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Libertadores nunca muda: tremendo “osso duro”

Leia o post original por Mion

Huachipato mostrou um time coeso e de qualidade. Vitória merecida e nada vergonho para os gremistas.

Huachipato mostrou um time coeso e de qualidade. Vitória merecida e nada vergonho para os gremistas.

      Nos últimos 10 anos a Libertadores passou a ser o sonho de consumo de todos os clubes brasileiros. As últimas três edições foram vencidas por Internacional, Santos e Corinthians, sem contar com São Paulo em 2005 e Inter 2006. Isso significa que na última década o Brasil conquistou metade dos títulos. Alguns jornalistas dos grandes centros continuam com aquele discurso. Tal time não tem tradição, qualidade técnica e tática para vencer os representantes brasileiros que nem sempre é tão poderoso assim.

Quem era o Once Caldas antes de vencer a Libertadores de 2004 ou a equatoriana LDU campeã de 2008. Neste torneio impera a organização, dedicação e determinação bem acompanhadas da técnica, tática e qualidades individuais dos jogadores. A derrota do Grêmio diante do Huachipato (os chilenos vieram desfalcados de três titulares, inclusive do craque e capitão Lorenzo Reyes) causou um clima de tragédia. Não compreendo a razão.

Quero lembrar que esta equipe é atual campeã chilena, superando os poderosos de seu país. O futebol chileno sempre figurou entre as cinco maiores forças da América do Sul. O Grêmio estreou três jogadores, é uma equipe em formação. E convenhamos, o Huachipato dominou a maior parte do jogo. Tem jogadores de ótima qualidade técnica, organizado taticamente, joga compacto, excelente marcação e saída de bola com muita qualidade. Poderia ter feito mais gols. Quem assistiu ao jogo não teve dúvida da superioridade chilena, é uma questão de avaliar corretamente o que aconteceu em campo.

O clube gaúcho sentiu a estreia no torneio, ainda mais com três reforços atuando pela primeira vez. Deu para sentir o excesso de ansiedade refletida nas dezenas de passes errados. No último artigo que escrevi sobre o Grêmio neste blog analisei o elenco: excelente composto por muitas feras. Ressaltei que agora vinha o grande reforço: entrosamento e isso o tricolor só conseguirá jogando, além de outro fator, o encaixe das peças. Futebol nunca foi uma ciência exata, não basta colocar um monte de excelentes jogadores em campo e pronto. O Real Madrid tinha Zidane, Roberto Carlos, Ronaldo, Beckham entre outros. O time galáctico ganhou pouca coisa pelo potencial técnico da equipe.

O poderoso Boca Juniors também estreou em casa e perdeu para o Toluca. Já Fluminense e Palmeiras conseguiram passar pelo primeiro desafio. Libertadores é assim mesmo: somar pontos, lutar por cada centímetro quadrado do gramado e ser eficiente. Na fase de grupos tudo pode acontecer, detalhes definem os destinos da disputa. Os clubes brasileiros possuem qualidade, mas não esqueçam que do outro lado também tem. É bom mudar o discurso e mentalidade, avaliar o adversário em campo e não pelo nome ou tradição. A Libertadores possui várias equipes fortes, jogando bola de primeira, é o caso do Huachipato. O Grêmio de Luxemburgo que o diga!

Fifa faz concessão, e concorrentes da Globo têm acesso a discurso integral de Dilma

Leia o post original por Perrone

O Governo Federal pediu, e a Fifa aceitou. As concorrentes da Globo, que não pagaram pelos direitos de transmissão do sorteio da Copa das Confederações, poderão exibir na íntegra o discurso da presidenta Dilma Rousseff durante o evento deste sábado.

A gravação será entregue pela Fifa ao Governo que irá disponibilizar para todos os interessados. Pela Lei Geral da Copa só quem paga poderia ter direito ao material integral. Porém, a Fifa se entendeu com a Globo para dar uma demonstração de boa vontade ao Governo.

Discurso bonito, mas na hora de agir…

Leia o post original por Mion

Deco renovou contrato e jogou demais. E em 2012?

Os dirigentes dos clubes que fracassaram em 2011 iniciaram aquela fase dos discursos bonitos. São verdadeiros vendedores de sonhos. Vou exemplificar com um clube paulista e outro carioca, mas poderia citar muitos outros.

No São Paulo a promessa é de trazer três ou quatro grandes jogadores para mesclar com a garotada de ouro que existe no Morumbi. Não há a menor dúvida que com a meninada, Rogério Ceni, Luis Fabiano e mais estes reforços, o São Paulo poderá voltar ao estrelato nacional. E estes reforços não serão Fabrício do Cruzeiro e Paulo Miranda do Bahia. São dois ótimos jogadores, mas apenas apostas. O tricolor necessita de três jogadores de alto nível. Que me desculpem, Fabrício e Paulo Miranda não serão reforços com força suficiente para dar um novo rumo ao São Paulo.

No Rio, o Fluminense realizou uma reta final impressionante. Não há dúvida que o trabalho de Abel Braga começou a surtir efeitos. Além disso, o crescimento técnico de Fred (principalmente), Deco e Rafael Sobis é animador. Agora eu pergunto: em 2012 os três renderão o ano todo o mesmo futebol das últimas cinco partidas?

E assim os dirigentes iludem e são iludidos. Em dezembro do ano que vem vamos escutar novamente: agora vai e mais ideias e promessas salvadoras, mas na prática…

Enterro dos Aflitos

Leia o post original por Ju Brito

Neste sábado, 26 de novembro, completam-se seis anos de um jogo marcante na história do Grêmio. O inacreditável e insólito fim de tarde daquele dia ecoa como um exemplo de superação e garra. Será? Como efeito negativo, a Batalha virou sinônimo de discurso falacioso e enganador. Tornou-se um símbolo invertido do Grêmio que queremos.

É evidente que esta data poderá ser lembrada por muito tempo e recontada a todas as gerações. Afinal, é um embate mundialmente conhecido e admirado, nunca antes visto na história. No entanto, passa longe de ser um exemplo para planejamento e títulos ou para motivar a torcida em uma década de fracassos.

Em um ano de erros desde a pré-temporada até o fim do Brasileirão, na direção e no futebol, o discurso enfraqueceu mais ainda a Batalha dos Aflitos – e nos enfraqueceu. Faz-nos repensar: o que realmente queremos para o Grêmio? Desejamos um clube vencedor e com objetivos grandiosos, com o seu tamanho, novamente. Não queremos que o modelo de motivação seja um jogo da série B, que, na verdade, deveria ter sido vencido dentro de sua normalidade por um time que era tecnicamente superior ao Náutico.

2012 se aproxima não muito promissor, mas com muitas lições para os cartolas que tanto se orgulham de um passado recente que não queremos sequer repetir. Esses mesmos “governantes” precisam saber que a Arena, sozinha, não trará títulos para o Grêmio. O futebol é nosso propósito principal. E só cresceremos se o grande passo para a Arena for dado em simultaneidade com o enterro de discursos repetidos e desgastadas guerras.