Arquivo da categoria: Dodô

#TBT: Aristizábal

Leia o post original por Rica Perrone

Quando o São Paulo anunciou o tal de Aristizábal em 1996 ninguém sabia quem era. As coisas não eram faceis como hoje, não tinha internet e descobrir algo sobre um jogador colombiano era quase impossível sem ser via a opinião de um jornalista qualquer. Ele veio pro time de Parreira que contava com Muller, Almir,…

Que não falte combustível

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que está faltando combustível. Não falo do Brasil, falo do Santos. Pois todo mundo também sabe que o combustível de um time vem da arquibancada. É de lá que, como e onde estivesse, partiu o gás que embalou o querido Alvinegro Praiano para vitórias às vezes improváveis. Espero que nesse domingo, a partir das 16 horas, assistamos outro fenômeno igual.

Vi um Santos com meia equipe de reservas bater o São Paulo, campeão brasileiro de 1977, em pleno Morumbi, e levantar o título paulista de 1978; vi Giovanni & Cia enfiarem 5 a 2 no Fluminense, até então a defesa menos vazada do Brasileiro, em um Pacaembu enlouquecido; vi um bando de Meninos derrotar duas vezes o Corinthians, no Morumbi, e levantar o caneco de 2002.

Aos santistas que dizem que só voltarão aos estádios quando o Santos tiver um time forte, repleto de craques consagrados, que jogue bonito e vença quase todos os jogos, eu só posso dizer: “Aí é fácil”, ou, como diria o português em uma piada que não posso contar, “aí até eu”. Pois o momento que separa os homens dos meninos é agora.

Digo, com convicção, que esse jovem Santos joga melhor, com mais amor e empolgação, quando tem um bom público a animá-lo. Foi assim contra o Corinthians, o Palmeiras e o Nacional do Uruguai. Será assim contra o Cruzeiro, eu boto fé e espero que muitos outros santistas tenham a mesma confiança.

Com a volta de Bruno Henrique, tudo indica que o Santos jogará com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Yuri (ou Pituca), Jean Mota (ou Léo Cittadini) e Rodrygo; Gabriel, Bruno Henrique e Eduardo Sasha.

O Cruzeiro, também com desfalques, deverá começar a partida com Fábio; Lucas Romero (ou Edílson), Léo, Dedé e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho, Thiago Neves e Rafael Sobis (ou Bruno Silva); Sassá.

Já falei que o primeiro jogo que assisti em estádio, no caso o Morumbi, foi um Santos 2, Cruzeiro 0, em 13 de outubro de 1968. De um lado, Pelé, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Toninho; do outro, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Natal… Cerca de 29.500 torcedores foram ver aquela partida dos tempos em que o futebol praticado pelos times brasileiros era mesmo o melhor do mundo.
Não podemos esperar a mesma qualidade de outrora no clássico desse domingo, mas podemos fazer a nossa parte e incentivar nossos Meninos, alguns deles de grande técnica e enorme potencial.

Que os adversários torçam pelo insucesso do Glorioso Alvinegro Praiano é compreensível, pois a cada vez que entra em campo o Santos os faz lembrar de longos períodos de vexames e coadjuvância. Porém, ao menos nós, santistas, temos de estar ao lado do nosso time nessa penosa batalha para voltar a reinar no futebol. Nos vemos no Pacaembu.

E você, o que acha disso?


O lado cheio do copo

Leia o post original por Odir Cunha

Veja que não fosse o erro clamoroso do árbitro Flávio de Oliveira, não marcando o pênalti a favor do Santos aos 45 minutos do segundo tempo do clássico alvinegro, e hoje uma equipe improvisada, um time de meninos orientado por um técnico ainda muito criticado por alguns santistas, seria o líder do Campeonato Paulista, à frente de um clube que joga dinheiro pela janela, como o Palmeiras. Isso só para ver como às vezes podemos ser precipitados em nossas críticas.

Perceba que mesmo sem dinheiro para contratar, já que encontrou o cofre vazio e furado, a nova gestão trouxe Sasha, Fabigol e Dodô, três jogadores potencialmente titulares, ao contrário do que ocorreu em 2017, quando jogadores foram contratados às baciadas e apenas Bruno Henrique se tornou titular.

Note que as despesas mensais estão sendo drasticamente reduzidas, pois havia empregados demais e trabalho de menos. Se um clube moderno e eficiente como o Bayern de Munique tem menos de 400 funcionários, é óbvio que o nosso Santos não precisava de tanta gente para faturar um décimo do clube alemão. Alguém teria de ter coragem para desgazer o cabidaço de empregos.

Enfim, o tempo mostrará que os 11 compromissos de campanha da chapa Somos todos Santos serão cumpridos, entre eles a tão esperada – e temida, por alguns – auditoria, que passará o clube a limpo nos seus últimos anos. A partir desta gestão o Santos será mais eficaz e transparente. Quem viver, verá.

Fique sócio. Já!

Nessa corrida para levar o Santos novamente ao lugar que ele merece, sabemos que só podemos contar com o nosso torcedor. Por isso, independentemente da situação do time, vá aos jogos e se torne sócio, associando também mulher e filhos. Juntos, tornaremos o nosso time e o nosso clube poderosos, a ponto de lutar por todas as vitórias e títulos possíveis.

Somos todos santistas e por isso somos diferentes e predestinados. Qualquer garoto que veste esta camisa se torna imenso. Mas não somos apenas grandes. Somos os maiores que já pisaram um campo de futebol e, como a história é cíclica, um dia voltaremos a ser. Acredite nisso e jogue com a gente!

Clique aqui para ficar sócio do Santos

Faço um convite para você:

Em homenagem as mulheres, Memorial das Conquistas realizará “Uma Noite Memorável”

Vamos lotar a Vila: venda de ingressos para a partida contra o São Bento

E você, o que acha disso?


No mundo de Dodô, ninguém esperava pelo chamado de Dunga

Leia o post original por blogdoboleiro

Dodô estava dormindo em seu apartamento em Milão. Os pais do lateral esquerdo, “seo’ Benê e dona Lurdinha estavam na frente da tevê, na casa da família em Campinas, quando viram o nome do filho na tela, dentro da lista dos convocados por Dunga para os dois jogos da seleção brasileira contra Argentina (dia 11, em Pequim) e Japão (dia 15, em Cingapura). A assessoria de comunicação do jogador teve que correr para produzir alguma repercussão.

Ninguém do mundo de Dodô esperava pela convocação de Dunga.

O atleta tomou conhecimento quando acordou e, a caminho do banho, chegou as mensagens no celular. Lá estava o recado do pai, todo feliz com a volta à seleção do Brasil.

Dodô tem 22 anos e passagens por seleções de base. Foi campeão sul-americano Sub-17 (2009). Formado na base do Corinthians, teve que disputar posição com Roberto Carlos quando subiu ao time profissional. Não ganhou na confiança do técnico Mano Menezes, que apontava “uma certa timidez” em campo do jovem talento. Só atuou em 19 partidas nos três anos em que esteve no elenco principal.

Em 2011, foi emprestado ao Bahia. Disputou 31 partidas e fez dois gols. Num lance com o zagueiro Bolívar, então no Internacional, ele sofreu lesão no joelho e teve que passar por cirurgia. Mesmo assim, a Roma decidiu contratar o lateral que adora subir ao ataque e, antes de ganhar experiência profissional, subia o tempo todo.

Nesta quarta-feira, Dodô soube que vai à China com o time do Brasil, mas nem fez muita festa. Conversou com os pais por telefone e seguiu para o treinamento na Internazionale, clube onde joga desde o início da temporada, emprestado pela Roma. Nesta quinta, o time milanês vai enfrentar o Dnipro pela Liga Europa.

Na Itália, o novo escolhido de Dunga diz ter aprendido a segurar o ímpeto ofensivo, jogando do lado esquerdo da primeira linha de quatro jogadores da defesa. Nos amistosos da pré-temporada, ele jogou como titular da Inter e ganhou elogios do técnico Walter Mazzarri. Nos dois primeiros jogos do Campeonato Italiano (contra Torino e Sassuolo), ele começou como titular.

A experiência na base da CBF pesou na convocação do jovem atleta que volta a vestir a amarelinha, desta vez na seleção adulta.

E ele nem esperava por isso.    

Que a punição de Bolívar vire jurisprudência

Leia o post original por Mion

Dodô de muletas enfrenta uma lesão grave causada pela entrada agressiva de Bolívar.

A punição dada ao zagueiro Bolívar por entrada violenta em Dodô do Bahia não pode sucumbir como um ato isolado. Ela deve se tornar uma jurisprudência dentro da justiça esportiva A partir de agora fica clara a pena ao jogador que atingir com violência e afastar um colega de profissão por longo período. O zagueiro do Inter voltará quando o lateral do Bahia estiver completamente recuperado.

Para quem não tem intimidade com o as definições jurídicas, a “jurisprudência” é formada através de diversas decisões no mesmo sentido. Neste caso, quando um jogador machucar outro com gravidade, deverá encarar a mesma punição de Bolívar, ou seja, ficar afastado dos gramados até a recuperação do adversário lesionado.

Não quero  pegar Bolivar para “cristo”. Ele foi o primeiro e o fundamental é não existir recursos que diminuam a pena (isso sempre acontece) e os próximos casos sejam punidos com o mesmo rigor. Algum dia teria que começar para o azar de Bolívar e do Inter iniciou com ele.

O Brasil perdeu muito de seu talento em virtude dos jogadores violentos. Hoje é preferível receber a bola e tocar rapidinho, ninguém quer arriscar a carreira. Aquela história de zagueiros violentos ficou no passado. Veja o caso de Dedé do Vasco, o melhor do Brasil, joga limpo e pouca gente consegue ludibriar a sua marcação. A arte do futebol não é só dar um drible, chutar bem, ou passar a bola com categoria. A arte do futebol também está na capacidade de roubar a bola do adversário com técnica, sem violência.

A lei existe para bonito

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

O Brasil assistiu indignado o lance do zagueiro Bolívar sobre o menino Dodô do Bahia. O resultado é conhecido: cerca de seis meses inativo, uma lesão muito grave. O juiz não expulsou o zagueiro, mas a lei existe para uma punição exemplar.

O parágrafo 3º do artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) tem a seguinte redação: “na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitado o prazo máximo de 180 dias”.

A lei existe para bonito. No Brasil é assim, muita gente poderia estar presa, mas “acaba em pizza” tudo que é relacionado às pessoas conhecidas ou poderosas. Bolívar será julgado pelo artigo 254 e não deveria receber apenas a pena prevista de um a seis jogos. Pelo menos uns 120 dias de gancho servem de punição exemplar. Não há necessidade de pegar o zagueiro para “cristo”, mas pode ser um ótimo exemplo.

É difícil encarar uma pena longa, ainda mais no caso do veterano Bolívar. Infelizmente muita gente se arrepende de matar outro ser humano, mas nem por isso deixa de ir para a cadeia. É complicado para Bolívar, agora imagine ao menino Dodô. O rompimento total dos ligamentos tem grande possibilidade de comprometer o resto da carreira de um jogador promissor de apenas 19 anos. Não é exagero dizer que Bolívar pode sim, ter matado a carreira de Dodô.

E se fosse Neymar? Era “apenas” o Dodô

Leia o post original por Mion

O menino Dodô sofreu uma grave lesão que pode comprometer a carreira.

Inadmissível o que eu vi no lance do zagueiro Bolívar do Inter contra o lateral Dodô do Bahia. Tudo errado e lamentável. Foi pênalti e Bolívar deveria receber cartão vermelho. Vou mais longe: uma pena de dez jogos de suspensão não seria nenhum absurdo.

O árbitro Paulo César de Oliveira sofreu um branco, só posso justificar desta forma. Assinalou apenas lance perigoso e nem cartão. Se o lance foi só perigoso, imagino que para ser falta violenta só com “clec” da perna quebrada.

O resultado final do erro: Dodô sofreu o rompimento total do ligamento cruzado, alijado de jogar muitos meses. O Bahia perdeu e continua em situação difícil no Brasileirão. E se fosse Neymar? Com certeza Bolívar não seria perdoado. Muitas campanhas deflagradas para acabar com a carreira do zagueiro. Como é um garoto desconhecido e que joga no Bahia, não há repercussão.

Aos 19 anos, Dodô sofrerá barbaridade para retornar. O tratamento é longo e doloroso. Resta torcer por uma recuperação total. Enquanto isso, Bolívar continua jogando e Paulo César apitando. Não precisa pensar muito para achar injusto e covarde.