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Por que São Paulo ainda tem quantias a receber e pagar por PH Ganso

Leia o post original por Perrone

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O São Paulo vendeu Paulo Henrique Ganso em julho de 2016 para o Sevilla, mas ainda tem dinheiro a receber e conta a pagar referente à transação.

De acordo com o balanço relativo a 2018, o tricolor paulista tinha em dezembro do ano passado R$ 2.219.000 a pagar para a DIS, empresa que possuía participação nos direitos econômicos do meia, hoje no Fluminense.

Também estão registrados R$ 3.328.000 que precisavam ser pagos à empresa Link Assessoria Esportiva, do agente André Cury, responsável pela intermediação da venda.

Segundo Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro do São Paulo, as duas quantias não foram pagas até hoje porque o clube discute com o governo espanhol quanto precisa desembolsar em imposto para receber o dinheiro.

“Eles aumentaram a alíquota que quem vende jogadores para clubes espanhóis tem que pagar. Isso não só para nós, em todas as negociações. Não concordamos e contratamos uma banca de advogados para discutir administrativamente. Só vamos receber (o dinheiro vindo do Sevilla pela compra de Ganso) quando resolvermos isso. Depois que recebermos, vamos fazer os repasses (para DIS e Link)”, disse o dirigente.

De fato, as demonstrações financeiras do clube mostram que em dezembro de 2018 havia dinheiro a receber do Sevilla pela transação: R$ 8.821.000.

Os pagamentos a serem realizados para DIS e Link por conta da venda de Ganso já apareciam no balanço de 2017 só que eram menores. Na ocasião, foram registrados R$ 1.984.000 devidos para a DIS e R$ 2.975.000 para a Link. “Isso acontece porque os valores estão indexados ao euro e houve variação cambial”, afirmou o diretor financeiro.

As demonstrações financeiras mostram uma série de casos em que o São Paulo ainda tinha no final do ano passado dinheiro a receber e a repassar por conta da venda de jogadores. Na maioria, são negociações parceladas que ainda não tinham vencido.

Foram anotados R$ 31.063.000 a receber do River Plate por Lucas Pratto. O Atlético-MG aparece duas vezes no documento com quantias a receber relativas a seu ex-atacante. Numa são apontados R$ 5.403.000 pela venda dele ao São Paulo. Em outra, aparecem R$ 1.331.000 por participação nos direitos econômicos.

Diretor da DIS ironiza estafe de Neymar: ‘feliz com chance de pena maior?’

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A mais recente decisão da Justiça espanhola sobre Neymar deflagrou nos bastidores uma espécie de disputa entre os estafes do jogador e da DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador, para ver quem demonstra mais otimismo em relação ao desfecho da batalha judicial.

Ao UOL Esporte, a equipe do jogador afirmou ter sido bom para o atleta o juiz responsável pelo caso se julgar incompetente para julgá-lo e determinar que um tribunal formado por três juízes faça o julgamento.

Em contato com o blog, Roberto Moreno, diretor da DIS, ironizou a visão otimista de Altamiro Bezerra, diretor financeiro do Instituto Neymar Júnior.

“Não quero cutucar ninguém, mas é uma incoerência ele (Altamiro) dizer que ficou feliz com a decisão. A promotoria tinha pedido dois anos de prisão, agora o juiz calcula que a pena pode chegar a seis anos. Quem fica feliz ao saber que uma pena pode passar de dois para seis anos?”, afirmou o executivo da DIS.

Ele se refere ao fato de, inicialmente, a promotoria ter pedido a condenação de Neymar por dois anos, além de multa, por suposta irregularidade na transferência do Santos para o Barcelona em 2013.

Agora, o juiz José Maria Vázquez Honrubia entendeu que a pena pode chegar a seis anos de prisão e ele só pode julgar casos com previsão máxima de condenação por cinco anos. Por isso, o juiz se considerou incompetente para julgar o caso.

“Você já viu alguém comemorar porque pode pegar uma pena maior do que antes? Não faz sentido”, afirmou Moreno, ainda sobre a reação do estafe de Neymar.

O caso envolve também os pais de Neymar, o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossell, atualmente preso por outras acusações, o atual principal mandatário do clube, Josep Maria Bartolomeu, e Odílio Rodrigues, que presidiu o Santos, além dos dois clubes.

A declaração rebatida por Moreno foi a seguinte demonstração de confiança dada por Bezerra ao UOL Esporte: “a notícia é boa para nós porque já é o segundo juiz que se considera incompetente para julgar o pedido da DIS. Isso enfraquece o pedido. Agora o juiz alegou incompetência  porque ele só cuida de casos com pedido de prisão até cinco anos. Eles pediram seis. Outro ponto favorável para nós é que a Justiça, na Espanha e no Brasil, já entendeu os valores recebidos pelo Neymar como sendo salário”.

As duas partes também esbanjam otimismo em relação ao pedido de condenação. Para a DIS, as provas contra Neymar são absolutas, e o fato de Honrubia calcular que a pena pode chegar a seis anos seria um indício de que a punição é viável.

Do outro lado do muro, o estafe do jogador do PSG diz ter certeza de que ele não será preso. Primeiro por considerar não existirem provas de que foi cometido crime na transferência dele para o Barça. Para a DIS, houve uma simulação entre os envolvidos para diminuir a quantia que a empresa tinha a receber pelos 40% dos direitos econômicos.

A defesa do astro da seleção brasileira também justifica sua posição otimista com o fato de o jogador ser primário. Pelas leis espanholas, ele só poderá ser preso ser for condenado a mais de cinco anos. O entendimento é de que um réu primário não pegaria pena perto da máxima e teria a condenação transformada em multa.

Mas a hipótese de condenação não é levada em conda pelo estafe do atleta, que sempre alegou inocência.

Em nota, a assessoria de imprensa de Neymar também afirmou que ao se declarar incompetente para julgar o caso, Honrubia, “reforça o pedido que foi negado à defesa”, que “contestava a competência desta corte em julgar o caso. Consequentemente todos pedidos e atos praticados por essa corte tornam-se nulos”.

Completando a demonstração de otimismo, o comunicado afirma que “fica claramente demonstrado que a Espanha não tem jurisdição para julgar a demanda da DIS”.
Oficialmente, Neymar foi vendido pelo Santos por 17,1 milhões de euros. O Barcelona pagou 40 milhões de euros para a N&N, pertencente aos pais do jogador. A empresa entende que essa quantia fazia parte da negociação pelos direitos econômicos. Assim, deveria entrar na conta dos 40% a que ela tinha direito.
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Empresa que brigou com Santos por Neymar se aproxima na gestão de Peres

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De parceira do Santos nos tempos de Marcelo Teixeira, a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, se transformou em adversária do clube a partir da gestão de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Agora, com José Carlos Peres na cadeira mais almejada da Vila Belmiro, a empresa volta a se aproximar do alvinegro praiano.

Roberto Moreno, executivo da DIS, confirmou ao blog o novo momento na relação entre as partes. “O Peres já nos fez uma visita. Tem tudo para dar certo. Infelizmente, fomos afastados na gestão do Laor sem nenhuma justificativa porque sempre somos a favor da instituição Santos, independentemente da gestão”, afirmou Moreno.

A reaproximação passa pela discussão sobre eventual acordo para encerrar pendências entre as partes. “Tenho um bom relacionamento com a atual gestão, mas existem várias pendências judiciais com o Santos. André, Neymar, Wesley, Emerson Palmieri…”, escreveu o executivo em mensagem ao blog.

Segundo ele, é difícil, mas não impossível, que a empresa volte a ser parceira do clube em alguns negócios até antes de solucionar esses casos. Vale lembrar que agora a Fifa só permite que clubes tenham direitos econômicos de jogadores. No entanto, a DIS representa atletas, parte considerável nas categorias de base de diferentes times.

Peres já sinalizou que é a favor de encerrar as brigas com a empresa. Durante a campanha eleitoral, ele adotou discurso pacifista em relação a atritos gerados durante outras administrações. Isso inclui a turbulência com Neymar e seu pai.

No entanto, por meio da assessoria de imprensa do Santos, o presidente evitou falar especificamente sobre a DIS. Também não respondeu se visitou o escritório da empresa recentemente.

O departamento de comunicação santista enviou a seguinte nota sobre o assunto: “Peres tem buscado conversar com todas as pessoas físicas e jurídicas no sentido de equalizar a vida financeira do clube. Empresas e empresários que trouxerem bons negócios para o clube e não apenas às próprias empresas e empresários serão ouvidos. Se em algum momento, contudo, auditoria ou Justiça apontarem que qualquer uma dessas empresas ou empresários lesaram o clube, deixarão de ser ouvidos pela atual gestão para novas negociações.”

A principal batalha entre DIS e Santos estourou por conta da venda de Neymar para o Barcelona, em 2013. A empresa crê que as partes fizeram a negociação de uma forma que pagassem menos do que ela entendia ter direito a receber por sua participação nos direitos econômicos do atacante. Inconformada, acionou a Justiça espanhola.  Na ocasião, Laor presidia o Santos.

Divórcio

A DIS vivia em harmonia com o alvinegro durante a gestão de Marcelo Teixeira. Porém, quando Luís Álvaro assumiu à presidência, passou a questionar os valores pagos pela empresa pelos direitos econômicos de jovens promessas do clube e tentou desfazer os acordos. A partir daí a relação só piorou.

Laor, que renunciou alegando problemas de saúde, e DIS, saíram de cena na Vila Belmiro. Em seus lugares entraram Odílio Rodrigues, ex-vice-presidente, e Doyen Sports. O fundo de investimentos trouxe Leandro Damião para o clube no final de 2013. Na ocasião, o alvinegro se comprometeu a pagar cerca de R$ 42 milhões para a parceira até o fim do contrato de cinco anos do jogador, que não vingou na Vila.

Após a saída de Odílio, foi a vez de a Doyen virar inimiga. Modesto Roma Júnior, seu sucessor na presidência, não aceitou as vendas de parte dos direitos econômicos de Gabigol, Geuvânio e Daniel Guedes. Ele alegou que, de acordo com o estatuto, Odílio não poderia ter feito as negociações no final de seu mandato, em 2014. O Santos chegou a mandar o caso para um centro de arbitragem. Antes de deixar a presidência, porém, Modesto entrou em acordo com a Doyen sobre as vendas dessas fatias e também para equacionar a dívida referente a Damião.

Ao mesmo tempo em que se afastou da Doyen, Modesto estreitou os laços do clube com o empresário Luiz Taveira. Ele participou de várias negociações durante a gestão do ex-presidente. Sua constante presença nos assuntos do clube incomodou conselheiros.

Agora, o mesmo vento que sopra a favor da DIS, afasta Taveira da Vila Belmiro. A direção atual não o enxerga com bons olhos.

 

DIS tenta mudar na Justiça decisão que livrou Neymar de acusação de fraude

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A DIS tenta na Justiça espanhola alterar decisão que livrou na semana passada Neymar, seus pais e a empresa da família da acusação de terem cometido fraude com suposta simulação contratual na transferência do jogador para o Barcelona.

Na última segunda, os advogados da empresa ligada ao grupo Sonda entraram com um pedido de esclarecimento por parte de José de la Mata Amaya, juiz responsável pela retirada da acusação, por entenderem que ele não poderia mudar a decisão da Quarta Seção da Audiência Nacional, em Mardi, que reabriu o caso em setembro de 2016, determinando que houvesse julgamento. Em Julho do mesmo ano o próprio  Amaya tinha decidido pelo arquivamento do processo por entender que Neymar e seus familiares não cometeram crime.

Respeitando a determinação para reabrir o processo, na sexta passada, o mesmo juiz fez a abertura do julgamento oral, mas só acusou Neymar e seus pais de crime de corrupção em negócios.

“A primeira instância não pode mudar a decisão tomada em segunda instância. Ele só tinha que abrir o julgamento e deixar o novo juiz decidir. Agora pedimos para o próprio juiz (Amaya) se manifestar sobre o assunto. Se ele não entender que estamos certos, vamos levar o pedido para a segunda instância”, afirmou ao blog Paulo Nasser, advogado da DIS.

A defesa de Neymar comemorou o fato de a acusação de simulação contratual ser rechaçada. Para Davi Tangerino, um dos advogados que trabalham para o jogador, a decisão afasta a possibilidade de Neymar ser preso. Ele avalia que em caso de condenação por corrupção o atleta pode ser condenado a no máximo dois anos de reclusão, pena pedida pela promotoria, além de multa. A Justiça espanhola prevê que o juiz pode evitar a prisão do condenado se ele for réu primário (caso de Neymar e seus pais) e a condenação for de até dois anos. Com uma hipotética condenação também por fraude, a pena aumentaria.

A punição para o crime do qual Neymar é acusado pode ser até quatro anos de detenção, o que supera o tempo máximo para a suspensão da prisão. Tangerino, no entanto,crê, que não há possibilidade de Neymar ser condenado por um período maior do que o pedido pela promotoria. “Para nós a decisão foi muito positiva”, afirmou o advogado de Neymar ao blog.

Os representantes da DIS pensam de maneira diferente em relação à possibilidade de o atacante do Barcelona ser preso. “Pedimos cinco anos de prisão para ele. E isso pode acontecer, sim. Vemos esse otimismo (da defesa de Neymar) como uma tentativa de manipulação da imprensa”, declarou o advogado da empresa.

Por sua vez, Tangerino disse que não poderia comentar sobre o fato de a empresa contestar a decisão que livrou Neymar da acusação de simulação de contrato porque só os advogados espanhóis do jogador podem falar sobre o tema. Porém, é sabido que o estafe e Neymar também acusa a DIS de tentar manipular a opinião pública.

A empresa do grupo Sonda alega que a simulação contratual ocorreu para que ela não recebesse os 40% referentes aos direitos econômicos de Neymar que ela detinha. Parte da fraude teria ocorrido com acordos paralelos que aumentaram os créditos do Santos junto ao Barcelona, como a prioridade dada ao Barça sobre jogadores da base do clube brasileiro e a promessa de realização de amistoso na Vila Belmiro. O juiz Amaya não concordou com os argumentos da empresa. Afirmou que os contratos adicionais são normais no futebol e têm conteúdo técnico e econômico específico.

 

Santos estuda oferecer como fiança em processo dinheiro vinculado ao Barça

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O Santos estuda oferecer à Justiça espanhola créditos que acredita ter junto ao Barcelona como garantia caso seja condenado a pagar multa em ação referente à venda de Neymar para o time espanhol.

O clube precisa apresentar fiança no valor de 4.304.533 euros (R$ 14,9 milhões). Se for absolvido da acusação de cometer simulação contratual na venda do atacante, o alvinegro resgata a garantia dada.

Mas a agremiação também precisa apresentar outra fiança em conjunto com Barcelona, Odílio Rodrigues, ex-presidente do Santos, Josep Maria Bartolomeu, ex-presidente do Barça, e Sandro Rosell, que também presidiu o time espanhol. O valor coletivo é de 4.513.024 euros (R$ 15,7 milhões).

“Eu me informei com o departamento jurídico do clube. Essa garantia não precisa ser um depósito em dinheiro. Pode ser um imóvel ou até os créditos que temos junto ao Barcelona, como a premiação pela indicação de Neymar a melhor jogador do mundo ou a quantia referente ao amistoso que eles se comprometeram a fazer com o Santos no Brasil”, disse Modesto Roma Júnior.

O presidente santista afirmou que os advogados do clube vão analisar qual a possibilidade de a Justiça espanhola aceitar essas garantias.

No caso da premiação pela participação de Neymar na escolha do melhor do mundo pela Fifa em 2015, o valor é de 2 milhões de euros (R$ 6,9 milhões). A quantia, no entanto, foi depositada em juízo. O Barcelona alegou que como a atual diretoria do Santos contestou na Fifa os contratos firmados na venda de Neymar, o bônus não pode ser pago até haver uma decisão final sobre o imbróglio.

Já em relação ao amistoso, também acertado na transferência de Neymar, o contrato diz que o jogo deve acontecer enquanto o brasileiro atuar pelo Barça. Se ele mudar de time antes da partida, os catalães precisam pagar ao Santos 4,5 milhões de euros (R$ 15,6 milhões).

A decisão da Justiça espanhola determina que quem não apresentar as fianças em cinco dias terá bens bloqueados em valor correspondente ao exigido.

Porém, Modesto disse não estar preocupado. “O prazo só começa a valer depois da notificação. Nem fomos notificados ainda, isso deve demorar um mês para acontecer”, declarou o dirigente.

Neymar e seus pais, acusados de cometerem crime de corrupção em negócios, terão de arcar com fiança de 66,6 mil euros cada (R$ 232 mil) . A N&N, empresa da família, precisa apresentar garantia de 9,6 mil euros (R$ 33,4 mil).

O estafe do atacante considerou uma vitória ele, seus pais e a empresa deles não terem sido citados por crime de fraude contratual, ao contrário do que pretendia a DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador e se sentiu lesada na transação.

 

Prisão? ‘Neymar já tem idade para responder pelo que faz’, diz executivo

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Entrevista com José Barral, presidente do Grupo Sonda, detentor da DIS, empresa que pede na Justiça cinco anos de prisão para Neymar, seus pais e demais envolvidos na venda do jogador do Santos para o Barcelona.

Blog – A empresa não teme ficar com uma imagem antipática junto ao público ao pedir a prisão de um ídolo de tantos torcedores?

José Barral – Eu até tinha essa dúvida. Mas é básico, se eu ou você fizermos algo errado, temos que responder por isso. Por que o ídolo não tem que responder? Tem que responder também. E é importante dizer que não somos nós que queremos a prisão do Neymar. A lei pede isso. Espero que as pessoas entendam que não é a nossa vontade. Os advogados me explicaram que não poderíamos denunciar os crimes que denunciamos sem pedir a prisão porque a legislação espanhola prevê a prisão. Não é uma questão simples de a DIS se sentir prejudicada. Quando Neymar fez esse contrato (acordo para se transferir) impediu negociações futuras de outros clubes. Isso é chamado na Espanha de estafa de mercado, ele atrapalhou o mercado.

Blog – Como imagina que será a reação dos torcedores à decisão da empresa de pedir a prisão do Neymar e que, independentemente disso, ele seja impedido de jogar?

Barral – Não sei te dizer como as pessoas vão reagir. Estamos num momento diferente no Brasil, em que as pessoas estão vendo tudo de errado que acontece no país. E a inabilitação dele para jogar vale só para a comunidade europeia. Fizemos isso para não afetar totalmente o Neymar. Mas também tivemos que fazer porque a legislação exige. É uma lei nova essa de corrupção privada na Espanha. Está sendo usada pela primeira vez. Não sabemos como será a reação (dos espanhóis).

Blog – Então mesmo se for condenado a não jogar e se não for preso ele pode defender a seleção brasileira numa Copa do Mundo?

Barral – Não sei te explicar os detalhes, os advogados é que sabem. Mas só pedimos a inabilitação para o mercado europeu.

Blog – A transferência foi tocada pelo pai do Neymar. O processo não poderia ser contra ele sem envolver o jogador?

Barral – Ninguém aqui está questionando o Neymar como jogador, que é fantástico. Discutimos o que foi feito fora de campo. Tenho uma filha que tem a mesma idade do Neymar. Ela é psicóloga. Não consigo controlar minha filha, você acha que o pai conseguia controlar o Neymar? Ele tem que assumir a responsabilidade do que fez como homem. Ele é pai de família, não está na idade de dizer que a culpa é dos outros. Vivemos num mudo em que as pessoas assumem responsabilidades muito cedo. Ele era emancipado com 17 anos. Não acredito que hoje alguém consiga decidir por um jovem de 17, 18 anos, ainda mais um jovem com a independência financeira que ele tem. (Neymar está com 24 anos e sua transferência começou a ser negociada quando ele tinha 19).

Blog – Então vocês se sentem enganados pelos dois, pai e filho.

Barral – Claro, pelos dois. A gente se sentiu enganado, ludibriado por tudo o que aconteceu. Não estamos fazendo nada diferente do que buscar nosso direito. Cabe à Justiça dizer se temos razão. (Neymar, seus pais e os demais envolvidos negam irregularidades na negociação).

Blog – Quanto a DIS pede para receber pela transferência do Neymar?

Barral –  Entre 24,8 milhões e 25 milhões de euros. Os valores superiores a isso comentados pela imprensa são cobrados como multa pelo Ministério Público e não são para nós.

Blog – Não teme que o risco de ser preso ou de ser impedido de jogar atrapalhe o desempenho do Neymar?

Barral – O Sonda não pode se preocupar com isso. Ele como profissional tem que saber o que foi feito de errado ou não e assumir a responsabilidade. Cabe a ele saber lidar com isso. Espero que não prejudique porque como jogador ninguém tem nada a reclamar dele.

Blog – Ainda é possível um acordo para que a ação seja retirada, se a família do Neymar aceitar pagar uma quantia para a DIS, por exemplo?

Barral – Nesse momento não porque não depende só da DIS e do Neymar. O Ministério Público está envolvido e teria que aceitar.

Neymar, gênio da bola, segue sofrendo na Justiça espanhola!

Leia o post original por Milton Neves

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AFP PHOTO / LLUIS GENE

MP espanhol e DIS pedem a prisão de Neymar por corrupção

Do UOL, em São Paulo

O fundo de investimento DIS apresentou nesta quarta-feira à Justiça espanhola acusação contra Neymar e família, além de dirigentes e ex-dirigentes de Santos e Barcelona. Segundo os jornais Marca e Ás, a empresa quer que todos envolvidos fiquem inabilitados de prestarem serviços no futebol durante o processo, inclusive Neymar.

A DIS alega que a família Neymar agiu de forma corrupta, crime que estabeleceria cinco anos de prisão ao atleta.

A família de Neymar é acusada pelo fundo de investimentos de omitir o valor verdadeiro da transação do atleta para o time espanhol, ocorrida em 2013.

Oficialmente, a venda foi firmada em 17,1 milhões de euros. A DIS detinha 40% dos direitos do craque. O Santos possuía 55%, e Teísa possuía 5%.

Paralelamente ao acordo, o Barcelona pagou 40 milhões de euros diretamente para a empresa N&N, dos pais do jogador. No processo que tramita na Espanha, a DIS entende que essa quantia fazia parte da negociação e que, portanto, deveria ser repartida entre os então detentores dos direitos.

Neymar pai rebate, informando que esse valor se referia a “direito de preferência”, que em nada estaria atrelado ao acordo formalizado entre Barcelona e Santos. Neymar Júnior teria passe livre do Santos em 2014. O pai do craque justifica que vendeu a preferência de negociação ao Barça para quando o atacante ficasse livre e com os direitos em mãos.

O pai de Neymar diz que o Barça se antecipou e decidiu fazer acordo com o Santos um ano antes, em 2013, quando já havia pagado à N&N o “direito de preferência”.

E você, amigo internauta, o que pensa sobre o assunto?

Opine!!!

Disputa com DIS na Justiça fez Neymar ser intimado em estádio na Rio-2016

Leia o post original por Perrone

Como parte de um processo em segredo de Justiça movido no Brasil pela DIS, braço esportivo do Grupo Sonda e que se sentiu lesado na transferência de Neymar para o Barcelona, o principal jogador da seleção brasileira olímpica precisou assinar uma intimação em plena Arena Corinthians. O fato ocorreu em 13 de agosto, dia da vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, pelas quartas-de-final da Rio-2016.

Neymar estava no vestiário quando soube da presença no estádio do oficial de justiça Sebastião Carlos Cintra de Campos Filho, que entregou a intimação ao jogador. O objetivo do mandado entregue após pedido da DIS à Justiça era evitar o risco de prescrição de eventuais crimes cometidos na venda do atleta. A empresa detinha 40% dos direitos econômicos do atacante e acredita que o valor da transação foi maquiado para que ela recebesse menos do que tem direito.

Na partida contra os colombianos, Neymar foi caçado em campo, se irritou e levou cartão amarelo por dar pontapé em Roa. Depois, abriu o placar com um belo gol de falta.

O blog tentou ouvir o atacante por meio de assessoria de imprensa para saber, na opinião dele, até que ponto receber uma intimação no estádio o incomoda e pode atrapalhar seu desempenho, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

Na semana passada, a DIS conseguiu a reabertura do processo que move na Espanha contra os envolvidos na negociação, que negam ter cometido irregularidades.

 

São Paulo chega a acordo verbal para vender Ganso ao Sevilla

Leia o post original por Perrone

São Paulo, DIS e Sevilla chegaram a um acordo verbal nesta sexta para concretizar a transferência de Paulo Henrique Ganso. O negócio, porém, ainda não foi oficializado.

O clube espanhol vai pagar pouco mais de 10 milhões de euros pelo meia. Clube e empresa devem ficar com 4,5 milhões de euros cada. O restante vai para pagamento de comissão a intermediários e para o atleta. Por contrato, ele tinha direito a 10% do valor da transferência, mas havia sinalizado que não cobraria sua parte para facilitar a negociação.

A DIS tem 68% dos direitos econômicos de Ganso, ficando 32% com o São Paulo. Porém, o acordo sobre uma nova divisão de valores era a única solução para a venda ser realizada. Caso contrário, Ganso ficaria livre em setembro do ano que vem, podendo assinar pré-contrato com outro clube seis meses antes.

Política e acertos com Maicon e Cueva atrapalharam renovação de Ganso

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A decisão de Ganso de não renovar com o São Paulo é resultado de uma sucessão de fatos que começaram a ocorrer antes de aparecer a proposta do Sevilla. A demissão do diretor de futebol Luiz Antônio da Cunha e as negociações do clube por Cueva e Maicon ajudaram a abrir a porta de saída do Morumbi para Ganso. O meia já avisou para a diretoria que se não for vendido para a Espanha não renovará seu compromisso, válido até setembro do ano que vem.

No início de junho, o clube estava esperançoso em relação a renovação por meio de um plano capitaneado por Cunha. Ele chegou a oferecer R$ 400 mil mensais ao atleta, que recebe R$ 300 mil, e acenou com a possibilidade de Ganso ganhar luvas de 4 milhões de euros.

A intenção do dirigente era que a DIS, dona de 68% dos direitos econômicos do jogador, bancasse as luvas. O meia ainda teria a garantia de ser liberado entre o final de 2016 e o início de 2017 se o São Paulo recebesse uma oferta de 10 milhões de euros só pela fatia tricolor.

O empresário de Ganso, Giuseppe Dioguardi, achou os valores baixos e disse que o jogador não aceitaria renovar nessas condições. A DIS também não topou pagar integralmente as luvas, mas achou justo dividir a quantia com o São Paulo e se colocou à disposição para negociar.

Porém, um dia depois de as partes, incluindo Leco, se encontrarem para discutir o tema, a demissão de Cunha foi oficializada. Ele deixou a direção de futebol do São Paulo alegando não ter conseguido implantar seu método de trabalho. Um dos motivos foi não ter sido ouvido ao pedir que o clube não contratasse Cueva e se concentrasse na resolução da situação de Maicon, que estava no final de seu empréstimo.

A partir da saída de Cunha, o negócio com Ganso esfriou. Gustavo Vieira de Oliveira, executivo de futebol são-paulino, estava em Portugal cuidando da operação Maicon, e ninguém voltou a procurar o meia e a DIS para fazer uma nova oferta.

Após assegurar a permanência de Maicon, o São Paulo tentou retomar as conversas com o empresário de Ganso. Mas, nesse ponto, o estafe do meia estava chateado com o fato de a diretoria gastar 6 milhões de euros (mais porcentagens dos direitos econômicos de Lucão e Inácio) para comprar Maicon e pelo menos US$ 2 milhões para trazer Cueva depois de ter dito que não tinha como pagar as luvas de Ganso e nem oferecer um salário maior. A DIS também ficou incomodada. Ainda teve importante peso na decisão de Ganso o fato de seu estafe acreditar que pode conseguir luvas e salários bem melhores do que os oferecidos até então pelo São Paulo quando ficar livre do contrato atual.

A diretoria são-paulina, porém, discorda que as negociações com Maicon e Cueva tenham prejudicado as conversas com Ganso, e assegura que o presidente sempre foi a favor da extensão do contrato do meia.

Com o processo de renovação praticamente congelado, apareceu a proposta do Sevilla, revelada pelo blog. Ganso agiu rápido e avisou a diretoria que não iria renovar contrato se o se a transferência não fosse feita. Leco, então, indicou que fará o negócio, mas até a noite desta quinta o martelo não tinha sido batido. Clube e DIS não chegaram a um acordo sobre como seria a divisão dos 9.450.000 oferecidos pelo Sevilla em sua proposta.

O clube espanhol sinaliza que pode procurar outro jogador se o São Paulo não se resolver logo.