Arquivo da categoria: Depois do Apito

CAIU NA REDE, TÁ MORTO.

Leia o post original por K.O.N.G

Primeiro o abraço, depois o arregaço.

Fala, cambada!

Já é uma missão quase impossível bater o Galo no Horto, com a sorte do nosso lado então… nem o Barcelona daria pressão aqui. Foi assim ontem, quando o Galo já vencia por 2 X 0 sem ao menos dar um chute no gol adversário. Primeiro Tardelli cruzou a bola com tanto efeito que ela foi parar dentro do gol de Aranha. No segundo cruzamento do jogo, de Marcos Rocha, Cicinho tremeu todo e jogou contra o próprio patrimônio, anotando o segundo gol atleticano. Engraçado é que até aí o Santos era quem havia tido as melhores oportunidades, exigindo que Victor mostrasse mais uma vez porque é – inquestionavelmente – o melhor goleiro do Brasil na atualidade.

Com o placar tranquilo, o Galo fez seu jogo e criou inúmeras oportunidades no ataque. O garoto Carlos, herói do clássico de domingo, fez questão de perder todas elas. Bom, se tá perdendo chance é porque elas estão sendo criadas, pelo menos. Uma hora ele desencanta de vez e aí ninguém vai segurar o Anderson Silva dos gramados.

O jogo foi tão bom que um placar de 8 x 5 para o Galo não seria nenhum absurdo. Atlético e Santos fizeram um jogo aberto, com futebol ofensivo e de qualidade. Deu gosto ver, ainda mais quando o futebol brasileiro passa por uma crise técnica absurda. Tardelli mostrou que realmente calibra o pé quando joga contra os paulistas, com a impressionante marca de mais de um gol por jogo. É aquilo: tem jogo contra o Galo, com Tardelli em campo, o camisa 1 santista – não importa quem for – vai tremer.

Com o resultado o Galo entrou de vez no G4, somando 40 pontos. No domingo temos chance de confirmar nossa posição, quando pegaremos o Vitória-BA em casa.

É hora de encher o caldeirão do Horto novamente.

#CaiuNoHortoTáMorto

PS.: Pessoal, nos próximos dias o globoesporte vai mudar a plataforma dos blogs, que deixarão de utilizar o wordpress. Nesse período de ajustes talvez tenhamos alguns probleminhas na publicação dos posts, comentários e moderação. Coisa normal, mas necessária, para oferecermos uma plataforma mais bacana para todos vocês. Caso tenham algum problema, favor me enviarem um e-mail no terreirao@globo.com para que eu possa reportar para o pessoal responsável. Valeu!

Galera, a Puma finalmente acordou e lançou uma linha de camisas retrôs do Galo, dos anos 1914, 1916, 1950 e 1971. Tive a oportunidade de ver essas camisas pessoalmente e olha, ficaram muito bacanas. A venda começa amanhã nas Lojas do Galo e em breve nas principais lojas virtuais do país. Mandou bem demais, Puma! Agora só falta liberar uma dessas para eu sortear pra galera aqui do Terreirão, hein? Olha que idéia fantástica.


SERVIMOS BEM PARA SERVIR SEMPRE

Leia o post original por K.O.N.G

9x2

O limite da zoeira foi ultrapassado. #9x2eterno

Fala, cambada.

Acabou mais um clássico e a cena se repete: a parte alvinegra sai sorrindo, feliz da vida, enquanto a outra sai guardando mastros e bandeiras em orifícios bem peculiares, voltando pra casa com aquela cara de bunda suja que a gente conhece bem. Normal. Só achei estranho ganhar no Mineirão e não levantar nenhum troféu… tem coisa errada nisso aí, senhores.

As condições etílicas nada favoráveis me impedem de fazer uma análise mais lúcida dessa partida. Foda-se. Ninguém quer saber de análises táticas elaboradas quando o negócio é zoar a cara da segunda torcida de Minas, ainda mais quando eles mandam o jogo no nosso salão de festas. Nosso. Acho engraçado quando têm a audácia de falar que o Mineirão é a casa deles, como se num passe de mágica a história fosse apagada e todos os “empurra as bichas” que esses danadinhos escutaram a vida inteira não existissem, de uma hora pra outra. Devem tá fazendo lavagem cerebral naquele curso de torcedor on-line, só pode. É questão de tempo para começarem a falar que nunca teve isso e que se não foi gravado em full HD, não valeu. Ai meu Deus… ainda morro de rir desse povo de Pirangi.

Levir montou um esquema suicida e quando eu assustei já estávamos brocando as meninas com um gol de Carlos e outro de Tardelli, que agora entra no hall da fama dos jogadores que mais meteram gols no time da Enseada das Garças. É carrasco nosso camisa 9, hein. Fico com dó do Fábio, que é até um cara bacana. Problema é que o caboclo não pode ver o Tardelli que enche a fralda. Problemas fisiológicos a parte, a coisa quase desandou quando diminuíram no finalzinho do primeiro tempo e igualaram o placar, logo no início do segundo. “Vamos virar”. Dava pra ver a cara de esperança da torcida adversária, ao mesmo tempo que os guerreiros de preto e branco firmavam o pé confiantes no triunfo, afinal, estávamos diante do nosso maior freguês. Honestamente, não dá pra ter medo disso.

Então voltemos ao pensamento do pobre torcedor celeste: vamos virar… era nítido no olhar da criatura pulando feito uma gazela na arquibancada. Vamos virar. Virar… uma ova, candidato. Vai virar é travesseiro de tanto chorar essa noite, isso sim. E a culpa é todinha do Carlos, esse malvadão da voz esquisita, acostumado a judiar do nosso maior rival desde as categorias de base.

Tá de parabéns, menino. É assim que tem que ser.

Agora tô eu aqui caçando o MP3 pra tocar em loop dessa música maravilhosa, retrato fiel da realidade. Quem souber, canta comigo.

#EuSeiQueVocêTreme


O TIME MAIS IMPREVISÍVEL DO BRASIL

Leia o post original por K.O.N.G

Léo Silva subiu mais alto, outra vez.

Esse Galo é imprevisível mesmo, hein. Até quando a gente – contrariando o manual do atleticano – acha que a coisa vai azedar, ele vai lá e passa o trator. Com 15 desfalques, que time aguenta manter o rendimento? Só o Atlético mesmo. Meus amigos, quando vi a escalação ontem, deu frio na barriga… dos onze em campo, apenas 4 eram titulares. O resto veio da base ou carregava nas costas o pesado fardo da desconfiança. Pra ter noção, não conseguimos sequer completar o banco de reservas… Levir teve que levar três goleiros para o jogo, para fazer o número mínimo. Ê Galo.

Bom que tivemos a chance de ver algumas promessas em campo, como Eduardo, Dodô e Carlos, que já é mais conhecido da torcida. Esses meninos fizeram uma Taça BH de Futebol Junior digna e nada mais justo que uma chance no profissional. Carlos vem mostrando, partida após partida, que tem muito mais bola que André, que ultimamente só anda pisando nela. O menino tá cheio de confiança e moral, vai pra cima, bate para o gol e só não marcou ainda por detalhe. Calma aí, véi, sua hora cai chegar. Foda é só na hora da entrevista… aí eu já não sei se é ele falando ou se deram um balão de gás hélio para o Maluf.

A volta de Marcos Rocha na lateral direita também foi salvadora. É outro nível: o time ganha uma opção ofensiva bruta quando o camisa 2 está em campo, já que o cara arma as jogadas pelo meio e pelo lado do campo, além de chegar com muita qualidade na linha de fundo. O mais engraçado é ver a línguas sendo carbonizadas – inclusive a minha – já que há algum tempo atrás Rocha recebia mesmo tratamento de Alex Silva. Agora tá aí, um dos melhores laterais direitos do Brasil. Pensemos nisso.

Galo e Botafogo fizeram um jogo diferente daquele de 2012, que eu me lembro como se fosse ontem. Eram os dois melhores times do campeonato, com Seedorf de um lado e Ronaldinho do outro. Foi um jogo daqueles, um dos melhores que vi no Independência. Agora a realidade é outra, o Galo enfrentando seus problemas e lutando para chegar no G4 e o time carioca à beira da pindaíba, tentando se afastar da zona de rebaixamento. Nem assim o confronto deixou de ser bom: o encontro dos alvinegros sempre é promessa de partida equilibrada, muita entrega e energia em campo. É o tipo de jogo que se resolve ali, nos detalhes. Dessa vez não foi diferente.

Já eram 24 minutos do segundo tempo quando Leonardo Silva subiu mais alto que todo mundo e testou a bola pra dentro do gol, numa das jogadas mais fortes do Galo. Sempre que tem um escanteio e nossos zagueiros chegam na área adversária, é chance real de gol. Na quarta-feira, contra o Palmeiras, foi Jemerson quem comemorou. Ontem foi a vez do nosso capitão. Léo Silva anotou seu 18º gol pelo Galo e muitos deles foram decisivos. Como não lembrar daquele gol que decretou a virada, aos 47 do segundo tempo, contra o Fluminense? E do gol salvador, aos 42 da etapa final, na decisão da Libertadores contra o Olimpia? Na minha humilde opinião, Leonardo Silva já é um dos maiores zagueiros a vestir a camisa atleticana e merece muito respeito. Não por acaso, é o capitão desse time.

A vitória nos aproximou ainda mais do G4 e estamos agora a 3 pontos dos caras. Acontece que temos no meio da semana uma parada tortíssima em São Paulo – numa preliminar das quartas-de-final da Copa do Brasil – e se quisermos entrar de vez no grupo dos 4 melhores times do campeonato, temos que vencer. Contaremos com a volta de Jemerson, Dátolo e Leandro Donizete. Não sei se Tardelli chega a tempo de integrar o grupo, mas se voltar, seria o maior reforço de todos.

Na sequência, teremos o Grêmio em casa. A grande notícia do ano é a liberação da venda on-line dos ingressos para os jogos do Galo, para quem é sócio torcedor. Com uma década de atraso, o Galo finalmente entrou na era digital. Um alento para o torcedor que tanto sofreu naquelas filas humilhantes na frente da sede, em Lourdes. O sistema começa a operar hoje e tem capacidade para aguentar até 16 mil acessos simultâneos, ou seja, dá conta do recado. Desse jeito, a expectativa é de que o Galo na Veia categoria Prata (que dá direito à compra on-line antecipada) ganhe um número considerável de sócios. Se com um programa bosta, que não dava direito a absolutamente nada, o GNV já contabilizava 30 mil sócios, imagina agora? Creio que o caminho natural seja voltar a jogar no Mineirão mesmo, porque o Horto não vai aguentar. Antes tarde do que nunca.

Se você já é sócio Galo na Veia Prata, compre seu ingresso clicando aqui: ingressogalonaveia.com.br

Se ainda não é sócio, tá esperando o que? Clique aqui e participe.

#GaloSempre


AQUI NÃO É FUTEBOL JAPONÊS, LEVIR.

Leia o post original por K.O.N.G

Sem espada afiada, o samurai não mata ninguém.

Fala, cambada.

Não sei vocês, mas sou da época em que não se achava normal empate com time que está na zona do rebaixamento, independente da circunstância. Fico vendo, abismado, Levir falando que foi jogo “estilo Libertadores”. Como assim, cabrón? Estilo Libertadores contra um dos quatro piores da competição? Isso só pode ser brincadeira.

Dá um desânimo danado, porque, se o técnico não demonstra nenhum tipo de ambição ou insatisfação com os resultados ruins, fica parecendo que o mesmo acontece com seus comandados. Aí tanto faz se o time vai chegar na Libertadores, na Sulamericana ou ser rebaixado. Para vocês terem uma idéia da incompetência dessa galera – incluindo todo mundo – o Flamengo, que há 3 rodadas era o lanterna do campeonato, hoje está na nossa cola, com uma diferença de 2 pontos. Na moral, não tem como achar isso normal Levir. Quer dizer, até tem… se formos baixar sua ficha, veremos que você durante 6 anos foi um técnico mediano no medíocre futebol japonês e isso explica muita coisa. Sequer conseguiu ser campeão da J League 2 (a segundona dos caras) e o mais alto que conseguiu chegar na elite japonesa foi em terceiro lugar com o Osaka, em 2010. Para você isso pode ser até um grande resultado, mas pra gente não é. Esses seis anos disputando meio de tabela por lá certamente fizeram você esquecer como é que funcionam as coisas no Brasil, a cobrança por resultados e a percepção de qualidade, tanto dos adversários quanto do seu próprio trabalho. No Japão pode até ser normal, mas aqui não aceitamos empatar com times inexpressivos ou que não almejam nada dentro do campeonato. Se bem que se formos analisar friamente, você acabou transformando o Galo num desses times que não têm absolutamente nenhuma pretensão no Brasileiro 2014. Se eu estiver enganado, prove.

“Ah, mas não é culpa do treinador, olha o elenco que ele tem nas mãos…” Vai me desculpar, mas foram inúmeras vezes que o próprio técnico veio a público dizer que o elenco é excelente, que não precisava de mais nenhum jogador, que estava tudo ótimo, mesmo quando era visível a fragilidade do nosso grupo de jogadores. Se o técnico não reclama, a diretoria não corre atrás, obviamente. Imagina um Maluf acomodado? Deus me livre.

Não sei quais são os planos da diretoria para o futuro do Galo. Eu, fosse presidente, corria com Levir agora mesmo, nem esperaria o time ser desclassificado da Copa do Brasil para tomar providência. Traria o Tite e começaria a planejar o Galo de 2015 e o que viesse em 2014 seria lucro. Como o atual técnico não vai ficar para o ano que vem mesmo, não faz nenhum sentido manter o cara no comando, a não ser que a idéia seja jogar a próxima temporada no lixo também.

Acorda Galo.

***

Galera, os calendários do Terreirão estão de volta! Serão assinados por ninguém menos que José Augusto, um grande brother e umas das feras da nova geração do design alvinegro. Né por nada não, mas o cara é muito feroz e fiquei felizão quando ele topou essa parceria. Seja bem vindo ao time, meu velho! Na estréia, justa homenagem à Tardelli, artilheiro que completou recentemente 200 jogos com o manto mais sagrado das alterosas. Clique aqui para baixar a versão em alta resolução do calendário com os jogos do Galo no mês de setembro.


FINALMENTE, VITÓRIA.

Leia o post original por K.O.N.G

Tardelli comemorou 200 jogos com a camisa do Galo metendo gol.

Fala, cambada!

Preciso ser honesto com vocês. Não tive condições de acompanhar a rodada desse final de semana e nem consegui ver o VT do jogo depois. Então, qualquer coisa que eu dissesse aqui seria com base nos melhores momentos da partida e a gente sabe que nem sempre a edição das imagens traduz o que realmente aconteceu em campo. Por isso deixo com vocês a responsa de falar do desempenho dos caras aí nos comentários, certamente com muito mais propriedade do que eu. A real é que a vitória veio em boa hora, assim como a baixa no preço dos ingressos. Esse campeonato está embolado demais e o fato de termos conseguido apenas um empate nas duas rodadas anteriores fizeram com que o “pelotão de baixo” se aproximasse perigosamente. Os três pontos contra o Internacional nos colocaram novamente na briga pelo G4 e é importante nos mantermos ali perto para o sprint final, quando a coisa se decidir pra valer.

A redução do preço dos ingressos teve efeito positivo, mais psicológico do que financeiro, obviamente. Não sou nenhum profissional da área, mas meu embasamento prático – fruto de décadas frequentando estádio – me permite dizer que o time joga muito mais com 20 mil malucos na arquibancada do que com 2 mil testemunhas. Até a torcida torce mais e mesmo que fiquemos no zero a zero quando contarem a grana, vale muito mais a pena. O Zeca fez um levantamento rápido, que ajuda a ilustrar o que estou falando: no jogo contra o Bahia (último sem redução de preços) o Independência recebeu 11.309 torcedores para um renda de R$ 218 mil. Nesse último, foram 19.723 presentes, com R$ 299 mil de renda. É uma matemática meio maluca, mas que finalmente entrou na cabeça dos nossos dirigentes. Deus seja louvado! Agora só faltam liberar as faixas para tentarmos fazer do Independência o caldeirão que foi há bem pouco tempo atrás.

Falando em dirigente, Kalil finalmente resolveu voltar a si e sair fora desse negócio de política. Se os motivos foram verdadeiros ou não, tanto faz. O que importa mesmo é que agora ele estará 100% dedicado ao Galo e como a gestão do turco é totalmente centralizadora, qualquer desvio de atenção era fatal. O Atlético sentiu muito isso nos últimos meses e a torcida pagou o pato. A esperança é que agora as coisas mudem de verdade, porque queremos continuar com o “narizinho em pé”, como disse Levir.

Quarta tem o Palmeiras, pela Copa do Brasil. Infelizmente teremos que avacalhar a festa centenária dos nossos irmãos palestrinos. Nada contra, mas é a vida.

#GaloSempre

FINALMENTE CHEGAMOS LÁ.

Leia o post original por K.O.N.G

Fala cambada!

Difícil dar bom dia hoje, hein. Empatar com Criciúma? Tudo bem. Empatar com Chapecoense? Vai lá. Empatar com Figueirense? OK. Agora, perder para o Flamengo… não dá. Na boa, perder para um time que tem Marcio Araújo no meio campo e que é comandando por Luxemburgo é demissão por justa causa. Putaquepariu, como conseguimos ser tão medíocres? Como, meu Deus? Esse, sem dúvida, é o fundo do poço.

O Galo ontem parecia ter onze Emersons Conceições em campo, cruz credo. Até Victor – acostumado a transformar água em vinho – foi possuído pelo espírito do lateral beiçudo e aí meu amigo, quando nem o Santo consegue dar jeito, é sinal de que a coisa tá feia mesmo. Tenho saudade daquele tempo em que o Galo tinha presidente pulso firme, que falava alto e chutava portas nesse tipo de situação. Kalil era bom nisso, mas quando se deve dinheiro pros caras não dá pra cobrar nada e não resta outra coisa a não ser enfiar o rabo entre as pernas e concordar com tudo isso. Vai falar o que? Que vai pagar quando a grana do Bernard sair? Até quando essa será a desculpa?

Mas não é só esse o problema do Atlético. A cada entrevista coletiva, Levir mostra sinais claros de que não tem a menor noção do que está fazendo. Eu fui um dos que apostou na vinda de Levir para tentar salvar o ano, mas agora percebo que esse foi mais um ato desesperado do que racional. Com Autuori no comando, qualquer um que chegasse aqui seria festejado. E foi assim com Levir. Pior disso é que os números nos mostram que o aproveitamento dos dois é idêntico. Autuori teve 60,8% contra 60,3% de Levir, ou seja, saímos da bosta pra cair na merda e eu não sei dizer qual das duas coisas é pior. Futebol não é ciência exata, mas tem hora que precisamos contar com a matemática para buscar algumas respostas. Se não, vejamos:

Teorema de Levir

Teorema de Levir

Não é preciso ser nenhum René Descartes para saber a resposta. A pergunta é: se metermos o pé na bunda do resultado dessa equação, quem vem? Tite? Procópio? Papai Joel? Me ajudem a pensar aí, porque as opções que vejo são tão tenebrosas quanto.

O bom é que nem só de notícias ruins vive o atleticano. Depois de dois anos esfolando o torcedor e forçando uma mutação genética cabulosa que transformou a torcida mais fanática do país num bando de coxinhas, a diretoria alvinegra resolveu reduzir o preço dos ingressos para o próximo jogo. Novidade? Claro que não. Sempre que a casa cai é isso que acontece, porque qualquer um sabe que na hora do aperto, quem empurra esse time é o cara que vai de chinelo pro estádio, com aquela camisa velha do Galo de 1994 cheirando a trabalho que faz os colecionadores pirarem o cabeção. Que na hora do “vamo vê”, não dá pra contar com a burguesia gritando 90 minutos, afinal, suas lindas gargantinhas não foram feitas para isso. E que é o ingresso de R$ 10,00 que traz a verdadeira torcida para o estádio. Simples assim.

É a tal “hora de abraçar o Galo.”

E a gente, que nem mulher de malandro, volta correndo pros braços do safado.

Bora encher aquela porcaria de estádio e descontar nossa raiva no Internacional.

#GaloSempre


A LEI DO RETORNO NUNCA FALHA

Leia o post original por K.O.N.G

Art. 2, § 1 do Estatuto do Torcedor Atleticano: nunca ouse criticar esse cara.

Fala, cambada!

O destino é engraçado mesmo. Nos últimos jogos o Galo conquistou vitórias sofridas, algumas delas creditadas à “sorte do burro”, quando os adversários metiam a bola contra o próprio patrimônio ou quando quando o tento que decretava nossa vitória era anotado no apagar das luzes. Na Recopa foi assim. Foi assim contra o Atlético Paranaense, contra o Palmeiras e contra a Chapecoense. Aí a vida nos mandou esse boleto maldito cobrando tudo de uma vez, com juros e correção. Num jogo só provamos do nosso próprio veneno, deixando escapar a vitória com um gol contra do nosso melhor zagueiro – que tem crédito eterno – e num lance já nos acréscimos, faltando pouco mais de um minuto para o final da partida. É a lei do retorno, ou de causa e efeito: quem com gol contra fere, com gol contra será ferido. Ê Galo.

Quando finalmente achávamos que iríamos colar de vez no G4, a sorte do burro resolveu acabar, tal qual gás de refrigereco 2 litros quando você deixa a tampa aberta. Time que pensa que pode ser campeão de alguma coisa não pode se comportar como o Galo dos minutos finais do jogo de ontem. Nunca. Foi feio ver o Atlético se postando como um América da vida… credo. Time que busca algo, senão o meio da tabela, não pode vacilar desse jeito. Até agora foram nada menos que 11 pontos jogados fora contra Goiás, Chapecoense, Criciúma, Bahia e agora, Figueirense. Gostaria de saber qual é o real objetivo do Atlético nesse campeonato… às vezes ele está sendo cumprido e nós ficamos aqui sofrendo à toa, iludidos. Sei lá, vai que a meta do Galo seja ficar ali no meio da tabela mesmo? Já que nosso treinador é tão sincero em suas entrevistas, poderia responder essa pra gente.

Porque se Levir ainda acha que esse é o Galo de 2006, temos um problemão. Ao contrário da última passagem dele aqui, hoje não estamos lutando para voltar para a primeira divisão. Hoje queremos ver o time lá em cima, brigando pelo título. Queremos ser é campeões, caramba. E isso não tem nada de “narizinho em pé”, Levir. Se você não entendeu isso até agora, fica difícil falarmos a mesma língua.

#GaloSempre

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Mais que 3 pontos, valeu o sorriso do velho.

Leia o post original por K.O.N.G

Dia dos pais? Partiu Indepa.

Fala, cambada!

Tivessem avisado que o jogo seria daquele jeito, obviamente não teria levado meu velho ao campo ontem, devido ao histórico cardíaco do coroa: são nada menos que 7 infartos na carreira, a maioria deles culpa do Galo. Acontece que era Dia dos Pais e isso lá em casa significa família reunida no estádio, celebrando a felicidade de ser atleticano com o cara que nos ensinou a torcer para o Galão da Massa. Não tem nem que ver: missa de manhã, almoço na casa da mãe e quando dá a hora é “partiu Indepa”. Impagável a felicidade do Sô Elson, ainda mais que Conceição não estaria em campo.

Tudo parecia dentro do script, quando Tardelli meteu aquele golaço, abrindo o marcador. A festa finalmente havia começado. Antes, Jô havia perdido um gol cara-a-cara, depois de uma falha bizarra da zaga paulista. Bateu de direita – que é a perna ruim – e por isso foi perdoado. A pressão do Galo era gigante e isso dava a falsa impressão de que seria uma vitória tranquila em cima do Palmeiras, time que também enfrenta seus demônios nesse campeonato.

Só que não. Numa cobrança de escanteio, logo no início do segundo tempo, os caras empataram o jogo. Daí pra frente foi sufoco, meu amigo. O Galo atacava desesperadamente e eu não sabia se me preocupava mais com nossa defesa aberta ou com o coração do Sô Elson. Olhava para o campo, olhava para o coroa, olhava para o campo, olhava para o coroa e foi assim até o final do jogo. Bateu desespero quando Jô, mais uma vez frente a frente com o goleiro adversário, perdeu a chance mais clara e imbecil de colocar o Galo à frente, ainda mais com Tardelli sozinho dentro da área pedindo bola. É óbvio que Jô tentou acabar com o jejum de gols que o persegue desde abril, mas esse peso tá deixando nosso camisa 7 desesperado e burro ao mesmo tempo. A questão é: se não tem Jô, tem André. Então, o negócio é submeter nosso centro avante a uma seção de descarrego ou coisa do tipo, pra ver se tira a urucubaca do cara, porque se continuar perdendo gols assim, “tamo na bosta”.

Levir mudou o time, mas dentro de campo nada mudava. O Galo pressionava, pressionava e nada do gol sair. O tempo estava acabando e quando muita gente não acreditava mais, um argentino foi lá e resolveu a parada. Para nossa alegria não foi um dos 350 hermanos do time alviverde. Foi Dátolo, Jesus Dátolo, o que tem o número 23 nas costas. Lembrei de um post que fiz ano passado, quando Dátolo também fez um gol salvador, no fim da partida. O título era “only Jesus saves” e nunca fez tanto sentido, afinal, empate em casa em pleno dia dos pais seria sacanagem. Dátolo, literalmente, salvou o domingo.

Fim de jogo, alegria na arquibancada. No fim das contas essa vitória valeu demais. Valeu 3 pontos. Valeu a 6ª colocação. Valeu o sorriso do Sô Elson.

O que mais eu poderia querer?

#GaloSempre

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A SORTE DO BURRO – VOLUME 2

Leia o post original por K.O.N.G

Emerson Conceição, esse craque incompreendido.

Fala, cambada!

Estive ontem no Independência para mais uma batalha do Galo nesse Campeonato Brasileiro e não posso reclamar do que vi em campo. O Galo fez um primeiro tempo beirando a perfeição, com jogadas agudas, muita movimentação na frente e no meio de campo, apoio dos laterais, cortes precisos da zaga e tudo aquilo que nos remete àquele Galo de 2012 e 2013. Criamos inúmeras chances de abrir o marcador com Jô, Tardelli, Maicosuel e Leonardo Silva. Quando não era a trave, era o zagueiro tirando em cima da linha ou o goleiro dos caras fechando a meta. Aí fomos lá e metemos um gol de lateral só de sacanagem. Fala sério. É o tipo de jogada mais imbecil que existe, mas que tem funcionado muito e não é de hoje. Como não lembrar de Marcos Rocha aprontando contra o SPFC, na Libertadores do ano passado? Problema é da defesa adversária, que cai nessa. O Galo foi tão intenso na primeira etapa que no final dos 45 primeiros minutos o 1X0 no placar ficou barato demais para os falsos do Paraná.

No segundo tempo o Galo passou a jogar diferente, diminuindo o ritmo. Não marcava mais pressão, não apertava o adversário e cometeu o grave erro de ceder espaço no meio campo. Não demorou muito para levarmos o empate, numa falha de Victor. Muita gente disse que não foi vacilo do nosso camisa 1, mas pra mim foi e não preciso ficar aqui defendendo o Santo, porque ele tem crédito eterno. Foi falha numa bola defensável e pronto. Acontece.

O Galo acordou e daí pra frente foi só pressão pra cima do Atlético Paranaense, mas sem a eficácia necessária para meter a bola no fundo do barbante. Levir mudou o time e, mais uma vez, a sorte do burro nos salvou. Foram dois gols contra que selaram a vitória alvinegra, tipo um replay da Recopa. Aí as vaias viraram aplausos, os gritos de “burro” desapareceram da arquibancada e tudo virou festa. Até Emerson Conceição – o bode expiatório do Galo 2014 – passou a fazer algumas jogadas interessantes, olha só.

Falando nisso, é necessário sermos justos. É verdade que Emerson é fraco, é verdade que o cara parece ter 10 Kg de chumbo em cada perna, condição que o faz correr em câmera lenta naquela maldita lateral esquerda do Galo. É verdade. Só achei sacanagem as vaias para o cara ontem, não vi necessidade disso. Temos que ficar espertos, porque nunca vi vaia ganhar jogo. Ao contrário, desestabiliza o jogador e o time inteiro sente isso. Vamos combinar o seguinte: é pra vaiar? Ok, espera acabar o jogo, caramba. Aí podem vaiar até a mãe do gandula, se quiserem. Mas durante o jogo não. Durante o jogo vocês estarão jogando contra o Galo.

O Atlético do Paraná era único adversário que ainda não havia sido batido no cemitério do Horto. O resultado de ontem foi importante para corrigir essa pequena falha e dar moral para o próximo jogo, na quarta-feira. Uma vitória nos coloca na quinta posição e na briga definitiva pelos primeiros lugares. A Chapecoense que se cuide, porque vamos cair pra dentro. É vencer ou vencer, mesmo que seja na base da sorte.

Enquanto isso, Levir vai escrevendo o volume dois da sua autobiografia.

#GaloSempre

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ADIÓS, LIBERTADORES.

Leia o post original por K.O.N.G

É isso, cambada.

Vazamos da Libertadores… paciência. Confesso que não estava preparado para escrever esse post. Não hoje. Assim como a maioria, estava confiante na vitória contra o Nacional da Colômbia, no Horto. Esperava uma grande apresentação do Galo sob o comando de Levir, embalado pela torcida mais fanática do mundo. Não veio nem a vitória, nem a grande apresentação… e fomos eliminados. Ponto final.

É claro que a vontade de sair caçando bruxas nesse momento é gigante. De apontar os culpados, de escancarar as cagadas da diretoria. Todos sabemos que o fracasso de hoje é consequência dos erros que vem acontecendo desde o final do ano passado. Um atrás do outro. Cada um que assuma sua parcela de culpa agora, eu é que não vou ficar aqui pagando de mensageiro do inferno, apontando o dedo na cara de ninguém. Mesmo porque não é segredo as mazelas do Galo 2014, tá aí pra quem quiser ver, em cores e full HD.

A questão é: temos ainda três competições nesse ano. A Recopa Sulamericana, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. É melhor juntar os cacos, levantar a cabeça, sacodir a poeira, corrigir os vacilos e seguir em frente, ou detonar tudo apenas para satisfazer um prazer sádico, mesmo sabendo que isso não resolve porra nenhuma? Na boa, meu velho… prefiro a primeira opção. Amanhã é um novo dia e domingo já tem jogo outra vez. Tamo junto ou não, caramba?

A vida é assim: as vezes não dá nem tempo de ficar puto.

Segue o jogo.