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Uma pena, Ganso e Pato poderiam fazer toda a diferença

Leia o post original por Mion

E pensar que há três anos os dois eram nomes certos para esta Copa. Brasil perdeu talento e técnica.

E pensar que há três anos os dois eram nomes certos para esta Copa. Brasil perdeu talento e técnica.

Futebol não é simples e muito menos exato. Falar em hipóteses, suposições, o tal do “Se” então, fora de questão. Entretanto convenhamos, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato poderiam significar fator diferencial na Copa do Mundo. Os dois rendendo aquilo do que são capazes transformariam a seleção brasileira num time poderoso e mais perto daquilo que sonhamos em termos de qualidade.

A meia-cancha peca por faltar talento e o ataque necessita de alguém que acompanhe pelo menos próximo a genialidade de Neymar. Fred é goleador, mas está longe de ser diferenciado. Pato tem inteligência, técnica, força e velocidade para completar o maior craque do Brasil. Pato e Ganso seriam as cerejas que faltam ao bolo.
Felipão poderia tranquilamente jogar com três volantes como deseja, ninguém reclamaria, porque daria liberdade para Ganso criar e enfiar aquelas bolas maravilhosas. Na frente Neymar e Pato não teriam  posições fixas deixariam a defensiva contrária completamente perdida. Quando necessitasse de mais ofensividade poderia retirar um volante e colocar Hulk ou outro atacante. Também um quadrado na meia-cancha com dois volantes, Oscar pela direita e Ganso na esquerda. Enfim o Brasil estaria recheado de opções e o mais importante com talento e técnica de sobra para encantar e ganhar o hexa. Seria uma conquista digna do futebol brasileiro. O brasileiro poderia dizer orgulhoso: sou Hexa…. de boca cheia

Grande decisão: a vantagem é toda do Internacional

Leia o post original por Pedro Ernesto

Claro que seria melhor se o Gre-Nal fosse no Beira-Rio. Até o Grêmio queria que fosse, o que é estranho porque o Centenário nivela o fator local. Mas, ainda assim, temos uma grande decisão pela frente. Vamos a Caxias onde sempre saboreamos um galeto da melhor qualidade, onde trafegamos por uma estrada de belas paisagens – agora atalhando pela novíssima BR-448 – e tendo contato com uma cidade muito agradável.
A vantagem é toda do Internacional. Tem os 2 a 1 da Arena, ficou treinando durante a semana, enquanto o Grêmio disputava uma partida pela Libertadores contra o Nacional-Uru, e tem todos os titulares. Vantagem. Nada mais do que isto. Nunca a certeza de que já ganhou, porque em Gre-Nais se vê tantas surpresas. É sempre muito bom respeitar o adversário.
O Inter quer o tetra campeonato. Pode parecer pouco ganhar o Gauchão, mas é o que tem aparecido, ultimamente, para a dupla Gre-Nal. Aliás, o Grêmio nem isto tem conseguido e, por esta razão, a direção tratou de dar valor a este campeonato, mesmo estando jogando a Libertadores. Os dois querem muito este título e, por isto, concluo que teremos uma grande decisão.

Estadista
A entrevista coletiva do treinador Abel Braga sexta-feira, no Beira-Rio, foi de estadista. Abelão tratou de minimizar o fato de jogar em Caxias do Sul, falou do Grêmio com muito respeito e reconhecimento de ter uma grande equipe, ser um grande clube e ter uma grande torcida. Não economizou em elogios para o treinador Enderson Moreira.
Uma entrevista civilizada e com muita categoria. Abelão lembrou ainda que não quer seu time jogando com vantagem. Isto pode determinar um recúo desnecessário, uma atitude de já ganhou, etc. Enfim, o treinador colorado sabe que precisa respeitar o adversário e sabe da importância de levantar este caneco.

Torcida
Claro que o Estádio Centenário vai lotar. Sou do tempo em que as pessoas assistiam ao Gre-Nal com civilidade e, terminado o jogo, iam para suas casas com a alegria da vitória ou a tristeza da derrota. É do jogo.
Infelizmente, a sociedade regrediu e o que se vê hoje são enfrentamentos de torcedores. E o que é pior: as brigas não só ocorrem entre torcidas de times diferentes. Aliás, não dá para dizer que são torcidas. São bandos de marginais de comportamento tribal que disputam poder e dinheiro que os dirigentes dos clubes teimam em dar. Mas neste Gre-Nal, vou torcer para que nada aconteça.

Márcio Chagas
Ele será o responsável pela arbitragem deste Grenal. Não tenho dúvidas quanto a sua capacidade. Sua escalação, pelo menos antes de começar o jogo, é certeza de que teremos um apitador de grande qualidade.
E esta é uma semana importante para este árbitro. Na quinta feira ele esteve na sala do TJD da Federação Gaucha de Futebol e assistiu a penalização do Esportivo com nove pontos retirados e seu rebaixamento para a Segunda Divisão. Neste domingo, apita o Gre-Nal decisivo do campeonato. São muitas emoções.

Marginal vestindo camisa de clube não é torcedor

Leia o post original por Mion

Briga de torcida

Alguém acha que o verdadeiro torcedor vai brigar assim na rua?

Gosto de ouvir declarações de delegados, quando relatam prisões de marginais que usavam as camisas de clube de futebol e brigam nas ruas se matando ou depredando patrimônio público. Todos são incisivos “prendemos bandidos que se diziam torcedores de clubes. Eles marcam encontros para brigar”. Muitas vidas foram perdidas por causa de brigas de “torcidas”.

E aí está a confusão: conheço centenas de torcedores, mas nunca ninguém me falou que saiu pelas ruas e foi dar porrada em torcedor adversário. Este bando de marginais que briga não tem como motivação o futebol, mas sim a violência pelo simples prazer de arrebentar a cara de um semelhante. São seres que um dia talvez tenham sido humanos, mas que hoje se vangloriam de matar e aleijar pessoas. A própria imprensa tem que começar a peneirar o noticiário no momento de divulgar e ter a sensibilidade de saber quando é torcida e quando é bando. Na verdade, hoje poucos torcedores vão a campo, exatamente porque não querem correr riscos. Clubes centenários estão sujeitos a ter os nomes expostos desta forma tão medíocre.

Por isso entendo que quando for noticiar um fato lamentável como dois grupos de bandidos com camisas de clubes de futebol, até em respeito aos clubes e suas torcidas, a notícia deve ser bem clara: gangues travestidos de torcedores de clubes de futebol causaram mais uma ação de extermínio mútuo. Ponto final e basta.

Riquelme faz a diferença. A Fiel também!

Leia o post original por Mion

O bando de loucos e a tradição da Fiel são os grandes trunfos do Timão rumo ao título da Libertadores.

Quem é favorito? Corinthians ou Boca Juniors?  São dois times equiparados praticamente em tudo. O estilo de pegada, a falta de talentos, porém competentes. O único diferenciado é Riquelme. Aos 33 anos continua craque, consegue desequilibrar em apenas um lance, além da liderança dominadora inclusive diante da arbitragem. Se o juiz bobear, ele apita junto e dita o ritmo conforme as necessidades do Boca.

E o Corinthians? Não tenho a menor dúvida a diferença está nas arquibancadas. Por mais experiência que um time possua não tem como não sentir a pressão da Fiel. O Timão formou nos últimos dois anos uma equipe muito forte, jogadores de bom nível técnico. A defesa encaixada, os volantes firmes e competentes. Badalam muito Paulinho porque aparece no ataque e faz alguns gols, entretanto Ralf é o grande esteio, dá personalidade ao setor.

Alex e principalmente Danilo criam as oportunidades de gol, além disso, ajudam na recomposição. Vale dar destaque especial a Jorge Henrique: corre barbaridade, luta demais, puxa os contra-ataques. As engrenagens são estas, bem encaixadas no competente esquema de Tite. Tudo somado ao poder da Fiel, o Boca que se prepare, terá que suar sangue para superar e tirar esse título da nação corinthiana.

 

Juninho e Baier: “veínhos” que fazem a diferença

Leia o post original por Mion

Juninho continua proporcionando lances de craque e desequilibrando.

Quanto mais velho, melhor. Esta expressão não vale para Juninho Pernambucano ou Paulo Baier. Eles sempre estiveram entre os melhores. No caso dos dois, quanto mais velho, nada muda. Jogam muita bola e continuam desequilibrando. Nas rodadas de ontem dos Regionais, os dois tomaram conta dos jogos de Vasco da Gama e Atlético-PR. Outro “veínho” sensacional é Marcos Assunção, não foi coincidência o Palmeiras perder para o Mirassol. Marcos não atuou, o Verdão jogou mal e sem a sua bola parada tudo ficou mais complicado.

Na goleada vascaína por 4 a 1 sobre o Macaé, Juninho marcou dois. O segundo uma pintura, driblou dois adversários na entrada da área e depois bateu por cobertura.  A caminho dos 38 anos, Juninho vive falando em parar. Talvez esteja cansado, mas não tenho receio em afirmar de que pode jogar mais um ou dois anos. Até mais, não vejo nenhum impedimento. Juninho continua correndo o necessário para não comprometer a equipe e desequilibra.

Baier dá personalidade e qualidade ao meio-campo atleticano.

Também com 37 anos, Paulo Baier marcou um golaço por cobertura na vitória de 3 a 0 do Atlético sobre o Iraty pelo Paranaense. Mais uma vez comprovou ser fundamental ao rubro-negro. Baier retornou de recente lesão que o afastou por um bom período. Diante do Iraty mostrou mais vez a sua importância ao time.

A técnica aliada à experiência torna Juninho, Baier e Assunção imprescindíveis. Também comprova a fragilidade técnica do futebol brasileiro. Os três poderiam seguir uma nova etapa em suas vidas, entretanto apesar de certas limitações da idade continuam ditando o ritmo e fazendo a diferença. Salve os “veínhos” bons de bola!

Chinesinho X Imperador. Que diferença!

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

Mal terminou a apresentação oficial no Corinthians, o reforço chinês Zizao já deu entrevistas falando em estar pronto para estrear. Não questionou a adaptação, clima ou mesmo falta de treinamento. Deixou claro que está liberado e em forma para jogar. Do outro lado, vemos Adriano ainda gordo, paradão, demonstrando má vontade e louco que o jogo “terminasse em barranco”, d etão cansado.  E ainda fala na necessidade de mais tempo para voltar ao que era. Mais tempo?

O Imperador passou o ano de 2011 se preparando e até agora nada. Nem mesmo a contusão sofrida alivia o seu lado, porque continuou gordo e sem condições físicas meses depois. Na partida de domingo diante do Santos, o Timão perdeu por jogar com 10. Lento e sem força, chegou a cair em uma dividida com Arouca. Quem diria o poderoso Imperador tombando após uma dividida!

No segundo tempo do clássico, Adriano recebeu um cruzamento e nem mesmo a sua especialidade, a de marcar na cara do gol, conseguiu colocar em prática. Zizao logo estará em campo e poderá dar muitas alegrias à Fiel. Pelo menos não faltará esforço. Já Adriano continuará com as desculpas de sempre, comendo, bebendo e apenas interpretando o papel de jogador profissional. Sem esquecer das falsas promessas: voltar a jogar como antes. Só se for em uma próxima encarnação.