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A eterna magia de Pelé

Leia o post original por Quartarollo

pelé

Hoje Pelé comemora 75 anos de idade. Edson Arantes do Nascimento, que lhe empresta o corpo e a voz, vai nessa carona e também faz a festa.

A magia de Pelé continua eterna. Imbatível. Todos os dias quando surge um bom jogador logo já se diz: “É o novo Pelé”

É Pelé disso, Pelé daquilo. Pelé suplantou Edson há muito tempo e passou a ser sinônimo de coisa genial, de alta qualidade.

Não é necessário falar dos feitos do eterno Pelé, isso todos já falam, mas a magia perdura e atravessa décadas e invadiu o novo século.

Esse é um cara iluminado. Convivi com Pelé menos do que gostaria e mais do que muita gente pretendia.

Sou um cara de sorte. Entrevistei Pelé várias vezes, nunca no auge do seu futebol.

Nasci em 1957 quando ele explodia genialmente para o mundo. Conheço suas histórias e suas conquistas, mas vi Pelé jogando pela primeira vez contra o XV de Piracicaba no Barão de Serra Negra, em Piracicaba, em 1973, se não estou equivocado.

Não foi o grande Pelé de sempre, já caminhava para se despedir, mas ainda é o que mais chamava a atenção da torcida e dos adversários.

O XV festejou porque empatou em casa com o Santos de Pelé, 0 x 0, com direito a bola na trave do rei e com Edu jogando demais na ponta-esquerda.

Comecei em rádio em 1972, ele ainda era a majestade dos campos. Quando cheguei em São Paulo, na Rádio Gazeta, em 1980, tive mais contato profissional com Pelé.

O entrevistei várias vezes e via que ele atendia a todo mundo com o mesmo carinho. Vi Pelé deixar de almoçar, deixar a comida esfriando no prato, para atender seus fãs.

Quantos cafezinhos ficaram nas xícaras por causa disso. Era dar uma bicadinha e já vinha alguém, posso tirar uma foto com o senhor seu Pelé?

E lá ia o Rei atender seus súditos independente de onde eram, quem eram ou para quem torciam.

Em 1985, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, em Assunção, no Paraguai, estávamos todos, imprensa e jogadores, concentrados no Hotel Ita Enramada, e naquela época você entrevistava os craques da Seleção a qualquer hora.

Tomava café com eles, jogava baralho e na folga tomava até cerveja junto. Eram todos muitos próximos, jogadores e imprensa, nem a figura atual do assessor, ou censor de imprensa, existia.

Na manhã do jogo com o Paraguai, no saguão do hotel, estávamos fazendo matérias para rádio, jornal e televisão e todos os jogadores ali batendo papo e a torcida querendo também falar com os atletas.

Nisso chegou Pelé. Falecido Sócrates, do alto da sua inteligência, começou a sorrir.

Eu olho para ele e pergunto: “Tá rindo de quê, Magrão?” e ele respondeu: “Agora acabou nosso papo com vocês, todos vão querer falar com o maior de todos. O rei chegou, a atenção é para ele. Qualquer coisa tô no café”

O incrível é que naquela seleção havia gente consagrada como o próprio Doutor Sócrates, Falcão, Careca, Casagrande, Renato Gaúcho, Leandro, Júnior e outros mais.

Era a base do belíssimo time de 82 com algumas mexidas. Ninguém era maior que Pelé e Sócrates sabia disso de longe.

Eu estava lá pela rádio Record e o grande Roberto Silva, ainda na Rádio Bandeirantes, tinha mais intimidade com Pelé e foi falar com ele.

“Pelé, a gente precisa fazer uma entrevista com você. Pode ser agora?”

O Rei todo sorridente e atendendo todo mundo que se aproximava: “Roberto, prazer em revê-lo, estou chegando de viagem, vou subir tomar um banho e em meia hora desço para falar com vocês e atendo todo mundo”

Não deu outra, meia hora depois estava e eu e outros companheiros ao vivo com Pelé para o rádio do Brasil, como costumamos dizer.

Quando saiu para o estádio ainda perguntou se tinha atendido todo mundo e isso valia também para os torcedores que queriam fotos e autógrafos.

Há pouco tempo, Flávio Prado resolveu fazer um programa para a TV Gazeta reunindo os cinco jogadores daquele que é considerado o melhor ataque de todos os tempos: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Pelé topou a parada na hora e avisou: “Vamos fazer lá na minha casa, no Guarujá”

Flávio topou e na época eu estava participando da campanha da Jovem Pan por respeito ao Hino Nacional nos estádios e faltava falar com Pelé que sempre estava viajando.

Pois com Pelé é assim, se você chegar perto passa a ser do time dele e ele te abraça e os assessores não falam mais nada, mas se precisar de ajuda para chegar e ele não sabe que você quer falar com ele, há uma certa complicação.

Pedi ao Flávio para que ele gravasse um depoimento de Pelé sobre o Hino Nacional. Ele fez mais do que isso, me convidou para ir junto.

“Já falei com Pelé que você vai conosco e ele falou que não precisava nem pedir. Você está convidado, vamos lá”

Lá fui eu com um motorista e um técnico da rádio. Pelé nos recebeu de braços abertos, se emocionou ao reencontrar seus antigos companheiros, fez questão de que a TV Gazeta pagasse um cachezinho, com o qual ele colaborou pessoal e secretamente para que não ficassem melindrados, para cada um dos seus velhos amigos, fez comida para a gente almoçar, levou-nos ao altar da Santa de sua devoção que cuida todos os dias com carinho e contou histórias de vida, de família como se fosse um igual a nós.

Ah, antes de tudo isso, foi buscar pessoalmente o motorista e o técnico da rádio que estavam no carro lá fora esperando pela matéria para voltar à São Paulo.

Foram levados para dentro para almoçar e passar o dia com a gente. Esses dois jamais esqueceram o fato: “Ser convidado por Pelé em pessoa era demais para eles”

O gozado foi Pelé me perguntando. “Cadê os meninos que vieram com você?”

Estão lá fora me esperando, vou passar a matéria e voltar para São Paulo.

“Vai nada, espera aí, vou chamar os dois. Nada disso. Vamos almoçar todos juntos” e assim aconteceu.

Tempos depois estou entrevistando Mané Maria, ex-excelente ponta-direita do Santos dos anos 70 e amigo pessoal de Pelé até hoje, e ele me fala assim: “Quartarollo, tenho aqui um garoto que quer pedir uma ajudar para você. Você pode conversar com ele na Jovem Pan?”

“É claro que posso, bota o menino aí no telefone”.

“Oi seu Quartarollo, aqui é o Edson, tô procurando um time para jogar e ninguém me dá chance”

“Ah, é? O que você sabe fazer?

“Sei chutar com o pé direito, com o pé esquerdo. Sei cabecear, driblo bem, faço muitos gols, mas ninguém me dá chance”

E eu entrando na brincadeira do Rei. “Ah, você sabe tudo isso. Quem você pensa que é, pensa que é o Pelé?”

Gargalhadas à parte, veio na sequência mais uma grande entrevista cheia de histórias boas e análises sobre os rumos do futebol brasileiro.

É por isso que quando alguém quer comparar algo muito bom, pode se comparar a Pelé, mas ele é inigualável, é o maior de todos sem nenhum favor.

Quando um jogador se destaca muito a primeira questão é: “Esse é melhor que Pelé, esse é igual a Pelé”

Agora é a vez de Messi ser comparado. Logo, logo isso passa. No passado outros também foram comparados a ele, mas Pelé só existe um, mas é gente igual a gente. Tenha certeza disso.

Pelé tem um grande coração. É do tamanho desse aí de cima na foto magistral de Luiz Paulo Machado que teve a felicidade de pegar o exato momento em que o suor fazia um desenho perfeito no peito do Rei.

E ele conseguiu isso numa época em que as máquinas fotográficas eram bem diferentes dessas de hoje. Não dava para inventar e nem montar. Era isso ou isso e nada mais.

Machado era um dos Pelés das fotografia. E era ótimo. Parece que realmente os polos, ou os pelés, se atraem.

Garotos

Leia o post original por Rica Perrone

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“Quase” tudo errado

Leia o post original por Rica Perrone

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Sobrando o que faltou

Leia o post original por RicaPerrone

Contra o América RN o Fluzão deixou de ter medo de ser eliminado e brincou de tomar gols.  Acabou fora, numa das mais ridículas páginas da história do clube entre 4 linhas.

Hoje, depois de um grande primeiro tempo onde os dois times buscaram o toque de bola, poucas faltas e belas jogadas, o Fluminense teve que escolher.

Estava 2×0 quando Kléver fez a falta violenta mais aceitável do mundo.  Era quase um pontapé necessário, se é que existe isso.  Expulso, com toda justiça, deixou Cristovão em situação difícil.

Ele já havia trocado Cícero por Wagner no intervalo. Até a hora que escrevo este post não entendi ainda porque.

Para o goleiro reserva entrar, optou por tirar Sóbis. Normal.  Ainda havia um jogo onde o Fluminense poderia oferecer algum perigo ao Goiás.

Até que ele tirou o Fred, colocou um zagueiro e deixou Conca e Wagner na frente esperando uma luz divida.  Eu gosto do Cristovão, mas ele faz alterações que não entendo bem.

De qualquer forma, o Fluminense optou por ter muito medo, já que faltou contra o América.

Tanto que chamou o Goiás e tomou o gol. Merecido, diga-se.

Agora 1×0 elimina o Tricolor. E lá, por isso, vai precisar fazer gols. E então Cristovão vai poder fazer o que faz de melhor, que é armar o time pra agredir.

Quando colocado em situação de administrar, até agora, não se saiu muito bem.

abs,
RicaPerrone