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Não se trata de dinheiro público

Leia o post original por Rica Perrone

Como quase sempre as discussões sobre um tema tem lados como clubes de futebol. E então se deturpa a verdade em troca de uma gritaria idiota. O que está havendo entre escolas x Crivella não é fruto de uma discussão sobre ter ou não dinheiro público no carnaval.

Embora eu considere um dos investimentos mais rentáveis do mundo, pois o RJ ganha milhões com o carnaval exatamente pelo glamour das escolas, a questão não é essa.

O Crivella foi nas escolas antes das eleições, bancou que manteria a verba e pediu apoio.  Teve o apoio, foi eleito também por ele, e assim que eleito traiu o que prometeu em campanha pra usar as escolas como trampolim eleitoral.

Esse é o ponto. A traição. Não o dinheiro publico ser ou não justo pras escolas.

A Liga pode perfeitamente cobrar 1 a mais da Globo e levantar 1 a mais com ingressos. Não é difícil. O ponto é ter sido usado. E quando se usa uma escola de samba, se usa a mais pura gente da cidade. É o cara que por amor trabalha de graça o ano todo pra ver a comunidade dele representada na avenida.

Aí ele vota porque o prefeito prometeu ajudar aquela escola, que é o amor da vida dele. E então eleito o prefeito muda de idéia e foda-se.

A Mangueira disse o que todos do samba queriam dizer. Na real ela só levantou a bola, quem cortou foi a Sapucai em coro que mandou o prefeito pra um lugar que a religião dele não permite.

Essa é a verdade. Esse é o problema. O resto é textão de facebook.

abs,
RicaPerrone

O Corinthians recebeu seu estádio!!! Mas é “seu” mesmo? Não tem nada de “nosso” no Itaquerão??? Afinal, qual foi a participação de dinheiro público na construção do palco inaugural da Copa do Mundo de 2014??? Enquanto isso, na CBF, Marco Polo Del Nero torna-se o novo João Havelange ou o novo Ricardo Teixeira?

Leia o post original por Milton Neves

arena_blog

Finalmente a Arena Corinthians foi entregue.

Ainda faltam 2% das obras, mas o estádio está praticamente pronto.

Agora, o Timão tem seu estádio!

Mas será “seu” mesmo?

Não tem nada de “nosso” no Itaquerão?

Afinal, qual foi a participação de dinheiro público na construção do palco inaugural da Copa do Mundo de 2014?

O valor oficial é de R$ 820 milhões.

Sendo R$ 400 milhões financiados por meio de empréstimo do BNDES e mais R$ 420 milhões pagos com verbas de Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento.

A casa corintiana terá qual participação da empreiteira Odebrecht?

gremio

E no caso da belíssima Arena do Grêmio, 100% paga com investimento privado, quem será de fato o “dono”?

O Imortal ou a construtora OAS?

OPINE!!!

 

Já “estruparam” o dinheiro público. Agora relaxa!

Leia o post original por Mion

A realidade com ou sem dor

A realidade com ou sem dor

O mundo inteiro acompanha as passeatas pacíficas e as ações baderneiras destruidoras de maus elementos. De um lado verdadeiros cidadãos dispostos a reivindicar mudanças no país, do outro, anarquistas bandidos preocupados em aproveitar a oportunidade para extravasar ignorância e violência, digna de seres inferiores subdesenvolvidos em todos os sentidos. A manifestação dos brasileiros é autêntica e justa, embora um pouco tardia. Como dizia os antigos “antes tarde do que nunca”. O foco não pode ser a Copa do Mundo e sim questões sociais. A população deve deixar de lado a Copa porque não adianta querer “recuperar o leite derramado”. O dinheiro público já foi esbanjado em Arenas e não adianta mais. O povo brasileiro precisa pensar agora em exigir a fiscalização do pagamento dos empréstimos feitos e caso contrário fazer manifestações exigindo a quitação dos mesmos. Sem isso vai cair no esquecimento e os mais de 30 bilhões estarão perdidos de verdade.

A partir de agora o Brasil necessita sim se preocupar em realizar uma Copa condizente com a grandeza do país. Não podemos esquecer que o mundo inteiro está de olho. Muitas pessoas de todos os continentes virão para o país. Eles não têm culpa da situação social. O dinheiro já foi gasto, caso a população quisesse impedir tal esbanjamento deveria realizar manifestos há três anos, logo após a escolha do Brasil como sede. Aí sim haveria tempo de impedir a barbaridade que fizeram. As passeatas pacíficas exigindo um novo país pensando principalmente na saúde, educação e segurança devem continuar, mas sem relacionar o ato com a Copa do Mundo.

Os governos federal, estadual e municipal estão cientes das exigências: a hora chegou porque população cansou de esperar que alguém tivesse decência de buscar novos caminhos sem que precisasse de alguma posição mais contundente. Enquanto o povo se manifesta, os governos poderiam começar a fazer a parte deles, evitando e tomando as devidas providências com a segurança. Não dá para ver a destruição de patrimônio público e privado. Se não conseguirem, a situação está pior do que a gente pensava: além da falta de dignidade e desleixo com o país, também há incompetência daqueles que deveriam cuidar do nosso Brasil.