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“O cara” era outro

Leia o post original por Rica Perrone

Cazares, Patric, Robinho, Pratto ou Luan?  Quem você queria ver hoje? O gringo de boa movimentação, ótima estréia no primeiro tempo ou o “pedalada” no segundo?  O matador? O corredor?  O craque do jogo anterior? Enquanto todos esses desviavam do brilho dos holofotes numa partida de 30 minutos muito bons, 15 razoáveis e 45 bem …

Eles entenderam

Leia o post original por RicaPerrone

Foram muitos anos sem para criar saudades.  Fracassos para gerar interesse. Um sufoco danado pra alimentar a paixão. E apenas 6 jogos pra criar intimidade.

Botafogo e Libertadores não falam a mesma língua.  Nunca se entenderam bem, mal se olhavam.  Ao confirmar o encontro para 2014 o inevitável pessimismo nos levaria a crer que “eles não sabem jogar Libertadores”.

Como que por instinto, nos surpreendem.

Longe, bem longe, de jogar um grande futebol. Como se a Libertadores fosse um torneio de futebol…

Aqueles que nem iam agora vão. E lá, ao invés de cobrar, empurram.  Entendem que o sufoco desnecessário é, as vezes, inevitável. E se uma vaia puder ajudar a atormentar um dos inimigos, cá estou para vaiar.

Sofrido, suado, quase injusto.  Foda-se.

Ninguém convidou o Botafogo para um espetáculo artístico com a bola, nem mesmo uma campanha monótona de pontos corridos em busca de  regularidade.

O chamaram pra guerra.  Pra um confronto de camisas, pontapés, divididas e, também, futebol.

Talvez hoje, como há alguns jogos, tenha faltado o futebol.  O resto, não.

Nem mesmo torcida, marca registrada do pós jogo do Fogão, está em pauta. Foram 26 mil, não é muito. Nem pouco.

São suficientes, desde que entendam o que foram fazer lá.

Hoje, quando a bola do Independiente começou a rondar a área do Botafogo a torcida tinha duas escolhas.  Cobrar um futebol melhor ou empurrar a bola pra longe com eles.

Escolheu certo.

E no final, onde tudo poderia insinuar uma vaia, ouviu-se uma explosão.   Não teve “eles”, “nós”, “vocês”.

“Vencemos!”

Eles já entenderam tudo.

abs,
RicaPerrone

O drama é um detalhe

Leia o post original por RicaPerrone

35 do segundo tempo, dois jogadores expulsos, jogo empatado, adversário em cima e jogando em casa.  Se empatar fica tranquilo na liderança do grupo, se perder… só não tão tranquilo.

Mas é Libertadores, logo, requer um toque extra de imponderável e até o “azarado” Botafogo pode se dar bem.

15 minutos de uma segunda chance.

Dali em diante o Fogão transformaria toda porcaria que jogou nos minutos anteriores numa jornada épica se conseguisse dar bicos pra frente por 15 minutos.

Com 9. De atuação horrível a heróica.

E entre as mil formas de evitar que o time adversário ( de quem, aliás, jamais ouvi falar) chegasse na área, todas funcionaram.  Então, bateram de fora da área.

E nos acréscimos da redenção, o inferno e toda aquela má atuação volta à memória.

Ninguém prestou.  Um show de horror, incompetência e clara falta de segurança dos 11, do chefe, dos suplentes. Um Botafogo perdido, sem auto-confiança, confuso e que recebeu de presente a chance de ser herói.

Nem essa.

Seria melhor perder com 11 de 3×0 e abrir os olhos para o mau futebol apresentado do que abrir possibilidade de interpretarem a derrota meramente como “quase heróicos” jogadores que não resistiram no fim.

A forma que o Botafogo vai enxergar este jogo determinará o que vem pela frente.

abs,
RicaPerrone