a preferência do jogador e de quem cuida da carreira dele era a permanência no Alviverde.

Esta situação mudou apenas porque ficaram indignados com a outra proposta do Palmeiras.

Tanto é que o pai do atleta, que negociava, passou dias sem atender os telefonemas dos dirigentes do clube.

Tentarei checar para saber se algo muda diante do cenário novo, pois no começo das tratativas estava disposto a aceitar oferta um pouco menor que a dos concorrentes para seu filho não mudar de ares.

Milton Cruz corre risco de ser demitido; novo vice de futebol do São Paulo tenta acabar com os problemas de ambiente no CT

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De Vitor Birner

Na reunião em que o presidente Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro foram se apresentar ao elenco, o novo o vice de futebol proibiu a comissão técnica e funcionários do CT de tratarem das coisas do time com pessoas que não fazem parte do departamento de futebol profissional do clube.

E citou os nomes de Juvenal Juvêncio e do empresário Abílio Diniz.

Quem conhece como funcionam as coisas no local de preparação da equipe principal do São Paulo, entendeu que o aviso serviu para todos, mas foi um recado claro ao coordenador Milton Cruz.

O próprio Milton, faz algum tempo, disse publicamente que trocava mensagens por SMS com o Abílio Diniz, com quem tem amizade, durante os jogos.

Ele também é conhecido por levar os recados de Juvenal ao CT da Barra Funda e contar ao ex-presidente as coisas que acontecem no local.

Tal papel é visto de forma negativa por diversos atletas do elenco, funcionários e dirigentes.

Os jogadores e funcionários incomodados não se manifestavam, os cartolas faziam isso, porque temiam que as informações chegassem truncadas, incompletas ou fora de contexto ao ex-presidente, e acabassem sendo prejudicados.

Mas após a eleição de novos conselheiros que garantiu o enorme favoritismo de Carlos Miguel Aidar no pleito, houve atletas e funcionários que foram reclamar, em sigilo, com o novo mandatário.

Milton Cruz, um mestre da política no CT, soube do risco de perder o emprego e solicitou a intervenção de Muricy, que goza de grande prestígio com os novos gestores.

O técnico deve pedir a permanência do coordenador, apesar de saber o que se passa.

Tenta resolver os problemas de ambiente (solucionou boa parte desde o seu retorno ao Morumbi), que ele mesmo cita nas entrevistas, sem mudanças de tanto impacto.

Inclusive porque Rogério Ceni é amigo de Milton Cruz e há também um ou outro atleta que não está descontente com a presença do coordenador.