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É preciso ter bom senso

Leia o post original por Pedro Ernesto

A medida-provisória aprovada pelo Congresso Nacional que parcela as gigantescas dívidas dos clubes em 240 prestações foi torpedeada pelos jogadores do movimento Bom Senso F.C., que busca moralizar o futebol brasileiro. Nem sempre eles têm razão nas suas reivindicações. Mas nessa estou muito ao lado deles. Entendem que para conseguir o parcelamento longo é importante fazer contrapartidas. Ou seja, que os clubes se obriguem a tomar decisões que impeçam esta verdadeira bagunça financeira, fruto das irresponsabilidades de dirigentes.
É preciso ter mais responsabilidade, tratar o clube como se fosse a sua empresa. É preciso terminar com salários de até R$ 950 mil mensais, como o do centroavante Fred. Um vencimento que, de tão escandaloso, não é pago na totalidade. São 20 meses de direito de imagem atrasados. Isso é ridículo, irresponsável, asqueroso. Os clubes precisam de administrações melhores. Os dirigentes precisam ser responsabilizados por suas maluquices.

Giovanni Luigi

Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS

Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS

Ouvi atentamente a entrevista do presidente do Inter Giovanni Luigi na Rádio Gaúcha na tarde de ontem. Entre muitas declarações, a que mais me chamou a atenção é na qual diz que o clube está em dia com seus pagamentos e até impostos foram quitados de forma antecipada. Luigi admitiu dívida histórica de tributos e disse desconhecer clube brasileiro que não tenha essa pendências. Aliás, disse ainda que são raros os que estão em dia com salários e direitos de imagem. Será que conhecemos absurdo maior?

Humilhante

As trapalhadas do início de gestão do presidente eleito Vitorio Piffero beiram humilhação. A informação de ontem é de que o Inter poderia utilizar Giovanni Luigi, Marcelo Medeiros e os jogadores Alex e D’Alessandro para tentar, dramaticamente, convencer Abel Braga a permanecer. O Inter é muito maior do que isso. Mesmo que reconheça a história de Abel no clube, não merece tudo isso. É um respeitável profissional, mas existem outros tantos no Brasil ou fora dele. Confesso que esperava muito mais de Piffero, dirigente que sempre respeitei e admirei. Mas seu começo é muito aquém da sua história no Beira-Rio.

Demaiiisss

O ano chega ao seu final e Rádio Gaúcha festeja grandes resultados. Tivemos média de sintonia sempre acima de 80%. Fizemos, com exclusividade, a maior cobertura de rádio brasileira numa Copa. Estivemos em todos os jogos da Seleção em todas as partes do mundo. Um ano maravilhoso. Claro, sempre agradecendo aos nossos ouvintes, nossa razão de ser.

De menos

O Mundial de Clubes está sem graça. À exceção dos representantes da América do Sul e da Europa, os demais são quase varzeanos. O Auckland City, que vi jogar contra o San Lorenzo é lamentável. Aliás, os argentinos também são dose. Como Grêmio e Cruzeiro puderam ser eliminados por um time tão ruim? Tenho certeza de que o Real faz cinco, no mínimo, amanhã.

Juvenal Juvêncio dá adeus ao São Paulo após oito anos no poder!!! Com títulos e muita polêmica, “Juju” marcou época no comando do Tricolor. E para você, a administração de JJ foi boa ou ruim??? E ele não está a cara do Walter “Ligue Já” Mercado? Já o Ituano virou um eclipse para cima dos grandes!

Leia o post original por Milton Neves

ju

Juvenal Juvêncio dá adeus ao Tricolor.

Após oito anos como presidente do São Paulo, o mandatário vive sua última semana no cargo.

Mas a gestão repleta de títulos e polêmicas foi boa ou ruim?

Centralizador, “Juju” mudou o estatuto do clube para poder candidatar-se à mandatos de três anos.

No poder de 2006 a 2014, venceu três Campeonatos Brasileiros e uma Copa Sul-Americana.

Também foi responsável pela contratação dos craques Adriano e P.H. Ganso.

Mas também criou inimizades com dirigentes rivais e de grandes entidades esportivas.

E para você, torcedor, Juvenal foi o maior dirigente são-paulino?

Ou o “JJ” já vai tarde?

Já o Ituano se tornou um eclipse para cima dos grandes de São Paulo. Confira abaixo em fantástica charge de @CowboySL:

eclipse

OPINE!!!

 

Rui Costa, o poderoso do Grêmio

Leia o post original por Pedro Ernesto

ZÉ ALBERTO ANDRADE – interino
ze.alberto@rdgaucha.com.br

Mesmo há um ano como executivo do futebol gremista, Rui Costa está agora numa inédita condição de protagonista. Foi ativo na troca de treinador, buscando um surpreendente Enderson Moreira, bancou a saída de Dida e a contratação de Edinho, assumiu a descoberta de Pedro Geromel, efetivou a permanência de Wendell e ainda definiu mudanças que passaram pela comissão técnica e chegaram até a assessoria de imprensa.

O dirigente não parou de trabalhar no Natal e no Ano-Novo, tentando enxugar folha de pagamento e negociar jogadores para fazer caixa. Leandro foi para o Palmeiras, Elano está indo para o Flamengo e Marcelo Moreno, para o Cruzeiro. Mesmo que a saída de Alex Telles tenha sofrido uma pausa, deve ser efetivada. Tanta atividade pode ser discutida quanto à eficácia. Mas é uma demonstração de comando, algo que é fundamental em um vestiário. Está muito claro que o homem manda e que, como tal, será muito cobrado.

Inversão

Parece que o Inter festejava um início de temporada de Libertadores. O novo Beira-Rio foi palco para a volta de Abel, a apresentação de reforços e até nomes de peso da política como Vitório Piffero. Muitos sorrisos para encarar o Gauchão.

Já o Grêmio não esteve na sua moderna Arena e, em um nostálgico Olímpico, houve clima bem menos empolgado. Nem sequer o Conselho de Administração esteve completo no retorno tricolor. São apenas duas contratações. A notícia de que os jogadores serão pagos até sexta foi o que de mais animador se ouviu.

Queda

André Döring conseguirá algo inédito. Sairá do cargo de técnico sem ter estreado. O Inter colocará Clemer no comando do sub-23 no Gauchão, embora não tenha participado da preparação.

Clemer conhece o grupo e é mais maduro na função. Para André, se trata de geladeira e tanto, que já comandou o time na Copinha e, ao que tudo indica, será rebaixado novamente a assistente. Depois da passagem discreta no time principal, o ex-goleiro campeão do mundo virou espécie de ministro sem pasta. Tem que ocupar um lugar, independentemente se isso será produtivo.

A definição do Catar como sede da Copa de 2022 sempre esteve envolvida em suspeitas. Entre elas, estranha antecipação de mais de oito anos na escolha, nenhuma tradição, escândalos na federação e muito calor em junho. Há cheiro de trambique. Com tempo ainda para mudar, a FIFA acabaria com os problemas se reconhecesse o erro e mudasse o país anfitrião.

Na CBF, Andrés ainda “veste” a camisa do Timão

Leia o post original por Mion

Na CBF, Andrés ainda "veste" a camisa corinthiana. Agora é Brasil!

O novo diretor de seleções da CBF ainda não conseguiu superar a condição de ex-presidente do Corinthians e por sinal, ao lado de Vicente Matheus, divide a condição de melhor dirigente do clube de todos os tempos. Acontece que antes liderava a nação enorme e fantástica corinthiana, hoje tem grande responsabilidade com uma nação muito maior, a brasileira, tão fantástica e exigente quanto a do seu time do coração.

Andrés ainda transpira Timão e não pode. A má vontade contra o São Paulo sempre houve por parte da CBF. O presidente da entidade, Ricardo Teixeira tem ódio mortal pelo presidente Juvenal do tricolor e vice-versa. Andrés também sempre atacou os são-paulinos com piadas pejorativas. Se no passado até foi interessante porque atiçava a rivalidade, a posição atual de Sanchéz não permite.

Para início de conversa, quando aceitou o cargo de diretor da CBF, deveria avaliar a real situação: deixou de representar uma das duas maiores torcidas do Brasil, ao lado do Flamengo, para defender apenas o verde e amarelo. Se o Corinthians tem 13% dos torcedores brasileiros ( Mengão também 13%), segundo pesquisa do IBOPE divulgada em outubro de 2011, é bom lembrar que 87% restantes são rivais e abominam o Timão. Também é bom ressaltar que o São Paulo nesta mesma pesquisa recebeu 8%, é a terceira maior do país.

No caso de Lucas, Andrés deveria assumir uma postura mais conciliadora, equilibrada. As argumentações de Leão são baseadas em fatos, apenas Lucas não foi liberado. Imediatamente Andrés deveria atender o pedido justo, mas discordar das acusações de Leão. Precisou o presidente Teixeira liberar o jogador e ainda Andrés ameaçou o São Paulo (afirmou que o tricolor queimou um cartucho), além do técnico Leão de pegar punição no STJD.

Algumas perguntinhas que os torcedores brasileiros fazem: se fosse o Corinthians o tratamento discriminatório aconteceria?  Depois de tudo isso o menino Lucas terá chance de ser titular na seleção, ou Paulinho, Ralf e Elias continuarão prioritários? São perguntas cabíveis baseadas nas atitudes polêmicas e radicais do dirigente. Andrés tem capacidade e carisma de se dar bem na seleção desde que administre pensando nos brasileiros e deixe de agir apenas como torcedor fanático de um clube.